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INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
A questão “Para que serve a psicanálise?” pode ser pensada por
duas vertentes. Uma, mais pragmática, do tipo: sendo a
psicanálise um tratamento, ela serve para tratar o quê?
Transmitir aquilo a que a psicanálise diz respeito não é uma
tarefa nada fácil, sobretudo porque a objetividade tão cara ao
discurso científico é impotente para abordar a complexidade do
psiquismo humano.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
Não é à toa que Freud, o inventor da psicanálise, valeu-se
inúmeras vezes da arte, da literatura, da mitologia, da filosofia,
entre muitos outros recursos, para explicitar seus pressupostos.
É como se encontrasse neles vias para mostrar a dimensão do
indizível, do que escapa à possibilidade de ser abordado pelo
universo da lógica da consciência.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
Como a psicanálise se situa nesse campo entre a ciência e a arte,
decidi, então, não me furtar de me valer desses recursos, já que
como bem se sabe o cientista tem sempre muito a aprender com
aquilo que o artista antecipa.
Assim, vocês encontram nesse livro o amalgamento de questões
relativas a aspectos práticos da clínica psicanalítica estrito senso,
articuladas a uma reflexão sobre a função da psicanálise na
história da cultura.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
A PSICANÁLISE, A HISTÓRIA E A ARTE
Ao longo da história a cultura dispôs de diferentes valores de
sustentação para o sujeito. Na Antiguidade grega, momento de
inauguração do mundo ocidental, a organização da vida em
cidades e o estabelecimento de suas leis de funcionamento,
constituindo direitos e deveres, regulando relações sobretudo
comerciais, configurava o anseio de que o direito fosse uma
saída para a indeterminação das ações humanas.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
Esperava-se que as leis resolvessem o que era correto ser feito,
acabando com o dilema que o livre-arbítrio nos impõe.
Cedo, a qualidade de cidadão mostrou-se insuficiente para
abarcar todas as dimensões do sujeito, e eis que a religião,
principalmente o cristianismo, veio em seu socorro.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
Durante quase quinze séculos, o apelo a Deus foi o recurso
prevalente para o balizamento das questões da existência.
Até que, pelos próprios excessos cometidos pela Inquisição,
pelos efeitos da Reforma Luterana e o afloramento de mudanças
sociais, políticas e artísticas radicais, o apelo à salvação divina
deslocou-se para a razão.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
A psicanálise veio tratar desse sujeito que cai de uma
perspectiva ideal e vai ter que se haver com seus conflitos, suas
divisões, e que tem a particularidade de aspirar que o sucesso no
amor e na sexualidade resolva suas questões, como mencionei
anteriormente. Esse é o nosso típico sujeito contemporâneo;
somos nós.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
CONCLUSÃO
Cabe à psicanálise ser instrumento não apenas para o que diz
respeito ao trabalho clínico, estrito senso, do que se passa no
consultório, mas também servir de referencial ético e teórico
para inúmeras outras intervenções que podem ser dirigidas ao
campo social.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
Trata-se aí de pensar a psicanálise como podendo ter sua função
não apenas em diversas instituições como a escola, a empresa, o
hospital, mas também como tendo a possibilidade de travar uma
interlocução fecunda com campos como o Direito, a Medicina, a
Arte, e tantos outros a quanto nos dispusermos.
INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE

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  • 2. A questão “Para que serve a psicanálise?” pode ser pensada por duas vertentes. Uma, mais pragmática, do tipo: sendo a psicanálise um tratamento, ela serve para tratar o quê? Transmitir aquilo a que a psicanálise diz respeito não é uma tarefa nada fácil, sobretudo porque a objetividade tão cara ao discurso científico é impotente para abordar a complexidade do psiquismo humano. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 3. Não é à toa que Freud, o inventor da psicanálise, valeu-se inúmeras vezes da arte, da literatura, da mitologia, da filosofia, entre muitos outros recursos, para explicitar seus pressupostos. É como se encontrasse neles vias para mostrar a dimensão do indizível, do que escapa à possibilidade de ser abordado pelo universo da lógica da consciência. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 4. Como a psicanálise se situa nesse campo entre a ciência e a arte, decidi, então, não me furtar de me valer desses recursos, já que como bem se sabe o cientista tem sempre muito a aprender com aquilo que o artista antecipa. Assim, vocês encontram nesse livro o amalgamento de questões relativas a aspectos práticos da clínica psicanalítica estrito senso, articuladas a uma reflexão sobre a função da psicanálise na história da cultura. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 5. A PSICANÁLISE, A HISTÓRIA E A ARTE Ao longo da história a cultura dispôs de diferentes valores de sustentação para o sujeito. Na Antiguidade grega, momento de inauguração do mundo ocidental, a organização da vida em cidades e o estabelecimento de suas leis de funcionamento, constituindo direitos e deveres, regulando relações sobretudo comerciais, configurava o anseio de que o direito fosse uma saída para a indeterminação das ações humanas. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 6. Esperava-se que as leis resolvessem o que era correto ser feito, acabando com o dilema que o livre-arbítrio nos impõe. Cedo, a qualidade de cidadão mostrou-se insuficiente para abarcar todas as dimensões do sujeito, e eis que a religião, principalmente o cristianismo, veio em seu socorro. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 7. Durante quase quinze séculos, o apelo a Deus foi o recurso prevalente para o balizamento das questões da existência. Até que, pelos próprios excessos cometidos pela Inquisição, pelos efeitos da Reforma Luterana e o afloramento de mudanças sociais, políticas e artísticas radicais, o apelo à salvação divina deslocou-se para a razão. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 8. A psicanálise veio tratar desse sujeito que cai de uma perspectiva ideal e vai ter que se haver com seus conflitos, suas divisões, e que tem a particularidade de aspirar que o sucesso no amor e na sexualidade resolva suas questões, como mencionei anteriormente. Esse é o nosso típico sujeito contemporâneo; somos nós. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 9. CONCLUSÃO Cabe à psicanálise ser instrumento não apenas para o que diz respeito ao trabalho clínico, estrito senso, do que se passa no consultório, mas também servir de referencial ético e teórico para inúmeras outras intervenções que podem ser dirigidas ao campo social. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE
  • 10. Trata-se aí de pensar a psicanálise como podendo ter sua função não apenas em diversas instituições como a escola, a empresa, o hospital, mas também como tendo a possibilidade de travar uma interlocução fecunda com campos como o Direito, a Medicina, a Arte, e tantos outros a quanto nos dispusermos. INTRODUÇÃO À PSICANÁLISE