Sistemas de Qualidade em Radioterapia

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  • 18-12-09
  • Sistemas de Qualidade em Radioterapia

    1. 1. Rui Paulo Rodrigues http://rt.no.sapo.pt Radioterapia e Sistemas de Qualidade Como, Quando e Porquê
    2. 2. Qualidade – Def. <ul><li>“ aptidão do conjunto das características inerentes a um produto ou serviço em satisfazer os requisitos de todas as partes interessadas” </li></ul><ul><li>“ conformidade com os requisitos” </li></ul><ul><li>“ zero defeitos” </li></ul><ul><li>“ fazer a coisa certa à primeira tentativa” </li></ul><ul><li>“ adequação ao uso” </li></ul>
    3. 3. Qualidade e Gestão <ul><li>o sistema da qualidade é um subsistema da gestão constituído por um conjunto de medidas organizacionais capaz de transmitir a máxima confiança de que um determinado nível de qualidade está a ser alcançado ao mínimo custo. </li></ul>Correcções Análise de resultados === ORGANIZAÇÃO === (empresa / hospital / unidade funcional) Processos (produtos / serviços) Manual da Qualidade (regras de procedimentos e documentação) Sistema da Qualidade (descritivo / normativo / mensurável) Certificação (aceitação num grupo de elite )
    4. 4. Qualidade <ul><li>é uma necessidade </li></ul><ul><li>demonstra preocupação e interesse </li></ul><ul><li>visa satisfazer as necessidades / expectativas dos clientes </li></ul><ul><li>procura identificar essas necessidades / expectativas </li></ul><ul><li>e assegurar a sua satisfação de forma eficaz e eficiente </li></ul>
    5. 5. Pertinência <ul><li>a qualidade está a assumir um papel de destaque crescente em todas as organizações </li></ul><ul><ul><li>a implementação de novas tecnologias , </li></ul></ul><ul><ul><li>o aumento da concorrência e </li></ul></ul><ul><ul><li>a publicação de normativas cada vez mais exigentes </li></ul></ul><ul><li>existe uma pressão crescente junto das organizações resultante de uma acentuada consciência dos cidadãos / clientes para a problemática da qualidade. </li></ul>
    6. 6. Desenvolvimento (SQ) <ul><li>processo de aprendizagem </li></ul><ul><li>processo de implementação e procura de melhorias para aumentar a eficiência: </li></ul><ul><ul><li>satisfação de utentes e acompanhantes </li></ul></ul><ul><ul><li>organização dos serviços </li></ul></ul><ul><ul><li>eficácia dos processos </li></ul></ul><ul><ul><li>clima organizacional e qualidade de vida no trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>prevenção dos riscos clínicos e não clínicos </li></ul></ul><ul><ul><li>promoção de saúde de utentes e colaboradores </li></ul></ul>
    7. 7. Qualidade na Saúde <ul><li>os processos de garantia da qualidade nos serviços de saúde são fundamentais </li></ul><ul><ul><li>serviços em que a segurança de pessoas e bens é crítica </li></ul></ul><ul><ul><li>erros humanos (ou outros) podem provocar danos sérios a doentes e profissionais </li></ul></ul><ul><ul><li>a prevenção tem um valor incalculável </li></ul></ul><ul><ul><li>os clientes dispõem de menor possibilidade de escolha , mantendo o direito a usufruir de uma elevada qualidade de serviço </li></ul></ul>
    8. 8. Vantagens (SQ) <ul><li>medidas organizacionais com capacidade de transmitir a confiança de que um determinado nível de qualidade está a ser atingido permitem </li></ul><ul><ul><li>melhoria da sistematização interna </li></ul></ul><ul><ul><li>maior disciplina de processos </li></ul></ul><ul><ul><li>confiança para os clientes, gestão, colaboradores e accionistas </li></ul></ul><ul><ul><li>menores variações na prestação de serviços (assim como nos custos, falhas e reclamações) potenciando uma maior credibilidade externa </li></ul></ul>
    9. 9. Implementação (SQ) <ul><li>A implementação de um sistema de qualidade parte daquilo que a organização realmente é e do que faz </li></ul><ul><ul><li>não se trata de </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>criar regras dissociadas da actividade normal da organização </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>impostas de fora para dentro </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>mas sim de </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>orientar as decisões e a acção para um determinado objectivo, decorrente da necessidade de garantir a satisfação dos clientes com o desempenho dos serviços prestados. </li></ul></ul></ul>
    10. 10. Implementação (SQ) <ul><li>Implementar um Sistema da Qualidade implica </li></ul><ul><ul><li>envolver todos os colaboradores da Unidade </li></ul></ul><ul><ul><li>criar e manter um clima de motivação e trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>cumprir um calendário de actividades </li></ul></ul><ul><ul><li>obter uma certificação </li></ul></ul><ul><ul><li>se necessário, recorrer a apoio e formação por especialistas em consultoria </li></ul></ul>
    11. 11. Etapas - I <ul><li>Recolha da Informação </li></ul><ul><ul><li>fundamental para entender quais os requisitos necessários e qual a norma que deve ser utilizada </li></ul></ul><ul><li>Definir o âmbito do sistema </li></ul><ul><ul><li>identificar os locais onde a organização vai implementar o sistema da qualidade </li></ul></ul><ul><li>Decidir a norma aplicável </li></ul><ul><ul><li>escolher uma norma de certificação (NP EN ISO 9001:2000) </li></ul></ul><ul><li>Analisar as exigências da norma </li></ul><ul><ul><li>verificar se algumas das exigências estão já em execução </li></ul></ul><ul><ul><li>melhorar algumas destas práticas </li></ul></ul><ul><ul><li>passar a descrição dos processos para o papel </li></ul></ul><ul><ul><li>descrever a forma como se realiza ou vão realizar as diversas actividades </li></ul></ul>
    12. 12. Etapas – II <ul><li>Analisar quem pode fazer o trabalho </li></ul><ul><ul><li>verificar o trabalho que tem que ser feito e quem o pode realizar </li></ul></ul><ul><ul><li>avaliar competências existentes e solicitar ajuda externa </li></ul></ul><ul><li>Analisar o que se faz </li></ul><ul><ul><li>analisar o que o Serviço faz </li></ul></ul><ul><ul><li>identificar os seus processos críticos e eventuais sub-processos </li></ul></ul><ul><ul><li>desenho de fluxogramas : ilustram de forma ordenada o conjunto de etapas, variáveis, entradas e saídas que contribuem para a obtenção de um produto </li></ul></ul><ul><li>Recorrer a ajuda externa </li></ul><ul><ul><li>se necessário: diagnóstico com recurso a um especialista em sistemas de qualidade, para detalhar o trabalho a desenvolver </li></ul></ul><ul><ul><li>os fornecedores de consultoria e formação devem responder a critérios de qualificação reconhecida </li></ul></ul>
    13. 13. Etapas – III <ul><li>Necessidade de formação </li></ul><ul><ul><li>em gestão e garantia da qualidade e nos requisitos da norma </li></ul></ul><ul><ul><li>acções de sensibilização a um número tão alargado quanto possível de colaboradores </li></ul></ul><ul><li>Escrever os procedimentos do sistema </li></ul><ul><ul><li>compilar toda a informação e documentação interna existente </li></ul></ul><ul><ul><li>reunir material em pequenos manuais sectoriais (agrupamentos de intruções), que poderão vir a fazer parte de um procedimento geral </li></ul></ul><ul><li>Envolver as pessoas na elaboração dos documentos </li></ul><ul><ul><li>os colaboradores (d)escrevem: o que fazem, como o fazem, onde o fazem, de que modo executam as suas tarefas e onde as registam. </li></ul></ul>
    14. 14. Etapas – IV <ul><li>Manter as coisas simples </li></ul><ul><ul><li>não criar papeis inúteis </li></ul></ul><ul><ul><li>não inventar formas complicadas de evidenciar coisas simples </li></ul></ul><ul><li>Institucionalizar o sistema </li></ul><ul><ul><li>o colaborador tem de conhecer </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>o que é importante para o seu trabalho e </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>a razão de ser de uma dada exigência do sistema </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>As acções de sensibilização/formação efectuadas previamente são fundamentais para que todos percebam o que deles se espera: </li></ul></ul><ul><li>contributo disciplinado para o sucesso do sistema </li></ul>
    15. 15. Etapas – V <ul><li>Reavaliar constantemente </li></ul><ul><ul><li>o sistema deve constituir a base da melhoria contínua, </li></ul></ul><ul><ul><li>recolhendo ideias e sugestões, </li></ul></ul><ul><ul><li>retendo ocorrências que indicam a necessidade de acção correctiva imediata ou de uma atitude proactiva </li></ul></ul><ul><li>Alterações ao sistema </li></ul><ul><ul><li>os colaboradores devem saber como as podem propôr </li></ul></ul><ul><ul><li>mas todas as alterações têm que ser discutidas, aprovadas e divulgadas antes da sua implementação. </li></ul></ul>
    16. 16. Manual da Qualidade <ul><li>É o documento de referência </li></ul><ul><ul><li>estabelece a política da qualidade </li></ul></ul><ul><ul><li>descreve o sistema de qualidade implementado </li></ul></ul><ul><ul><li>referência para a monitorização de processos, produtos e decisões </li></ul></ul><ul><ul><li>as actividades do serviço devem ser realizadas tal como estão documentadas (ou documentadas tal como estão a ser realizadas) </li></ul></ul><ul><ul><li>o manual da qualidade deve conter orientações práticas </li></ul></ul><ul><li>Uma utilização descuidada pode ter desvantagens </li></ul><ul><ul><li>considerá-las um fim em si e não um meio de obter a satisfação dos clientes </li></ul></ul><ul><ul><li>dar origem a uma excessiva burocratização por exagero de detalhe </li></ul></ul><ul><ul><li>criar um sistema rígido incompatível com a flexibilidade que um serviço necessita </li></ul></ul>
    17. 17. Certificação <ul><li>processo de reconhecimento da existência de determinados requisitos da qualidade nos serviços </li></ul><ul><li>consiste no reconhecimento formal da eficácia dos sistemas da qualidade por uma terceira parte independente </li></ul><ul><li>pressupõe que existem documentos normativos de referência que servem de modelo na avaliação dos serviços ou sistemas da qualidade da organização </li></ul>
    18. 18. Certificação – Auditoria <ul><li>o auditor procurará registos, documentos ou outra evidência objectiva para confirmar se se está a fazer o que os procedimentos escritos no Manual da Qualidade dizem que a organização realiza </li></ul><ul><li>após a certificação serão efectuadas Auditorias de Acompanhamento durante o período de validade da certificação, que corresponde em regra geral a 3 anos </li></ul><ul><li>a organização certificada tem como obrigação: </li></ul><ul><ul><li>manter em funcionamento o sistema da qualidade inicialmente aceite, </li></ul></ul><ul><ul><li>comunicar à entidade certificadora as alterações introduzidas no seu sistema da qualidade e </li></ul></ul><ul><ul><li>cumprir com os encargos de acompanhamento </li></ul></ul>
    19. 19. (E depois da) Certificação <ul><li>A qualidade não termina com a certificação </li></ul><ul><ul><li>está presente no dia-a-dia, </li></ul></ul><ul><ul><li>na permanente identificação das necessidades do mercado, </li></ul></ul><ul><ul><li>na inovação e evolução tecnológica </li></ul></ul><ul><ul><li>na investigação e desenvolvimento de novas terapêuticas, </li></ul></ul><ul><ul><li>no controlo dos processos e contínua valorização e motivação dos diversos elementos que constituem a equipa multidisciplinar da Unidade </li></ul></ul>
    20. 20. Melhoria contínua <ul><li>Um Serviço não deve nunca satisfazer-se com o seu sucesso </li></ul><ul><li>A melhoria contínua deve estar presente em todas as operações e sectores, devendo ser considerada uma ideia fixa e uma meta de todos </li></ul><ul><li>Devem ser descobertas novas oportunidades de melhoria, descobrindo e solucionando os problemas apresentados, eliminando as suas causas </li></ul>
    21. 21. Colaboradores <ul><li>O desempenho do serviço depende da qualidade, motivação, criatividade e envolvimento dos seus colaboradores </li></ul><ul><li>Deve apostar-se no desenvolvimento dos colaboradores e não apenas na tecnologia, através dum processo de educação contínuo (cursos, estágios, mudança de função, reuniões) </li></ul><ul><li>Não são os colaboradores que dependem da empresa, mas sim a empresa que depende dos seus funcionários para realizar os seus objectivos </li></ul>
    22. 22. Caso prático <ul><li>A unidade de radioterapia do HCD foi formalmente certificada em 19 de Julho de 2005 . </li></ul><ul><li>Norma BS EN ISO 9001:2000 </li></ul>
    23. 23. Epílogo <ul><li>Men’s mind, </li></ul><ul><li>once stretched by a new idea, </li></ul><ul><li>never regains </li></ul><ul><li>its original dimensions” </li></ul><ul><ul><li>Oliver Wendell Holmes (1841 – 1935) </li></ul></ul>

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