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Educação
Secretaria de
FORMAÇÃO CONTINUADA EM
EXERCÍCIO PARA PROFESSORES DO
ENSINO FUNDAMENTAL – REDE
MUNICIPAL DE ENSINO
Luziânia / GO
2016.
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Divisão de Ensino Fundamental
Rua Manoel Carvalho Rezende c/ Rua João Paulo Quadra A
S/Nº Centro – Fone: 61- 3906-3501
Luziânia - Goiás.
Senhor Secretário de
Administração,
Solicitamos as
providências necessárias à
aquisição do material abaixo
especificado, indispensável ao
funcionamento desta Secretaria de
Educação: Para as Escolas
Municipais.
ITEM QUANTIDADE ESPECIFICAÇÃO
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Prefeito – Cristóvão Vaz Tormin
Vice-prefeito – Francisco Edvan Viana
Secretária de Educação – Cleudinéia Pereira Silva Pince
Responsáveis pelo Projeto:
Maria Cecília Silva de Amorim
Silas da Costa Meireles Filho
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Não há transição que não implique um ponto de
partida, um processo e um ponto de chegada. Todo
amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De
modo que o nosso futuro baseia-se no passado e se
corporifica no presente. Temos de saber o que fomos
e o que somos, para sabermos o que seremos.
Paulo Freire
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Apresentação
A Secretaria Municipal de Educação de Luziânia com vistas a fomentar a
formação continuada no exercício da docência na Rede Municipal de Ensino,
apresenta pelo terceiro ano proposta de curso para efetivar a melhoria da
qualidade de ensino. Para 2016, a proposta vincula-se ao Instituto Federal de
Goiás numa parceria pedagógica inovadora.
A proposta da formação continuada com base na LDB 9694/96 oferecida
“in loco” por meio de disseminadores – diretor, professor, supervisores ou
coordenadores - que deverão participar de momento específico para estudos e
repassar aos demais professores sobre uma determinada temática,
garantindo que a escola se caracterize como espaço adequado para
aprimoramento das práticas pedagógicas.
Sugere temas primordiais, que constam no arcabouço teórico da
pedagogia, assim como temas que evocam a importância da pesquisa e do
desenvolvimento do conhecimento para professores de 1º ao 5º ano.
Desse modo, a escola se aprimora conjuntamente por meio desta
Secretaria e o IFG para lidar com os desafios da docência, discutindo sobre as
práticas e a refletindo sobre a práxis, mobilizando a todos os envolvidos no
processo educativo.
A formação, nesses termos, se adéqua ao tempo da escola, devendo
ocorrer durante as quartas-feiras com carga horária fixa de 03 horas semanais.
Haverá o incentivo aos disseminadores, os quais acumulam 08 horas a cada
participação nesta função. Momentos extraescolares poderão ser incluídos no
cômputo das horas.
Valorizar a formação profissional com vistas ao aprimoramento virá
acrescentar ao currículo dos educadores, o qual poderá ser reconhecido em
forma de registro por meio do Conselho Municipal de Educação.
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Justificativa
Não há como falar em educação de qualidade sem mencionar formação
continuada de professores; que já vem sendo considerada, juntamente com a
formação inicial, uma questão fundamental nas políticas públicas para a
educação. Por esse motivo a Secretaria Municipal de Educação, por meio da
Divisão de Ensino Fundamental garante à escola e sua equipe o
aprimoramento da prática pedagógica com calendário programado, tratando de
forma interligada teoria e prática pedagógica também no ano de 2016.
Dentro do contexto educacional contemporâneo, a formação continuada
é saída possível para a melhoria da qualidade do ensino, por isso o profissional
consciente deve saber que sua formação não termina na Universidade. Formar
(ou reformar) o professor para a modernidade através de uma formação
continuada proporcionará independência profissional com autonomia para
decidir sobre o seu trabalho e suas necessidades.
[...] a necessidade de contínuo aprimoramento profissional e de reflexões
críticas sobre a própria prática pedagógica, pois a efetiva melhoria do
processo ensino-aprendizagem só acontece pela ação do professor; a
necessidade de se superar o distanciamento entre contribuições da
pesquisa educacional e a sua utilização para a melhoria da sala de aula,
implicando que o professor seja também pesquisador de sua própria prática;
em geral, os professores têm uma visão simplista da atividade docente, ao
conceberem que para ensinar basta conhecer o conteúdo e utilizar algumas
técnicas pedagógicas. (SCHNETZLER e ROSA, 2003, p.27).
Esta formação continuada, conforme Caldeira (1993) citado por Cunha e
Krasilchik, não se esgota somente em um curso de atualização, mas deve ser
encarada como um processo, construído no cotidiano escolar de forma
constante e contínua (CUNHA, KRASILCHIK, 2000, p.3). E este é um direito
assegurado na LDB em seu Art. 67 inciso V. E como afirma Paulo Freire,
“ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz
educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e
na reflexão da prática”. (FREIRE, 1991: 58).
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Desse modo, a partir da proposta de parceria entre a SME e o IFG,
realizando momento de estudo e reflexão, esta formação manterá o molde de
2015: os disseminadores devem ser previamente capacitados para ministrarem
tema na própria escola aos seus pares de modo que se propicie
Uma ruptura com o individualismo pedagógico, ou seja, em que o trabalho e
a reflexão em equipe se tornam necessários; uma análise científica da
prática, permitindo desenvolver, com uma formação de nível elevado, um
estatuto profissional; um profissionalismo aberto, isto é, em que o ato de
ensino é precedido de uma pesquisa de informações e de um diálogo entre
os parceiros interessados. (ESTEVES, 1993: 66)
Resguardamos o direito de todos os professores participarem do
momento de formação na escola, pois é momento de revisar a prática docente,
tendo em vista que o provimento de cargos está de acordo com o Ensino
Fundamental de 1º ao 5º ano.
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Objetivo Geral
Fomentar a formação continuada em exercício para professores de 1º ao 5º
ano por meio da parceria entre Secretaria Municipal de Educação e IFG-
Instituto Federal de Goiás, com apoio direto da Divisão de Ensino
Fundamental.
Objetivos específicos:
Refletir temas pertinentes a práxis pedagógica em parceria com IFG –
Instituto Federal de Goiás, e apoio da Divisão de Ensino Fundamental.
Preparar teoricamente disseminador – professor, supervisor, diretor,
coordenador - voluntário ou designado pelas Unidades Escolares em
formação específica.
Realizar encontros semanais com duração de 03 horas as quartas-feiras
na unidade escolar por meio de um disseminador.
Fortalecer a identidade da escola por meio de atividades instigantes,
provocadoras e viáveis para transmitir confiança e imprimir uma
perspectiva de sucesso.
Mobilizar os docentes acerca dos conhecimentos e habilidades na
manutenção da persistência para despertar o interesse e a vontade de
todos no aprimoramento profissional.
Valorizar o espaço escolar como espaço de formação, atualização e
aprimoramento das práticas de ensino e aprendizagem.
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Público alvo
 Diretores escolares;
 Supervisores escolares;
 Coordenadores do Programa Mais Educação;
 Docentes da Rede Municipal de Luziânia, Ensino Fundamental de 1º ao 5º
ano.
Critério para vaga no Curso
 Ser professor efetivo ou contrato na Rede Municipal de Ensino de Luziânia
fará do docente automaticamente cursista.
Período de inscrição
Inscrição: Ano Letivo de 2016.
Total da carga horária: 137 horas + 08 para disseminador (por formação)
Local do curso: Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino
Horário: matutino – 8 h 30 às 11 h 30 / vespertino – 13 h 15 às 16 h 15.
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Certificação
Será conferida pela Secretaria Municipal de Educação em parceria com
o Instituto Federal de Goiás - IFG para cursistas que alcançarem 70% de
frequência, nota 70 nas atividades e trabalhos desenvolvidos no curso
Formação Continuada na Escola, bem como aproveitamento de 70% nas
atividades virtuais referentes a fóruns e outras.
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Metodologia, estratégias e recursos.
Módulo presencial: os conteúdos desenvolvidos através de atividades
teóricas, vivências, treinamentos por meio de dramatizações, estudos em grupo
e individuais bem como também filmes informativos.
Módulo à distância: momento online para participar de fórum de discussão e
atividades sobre cada temática por meio de plataforma moodle.
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Conteúdo programático e bibliografia básica
Janeiro: O passo a passo do Projeto Político pedagógico da Escola.
GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs.). Autonomia da Escola:
Princípios e Propostas. São Paulo: Cortez, 1997.
RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de.; VEIGA, Ilma Passos A .( orgs.).
Escola: espaço do Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 1998.
SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia: Polêmicas do nosso tempo.
Campinas: Autores Associados, 1994.
VEIGA, Ilma Passos A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola.
Campinas: Papirus, 1995.
Fevereiro: Currículo referência das Escolas Municipais – Língua
Portuguesa, Matemática.
Março: Currículo referência das Escolas Municipais – Ciências naturais,
Geografia e História.
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de apoio à gestão
Educacional. Pacto Nacional pela alfabetização na idade certa: currículo
na alfabetização: concepções e princípios: ano 1: unidade 1/ Ministério da
educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão
educacional- Brasília: MEC, SEB, 2012.
_______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
nacionais/ Brasília: MEC/SEF, 1997.
_______. Ministério da Educação. Indagações sobre o currículo; Currículo,
Conhecimento e Cultura. Brasília 2007.
Abril: Relação comunidade – escola.
A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E A RELAÇÃO ESCOLA-COMUNIDADE -
Disponível em:
http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/eccos/eccos_v6n2/eccosv6n2_mariag
loriagohn.pdf
12
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Caderno 1 -
Conselhos Escolares: democratização da escola e construção da
cidadania. Brasília – DF, 2004 Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad1.pdf>Acesso
em:12/08/2015.
CODY, Frank; SIQUEIRA, Silvia. Escola e Comunidade: Uma parceria
necessária. São Paulo: IBIS, 1997
Escola e comunidade - Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/escola-
comunidade/ acesso 12/08/2015.
Maio: Ética no ambiente de trabalho.
AQUINO, Julio Gropa. A relação professor-aluno: do pedagógico ao
institucional. São Paulo: Summus, 1996.
SCHLEMMER, Iria. Valores e Educação em Processo de Promoção
Humana. Porto Alegre: Edições Renascentes, 1983.
MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. Trad.
Catarina E. F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez, Brasília, DF:
UNESCO, 2000.
MORALES, Pedro. A relação professor-aluno. São Paulo: Cortez, 2000.
TAPIA, J. & FITA, E. Motivação na sala de aula. São Paulo. Loyola, 2000.
Junho: A intervenção pedagógica.
Brasil. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão
Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa:
Organização do Trabalho Pedagógico / Ministério da Educação, Secretaria
de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília:
MEC, SEB, 2014. 72 p.
________. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão
Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: planejando
a alfabetização; integrando diferentes áreas do conhecimento: projetos
didáticos e sequências didáticas: ano 01, unidade 06 / Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão
Educacional. -- Brasília: MEC, SEB, 2012.
13
Dez importantes questões a considerar... Disponível em:
http://revistaescola.abril.com.br/pdf/dez-importantes-questoes-rosaura-
soligo.pdf Acesso: 12/08/2015.
Professores, suas crenças e a possibilidade de sucesso de seus alunos.
Disponível em:
http://periodicos.unb.br/index.php/linhascriticas/article/viewFile/6714/5421.
Acesso: 12/08/2015
WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 2. ed. São Paulo.
Ática, 2001.
Agosto: Educar na diversidade.
TORRES González, José Antonio. Educação e diversidade: bases didáticas
e organizativas. Porto Alegre: Artmed, 2002.
ANDRÉ, Marli (Org.) et all. Pedagogia das diferenças na sala de aula. 5. ed.
Campinas, SP: Papirus, 2004.
GOMES, Nilma Lino. Educação e diversidade cultural: refletindo sobre as
diferenças presentes na escola. 1999. Artigo publicado no site:
www.mulheresnegras.org/nilma Acessado em: 28/08/2008.
PERRENOUD, P. A pedagogia na escola das diferenças: fragmentos de
uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.
ARANHA, M. S. F. (Org.). Educação inclusiva. Brasília: Ministério da
Educação, SEE, 2004. 4v.
BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão
Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educaçao
Inclusiva/Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de
Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014.
DUK, Cynthia. Educar na diversidade : material de formação docente. 3. ed.
/ edição do material Cynthia Duk. – Brasília : [MEC, SEESP], 2006.
Setembro: As tecnologias da informação e a comunicação na sala de aula
– TIC’s.
SILVA, Marco. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quarteto, 2003.
SANTOS, Edmia O. articulação de saberes na EAD on-line: por uma rede
interdisciplinar e interativa de conhecimentos em ambientes virtuais de
aprendizagem. In Silva, Masco (Org.) Educação on-line. São Paulo: Loyola,
2003.
14
LEMOS, André Cibercultura, tecnologia e vida na cultura contemporânea.
Porto Alegre: Sulina, 2002.
SEABRA, Carlos . Tecnologias na escola. Porto Alegre: Telos
empreendimentos Culturais, 2010 disponível em:
www.institutoclaro.org.br/banco_arquivos/cartilha.pdf
Tecnologia da escola e no ensino, disponível em:
www.infoescola.com/educacao/tecnologia-na-escola-e-no-ensino
Informática no ambiente escolar, disponível em
WWW.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1539
Outubro: A gestão da sala de aula.
Desafio da Qualidade da Educação: Gestão da Sala de aula. Disponível no
site: http://demogimirim.edunet.sp.gov.br/Grupo/Desafio.pdf
Entrevista com Celso Vasconcellos sobre Gestão da Sala de Aula. Disponível
no site: http://www.futuroeventos.com.br/noticias/integra.php?id=508
AQUINO, Julio G. (org.). Indisciplina na escola – alternativas teóricas e
práticas. São Paulo: Summus, 1996
VASCONCELLOS, Celso dos S. (In)Disciplina: construção da disciplina
consciente e interativa em sala de aula e na escola, 17ª ed. São Paulo:
Libertad, 2010.
_____________Disciplina: problema de gestão da sala de aula ou de auto-
organização dos alunos? In: Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto
político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula, 11ª ed. São Paulo: Libertad,
2010.
____________ Indisciplina e disciplina escolar: fundamentos para o trabalho
docente. São Paulo: Cortez, 2009
Novembro: Professor-pesquisador.
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas, Autores associados, 1996.
Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido. Disponível em:
http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o%
20Continuada/Artigos%20Diversos/BONITEZA%20DE%20UM%20SONHO%20
Ensinar-e-aprender%20com%20sentido%20-%20gadotti.pdf Acesso:
12/08/2015.
TIBA, Içami. Ensinar aprendendo. São Paulo. Editora Gente, 1998.
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Sugestão de cronograma anual
A formação continuada prevista por esta proposta passa por momentos
distintos devido ao número de escolas envolvidas, num total de 43 Unidades
Escolares. Haverá formação direcionada aos disseminadores e, outro momento
de participação da equipe escolar no curso. Assim, a disseminação acontece
em espaço extraescolar com carga horária de 08 horas.
DATA SUGERIDA
MÊS Formação para
disseminador
Formação na escola
JAN 20 27
FEV 03 17 e 24
MAR 02 09,16,23 e 30
ABRIL 13 20 e 27
MAIO 04 11,18 e 25
JUN 01 08,15 e 22
AGO 03 10,17 e 24
SET 31/08 14 e 21
OUT 05 19 e 26
NOV 09 16, 23 e 30
TOTAL 10 25
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Referências Bibliográficas
CUNHA, Ana Maria de O. e KRASILCHIK, Myriam A Formação Continuada de
Professores de Ciências: percepções a partir de uma experiência. In: XXIII
Reunião Anual da ANPED. Caxambú, 2000.
DAVIS, Cláudia (et al.) e VIEIRA, Sofia Lerche (org.) .Gestão da Escola:
Desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.
ROSA, M. I. F. P; SCHNETZLER, R. P. A investigação-ação na formação
continuada de professores de ciências. Ciência & Educação,v.9, n.1, p. 27-39,
2003.
NÓVOA, António. (org.). Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom
Quixote, 1992.
_______. Profissão Professor. Portugal: Porto Editora, 1991.
17
ANEXOS
18
Certificação dos responsáveis

Projeto para Formação continuada na escola 2016

  • 1.
    1 Educação Secretaria de FORMAÇÃO CONTINUADAEM EXERCÍCIO PARA PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL – REDE MUNICIPAL DE ENSINO Luziânia / GO 2016. SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO Divisão de Ensino Fundamental Rua Manoel Carvalho Rezende c/ Rua João Paulo Quadra A S/Nº Centro – Fone: 61- 3906-3501 Luziânia - Goiás. Senhor Secretário de Administração, Solicitamos as providências necessárias à aquisição do material abaixo especificado, indispensável ao funcionamento desta Secretaria de Educação: Para as Escolas Municipais. ITEM QUANTIDADE ESPECIFICAÇÃO
  • 2.
    2 Prefeito – CristóvãoVaz Tormin Vice-prefeito – Francisco Edvan Viana Secretária de Educação – Cleudinéia Pereira Silva Pince Responsáveis pelo Projeto: Maria Cecília Silva de Amorim Silas da Costa Meireles Filho
  • 3.
    3 Não há transiçãoque não implique um ponto de partida, um processo e um ponto de chegada. Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De modo que o nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que fomos e o que somos, para sabermos o que seremos. Paulo Freire
  • 4.
    4 Apresentação A Secretaria Municipalde Educação de Luziânia com vistas a fomentar a formação continuada no exercício da docência na Rede Municipal de Ensino, apresenta pelo terceiro ano proposta de curso para efetivar a melhoria da qualidade de ensino. Para 2016, a proposta vincula-se ao Instituto Federal de Goiás numa parceria pedagógica inovadora. A proposta da formação continuada com base na LDB 9694/96 oferecida “in loco” por meio de disseminadores – diretor, professor, supervisores ou coordenadores - que deverão participar de momento específico para estudos e repassar aos demais professores sobre uma determinada temática, garantindo que a escola se caracterize como espaço adequado para aprimoramento das práticas pedagógicas. Sugere temas primordiais, que constam no arcabouço teórico da pedagogia, assim como temas que evocam a importância da pesquisa e do desenvolvimento do conhecimento para professores de 1º ao 5º ano. Desse modo, a escola se aprimora conjuntamente por meio desta Secretaria e o IFG para lidar com os desafios da docência, discutindo sobre as práticas e a refletindo sobre a práxis, mobilizando a todos os envolvidos no processo educativo. A formação, nesses termos, se adéqua ao tempo da escola, devendo ocorrer durante as quartas-feiras com carga horária fixa de 03 horas semanais. Haverá o incentivo aos disseminadores, os quais acumulam 08 horas a cada participação nesta função. Momentos extraescolares poderão ser incluídos no cômputo das horas. Valorizar a formação profissional com vistas ao aprimoramento virá acrescentar ao currículo dos educadores, o qual poderá ser reconhecido em forma de registro por meio do Conselho Municipal de Educação.
  • 5.
    5 Justificativa Não há comofalar em educação de qualidade sem mencionar formação continuada de professores; que já vem sendo considerada, juntamente com a formação inicial, uma questão fundamental nas políticas públicas para a educação. Por esse motivo a Secretaria Municipal de Educação, por meio da Divisão de Ensino Fundamental garante à escola e sua equipe o aprimoramento da prática pedagógica com calendário programado, tratando de forma interligada teoria e prática pedagógica também no ano de 2016. Dentro do contexto educacional contemporâneo, a formação continuada é saída possível para a melhoria da qualidade do ensino, por isso o profissional consciente deve saber que sua formação não termina na Universidade. Formar (ou reformar) o professor para a modernidade através de uma formação continuada proporcionará independência profissional com autonomia para decidir sobre o seu trabalho e suas necessidades. [...] a necessidade de contínuo aprimoramento profissional e de reflexões críticas sobre a própria prática pedagógica, pois a efetiva melhoria do processo ensino-aprendizagem só acontece pela ação do professor; a necessidade de se superar o distanciamento entre contribuições da pesquisa educacional e a sua utilização para a melhoria da sala de aula, implicando que o professor seja também pesquisador de sua própria prática; em geral, os professores têm uma visão simplista da atividade docente, ao conceberem que para ensinar basta conhecer o conteúdo e utilizar algumas técnicas pedagógicas. (SCHNETZLER e ROSA, 2003, p.27). Esta formação continuada, conforme Caldeira (1993) citado por Cunha e Krasilchik, não se esgota somente em um curso de atualização, mas deve ser encarada como um processo, construído no cotidiano escolar de forma constante e contínua (CUNHA, KRASILCHIK, 2000, p.3). E este é um direito assegurado na LDB em seu Art. 67 inciso V. E como afirma Paulo Freire, “ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática”. (FREIRE, 1991: 58).
  • 6.
    6 Desse modo, apartir da proposta de parceria entre a SME e o IFG, realizando momento de estudo e reflexão, esta formação manterá o molde de 2015: os disseminadores devem ser previamente capacitados para ministrarem tema na própria escola aos seus pares de modo que se propicie Uma ruptura com o individualismo pedagógico, ou seja, em que o trabalho e a reflexão em equipe se tornam necessários; uma análise científica da prática, permitindo desenvolver, com uma formação de nível elevado, um estatuto profissional; um profissionalismo aberto, isto é, em que o ato de ensino é precedido de uma pesquisa de informações e de um diálogo entre os parceiros interessados. (ESTEVES, 1993: 66) Resguardamos o direito de todos os professores participarem do momento de formação na escola, pois é momento de revisar a prática docente, tendo em vista que o provimento de cargos está de acordo com o Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano.
  • 7.
    7 Objetivo Geral Fomentar aformação continuada em exercício para professores de 1º ao 5º ano por meio da parceria entre Secretaria Municipal de Educação e IFG- Instituto Federal de Goiás, com apoio direto da Divisão de Ensino Fundamental. Objetivos específicos: Refletir temas pertinentes a práxis pedagógica em parceria com IFG – Instituto Federal de Goiás, e apoio da Divisão de Ensino Fundamental. Preparar teoricamente disseminador – professor, supervisor, diretor, coordenador - voluntário ou designado pelas Unidades Escolares em formação específica. Realizar encontros semanais com duração de 03 horas as quartas-feiras na unidade escolar por meio de um disseminador. Fortalecer a identidade da escola por meio de atividades instigantes, provocadoras e viáveis para transmitir confiança e imprimir uma perspectiva de sucesso. Mobilizar os docentes acerca dos conhecimentos e habilidades na manutenção da persistência para despertar o interesse e a vontade de todos no aprimoramento profissional. Valorizar o espaço escolar como espaço de formação, atualização e aprimoramento das práticas de ensino e aprendizagem.
  • 8.
    8 Público alvo  Diretoresescolares;  Supervisores escolares;  Coordenadores do Programa Mais Educação;  Docentes da Rede Municipal de Luziânia, Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano. Critério para vaga no Curso  Ser professor efetivo ou contrato na Rede Municipal de Ensino de Luziânia fará do docente automaticamente cursista. Período de inscrição Inscrição: Ano Letivo de 2016. Total da carga horária: 137 horas + 08 para disseminador (por formação) Local do curso: Unidades Escolares da Rede Municipal de Ensino Horário: matutino – 8 h 30 às 11 h 30 / vespertino – 13 h 15 às 16 h 15.
  • 9.
    9 Certificação Será conferida pelaSecretaria Municipal de Educação em parceria com o Instituto Federal de Goiás - IFG para cursistas que alcançarem 70% de frequência, nota 70 nas atividades e trabalhos desenvolvidos no curso Formação Continuada na Escola, bem como aproveitamento de 70% nas atividades virtuais referentes a fóruns e outras.
  • 10.
    10 Metodologia, estratégias erecursos. Módulo presencial: os conteúdos desenvolvidos através de atividades teóricas, vivências, treinamentos por meio de dramatizações, estudos em grupo e individuais bem como também filmes informativos. Módulo à distância: momento online para participar de fórum de discussão e atividades sobre cada temática por meio de plataforma moodle.
  • 11.
    11 Conteúdo programático ebibliografia básica Janeiro: O passo a passo do Projeto Político pedagógico da Escola. GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs.). Autonomia da Escola: Princípios e Propostas. São Paulo: Cortez, 1997. RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de.; VEIGA, Ilma Passos A .( orgs.). Escola: espaço do Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 1998. SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia: Polêmicas do nosso tempo. Campinas: Autores Associados, 1994. VEIGA, Ilma Passos A. (org.). Projeto político-pedagógico da escola. Campinas: Papirus, 1995. Fevereiro: Currículo referência das Escolas Municipais – Língua Portuguesa, Matemática. Março: Currículo referência das Escolas Municipais – Ciências naturais, Geografia e História. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de apoio à gestão Educacional. Pacto Nacional pela alfabetização na idade certa: currículo na alfabetização: concepções e princípios: ano 1: unidade 1/ Ministério da educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão educacional- Brasília: MEC, SEB, 2012. _______. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais/ Brasília: MEC/SEF, 1997. _______. Ministério da Educação. Indagações sobre o currículo; Currículo, Conhecimento e Cultura. Brasília 2007. Abril: Relação comunidade – escola. A EDUCAÇÃO NÃO-FORMAL E A RELAÇÃO ESCOLA-COMUNIDADE - Disponível em: http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/eccos/eccos_v6n2/eccosv6n2_mariag loriagohn.pdf
  • 12.
    12 BRASIL. Ministério daEducação. Secretaria de Educação Básica. Caderno 1 - Conselhos Escolares: democratização da escola e construção da cidadania. Brasília – DF, 2004 Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad1.pdf>Acesso em:12/08/2015. CODY, Frank; SIQUEIRA, Silvia. Escola e Comunidade: Uma parceria necessária. São Paulo: IBIS, 1997 Escola e comunidade - Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/escola- comunidade/ acesso 12/08/2015. Maio: Ética no ambiente de trabalho. AQUINO, Julio Gropa. A relação professor-aluno: do pedagógico ao institucional. São Paulo: Summus, 1996. SCHLEMMER, Iria. Valores e Educação em Processo de Promoção Humana. Porto Alegre: Edições Renascentes, 1983. MORIN, Edgar. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. Trad. Catarina E. F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez, Brasília, DF: UNESCO, 2000. MORALES, Pedro. A relação professor-aluno. São Paulo: Cortez, 2000. TAPIA, J. & FITA, E. Motivação na sala de aula. São Paulo. Loyola, 2000. Junho: A intervenção pedagógica. Brasil. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Organização do Trabalho Pedagógico / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. 72 p. ________. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: planejando a alfabetização; integrando diferentes áreas do conhecimento: projetos didáticos e sequências didáticas: ano 01, unidade 06 / Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. -- Brasília: MEC, SEB, 2012.
  • 13.
    13 Dez importantes questõesa considerar... Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/pdf/dez-importantes-questoes-rosaura- soligo.pdf Acesso: 12/08/2015. Professores, suas crenças e a possibilidade de sucesso de seus alunos. Disponível em: http://periodicos.unb.br/index.php/linhascriticas/article/viewFile/6714/5421. Acesso: 12/08/2015 WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 2. ed. São Paulo. Ática, 2001. Agosto: Educar na diversidade. TORRES González, José Antonio. Educação e diversidade: bases didáticas e organizativas. Porto Alegre: Artmed, 2002. ANDRÉ, Marli (Org.) et all. Pedagogia das diferenças na sala de aula. 5. ed. Campinas, SP: Papirus, 2004. GOMES, Nilma Lino. Educação e diversidade cultural: refletindo sobre as diferenças presentes na escola. 1999. Artigo publicado no site: www.mulheresnegras.org/nilma Acessado em: 28/08/2008. PERRENOUD, P. A pedagogia na escola das diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. ARANHA, M. S. F. (Org.). Educação inclusiva. Brasília: Ministério da Educação, SEE, 2004. 4v. BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educaçao Inclusiva/Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2014. DUK, Cynthia. Educar na diversidade : material de formação docente. 3. ed. / edição do material Cynthia Duk. – Brasília : [MEC, SEESP], 2006. Setembro: As tecnologias da informação e a comunicação na sala de aula – TIC’s. SILVA, Marco. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quarteto, 2003. SANTOS, Edmia O. articulação de saberes na EAD on-line: por uma rede interdisciplinar e interativa de conhecimentos em ambientes virtuais de aprendizagem. In Silva, Masco (Org.) Educação on-line. São Paulo: Loyola, 2003.
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    14 LEMOS, André Cibercultura,tecnologia e vida na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002. SEABRA, Carlos . Tecnologias na escola. Porto Alegre: Telos empreendimentos Culturais, 2010 disponível em: www.institutoclaro.org.br/banco_arquivos/cartilha.pdf Tecnologia da escola e no ensino, disponível em: www.infoescola.com/educacao/tecnologia-na-escola-e-no-ensino Informática no ambiente escolar, disponível em WWW.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1539 Outubro: A gestão da sala de aula. Desafio da Qualidade da Educação: Gestão da Sala de aula. Disponível no site: http://demogimirim.edunet.sp.gov.br/Grupo/Desafio.pdf Entrevista com Celso Vasconcellos sobre Gestão da Sala de Aula. Disponível no site: http://www.futuroeventos.com.br/noticias/integra.php?id=508 AQUINO, Julio G. (org.). Indisciplina na escola – alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1996 VASCONCELLOS, Celso dos S. (In)Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola, 17ª ed. São Paulo: Libertad, 2010. _____________Disciplina: problema de gestão da sala de aula ou de auto- organização dos alunos? In: Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula, 11ª ed. São Paulo: Libertad, 2010. ____________ Indisciplina e disciplina escolar: fundamentos para o trabalho docente. São Paulo: Cortez, 2009 Novembro: Professor-pesquisador. DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. Campinas, Autores associados, 1996. Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido. Disponível em: http://smeduquedecaxias.rj.gov.br/nead/Biblioteca/Forma%C3%A7%C3%A3o% 20Continuada/Artigos%20Diversos/BONITEZA%20DE%20UM%20SONHO%20 Ensinar-e-aprender%20com%20sentido%20-%20gadotti.pdf Acesso: 12/08/2015. TIBA, Içami. Ensinar aprendendo. São Paulo. Editora Gente, 1998.
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    15 Sugestão de cronogramaanual A formação continuada prevista por esta proposta passa por momentos distintos devido ao número de escolas envolvidas, num total de 43 Unidades Escolares. Haverá formação direcionada aos disseminadores e, outro momento de participação da equipe escolar no curso. Assim, a disseminação acontece em espaço extraescolar com carga horária de 08 horas. DATA SUGERIDA MÊS Formação para disseminador Formação na escola JAN 20 27 FEV 03 17 e 24 MAR 02 09,16,23 e 30 ABRIL 13 20 e 27 MAIO 04 11,18 e 25 JUN 01 08,15 e 22 AGO 03 10,17 e 24 SET 31/08 14 e 21 OUT 05 19 e 26 NOV 09 16, 23 e 30 TOTAL 10 25
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    16 Referências Bibliográficas CUNHA, AnaMaria de O. e KRASILCHIK, Myriam A Formação Continuada de Professores de Ciências: percepções a partir de uma experiência. In: XXIII Reunião Anual da ANPED. Caxambú, 2000. DAVIS, Cláudia (et al.) e VIEIRA, Sofia Lerche (org.) .Gestão da Escola: Desafios a enfrentar. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. ROSA, M. I. F. P; SCHNETZLER, R. P. A investigação-ação na formação continuada de professores de ciências. Ciência & Educação,v.9, n.1, p. 27-39, 2003. NÓVOA, António. (org.). Os professores e a sua formação. Lisboa: Dom Quixote, 1992. _______. Profissão Professor. Portugal: Porto Editora, 1991.
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