11912846 inteligencia

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  1. 1. Inteligências Múltiplas
  2. 2. Roteiro         Introdução A Inteligência Lingüística A Inteligência Musical A Inteligência Lógico-Matemática A Inteligência Espacial A Inteligência Corporal-Cinestésica As Inteligências Pessoais Considerações Finais
  3. 3. Introdução  O que é uma Inteligência?  Como utilizar o conceito de inteligências no processo de ensino-aprendizagem?  O Projeto “ O potencial humano”
  4. 4. Binet (início do século passado) Aplicação de testes para discriminar alunos com tendência ao sucesso ou ao fracasso escolar 1°s Testes de Inteligência Construtor do QI Exploração para a eugenia => hereditariedade QI tão inviolável como altura e cor de cabelo
  5. 5. Spearman (1927) “a inteligência seria melhor conceitualizada como um fator geral FATOR G - que provavelmente tinha raízes numa propriedade elementar do sistema nervoso, como a rapidez “ ou a flexibilidade” (apud Gardner, 1995) Tanto para Binet como para Spearman a inteligência está no interior do indivíduo.
  6. 6. Síntese Conceitual de Inteligência Binet, Spearman e seguidores “A inteligência é o traço do indivíduo isolado, que pode ser avaliado sozinho; os indivíduos nascem com um certa quantidade de inteligência, que pode ser medida cedo na vida. Ela é um traço fixo, relativamente insensível ao ambiente ou treinamento, prontamente eliciado pela administração de instrumentos tipo papel e lápis.”
  7. 7. Howard Gardner Ponto de partida (1979): contestação da teoria de Jean Piaget “ apesar do seu ceticismo sobre itens de QI expressos em linguagem, as próprias tarefas de Piaget, em geral são transmitidas verbalmente. E quando elas foram colocadas não lingüisticamente, os resultados são, com freqüência, diferentes dos obtidos nos laboratórios genebrinos.”
  8. 8. Gardner Procurando os blocos construtores das inteligências Estudos sobre uma população constituída de:  crianças normais  idiotas sábios*  pessoas com dano cerebral  crianças autistas  prodígios  crianças com dificuldade de aprendizagem * Idiot Savant: pessoa mentalmente deficiente com um talento especial altamente desenvolvido.
  9. 9. Gardner Definição de inteligência “Inteligência é a capacidade de resolver problemas ou de elaborar produtos que sejam valorizados em um ou mais ambientes culturais ou comunitários, pois todos os indivíduos têm, em princípio, habilidade de questionar e buscar respostas usando as inteligências.” (Gardner, 1995)
  10. 10. Gardner Visão Contextualizada “As inteligências são potenciais ou inclinações que são realizadas, ou não, dependendo do contexto cultural, em que são encontradas.” (Gardner, 1995)
  11. 11. Gardner A distribuição da Inteligência “ A inteligência existe, numa medida significativa, fora do corpo físico do indivíduo.” (Gardner, 1995)
  12. 12. Gardner Inteligência Múltipla “ O ponto essencial é que não existe apenas uma capacidade mental subjacente. Ao invés, várias inteligências, funcionando em combinação, são necessárias para explicar como os seres humanos assumem papéis diversos, como físicos, fazendeiros e dançarinos.” “É um erro tentar comparar inteligências em todos os detalhes; cada uma deve ser pensada como um sistema próprio e com suas próprias regras.”
  13. 13. As Inteligências de Gardner J I H A N G E R A R D C L O D I S R E G I S M I L T O N I E S U S
  14. 14. Inteligência Lingüística Idéias de Chomsky: Para Chomsky, o mais importante é o conhecimento existente na mente humana no nascimento - o conhecimento inato. As habilidades de linguagem surgem porque os seres humanos possuem uma “faculdade de linguagem”. Ele defende a existência de um dispositivo de aquisição para explicar o domínio da língua nativa pela criança em tão pouco tempo apesar da natureza altamente abstrata das regras de linguagem.
  15. 15. Inteligência Lingüística - Introdução Idéias de Chomsky: A faculdade da linguagem é um órgão mental, análogo ao fígado ou ao coração. Ele a vê como algo relacionado aos aspectos físicos do cérebro. “Em certos aspectos fundamentais nós não aprendemos realmente a língua; é ela que cresce na mente.” (Chomsky, 1980) A faculdade da linguagem é uma herança biológica da criança.
  16. 16. Inteligência Lingüística - Introdução Os Hemisférios Cerebrais Direito Esquerdo Intuitivo Holístico Sintético Não-Temporal Não-Racional Não-Verbal Pensamento Lógico Processamento Linear da Informação Analítico e Simbólico Abstrato Temporal Racional Verbal
  17. 17. Inteligência Lingüística - Introdução O Processamento da Linguagem pelos Hemisférios O hemisfério esquerdo usa o processamento serial (um item de cada vez) e o hemisfério direito usa o processamento paralelo ou holístico. A linguagem exige um processamento serial pois os sons do discurso são gerados em seqüência. O hemisfério direito não decodifica as palavras pela análise fonética dos sons, mas parece reconhecê-las pelos padrões espaciais (visão) ou acústicos (audição).
  18. 18. Inteligência Lingüística - Introdução Cérebro do Bebê Antes dos bebês tomarem contato com as palavras, existem os sons, responsáveis pela formação de seus mapas perceptivos, e que orientam as ligações entre os neurônios utilizados no reconhecimento dos fonemas. Aos seis meses as crianças já tem mapas perceptivos diferenciados de acordo com cada língua. Isso explica porque aprender uma segunda língua depois, ao invés de com a primeira é mais difícil. O mapa perceptivo da primeira língua restringe o aprendizado da segunda.
  19. 19. Inteligência Lingüística - Definições É manifestada por meio da linguagem – seja ela escrita ou falada – pois o indivíduo gosta de ler, escrever, ouvir, tem boa memória para nomes, lugares, datas e trivialidades. Geralmente é um bom contador de histórias e piadas, gosta de ler livros e escrever histórias, tem vocabulário rico e se expressa com fluência, gosta de fazer palavrascruzadas e jogos com palavras.
  20. 20. Inteligência Lingüística - Definições As evidências da inteligência lingüisticas provém da constatação da capacidade para a fala, universal e de rápido desenvolvimento, entre as pessoas normais.
  21. 21. Inteligência Lingüística - Mecanismos Mecanismos Centrais de Processamento da Informação Fonologia (sons da fala) Sintaxe (gramática) Semântica (significado) Pragmática (implicações e usos da linguagem em vários ambientes)
  22. 22. Inteligência Lingüística - Exemplos Os poetas são o melhor exemplo de inteligência lingüistica: são profundamente sintonizados com o som e os ricos significados da língua que usam. Citamos como exemplo o compositor Chique Buarque, que além de excelente letrista e músico, é um inventor de palíndromos da língua portuguesa.
  23. 23. Inteligência Lingüística - Aspectos Aspectos da Linguagem: Retórica – a capacidade de usar a linguagem para convencer outros indivíduos a respeito de um curso de ação. Potencial Mnemônico – capacidade de usar esta ferramenta para ajudar a lembrar de informações, variando de listas de posses às regras de um jogo, de instruções para orientar-se até procedimentos para operar uma nova máquina.
  24. 24. Inteligência Lingüística - Aspectos Aspectos da Linguagem: Papel da Explicação – Grande parte do ensino aprendizagem ocorre por meio da linguagem (cada vez mais pela escrita). A linguagem oferece as metáforas que são cruciais para lançar e explicar um novo desenvolvimento científico. Potencial da Linguagem para Explicar suas próprias Atividades – usar a linguagem para refletir a linguagem, metalingüística.
  25. 25. Inteligência Lingüística - Considerações Linguagem pode ser vista como meio vital, talvez insubstituível;  Deve-se descrever com precisão um problema ou situação e convencer os outros de que sua opinião, sua interpretação da situação, é adequada e precisa;  Uma vez opinião transmitida, as escolhas lexicais particulares feitas, são importantes pois, deixam que a mensagem fale por si mesma.
  26. 26. Movimento Inteligente Inteligência corporal-cinestésica Relaciona-se com o movimento físico, o conhecimento e como ele funciona. Inclui a habilidade de usar o corpo para expressar emoções, jogar, interpretar e usar linguagem corporal.
  27. 27. Movimento Inteligente Manifesta-se tipicamente no atleta, no artista que na maioria das vezes não elabora cadeias de raciocínios para realizar seus movimentos, e freqüentemente não consegue explicá-los verbalmente Através de exercícios e treinamento pode-se desenvolver tal competência
  28. 28. Movimento Inteligente O controle do movimento corporal está localizado no córtex motor, com cada hemisfério dominante dos movimentos corporais no lado contra-lateral. A evolução dos movimentos especializados do corpo é uma vantagem óbvia para as espécies e, nos seres humanos, esta adaptação é ampliada através do uso de ferramentas.
  29. 29. A Evolução da Habilidade corporal     Cada espécie tem tendencies de usar certas ferramentas . Pesca de cupins por chimpanze Encontrar um tunel. Selecionar uma ferramenta Para sondar ,inserir a sonda numa prefundedade correta.
  30. 30. .     Três conjuntos de fatores determina se um primata será capaz de aprender a usar ferramenta : maturação sensório-motora ,necessaria para a habilidade . brinquedo com objetos ambientais , estimulação que depende da resposta,que ensina o organismo jovem que seu próprio comportamento pode controlar o meio
  31. 31. O uso de ferramntas pelo homen Pedras arredondadas usadas para ferir objetos e pedras irregular para cortar(3 mi)  Machados bifaciais ou de mão comecaram a aparecer.(1 milhão).  Martelar pedras .(0,5 milhão)  Fogo,casadas coletivas,jogos brutais,combates . 
  32. 32. Movimento Inteligente Características e comportamentos Processo do conhecimento através de sensações corporais; Excelente coordenação motora fina; Fortes sentimentos pelas coisas; Representa através da mímica suas melhores ou piores qualidades e maneirismos; Freqüentemente taxado de hiperativo Atletas, bailarinos, atores, mímicos, palhaços, e professores...
  33. 33. Movimento Inteligente Estratégias de Sala de Aula viagens exploratórias atividades práticas movimento criativo linguagem do corpo atividades de manipulação atividades de educação física artesanato teatro
  34. 34. Movimento Inteligente Testes Corporais Fique num pé só com os olhos fechados. Quanto tempo você pode ficar assim? (Equilíbrio) Jogue um papel amassado numa lixeira, numa distância de dois metros. Aumente ou diminua a distância para ajustar o nível de dificuldade. (Coordenação) Escreva seu nome com um lápis entre os dedos dos pés. Descubra se você é destro ou canhestro (com os pés). (Destreza) Veja se consegue coçar toda a extensão das suas costas com seus dedos. (Flexibilidade)
  35. 35. Movimento Inteligente Mais Testes Corporais Faça dobraduras (Origami). (Coordenação) Caminhe no cordão da calçada ao longo de uma quadra. (Equilíbrio) Participe de uma quebra de braço com alguém do seu tamanho. (Força) Comunique o conceito de “igualdade” usando somente seu corpo. (Expressão) Faça “trekking” num fim-de-semana, caminhando pelo menos 10 km por dia. (Resistência física) Faça um lindo e gostoso bolo de chocolate!(Criatividade)
  36. 36. Inteligência Musical   É, talvez, o talento que surge mais cedo no indivíduo Exemplos de crianças com talento musical precoce:  Crianças que participam do programa Suzuki  Crianças autistas com grande capacidade musical  Crianças que cresceram numa família musical  Inteligência musical não garante sucesso musical no futuro
  37. 37. Composição   Idéias: sons na cabeça a todo instante, em todo lugar A idéia capta a atenção do compositor e sua imaginação começa a trabalhar sobre ela. “O que quer que ocorra numa peça musical nada é além do que um infindável remodelar de uma forma básica. Ou, em outras palavras, não há nada numa peça musical além do que vem do tema, brota dele e pode ser traçado de volta a ele.”
  38. 38. Composição  Habilidade em escutar música:  está ligado à criação musical;  ouvir as melodias, ritmos, harmonias e cores dos sons de forma consciente;  conhecer os princípios da forma musical.
  39. 39. Elementos centrais da música    Tom: mais central nas culturas orientais, que chegam a utilizar intervalos de quarto de tom. Ritmo: mais central em culturas como a da África do Sul, onde as proporções rítmicas são mais complexas Timbre: qualidade característica de um som. A música pode ter:  Organização horizontal: melodia  Organização vertical: som harmônico ou dissonante.
  40. 40. Definição da música pelos indivíduos Estímulo ao sentido da audição  Organização rítmica: citado por indivíduos como ponto de entrada para experiências musicais  Aspectos afetivos: impressão agradável ao ouvido 
  41. 41. Abordagens na investigação psicológica da música    “de baixo para cima”: análises de padrões elementares, sons sozinhos, destituídos de informação contextual “de cima para baixo”: análises de peças ou segmentos musicais quanto às características globais (rápida ou lenta, suave ou alta) e metafóricas (pesada ou leve, triunfante ou trágica) “meio termo”: análises de peças curtas ou fragmentos de peças com tom ou ritmo claro, comparando finais, tons e padrões rítmicos.
  42. 42. Resultados da investigação  Praticamente todos os indivíduos reconhecem algo da estrutura musical:  Escolher tipo de final mais adequado  Completar ritmo com adequação  Com um pouco de treinamento, conseguem identificar um relacionamento privilegiado da tônica com a dominante e subdominante
  43. 43. Desenvolvimento da competência musical    Bebês de 2 a 4 meses já captam aspectos da música como altura, volume e até estrutura rítmica, antes mesmo de serem capazes de captar aspectos da fala A partir de 1 ano e meio, reproduzem trechos de melodias familiares Pouco desenvolvimento adicional após o início da idade escolar – problema: aceitação do analfabetismo musical
  44. 44. Formação de um músico Não é estritamente um reflexo de habilidade inata, mas é suscetível a estímulo e treinamento cultural  Questões de motivação, personalidade e caráter são decisivas. “Sorte” também contribui.  Intérprete x Compositor 
  45. 45. Facetas neurológicas da música   Capacidade musical concentra-se principalmente no hemisfério direito do cérebro, enquanto capacidade linguística concentra-se no esquerdo. Variedade de representações neurais:  Variedade de tipos e graus de habilidades musicais encontradas na população humana  Encontro inicial com a música por meios e formas diferentes  Não há nada que sugere qualquer conexão sistemática da música com outras faculdades (tais como pensamento linguístico, numérico ou espacial).
  46. 46. Relação da competência musical com outras competências  Competência Linguística:  Embora ambas baseiam-se no sistema oral-auditivo, procedem de maneira neurologicamente distintas  Propósitos distintos: a música não é utilizada para comunicação explícita ou propósitos evidentes de sobrevivência
  47. 47. Relação da competência musical com outras competências  Linguagem corporal ou gestual  Muitos compositores enfatizam a ligação entre as duas competências  Exemplos: Crianças relacionam ambas de forma natural  Métodos eficazes de ensino musical integram voz, mão e corpo  Relação entre a música e a dança 
  48. 48. Relação da competência musical com outras competências  Aspectos sentimentais  Relação neurológica não foi estudada  “a música pode servir como um meio para capturar sentimentos… comunicando-os do intérprete ou do criador para o ouvinte atento”  Exemplo de um músico com danos no hemisfério direito, que manteve a capacidade de ensinar música, mas perdeu a capacidade e o desejo de compor
  49. 49. Relação da competência musical com outras competências  Matemática  Na sabedoria popular, é a competência que se encontra mais intimamente ligada com a música  Competência musical exige sensibilidade à regularidade e proporções que podem, às vezes, ser complexos, mas isto atinge um nível relativamente básico traduzido ao pensamento matemático  Para a matemática, a música é apenas mais um padrão, ela não considera os poderes e efeitos expressivos da música.

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