0 autoridade e disciplina em sala de aula

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0 autoridade e disciplina em sala de aula

  1. 1. AUTORIDADE E DISCIPLINA EM SALA DE AULA<br />Professor Ênio José Leal<br />Professora Liane Marisa de Almeida<br />1<br />
  2. 2. 2<br />Este é um espaço de reflexão e discussão, dedicado a um debate de idéias e a geração de propostas que possibilitem novas práticas pedagógicas para atingir o nosso compromisso como educador!<br />
  3. 3. COMO ENFRENTAR OS EDUCANDOS REBELDES?<br />3<br />
  4. 4. 4<br />
  5. 5. Como lidar com o educando considerado problema?<br />5<br />
  6. 6. No processo ensino/aprendizagem <br />Ensinar exige respeito à autonomia do ser educado;<br />Exige humildade;<br />Exige tolerância e luta em defesa aos direitos dos educandos; <br />Exige apreensão da realidade; <br />Exige convicção de que a mudança é possível;<br />Exige curiosidade;<br />Exige intensionalidade.<br />6<br />
  7. 7. EDUCADOR, EDUCADORA.<br />7<br />
  8. 8. Deve ter sempre em primeiro plano o compromisso com a verdade e deve expô-la em suas ações;<br />Precisa ouvir os seus educandossem com isso calar-se, na luta pela dignidade de condições para seu ato (trabalho, salário). <br />Não deve apenas repassar as verdades prontas, mas dialogar sobre estas verdades. <br />Deve ter a liberdade de optar pela autoridade e contrapor o autoritarismo dos fracos que temem sempre ser julgados. <br />Professor é o ser que ama o inacabado acima de tudo. Que tolera e ensina, e que também se sabe inacabado, admite isto e aprende.<br />8<br />
  9. 9. EDUCANDO.<br />9<br />
  10. 10. É um indivíduo repleto de culturas e de saberes desenvolvidos fora da escola, que vem a ela em processo de formação, aberto, curioso, inteligente.<br />É um ser que merece todo o respeito e toda a dignidade no ato de aprender.<br />10<br />
  11. 11. COMO ENFRENTAR AS DIFICULADES.<br />11<br />
  12. 12. Oferecer estrutura aos educandos: <br />- Ter capacidade de evitar caos na sala de aula.<br />Deixar muito clara as regras de convivência: <br />- resgatar a capacidade de previsão e antecipação ao jovem ou a criança.<br />ESTRUTURA <br />12<br />
  13. 13. Manter a consistência das ações estabelecida: <br />(Desobediência) exigir, aplicar o combinado anteriormente.<br />Munir-se de material necessário de maneira organizada, simples e prática: <br />(re)organização do ambiente da sala de aula.<br />13<br />
  14. 14. Ter paciência e relembrar as combinações feitas no sentido de manter a estrutura: <br />Capacidade de retomar os tratados.<br />Ter sempre em mente que cada aumento de ansiedade do educando contagiará o grupo: <br />Manter o controle para não permitir que o caos dos impulsos se instale.<br />14<br />
  15. 15. Ato Indisciplinar, Ato Infracional e Negligência. <br />15<br />
  16. 16. Verifica-se que toda escola pública deve ter um regimento de conhecimento geral, que contemple os direitos e deveres dos educandos. Esse regimento deve ser claro e de conhecimento de todos os educandos para poder exigir-se o seu cumprimento.<br />O ato indisciplinar nasce do descumprimento destas normas regimentais e das leis penais vigentes. Dependendo do tipo de conduta do educando, é que poderá ser caracterizado como ato de indisciplina ou um ato infracional, cada um com consequências próprias.<br />Regimento Escolar<br />16<br />
  17. 17. 17<br />
  18. 18. O papel da escola frente ao Ato Infracional ou Ato Indisciplinar<br />18<br />
  19. 19. Caso uma criança ou adolescente pratique um ato infracional, o encaminhamento a ser dado é de competência do Conselho Tutelar e do Juizado da Infância e da Juventude, respectivamente. <br />Assim, tendo o ato infracional ocorrido na Escola, deve o responsável (diretor, vice-diretor, professor, servidor) fazer os encaminhamentos necessários, sendo que:<br />19<br />
  20. 20. Se for praticada por criança, até 12 anos, deve encaminhar os fatos ao Conselho Tutelar, independente de qualquer providência no âmbito policial (não há necessidade de lavratura de Boletim de Ocorrência).<br />No caso de ato infracional praticado por adolescente, deve ser lavrado o Boletim de Ocorrência na delegacia de Polícia, que providenciará os encaminhamentos ao Ministério Público e Juízo da Infância da Juventude. <br />20<br />
  21. 21. Essas providências devem ser tomadas, independentemente das consequências na área administrativa escolar. Assim, um adolescente infrator, que cometeu ato infracional grave na escola, será responsabilizado pelo Estatuto da criança e do Adolescente, sem prejuízo das sanções disciplinares a serem impostas pela Escola.<br />21<br />
  22. 22. Agora, se o ato for de indisciplina (e não ato infracional) praticado por criança ou adolescente, a competência para apreciá-lo é da própria escola.<br />Indisciplina é de responsabilidade da Escola. <br />A falta disciplinar deve ser “apurada pelo Conselho Escolar” que, em reunião específica deverá deliberar sobre as sanções a que casa requer, dentre as elencadas no regimento Escolar, sendo assegurada a ampla defesa e o contraditório.<br />22<br />
  23. 23. A infração disciplinar deve estar prevista no regimento (parecer Ceed 820/09), em obediência ao princípio da legalidade. <br />Em qualquer circunstância, quer seja em relação ao ato infracional, bem como ao ato indisciplinar, a escola deve ter presente, o caráter educativo-pedagógico, e não apenas punitivo-autoritário. <br />23<br />
  24. 24. Consequências do ato Infracional e do Ato Indisciplinar.<br />24<br />
  25. 25. Quando a criança ou adolescente praticam atos infracionais, haverá um tratamento diferenciado para cada ato. <br /> Na verdade, a distinção entre criança e adolescente tem importância no estatuto, sabendo-se que possuem os mesmos direitos fundamentais, porem recebem medidas diferenciadas na hipótese de ocorrência de ato infracional. <br /> A criança infratora fica sujeita às medidas de proteção conforme artigo 11 do estatuto, que implicam num tratamento, através da própria família ou da comunidade, sem que ocorra privação de liberdade. <br />São as seguintes medidas:<br />25<br />
  26. 26. I. Encaminhamento aos pais ou responsável, mediante termo de responsabilidade;<br /> II. Orientação, apoio e acompanhamento temporários;<br />III. Matrícula e frequência obrigatórias em estabelecimento oficial de ensino fundamental;<br /> IV. Inclusão em programa comunitário ou oficial de auxilio à família, a criança e ao adolescente;<br /> V. Requisição de tratamento médico, psicológico ou psiquiátrico, em regime hospitalar ou ambulatorial;<br /> VI. Inclusão em programa oficial ou comunitário de auxilio, orientação e tratamento a alcoólatras e toxicômanos (porque alguns usam drogas?);<br /> VII. Abrigo em entidade;<br />VIII. Colocação em família substituta.<br />26<br />
  27. 27. O adolescente infrator submete-se a um tratamento mais rigoroso, com as medidas sócio-educativas (incluindo as medidas de proteção) previstas no artigo 112 do Estatuto, que podem implicar na privação de liberdade. As medidas previstas são as seguintes:<br />27<br />
  28. 28. advertência;<br />Obrigação de reparar o dano;<br />Prestação de serviço à comunidade;<br />Liberdade assistida;<br />Inserção em regime de semi-liberdade;<br />Internação em estabelecimento educacional;<br />Qualquer uma das previstas no artigo 101, I ao V.<br />Em todas as situações, as medidas devem ser aplicadas levando-se em consideração uma relação de proporcionalidade, ou seja, a capacidade do infrator em cumpri-la, as circunstâncias e a gravidade da infração. <br />28<br />
  29. 29. No caso de cometimento de um ato indisciplinar, quer pela criança ou adolescente, o tratamento é o mesmo: <br />Deve-se aplicação o que estabelece o regimento escolar, com as consequências nele prevista. <br />No entanto, algumas regras básicas devem ser observadas:<br />29<br />
  30. 30. O princípio da legalidade: a punição deve estar inserida no regimento da escola;<br />O registro disciplinar deve proporcionar ampla defesa do educando, com ciência de seus genitores ou responsáveis;<br />As punições devem guardar uma relação de proporcionalidade com o ato cometido, preferindo as mais brandas:<br />A competência para aplicá-las é do Conselho Escolar, após regular registros para apuração do ato de indisciplina.<br />Importante consignar que, na interpretação e aplicação do estatuto e do Regimento Escolar, deve-se levar em consideração os fins sociais da norma e a condição peculiar da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento.<br />30<br />
  31. 31. AUTORIDADE SE CONSTRÓI<br />31<br />
  32. 32. CONTRATO PEDAGÓGICO<br />Devemos construir com nossos educandos um contrato pedagógico (instituição, sala de aula...). Como todos os acordos que celebramos na vida (empréstimo, aluguel, trabalho, casamento...), este também é um pacto com direitos e obrigações. <br />Trata-se de abrir um diálogo entre educador e educando para estabelecer o que é bom para todos – e aqui, fica claro que devemos respeitar as individualidade e a diversidade de cada escola, de cada turma.<br />“É nossa função dizer à turma tudo o que cabe a ela para facilitar o ensino, para facilitar a construção do conhecimento”.<br />“Em contrapartida, devemos mostrar empenho em fazer com que todos tenham possibilidade aprender.<br />32<br />
  33. 33. Boa parte da nossa geração foi motivada, ou seja, proibida a dizer não. <br />O resultado disso é que estamos hoje com grandes dificuldades de lidar com os educandos na sala de aula. <br />33<br />Proibição<br />
  34. 34. AUTORIDADE X PODER<br />Será que são palavras sinônimas, ou uma não tem nada haver com a outra.<br />Será que conhecemos pessoas que tem o poder, mas não tem autoridade.<br />Será que conhecemos pessoas que tem autoridade em relação às outras pessoas, porém não tem o poder.<br />O poder pode ser tirado, ele poder ser dado. <br />34<br />
  35. 35. A autoridade não, a autoridade precisa ser conquistada, autoridade é influência, é prestígio, por isso que alguns professores, diretores, alguns lideres, levam algum tempo até ter autoridade em relação a outras pessoas. <br />Em contrapartida existem pessoas nas nossas escolas que não tem nenhum cargo de liderança, não tem nenhum cargo de poder e tem autoridade em relação a outras pessoas. <br />Nós conhecemos verdadeiros lideres sem poder nas mãos, imagine se essas pessoas tivessem o poder e também conhecemos pessoas que tem poder e não tem nenhuma autoridade.<br />Então é possível afirmar que existe uma grande diferença entre poder e autoridade.<br />35<br />
  36. 36. 36<br />
  37. 37. 37<br />
  38. 38. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA<br />Constituição da República Federativa do Brasil, 1.988.<br />De Lima, Mª J. Machado. Aprendendo e ensinando com competência. <br />Estatuto da Criança e do Adolescente.<br />Ferreira , Luiz Antonio Miguel . A indisciplina escolar e o ato infracional.<br />Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. <br />Ceed/RS. Pareceres e Resoluções.<br />38<br />

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