GERIR COMPORTAMENTOS INFANTIS Filipa Simões Psicóloga Clínica
O DESEJO DE QUALQUER PAI?
Regras e Limites Devem ser: Consistentes, coerentes, previsíveis e contínuas. O “não” é uma das formas da criança aprender a valorizar o “sim”. A criança deve aprender, desde os primeiros anos, os limites entre o interior e o exterior, o eu e o outro. Ajudam a tolerar a frustração e a cólera, e a controlar a impulsividade.
Regras e Limites “ Eu quero, posso e mando…!”, apresenta um risco evolutivo: inversão da ordem natural da autoridade, problemas de integração escolar e social, adolescência com comportamentos aditivos, delinquência com desafio da autoridade e das normas instituídas. Ajudam a aprender a manter uma distância emocional adequada na relação com os outros, respeitando-os nos seus diferentes estatutos e papéis.
4 Factores para o aparecimento dos problemas de comportamento Estilos Parentais de Educação: Pais autoritários, Pais permissivos, Pais indiferentes, Pais orientadores. A Aprendizagem Características relacionadas com: a criança, os pais, a relação entre os pais e a criança, o ambiente social onde a criança vive. Interacção coerciva entre os pais e a criança (ciclo vicioso)
Atitudes que promovem os problemas de comportamento Castigos corporais  –  pode contribuir para  reduzir a auto-estima e  a sensação de segurança. As crianças esquecem mais facilmente o porquê do castigo corporal do que o seu motivo, não ajudando a criança a auto-controlar-se. Pode legitimar a criança a usar, também, a agressão no contacto com os outros. Fazer a criança sentir-se envergonhada ou humilhada  –  Nunca! As crianças tendem a sentir raiva, desespero e desânimo. Lavar a boca com sabão  –  é ineficaz. Comparar crianças  –  as comparações negativas prejudicam as relações entre crianças. É bem mais vantajoso fazer comparações positivas!
Atitudes que promovem os problemas de comportamento (cont.) Suprimir comida ou usá-la como recompensa  –  a comida é uma necessidade básica. As refeições devem ser ocasiões agradáveis para todos. Retirar o afecto, ameaçar com o abandono  –  poderá ser psicologicamente prejudicial. É a atitude mais temida por parte das crianças.  Pode levar à insegurança, medo, baixa auto-estima e auto-confiança. Desautorização entre adultos significativos  –  ambos os pais devem agir em conformidade perante a quebra de determinada regra / limite. Misturar castigo com afecto  –  Exemplo: “Portaste-te mal ao almoço, não gosto mais de ti”, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Poderá provocar na criança sentimentos de revolta porque pensa que realmente não gostam dela.
Atitudes que promovem os problemas de comportamento (cont.) Usar sermões moralistas  –  muitas das vezes são inúteis. As crianças são mais sensíveis às consequências dos seus comportamentos do que às palavras. Fazer ameaças e não cumprir  –  as crianças precisam de acreditar que quando o adulto diz alguma coisa é mesmo a sério. Ex: “Se não comeres a sopa vem aí a bruxa e leva-te!” ou “Ficas um mês sem ver televisão” – cada uma, à sua maneira, ou não é real  ou não é exequível.  Fazer queixa da criança a um outro adulto significativo  –  dará a imagem de que quem está com a criança não consegue controlar o seu comportamento e precisa de ajuda.
Atitudes que promovem os problemas de comportamento (cont.) Ser inconsistente  –  permite que a criança obtenha sempre aquilo que deseja, mesmo portando-se mal. Gritar  –  mostra descontrolo e convida a fazer o mesmo. Serve de mau exemplo. Ceder às birras  –  serve como reforço para que esse comportamento inadequado se repita. A criança aprende que essa estratégia funciona e consegue ter aquilo que quer. Impor muitas regras de uma só vez “ És sempre o mesmo”  –  contribui para uma auto-imagem negativa. Poderá diminuir a vontade de mudança por parte da criança.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento Decida qual o comportamento específico que gostaria de mudar  –  dizer a uma criança de 4 anos “Porta-te bem” é muito abstracto, é preferível dizer “Não dês pontapés ao João!” Diga à criança exactamente o que quer que ela faça e ensine-a a fazer Elogie a criança por fazer o que lhe diz  –  centre o elogio ou a sua desaprovação no comportamento da criança e não na criança. Continue a elogiar enquanto o novo comportamento ainda não estiver totalmente adquirido / automatizado
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Utilize o humor  –  ajuda a desdramatizar. Cuidado para não soar a ironia. Lista de aspectos positivos  –  quando se sentir menos tolerante aos comportamentos da criança, faça uma “pequena” lista de aspectos positivos acerca da criança. Esteja presente  –  assim poderá ajudar a criança a corrigir alguns erros. Evite ser historiador  –  recordar constantemente um erro do passado apenas provocará ressentimento e aumentará a probabilidade de mau comportamento.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Ganhar ao relógio  –  baseado na natureza competitiva da criança, por ex: o adulto organiza uma competição entre a criança terminar o pequeno-almoço e o ponteiro do relógio de parede chegar ao nº 4. Tente evitar lutas de poder com a criança  – Ex:  “É o relógio que diz que está na hora de deitar, não sou eu.” Tempo neutro  –  ensinar novos comportamentos quando a criança está mais calma, pois estará mais receptiva à aprendizagem. Reprimenda  –  deverá incluir: a ordem de cessar o comportamento, uma razão porque o comportamento deve cessar e uma alternativa para o comportamento.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Regras  –  as crianças comportar-se-ão de forma mais aceitável se o seu mundo for previsível e forem capazes de prever as consequências do seu comportamento. Regra da avó  –  combinação contratual entre o adulto e a criança, “Depois de fazer XX ( o que o adulto quer que a criança faça) podes fazer YY (aquilo que a criança quer fazer)”. Não substituir a palavra “depois” por “se”. “ Cadeira do Descanso”  –  a criança deve estar sentada numa cadeira durante um determinado período de tempo ou ser posta numa sala sozinha durante esse período. Não deve ser um local escuro ou assustador para a criança. Tempo Especial (“Encontros para a brincadeira”)  –  encontros de convívio de 15/20 min.s entre o adulto e a criança, onde fazem algo que ambos gostem.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Reforço negativo / Consequências negativas  –  para um comportamento a eliminar deve haver uma consequência negativa. Ignorar  –  reduz a intensidade do comportamento. Fazer pedidos de uma forma eficaz Antecipar as saídas de casa  –  antecipar o comportamento inadequado, relembrar as consequências negativas para esse comportamento e estabelecer recompensas para o comportamento adequado. Dizer “Não” quando é preciso  –  saber que existem limites ajuda a criança a saber o que esperam dela e com o que pode contar.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Escolhas e consequências  –  o princípio centra-se em dar a escolher à criança as consequências para os seus comportamentos inadequados. Ensina-a a ter um papel mais activo e ser responsável pelos seus comportamentos. Contrato Comportamental  –  documento escrito onde são estabelecidas regras entre a criança e o adulto. Sistema de Economia de Fichas (vulgo “Quadro de Comportamento”)  –  a criança e o adulto estabelecem uma lista de comportamentos desejáveis que ao serem cumpridos serão recompensados com um determinado nº de créditos que se converterão em actividades agradáveis para a criança.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Amor, mimos e segurança  –  devem coexistir com regras e limites. Moldar os comportamentos com as recompensas (Reforço Positivo)  –  a forma mais provável de uma criança repetir um comportamento é quando este é reforçado positivamente. A criança aprende que ao portar-se bem recebe o que deseja e tem o agrado do adulto. Os comportamentos positivos vão sendo associados, pela criança, a consequências positivas.  Exemplos de reforços positivos: elogio, afecto físico (beijos, abraços), jogar um jogo, ler uma história, … Valorizar as competências da criança (“Caixa dos elogios”)  –  a criança e o adulto devem escrever em pedaços de papel aquilo que a criança faz de melhor e colocá-los numa caixa construída em conjunto para o efeito.
Atitudes, Técnicas e Estratégias de modificação do comportamento  (cont.) Modelagem  –  dar oportunidade à criança de observar outras crianças a realizar o comportamento desejável. Atenção às suas atitudes, pois as crianças também imitam os adultos significativos. E… Criatividade perante uma situação nova que surja .
Nenhuma destas técnicas vingará se não estivermos perante a existência de uma forte relação afectiva entre criança e adulto. É esperado que após uma alteração na forma como lidamos com o comportamento da criança, o comportamento indesejado possa aumentar em frequência e em intensidade. Isso revela que a criança está a reagir. No entanto, após uma fase inicial, o comportamento indesejado diminuirá.
Não existem RECEITAS milagrosas As estratégias devem ser adaptadas às características da criança e à sua idade. Os pais precisam de acreditar nas vantagens das estratégias e sentirem-se confortáveis na sua aplicação Uma estratégia poderá funcionar com uma criança e não ser eficaz com outra criança Terá maior sucesso se utilizar um conjunto de estratégias adequadas em vez de uma ou duas apenas
Bibliografia Wyckoff, J. & Unell, B. (2004).  Disciplina sem Gritar nem Bater. Soluções práticas para problemas comportamentais pré-escolares . Lisboa: Editora Replicação. Ramalho, V. (2002).  Lá em casa mandam eles?  Braga: Psiquilíbrios. Tiba, I. (2005).  Disciplina, limite na medida certa . Lisboa: Editora Pergaminho. Brazelton, T. B. (2000).  Dar atenção à criança. Para compreender os problemas normais do crescimento . Lisboa: Editora Terramar. Brazelton, T. B. & Sparrow, J. D. (2004).  O Método Brazelton. A Criança e a Disciplina . 6ª Edição. Lisboa: Editorial Presença.
Pedras no caminho ? Guardo todas, um dia vou construir um Castelo! Fernando Pessoa

Filipa Simoes

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    GERIR COMPORTAMENTOS INFANTISFilipa Simões Psicóloga Clínica
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    Regras e LimitesDevem ser: Consistentes, coerentes, previsíveis e contínuas. O “não” é uma das formas da criança aprender a valorizar o “sim”. A criança deve aprender, desde os primeiros anos, os limites entre o interior e o exterior, o eu e o outro. Ajudam a tolerar a frustração e a cólera, e a controlar a impulsividade.
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    Regras e Limites“ Eu quero, posso e mando…!”, apresenta um risco evolutivo: inversão da ordem natural da autoridade, problemas de integração escolar e social, adolescência com comportamentos aditivos, delinquência com desafio da autoridade e das normas instituídas. Ajudam a aprender a manter uma distância emocional adequada na relação com os outros, respeitando-os nos seus diferentes estatutos e papéis.
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    4 Factores parao aparecimento dos problemas de comportamento Estilos Parentais de Educação: Pais autoritários, Pais permissivos, Pais indiferentes, Pais orientadores. A Aprendizagem Características relacionadas com: a criança, os pais, a relação entre os pais e a criança, o ambiente social onde a criança vive. Interacção coerciva entre os pais e a criança (ciclo vicioso)
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    Atitudes que promovemos problemas de comportamento Castigos corporais – pode contribuir para reduzir a auto-estima e a sensação de segurança. As crianças esquecem mais facilmente o porquê do castigo corporal do que o seu motivo, não ajudando a criança a auto-controlar-se. Pode legitimar a criança a usar, também, a agressão no contacto com os outros. Fazer a criança sentir-se envergonhada ou humilhada – Nunca! As crianças tendem a sentir raiva, desespero e desânimo. Lavar a boca com sabão – é ineficaz. Comparar crianças – as comparações negativas prejudicam as relações entre crianças. É bem mais vantajoso fazer comparações positivas!
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    Atitudes que promovemos problemas de comportamento (cont.) Suprimir comida ou usá-la como recompensa – a comida é uma necessidade básica. As refeições devem ser ocasiões agradáveis para todos. Retirar o afecto, ameaçar com o abandono – poderá ser psicologicamente prejudicial. É a atitude mais temida por parte das crianças. Pode levar à insegurança, medo, baixa auto-estima e auto-confiança. Desautorização entre adultos significativos – ambos os pais devem agir em conformidade perante a quebra de determinada regra / limite. Misturar castigo com afecto – Exemplo: “Portaste-te mal ao almoço, não gosto mais de ti”, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Poderá provocar na criança sentimentos de revolta porque pensa que realmente não gostam dela.
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    Atitudes que promovemos problemas de comportamento (cont.) Usar sermões moralistas – muitas das vezes são inúteis. As crianças são mais sensíveis às consequências dos seus comportamentos do que às palavras. Fazer ameaças e não cumprir – as crianças precisam de acreditar que quando o adulto diz alguma coisa é mesmo a sério. Ex: “Se não comeres a sopa vem aí a bruxa e leva-te!” ou “Ficas um mês sem ver televisão” – cada uma, à sua maneira, ou não é real ou não é exequível. Fazer queixa da criança a um outro adulto significativo – dará a imagem de que quem está com a criança não consegue controlar o seu comportamento e precisa de ajuda.
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    Atitudes que promovemos problemas de comportamento (cont.) Ser inconsistente – permite que a criança obtenha sempre aquilo que deseja, mesmo portando-se mal. Gritar – mostra descontrolo e convida a fazer o mesmo. Serve de mau exemplo. Ceder às birras – serve como reforço para que esse comportamento inadequado se repita. A criança aprende que essa estratégia funciona e consegue ter aquilo que quer. Impor muitas regras de uma só vez “ És sempre o mesmo” – contribui para uma auto-imagem negativa. Poderá diminuir a vontade de mudança por parte da criança.
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento Decida qual o comportamento específico que gostaria de mudar – dizer a uma criança de 4 anos “Porta-te bem” é muito abstracto, é preferível dizer “Não dês pontapés ao João!” Diga à criança exactamente o que quer que ela faça e ensine-a a fazer Elogie a criança por fazer o que lhe diz – centre o elogio ou a sua desaprovação no comportamento da criança e não na criança. Continue a elogiar enquanto o novo comportamento ainda não estiver totalmente adquirido / automatizado
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Utilize o humor – ajuda a desdramatizar. Cuidado para não soar a ironia. Lista de aspectos positivos – quando se sentir menos tolerante aos comportamentos da criança, faça uma “pequena” lista de aspectos positivos acerca da criança. Esteja presente – assim poderá ajudar a criança a corrigir alguns erros. Evite ser historiador – recordar constantemente um erro do passado apenas provocará ressentimento e aumentará a probabilidade de mau comportamento.
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Ganhar ao relógio – baseado na natureza competitiva da criança, por ex: o adulto organiza uma competição entre a criança terminar o pequeno-almoço e o ponteiro do relógio de parede chegar ao nº 4. Tente evitar lutas de poder com a criança – Ex: “É o relógio que diz que está na hora de deitar, não sou eu.” Tempo neutro – ensinar novos comportamentos quando a criança está mais calma, pois estará mais receptiva à aprendizagem. Reprimenda – deverá incluir: a ordem de cessar o comportamento, uma razão porque o comportamento deve cessar e uma alternativa para o comportamento.
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Regras – as crianças comportar-se-ão de forma mais aceitável se o seu mundo for previsível e forem capazes de prever as consequências do seu comportamento. Regra da avó – combinação contratual entre o adulto e a criança, “Depois de fazer XX ( o que o adulto quer que a criança faça) podes fazer YY (aquilo que a criança quer fazer)”. Não substituir a palavra “depois” por “se”. “ Cadeira do Descanso” – a criança deve estar sentada numa cadeira durante um determinado período de tempo ou ser posta numa sala sozinha durante esse período. Não deve ser um local escuro ou assustador para a criança. Tempo Especial (“Encontros para a brincadeira”) – encontros de convívio de 15/20 min.s entre o adulto e a criança, onde fazem algo que ambos gostem.
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Reforço negativo / Consequências negativas – para um comportamento a eliminar deve haver uma consequência negativa. Ignorar – reduz a intensidade do comportamento. Fazer pedidos de uma forma eficaz Antecipar as saídas de casa – antecipar o comportamento inadequado, relembrar as consequências negativas para esse comportamento e estabelecer recompensas para o comportamento adequado. Dizer “Não” quando é preciso – saber que existem limites ajuda a criança a saber o que esperam dela e com o que pode contar.
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Escolhas e consequências – o princípio centra-se em dar a escolher à criança as consequências para os seus comportamentos inadequados. Ensina-a a ter um papel mais activo e ser responsável pelos seus comportamentos. Contrato Comportamental – documento escrito onde são estabelecidas regras entre a criança e o adulto. Sistema de Economia de Fichas (vulgo “Quadro de Comportamento”) – a criança e o adulto estabelecem uma lista de comportamentos desejáveis que ao serem cumpridos serão recompensados com um determinado nº de créditos que se converterão em actividades agradáveis para a criança.
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    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Amor, mimos e segurança – devem coexistir com regras e limites. Moldar os comportamentos com as recompensas (Reforço Positivo) – a forma mais provável de uma criança repetir um comportamento é quando este é reforçado positivamente. A criança aprende que ao portar-se bem recebe o que deseja e tem o agrado do adulto. Os comportamentos positivos vão sendo associados, pela criança, a consequências positivas. Exemplos de reforços positivos: elogio, afecto físico (beijos, abraços), jogar um jogo, ler uma história, … Valorizar as competências da criança (“Caixa dos elogios”) – a criança e o adulto devem escrever em pedaços de papel aquilo que a criança faz de melhor e colocá-los numa caixa construída em conjunto para o efeito.
  • 17.
    Atitudes, Técnicas eEstratégias de modificação do comportamento (cont.) Modelagem – dar oportunidade à criança de observar outras crianças a realizar o comportamento desejável. Atenção às suas atitudes, pois as crianças também imitam os adultos significativos. E… Criatividade perante uma situação nova que surja .
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    Nenhuma destas técnicasvingará se não estivermos perante a existência de uma forte relação afectiva entre criança e adulto. É esperado que após uma alteração na forma como lidamos com o comportamento da criança, o comportamento indesejado possa aumentar em frequência e em intensidade. Isso revela que a criança está a reagir. No entanto, após uma fase inicial, o comportamento indesejado diminuirá.
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    Não existem RECEITASmilagrosas As estratégias devem ser adaptadas às características da criança e à sua idade. Os pais precisam de acreditar nas vantagens das estratégias e sentirem-se confortáveis na sua aplicação Uma estratégia poderá funcionar com uma criança e não ser eficaz com outra criança Terá maior sucesso se utilizar um conjunto de estratégias adequadas em vez de uma ou duas apenas
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    Bibliografia Wyckoff, J.& Unell, B. (2004). Disciplina sem Gritar nem Bater. Soluções práticas para problemas comportamentais pré-escolares . Lisboa: Editora Replicação. Ramalho, V. (2002). Lá em casa mandam eles? Braga: Psiquilíbrios. Tiba, I. (2005). Disciplina, limite na medida certa . Lisboa: Editora Pergaminho. Brazelton, T. B. (2000). Dar atenção à criança. Para compreender os problemas normais do crescimento . Lisboa: Editora Terramar. Brazelton, T. B. & Sparrow, J. D. (2004). O Método Brazelton. A Criança e a Disciplina . 6ª Edição. Lisboa: Editorial Presença.
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    Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um Castelo! Fernando Pessoa