lesao.mecanismos e respostas

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lesao.mecanismos e respostas

  1. 1. Termofototerapia A lesão: mecanismos e respostas
  2. 2. Introdução <ul><li>Para compreender o objetivo e os efeitos das modalidades terapêuticas, devemos primeiro obter um conhecimento básico sobre a resposta do organismo à lesão </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Quando utilizamos um recurso terapêutico não estamos simplesmente tratando de uma patologia, mas estamos aplicando uma tensão que influenciará nas funções metabólicas do organismo, fornecendo melhores condições ambientais para que ocorra o processo de cura através de energia térmica, elétrica ou mecânica. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Com isso, não apenas aceleramos a cura de uma lesão , mas também impedimos que esse processo seja prejudicado, regulando o ambiente e as funções celulares. </li></ul>
  5. 5. Tipos de tecidos existentes no corpo <ul><li>Epitelial </li></ul><ul><li>Muscular </li></ul><ul><li>Nervoso </li></ul><ul><li>Conjuntivo </li></ul><ul><li>Adiposo </li></ul>
  6. 6. Tecido Epitelial <ul><li>Tecido de revestimento </li></ul><ul><li>Revestem a pele, o coração e vasos sangüíneos, órgãos ocos, glândulas, aberturas externas e outros órgãos. </li></ul><ul><li>Secreta e absorve várias substâncias </li></ul><ul><li>desprovido de vasos sangüíneos </li></ul><ul><li>alta capacidade de regeneração </li></ul>
  7. 7. Tecido adiposo <ul><li>Imediatamente abaixo da epiderme fica uma camada de tecido adiposo que contém células de gordura. </li></ul><ul><li>Possui elevado conteúdo de água </li></ul><ul><li>Meio ideal para passagem do ultra-som </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Atua como isolante térmico </li></ul><ul><li>Eficácia dos recursos térmicos é reduzida quando são aplicados sobre grossas camadas de tecido adiposo </li></ul>
  9. 9. Tecido conjuntivo <ul><li>“ células de sustentação” </li></ul><ul><li>é o mais abundante no corpo </li></ul><ul><li>ele serve como um cimento que sustenta e conecta os outros tipos de tecidos, além de fornecer resistência, apoio, nutrição e defesa para os outros tecidos </li></ul>
  10. 10. <ul><li>ósseo </li></ul><ul><li>cartilaginoso </li></ul><ul><li>sangue </li></ul><ul><li>linfa </li></ul><ul><li>adiposo </li></ul>
  11. 11. Tecidos musculares <ul><li>Capacidade de encurtar e alongar </li></ul><ul><li>Músculo liso, estriado cardíaco e estriado esquelético </li></ul><ul><li>Pouca capacidade de regeneração </li></ul><ul><li>Fibras musculares tipo I: contração lenta (contração de baixa intensidade que podem ser mantidas por um longo período de tempo) </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Fibras musculares do tipo II: contração rápida (contração de alta intensidade e de curta duração) </li></ul><ul><li>Os tecidos musculares são aquecidos ou resfriados por meio da condução dos tecidos que os recobrem. </li></ul>
  13. 13. Tecido nervoso <ul><li>Condução de impulsos aferentes e eferentes </li></ul><ul><li>SNC – nenhuma capacidade de regeneração </li></ul><ul><li>SNP – pouca capacidade de regeneração </li></ul>
  14. 14. O PROCESSO LESIVO <ul><li>Células mortas e danificadas liberam seus conteúdos na área adjacente ao local lesado. A presença dessas substâncias causa uma reação inflamatória dos tecidos no corpo. O resultado, tanto do trauma principal como dos mediadores inflamatórios, são hemorragia e edema. O acúmulo dos fluidos resulta tanto em pressão mecânica como em irritação química dos receptores nervosos existentes na área. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Em conseqüência da obstrução do suprimento vascular, a falta de oxigênio nos tecidos sobreviventes provoca mais morte celular. Como resultado da dor e da isquemia, ocorre um subciclo, que causa espasmo muscular. </li></ul><ul><li>Esse ciclo é denominado ciclo de dor –espasmo – dor ou ciclo vicioso. </li></ul><ul><li>Para que a lesão seja resolvida no menor tempo possível, esse ciclo deve ser controlado de forma a possibilitar a cura. </li></ul>
  16. 16. Resposta inflamatória aguda <ul><li>Reação fisiológica natural a lesão </li></ul>Inflamação (processo que mobiliza os sistemas de defesa do organismo)
  17. 17. <ul><li>Pode ser deflagrada por diversos fatores como: </li></ul><ul><li>Irritação química, </li></ul><ul><li>calor, </li></ul><ul><li>trauma mecânico ou </li></ul><ul><li>invasão bacteriana </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Objetivo: controlar os efeitos dos agentes que causam lesão e fazer o tecido voltar ao seu estado normal. Esse processo destrói, dilui ou controla os agentes provocadores da lesão, numa tentativa de proteger a área contra danos maiores. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Esta resposta ocorre em dois níveis: </li></ul><ul><li>alterações do fluxo sangüíneo local (hemodinâmica) </li></ul><ul><li>alterações do funcionamento da célula. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Com o emprego dos recursos terapêuticos, podemos influenciar a duração e a magnitude da resposta inflamatória e impedir seus efeitos indesejáveis. </li></ul>
  21. 21. Sinais da inflamação <ul><li>Cinco sinais fundamentais marcam o processo de inflamação: </li></ul><ul><li>calor </li></ul><ul><li>hiperemia </li></ul><ul><li>dor </li></ul><ul><li>edema </li></ul><ul><li>perda da função normal </li></ul>
  22. 22. <ul><li>O calor e a hiperemia são sinais decorrentes do aumento do fluxo sangüíneo na área e da elevação da taxa do metabilismo celular. </li></ul><ul><li>O edema ocorre como resultado de vários agentes inflamatórios na área, sendo também produzido pela alta concentração de proteínas, gama-globulinas e fibrinogênio. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>A dor é causada pela liberação de irritantes químicos - bradicinina, histamina, prostaglandina e outras substâncias – na área inflamada e pelo aumento da pressão no tecido. </li></ul><ul><li>A longo prazo, o resultado da inflamação é a perda da função normal. </li></ul>
  24. 24. Fases da cura da lesão <ul><li>Fase de inflamação </li></ul><ul><li>Fase de proliferação </li></ul><ul><li>Fase de maturação </li></ul>
  25. 25. Fase de Proliferação <ul><li>É marcada pela remoção dos restos celulares e de reparação temporária do tecido formado durante o estágio de inflamação e pelo desenvolvimento de tecidos substitutos novos e permanentes. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>A reparação envolve a interação entre dois tipos de células: </li></ul><ul><li>as células que pertencem à estrutura danificada </li></ul><ul><li>o tecido conjuntivo </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Para que haja reparação do tecido é necessário haver inflamação. Entretanto, uma inflamação intensa é deletéria para o processo. </li></ul>
  28. 28. Fase de maturação <ul><li>Essa fase marca a conclusão da fase de proliferação da resposta à lesão, sendo caracterizada pela “limpeza” da área e aumento da resistência dos tecidos reparados ou substituídos. Essa é a fase final do processo de resposta à lesão. </li></ul>
  29. 29. Inflamação crônica <ul><li>A inflamação que persiste por mais de um mês além do tempo normal de recuperação é considerada crônica. Nesse caso, a resposta inflamatória é marcada apenas pela perda de função. Os sinais cardinais remanescentes não precisam estar presentes. Durante essa fase do processo inflamatório, o corpo ainda está reagindo à presença de material estranho e/ou à infecção. </li></ul>
  30. 30. Os recursos terapêuticos <ul><li>A aplicação da energia térmica, mecânica, elétrica ou química ao organismo deve conduzir ao processo de cura da lesão. As condições ideais para a cura requerem um equilíbrio entre a proteção da área contra novos sofrimentos e o retorno do segmento corporal à função normal, no menor tempo possível. </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Portanto, a aplicação da modalidade terapêutica em um ponto inadequado de sua fase de recuperação pode retardar, ou até mesmo prejudicar, o processo de cura. </li></ul>

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