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Manejo Integrado de
Doenças na Soja
Rafael Fernandes de Lima
Índice
Introdução;
Principais doenças;
Manejo Integrado;
Fungicidas;
Custos de Produção.
Introdução
Soja tem grande importância econômica no país;
40 doenças: Fungos, bactérias, nematóides e vírus;
Número de doenças aumentando com a expansão das
áreas.
Fonte: Fundação MS.
Principais Doenças
Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi )
Disseminação: Ventos e chuva;
Condições favoráveis: Molhamento foliar e
temperatura média < 28 C;
Sintomas mais visíveis a partir de R2;
Lesões delimitadas pela nervura foliar;
Lesões apresentam uma cor verde-acinzentada, que
evoluem para uma cor marrom-escura ou marrom-
avermelhada.
Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi )
Danos:
- Desfolha precoce;
- Má formação de grãos;
- Redução da produtividade em até 100%.
Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi )
Fonte: Agriculture and Natural Resources Extension, University of Wisconsin.
Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi )
Fonte: FMC.Fonte: FMC.
Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi )
Fonte: FMC.Fonte: FMC.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Disseminação: Sementes infectadas, restos de
cultura, chuva e ventos;
Condições favoráveis: Alta densidade populacional,
molhamento foliar prolongado, precipitações
frequentes, alta umidade relativa e temperaturas
entre 18 °C e 25 °C.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Sintomas em todos os estádios de desenvolvimento;
Toda a parte aérea: cotilédones, pecíolos, folhas,
hastes e vagens.
Pode causar tombamento de plântulas.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Plântulas: Necrose nos cotilédones;
Lavouras desenvolvidas: Estrangulamento dos
pecíolos e ramos tenros sombreados, necrose de
pecíolos, cancro nas nervuras e pedúnculo nas folhas,
cancro nas hastes, cancro nas vagens e desfolha
precoce;
Vagens: Manchas claras de formato arredondado ->
manchas negras -> queda das vagens.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Fonte: Clube Phytus. Fonte: FMC.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Antracnose (Colletotrichum truncatum )
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Disseminação: Sementes infectadas, restos de
cultura, chuva e ventos;
Fungo pode sobreviver por vários anos por meio de
escleródios;
Condições favoráveis: Alta densidade populacional,
abundância de luz, temperaturas entre 10 °C e 25 °C e
alta umidade.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Ocorre tanto no estádio vegetativo quanto no
reprodutivo;
Sintomas iniciais: Podridão úmida de cor preta,
consistência mole de aspecto cotonoso;
Sintomas avançados: Folhas e caules infectados
tornam-se marrons.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Na fase vegetativa plantas apresentam folhas
amarelas e morrem;
Em plantas adultas: murcha, crestamento e
amarelecimento das folhas.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mancha Alvo (Corynespora cassiicola)
Sobrevivência: Restos de cultura e sementes
infectadas;
Disseminação: Solos contaminados, ventos e chuva;
Condições favoráveis: densidade populacional,
umidade e temperatura;
Infecções foliares - Umidade >80%;
Não ocorre infecção no período seco;
Ocorrência mais frequente em R1.
Mancha Alvo (Corynespora cassiicola)
Sintomas em folhas, ramos, vagens, sementes,
hipocótilo e raízes;
Sintomas nas folhas: Pequenas lesões circulares
Pequenas pontuações avermelhadas
Grandes lesões castanhas
No final do ciclo lesões no terço inferior da planta.
Mancha Alvo (Corynespora cassiicola)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mancha Alvo (Corynespora cassiicola)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mancha Alvo (Corynespora cassiicola)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mancha Alvo (Corynespora cassiicola)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Crestamento foliar de
Cercospora (Cercospora kikuchii)
Fungo mais encontrado nas sementes;
Disseminação: Sementes contaminadas;
Condições favoráveis: temperaturas entre 23 °C e
27 °C e alta umidade;
Severidade da doença > chuvas frequentes.
Crestamento foliar de
Cercospora (Cercospora kikuchii)
Sintomas:
- Ataca todas as partes da planta;
- Nas folhas: Pontuações escuras, marrom-avermelhadas
–> Grandes manchas ->Crestamento e desfolha;
- Nas vagens: Pontuações vermelhas ->manchas
castanho-avermelhadas ->atingem a semente ->mancha
púrpura;
- Nas hastes: Manchas vermelhas -> Penetração ->
necrose na medula.
Crestamento foliar de
Cercospora (Cercospora kikuchii)
Fonte: EMBRAPA.
Míldio (Peronospora manshurica )
Disseminação: Sementes infectadas e ventos;
Condições favoráveis: Alta umidade e temperaturas
amenas, entre 10 °C e 25 °C;
Início nas folhas unifolioladas ->toda parte aérea;
Sintomas: Pontuações amarelas ( 3 a 5mm) ->
necrose -> similares à “mancha olho de rã”
Parte superior: Manchas claras -> amarelo-
brilhantes.
Míldio (Peronospora manshurica )
Parte inferior: Estruturas reprodutivas - aspecto
cotonoso - coloração rosada ou cinza;
Ataques severos: Folhas amarelas e marrons -
bordas enroladas - desfolha prematura.
Vagens: Sementes com deterioração - tegumento
com crosta pulverulenta cor bege - formação de
micélio e esporos.
Míldio (Peronospora manshurica )
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Oídio (Microsphaera diffusa)
Disseminação: Ventos - longas distâncias;
Condições favoráveis: Temperaturas entre 18 °C e 24
°C;
Precipitações frequentes - Inibem desenvolvimento do
fungo;
Sintomas: Massa de conídios - cor esbranquiçada e
aspecto cotonoso - superfície dos ramos e das vagens.
Oídio (Microsphaera diffusa)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Oídio (Microsphaera diffusa)
Fonte: FMC.
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mela da folha (Rhizoctonia solani )
Disseminação: A partir do inóculo primário, água,
respingos de chuva;
Condições favoráveis: Temperaturas variando de 25
°C a 30 °C e alta umidade relativa do ar (acima de
80%);
Principalmente nas folhas do baixeiro.
Mela da folha (Rhizoctonia solani )
Lesões com aspecto de encharcamento, cor pardo-
avermelhada --> lesões maiores de cor marrom-escura
ou preta;
Lesões evoluídas: podridão mole.
Mela da soja (Rhizoctonia solani )
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mela da soja (Rhizoctonia solani)
Fonte: FMC. Fonte: FMC.
Mela da soja (Rhizoctonia solani)
Fonte: FMC.
Fonte: FMC.
Manejo Integrado
Manejo Integrado
Utilização de todas as técnicas disponíveis;
Manter a doença abaixo do dano econômico;
 Principais métodos de controle:
- Biológico;
- Cultural;
- Genético;
- Químico.
Controle Biológico
Parasitismo;
Predação;
Indução de defesa do hospedeiro.
Controle Cultural
Rotação de culturas;
Vazio sanitário;
Eliminação dos restos culturais;
Adubação/Fertilização;
Irrigação.
Controle Cultural
Preparo do solo;
Eliminação de plantas vivas doentes;
Incorporação de matéria orgânica no solo;
Época de semeadura/Plantio/Colheita.
Controle Genético
Obtenção/Utilização de genótipos resistentes;
Melhoramento genético.
Controle Químico
Tratamento de sementes e aplicações de:
Fungicidas;
Nematicidas;
Bactericidas;
Antibióticos.
Controle Químico
Mais utilizados são os fungicidas;
Termos importantes:
- Princípio ativo (p.a.);
- Tolerância de resíduo (TR);
- Poder residual (PR);
- Período de carência (PC);
- Dose letal a 50% (DL50).
Fungicidas
Principais formulações:
- Pó (P);
- Grânulo (G);
- Pó-Molhável (PM ou WP);
- Concentrado Emulsionável (CE) ou Emulsão
Concentrada (EC);
- Suspensão Concentrada (SC);
- Grânulos Dispersíveis em Água (GD ou WG).
Classificação dos Fungicidas
Fonte: Site Proteção Online.
Classificação dos fungicidas
Classificação segundo modo de aplicação:
- Erradicantes ou de contato;
- Protetores ou residuais;
- Curativos ou terapêuticos.
Fungicidas Erradicantes
Visam < o potencial do inóculo primário;
Apresentam eficiência no:
-Tratamento de solos;
-Tratamento de sementes;
-Tratamento de inverno;
Condições para alta eficiência: fungitoxicidade,
capacidade de atuação na presença de MO e
capacidade de penetração nas células mortas.
Fungicidas Protetores
Inibe a germinação do fungo, impedindo a sua
penetração;
Aplicados nas folhagens, ramos novos, flores e frutos;
Fungicidas aplicados no TS geralmente são
protetores;
Inibidores não específicos de reações bioquímicas,
afetando um grande número de processos vitais.
Fungicidas Curativos
Agem após a penetração do fungo;
Importante: Não sejam fitotóxicos, tenham alta
capacidade de penetração e sejam translocados;
Atuam dentro da planta;
Se movem pelo apoplasto de forma ascendente.
Classificação dos Fungicidas
Classificação quanto à mobilidade na planta:
- Imóveis: não penetram na planta;
- Sistêmicos: translocam via sistema vascular;
- Mesostêmicos: atravessam ou se movem no limbo
foliar.
Principais Grupos Químicos
Triazóis:
- Atuam na integridade da membrana plasmática;
- Inibem a biossíntese do ergosterol
-> ruptura da membrana;
- Inibem também a biossíntese de triglicerídios e
fosfolipídeos -> necrose celular.
Principais Grupos Químicos
Triazóis:
- A maioria são sistêmicos;
- Rápida absorção e translocação;
- Elevado efeito residual;
Principais produtos: Eminent Gold, Folicur 200 EC,
Orius 250 EC, Potenzor, Prisma, Score e Spectro.
Principais Grupos Químicos
Estrobilurinas:
- Inibidores da Quinona externa da mitocôndria (IQe);
- Inibem a respiração mitocondrial < formação de ATP;
- A fase mais sensível dos fungos às estrobilurinas é na
germinação de esporos;
- Controlam uma grande gama de doenças fúngicas;
Principais produtos: Priori, Priori Top e Standak Top.
Fonte: BioInfo, UFV.
Principais Grupos Químicos
Benzimidazóis:
- Inibem a biossíntese de tubulinas;
- Interferem na mitose durante a divisão da metáfase;
- O fuso mitótico é destruído e os núcleos filos não se
dividem, levando à morte da célula;
Principais produtos: Carben 500 SC, Cruiser
Advanced, Derosal 500 SC, Fungicarb 500 SC,
Support e Support WG.
Fonte: Manual de Fungicidas.
Principais Grupos Químicos
Dicarboxamidas:
- Mecanismo de ação ainda indefinido;
- Provável mecanismo de ação: Relacionado com a
peroxidação dos lipídios e bloqueio do transporte de
elétrons de NADPH para o citocromo-c;
- Inibem germinação dos esporos e causam
ramificações, dilatações e lise das hifas;
Principais produtos: Captan SC, Captan 750 TS, Sialex
500 e Sumilex 500 WP.
Há um aumento na utilização de fungicidas com mistura
de mais de um grupo químico;
Diminui as chances de resistência do patógeno;
Ex: -Aproach Prima, Azimut, Fox, Nativo, Opera, Opera
Ultra, Primo, Priori Xtra, Sphere Max(Estrobilurina +
triazol);
- Derosal Plus ( benzimidazol + dimetilditiocarbamato);
- Elatus ( Estrobilurina + pirazol carboxamida);
- Locker ( Benzimidazol + triazol + estrobilurina);
- Orkestra SC ( Estrobilurina + carboxamida).
Fonte: Engenharia de Biossistemas, Esalq.
Fungicidas usados na Safra
Tratamento de sementes
 Standak Top (BASF):
- Mistura contendo fungicidas e inseticidas, protege as
plântulas no período inicial de desenvolvimento da
cultura;
- Controla: Mancha-púrpura-da-semente, Phomopsis-da-
semente, Cancro-da-haste, Podridão-de-fusarium,
Antracnose, Fungo-de-armazenamento, Tombamento.
Fungicidas usados na Safra
- Dose: 200 ml p.c./100 kg de sementes;
R$: 686,80 / litro*.
Fonte: MFRural.
* Consultado na Adubos Araguaia em 06/12/16.
Fungicidas usados na Safra
Primeira aplicação de fungicida
 Azimut ( Adama):
- Fungicida com modo de ação sistêmico;
- Controla: Crestamento-foliar, Mancha-parda e Ferrugem-
asiática.
- Dose: 500 ml p.c./ha;
Fungicidas usados na Safra
Fonte: Adama.
- Em soja: máximo 2 aplicações com
intervalo de 14 dias;
- Para controle de DFC’s: aplicação a
partir de R1-R3;
- Para controle de Ferrugem: 1º
aplicação preventiva ou a partir de R1-
R3.
Fungicidas usados na Safra
Segunda aplicação de fungicida
 Priori Xtra ( Syngenta):
- Fungicida com modo de ação sistêmico, mistura de
triazol + estrobilurina;
- Controla: Ferrugem-asiática, Crestamento-foliar,
Mancha-parda, Oídio, Mela, Mancha-alvo e Antracnose.
Fungicidas usados na Safra
Fonte: MFRural.
Dose: 300 ml p.c./ha;
- Em soja: máximo 2 aplicações
com intervalo de 20 dias;
- Aplicar a partir de R1;
R$ 711,56 / 5 litros*.
* Consultado na Adubos Araguaia em 06/12/16.
Fungicidas usados na Safra
Terceira aplicação de fungicida
 Opera ( BASF ):
- Fungicida com modo de ação sistêmico, mistura de
triazol + estrobilurina;
- Controla: Ferrugem-asiática, Oídio, Mela, Antracnose e
DFC’s.
Fungicidas usados na Safra
Fonte: MFRural.
- Dose: 500 ml p.c./ha;
- Em soja: máximo 2
aplicações com intervalo de
20 dias;
- Aplicar a partir de R1;
R$ 101,60 / litro*.
* Consultado na Adubos Araguaia em 06/12/16.
Fonte: Syngenta.
Tecnologia de Aplicação
Fonte: Embrapa Soja.
Custos de Produção
Custos de Produção
Fonte: IMEA.
Obrigado!
Rafael Fernandes de Lima
E-mail: agro.rafaelfernandes@gmail.com

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MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS NA SOJA

  • 1. Manejo Integrado de Doenças na Soja Rafael Fernandes de Lima
  • 3. Introdução Soja tem grande importância econômica no país; 40 doenças: Fungos, bactérias, nematóides e vírus; Número de doenças aumentando com a expansão das áreas. Fonte: Fundação MS.
  • 5. Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi ) Disseminação: Ventos e chuva; Condições favoráveis: Molhamento foliar e temperatura média < 28 C; Sintomas mais visíveis a partir de R2; Lesões delimitadas pela nervura foliar; Lesões apresentam uma cor verde-acinzentada, que evoluem para uma cor marrom-escura ou marrom- avermelhada.
  • 6. Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi ) Danos: - Desfolha precoce; - Má formação de grãos; - Redução da produtividade em até 100%.
  • 7. Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi ) Fonte: Agriculture and Natural Resources Extension, University of Wisconsin.
  • 8. Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi ) Fonte: FMC.Fonte: FMC.
  • 9. Ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi ) Fonte: FMC.Fonte: FMC.
  • 10. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Disseminação: Sementes infectadas, restos de cultura, chuva e ventos; Condições favoráveis: Alta densidade populacional, molhamento foliar prolongado, precipitações frequentes, alta umidade relativa e temperaturas entre 18 °C e 25 °C.
  • 11. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Sintomas em todos os estádios de desenvolvimento; Toda a parte aérea: cotilédones, pecíolos, folhas, hastes e vagens. Pode causar tombamento de plântulas.
  • 12. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Plântulas: Necrose nos cotilédones; Lavouras desenvolvidas: Estrangulamento dos pecíolos e ramos tenros sombreados, necrose de pecíolos, cancro nas nervuras e pedúnculo nas folhas, cancro nas hastes, cancro nas vagens e desfolha precoce; Vagens: Manchas claras de formato arredondado -> manchas negras -> queda das vagens.
  • 13. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Fonte: Clube Phytus. Fonte: FMC.
  • 14. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 15. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 16. Antracnose (Colletotrichum truncatum ) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 17. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Disseminação: Sementes infectadas, restos de cultura, chuva e ventos; Fungo pode sobreviver por vários anos por meio de escleródios; Condições favoráveis: Alta densidade populacional, abundância de luz, temperaturas entre 10 °C e 25 °C e alta umidade.
  • 18. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Ocorre tanto no estádio vegetativo quanto no reprodutivo; Sintomas iniciais: Podridão úmida de cor preta, consistência mole de aspecto cotonoso; Sintomas avançados: Folhas e caules infectados tornam-se marrons.
  • 19. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Na fase vegetativa plantas apresentam folhas amarelas e morrem; Em plantas adultas: murcha, crestamento e amarelecimento das folhas.
  • 20. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 21. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 22. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 23. Mofo Branco (Sclerotinia sclerotiorum) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 24. Mancha Alvo (Corynespora cassiicola) Sobrevivência: Restos de cultura e sementes infectadas; Disseminação: Solos contaminados, ventos e chuva; Condições favoráveis: densidade populacional, umidade e temperatura; Infecções foliares - Umidade >80%; Não ocorre infecção no período seco; Ocorrência mais frequente em R1.
  • 25. Mancha Alvo (Corynespora cassiicola) Sintomas em folhas, ramos, vagens, sementes, hipocótilo e raízes; Sintomas nas folhas: Pequenas lesões circulares Pequenas pontuações avermelhadas Grandes lesões castanhas No final do ciclo lesões no terço inferior da planta.
  • 26. Mancha Alvo (Corynespora cassiicola) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 27. Mancha Alvo (Corynespora cassiicola) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 28. Mancha Alvo (Corynespora cassiicola) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 29. Mancha Alvo (Corynespora cassiicola) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 30. Crestamento foliar de Cercospora (Cercospora kikuchii) Fungo mais encontrado nas sementes; Disseminação: Sementes contaminadas; Condições favoráveis: temperaturas entre 23 °C e 27 °C e alta umidade; Severidade da doença > chuvas frequentes.
  • 31. Crestamento foliar de Cercospora (Cercospora kikuchii) Sintomas: - Ataca todas as partes da planta; - Nas folhas: Pontuações escuras, marrom-avermelhadas –> Grandes manchas ->Crestamento e desfolha; - Nas vagens: Pontuações vermelhas ->manchas castanho-avermelhadas ->atingem a semente ->mancha púrpura; - Nas hastes: Manchas vermelhas -> Penetração -> necrose na medula.
  • 32. Crestamento foliar de Cercospora (Cercospora kikuchii) Fonte: EMBRAPA.
  • 33. Míldio (Peronospora manshurica ) Disseminação: Sementes infectadas e ventos; Condições favoráveis: Alta umidade e temperaturas amenas, entre 10 °C e 25 °C; Início nas folhas unifolioladas ->toda parte aérea; Sintomas: Pontuações amarelas ( 3 a 5mm) -> necrose -> similares à “mancha olho de rã” Parte superior: Manchas claras -> amarelo- brilhantes.
  • 34. Míldio (Peronospora manshurica ) Parte inferior: Estruturas reprodutivas - aspecto cotonoso - coloração rosada ou cinza; Ataques severos: Folhas amarelas e marrons - bordas enroladas - desfolha prematura. Vagens: Sementes com deterioração - tegumento com crosta pulverulenta cor bege - formação de micélio e esporos.
  • 35. Míldio (Peronospora manshurica ) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 36. Oídio (Microsphaera diffusa) Disseminação: Ventos - longas distâncias; Condições favoráveis: Temperaturas entre 18 °C e 24 °C; Precipitações frequentes - Inibem desenvolvimento do fungo; Sintomas: Massa de conídios - cor esbranquiçada e aspecto cotonoso - superfície dos ramos e das vagens.
  • 38. Oídio (Microsphaera diffusa) Fonte: FMC. Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 39. Mela da folha (Rhizoctonia solani ) Disseminação: A partir do inóculo primário, água, respingos de chuva; Condições favoráveis: Temperaturas variando de 25 °C a 30 °C e alta umidade relativa do ar (acima de 80%); Principalmente nas folhas do baixeiro.
  • 40. Mela da folha (Rhizoctonia solani ) Lesões com aspecto de encharcamento, cor pardo- avermelhada --> lesões maiores de cor marrom-escura ou preta; Lesões evoluídas: podridão mole.
  • 41. Mela da soja (Rhizoctonia solani ) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 42. Mela da soja (Rhizoctonia solani) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 43. Mela da soja (Rhizoctonia solani) Fonte: FMC. Fonte: FMC.
  • 45. Manejo Integrado Utilização de todas as técnicas disponíveis; Manter a doença abaixo do dano econômico;  Principais métodos de controle: - Biológico; - Cultural; - Genético; - Químico.
  • 47. Controle Cultural Rotação de culturas; Vazio sanitário; Eliminação dos restos culturais; Adubação/Fertilização; Irrigação.
  • 48. Controle Cultural Preparo do solo; Eliminação de plantas vivas doentes; Incorporação de matéria orgânica no solo; Época de semeadura/Plantio/Colheita.
  • 49. Controle Genético Obtenção/Utilização de genótipos resistentes; Melhoramento genético.
  • 50. Controle Químico Tratamento de sementes e aplicações de: Fungicidas; Nematicidas; Bactericidas; Antibióticos.
  • 51. Controle Químico Mais utilizados são os fungicidas; Termos importantes: - Princípio ativo (p.a.); - Tolerância de resíduo (TR); - Poder residual (PR); - Período de carência (PC); - Dose letal a 50% (DL50).
  • 52. Fungicidas Principais formulações: - Pó (P); - Grânulo (G); - Pó-Molhável (PM ou WP); - Concentrado Emulsionável (CE) ou Emulsão Concentrada (EC); - Suspensão Concentrada (SC); - Grânulos Dispersíveis em Água (GD ou WG).
  • 53. Classificação dos Fungicidas Fonte: Site Proteção Online.
  • 54. Classificação dos fungicidas Classificação segundo modo de aplicação: - Erradicantes ou de contato; - Protetores ou residuais; - Curativos ou terapêuticos.
  • 55. Fungicidas Erradicantes Visam < o potencial do inóculo primário; Apresentam eficiência no: -Tratamento de solos; -Tratamento de sementes; -Tratamento de inverno; Condições para alta eficiência: fungitoxicidade, capacidade de atuação na presença de MO e capacidade de penetração nas células mortas.
  • 56. Fungicidas Protetores Inibe a germinação do fungo, impedindo a sua penetração; Aplicados nas folhagens, ramos novos, flores e frutos; Fungicidas aplicados no TS geralmente são protetores; Inibidores não específicos de reações bioquímicas, afetando um grande número de processos vitais.
  • 57. Fungicidas Curativos Agem após a penetração do fungo; Importante: Não sejam fitotóxicos, tenham alta capacidade de penetração e sejam translocados; Atuam dentro da planta; Se movem pelo apoplasto de forma ascendente.
  • 58. Classificação dos Fungicidas Classificação quanto à mobilidade na planta: - Imóveis: não penetram na planta; - Sistêmicos: translocam via sistema vascular; - Mesostêmicos: atravessam ou se movem no limbo foliar.
  • 59. Principais Grupos Químicos Triazóis: - Atuam na integridade da membrana plasmática; - Inibem a biossíntese do ergosterol -> ruptura da membrana; - Inibem também a biossíntese de triglicerídios e fosfolipídeos -> necrose celular.
  • 60. Principais Grupos Químicos Triazóis: - A maioria são sistêmicos; - Rápida absorção e translocação; - Elevado efeito residual; Principais produtos: Eminent Gold, Folicur 200 EC, Orius 250 EC, Potenzor, Prisma, Score e Spectro.
  • 61. Principais Grupos Químicos Estrobilurinas: - Inibidores da Quinona externa da mitocôndria (IQe); - Inibem a respiração mitocondrial < formação de ATP; - A fase mais sensível dos fungos às estrobilurinas é na germinação de esporos; - Controlam uma grande gama de doenças fúngicas; Principais produtos: Priori, Priori Top e Standak Top.
  • 63. Principais Grupos Químicos Benzimidazóis: - Inibem a biossíntese de tubulinas; - Interferem na mitose durante a divisão da metáfase; - O fuso mitótico é destruído e os núcleos filos não se dividem, levando à morte da célula; Principais produtos: Carben 500 SC, Cruiser Advanced, Derosal 500 SC, Fungicarb 500 SC, Support e Support WG.
  • 64. Fonte: Manual de Fungicidas.
  • 65. Principais Grupos Químicos Dicarboxamidas: - Mecanismo de ação ainda indefinido; - Provável mecanismo de ação: Relacionado com a peroxidação dos lipídios e bloqueio do transporte de elétrons de NADPH para o citocromo-c; - Inibem germinação dos esporos e causam ramificações, dilatações e lise das hifas; Principais produtos: Captan SC, Captan 750 TS, Sialex 500 e Sumilex 500 WP.
  • 66. Há um aumento na utilização de fungicidas com mistura de mais de um grupo químico; Diminui as chances de resistência do patógeno; Ex: -Aproach Prima, Azimut, Fox, Nativo, Opera, Opera Ultra, Primo, Priori Xtra, Sphere Max(Estrobilurina + triazol); - Derosal Plus ( benzimidazol + dimetilditiocarbamato); - Elatus ( Estrobilurina + pirazol carboxamida); - Locker ( Benzimidazol + triazol + estrobilurina); - Orkestra SC ( Estrobilurina + carboxamida).
  • 67. Fonte: Engenharia de Biossistemas, Esalq.
  • 68. Fungicidas usados na Safra Tratamento de sementes  Standak Top (BASF): - Mistura contendo fungicidas e inseticidas, protege as plântulas no período inicial de desenvolvimento da cultura; - Controla: Mancha-púrpura-da-semente, Phomopsis-da- semente, Cancro-da-haste, Podridão-de-fusarium, Antracnose, Fungo-de-armazenamento, Tombamento.
  • 69. Fungicidas usados na Safra - Dose: 200 ml p.c./100 kg de sementes; R$: 686,80 / litro*. Fonte: MFRural. * Consultado na Adubos Araguaia em 06/12/16.
  • 70. Fungicidas usados na Safra Primeira aplicação de fungicida  Azimut ( Adama): - Fungicida com modo de ação sistêmico; - Controla: Crestamento-foliar, Mancha-parda e Ferrugem- asiática. - Dose: 500 ml p.c./ha;
  • 71. Fungicidas usados na Safra Fonte: Adama. - Em soja: máximo 2 aplicações com intervalo de 14 dias; - Para controle de DFC’s: aplicação a partir de R1-R3; - Para controle de Ferrugem: 1º aplicação preventiva ou a partir de R1- R3.
  • 72. Fungicidas usados na Safra Segunda aplicação de fungicida  Priori Xtra ( Syngenta): - Fungicida com modo de ação sistêmico, mistura de triazol + estrobilurina; - Controla: Ferrugem-asiática, Crestamento-foliar, Mancha-parda, Oídio, Mela, Mancha-alvo e Antracnose.
  • 73. Fungicidas usados na Safra Fonte: MFRural. Dose: 300 ml p.c./ha; - Em soja: máximo 2 aplicações com intervalo de 20 dias; - Aplicar a partir de R1; R$ 711,56 / 5 litros*. * Consultado na Adubos Araguaia em 06/12/16.
  • 74. Fungicidas usados na Safra Terceira aplicação de fungicida  Opera ( BASF ): - Fungicida com modo de ação sistêmico, mistura de triazol + estrobilurina; - Controla: Ferrugem-asiática, Oídio, Mela, Antracnose e DFC’s.
  • 75. Fungicidas usados na Safra Fonte: MFRural. - Dose: 500 ml p.c./ha; - Em soja: máximo 2 aplicações com intervalo de 20 dias; - Aplicar a partir de R1; R$ 101,60 / litro*. * Consultado na Adubos Araguaia em 06/12/16.
  • 80. Obrigado! Rafael Fernandes de Lima E-mail: agro.rafaelfernandes@gmail.com

Notas do Editor

  1. Boa tarde Pessoal! Hoje vamos conversar um pouco sobre o Manejo Integrado das Doenças na Soja
  2. Aqui temos os temas abordados na minha apresentação. Começaremos por uma breve introdução, depois conheceremos as principais doenças da soja, falaremos sobre o manejo integrado (o que é, os principais métodos de controle de doenças), falarei um pouco mais a fundo sobre os fungicidas(classificações, grupos químicos, principais produtos) que são os produtos químicos mais utilizados no controle de doenças e por fim mostrarei um pouco do quanto o uso desses fungicidas onera no custo total de produção da soja.
  3. A soja é uma cultura de grande importância para o Brasil e no Centro-Oeste é uma das principais culturas utilizadas no período da safra. Entretanto, são diversas as enfermidades que acometem e dificultam a obtenção de elevados níveis de produtividade na soja. Aproximadamente 40 doenças causadas por fungos, bactérias, nematoides e vírus já foram identificadas no Brasil. Todavia, em função da expansão das áreas de soja no país esse número continua aumentando. A importância econômica de cada doença varia ano a ano e de região para região, dependendo das condições climáticas de cada safra. Acredito que todos aqui já devem ter visto essa imagem, que é o chamado ‘triângulo da doença’, que nos diz que, para que ocorra a doença é necessário que tenha esses três fatores ao mesmo tempo, que são o ambiente favorável ao desenvolvimento do patógeno e à ocorrência da doença, , o hospedeiro suscetível ao patógeno e o patógeno agressivo, ou seja, com capacidade de causar a doença.
  4. Agora vamos ver um pouco sobre as principais doenças da soja.
  5. A primeira doença da soja que vamos ver e acredito que uma das mais importantes senão a mais importante é a ferrugem asiática da soja, causada pelo patógeno Phakopsora pachyrhizi. A disseminação do patógeno ocorre principalmente através do vento e da chuva. As condições favoráveis para o desenvolvimento do patógeno e para a ocorrência da doença são molhamento foliar constante ( Para que ocorra a ferrugem é necessário um tempo mínimo de molhamento foliar para que o patógeno se desenvolva e penetre na planta. ) e temperaturas em média menores que 28 C). Vimos que a ferrugem pode se desenvolver a partir de quando mesmo? Mas os seus sintomas mais visíveis são a partir de R2. E esses sintomas são mais visíveis nesse período porque dentro do ciclo da soja é onde geralmente ocorre as condições favoráveis para a doença que são o molhamento foliar e as temperaturas amenas. Inicialmente as lesões apresentam uma cor verde-acizentada que evoluem para uma cor marrom-escura ou marrom-avermelhada. As lesões da ferrugem são angulares e delimitadas pelas nervuras foliares.
  6. Os principais danos que a ferrugem causa na soja é a desfolha precoce, a má formação de grãos e a redução da produtividade que pode chegar até a 100%.
  7. A ferrugem é uma doença policíclica ( Todo mundo sabe o que é uma doença policíclica? ) Significa que ocorre vários ciclos da doença dentro do ciclo da cultura. Aqui vemos o ciclo da ferrugem. A primeira fase é a germinação ( Que ocorre de forma bem rápida – como podemos ver 80% da germinação desses esporos ocorre dentro de 1 hora, e 90% dentro de duas horas. Após a germinação dos esporos ocorre a formação dos uredosporos e a partir destes ocorre a penetração e infecção. DA fase de infecção até a formação das pústulas é dentro mais ou menos de 10 a 12 horas. Essas pústulas ficam visíveis na folha ( principalmente na parte abaxial ) e após 5 a 10 dias inicia a formação de novos uredosporos. Os esporos se formam de 10 a 21 dias e essas pústulas formam esporos por 10 a 14 dias. Após a formação desses uredosporos começa a ocorrer o ciclo secundário da doença que é da formação dos uredosporos até a formação das pústulas. E a doença fica nesse ciclo secundário até o fim do ciclo da cultura.
  8. Aqui podemos ver as lesões de ferrugem nas folhas tanto na parte inferior quanto na parte superior da folha.
  9. Aqui vemos as lesões mais avançadas nas folhas, podemos observar bem a cor marrom-avermelhada das lesões em um estágio mais avançado. Aqui também vemos os danos na lavoura, o que é bem visível é a desfolha que ela causa.
  10. Outra doença muito importante na soja é a antracnose, causada pelo patógeno Colletotrichum truncatum. A disseminação desse patógeno se dá através de sementes infectadas, restos de cultura, por meio de chuvas e de ventos. As condições favoráveis para que a doença ocorra é a alta densidade populacional ( O que essa alta densidade populacional provoca?), associada como molhamento foliar prolongado, precipitações frequentes, alta umidade relativa e temperatura entre 18 e 25 C. Os sintomas da antracnose como vimos podem ocorrer em todos os estádios de desenvolvimento da soja, desde estádios vegetativos até os estádios reprodutivos e podem ser observados em toda a parte aérea da planta, como cotilédones, pecíolos, folhas, hastes e vagens.
  11. Essa doença em estádio inicial na soja pode causar tombamento nas plântulas. Nas plântulas os sintomas observados são a necrose dos cotilédones. Em lavouras desenvolvidas e na fase de ‘fechamento’, ocorre o estrangulamento dos pecíolos e dos ramos tenros sombreados, necrose dos pecíolos, cancro nas nervuras e no pedúnculo das folhas, cancro nas hastes e nas vagens e desfolha precoce. Quando a doença ocorre na fase de vagens (Quando que é a fase de vagens? Quando a infecção ocorre em vagens na fase R3(Início da formação das vagens)-R4(Vagens completamente desenvolvidas), estas adquirem uma coloração castanho-escura ou negra, ficando retorcidas e sem formação de grãos. Nas vagens, as lesões inicialmente apresentam estrias ou manchas claras de formato arredondado, que evoluem para manchas negras. As vagens infectadas podem cair.
  12. Essa doença em estádio inicial na soja pode causar tombamento nas plântulas. Nas plântulas os sintomas observados são a necrose dos cotilédones. Em lavouras desenvolvidas e na fase de ‘fechamento’, ocorre o estrangulamento dos pecíolos e dos ramos tenros sombreados, necrose dos pecíolos, cancro nas nervuras e no pedúnculo das folhas, cancro nas hastes e nas vagens e desfolha precoce. Quando a doença ocorre na fase de vagens (Quando que é a fase de vagens? Quando a infecção ocorre em vagens na fase R3(Início da formação das vagens)-R4(Vagens completamente desenvolvidas), estas adquirem uma coloração castanho-escura ou negra, ficando retorcidas e sem formação de grãos. Nas vagens, as lesões inicialmente apresentam estrias ou manchas claras de formato arredondado, que evoluem para manchas negras. As vagens infectadas podem cair.
  13. Aqui podemos observar as manchas características de antracnose nas folhas. Aqui observamos os cotilédones necrosados.
  14. Aqui os sintomas nas hastes e nos pecíolos.
  15. Nessa primeira imagem vemos os sintomas e a morte dos pecíolos, e o sintoma inicial nas vagens que são essas manchas claras.
  16. Aqui podemos observar os sintomas mais avançados nas vagens, que são essas manchas mais escuras, e que pode evoluir até a abertura das vagens.
  17. O mofo branco, causado pelo fungo sclerotinia sclerotiorum. A disseminação do mofo branco ocorre através de sementes infectadas, por meio de escleródios (estruturas de sobrevivência do fungo) aderidos às sementes ou misturados no meio das sementes, também podem ser disseminados por meio de restos de cultura, chuva e ventos. O fungo pode sobreviver por vários anos por meio desses escleródios. As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença é a alta densidade populacional, abundância de luz, temperaturas amenas entre 10 e 25 C associada com alta umidade.
  18. A doença pode ocorrer tanto no estádio vegetativo quanto no estádio reprodutivo das plantas principalmente após a polinização das flores. Os sintomas iniciais da doença são podridões úmidas de cor preta, que apresentam uma consistência mole e de aspecto cotonoso. Em uma fase mais avançada da doença, as folhas e os caules infectados tornam-se marrons, permanecendo eretos mesmo com a morte da planta. Durante a fase vegetativa, as plantas infectadas apresentam folhas amarelas e morrem. Quando a infecção ocorre em plantas adultas, os sintomas são murcha, crestamento (Queima) e amarelecimento das folhas.
  19. A doença pode ocorrer tanto no estádio vegetativo quanto no estádio reprodutivo das plantas principalmente após a polinização das flores. Os sintomas iniciais da doença são podridões úmidas de cor preta, que apresentam uma consistência mole e de aspecto cotonoso. Em uma fase mais avançada da doença, as folhas e os caules infectados tornam-se marrons, permanecendo eretos mesmo com a morte da planta. Durante a fase vegetativa, as plantas infectadas apresentam folhas amarelas e morrem. Quando a infecção ocorre em plantas adultas, os sintomas são murcha, crestamento (Queima) e amarelecimento das folhas.
  20. Aqui vemos as estruturas de sobrevivência do fungo. Os escleródios no solo e os apotécios.
  21. Temos o micélio cotonoso na haste e na planta.
  22. Podemos observar aqui os apotécios nas hastes da planta ( Pontos pretos) E os escleródios no interior da planta morta.
  23. Vemos escleródios aderidos à semente no interior da vagem. A outra imagem é um comparativo entre uma planta com infecção na haste e uma outra sem. Podemos ver aqui a diferença no número de vagens.
  24. A mancha alvo é causada pelo patógeno Corynespora casiicola. A sobrevivência do patógeno pode ser através de restos de cultura e também através de sementes infectadas. A disseminação ocorre por meio de solos contaminados, ventos e chuva. As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença é a alta densidade populacional, umidade e temperatura. As infecções foliares acontecem em condições de umidade acima de 80%. Não ocorre infecção no período seco. E como já disse a ocorrência mais frequente se dá a partir de R1.
  25. Os sintomas podem ser observados em folhas, ramos, vagens, sementes, hipocótilo e raízes. Os sintomas nas folhas começam com pequenas lesões circulares, que evoluem para pequenas pontuações avermelhadas, que evoluem para grandes lesões castanhas. No final do ciclo, as lesões são observadas nas folhas do terço inferior da planta.
  26. Aqui observamos os sintomas iniciais que são as pequenas lesões circulares, após isso as pontuações avermelhadas.
  27. Aqui vemos os sintomas mais avançados com várias dessas lesões avermelhadas,
  28. E aqui manchas em quase toda a área da folha.
  29. Aqui podemos observar os sintomas nas plantas.
  30. O crestamento foliar de cercospora, causado pelo patógeno cercospora Kikuchii. É o fungo mais encontrado em sementes. A disseminação do fungo se dá principalmente por meio de sementes contaminadas. As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença são temperaturas entre 23°C e 27°C associado com altas umidades. A severidade da doença é maior quando ocorrem chuvas frequentes.
  31. O fungo ataca todas as partes da planta. Nas folhas, os sintomas são pontuações escuras, de coloração marrom-avermelhadas, que evoluem pra grandes manchas, e por fim causam crestamento e de folha. Nas vagens inicialmente aparecem pontuações vermelhas, que evoluem para manchas castanho-avermelhadas que atingem a semente causando a mancha púrpura no tegumento das sementes. Nas hastes, os sintomas são manchas vermelhas que penetram nas hastes e causam necrose na medula.
  32. Aqui podemos ver o crestamento (Queima nas folhas) e as sementes com a mancha púrpura no tegumento das sementes.
  33. Míldio causado pelo patógeno Peronospora manshurica. A disseminação se dá através de sementes infectadas e de ventos. As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença é alta umidade, associada com temperaturas amenas entre 10 e 25°C. Os sintomas tem início nas folhas unifolioladas e atingem toda a parte aérea. Os sintomas iniciais são pontuações amarelas de 3 a 5 mm, que evoluem para uma necrose que são similares à mancha olho de rã. Na parte superior da planta inicia-se a doença com manchas claras que evoluem pra manchas amarelo-brilhantes.
  34. Na parte inferior da planta podem ser observadas as estruturas reprodutivas do fungo que possuem aspecto cotonoso e coloração rosada ou cinza. Quando os ataques são muito severos, causa folhas amarelas e marrons, as folhas ficam com as bordas enroladas e causam desfolha prematura. Quando há a ocorrência da doença nas vagens, as sementes ficam deterioradas com o tegumento com uma crosta pulverulenta de cor bege e ocorre a formação de micélio e esporos.
  35. Aqui observamos os sintomas iniciais que são essas manchas pequenas amarelas.
  36. O oídio é causado pelo fungo microsphaera difusa. A disseminação é por meio de ventos e as estruturas do fungo podem ser disseminadas para longas distâncias. A ocorrência do oídio é mais favorecida em condições de temperaturas entre 18 ºC e 24 °C. Os sintomas observados são uma massa de micélios e esporos (conídios) na forma de fina camada de cor esbranquiçada e de aspecto cotonoso, formados na superfície das folhas, dos ramos e das vagens.
  37. Aqui podemos observar o início dos sintomas nas folhas, e aqui a folha já praticamente coberta pela massa de conídios.
  38. Aqui podemos ver os sintomas mais avançados na folha, com a massa de conídeos cobrindo praticamente toda a folha e podemos observar a folha mais escura, parecendo que já está iniciando uma necrose. Nesta outra imagem podemos observar os sintomas na planta.
  39. A disseminação do fungo ocorre através do inóculo primário que é o solo contaminado por escleródios e por restos de cultura. Então a disseminação ocorre por meio de respingos de chuva que carrega o fungo para plantas ainda não infectadas. Também ocorre disseminação pelo contato de uma planta com outra, pela movimentação de pessoas e máquinas, etc. As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença são temperaturas entre 25 a 30°C e alta umidade relativa, acima de 80%. A doença pode afetar todas as partes da planta, mas especialmente nas folhas do baixeiro. As lesões possuem um aspecto de encharcamento, com coloração pardo-avermelhada, que evoluem para lesões maiores de cor marrom-escura ou preta. As lesões quando evoluídas, podem apresentar um aspecto de podridão mole.
  40. A disseminação do fungo ocorre através do inóculo primário que é o solo contaminado por escleródios e por restos de cultura. Então a disseminação ocorre por meio de respingos de chuva que carrega o fungo para plantas ainda não infectadas. Também ocorre disseminação pelo contato de uma planta com outra, pela movimentação de pessoas e máquinas, etc. As condições favoráveis para o desenvolvimento da doença são temperaturas entre 25 a 30°C e alta umidade relativa, acima de 80%. A doença pode afetar todas as partes da planta, mas especialmente nas folhas do baixeiro. As lesões possuem um aspecto de encharcamento, com coloração pardo-avermelhada, que evoluem para lesões maiores de cor marrom-escura ou preta. As lesões quando evoluídas, podem apresentar um aspecto de podridão mole.
  41. Aqui podemos ver as lesões na folha em uma fase mais avançada, podemos observar que essas lesões tem essa cor preta e esse aspecto encharcado.
  42. Aqui podemos observar a evolução das lesões que provoca uma necrose completa na folha.
  43. Aqui podemos ver a formação do micélio (pontuação preta) e formação de teias entre as folhas.
  44. Então já vimos as principais doenças da soja, passaremos então para a parte do manejo integrado dessas doenças.
  45. O Manejo Integrado de Doenças (MID) é o sistema que considera a utilização de todas as técnicas disponíveis dentro de um programa unificado, de tal modo a manter a população de organismos nocivos abaixo do limiar de dano econômico e a minimizar os efeitos colaterais deletérios ao meio ambiente. O Nível de Dano Econômico é a densidade populacional da doença que causa prejuízo à cultura igual ou superior ao custo do controle desta doença. Os principais métodos de controle de doenças são: o controle biológico, cultural, genético e o controle químico.
  46. Controle biológico O controle biológico consiste na utilização do parasitismo, predação, premunição e indução de defesa do hospedeiro.Em programas de manejo de doenças, o controle biológico pode assumir importância relevante do ponto de vista econômico, ecológico e social. Dentre os cases reconhecidos como eficazes na inibição de patógenos podemos citar Agrobacterium radiobacter, Bacillus subtilis, Trichoderma harzianum e Trichoderma viride.
  47. No caso do controle cultural temos: Rotação de culturas, Vazio sanitário é devido à ferrugem-asiática pois, como é um fungo biotrófico (sobrevive em plantas vivas) a ausência de plantas vivas na área erradica o fungo. A eliminação dos restos culturais(Para não servir como hospedeiro para as doenças) O manejo de adubação/Fertilização O manejo correto da irrigação Um preparo de solo adequado Eliminação de plantas vivas doentes A incorporação da matéria orgânica no solo E semear, plantar e colher na época adequada.
  48. No caso do controle cultural temos: Rotação de culturas, Vazio sanitário é devido à ferrugem-asiática pois, como é um fungo biotrófico (sobrevive em plantas vivas) a ausência de plantas vivas na área erradica o fungo. A eliminação dos restos culturais(Para não servir como hospedeiro para as doenças) O manejo de adubação/Fertilização O manejo correto da irrigação Um preparo de solo adequado Eliminação de plantas vivas doentes A incorporação da matéria orgânica no solo E semear, plantar e colher na época adequada.
  49. O controle genético se dá na utilização do melhoramento genético para a obtenção de genótipos resistentes, e na utilização desses genótipos resistentes.
  50. O controle químico sem dúvida alguma é o mais utilizado. Se dá através do tratamento de sementes e na aplicação de fungicidas, nematicidas, bactericidas e antibióticos. Esses três últimos são pouco utilizados, possivelmente por costume dos produtores, pelo fato da maioria das doenças serem causadas por fungos, e pelo alto preço.
  51. Dentre os produtos químicos os mais utilizados são os fungicidas. Fungicidas – substâncias químicas que, quando aplicadas às plantas ou em suas partes, mata os fungos parasitas ou previnem o desenvolvimento de doenças fúngicas TERMOS UTILIZADOS NO CONTROLE QUÍMICO • Princípio ativo (p.a.): composição química (molécula) do componente do fungicida com atividade tóxica. • Tolerância de resíduo (TR): quantidade, em ppm, de resíduo do fungicida permitida no produto vegetal comercializado. • Poder residual (PR): espaço de tempo, em dias, em que os resíduos do fungicida são tóxicos ao patógeno. • Período de carência (PC): espaço de tempo, em dias, entre a última aplicação do fungicida e a colheita, para que não ocorram níveis de resíduos acima dos tolerados para comercialização do produto vegetal. • DL50: quantidade de produto químico, em mg/kg de peso vivo do organismo, que causa 50% de mortalidade na população. Quanto menor a DL50 , mais tóxico é o produto. No final desse slide, ver o nome escrito de um produto no quadro e perguntar o que significa as letras para o pessoal. Sumilex 500 WP Sumilex é o nome comercial, o 500 é a quantidade do ingrediente ativo e WP é a formulação nesse caso pó-molhável.
  52. As principais formulações que encontramos os fungicidas são na forma de pó que é identificado pela letra P, na forma de Grânulo pela letra G, na forma de pó-molhável, que é representada pelas letras PM ou WP, na forma de concentrado emulsionável pela letra CE ou Emulsão Concentrada EC, tem também na forma de Suspensão Concentrada pela letra SC e grânulos dispersíveis em água pelas letras GD ou WG
  53. Aqui temos a classificação toxicológica dos fungicidas. Os fungicidas da classe I que apresentam a faixa vermelha são classificados como extremamente tóxicos, o da faixa amarela altamente tóxico, o de faixa azul mediamente tóxica e os de faixa ver pouco tóxicos.
  54. Os fungicidas também podem ser classificados segundo o seu modo de aplicação em erradicantes ou de contato, em protetores ou residuais e em curativos ou terapêuticos.
  55. Os fungicidas erradicantes visam diminuir o potencial do inóculo primário. Eles apresentam alta eficiência no tratamento de solos, no tratamento de sementes e no tratamento de inverno. Para esses fungicidas terem alta eficiência é necessário que os mesmos tenham alta fungitoxicidade, capacidade de atuação na presença de MO e capacidade de penetração em células mortas.
  56. Os fungicidas protetores são aqueles que são aplicados nos ramos novos, flores e frutos e inibem a germinação do fungo inibindo assim, a sua penetração. Os fungicidas aplicados no tratamento de sementes geralmente são protetores. Quanto ao modo de ação os fungicidas típicos desse grupo são inibidores não específicos de reações bioquímicas, afetando um grande número de processos vitais que são compartilhados por todos os organismos vivos.
  57. Os fungicidas curativos são aqueles que agem após a penetração do fungo. É importante que esses fungicidas não sejam fitotóxicos, tenham alta capacidade de penetração e sejam translocados, uma vez que devem atuar predominantemente dentro da planta. Após penetrarem na planta esses fungicidas vão se mover pelo apoplasto (termo que se refere ao conjunto não vivo na planta (paredes celulares, intercelulares, xilema)), de forma ascendente ou acropetal.
  58. Quanto à mobilidade na planta os fungicidas podem ser classificados como imóveis, quando não penetram dentro da planta. Sistêmicos, aqueles que translocam via sistema vascular e mesostêmicos quando atravessam ou se movem no limbo foliar.
  59. Vou falar um pouco agora sobre os principais grupos químicos dos fungicidas. Dentre os principais grupos químicos temos os triazóis. Esses fungicidas atuam na integridade da membrana plasmática já que inibem a biossíntese do ergosterol provocando então, a ruptura da membrana. Esses fungicidas inibem também a biossíntese de triglicerídeos e fosfolipídios provocando então, necrose celular.
  60. A maioria dos triazóis são sistêmicos, têm rápida absorção e translocação e tem um elevado efeito residual. Os principais produtos são o Eminent Gold, Folicur 200 EC, Orius 250 EC, Potenzor, Prisma, Score, Spectro
  61. Outro grupo químico muito importante são as estrobirulinas. Estes fungicidas são inibidores da Quinona Externa da Mitocôndria. Eles inibem a respiração mitocondrial diminuindo assim, a formação de ATP. A fase mais sensível dos fungos Às estrobirulinas é na germinação dos esporos. Este grupo químico tem capacidade de controlar uma grande gama de doenças fúngicas. Os principais produtos são Priori, Priori Top, Standak Top
  62. Essa imagem mostra o sitio alvo desses fungicidas que é no complexo citocromo bc1 onde eles inibem a respiração mitocondrial diminuindo assim, a síntese de ATP.
  63. Os benzimidazóis inibem a biossíntese das tubulinas. Eles interferem na mitose durante a divisão da metáfase. O fuso mitótico é então, destruído e os núcleos filos não se dividem, levando à morte da célula. Os principais produtos são:Carben 500 SC, Cruiser Advanced, Derosal 500 SC, Fungicarb 500 SC, Support, Support WG
  64. Aqui podemos ver a metáfase. Vemos aqui a formação dos tubos mitóticos. Os benzimidazóis inibem a formação desses tubos interrompendo, então a metáfase causando a morte da célula.
  65. As dicarboxamidas são um grupo de fungicida que tem um mecanismo de ação ainda indefinido. O provável mecanismo de ação é relacionado com a peroxidação dos lipídios e bloqueio do transporte de elétrons de NADPH para o citocromo-c. Inibem a germinação dos esporos e causam ramificações, dilatações e lise (ruptura) das hifas. Os principais produtos desse grupo são Captan SC, Captan 750 TS, Sialex 500 e Sumilex 500 WP.
  66. Atualmente vê-se um aumento na utilização de fungicidas com misturas de mais de um grupo químico. O fato de ter mais de dois grupos químicos no produto diminui bastante as chances de resistência dos patógenos. OS principais produtos são mistura de estrobirulinas com triazóis
  67. Nessa imagem, podemos ver o espectro de ação dos principais grupos químicos, como podemos ver, as fenilamidas têm um baixo espectro, controlando apenas os oomycetos: míldios requeimas, etc. As dicarboxamidas controlam pouco os ascomycetos, de forma média os dasidiomycetos, e têm um alto controle sobre os deuteromycetos. Os triazois tem um alto controle sobre os asco e os basídios e um médio pra alto controle de deutero, porém não controlam os oomycetos. As estrobirulinas controlam os quatro grupos, e como podemos ver a mistura de triazol mais estrobilurina controla muito bem os quatro grupos, sendo que um pouco menos os oomycetos,
  68. Vou falar um pouco sobre alguns dos fungicidas que serão utilizados na nossa área durante a safra. STANDAK® TOP é uma mistura pronta contendo o inseticida Fipronil do grupo pirazol, e os fungicidas Piraclostrobina do grupo das estrobirulinas e Metil Tiofanato do grupo dos benzimidazois, seletivo paras as culturas indicadas, que quando utilizado em tratamento de sementes protege as plântulas contra o ataque de pragas, e fungos de sementes no período inicial de desenvolvimento da cultura. - Controla: Mancha-púrpura-da-semente, Phomopsis-da-semente, Cancro-da-haste, Podridão-de-fusarium, Antracnose, Fungo-de-armazenamento, Tombamento; - Dose: 200 ml p.c./100 kg de sementes.
  69. Aqui é a imagem do produto e o preço médio do mesmo que está em 260,00 o litro.
  70. A primeira aplicação de fungicidas será realizada com o fungicida Azimut da Adama. È um fungicida com modo de ação sistêmico. Controla crestamento-foliar, mancha-parda e ferrugem-asiática. A dose é de 500 ml do produto comercial por hectare. Em soja deve ser realizada no máximo duas aplicações com intervalo de 14 dias entre cada aplicação. Para o controle de doenças de final de ciclo a aplicação desse produto deve ser realizada a partir de R1-R3. Para controle da ferrugem, a primeira aplicação de azimut deve ser de forma preventiva ou a partir de R1-R3.
  71. Aqui a foto do produto e o preço.
  72. A segunda aplicação de fungicida será feita com o Priori Xtra da Syngenta. É um fungicida com modo de ação sistêmico, e é uma mistura de triazol com estrobirulina. Controla ferrugem, crestamento, mancha-parda, oídio, mela, mancha-alvo e antracnose. A dose recomendada do produdo é de 300 ml do produto comercial para cada hectare. Em soja, devem ser realizadas no máximo duas aplicações com intervalo de 20 dias entre cada. A aplicação deve ser realizada a partir de R1.
  73. Aqui vemos a foto do produto e seu preço.
  74. Para a terceira aplicação de fungicidas será utilizado o Opera, fungicida da Basf. Também com modo de ação sistêmico e uma mistura de triazol mais estrobirulina. Controla ferrugem, oídio, mela, antracnose e DFC’s. A dose é de 500 ml do produto comercial por hectare. Em soja devem ser realizadas no máximo duas aplicações com intervalo de 20 dias entre cada. As aplicações devem ser a partir de R1.
  75. Aqui temos a foto do produto e seu preço.
  76. Aqui vemos a fase de desenvolvimento do fungo, que é a germinação dos esporos, a penetração, o crescimento micelial, os sintomas visíveis e a esporulação. Quando a aplicação é feita na fase de germinação dos esporos é feita com produtos preventivos. Quando é na fase de penetração e crescimento micelial usa-se produtos curativos. Quando é aplicado na fase de sintomas visíveis e de esporulação é usado produtos erradicantes ou antiesporulantes. Quanto aos principais grupos químicos, podemos ver que as estrobirulinas são aplicadas como preventivo, curativo, e antiesporulante e os triazois como curativos, erradicantes e antiesporulantes.
  77. Em relação à tecnologia de aplicação: Tem que se fazer o uso do produto correto, localizar o alvo onde se deseja aplicar o produto ou seja, a parte da planta onde a doença está localizada, observar o clima se está adequado para se realizar aplicação, o tamanho de gotas, os bicos, o pulverizador se está regulado adequadamente, ficar muito atento com a segurança através do uso de EPI, verificar se o aplicador está seguro e se ele sabe trabalhar com o equipamento e vai saber realizar a aplicação de forma adequada do produto.
  78. Os fungicidas representam 8,21% dos custos totais de produção por hectare.
  79. Então é isso, muito obrigado.