SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO                CIMEI 21 MARILENE CABRALPROJETO: “Formação no ambiente escolar: Uma busca ...
"A sabedoria começa na reflexão." (Sócrates)   Formação no ambiente escolar: Uma busca pela integração prática e          ...
tensões” (KRAMER in MEC, p.16, 1994), as quais são necessárias num ambientedemocrático e que tenha por ambição maior: prop...
No município de Campinas a Educação Infantil objetiva viabilizar odesenvolvimento integral e harmonioso da criança, consid...
Objetivos:→ Contribuir com a ampliação de espaço e tempo especificamente voltados àsdiscussões e reflexões sobre as difere...
não é diferente no CIMEI 21 e, portanto, a equipe optou por aprofundar os estudossobre este tema.    A construção dos con...
4) Interação criança-criança / Interação adulto-criança   A interação social é vital para a ampliação do universo da crian...
minimizar tal problema e, de certa forma, tornar acessível a todos não só os textostrabalhados e as experiências trocadas,...
Indagações e a incessante necessidade de possibilitar (valores, criticidade,cidadania, criatividade,...) geram nos educado...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011

487 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
487
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Projeto "Formação no ambiente escolar" - 2011

  1. 1. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CIMEI 21 MARILENE CABRALPROJETO: “Formação no ambiente escolar: Uma busca pela integração prática e teoria.” PROF.ªS RESPONSÁVEIS: ANNA PAULA ROLIM DE LIMA CARINA BANNWART KELLY CRISTINA CORREIA ELAINE POPPI PASTORE 2011 1
  2. 2. "A sabedoria começa na reflexão." (Sócrates) Formação no ambiente escolar: Uma busca pela integração prática e teoria De que vale prática sem teoria? De que vale teoria sem prática reflexiva? Há educação sem uma real integração entre ambas?Introdução Personagem indispensável no cenário filosófico, Sócrates despertou e desperta,no decorrer da história humana, grande admiração e respeito, manifestos em árduostrabalhos de pesquisas e em recorrentes buscas às suas teorias e pensamentos,registrados por seus companheiros e seguidores (Platão, Aristóteles, Xenofontes eoutros). Como característica marcante, Sócrates apresenta profundas reflexões sobre asbases para a produção do conhecimento, e envolve-se na busca de formas de ação quelevariam o homem a produzi-lo. Acreditava que “pela via do conhecimento objetivo,seria possível formar os cidadãos e, portanto, seria possível transformar a cidade paraque essa fosse melhor e mais justa. Acreditava que o conhecimento tinha uma funçãosocial” (ANDERY, et al., p.59, 1996). O ponto crucial do método socrático é o diálogo constante, ou seja, umacontínua troca de idéias, realizada de maneira aberta e sem um fim predeterminado,desta forma “o aprendiz descobria os erros do que pretendia conhecer, descobria suaignorância” (ANDERY, et al., p.64, 1996) e retomava a busca pelo conhecimento. Concebendo a instituição escolar como local privilegiado para a troca de idéias ea proliferação de diferentes teorias em benefício da comunidade, há que se valorizar odiálogo socrático, que nos impele a rever as teorias nas quais muitas vezes estamosarraigados, conduzindo-nos à abertura necessária para um contínuo processo deaprendizagem. É, por meio, desta constante indagação sobre o real, que se caracteriza oconhecimento: como “um processo em vias de se fazer, comportando divergências e 2
  3. 3. tensões” (KRAMER in MEC, p.16, 1994), as quais são necessárias num ambientedemocrático e que tenha por ambição maior: propiciar um salutar e permanenteprocesso de aprimoramento pessoal, intelectual e cultural a seus integrantes. Por fim adota-se aqui o entendimento de que educação “é prática socialprodutora de saber” e, portanto, “cabe enfatizar que a teoria é prenhe de prática, geradapor ela e voltando-se a ela de forma crítica” (KRAMER in MEC, p.17, 1994), o queresulta num fazer pedagógico dinâmico, contraditório e vivo. Desta feita, cabe insinuar, a necessidade de espaço amplo e fortemente voltadoao estudo, à discussão e a estruturação do conhecimento pedagógico, de forma aintegrar teoria e prática e propiciar uma prática embasada teoricamente, assim como,uma postura reflexiva e constantemente renovada mediante as atividades com ascrianças, a relação com a comunidade e o trabalho coletivo.Justificativa: Partindo da premissa que o conhecimento sobre a educação infantil ainda érelativamente novo e, portanto, em vias de construção, evidencia-se a necessidade deuma real articulação entre os saberes produzidos na academia e na prática das unidadesde atendimento infantil expressa numa relação dialógica. Para tanto é importante aaproximação entre universidades e escolas de educação infantil, mas, ainda maisnecessário é um constante aperfeiçoar-se por parte dos profissionais que atuamdiretamente com as crianças pequenas, a fim de possibilitar a elas o melhor atendimentopossível, que leve em consideração sua característica peculiar de desenvolvimento(ECA) e as necessidades intrínsecas a ela. Situações e condições adversas constituem o dia-a-dia dos profissionais daeducação infantil e, muitas vezes, os inserem em momentos angustiantes por não haveruma solução clara e rápida. Tais momentos tornam-se mais amenos e menos penosos secompartilhados com colegas que vivenciam as mesmas experiências. O compartilharpossibilita a junção de diferentes olhares e possibilidades, e facilita a construção dediferentes soluções para as adversidades vivenciadas, as quais, na maioria das vezes,não figuram em livros e/ou teses, mas, são e serão construídas no trato diário com ospequenos. 3
  4. 4. No município de Campinas a Educação Infantil objetiva viabilizar odesenvolvimento integral e harmonioso da criança, considerando seus aspectoscognitivo, social, afetivo e físico. Inserida nesta proposta, esta unidade educacionalanseia promover às crianças um ambiente físico e social que, desde cedo, encoraje aconquista da autonomia, assim como situações de aprendizagem que propiciem aconstrução da criticidade e da reflexão. No entanto para que de fato tais princípiospossam ser implementados no trabalho com os pequenos, é fundamental que osprofessores sejam pessoas “criativas, inventivas e descobridoras, que sejam capazes decriticar, comprovar e não aceitar tudo que lhes é proposto. Pessoas que sejam capazes depensar a realidade em que vivem e transformá-la”(MANTOVANI ET ASSIS, p.11,2004). Neste sentido estrutura-se o presente projeto, ou seja, este grupo de professorasambiciona constituir um espaço de estudos, discussões e troca de idéias sobre temasinerentes à realidade desta instituição de educação infantil; um espaço que viabilize umapossível solução para um problema fortemente apontado na avaliação institucional: anecessidade de ampliar espaços e momentos de formação, reflexão e troca deexperiências entre os pares e os diferentes profissionais que integram a equipe escolar. Um grupo de estudos que se estruture em sólido arcabouço teórico, que contecom a vivência profissional de seus integrantes e que esteja disposto a ouvir e serouvido, recuando e avançando mediante os diferentes posicionamentos e diversastendências pedagógicas, certamente proporcionará muito aos seus integrantes tantopessoal, como acadêmica e profissionalmente, além do que, os maiores beneficiados,indubitavelmente serão os pequenos, como aponta Formosinho: “O aperfeiçoamento dos professores tem finalidades individuais óbvias, mas também tem utilidade social. A formação contínua tem como finalidade última o aperfeiçoamento pessoal e social de cada professor, numa perspectiva de educação permanente, mas tal aperfeiçoamento tem um efeito positivo no sistema escolar, se se traduzir na melhoria da qualidade da educação oferecida às crianças. É este efeito positivo que explica as preocupações recentes do mundo ocidental com a formação contínua de professores” (FORMOSINHO apud SILVA, p. 97, 2000). 4
  5. 5. Objetivos:→ Contribuir com a ampliação de espaço e tempo especificamente voltados àsdiscussões e reflexões sobre as diferentes possibilidades de intervenção no trabalhodiário com as crianças e as famílias, considerando fatores essenciais como, ainterdisciplinaridade, as diferentes concepções de infância e a relação dialógica com arealidade da comunidade na qual a escola esta inserida;→ Propiciar a formação de um grupo de estudos e reflexão composto por professores ediferentes profissionais da educação infantil, tomando por base as práticas implicadasno cotidiano da escola, bem como, os diferentes campos teóricos da pedagogia;→ Analisar e avaliar o atendimento no CIMEI, a fim de aprimorar as práticas avaliadaspositivamente e reestruturar aquelas classificadas como negativas;→ Elaborar a cada tema resenhas sobre os textos estudados e discutidos, a fim deconcretizar e expor, por meio destas, ao restante da equipe escolar, os avançosalcançados.Metodologia: Para a execução deste trabalho serão realizadas reuniões semanais às terças-feirascom duração de 5 horas-aula, nas quais abordar-se-ão os temas relacionados a seguir, eadotar-se-á como dinâmica de trabalho a reflexão sobre os textos previamente lidos paraque posteriormente se estabeleçam as relações com as práticas diárias adotadas notrabalho com as crianças. Partindo da experiência realizada durante o ano de 2010, quando foram analisadosseis diferentes temas, o grupo optou por ampliar o período de análise e discussão sobrecada tema. Sendo assim, no ano letivo de 2011 serão trabalhados cinco temas sobre osquais a equipe escolar demonstrou interesse: 1) Agrupamento Considerando a organização adotada pela SME, ou seja, o agrupamento multietário,tema sobre o qual há escassa bibliografia, além de representar juntamente com aPrefeitura Municipal de Florianópolis, uma experiência inusitada no país, talsingularidade desperta uma série de anseios e questionamentos dos educadores, o que 5
  6. 6. não é diferente no CIMEI 21 e, portanto, a equipe optou por aprofundar os estudossobre este tema.  A construção dos conhecimentos através das trocas entre as crianças: Estatuto e papel dos “mais velhos” no interior do grupo. (Bondiolli, A.; Mantovani S.)  A cultura torna-se parte da natureza humana. Item 8: Interação entre aprendizado e desenvolvimento: a zona de desenvolvimento proximal (Rego, T. C) 2) Sexualidade Este tema ocasiona uma série de reações distintas, o que relaciona-se diretamentecom certo “tabu social” característico do povo brasileiro. Situações inusitadasenvolvendo a sexualidade infantil permeiam o cotidiano escolar e, muitas vezes, oseducadores apresentam certa dificuldade em abordar o tema tanto com as criançasquanto com os pais, o que evidencia a necessidade de estudos sobre o tema.  Desafios à Educação sexual. (Camargo, A. M. F.; Ribeiro, C.)  Mesa redonda “Corpo, mídia e educação”: Mãe, e a tia Lu, é menino?  Corpo, gênero e sexualidade (Meyer, D. E.; Soares, R. F. R.)  A educação sexual nas escolas (Winnicott, D.W.)  Filme: Minha vida em cor-de-rosa. 3) Linguagem Sabendo que o processo de desenvolvimento humano dá-se de forma peculiar emcada individuo, e que o mesmo ocorre com a linguagem, este é uma tema que merececautela e atenção, pois as crianças devem receber acompanhamento individualizado.Com tudo esta é uma prática inviabilizada pela estrutura disponível atualmente na esferapública o que justifica a escolha deste tema por permitir o acúmulo de conhecimentosobre o assunto e, consequentemente, a melhora do trabalho destinado às crianças.  O desenvolvimento da linguagem. (Bondiolli, A.; Mantovani S.)  E por falar em literatura. (Craidy, C.; Kaercher G. E.)  Práticas musicais na escola infantil. (Craidy, C.; Kaercher G. E.)  O brincar e a linguagem. (Faria, A. L. G.; Melo, A. S.) 6
  7. 7. 4) Interação criança-criança / Interação adulto-criança A interação social é vital para a ampliação do universo da criança, contudo adiversidade também é elemento característico de qualquer agrupamento humano, econsiderando este fator o grupo abordará o tema interação visando maximizar oshorizontes culturais das crianças e incentivar suas manifestações.  O adulto frente à criança, ao mesmo tempo igual. (Bondiolli, A.; Mantovani S)  Os comportamentos parentais em relação à criança e à instituição (Bondiolli, A.; Mantovani S)  Na escola infantil todo mundo brinca se você brinca. (Craidy, C.; Kaercher G. E.)  Modalidades e problemas do processo de socialização entre as crianças na creche (Bondiolli, A.; Mantovani S)  Textos: A mãe, a professora e as necessidades da criança (Cap. 28); Sobre influenciar e ser influenciado (Cap. 29). (Winnicott, D.W.)  “Aquele sou eu”: a criança frente ao espelho – relação com o outro e exploração cognitiva. (Bondiolli, A.; Mantovani S)  Textos: A dependência afetiva (cap. 35); A posse (Cap. 36); O poder (Cap. 37); O complexo de inferioridade (Cap. 38); O medo (Cap. 39); As mentiras (Cap. 40). (Montessori, M.) 5) Manifestações culturais Considerando as dimensões continentais do país que consequentemente conta comrica diversidade cultural, o grupo ambicionou investigar as diferentes culturas quecompõe o mosaico cultural brasileiro, e a partir delas propiciar às crianças o acesso aessa gama que transcende seu repertório pessoal.  Mário de Andrade e os fundamentos dos parques infantis. (Faria, A. L. G.)  Como o índio aprende a ser índio. (Faria, A. L. G.; Melo, A. S.) É importante, contudo, destacar que o principal objetivo do projeto em questão éa efetivação dos momentos de estudo, reflexão e troca de ideias, não apenas para osintegrantes deste grupo, mas para toda a equipe escolar. Mesmo contando com aincompatibilidade de horários entre os diferentes personagens da mesma. Visando 7
  8. 8. minimizar tal problema e, de certa forma, tornar acessível a todos não só os textostrabalhados e as experiências trocadas, mas essencialmente as conclusões alcançadas, ogrupo realizará ao final de cada bloco de estudos uma resenha crítica que aborde osproblemas e as soluções alcançadas. Pensando ainda no processo de formação da equipe como um todo o gruporecorrerá a montagem de uma pasta acessível a todos, que contenha todos os textosanalisados e que permaneça em local de ampla circulação, o que viabilizará oempréstimo dos mesmos, além disso, propulsionará a participação efetiva em outraferramenta estruturada para o mesmo fim, ou seja, uma ferramenta interativa (blog) quemais uma vez objetiva integrar os diferentes agentes educativos. A médio prazo o grupo vislumbra a estruturação de uma sala voltada à formação,ou seja, que abrigue diferentes materiais referentes ao mesmo fim, tendo em vista que aescola possui relevante acervo no que tange à formação, e que em sua maioria sãosubutilizados. Uma sala especificamente voltada para o objeto da formação minimizariaeste problema e mais uma vez estimularia a troca de experiências e de ideias, o quecomo manifesto anteriormente, constitui o objetivo principal deste projeto.Conclusão: Concebendo como função social do magistério a formação crítica, cabe aoseducadores um contínuo processo de indagação e reflexão, mediante as diferentesconcepções e metodologias vivenciadas no âmbito educacional, o que é importantedestacar, tendo em vista a heterogeneidade marcante em nosso CIMEI, o qual éconstituído por seres humanos diversos e com histórias de vida distintas e peculiares. Neste sentido, a conversa, o debate, a discussão construtiva, são elementosindispensáveis para a concretização de uma prática abrangente e coerente. Deste modo,mais uma vez, emerge o ideário característico da filosofia grega, presenteespecificamente na dialética de Heráclito de Éfeso (540-480 a.C.), o qual “Concebia arealidade como algo extremamente dinâmico, em permanente transformação. Encaravaa vida como um fluxo constante” (COTRIM, p. 66, 1987). Sendo a característica principal do método utilizado por Heráclito ademonstração de uma tese a partir da análise crítica das contradições contidas noraciocínio do interlocutor. 8
  9. 9. Indagações e a incessante necessidade de possibilitar (valores, criticidade,cidadania, criatividade,...) geram nos educadores uma consciente responsabilidade , paraas quais não há respostas prontas nem fórmulas definitivas. O que justifica aimportância do projeto em questão, por meio, da comparação de ideias, da troca deexperiências e de um aprimorar-se em conjunto e, consequentemente, de maneiraconstante.Referências Bibliográficas:Bondiolli, A.; Mantovani S. Manual de Educação Infantil de 0 a 3 anos. 9ª Edição,2005. Porto Alegre: Ed. Artmed.Camargo, A. M. F.; Ribeiro, C. Sexualidade(s) e Infância(s): A sexualidade como umtema transversal. 1999. Campinas: Editora Moderna. Editora Unicamp.Craidy, C.; Kaercher G. E. Educação Infantil pra que te quero? 1ª Edição, 2001. PortoAlegre: Ed. Artmed.Faria, A. L. G. Educação pré-escolar e cultura. 2ª Edição, 2005. Campinas: Ed. Cortez;Ed. da Unicamp.Faria, A. L. G.; Melo, A. S. O mundo da escrita e o universo da pequena infância. 1ªEdição, 2005.CampinasMesa redonda “Corpo, mídia e educação”. Mãe, e a tia Lu, é menino? Seminário“Corpo e Mídia”. Mestrado de Comunicação – Unip Bacelar. 2002 São Paulo.Meyer, D. E.; Soares, R. F. R. Corpo, gênero e sexualidade. 2004. Porto Alegre: EditoraMediação.Montessori, M. A criança. São Paulo: Editora Círculo do Livro.Rego, Teresa Cristina. Vigotsky: Uma perspectiva histórico-cultural da educação. 17ªedição, 1995. Rio de Janeiro: Editora Vozes.Vigotsky, L. S. A formação social da mente. 7ª Edição, 2007. São Paulo: EditoraMartins Fontes.Winnicott, D.W. A criança e seu mundo. 6ª Edição, 1985. Rio de Janeiro: ZaharEditora. 9

×