SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 26
Baixar para ler offline
FILOSOFIA 
Prof. Ju Corvino
FILOSOFIA DA RESNASCENÇA (séc XIV) 
Marcada pela descoberta das obras de Platão desconhecidas na Idade Média e de novas obras de Aristóteles, que passam a ser traduzidas para o latim. 
Três grandes linhas de pensamento: 
1 – Provenientes da leitura dos diálogos de Platão, das obras dos neoplatonistas e de livros de magia natural vindos do Egito. Natureza concebida como grande ser vivo com laços entre todas as coisas.
2 - A originária do pensamento florentino, que valorizava a vida ativa (política) e defendia a liberdade das cidades italianas contra o Império Romano-Germânico (poder dos papas e imperadores). Defendia a liberdade política, recuperando a ideia de Republica, imitando os antigos, com o renascimento da republica livre. 
3 - A que propunha o ideal do homem como planejador de seu próprio destino, tanto por meio dos conhecimentos (astrologia), como por meio da política (ideal republicano), das técnicas (medicina, arquitetura) e das artes.
Essas três linhas de pensamento explicam porque se costuma falar no HUMANISMO como traço predominante da Renascença, uma vez que nelas o homem é valorizado, colocado como centro do Universo, defendido em sua liberdade e em seu poder criador e transformador. 
A efervescência cultural e política levaram a críticas profundas à Igreja Romana, culminando na Reforma Protestante (1517), baseada na ideia de liberdade de crença e pensamento.
“O homem é a medida de todas as coisas”, frase criada pelo sofista PROTÁGORAS, traduz de forma definitiva o rompimento com a era medieval -> ANTROPOCENTRISMO
Revolução Científica 
Foi uma ruptura com o pensamento medieval, uma mudança na visão do mundo, principalmente no que se refere à Cosmologia. 
 Eventos marcantes da revolução científica, no início do século XVI, foram a publicação das obras "Das revoluções das esferas celestes" (1543) por Nicolau Copérnico. A publicação do Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo, por Galileu Galilei e o enunciado das Leis de Kepler impulsionaram decisivamente a revolução científica.
Copérnico defende os movimentos dos corpos celestes por cálculos matemáticos: a Terra é quem gira em torno do sol. 
 A Igreja se baseava nas idéias de Aristóteles, que em Tratados do Céu descrevia o sistema como geocêntrico. 
No entanto, quem 
conseguiu de fato provar o 
Heliocentrismo foi 
Galileu Galilei (1564 -1642).
Galileu Galilei 
Através da experiência (telescópio) e do uso da matemática deu inicio à Ciência Moderna. 
Ressalta que a linguagem do mundo é a matemática, sendo o espaço abstrato e o movimento uma relação entre dois pontos no espaço. Uniu a linguagem matemática ao uso de instrumentos palpáveis, iniciando a fase instrumental da ciência. 
Diferentemente do que pensava Aristóteles, Galileu alega que a realidade tem natureza universal (o que há na Terra, há nos céus).
Diferença entre a observação diária e a observação atenta. 
Assim, conseguimos interpretar a experiência direta do nosso cotidiano com o raciocínio.
Maquiavel (1469 -1527) 
Foi um dos grandes responsáveis pela noção moderna de poder. 
Foi compreendido como alguém imoral, desprovido de valores. 
Choca por fazer uma análise do homem considerando-o a partir de uma de suas facetas: a do egoísmo. Se para Aristóteles - e para o pensamento greco-cristão no geral, o homem buscava a vida em sociedade e o bem viver como algo natural, para Maquiavel “os homens tendem /.../ à divisão e à desunião.”
Maquiavel busca demonstrar como seria possível o estabelecimento do Estado Italiano, a partir de um governante forte e de um governo efetivo. 
Secretário da Segunda Chancelaria de Florença, cargo que recebeu em 1498, Maquiavel foi empossado num governo republicano que foi deposto em 1512 pela monarquia dos Médicis. 
Considerado traidor em 1513, foi afastado de suas funções públicas e exilado em San Casciano, região próxima de Florença. Neste período escreveu O Príncipe, provavelmente sua obra mais popular e, provavelmente, a mais complexa.
Procurou entender a natureza e os limites do poder político. Contemplou uma realidade: a realidade da sua Itália, dividida, fragmentada em diversos principados e ducados (o que acontecia com toda a Europa). 
Logo, para Maquiavel, não se apresentava logicamente o ideal cristão, mas sim algo que lhe seria entendido como próprio do homem: a luta pelo poder. 
Por isso, os homens mentiam, matavam e julgavam-se acima da moral.
Mesmo assim, Maquiavel considera a necessidade de governantes bons e virtuosos. 
Para ele a diferença está em que a bondade e a virtude não pertencem à natureza humana do governante, mas sim resultam da sua compreensão e atuação sobre o real (igual Galileu). 
Maquiavel avalia a realidade e “interpreta os seus escritos como compêndios de conselhos práticos e de instruções para a ação.” (PINZANI, 2004, p. 16). Buscava influenciar a realidade.
Ao contrário dos manuais que indicavam como devia agir um soberano, obras comuns na idade Média e no Renascimento, o verdadeiro propósito de sua obra “O Príncipe” é um conselho para se tomar a Itália e libertá-la das mãos dos bárbaros. 
Detectando a tensão entre o desejo de dominar e de não ser dominado que move o homem, Maquiavel constrói em sua obra uma reflexão sobre o poder. 
O poder é entendido “como correlação de forças, fundada no antagonismo que se estabelece em função dos desejos de comando e opressão, por um lado, e liberdade, por outro, pelos quais se formam as relações sociais.” (SCHLESENER, 1989, p. 2)
Ética e política 
Maquiavel busca uma solução política para a sua Itália. Por isso, endereça a obra à Lorenzo, filho de Piero de Médicis, governante de Florença. 
Sugere ao monarca que ele pode ser o príncipe que unificaria a Itália, fornecendo, em sua obra, praticamente as diretrizes seguras para que isto se realize. 
É dentro disto que discute e estabelece uma nova relação entre ética e política. 
“A política tem uma ética e uma lógica próprias. Maquiavel descortina um horizonte para se pensar e fazer política que não se enquadra no tradicional moralismo piedoso.” (WEFFORT, 1989, p. 21)
Ao fazer a análise da realidade, Maquiavel distingue a moral individual da moral política. 
A atitude do indivíduo não é necessariamente a atitude do chefe de Estado. 
Não há uma exclusão entre ética e política, mas a primeira deve ser entendida a partir da segunda.
Maquiavel afirma que temos virtudes que podem arruinar 
um Estado e vícios que podem salvá-lo. 
Logicamente tais questões dependeriam das circunstâncias e das forças em luta. 
“O bem sempre que possível; o mal, se necessário.” 
Por isso, o que pode parecer inadmissível para a sociedade, para Maquiavel faz parte da política.
Podemos perceber em Maquiavel a proposta de uma nova ética, com um novo conceito de virtude, voltada mais para a política e não para o ideal moral do pensamento medieval. 
É uma moral prática, que olha para o bem do Estado e se apresenta inversa à perspectiva tradicional. 
Não significa que se pode “fazer o que se quer”, de qualquer modo, sem sentido algum. A máxima segundo a qual “os fins justificam os meios” tem uma implicação muito mais coerente e profunda.
Virtú e Fortuna 
Maquiavel tem uma visão do homem de como ele é e não de como deveria ser necessariamente. 
Para ele, certamente, devemos olhar para o real e não para o ideal moral. Por isso Maquiavel trata da questão da virtù e da fortuna. 
A virtù refere-se à capacidade de decidir diante de determinada situação (tomar a decisão correta). 
O que importa, para os homens na sua maioria, são os benefícios e acreditar que é o príncipe quem pode proporcioná-los.
Atingir os objetivos propostos implica em utilizar os meios necessários para fazê-lo. 
Encontrar os meios necessários para chegar aos fins é virtù (encontrar a decisão correta!) em Maquiavel, pois os fins são construídos pelos meios. 
O homem virtuoso em Maquiavel é aquele capaz de conquistar a fortuna e mantê-la.
O conceito de fortuna para o filósofo em questão, também é retomado dos antigos: ele recorre à imagem da deusa fortuna, possível aliada dos homens e cuja simpatia era importante atrair. 
Representava uma figura feminina que despejava riquezas àqueles que sabiam conquistá-la. 
Para tanto, era necessário ser um homem 
de virtù.
Fortuna, não está somente relacionada à sorte ou predestinação, mas sim ao exercício da virtù no mais alto grau. 
É aproveitar a ocasião dada pelas circunstâncias para amoldar as coisas como melhor for ao virtuoso. 
O sucesso ou fracasso do Príncipe, para Maquiavel, não depende da sorte, mas do modo como ele age nas circunstâncias: tendo métodos adequados e caminhos seguros e prevenindo-se para as possíveis intempéries, o homem dotado de virtù pode conquistar “a deusa”, a fortuna.
O poder do homem está em saber exercitar sua inteligência relacionada com sua coragem: não só a razão, mas também a imaginação, o desejo, perpassam a política e abrem espaço à criação do novo. 
Isto implica em que “(...) não se trata mais apenas da força bruta, da violência, mas da sabedoria no uso da força, da utilização virtuosa da força”. 
Para governar não basta ser o mais forte: este é capaz de conquistar o poder, mas não de mantê-lo.
É preciso, além de ser o mais forte, possuir a virtú para manter o domínio e o respeito dos governados, mesmo que estes não o amem. Possuir virtú para dominar as circunstâncias, ou seja, a fortuna. 
O que importa para o povo, apoiado num senso comum, é a estabilidade política, que só pode ser dada pelo príncipe virtuoso, independente dos meios que ele utilize. 
Virtú e fortuna em Maquiavel, estão 
intimamente ligadas. E ser honrado, não 
implica numa questão de valores morais, 
mas de justiça política, onde o que 
importa são os resultados obtidos.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

O surgimento da filosofia
O surgimento da filosofiaO surgimento da filosofia
O surgimento da filosofia
 
Aula de filosofia
Aula de filosofia Aula de filosofia
Aula de filosofia
 
Filosofia
Filosofia Filosofia
Filosofia
 
1 teoria do conhecimento
1 teoria do conhecimento1 teoria do conhecimento
1 teoria do conhecimento
 
Aula 21 filosofia da ciência
Aula 21   filosofia da ciênciaAula 21   filosofia da ciência
Aula 21 filosofia da ciência
 
Cap 4 - Filosofia Helenística
Cap 4 - Filosofia HelenísticaCap 4 - Filosofia Helenística
Cap 4 - Filosofia Helenística
 
Filosofia moderna
Filosofia modernaFilosofia moderna
Filosofia moderna
 
Pré socráticos
Pré socráticosPré socráticos
Pré socráticos
 
Helenismo
HelenismoHelenismo
Helenismo
 
Existencialismo
ExistencialismoExistencialismo
Existencialismo
 
Filosofia no renascimento
Filosofia no renascimentoFilosofia no renascimento
Filosofia no renascimento
 
O renascimento e a filosofia pdf
O renascimento e a filosofia pdfO renascimento e a filosofia pdf
O renascimento e a filosofia pdf
 
Sócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates, Platão e AristótelesSócrates, Platão e Aristóteles
Sócrates, Platão e Aristóteles
 
O Iluminismo, O Século das Luzes
O Iluminismo, O Século das LuzesO Iluminismo, O Século das Luzes
O Iluminismo, O Século das Luzes
 
Nietzsche
NietzscheNietzsche
Nietzsche
 
Platão
PlatãoPlatão
Platão
 
Maquiavel
MaquiavelMaquiavel
Maquiavel
 
Aula de filosofia antiga, tema: Sofistas
Aula de filosofia antiga, tema: SofistasAula de filosofia antiga, tema: Sofistas
Aula de filosofia antiga, tema: Sofistas
 
Introdução à filosofia
Introdução à filosofiaIntrodução à filosofia
Introdução à filosofia
 
Ética para Sócrates, Platão e Aristóteles
Ética para Sócrates, Platão e AristótelesÉtica para Sócrates, Platão e Aristóteles
Ética para Sócrates, Platão e Aristóteles
 

Destaque

filosofia da renascentista
filosofia da renascentista filosofia da renascentista
filosofia da renascentista Niane Pereira
 
Filosofia moderna e suas características
Filosofia moderna e suas característicasFilosofia moderna e suas características
Filosofia moderna e suas característicasAlexandre Misturini
 
Filosofia moderna
Filosofia moderna Filosofia moderna
Filosofia moderna Over Lane
 
Trabalho De Literatura Renascentista
Trabalho De Literatura RenascentistaTrabalho De Literatura Renascentista
Trabalho De Literatura Renascentistaguest68d0cc
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O RenascimentoJoão Lima
 
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLAGIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLAFidl Cayetano
 
UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...
UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...
UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...Pedro Otaviano
 
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIXJOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIXckatyt
 
Princípios da Filosofia de Descartes
 Princípios da Filosofia de Descartes Princípios da Filosofia de Descartes
Princípios da Filosofia de Descartesmartinho_nuno
 
T1 panorama filosofia antigua
T1 panorama filosofia antiguaT1 panorama filosofia antigua
T1 panorama filosofia antiguaMoysés
 
Giovanni pico della mirándola
Giovanni pico della mirándolaGiovanni pico della mirándola
Giovanni pico della mirándolarule_91
 
Literatura Grecoromana ☺☻♥!!
Literatura Grecoromana ☺☻♥!!Literatura Grecoromana ☺☻♥!!
Literatura Grecoromana ☺☻♥!!mocopa
 
Filosofia (iluminismo e revolução francesa)
Filosofia (iluminismo e revolução francesa)Filosofia (iluminismo e revolução francesa)
Filosofia (iluminismo e revolução francesa)deividyalves
 
introdução a pedagogia
introdução a pedagogiaintrodução a pedagogia
introdução a pedagogiaBraga Santos
 

Destaque (20)

filosofia da renascentista
filosofia da renascentista filosofia da renascentista
filosofia da renascentista
 
Filosofia moderna e suas características
Filosofia moderna e suas característicasFilosofia moderna e suas características
Filosofia moderna e suas características
 
Filosofia moderna
Filosofia moderna Filosofia moderna
Filosofia moderna
 
Trabalho De Literatura Renascentista
Trabalho De Literatura RenascentistaTrabalho De Literatura Renascentista
Trabalho De Literatura Renascentista
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O Renascimento
 
O Renascimento
O RenascimentoO Renascimento
O Renascimento
 
O renascimento
O renascimentoO renascimento
O renascimento
 
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLAGIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA
GIOVANNI PICO DELLA MIRANDOLA
 
UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...
UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...
UTOPIA | De Thomas Morus ao por aí...
 
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIXJOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
 
Thomas morus
Thomas morusThomas morus
Thomas morus
 
Atividade renascimento
Atividade renascimentoAtividade renascimento
Atividade renascimento
 
O renascimento cultural artístico
O renascimento cultural artístico  O renascimento cultural artístico
O renascimento cultural artístico
 
Princípios da Filosofia de Descartes
 Princípios da Filosofia de Descartes Princípios da Filosofia de Descartes
Princípios da Filosofia de Descartes
 
T1 panorama filosofia antigua
T1 panorama filosofia antiguaT1 panorama filosofia antigua
T1 panorama filosofia antigua
 
Giovanni pico della mirándola
Giovanni pico della mirándolaGiovanni pico della mirándola
Giovanni pico della mirándola
 
Renascença
RenascençaRenascença
Renascença
 
Literatura Grecoromana ☺☻♥!!
Literatura Grecoromana ☺☻♥!!Literatura Grecoromana ☺☻♥!!
Literatura Grecoromana ☺☻♥!!
 
Filosofia (iluminismo e revolução francesa)
Filosofia (iluminismo e revolução francesa)Filosofia (iluminismo e revolução francesa)
Filosofia (iluminismo e revolução francesa)
 
introdução a pedagogia
introdução a pedagogiaintrodução a pedagogia
introdução a pedagogia
 

Semelhante a Filosofia da Renascença e Maquiavel

éTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandes
éTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandeséTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandes
éTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandesPaulo Fernandes
 
Política em Nicolau Maquiavel
Política em Nicolau MaquiavelPolítica em Nicolau Maquiavel
Política em Nicolau MaquiavelMarcos Goulart
 
A questão do estado luciano gruppi (italia)
A questão do estado   luciano gruppi (italia)A questão do estado   luciano gruppi (italia)
A questão do estado luciano gruppi (italia)Maressah Cunha
 
Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012
Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012
Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012Rafael Oliveira
 
Maquiavel os fins justificamo os meios.
Maquiavel os fins justificamo os meios.Maquiavel os fins justificamo os meios.
Maquiavel os fins justificamo os meios.Milton Fabiano Silva
 
ARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA umberto neves
ARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA   umberto nevesARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA   umberto neves
ARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA umberto nevesUmberto Neves
 
Política
PolíticaPolítica
Políticatsocio
 
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E DeontologiaHumanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E DeontologiaLuci Bonini
 

Semelhante a Filosofia da Renascença e Maquiavel (20)

Nicolau maquiavel
Nicolau maquiavelNicolau maquiavel
Nicolau maquiavel
 
Nicolau Maquiavel
Nicolau MaquiavelNicolau Maquiavel
Nicolau Maquiavel
 
Aula 18 - As ideias de Maquiavel
Aula 18 - As ideias de MaquiavelAula 18 - As ideias de Maquiavel
Aula 18 - As ideias de Maquiavel
 
éTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandes
éTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandeséTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandes
éTica+de+maquiavel+ +paulo+alexandre+roxo+fernandes
 
Política em Nicolau Maquiavel
Política em Nicolau MaquiavelPolítica em Nicolau Maquiavel
Política em Nicolau Maquiavel
 
Etica para OAB
Etica para OABEtica para OAB
Etica para OAB
 
A questão do estado luciano gruppi (italia)
A questão do estado   luciano gruppi (italia)A questão do estado   luciano gruppi (italia)
A questão do estado luciano gruppi (italia)
 
Aula(maquaivel) 2016
Aula(maquaivel) 2016Aula(maquaivel) 2016
Aula(maquaivel) 2016
 
Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012
Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012
Avaliação filosofia 1o_bimestre_2oano_2012
 
Filosofia moderna 22 444444
Filosofia moderna 22 444444Filosofia moderna 22 444444
Filosofia moderna 22 444444
 
Política de Maquiavel
Política de Maquiavel Política de Maquiavel
Política de Maquiavel
 
Filosofia politica
Filosofia politicaFilosofia politica
Filosofia politica
 
Maquiavel, vida e obra: O Príncipe.
Maquiavel, vida e obra: O Príncipe.Maquiavel, vida e obra: O Príncipe.
Maquiavel, vida e obra: O Príncipe.
 
Maquiavel os fins justificamo os meios.
Maquiavel os fins justificamo os meios.Maquiavel os fins justificamo os meios.
Maquiavel os fins justificamo os meios.
 
ARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA umberto neves
ARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA   umberto nevesARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA   umberto neves
ARTIDO DISCIPLINA: PRODUÇÃO FILOSÓFICA umberto neves
 
1888 6852-2-pb
1888 6852-2-pb1888 6852-2-pb
1888 6852-2-pb
 
Política
PolíticaPolítica
Política
 
Maquiavel
MaquiavelMaquiavel
Maquiavel
 
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E DeontologiaHumanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
Humanismo, Jusnaturalismo, Criticismo E Deontologia
 
Maquiavel
MaquiavelMaquiavel
Maquiavel
 

Mais de Juliana Corvino de Araújo (15)

Karl marx
Karl marxKarl marx
Karl marx
 
Período Sistemático - novo
Período Sistemático - novoPeríodo Sistemático - novo
Período Sistemático - novo
 
Movimentos sociais
Movimentos sociaisMovimentos sociais
Movimentos sociais
 
Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Filosofia contemporânea - Jean Paul SartreFilosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
Filosofia contemporânea - Jean Paul Sartre
 
Escola de Frankfurt - Indústria Cultural
Escola de  Frankfurt - Indústria CulturalEscola de  Frankfurt - Indústria Cultural
Escola de Frankfurt - Indústria Cultural
 
Iluminismo
IluminismoIluminismo
Iluminismo
 
Kant
KantKant
Kant
 
Francis bacon
Francis baconFrancis bacon
Francis bacon
 
Descartes
DescartesDescartes
Descartes
 
Filosofia Medieval
Filosofia MedievalFilosofia Medieval
Filosofia Medieval
 
Modernidade
ModernidadeModernidade
Modernidade
 
Período helenístico
Período helenísticoPeríodo helenístico
Período helenístico
 
Período Sistemático
Período Sistemático Período Sistemático
Período Sistemático
 
Filosofia Socrática
Filosofia SocráticaFilosofia Socrática
Filosofia Socrática
 
Filósofos Pré socráticos
Filósofos Pré socráticosFilósofos Pré socráticos
Filósofos Pré socráticos
 

Último

A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaFernanda Ledesma
 
PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...
PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...
PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...MANUELJESUSVENTURASA
 
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.Mary Alvarenga
 
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. EvoluçãoAs teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. Evoluçãoprofleticiasantosbio
 
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullyingMary Alvarenga
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxkarinasantiago54
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãodanielagracia9
 
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptxSlides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)Paula Meyer Piagentini
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbyasminlarissa371
 
Simulado com textos curtos e tirinhas spaece
Simulado com textos curtos e tirinhas spaeceSimulado com textos curtos e tirinhas spaece
Simulado com textos curtos e tirinhas spaeceRonisHolanda
 
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdfPARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdfceajajacu
 
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxAULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxGislaineDuresCruz
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...azulassessoria9
 
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.azulassessoria9
 
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil  2023.ppsxA área de ciências da religião no brasil  2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsxGilbraz Aragão
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 
Modelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das ReligiõesModelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das ReligiõesGilbraz Aragão
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 

Último (20)

A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão LinguísticaA Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
A Inteligência Artificial na Educação e a Inclusão Linguística
 
PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...
PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...
PROPUESTA DE LOGO PARA EL DISTRITO DE MOCHUMI, LLENO DE HISTORIA 200 AÑOS DE ...
 
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
Poema em homenagem a Escola Santa Maria, pelos seus 37 anos.
 
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. EvoluçãoAs teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
As teorias de Lamarck e Darwin. Evolução
 
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao  bullyingMini livro sanfona - Diga não ao  bullying
Mini livro sanfona - Diga não ao bullying
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetização
 
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptxSlides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
Slides Lição 2, Betel, Ordenança para participar da Ceia do Senhor, 2Tr24.pptx
 
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)Jogo de Revisão Primeira  Série (Primeiro Trimestre)
Jogo de Revisão Primeira Série (Primeiro Trimestre)
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
 
Simulado com textos curtos e tirinhas spaece
Simulado com textos curtos e tirinhas spaeceSimulado com textos curtos e tirinhas spaece
Simulado com textos curtos e tirinhas spaece
 
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdfPARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
PARC 2024 Cadastro de estudante, turma e enturmação - BAHIA (2).pdf
 
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptxAULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
AULA-06---DIZIMA-PERIODICA_9fdc896dbd1d4cce85a9fbd2e670e62f.pptx
 
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptxSlides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
Slides Lição 3, CPAD, O Céu - o Destino do Cristão, 2Tr24,.pptx
 
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
A alimentação na Idade Média era um mosaico de contrastes. Para a elite, banq...
 
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
c) O crime ocorreu na forma simples ou qualificada? Justifique.
 
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil  2023.ppsxA área de ciências da religião no brasil  2023.ppsx
A área de ciências da religião no brasil 2023.ppsx
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 
Modelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das ReligiõesModelos Evolutivos em História das Religiões
Modelos Evolutivos em História das Religiões
 
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptxSlides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
Slides Lição 01, Central Gospel, Os Sinais do Fim dos Tempos 2Tr24.pptx
 

Filosofia da Renascença e Maquiavel

  • 2.
  • 3. FILOSOFIA DA RESNASCENÇA (séc XIV) Marcada pela descoberta das obras de Platão desconhecidas na Idade Média e de novas obras de Aristóteles, que passam a ser traduzidas para o latim. Três grandes linhas de pensamento: 1 – Provenientes da leitura dos diálogos de Platão, das obras dos neoplatonistas e de livros de magia natural vindos do Egito. Natureza concebida como grande ser vivo com laços entre todas as coisas.
  • 4. 2 - A originária do pensamento florentino, que valorizava a vida ativa (política) e defendia a liberdade das cidades italianas contra o Império Romano-Germânico (poder dos papas e imperadores). Defendia a liberdade política, recuperando a ideia de Republica, imitando os antigos, com o renascimento da republica livre. 3 - A que propunha o ideal do homem como planejador de seu próprio destino, tanto por meio dos conhecimentos (astrologia), como por meio da política (ideal republicano), das técnicas (medicina, arquitetura) e das artes.
  • 5. Essas três linhas de pensamento explicam porque se costuma falar no HUMANISMO como traço predominante da Renascença, uma vez que nelas o homem é valorizado, colocado como centro do Universo, defendido em sua liberdade e em seu poder criador e transformador. A efervescência cultural e política levaram a críticas profundas à Igreja Romana, culminando na Reforma Protestante (1517), baseada na ideia de liberdade de crença e pensamento.
  • 6. “O homem é a medida de todas as coisas”, frase criada pelo sofista PROTÁGORAS, traduz de forma definitiva o rompimento com a era medieval -> ANTROPOCENTRISMO
  • 7. Revolução Científica Foi uma ruptura com o pensamento medieval, uma mudança na visão do mundo, principalmente no que se refere à Cosmologia.  Eventos marcantes da revolução científica, no início do século XVI, foram a publicação das obras "Das revoluções das esferas celestes" (1543) por Nicolau Copérnico. A publicação do Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo, por Galileu Galilei e o enunciado das Leis de Kepler impulsionaram decisivamente a revolução científica.
  • 8. Copérnico defende os movimentos dos corpos celestes por cálculos matemáticos: a Terra é quem gira em torno do sol.  A Igreja se baseava nas idéias de Aristóteles, que em Tratados do Céu descrevia o sistema como geocêntrico. No entanto, quem conseguiu de fato provar o Heliocentrismo foi Galileu Galilei (1564 -1642).
  • 9. Galileu Galilei Através da experiência (telescópio) e do uso da matemática deu inicio à Ciência Moderna. Ressalta que a linguagem do mundo é a matemática, sendo o espaço abstrato e o movimento uma relação entre dois pontos no espaço. Uniu a linguagem matemática ao uso de instrumentos palpáveis, iniciando a fase instrumental da ciência. Diferentemente do que pensava Aristóteles, Galileu alega que a realidade tem natureza universal (o que há na Terra, há nos céus).
  • 10. Diferença entre a observação diária e a observação atenta. Assim, conseguimos interpretar a experiência direta do nosso cotidiano com o raciocínio.
  • 11. Maquiavel (1469 -1527) Foi um dos grandes responsáveis pela noção moderna de poder. Foi compreendido como alguém imoral, desprovido de valores. Choca por fazer uma análise do homem considerando-o a partir de uma de suas facetas: a do egoísmo. Se para Aristóteles - e para o pensamento greco-cristão no geral, o homem buscava a vida em sociedade e o bem viver como algo natural, para Maquiavel “os homens tendem /.../ à divisão e à desunião.”
  • 12. Maquiavel busca demonstrar como seria possível o estabelecimento do Estado Italiano, a partir de um governante forte e de um governo efetivo. Secretário da Segunda Chancelaria de Florença, cargo que recebeu em 1498, Maquiavel foi empossado num governo republicano que foi deposto em 1512 pela monarquia dos Médicis. Considerado traidor em 1513, foi afastado de suas funções públicas e exilado em San Casciano, região próxima de Florença. Neste período escreveu O Príncipe, provavelmente sua obra mais popular e, provavelmente, a mais complexa.
  • 13. Procurou entender a natureza e os limites do poder político. Contemplou uma realidade: a realidade da sua Itália, dividida, fragmentada em diversos principados e ducados (o que acontecia com toda a Europa). Logo, para Maquiavel, não se apresentava logicamente o ideal cristão, mas sim algo que lhe seria entendido como próprio do homem: a luta pelo poder. Por isso, os homens mentiam, matavam e julgavam-se acima da moral.
  • 14. Mesmo assim, Maquiavel considera a necessidade de governantes bons e virtuosos. Para ele a diferença está em que a bondade e a virtude não pertencem à natureza humana do governante, mas sim resultam da sua compreensão e atuação sobre o real (igual Galileu). Maquiavel avalia a realidade e “interpreta os seus escritos como compêndios de conselhos práticos e de instruções para a ação.” (PINZANI, 2004, p. 16). Buscava influenciar a realidade.
  • 15. Ao contrário dos manuais que indicavam como devia agir um soberano, obras comuns na idade Média e no Renascimento, o verdadeiro propósito de sua obra “O Príncipe” é um conselho para se tomar a Itália e libertá-la das mãos dos bárbaros. Detectando a tensão entre o desejo de dominar e de não ser dominado que move o homem, Maquiavel constrói em sua obra uma reflexão sobre o poder. O poder é entendido “como correlação de forças, fundada no antagonismo que se estabelece em função dos desejos de comando e opressão, por um lado, e liberdade, por outro, pelos quais se formam as relações sociais.” (SCHLESENER, 1989, p. 2)
  • 16. Ética e política Maquiavel busca uma solução política para a sua Itália. Por isso, endereça a obra à Lorenzo, filho de Piero de Médicis, governante de Florença. Sugere ao monarca que ele pode ser o príncipe que unificaria a Itália, fornecendo, em sua obra, praticamente as diretrizes seguras para que isto se realize. É dentro disto que discute e estabelece uma nova relação entre ética e política. “A política tem uma ética e uma lógica próprias. Maquiavel descortina um horizonte para se pensar e fazer política que não se enquadra no tradicional moralismo piedoso.” (WEFFORT, 1989, p. 21)
  • 17. Ao fazer a análise da realidade, Maquiavel distingue a moral individual da moral política. A atitude do indivíduo não é necessariamente a atitude do chefe de Estado. Não há uma exclusão entre ética e política, mas a primeira deve ser entendida a partir da segunda.
  • 18. Maquiavel afirma que temos virtudes que podem arruinar um Estado e vícios que podem salvá-lo. Logicamente tais questões dependeriam das circunstâncias e das forças em luta. “O bem sempre que possível; o mal, se necessário.” Por isso, o que pode parecer inadmissível para a sociedade, para Maquiavel faz parte da política.
  • 19.
  • 20. Podemos perceber em Maquiavel a proposta de uma nova ética, com um novo conceito de virtude, voltada mais para a política e não para o ideal moral do pensamento medieval. É uma moral prática, que olha para o bem do Estado e se apresenta inversa à perspectiva tradicional. Não significa que se pode “fazer o que se quer”, de qualquer modo, sem sentido algum. A máxima segundo a qual “os fins justificam os meios” tem uma implicação muito mais coerente e profunda.
  • 21. Virtú e Fortuna Maquiavel tem uma visão do homem de como ele é e não de como deveria ser necessariamente. Para ele, certamente, devemos olhar para o real e não para o ideal moral. Por isso Maquiavel trata da questão da virtù e da fortuna. A virtù refere-se à capacidade de decidir diante de determinada situação (tomar a decisão correta). O que importa, para os homens na sua maioria, são os benefícios e acreditar que é o príncipe quem pode proporcioná-los.
  • 22. Atingir os objetivos propostos implica em utilizar os meios necessários para fazê-lo. Encontrar os meios necessários para chegar aos fins é virtù (encontrar a decisão correta!) em Maquiavel, pois os fins são construídos pelos meios. O homem virtuoso em Maquiavel é aquele capaz de conquistar a fortuna e mantê-la.
  • 23. O conceito de fortuna para o filósofo em questão, também é retomado dos antigos: ele recorre à imagem da deusa fortuna, possível aliada dos homens e cuja simpatia era importante atrair. Representava uma figura feminina que despejava riquezas àqueles que sabiam conquistá-la. Para tanto, era necessário ser um homem de virtù.
  • 24. Fortuna, não está somente relacionada à sorte ou predestinação, mas sim ao exercício da virtù no mais alto grau. É aproveitar a ocasião dada pelas circunstâncias para amoldar as coisas como melhor for ao virtuoso. O sucesso ou fracasso do Príncipe, para Maquiavel, não depende da sorte, mas do modo como ele age nas circunstâncias: tendo métodos adequados e caminhos seguros e prevenindo-se para as possíveis intempéries, o homem dotado de virtù pode conquistar “a deusa”, a fortuna.
  • 25. O poder do homem está em saber exercitar sua inteligência relacionada com sua coragem: não só a razão, mas também a imaginação, o desejo, perpassam a política e abrem espaço à criação do novo. Isto implica em que “(...) não se trata mais apenas da força bruta, da violência, mas da sabedoria no uso da força, da utilização virtuosa da força”. Para governar não basta ser o mais forte: este é capaz de conquistar o poder, mas não de mantê-lo.
  • 26. É preciso, além de ser o mais forte, possuir a virtú para manter o domínio e o respeito dos governados, mesmo que estes não o amem. Possuir virtú para dominar as circunstâncias, ou seja, a fortuna. O que importa para o povo, apoiado num senso comum, é a estabilidade política, que só pode ser dada pelo príncipe virtuoso, independente dos meios que ele utilize. Virtú e fortuna em Maquiavel, estão intimamente ligadas. E ser honrado, não implica numa questão de valores morais, mas de justiça política, onde o que importa são os resultados obtidos.