Iluminismo

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Filosofia Iluminista tem como foco principal a valorização da razão, da igualdade, da liberdade e da justiça.
Pode ser dividia em enciclopedismo e contratualismo.
Os filósofos enciclopedistas buscavam democratizar o conhecimento, tendo em vista a ideia de igualdade jurídica, que deveria ser obtida desde o nascimento.
Os filósofos contratualistas - Hobbes, Locke e Montesquieu viam no contrato social uma saída para o chamado "estado de natureza", onde não havia segurança. Por outro lado, Rousseau, via no contrato social uma forma de corrupção humana, pois considerava que o homem nascia bom no estado de natureza, mas a vida em sociedade o corrompia.

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Iluminismo

  1. 1. ILUMINISMO
  2. 2. •Século XVIII: várias transformações mudavam a maneira de entender o mundo, e a intenção era trazer esclarecimento, trazendo, na verdade, um conjunto de tendências filosóficas que circulavam entre os burgueses europeus. A filosofia iluminista centrava-se em dois aspectos para explicar •Durante essa fase, destaca-se o progresso científico com a lei da gravidade (Isaac Newton) e a classificação dos seres humanos pela Biologia. •Mas, é no campo filosófico que o Iluminismo se torna o precursor de ideários, principalmente na política, como a Revolução Francesa (1789), a Independência dos Estados Unidos da América (1775–1783) e, no Brasil, a Inconfidência Mineira (1789).
  3. 3. •Todos pregavam a autonomia do pensamento e buscavam pensar além dos critérios estabelecidos pela Igreja. •Pregam a liberdade de expressão, a tolerância e a igualdade/fraternidade. •“Ouse pensar por si mesmo”.
  4. 4. O Enciclopedismo •A Enciclopédia, escrita por Diderot e D’Alambert em 1751, era composta por 33 volumes, tinha como função resumir os principais conhecimentos científicos e filosóficos da época. •Afirmava que não fazia sentido falar em igualdade se o conhecimento permanece restrito à poucos. A verdadeira democracia consiste em libertar os homens da ignorância. A política deve se incumbir de eliminar as diferenças sociais.
  5. 5. •Os autores defendiam o racionalismo, a independência do Estado com relação à Igreja, bem como a confiança no progresso. •Mas nada garantia a livre circulação do novo dicionário. Mal os dois primeiros volumes foram do distribuídos aos seus assinantes, o rei mandou retirá- la. •Dizia o rei: “a obra é era um perigo. Além de destruir a autoridade do monarca, visava a estabelecer o espírito independente, a revolta, a elevar os fundamentos do erro, à corrupção dos costumes, à irreligiosidade e à incredulidade.” -> uma vez que pregava a tolerância religiosa.
  6. 6. Voltaire •Afirmava que o homem estava preso à ignorância e a uma ditadura de valores impostos pela religião, o que tornava os homens submissos . • Falava sobre três ideais: o político, o religioso e o moral.
  7. 7. •Ideal político: Voltaire condena o arbitrário, não a monarquia. Afirmava que o monarca devia conformar sua conduta às exigências da razão. Um príncipe aconselhado pelos filósofos e sendo ele mesmo um filósofo, fará o seu povo feliz, concedendo plenos graus de liberdade a seus súditos, que, por sua vez, tendo o espírito formado na filosofia, aceitam de bom grado sua tutela, fazendo com que a felicidade pública reine sob a lei do despotismo esclarecido. •Ideal religioso: condena as religiões, não a fé racional em um príncipe divino. Afirmava ser religião necessária ao povo, mas era contra qualquer tipo de intolerância, assim como acreditava na liberdade para se alcançar os objetivos do homem e não os de Deus, criticando a ideia de que esse seja o melhor dos mundos possíveis.
  8. 8. •Ideal moral: condena as teorias metafísicas, não a humilde e a honesta reflexão sobre os grandes problemas. Ele discute sobre a natureza da alma, sobre a existência do mal, sobre o destino do homem, etc., mas sempre conservando bastante prudência em suas afirmações. •Afirmava que o homem deveria construir sua própria felicidade e ajudar seu próximo a ser feliz: a mais bela virtude é a benevolência. •Falava sobre a tolerância, a superstição e sobre liberdade. •Assim, Voltaire dizia que o homem estava preso à ignorância, falta de educação e à ditadura dos valores impostos pelas instituições.
  9. 9. •Para ele, ter tolerância é saber que todos já cometeram erros. Saber disso, nos faz ter mais sabedoria para tentar não errar.
  10. 10. Rousseau
  11. 11. •Jean Jacques Rousseau (1712-1778) foi um importante intelectual do século XVIII para se pensar na constituição de um Estado como organizador da sociedade civil assim como se conhece hoje. •Critica a ideia de que o progresso necessariamente traria evolução para a sociedade. •Dizia que a cultura da sociedade acerca do cientificismo não era o que fazia engrandecer a virtude humana.
  12. 12. •O excesso de cultura nos prende a valores que parecem essenciais e torna as pessoas dissimuladas. •Assim, o interesse pela verdade não segue necessariamente o desenvolvimento da ciência e das artes. •Para Rousseau, o homem nasceria bom, mas a sociedade o corromperia. •Da mesma forma, o homem nasceria livre, mas por toda parte se encontraria acorrentado por fatores como sua própria vaidade e a tais valores, fruto da corrupção do coração.
  13. 13. •O indivíduo se tornaria escravo de suas necessidades e daqueles que o rodeiam, o que em certo sentido refere-se a uma preocupação constante com o mundo das aparências, do orgulho, da busca por reconhecimento e status. •A sociedade, portanto, corrompe o homem. •Será que, ao sair da vida natural para viver a vida social, o homem se beneficiou mais ou teve mais prejuízos? •O sofrimento é social, e não natural. •Afirmava que a condição natural do homem era mais favorável para sua sobrevivência.
  14. 14. •Criticava a filosofia acadêmica e os filósofos de sua época por se dizerem tão revolucionários mas não abrirem mão de conviver com a nobreza. •Apoia-se na liberdade como forma mais justa de sociedade. •É preciso instituir a justiça e a paz para submeter igualmente o poderoso e o fraco, buscando a concórdia eterna entre as pessoas que viviam em sociedade.
  15. 15. A origem da desigualdade
  16. 16. •Qual a origem da desigualdade entre os homens? •As posses, são autorizadas pela lei natural? As diferenças entre as classes, são naturais? •Segundo Rousseau, a origem da desigualdade se dá com a formação da sociedade. •Como era a “sociedade” natural? Teoria do bom selvagem. •Para ele, o homem natural não vive em sociedade, e preocupava-se apenas com alimentar-se, procriar e descansar.
  17. 17. •A maldade não é natural. Tudo o que não for necessário, não é natural... •Para ele, a sociedade se inicia quando o homem começa a se apossar da terra como sendo sua propriedade. •A propriedade privada não é algo natural, LOGO, a desigualdade de poder é a desigualdade de posse. •Para Rousseau, o caos teria vindo pela desigualdade, pela destruição da piedade natural e da justiça, tornando os homens maus, o que colocaria a sociedade em estado de guerra.
  18. 18. •Na formação da sociedade civil, toda a piedade cai por terra, sendo que “desde o momento em que um homem teve necessidade do auxílio do outro, desde que se percebeu que seria útil a um só indivíduo contar com provisões para dois, desapareceu a igualdade, a propriedade se introduziu, o trabalho se tornou necessário. •“O contrato social” demonstra como a sociedade deve se estabelecer para que haja liberdade e justiça. •Como preservar a liberdade e garantir a segurança? •A soberania é fundamento geral da sociedade, que se caracteriza pela busca do bem comum de todos.
  19. 19. •Pressupõe que os indivíduos tem direitos iguais, mas a liberdade original foi perdida com a formação da sociedade. •Assim, há o contrato para que os homens, não mais livres, passem a usufruir de uma liberdade contratual. •O direito do indivíduo está sempre subordinado ao direito da comunidade geral. •Mas a forma que devemos usar para pensar no bem comum se dá pela educação, que deve transformar o indivíduo em cidadão.
  20. 20. •Afirmava que o povo era ao mesmo tempo parte ativa e passiva deste contrato, isto é, agente do processo de elaboração das leis e de cumprimento destas, compreendendo que obedecer a lei que se escreve para si mesmo seria um ato de liberdade. •Dessa maneira, seria um pacto legítimo pautado na alienação total da vontade particular como condição de igualdade entre todos. •A soberania do povo seria condição para sua libertação. Assim, soberano seria o povo e não o rei (este apenas funcionário do povo), fato que colocaria Rousseau numa posição contrária ao Poder Absolutista vigente na Europa de seu tempo.

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