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Jb news informativo nr. 2111

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Jb news informativo nr. 2111

  1. 1. JB NEWS Filiado à ABIM sob nr. 007/JV Editoria: Ir Jeronimo Borges Academia Catarinense Maçônica de Letras Academia Maçônica de Letras do Brasil – Arcádia de B. Horizonte Loja Templários da Nova Era nr. 91(Florianópolis) - Obreiro Loja Alferes Tiradentes nr. 20 (Florianópolis) - Membro Honorário Loja Harmonia nr. 26 (B. Horizonte) - Membro Honorário Loja Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas (J. de Fora) -Correspondente Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas (P. Alegre) - Correspondente Saudações, Prezado Irmão! Índice do JB News nr. 2.111 – Florianópolis (SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Bloco 1-Almanaque Bloco 2-IrAilton Elisiário – Carta de Maceió Bloco 3-IrLouis Block – O Objetivo do Estudo na Maçonaria Bloco 4-IrKennyo Ismail – O que significa Loja Maçônica? Bloco 5-IrRui Bandeira – O Trabalho Fora de Loja: Segundo Vigilante Bloco 6-IrPedro Juk – Perguntas & Respostas – do IrFelipe Spir – São Paulo - SP Bloco 7-Destaques JB – O Prumo de Hiram - Breviário Maçônico -
  2. 2. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 2/17 Irmão Manoel Miguel MM da Loja Colunas de São Paulo 4145 – GOB/GOSP – Or.’. de São Paulo. Cel./WZ: 19 98401-0686 Escritor – Palestrante – Coach em Saúde e Estilo de Vida manoelmiguel@msn.com Nesta edição: Pesquisas – Arquivos e artigos próprios e de colaboradores e da Internet – Blogs - http:pt.wikipedia.org - Imagens: próprias, de colaboradores e www.google.com.br Os artigos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião deste informativo, sendo plena a responsabilidade de seus autores. 1 – ALMANAQUE Hoje é o 195º dia do Calendário Gregoriano do ano de 2016– (Lua Quarto Crescente) Faltam 171 para terminar este ano bissexto Dia do Engenheiro Sanitarista e dia Internacional do Rock Se o Irmão não deseja receber mais o informativo ou alterou o seu endereço eletrônico, POR FAVOR, comunique-nos pelo mesmo e-mail que recebeu a presente mensagem, para evitar atropelos em nossas remesssas diárias. Obrigado. Colabore conosco para evitar problemas na emissão de nossas mala direta diária. LIVROS
  3. 3. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 3/17  1793 - A monarquista Charlotte Corday entra na casa do líder revolucionário francês Jean-Paul Marat, assassinando-o enquanto ele está na banheira.  1878 - O Tratado de Berlim torna a Sérvia completamente independente.  1917 - Ocorre a terceira das seis aparições da Virgem Maria às três crianças de Fátima, Portugal.  1930 - O Francês Lucien Laurent marca o primeiro gol da história das Copas do Mundo FIFA.  1939 - Frank Sinatra grava seu primeiro disco.  1945 - Segunda Guerra Mundial - Projeto Manhattan: A primeira arma nuclear da História (nome de código Trinity) é montada no deserto de Alamogordo (Novo México).  1968 - A brasileira Martha Vasconcellos é eleita Miss Universo.  1977 - Um blecaute deixa a cidade de Nova York no escuro por 25 horas. A polícia prende cerca de 3 mil pessoas sob suspeita de saque.  1985  Realização do Live Aid, combinação de artistas lendários da música pop e do rock mundial em prol dos famintos da Etiópia.  Sergey Bubka é o primeiro atleta a superar a marca de seis metros no salto com vara.  1990  Instituído no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei N° 8069/90.  1992 - Yitzhak Rabin assume o cargo de primeiro-ministro de Israel. No ano seguinte ele assinaria um acordo de paz com o líder palestino Yasser Arafat, em Washington.  2007 - Cerimônia de abertura dos Jogos Pan-americanos de 2007.  2008 - A venezuelana Dayana Mendoza é eleita Miss Universo.  2014 - A Seleção Alemã de Futebol conquista o tetracampeonato da Copa do Mundo. 1822 por proposta de José Bonifácio, D. Pedro é iniciado na Maçonaria, na loja Comércio e Artes, e logo elevado ao grau de Mestre Maçom. Enquanto isso, crescia em todo o Brasil, o movimento pela Independência, encabeçado pelos maçons. 1913 Fundação da Loja Libertadora Acreana nr. 04 ao Oriente de Tarauacá (GLEAC) 1925 Ir Mário Martinho de Carvalho Behring renuncia o cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. 1985 Fundação da Loja Mensageiros da Liberdade nr. 2513, de Goiânia, (GOEG/GOB) 2001 Fundação da Loja Fraternidade Alcantarense nr. 3393, de São Pedro de Alcântara (GOB/SC) EVENTOS HISTÓRICOS (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki) Aprofunde seu conhecimento clicando nas palavras sublinhadas Fatos maçônicos do dia Fonte: O Livro dos Dias 20ª edição (Ir João Guilherme) e acervo pessoal
  4. 4. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 4/17 O Irmão Ailton Elisiário, é membro da Academia Paraibana de Letras Maçônicas. Publicação simultânea desta crônica às quartas-feiras no JB News, Jornal da Paraíba e Paraiabaonline. prof.elisiario@uol.com.br CARTA DE MACEIÓ Em Maceió, durante os dias de 2 a 7 do mês de julho, a CMSB – Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil, entidade que congrega as 27 Grandes Lojas Estaduais do Brasil, realizou a sua XLV Assembleia Geral Ordinária, na qual diversos temas de natureza interna e externa foram tratados. Paralelamente, reuniram-se os Grandes Secretários das Relações Exteriores das mesmas Grandes Lojas, com sua pauta específica, em que predominaram as questões de reconhecimento internacional das potências maçônicas entre si. É de praxe ao final do evento a CMSB expedir um documento, pelo qual se enfatiza as principais discussões e preocupações das Grandes Lojas reunidas, designando-a com o nome da cidade em que haja ocorrido a Assembleia. Neste caso, a Carta de Maceió, que será entregue no próximo dia 19 ao Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Dr. Michel Temer. Destacam-se na Carta dois aspectos importantes: o reconhecimento do trabalho efetivo contra a corrupção e o apoio ao Governo no combate à crise que assola o País. A Maçonaria Brasileira tem ao longo de sua história tratado dos problemas nacionais, buscando contribuir na sua forma de agir para o melhoramento constante da vida dos brasileiros. Assim, tendo em vista o desrespeito aos valores morais e éticos, a prática do suborno, o tráfico de influência e outros procedimentos condenáveis, que inviabilizam a vida proba no Brasil, bem como as manifestações do povo brasileiro indignado com os comportamentos que norteavam inúmeros principais dirigentes do País, com as apropriações indevidas das finanças públicas por parte de pessoas e grupos, a CMSB reconhece a excelência do trabalho desenvolvido pela Polícia Federal, Tribunal de Contas da União, Receita Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, mormente nas ações de combate à corrupção. Manifesta também o apoio institucional às autoridades constituídas, em especial à Presidência da República, na medida em que promovam ações que garantam o restabelecimento da confiança nos valores que formam o caráter de nossa gente. E postula as iniciativas imediatas para a implantação das reformas política, tributária, trabalhista e previdenciária, privilegiando as áreas de educação, saúde, segurança e inclusão social, como eixos fundamentais para o bom desenvolvimento da Nação. Permanentemente ligada aos problemas sociais brasileiros, a Maçonaria do Brasil ao lado de suas próprias ações de conscientização da cidadania nacional, com a Carta de Maceió reafirma, pois, seu trabalho vigilante por uma sociedade justa e solidária, na sua luta para tornar feliz a Humanidade, pelo exercício da moral e da ética e pelo aperfeiçoamento dos costumes. 2 – Carta de Maceió Ailton Elisiário
  5. 5. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 5/17 Irmão Louis Block, Past Grand Master, Iowa. Tradução: Luiz Marcelo Viegas Fonte: The Builder Magazine - Volume I, Número 4, abril-1915 “Um Novo Horizonte” (Ir Adalberto Rigueira Viana) O objetivo do estudo na Maçonaria É correto dizer que o grande problema diante de nós é o da pedagogia da Maçonaria. Isso significa que o ensino dos fatos sobre um grande movimento histórico baseado na teoria de que a verdadeira felicidade do homem só pode ser alcançada pela união de todos em uma democracia alicerçada no espírito da fraternidade, onde cada um não seja apenas o guardião de seu irmão, mas também seu defensor, seu porto seguro, seu auxílio, seu incentivador, seu ombro amigo, seu inspirador e seu exemplo de amor ao próximo e a si mesmo. Tudo isso se ensina através do imaginário e das alegorias da Maçonaria, e de seu simbolismo místico. Não devemos nos perder na busca por algo sombrio, em teorias abstratas perdidas dentro de perspectivas obscuras, confusas, nebulosas e insignificantes; devemos sim estar próximos e nos dedicarmos aos verdadeiros valores humanos. Princípios devem existir para estarem realmente inseridos nas vidas das pessoas, se não for assim não farão diferença alguma. Nosso estudo deve aliar teoria e prática, com o estudante realmente utilizando-se de seu aprendizado e compartilhando os valores adquiridos, senão nossos esforços serão em vão. Também não podemos deixar de mostrar que são os pensamentos que importa que sejam eles que controlam a conduta dos homens; que, se seus pensamentos não são bons, o seu comportamento também não pode ser. O que precisamos é fazer com que os pensamentos certos sejam claramente formulados, imbuídos de amor, e profundamente gravados no subconsciente, de modo que eles irão inevitavelmente se expressar em nossos atos no dia-a-dia de nossas vidas. A meu ver, essa é a missão da Maçonaria: a construção desses grandes pensamentos na mente dos homens, transformando-os em atos cotidianos, com a certeza de que eles devem predominar governar e prevalecer para os homens viverem juntos em paz e harmonia, e desfrutarem da verdadeira felicidade. Como fazer isso é a grande questão. Como fazer a Ordem sentir que essas idéias não são abstrações vazias, mas reais, poderosas, vivas, atuais e sólidas – essa é a grande tarefa a se realizar. 3 – O Objetivo do Estudo na Maçonaria Louis Block
  6. 6. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 6/17 Precisamos compreender juntos os fatos sobre a Maçonaria: o que ela realizou no passado que a faz viver até os dia de hoje por seus próprios méritos? Como ela tem, durante sua existência, auxiliado o homem? Então precisamos colocá-los juntos em uma história de tal forma que ela vá capturar a atenção e manter o interesse do aluno. A capacidade de fazer coisas interessantes, para atiçar uma busca por mais “luz”, é o segredo de todo ensino. Você não pode abrir a cabeça de um estudante e colocar o conhecimento ali dentro, mas você pode incentivá-lo a estudar e aprender por si mesmo, e essa será sua vitória. Já temos a vantagem do grande poder de atração de nossos “segredos” e “mistérios”. Temos de mostrar aos iniciados o quão pouco sabem, quantos mistérios fascinantes ainda precisam ser explorados, investigados, analisados e estudados, para enfim poderem ser compreendidos. Pergunte por que ele ainda permanece na Ordem. Ela o ajudou? Em caso afirmativo, como e de que maneira? Faça uma série de perguntas socráticas a ele; faça-o pensar! Se ela o auxiliou em algo, de alguma forma, sem dúvida, ela poderá fazer mais. Há mais lá, se ele souber procurar: “buscai e achareis.” Não é fácil ensinar os homens a observar o mundo ao seu redor, muito menos é ensinar-lhes a arte do discernimento espiritual. Mas é possível. Pode ser ensinado, pode ser desenvolvido, pode-se fazer essa habilidade florescer. Muito de nossa pedagogia moderna não é nada mais do que um árido, mecânico e vazio processo. Nossas crianças são instruídas a decorar, imitar, copiar, para seguir “o costume”, e não são nunca preparadas para pensar. Tal procedimento acaba por formar adultos incapazes de formular pensamentos simples, mas originais, não sendo capazes de fazer uma avaliação crítica do que ocorre ao seu redor; e muitos são os que em loja praticam a ritualística de forma errada, por que os Mestres “mais antigos” lhe “ensinaram” que assim é “o uso e o costume” daquela oficina. Devemos preparar nossos novos maçons, incentivando-os a se dedicarem aos estudos e à pesquisa sobre a Ordem. Devemos incentivá-los a trabalhar sua mente, a construir seu templo espiritual, mas também o intelectual. Devemos incentivá-los a serem originais. Devemos incentivá-los a pensar!
  7. 7. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 7/17 Ir Kennyo Ismail O que significa Loja Maçônica? Qual maçom nunca foi questionado por um profano do por que do termo “LOJA”? Muitos são aqueles que perguntam se vendemos alguma coisa nas Lojas, para justificar o nome. Alguns, fanáticos e ignorantes, chegam a ponto de indagar que é na Loja que os maçons vendem suas almas! Em primeiro lugar, precisamos ter em mente que, só porque “loja”, em português, denomina um estabelecimento comercial, isso não significa que o mesmo termo em outras línguas tem o mesmo significado. Vejamos: “Loge”, palavra francesa, pode se referir à casa de um caseiro ou porteiro, um estábulo, ou mesmo o camarote de um teatro. Mas os termos franceses para um estabelecimento comercial são “magasin”, “boutique” ou “commerce”. Da mesma forma, o termo usado na língua inglesa, “lodge”, significa cabana, casa rústica, alojamento de funcionários ou a casa de um caseiro, porteiro ou outro funcionário. Os termos mais apropriados para um estabelecimento comercial em inglês são “store” ou “shop”. Já o termo italiano “loggia” significa cabana, pequeno cômodo, tenda, mas também pode designar galeria de arte ou mesmo varanda. Os termos corretos para um estabelecimento comercial são “magazzino”, “bottega” ou “negozio”. Em espanhol, “logia”, derivada do termo italiano “loggia”, denomina alpendre ou quarto de repouso. As palavras mais adequadas para estabelecimento comercial são “tienda” e “comercio”. Por último, podemos pegar o exemplo alemão, “loge”, que não tem apenas a grafia em comum com o francês, mas também o significado: um pequeno cômodo mobiliado para porteiro ou caseiro, ou um camarote. Já os melhores termos para estabelecimento comercial em alemão são “kaufhaus”, “geschaft” ou “laden”. Com base nesses termos, que denominam as Lojas Maçônicas nas línguas francesa, italiana, espanhola, alemã e inglesa, pode-se compreender que as expressões referem-se a uma edificação rústica utilizada para alojar trabalhadores, e não a um estabelecimento comercial. Verifica-se então uma relação direta com a Maçonaria Operativa, em que os pedreiros costumavam e até hoje costumam construir estruturas rústicas dentro do canteiro de obras, onde eles guardam suas ferramentas e fazem seus descansos. Essas simples edificações que abrigam os pedreiros e suas ferramentas nas construções são chamadas de “loge, lodge, loggia, logia” nos países de língua francesa, alemã, inglesa, italiana e espanhola. A palavra na língua portuguesa que mais se aproxima desse significado não seria “loja” e sim “alojamento”. Nossas Lojas Maçônicas são exatamente isso: alojamentos simbólicos de construtores especulativos. Isso fica evidente ao se estudar a história da Maçonaria em muitos países de língua espanhola, que algumas vezes utilizavam os termos “Alojamiento” em substituição à “Logia”, o que denuncia que ambas as palavras têm o mesmo significado. À luz dos significados dos termos que designam as Lojas Maçônicas em outras línguas, podemos observar que a teoria amplamente divulgada no Brasil de que o uso da palavra “Loja” é herança das lojas onde os artesãos vendiam o “handcraft”, ou seja, o fruto de seu trabalho manual, além de simplista, é furada. Se fosse assim, os termos utilizados nas outras línguas citadas teriam significado similar ao de estabelecimento comercial, se seria usado em substituição às outras palavras que servem a esse fim. Na próxima vez que você passar em frente a um canteiro de obras e ver à margem aquela estrutura simples de madeira compensada ou placas de zinco, cheia de trolhas, níveis, prumos e outros utensílios em seu interior, muitas vezes equipada também com um colchão para o pedreiro descansar à noite, lembre-se que essa estrutura é a versão atual daquelas que abrigaram nossos antepassados, os maçons operativos, e que serviram de base para nossas Lojas Simbólicas de hoje. 4 – O que significa Loja Maçônica? Kennyo Ismail
  8. 8. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 8/17 Irmão Rui Bandeira Lisboa - Portugal O trabalho fora de Loja: Segundo Vigilante Ao Segundo Vigilante de uma Loja maçônica compete, além do exercício das funções rituais, a coadjuvação do Venerável Mestre na administração da Loja, em conjunto com o Primeiro Vigilante, e, sobretudo, a superintendência no trabalho e na formação dos Aprendizes. Quanto ao seu papel na administração da Loja, se nele falhar ou executar deficientemente, tal implicará uma sobrecarga do Venerável Mestre (que terá de suprir a falta ou a deficiência no auxílio) e, sobretudo uma quebra ou uma deficiência na planificação e execução de longo prazo da atividade da Loja. Não é por acaso que, pese embora a Loja delegue a responsabilidade e o poder de decisão no Venerável Mestre, se refira que a administração do grupo recai sobre as "Luzes da Loja", ou seja, no conjunto composto pelo Venerável Mestre e os dois Vigilantes. Porque tendencial - e desejavelmente - estes três Oficiais da Loja cumprem uma linha de sucessão na direção da mesma, a boa cooperação entre esta tríade, independentemente das alterações concretas dos elementos que nela se integram, permite um desenvolvimento harmonioso, a longo prazo, do trabalho da Loja. O Segundo Vigilante tem dois anos para se preparar para o exercício do ofício de Venerável Mestre. O Venerável Mestre pode iniciar ou prosseguir projetos de longo prazo, com o conhecimento e a participação dos seus Vigilantes, sabendo que eles estarão aptos a dar continuidade aos projetos e a inserir neles, se necessário, as modificações que se mostrem aconselháveis. Mas o principal objetivo, a principal tarefa, do Segundo Vigilante é assegurar o acolhimento, a integração e a preparação dos Aprendizes. E essa tarefa, para ser bem executada, não pode ser deixada apenas para os dias de sessão. O Segundo Vigilante tem de ter disponibilidade, interesse e organização para acompanhar individualmente cada Aprendiz. Quando é iniciado numa Loja maçônica, o novel Aprendiz, por regra, entra num grupo em que conhece muito poucos elementos (por vezes só um ou dois), com regras estabelecidas que inicialmente desconheça e cujo conhecimento tem de adquirir em simultâneo com o seu cumprimento, e com uma ligação forte entre os seus elementos. Sente-se um estranho, um peixe recém-entrado num aquário já bem povoado... Para que a sua integração no grupo ocorra rápida, fácil e harmoniosamente, é importante o apoio do Segundo Vigilante. É este quem deve dar as primeiras indicações, os primeiros esclarecimentos, ao novo elemento, quem deve zelar pela rápida e tranquilizadora integração do novo "peixe" na segurança do "cardume" dos Aprendizes, com ele e nele tomando conhecimento dos "meandros do aquário". Paralelamente à integração dos novos elementos, compete ao Segundo Vigilante coordenar a sua formação. Afinal de contas, Aprendiz é para aprender... Esta tarefa é complexa a vários títulos. Desde logo, porque naturalmente haverá Aprendizes em vários estádios de integração e formação, havendo que corresponder às necessidades de cada um de forma individualizada. As necessidades de integração e de auxílio na formação de um Aprendiz recém-iniciado são, naturalmente, diversas de outro que já leva alguns meses de integração ou de um terceiro que tem já a sua primeira fase de preparação quase terminada e que ultima a elaboração e apresentação 5 – O Trabalho Fora de Loja: Segundo Vigilante Rui Bandeira
  9. 9. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 9/17 da sua prancha de proficiência ou que, apresentada esta, aguarda a oportunidade para o seu aumento de salário. Mas também há que ter noção que coordenar a formação de um grupo de Aprendizes maçons não tem rigorosamente nada a ver com lecionar uma turma de jovens estudantes. Os Aprendizes maçons serão Aprendizes, mas são homens ativos, alguns homens maduros, em pleno auge das suas carreiras profissionais ou já na fase mais avançada dela, com famílias constituídas, responsabilidades que asseguram filhos que educam e guiam. São Aprendizes, mas não são - longe disso! - meninos! O tempo em que aprendiam ouvindo as preleções do "sôtor" já é para eles passado, para alguns já longínquo. O Segundo Vigilante tem de coordenar a formação do conjunto de Aprendizes, normalmente heterogêneo, em termos de idade, de experiências de vida, de formações acadêmicas, profissionais e culturais e em diferentes estádios de desenvolvimento na aprendizagem da Arte Real. Mas, com todas estas diferenças, são, Aprendizes e Vigilante, essencialmente IGUAIS. Não há qualquer relação de superioridade, nem intelectual, nem acadêmica, nem de responsabilidade. A única coisa que diferencia o Vigilante dos seus Aprendizes é tão só a experiência em Maçonaria que aquele adquiriu e que tem a obrigação de ajudar a que estes adquiram. A tarefa de coordenar a formação dos Aprendizes não é, pois, fácil. Cada Vigilante terá de desempenhá-la por si, em função das suas circunstâncias, das suas disponibilidades, das suas capacidades, das características do grupo e dos indivíduos que lhe cabe coordenar. Não há, assim, um modelo único de formação que se possa aconselhar. Nem sequer um único método a seguir. No entanto, pode-se sugerir um plano e um método de formação que - sempre sujeito e aberto às adaptações e alterações que cada Vigilante entender necessárias e justificadas - se entende adequado para atender às diferenças do grupo de Aprendizes e apto a captar e manter o interesse de gente por vezes já altamente formada e especializada nos respectivos campos profissionais e que, assim, não está propriamente na disposição de regredir aos seus tempos de polidores dos bancos da escola. Sugiro que, no início das suas funções, no dealbar do ano maçônico, o Segundo Vigilante selecione até sete temas, não mais, que constituirão a base da formação de Aprendizes nesse ano. Uma hipótese (entre muitas e variadas) pode ser, por exemplo: 1) HISTÓRIA DA MAÇONARIA 2) SÍMBOLOS DO GRAU 3) VALORES MAÇÔNICOS 4) RITUAL DE INICIAÇÃO 5) O MAÇOM PERANTE O CRIADOR 6) O MAÇOM PERANTE SI PRÓPRIO 7) O MAÇOM PERANTE A SOCIEDADE Repare-se que cada um destes temas é suficientemente amplo e aberto para ser abordado, tratado, desenvolvido, de uma miríade de diferentes maneiras. É esse o objetivo! Não se vai ensinar nada a ninguém, muito menos um pensamento único ou uma visão "correta". Como homens livres e de bons costumes que são com a maturidade que lhes foi reconhecida como apta a integrar a Loja, os Aprendizes não precisam ser ensinados, de receber lições. Apreciarão, pelo contrário, enquadramento e meios para que cada um aprenda o que quiser, pelo ângulo que entender, com a perspectiva que achar melhor. A cada tema corresponderá um ciclo de trabalho de duas sessões e um desenvolvimento. Para a primeira sessão de cada ciclo, o SEGUNDO VIGILANTE deve ter identificada e preparada (desejavelmente em ficheiros informáticos para serem disponibilizados aos Aprendizes)
  10. 10. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 10/17 bibliografia sobre o tema, nos vários aspetos e abrangências dele, tão variada quanto possível - cinco a dez obras ou trabalhos. Na primeira sessão do ciclo, o Segundo Vigilante deve introduzir o tema, designadamente chamando a atenção para os aspetos mais importantes nele, os sub-temas ou questões que acha que serão importantes que os Aprendizes sobre eles debrucem a sua atenção. Deve indicar a bibliografia, de preferência chamando a atenção para diferentes formas de tratar o tema ou os diferentes aspetos abrangidos pelos trabalhos disponibilizados. Deve designar um LÍDER DE DISCUSSÃO para a sessão seguinte sobre o tema. De preferência, os líderes de discussão devem ser designados por ordem de antiguidade dos Aprendizes. O LÍDER DE DISCUSSÃO fica com o encargo de preparar e dirigir a discussão sobre o tema na sessão de trabalho subsequente, escolhendo vários aspetos do tema a tratar para colocar em debate, competindo-lhe garantir que, na sessão seguinte, haja mesmo discussão, debate sobre o tema, sem tempos mortos. Finalmente, o Segundo Vigilante designa a data da sessão de trabalho subsequente, exorta os Aprendizes a prepará-la lendo a bibliografia fornecida e o mais que entenderem e acentua que a sessão subsequente consistirá num debate de todos sobre o tema, dirigido pelo LÍDER DE DISCUSSÃO, que só será proveitoso se todos e cada um, entre as duas sessões, lerem a bibliografia, aprenderem sobre o tema e se prepararem para, expondo o que cada um aprendeu ajudar à aprendizagem dos demais. Na segunda sessão, processa-se a discussão do tema, sob a direção do LÍDER DE DISCUSSÃO. Esta será tanto mais proveitosa quanto melhor o LÍDER DE DISCUSSÃO e os demais Aprendizes se tiverem preparado entre as duas sessões. Se porventura ninguém se tiver preparado convenientemente, provavelmente a sessão será muito aborrecida, constrangedora e muito pouco proveitosa... Mas, pelo menos ensinará a todos que, em Maçonaria, não se ensina, aprende-se - e que a aprendizagem é um esforço individual de cada um, posto em comum com o grupo. Na discussão da segunda sessão, o Segundo Vigilante deve intervir o menos possível - apenas quando necessário para repor a conversa no tema, quando o grupo dele se afastar (as conversas são como as cerejas...). Finalmente, após a segunda sessão, o LÍDER DE DISCUSSÃO fica encarregado de preparar e apresentar uma prancha sobre o tema - que poderá vir a ser a sua prancha de proficiência para aumento de salário. Repete-se, ao longo do ano, este esquema, com os vários temas. Ao fim do ano, tem-se Aprendizes preparados, não por terem ouvido umas preleções, mas por se terem debruçado sobre vários temas, por si e para si e para todos. Tem-se trabalhos elaborados - e tendencialmente de boa qualidade, porque resultantes de discussão em grupo e elaborados por quem se preparou para dirigir essa discussão. Tem-se um conjunto de obreiros que criou naturalmente espírito de grupo. O Segundo Vigilante ainda tem o bônus de, no ano seguinte, ir ter, como Primeiro Vigilante, Companheiros que foram Aprendizes bem preparados e bem habituados a preparar-se. Finalmente, este método permite que, com toda a naturalidade e sem custo, sem demasiado esforço nem dificuldade, os novos Aprendizes que sejam iniciados ao longo do ano se integrem no trabalho da Coluna de Aprendizes, No ano seguinte, o trabalho recomeça, com os mesmos ou outros temas, ou alguns destes e temas novos, consoante o entender o Segundo Vigilante de então. Não tenho dúvidas que uma Loja que siga consistentemente este método de formação de Aprendizes terá, mais cedo do que mais tarde, uma escola de obreiros da melhor qualidade, prosperará e cumprirá devidamente o seu papel de fazer, cada vez mais, de homens bons homens melhores!
  11. 11. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 11/17 Este Bloco é produzido pelo Ir. Pedro Juk, às segundas, quartas e sextas-feiras Loja Estrela de Morretes, 3159 - Morretes – PR Primeiro vigilante Em 19/11/2015 o Respeitável Irmão Felipe Spir, Loja Lautaro, REAA, GOSC-GOB, Oriente de São Paulo, Estado de São Paulo, solicita esclarecimento. felipe.spir@gmail.com Na ausência do Venerável Mestre nos trabalhos, o Primeiro Vigilante assume. Pode ele presidir decisão da Loja a respeito de projetos a serem votados na Poderosa Assembleia? Ou tem que ser Mestre Instalado? Caso não possa como devem ser considerados os Trabalhos? Considerações: Por uma questão de prudência e bom senso o ideal, conforme a importância do assunto a ser discutido e votado, seria que estivesse presente o Venerável de Ofício. Em tese, cada caso é um caso e precisa ser previamente e minuciosamente analisado. Sob o ponto de vista legal dessa questão eu entendo (é a minha opinião, portanto não a considere laudatória) que se está legalmente previsto um substituto do Venerável pela sua ausência precária, ele (o substituto) teria normalmente competência para resolver assuntos sem a presença do titular. Também nunca é demais lembrar que uma decisão oriunda de discussão e votação é declarada aprovada por maioria simples alcançada pelo exercício do voto dos integrantes do quadro da Loja e não exclusivamente do Venerável ou do seu substituto legal. Não esqueça: envie sua pergunta identificada pelo nome completo, Loja, Oriente, Rito e Potência. 6 – Perguntas & Respostas Pedro Juk
  12. 12. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 12/17 Quanto a vossa colocação no tocante ao título honorífico do Mestre Instalado isso não influi em nada, embora muitos queiram dourar a pílula dando poderes que genuinamente não existem para a categoria dos Instalados. Ora, precisamos aprender que Instalação legitimamente é sinônimo de posse nesse caso, daí um Mestre Instalado é aquele que é empossado na cadeira do dirigente da Loja. Cumprido o seu tempo no mandato ele é simplesmente um Ex-Venerável que, por deferência ao cargo exercido, tem assento no Oriente, porém abaixo do sólio. Insisto e repito: Mestre Instalado não é Grau em lugar algum do mundo. É sim um título distintivo. Em se tratando do REAA, cuja instalação nos moldes como a conhecemos é produto de enxertia (já derramei rios de tinta escrevendo sobre o assunto), o Mestre Instalado nada mais é do que um Ex-Venerável que tem ainda o ofício de suprir a ausência precária do Venerável nas Sessões Magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação isso porque o título é necessário para o uso da Espada Flamejante nas respectivas sagrações caso o substituto legal (Vigilante) não seja possuidor ainda do título de Mestre Instalado. Assim, no que se reporta a vossa questão sobre ser um Mestre Instalado o substituto precário na ocasião, não faria diferença alguma. Quanto à consideração “justa e perfeita” para a sessão, eu entendo que se o substituto foi legal e o Orador assim considerou ao ponto de ter deixado a sessão transcorrer até o seu final, não há o que discutir. Dando por concluído, eu penso que a Loja deva antes prever situações que possam envolver discussões e dúvidas futuras como é o caso dessa questão. Como a prudência é a mãe de todas as virtudes, em se prevendo a possibilidade dessas situações, melhor mesmo é tentar antes de realizar a sessão se prevenir para evitar o aparecimento de fatos questionáveis no futuro. T.F.A. PEDRO JUK – jukirm@hotmail.com - Fev/2016
  13. 13. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 13/17 (as letras em vermelho significam que a Loja completou ou está completando aniversário) GLSC - http://www.mrglsc.org.br Data Nome Oriente 01.07.1977 Alferes Tiradentes, nr. 20 Florianópolis 07.07.1999 Solidariedade Içarense, nr. 73 Içara 07.07.2005 Templários da Nova Era, nr. 91 Florianópolis 10.07.2007 Obreiros da Maravilha, nr. 96 Maravilha 12.07.1980 XV de Novembro, nr. 25 Imbituba 21.07.1993 Liberdade Criciumense, nr. 55 Criciuma 28.072006 Anhatomirim, nr. 94 Florianópolis 31.07.1975 Obreiros de Hiram, nr. 18 Xanxerê 31.07.2007 Acácia Palhocense, nr. 97 Palhoça GOB/SC – http://www.gob-sc.org.br/gobsc Data Loja Oriente 02.07.01 Renovação - 3387 Florianópolis 03.07.78 Flor da Acácia - 2025 Itajaí 08.07.10 Lealdade - 3058 Florianópolis 13.07.01 Frat. Alcantarense - 3393 Biguaçú 14.07.2006 Acadêmica Razão e Virtude nr. 3786 (Rito Moderno) Brusque - SC 17.07.02 Colunas da Serra - 3461 Joinville 17.02.02 Mestres da Fraternidade-3454 Florianópolis 17.07.97 Compasso das Águas -3070 São Carlos 23.07.1875 Luz e Caridade - 327 São Francisco do Sul 26.07.05 Frat. Acad. Ciência e Artes - 3685 Jaraguá do Sul 29.07.96 Estrela Matutina - 2965 Florianópolis 7 – Destaques (Resenha Final) Lojas Aniversariantes de Santa Catarina Mês de julho
  14. 14. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 14/17 GOSC https://www.gosc.org.br Visite o seu site: www.uniaoesilencio.com.br. Nele o Irmão vai encontrar: 1. fotos do templo, para aquela sua seção de templos. 2. fotos do último banquete 3. Foto da outorga da Comenda do Mérito D. Pedro I, outorgada em 17/3/16 http://www.banquetemaconico.com.br/ Data Nome da Loja Oriente 04/07/1999 Giuseppe Garibaldi Florianópolis 04/07/2002 Léo Martins São José 11/07/2009 Universitária Luz de Moriah Chapecó 11/07/2009 Passos dos Fortes Xaxim 12/07/2006 Colunas Da Concórdia Concórdia 18/07/2003 Ardósia do Vale Rio do Sul 21/07/1973 Silêncio de Elêusis Chapecó 22/07/1981 Acácia da Ilha Florianópolis 24/07/2013 Triângulo Força e União Cocal do Sul 25/07/1995 Gitahy Ribeiro Borges Florianópolis 26/07/1980 União da Fronteira São Miguel do Oeste 27/07/1981 Arquitetos do Oriente Xanxerê 27/07/2009 Luz da Acácia Capivari de Baixo
  15. 15. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 15/17 O Prumo de Hiram A Convenção de Baltimore de 1843 – Aquela que mudou a cara da Maçonaria Por Luciano Rodrigues e Rodrigues Esta história começa em dezembro de 1839. Ela começou com uma resolução aprovada pela Grande Loja do Alabama, que solicitou a todas as Grandes Lojas para enviar um representante para a cidade de Washington na primeira segunda-feira de março de 1842, com a finalidade de determinar (padronizar) um modo de trabalho para todas as lojas dos Estados Unidos e para fazer outros regulamentos legais de interesse e segurança do Craft. [...] Leia o restante deste texto no link abaixo: http://www.oprumodehiram.com.br/convencao-de-baltimore-de-1843/
  16. 16. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 16/17 Ir Marcelo Angelo de Macedo, 33∴ MI da Loja Razão e Lealdade nº 21 Or de Cuiabá/MT, GOEMT-COMAB-CMI Tel: (65) 3052-6721 divulga diariamente no JB News o Breviário Maçônico, Obra de autoria do saudoso IrRIZZARDO DA CAMINO, cuja referência bibliográfica é: Camino, Rizzardo da, 1918-2007 - Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014 - ISBN 978-85.370.0292-6) BREVIÁRIO MAÇÔNICO – 13 de julho LÁGRIMAS Para aliviar a tensão nervosa que uma emoção pode causar, o organismo humano, por meio do saco lacrimal, situado na base das pálpebras, emite uma secreção límpida, de gosto salgado-doce; essa liberação pode resultar da emoção alegre ou triste e da dor. No grua quatro da Maçonaria Filosófica, o primeiro dos graus inefáveis, em certo trecho do ritual é dito, quando da visão do túmulo de Hiram Abiff: “Vi um túmulo e derramei lágrimas”. Em certos graus, tanto o do Mestre como o da fase filosófica, nas paredes do templo, veem-se lágrimas como ornamento. O ato de verter lágrimas diz-se “choro” ou “pranto”, Jesus, quando na crucifixão, chorou. A lágrima, em si, é um produto do organismo humano, que surge em momentos de elevado misticismo; o seu derramar é contagioso, pois toda emoção toca a quem dela participa. Apesar de a lágrima ser transparente, ela pode adquirir colorações místicas; “lágrimas de sangue”, “lágrimas de luto”, “lágrimas de saudades”. Diz o ditado que “homem não chora”; por isso, quando o maçom chora, expressa um sentimento diante do que ocorre ao seu redor, pela agonia que o mundo profano apresenta. Breviário Maçônico / Rizzardo da Camino, - 6. Ed. – São Paulo. Madras, 2014, p. 213.
  17. 17. JB News – Informativo nr. 2.111– Florianópolis(SC) - quarta-feira, 13 de julho de 2016 Pág. 17/17

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