Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)

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Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)

  1. 1. Como é a rotina de trabalho do físico na Radioterapia Físico Lucas Augusto Radicchi ABFM RT-364 CNEN FT-0317/RA-0081
  2. 2. RADIOTERAPIA “NÃO PODE SER SENTIDA, NÃO CHEIRA, NÃO TEM GOSTO - PRECISA SER DEPOSITADA NO PACIENTE COM PRECISÃO DE ALGUNS “mm” E POUCOS “%” (David Jafray) DOSE ABSORVIDA ENERGIA MÉDIA DEPOSITADA NO MATERIAL POR UNIDADE DE MASSA DO MEIO
  3. 3. . Calibração do equipamento . Especificação do equipamento (compra) . Teste de Aceite, Comissionamento e QA . Medidas e análise dos dados do feixe (tabulação para uso clínico) . Estabelecimento dos procedimentos de cálculo, planejamento e tratamento . Planejamento do tratamento . Estabelecimento dos procedimentos de QA . Supervisionar a manutenção da máquina de tratamento . Educação e treinamento da equipe TG-40 (1994) – Comprehensive QA for radiation oncology
  4. 4. RDC-20 (ANVISA, 2006)
  5. 5. Teleterapia – Acelerador Linear e Telecobaltoterapia Acelerador Linear (AL) Aparelho que usa ondas eletromagnéticas de alta frequência (radiofrequência) para acelerar partículas carregadas (elétrons), a altas energias, através de um tubo linear 59Co + n  g + 60Co Co-60 (cobalto) RADIOTERAPIA
  6. 6. ACELERADOR LINEAR
  7. 7. ACELERADOR LINEAR
  8. 8. CALIBRAÇÃO (DOSIMETRIA)
  9. 9. CALIBRAÇÃO (DOSIMETRIA)
  10. 10. CONCEITOS BÁSICOS Detecção de Radiação DETECTORES
  11. 11. Dosimetria e Controle de Qualidade DETECTORES
  12. 12. CONTROLE DE QUALIDADE
  13. 13. CONTROLE DE QUALIDADE
  14. 14. INSPEÇÃO Desvio repentino e significante, dentro do valor de tolerância Mudança de operador, setup ou manutenção Tratamentos continuam, mas causa investigada AGENDADA Resultados consecutivos próximos ou no valor de tolerância Resultado único fora do valor de tolerância, mas não excessivamente Tratamentos contiunuam, mas investigação agendada (2 dias úteis) IMEDIATA / CORRETIVA Não funcionamento de interlock de segurança Erro extremo em parâmetro dosimétrico Tratamentos suspendidos até o problema ser resolvido TG-142 (2009) – Quality assurance of medical accelerators NÍVEIS DE AÇÃO
  15. 15. PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO Covencional 1D
  16. 16. PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO Covencional 2D
  17. 17. PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO Conformacional 3D
  18. 18. PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO Conformacional 3D
  19. 19. PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO Intensidade Modulada IMRT
  20. 20. PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO Radiocirurgia
  21. 21. Braquiterapia – Alta Taxa de Dose (Ginecológica e Próstata) Ir-192 (irídio) PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO
  22. 22. Braquiterapia – Baixa Taxa de Dose (Próstata e Oftálmica) I-125 (iodo) PLANEJAMENTO DO TRATAMENTO
  23. 23.  Supervisão dos técnicos  Transferência de dados e informações  Ajuda com problemas técnicos (interlocks, computadores, etc) TRATAMENTO
  24. 24. RADIOBIOLOGIA
  25. 25.  Máquina de tratamento (cobalto, acelerador linear, braquiterapia, ortovoltagem, …) ESPECIFICAÇÃO PARA COMPRA  Equipamentos de dosimetria e controle de qualidade (detectores, eletrômetros, acessórios de medidas específicas, scanners, filmes radiológicos, …) X  Upgrades e novas tecnologias (acessórios para radiocirurgia, IGRT, novos softwares de planejamento, …) X
  26. 26. ACEITE E COMISSIONAMENTO
  27. 27.  Manutenção de equipamentos  Atualização de softwares  Rede hospitalar (transferência de arquivos e imagens) SUPERVISIONAR MANUTENÇÃO E REDE
  28. 28.  Residência (físico e médico)  Estágio  Reuniões intra e interdepartamentais ENSINO E PEQUISA  Técnicos em Radioterapia  Pesquisa  Cursos e congressos
  29. 29. Cronograma residencia 1º ano MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO Simulação e Aparelhos X X X X CQ e Dosimetria X X X X Planejamento 3D X X X X X X Planejamento IMRT X X X Planejamento SRS/SRT X HDR Ginecológica X X X HDR Próstata X ESTÁGIO FÉRIAS X 2º ano MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO Simulação e Aparelhos X X CQ e Dosimetria X X X X X X Planejamento 3D X X X X X X Planejamento IMRT X X X X X X Planejamento SRS/SRT X X X X HDR Ginecológica X X HDR Próstata X X X X ESTAGIO X FÉRIAS X 1º ano MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO Cálculo UM X Simulação X TBI X Planejamento 3D X Controle de Qualidade X Dosimetria X HDR Ginecológica e QA X Elétrons X MLC X IMRT X X Estereotaxia Cranial X HDR Próstata X 2º ano MARÇO ABRIL MAIO JUNHO JULHO AGOSTO SETEMBRO OUTUBRO NOVEMBRO DEZEMBRO JANEIRO FEVEREIRO IGRT X Garantia da Qualidade X Gestão da Qualidade X Radioproteção X Normas e Legislação X X Estereotaxia Extracranial X Gating e 4DCT X LDR Próstata X Setor de Física Médica - Departamento de Radioterapia Hospital de Câncer de Barretos - Fundação Pio XII GUIA DE ESTUDO ESCALA Escala e Guia de Estudo - Residência Multiprofissional em Física da Radioterapia
  30. 30. QUALIDADE E SEGURANÇA
  31. 31. QUALIDADE E SEGURANÇA
  32. 32. 23/01/2010 29/10/2009 15/02/2012 01/06/2012 QUALIDADE E SEGURANÇA
  33. 33. PROCESSO = Conjunto de atividades inter-relacionadas que transformam* insumos (entradas) em produtos (saídas) * Transformação deve agregar valor na percepção dos clientes (internos e externos) e exige um certo conjunto de recursos. PROCESSOS -> ATIVIDADES -> TAREFAS ENTRADAS TRANSFORMAÇÃO SAÍDAS QUALIDADE E SEGURANÇA
  34. 34.  Otimização de fluxo do paciente  Férias e horas extras  Escalas de trabalho  Relatórios gerenciais (indicadores) ADMINISTRATIVO
  35. 35. Supervisor de Radioproteção Norma CNEN-NN-3.03 (1999) CNEN (“Comissão Nacional de Energia Nuclear”) RADIOPROTEÇÃO
  36. 36. RADIOPROTEÇÃO Supervisor de Radioproteção (CNEN) -> normas www.inca.gov.br www.ipen.br www.cnen.gov.br
  37. 37. Programa de Monitoração MONITORAMENTO DA RADIAÇÃO
  38. 38. Monitoração de área e individual MONITORAMENTO DA RADIAÇÃO
  39. 39. CONCEITOS BÁSICOS Princípios contra irradiação externa TEMPO DISTÂNCIA BLINDAGEM
  40. 40. Lei da Atenuação Exponencial CONCEITOS BÁSICOS BLINDAGEM
  41. 41. Cálculo de Blindagem CÁLCULO DE BLINDAGEM
  42. 42. CONFIGURAÇÃO DO SERVIÇO
  43. 43.  Fundamento teórico (física e matemática)  Trabalho em equipe (multidisciplinar)  Inglês (leitura obrigatória)  Informática (softwares específicos, programação)  Comunicação (ensino e relacionamento interpessoal) REQUISITOS “ÓBVIOS”
  44. 44.  Fundamento teórico (eletrônica, estatística, imagens médicas)  Trabalho em equipe (gestão de pessoas e liderança)  Inglês (conversação)  Informática (Excel, redes)  Comunicação (educação continuada da equipe, conferências)  Flexibilidade de horários (inclusive noturnos e finais de semana)  Agilidade para tomar decisões  Foco no paciente (gestão da qualidade total)  Visão de negócio REQUISITOS “NÃO ÓBVIOS”
  45. 45.  Melhores centros formadores (graduação, pós-graduação, especializações)  Expansão da atuação em outras áreas médicas (radiodiagnóstico e medicina nuclear)  Regulamento da profissão  Programa de expansão da Radioterapia “FUTURO”
  46. 46.  Melhores centros formadores (graduação, pós-graduação, especializações)  Expansão da atuação em outras áreas médicas (radiodiagnóstico e medicina nuclear)  Regulamento da profissão  Programa de expansão da Radioterapia “FUTURO”
  47. 47. FÍSICO MÉDICO NA RADIOTERAPIA ESTÁGIO SUPERVISOR CNEN MESTRADO GRADUAÇÃO DOUTORADO APRIMORAMENTO ATUAÇÃO PROFISSIONAL ESPECIALISTA ABFM MESTRADO DOUTORADO
  48. 48. O Físico Médico no hospital: i. Controle de qualidade de equipamentos ii. Supervisor de Proteção Radiológica iii. Planejamento do tratamento iv. Dosimetria v. Estabelecimento de protocolos de imagens e tratamentos vi. Levantamento radiométrico vii. Gerência de material radioativo viii. Qualidade e segurança dos tratamentos e diagnósticos ix. Administração de pessoas e processos RESUMINDO…
  49. 49. luradicchi@gmail.com

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