2a aula homeostasia 12.11.2012b

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2a aula homeostasia 12.11.2012b

  1. 1. Turmas: Farmácia (021) Ciências Biológicas (065) Introdução a FISIOLOGIA & BIOFÍSICA Professora Luíza A. Rabêlo luizaa.rabelo@gmail.comProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  2. 2. “The physiologist is no ordinary man. He is a learned man, a man possessed and absorbed by a scientific idea. He does not hear the animals cries of pain. He is blind to the blood that flows. He sees nothing but his idea, and organisms which conceal from him the secrets he is resolved to discover.” Bernard, Claude (1865). Introduction à létude de la médecine expérimentale. Paris. pp. 180.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  3. 3. “Permanente tendência do organismo de manter a constância do meio interno. Relativa independência do organismo em relação às oscilações do ambiente externo”.Claude Bernard (*12.07.1813 – 10.02.1878)Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  4. 4. ‘La fixité du milieu interieur est lacondition de la vie libre,independante.’Introduction à létude de la médecineexpérimentale (1965).Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  5. 5. O que é Homeostase? A capacidade que um determinado organismo possui para manter a estabilidade interna é conhecida como Homeostase (Homeo= similar + stasis= condição) (Cannon, W.B. Physiol. Rev, vol. 9(3):399-, 1929) Walter Bradford Cannon (*19.10.1871 – 01.10.1945) http://www.nlm.nih.gov/exhibition/emotions/stress.htmlProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  6. 6. Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  7. 7. O que é Fisiologia?Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  8. 8. Todos os seres vivos possuem limites de resistência contra as variações do meio ambiente externo e interno. Como realizar os ajustes necessários? Zona de Zona de Tolerância Zona de Resistência Resistência TC i TC sProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  9. 9. Como garantir as condições de estabilidade operacional do meio ambiente interno? Coordenando as respostas reflexas locais (no coração, nos vasos, nos rins, nos pulmões, no trato gastrintestinal, etc) com as reações globais que envolvem todo o organismo e com a nossa vontade; -A integração dessas ações homeostáticas depende do Sistema Nervoso Central, Sistema Endócrino e Sistema Imune; - Os órgãos efetuadores do corpo exibem essas ações por meio da atividade contrátil e secretora.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  10. 10. Organismo em Homeostase Mudança externa Disfunção interna Desencadeamento de respostas compensatórias Falha na Compensação Sucesso na Compensação Doença SaúdeProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  11. 11. Os seres vivos possuem mecanismos de ajustes que controlam as variáveis biológicas em determinadas quantidades. Regulação da temperatura corporalProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  12. 12. Ajustes contra os AUMENTOS indesejáveisProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  13. 13. Ajustes contra as REDUÇÕES indesejáveisProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  14. 14. Mecanismo de retro-alimentação NEGATIVA Estímulo SISTEMA Músculo NERVOSO Comportamento Órgãos esquelético Sensoriais Resposta SISTEMA Órgãos viscerais fisiológica _ ENDÓCRINO Glândulas Alça de retro-alimentação Controlar ou Regular: # uma quantidade num determinado nível # mantê-lo estável a longo prazo.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  15. 15. Variações normais para determinados parâmetros sanguíneos Parâmetros Variações Normais pH 7,35 – 7,43 HCO3- 21,3 - 28,5 mEq/L Na+ 136 – 156 mEq/L Ca++ 4,6 – 5,2 mEq/L O2 17,2 – 22,0 ml/100ml Uréia 12 - 35 mg/100ml Aminoácidos 3,3 - 5,1 mg/100ml Proteínas 6,5 – 8,0 mg/100ml Lipídios Totais 350 - 850 mg/100ml Glicose 75 - 110 mg/100mlProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  16. 16. Os sistemas vivos também requerem ações exacerbadas por determinado período de tempo Excitação sexual Trabalho de partoProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  17. 17. Mecanismo de retro-alimentação POSITIVA Estímulo SISTEMA Músculo Órgãos NERVOSO esquelético Comportamento Sensoriais Resposta SISTEMA Órgãos viscerais fisiológica ENDÓCRINO Glândulas + Alça de retro-alimentação Controlar ou Regular: uma quantidade num determinado nível por tempo limitadoProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  18. 18. Saúde é sinônimo de homeostasia fisiológica? Dicionário Aurélio “estado do indivíduo cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal; estado do que é sadio ou são”. LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990: Art. 3º A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do País. O conceito de SAÚDE transcende o de homeostase fisiológica, significando que a integridade funcional dos mecanismos fisiológicos não depende apenas da sua condição biológica, mas da integridade social-cultural do indivíduo. CIF/OMS A homeostasia fisiológica é um dos pré-requisitos do estado de saúde de um organismoProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  19. 19. ÓRGAOS EFETUADORES SISTEMA MÚSCULO-ESQUELÉTICO Relaciona o organismo com o meio ambiente EXTERNO Expressa posturas e movimentos do corpo ÓRGÃOS VISCERAIS Relacionamento com o meio ambiente INTERNO Efetua os ajustes homeostáticos do meio internoProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  20. 20. Órgãos efetuadores do corpo ORGÃOS MÚSCULO-ESQUELÉTICOS Músculos oculares extrínsecos M. Axial Músculos do Tronco 1) SOMÁTICO M. Apendicular (membros) 2) VISCERAL ESPECIAL M. Branquiomérica (derivada dos arcos branquiais)Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  21. 21. Músculo Liso (outros órgãos viscerais) 3) VISCERAL GERAL Glândulas Sistema Sistema Sistema Sistema Sistema Endócrino Digestório Cárdio- Respiratório Renal RespiratórioProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  22. 22. ÓRGAOS SENSORIAIS SENTIDO SOMÁTICO ESPECIAL Visão Audição Equilíbrio Olfação e Gustação SENTIDO SOMÁTICO GERAL Tato Temperatura Dor Propriocepção SENTIDO VISCERALProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  23. 23. SISTEMAS DE CONTROLES DO ORGANISMO SISTEMA NERVOSO SISTEMA ENDÓCRINO Ação rápida e fugaz Ação lenta, porém duradoura A curtíssimo prazo A médio e longo prazo Efeito localizado Efeito amplo Os dois sistemas de controle agem de maneira integrada. Garantem a homeostase no organismo, tornando-o operacional para se relacionar com o meio ambiente.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  24. 24. COMUNICAÇÃO CELULAR Desenho de Renan, BH 2006.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  25. 25. Princípios Gerais da Comunicação Emissor MENSAGEM Receptor 1 RESPOSTA 1 (informação) (informação) (Célula- alvo) Receptor 3 Receptor 2 Em suma: RESPOSTA 3 RESPOSTA 2 (informação) (informação) • Alta complexidade; • Não-linearidade; • Ação integradora; • Receptores específicos, porém variados e tecido- compartimentalizados.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  26. 26. FORMAS DE COMUNICAÇÃO INTERCELULAR • QUÍMICA: a mais abundante e diversificada Autócrina e Parácrina Contato-dependente (junções abertas) Endócrina (hormônio) Nervosa (neurotransmissor) • ELÉTRICA: restrita às células eletricamente excitáveis.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  27. 27. As células devem estar sempre prontas para responderem aos sinais do seu ambienteProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  28. 28. FORMAS DE COMUNICAÇÃO INTERCELULAR• QUÍMICA: a mais abundante e diversificada. - Autócrina e Parácrina - Contato-dependente (junções abertas) - Endócrina (hormônio) - Nervosa (neurotransmissor)• ELÉTRICA: restrita às células eletricamente excitáveis.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  29. 29. Sinapses: A base da transmissão neuralProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  30. 30. Neurotransmissão - Entre células nervosas - Química e Elétrica - Entre células nervosas e células musculares ou glandularesProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  31. 31. Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  32. 32. Íons e pequenas moléculas passam diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra.Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  33. 33. Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  34. 34. Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  35. 35. Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  36. 36. "Se em algum cataclismo, todo o conhecimento científico fosse destruído e apenas uma sentença fosse passada adiante para a próxima geração de criaturas, que enunciado conteria mais informações em menos palavras? Hipótese Atômica.“ Richard. P. FeynmanProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL
  37. 37. “Mais que escassez demeios, há miséria devontade. Para a obracientífica, os meios sãoquase nada e o homemé quase tudo”Ramón Y CajalProfa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL Profa. Luiza A. Rabelo, LRC-ICBS/UFAL

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