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Tema em questão: Educar e cuidar


                                                        ANNA PAULA ROLIM DE LIMA
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                                             TANIS APARECIDA HAGUIHARA FERREIRA
                                                      TATIANA CRESCENTE MENDES1



      O “Grupo de Formação no Ambiente Escolar” escolheu o tema “Educar e
cuidar” para ser discutido por professoras e monitores, com o intuito de revelar a
visão dos educadores, participantes das discussões, em relação a essa questão e
também para instigar uma reflexão sobre o tema, que se reflita na prática.
      Foram realizadas leituras e levantados os apontamentos dos seguintes textos:
“Educar e cuidar: questões sobre o perfil do profissional de Educação Infantil”
(CAMPOS, 1994); “Qualidade em Educação Infantil” (ZABALZA, 1998). Os textos
serviram de base para as discussões, em que os integrantes do grupo relacionaram
as leituras com o cotidiano vivido com as crianças na escola e com a experiência de
cada um no âmbito da Educação Infantil.
      Segundo o texto “Educar e cuidar: questões sobre o perfil do profissional de
Educação Infantil” (CAMPOS, 1994) em relação ao atendimento às crianças
pequenas, existe uma concepção “assistencial” voltada geralmente para as crianças
pobres e uma concepção “educacional” voltada principalmente para as crianças da
classe média. Porém, pensando no desenvolvimento infantil, essas concepções
trabalhadas separadamente não atendem às necessidades da criança, é preciso
integrá-las.
       Atualmente se tem a idéia de que quando alimentamos, lavamos, protegemos,
consolamos, trocamos, estamos cuidando e educando. É fundamental que o
profissional da Educação Infantil trabalhe o cuidar e o educar de forma integrada.

1
 Os autores são integrantes do “GRUPO DE FORMAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR”, realizado na EMEI “Marilene
Cabral”, no município de Campinas – SP.
No texto a autora destaca que muitas vezes vê-se o “cuidar“ relacionado às
monitoras, no sentido de atender às necessidades físicas e afetivas das crianças, e
o “educar” relacionado às professoras (a grande maioria que atua na Educação
Infantil são mulheres) cabendo-lhes a incumbência de promover o desenvolvimento
intelectual dos pequenos. Nesse caso, gozando estas de maior prestígio, melhores
salários e condições de trabalho.
     No entanto é preciso que se reflita quanto à necessidade de uma formação,
tanto para monitoras quanto para professoras, que esteja fundamentada numa
concepção que integre desenvolvimento e educação infantil, sem hierarquizar
atividades relacionadas ao cuidado e educação, que não divida os espaços, os
horários e as responsabilidades.
     O texto ressalta a necessidade de se pensar em currículos e práticas que
favoreçam o desenvolvimento infantil de maneira integrada. Trocas de experiências
entre monitoras e professoras, possibilitam que essas profissionais atualizem o seu
conhecimento e aperfeiçoem a sua prática.
     O grupo compartilha da idéia que educar e cuidar não são momentos isolados,
não acontecem em tempos e espaços diferentes. Quem educa, cuida. Quem cuida,
educa. Professores (as) e monitores (as) têm a responsabilidade de promover o
desenvolvimento global da criança dentro da Educação Infantil. Portanto juntos, sem
hierarquias, devem buscar os melhores caminhos para atingirem os seus objetivos.
Entendemos que a formação continuada e a troca de experiências contribuem muito
para o aperfeiçoamento profissional.
     De acordo com o texto “Qualidade em Educação Infantil” (ZABALZA,1998) a
organização, a decoração de uma casa, pode revelar a personalidade da pessoa
que nela habita. O ambiente escolar da mesma maneira mostra que tipos de
atividades são realizadas nos espaços, quais os interesses dos alunos e
professores, etc.
     Espaço significa espaço físico e ambiente refere-se ao espaço físico e as
relações que acontecem nesse espaço.
     O ambiente fala, no sentido de que não ficamos indiferentes a ele, que nos
deixa seguros ou inseguros, que nos faz recordar algo, nos faz sentir.
      No texto o autor destaca que o educador deve transformar o ambiente,
fazendo com que o espaço onde trabalha mostre a sua personalidade e favoreça o
desenvolvimento da criança. O ambiente da sala de aula pode gerar possibilidades
ou limitações no que se refere à aprendizagem. Principalmente na Educação Infantil,
o espaço e os elementos presentes neste são recursos educativos. Portanto, os
professores ao planejarem o seu trabalho, devem estar atentos aos espaços, de que
forma serão organizados, equipados, enriquecidos. A maneira como o espaço da
sala de aula é organizado irá, muito provavelmente, revelar a concepção
metodológica do professor (a).
      Conforme ressalta o texto é preciso observar a melhor forma de dispor o
mobiliário, sendo que a polivalência é um dos aspectos a serem pensados, para que
pequenas transformações possibilitem diferentes usos, pois dependendo da
atividade o espaço adquire outra função: o canto das construções, da música, da
biblioteca, etc. É necessário observar também o tipo de materiais didáticos que
serão utilizados, quanto à procedência (comercializados, recuperados do meio,
portanto relacionados com educação ambiental, etc.), quanto ao tipo de interações
que possibilitam e ao tipo de atividades que sugerem e estimulam. A atenção deverá
também estar voltada para a forma como serão dispostos os materiais no espaço.
      Quanto à decoração é preciso estar atento para que haja harmonia nas cores
(o colorido atrai a atenção das crianças) e uma apresentação bonita, agradável dos
trabalhos. Se possível acrescentando réplicas de obras de arte, a fim de despertar a
sensibilidade da criança e introduzi-la na cultura artística.
      Para o autor a Escola de Educação Infantil deve ter espaços amplos que
possibilitem a integração de diversos grupos de crianças.
      O texto trazido por Zabalza argumenta que considerando que as crianças
constroem    a   sua    própria   aprendizagem,     que    aprendem   experimentando,
descobrindo, se relacionando com os outros, é preciso refletir quanto à organização
da sala de aula, no que se refere a espaços para trabalhar com pequenos grupos,
com o grupo todo, com cada criança e quanto à distribuição do mobiliário e dos
materiais, dispondo de forma que favoreça a autonomia das crianças e despertem
nestas o desejo de experimentar e descobrir.
      A organização do espaço dependerá do método de trabalho que será
realizado: cantos, oficinas, projetos, unidades didáticas, etc.
      A diversidade poderá ser trabalhada expondo na sala de aula fotografias de
crianças com diferentes etnias e características físicas, incluindo também imagens
que apresentem o modo de vida de diversos lugares do mundo.
Segundo o texto, o professor (a) deve estar sempre observando, refletindo, no
sentido de avaliar se a organização do ambiente está atendendo aos objetivos
propostos, caso contrário as transformações necessárias deverão ser feitas.
      Nas discussões, ficou claro que o grupo concorda que o ambiente fala, muitas
vezes revela a personalidade de quem vive nele. No que se refere ao ambiente
escolar, quando adentramos em uma escola, numa sala de aula, recebemos
informações do ambiente, do tipo de atividades que são realizadas pelos alunos, da
metodologia que possivelmente é adotada pelos profissionais que atuam no espaço
educativo.
      Acreditamos que assim como foi dito no texto, cabe ao professor (a)
transformar o ambiente onde trabalha, de maneira que este reflita a sua
personalidade enquanto educador (a) da Educação Infantil.
      Entendemos que a sala de aula deve ser um espaço com cores harmoniosas,
com exposição dos trabalhos dos alunos e se possível com gravuras de pintores
famosos. O mobiliário deve estar disposto de forma que favoreça a movimentação e
a autonomia das crianças. Os jogos e brinquedos devem oferecer segurança e
serem atrativos para que despertem o interesse dos pequenos. Brinquedos com
materiais reciclados podem ser muito divertidos, e como sugere o texto, estão
relacionados com a preservação do meio ambiente. Bonecas e bonecos devem
representar a diversidade, para que brincando as crianças percebam as diferenças
sem discriminações.
     Para o grupo, os cantos (canto dos jogos simbólicos, dos jogos de construção,
da pintura, da biblioteca, da modelagem, etc.) organizados de maneira lógica,
atraente e estimulante, favorecem a autonomia (a criança escolhe o canto que quer
estar e os amigos que quer brincar) e o desenvolvimento intelectual e social da
criança.
      Ressaltamos que o olhar atento do educador (a) deverá estar voltado para o
ambiente e para todos os aspectos que permeiam a sua prática dentro da Educação
Infantil, para que as modificações aconteçam quando forem necessárias.
Bibliografia


CAMPOS, Maria M. “Educar e cuidar: questões sobre o perfil do profissional de
Educação Infantil”. Brasília: MEC, 1994, p. 32-42.


ZABALZA, M. A. “Qualidade em Educação Infantil”. Porto Alegre: ARTMED, 1998.

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Educar e Cuidar

  • 1. Tema em questão: Educar e cuidar ANNA PAULA ROLIM DE LIMA AMANDA ALVES DE LIMA CARINA BANNWART DANIEL MENDES BATISTA COSTA ELAINE CRISTINA FIGUEIREDO KELLY CRISTINA CORREIA MARIA AMÉLIA BERNARDO DE PAULA MARIA MÁXIMO DOS REIS GONÇALVES SOLANGE CATARINO BISCALCHIN THAÍS SILVA FARIA TANIS APARECIDA HAGUIHARA FERREIRA TATIANA CRESCENTE MENDES1 O “Grupo de Formação no Ambiente Escolar” escolheu o tema “Educar e cuidar” para ser discutido por professoras e monitores, com o intuito de revelar a visão dos educadores, participantes das discussões, em relação a essa questão e também para instigar uma reflexão sobre o tema, que se reflita na prática. Foram realizadas leituras e levantados os apontamentos dos seguintes textos: “Educar e cuidar: questões sobre o perfil do profissional de Educação Infantil” (CAMPOS, 1994); “Qualidade em Educação Infantil” (ZABALZA, 1998). Os textos serviram de base para as discussões, em que os integrantes do grupo relacionaram as leituras com o cotidiano vivido com as crianças na escola e com a experiência de cada um no âmbito da Educação Infantil. Segundo o texto “Educar e cuidar: questões sobre o perfil do profissional de Educação Infantil” (CAMPOS, 1994) em relação ao atendimento às crianças pequenas, existe uma concepção “assistencial” voltada geralmente para as crianças pobres e uma concepção “educacional” voltada principalmente para as crianças da classe média. Porém, pensando no desenvolvimento infantil, essas concepções trabalhadas separadamente não atendem às necessidades da criança, é preciso integrá-las. Atualmente se tem a idéia de que quando alimentamos, lavamos, protegemos, consolamos, trocamos, estamos cuidando e educando. É fundamental que o profissional da Educação Infantil trabalhe o cuidar e o educar de forma integrada. 1 Os autores são integrantes do “GRUPO DE FORMAÇÃO NO AMBIENTE ESCOLAR”, realizado na EMEI “Marilene Cabral”, no município de Campinas – SP.
  • 2. No texto a autora destaca que muitas vezes vê-se o “cuidar“ relacionado às monitoras, no sentido de atender às necessidades físicas e afetivas das crianças, e o “educar” relacionado às professoras (a grande maioria que atua na Educação Infantil são mulheres) cabendo-lhes a incumbência de promover o desenvolvimento intelectual dos pequenos. Nesse caso, gozando estas de maior prestígio, melhores salários e condições de trabalho. No entanto é preciso que se reflita quanto à necessidade de uma formação, tanto para monitoras quanto para professoras, que esteja fundamentada numa concepção que integre desenvolvimento e educação infantil, sem hierarquizar atividades relacionadas ao cuidado e educação, que não divida os espaços, os horários e as responsabilidades. O texto ressalta a necessidade de se pensar em currículos e práticas que favoreçam o desenvolvimento infantil de maneira integrada. Trocas de experiências entre monitoras e professoras, possibilitam que essas profissionais atualizem o seu conhecimento e aperfeiçoem a sua prática. O grupo compartilha da idéia que educar e cuidar não são momentos isolados, não acontecem em tempos e espaços diferentes. Quem educa, cuida. Quem cuida, educa. Professores (as) e monitores (as) têm a responsabilidade de promover o desenvolvimento global da criança dentro da Educação Infantil. Portanto juntos, sem hierarquias, devem buscar os melhores caminhos para atingirem os seus objetivos. Entendemos que a formação continuada e a troca de experiências contribuem muito para o aperfeiçoamento profissional. De acordo com o texto “Qualidade em Educação Infantil” (ZABALZA,1998) a organização, a decoração de uma casa, pode revelar a personalidade da pessoa que nela habita. O ambiente escolar da mesma maneira mostra que tipos de atividades são realizadas nos espaços, quais os interesses dos alunos e professores, etc. Espaço significa espaço físico e ambiente refere-se ao espaço físico e as relações que acontecem nesse espaço. O ambiente fala, no sentido de que não ficamos indiferentes a ele, que nos deixa seguros ou inseguros, que nos faz recordar algo, nos faz sentir. No texto o autor destaca que o educador deve transformar o ambiente, fazendo com que o espaço onde trabalha mostre a sua personalidade e favoreça o desenvolvimento da criança. O ambiente da sala de aula pode gerar possibilidades
  • 3. ou limitações no que se refere à aprendizagem. Principalmente na Educação Infantil, o espaço e os elementos presentes neste são recursos educativos. Portanto, os professores ao planejarem o seu trabalho, devem estar atentos aos espaços, de que forma serão organizados, equipados, enriquecidos. A maneira como o espaço da sala de aula é organizado irá, muito provavelmente, revelar a concepção metodológica do professor (a). Conforme ressalta o texto é preciso observar a melhor forma de dispor o mobiliário, sendo que a polivalência é um dos aspectos a serem pensados, para que pequenas transformações possibilitem diferentes usos, pois dependendo da atividade o espaço adquire outra função: o canto das construções, da música, da biblioteca, etc. É necessário observar também o tipo de materiais didáticos que serão utilizados, quanto à procedência (comercializados, recuperados do meio, portanto relacionados com educação ambiental, etc.), quanto ao tipo de interações que possibilitam e ao tipo de atividades que sugerem e estimulam. A atenção deverá também estar voltada para a forma como serão dispostos os materiais no espaço. Quanto à decoração é preciso estar atento para que haja harmonia nas cores (o colorido atrai a atenção das crianças) e uma apresentação bonita, agradável dos trabalhos. Se possível acrescentando réplicas de obras de arte, a fim de despertar a sensibilidade da criança e introduzi-la na cultura artística. Para o autor a Escola de Educação Infantil deve ter espaços amplos que possibilitem a integração de diversos grupos de crianças. O texto trazido por Zabalza argumenta que considerando que as crianças constroem a sua própria aprendizagem, que aprendem experimentando, descobrindo, se relacionando com os outros, é preciso refletir quanto à organização da sala de aula, no que se refere a espaços para trabalhar com pequenos grupos, com o grupo todo, com cada criança e quanto à distribuição do mobiliário e dos materiais, dispondo de forma que favoreça a autonomia das crianças e despertem nestas o desejo de experimentar e descobrir. A organização do espaço dependerá do método de trabalho que será realizado: cantos, oficinas, projetos, unidades didáticas, etc. A diversidade poderá ser trabalhada expondo na sala de aula fotografias de crianças com diferentes etnias e características físicas, incluindo também imagens que apresentem o modo de vida de diversos lugares do mundo.
  • 4. Segundo o texto, o professor (a) deve estar sempre observando, refletindo, no sentido de avaliar se a organização do ambiente está atendendo aos objetivos propostos, caso contrário as transformações necessárias deverão ser feitas. Nas discussões, ficou claro que o grupo concorda que o ambiente fala, muitas vezes revela a personalidade de quem vive nele. No que se refere ao ambiente escolar, quando adentramos em uma escola, numa sala de aula, recebemos informações do ambiente, do tipo de atividades que são realizadas pelos alunos, da metodologia que possivelmente é adotada pelos profissionais que atuam no espaço educativo. Acreditamos que assim como foi dito no texto, cabe ao professor (a) transformar o ambiente onde trabalha, de maneira que este reflita a sua personalidade enquanto educador (a) da Educação Infantil. Entendemos que a sala de aula deve ser um espaço com cores harmoniosas, com exposição dos trabalhos dos alunos e se possível com gravuras de pintores famosos. O mobiliário deve estar disposto de forma que favoreça a movimentação e a autonomia das crianças. Os jogos e brinquedos devem oferecer segurança e serem atrativos para que despertem o interesse dos pequenos. Brinquedos com materiais reciclados podem ser muito divertidos, e como sugere o texto, estão relacionados com a preservação do meio ambiente. Bonecas e bonecos devem representar a diversidade, para que brincando as crianças percebam as diferenças sem discriminações. Para o grupo, os cantos (canto dos jogos simbólicos, dos jogos de construção, da pintura, da biblioteca, da modelagem, etc.) organizados de maneira lógica, atraente e estimulante, favorecem a autonomia (a criança escolhe o canto que quer estar e os amigos que quer brincar) e o desenvolvimento intelectual e social da criança. Ressaltamos que o olhar atento do educador (a) deverá estar voltado para o ambiente e para todos os aspectos que permeiam a sua prática dentro da Educação Infantil, para que as modificações aconteçam quando forem necessárias.
  • 5. Bibliografia CAMPOS, Maria M. “Educar e cuidar: questões sobre o perfil do profissional de Educação Infantil”. Brasília: MEC, 1994, p. 32-42. ZABALZA, M. A. “Qualidade em Educação Infantil”. Porto Alegre: ARTMED, 1998.