SlideShare uma empresa Scribd logo
FACULDADE ADVENTISTA
PARANAENSE
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
EM RADIOTERAPIA
ANTINEOPLÁSICA
Enfº Eliézer Mello
eliezer_mello@yahoo.com.br
O que é Radiação?
• É energia que se propaga no espaço a
partir de uma fonte, que pode ser por
meio de partículas ou ondas
eletromagnéticas.
Tipos de Radiação
• Ionizante
• Não Ionizante
Estrutura da Matéria
Prótons (+)
Nêutrons
Elétrons (-)
Eletrosfera
Núcleo
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
•
O que é ionizar?
• Nenhum homem gosta de ir a uma festa que só tenha
homens. O mesmo vale para uma mulher numa festa repleta
de mulheres. A situação agradável para ambas as partes é,
então, um equilíbrio entre o número de pessoas do sexo
feminino e do sexo masculino.
• Numa dessas festas na qual haja um equilíbrio entre homens
e mulheres, pode de repente vir uma dessas mães e levar
uma menina embora. Pronto, acabou a harmonia!
Desintegrou o grupo!
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
•
O que é ionizar?
• Num átomo, o equilíbrio se dá pela igualdade de prótons
(positivos) e elétrons (negativos), que torna o átomo neutro
como um todo.
• Uma radiação ionizante, por sua vez, pode desfazer o
equilíbrio de um átomo, arrancando um ou mais de seus
elétrons (desintegrando o átomo) e o deixando positivo. Esse
átomo positivo é um íon, daí a palavra ionizante, que é a
capacidade de ionizar, de formar íons.
Radiação Ionizante
Íon Θ
Íon ⊕
•Num átomo, o equilíbrio se dá pela igualdade de prótons (positivos) e
elétrons (negativos), que torna o átomo neutro como um todo.
Ionização
• Processo pelo qual um átomo neutro
adquire uma carga elétrica:
Fóton
Ionização Elétron Livre
Radiobiologia
Interação radiação-célula
Transferência total ou
parcial de energia
provocando ionização
• Direta: Ionização direta do
DNA (maior letalidade)
• Indireta: através da quebra
do H2O→ H+
+ OH-
OH-
quebra DNA
Radiação Eletromagnética
• Onda Eletromagnética que transporta energia e
se propaga pelo espaço ou através de um meio
material:
Comprimento de onda (λ)
λ
hc
E =
Radiação Eletromagnética
λ
Radiação de Baixa Energia
(Exemplo: Ondas de Rádio e TV)
λ
Radiação de Alta Energia
(Exemplo : Raios X)
pouca interação com a matéria
grande interação com a matéria
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
• Conceito:
É a modalidade terapêutica que utiliza as radiações
ionizantes para o tratamento do câncer, tem por objetivo
atingir as células malignas, impedindo sua multiplicação
por mitose e/ou determinando a morte celular
(BRASIL,2002).
O que é Radioterapia?
• É o emprego das radiações ionizantes
com o objetivo de destruir ou inibir o
crescimento de células doentes do
organismo (especialmente o câncer);
• Especialidade médica que utiliza a
radiação com fins terapeuticos.
Radioterapia
Modalidades de Tratamento
• Teleterapia: quando a fonte está a certa
distância do paciente.
Radioterapia
Modalidades de Tratamento
• Braquiterapia: quando a fonte radioativa
está em contato ou próximo do volume
alvo.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Os tipos de tratamentos radioterápicos utilizados no controle
de câncer são (RODRIGUES, 2007):
• TELETERAPIA
Consite na terapia à distância, ou seja, a fonte emissora de
radiação fica a mais ou menos 1 metro do paciente. Nesta
categoria, enquadram-se os feixes de raios X, de raios gama,
elétrons de alta energia e nêutrons.
• BRAQUITERAPIA
É a terapia de curta distância onde, uma fonte encapsulada
ou um grupo destas fontes são tutilizadas para liberação de
radiação Beta ou Gama a uma distância de poucos
centímetros da massa tumoral.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
• BRAQUITERAPIA
– Superficial: A fonte radioativa é colocada sobre a
superfície do tumor ou sobre a pele.
– Intracavitária: A fonte radioativa é introduzida em
cavidades do organismo (traquéia, esôfago, vagina, reto,
uretra, etc) adjacentes aos tumores.
– Intraluminal: A fonte de radiação é introduzida
rapidamente dentro do lúmen ou da luz de certas
cavidades do corpo, por exemplo, a árvore brônquica, no
tratametno do câncer de pulmão.
– Intersticial: a fonte radioativa é inserida na forma de
implantes temporários ou permanentes, através de
agulhas ou tubos de material plástico que passam através
do tumor. Ex: Tratamento de câncer de próstata com
sementes de iodo.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
• Radiobiologia Celular (BARBIERI & NOVAES, 2005):
– Todas as células podem ser alteradas pela radiação em
vários sentidos e em vários graus.
– Os tecidos cuja atividade funcional não requerem renovação
celular como, por exemplo, os tecidos muscular e nervoso,
são mais resistentes à radiação.
– A tolerância do organismo à radiação varia de acordo com os
seguintes parâmetros de natureza física: dose, duração do
tratamento (tempo), volume tecidual e qualidade da radiação.
– Segundo esse parâmetros, define-se qual a sensibilidade e
curabilidade de um tumor pela radioterapia.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
• Radiossensibilidade (OTTO, 2002):
– Significa a sensibilidade das células normais ou tumorais
à radiação.
– A radiossensibilidade de uma célula está relacionada com
o momento da vida celular em que ela se encontra.
– A célula “em repouso” (fase G0) é muito mais resistente
do que quando se encontra na fase M.
– Quanto mais indiferenciado for um tumor e mais
proliferativo um tecido normal, maior será a sua
radiossensibilidade.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
• Radiocurabilidade (BRASIL, 2002):
– Significa que as relações de sensibilidade à radiação da
células tumorais e normais são tais que a dose curativa da
radiação pode aplicar-se regularmente, sem lesão
excessiva para os tecidos normais adjacentes ao tumor.
– A escolha ou determinação da dose de tratamento
depende da comparação entre a possibilidade de cura
clínica e a possibilidade tecidual de regeneração e
renovação. Depende, também, da finalidade do
tratamento.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
• Efeitos Radiobiológicos e Fracionamento (OTTO, 2002):
– A irradiação de doses elevadas produz maiores lesões
quando aplicadas de uma única vez, do que que a mesma
dose aplicada de dorma fracionada.
– O fracionamento da dose deminui a incidência de efeitos
colaterais graves.
– O período do tratamento pode variar de horas a meses.
– O esquema de aplicação dependerá da dose total
calculada e da avaliação do radioterapeuta.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Avanço nas técnicas de Tratamento em Radioterapia:
• Sistemas robotizados de braquiterapia, as fontes radioativas
seladas inseridas em aplicadores especiais, são empregados
no paciente através de um sitema que carrega previamente o
material radioativo e o aplica posteriormente por controle
remoto, via computador, com taxas de dose variadas (alta
taxa de dose e baixa taxa de dose).
• O avanço da informática e o estudo das imagens ocorrido na
década de 1980 permitiram que os tratamentos com
radiações ionizantes, tanto na radioterapia externa como na
braquiterapia, ganhassem em precisão e exatidão.
• Hoje, apartir dos dados obtidos por tomografia
computadorizada (TC) ou ressonância nuclear magnética
(RNM) pode-se identificar o tumor (volume-alvo) com mais
precisão e tratar com maior exatidão, diminuindo a toxicidade
sobre o tecido adjacente.
Planejamento Radioterápico
• Papel fundamental tanto na Teleterapia como
na Braquiterapia
• Etapas do Planejamento (Teleterapia)
– Simulação
• Tomografia ou Rx Convencional
– Delineamento dos Alvos (CT)
– Cálculo de Dose
– Verificação do Tratamento
Planejamento 2D
• Simulador (Acuity)
• Os volumes de interesse no planejamento do
tratamento:
– GTV (“Gross tumor volume”), definido como toda
doença macroscópica detectável, incluindo linfonodos
regionais aumentados;
– CTV (“clinical target volume”) que consiste do GTV
mais regiões consideradas de alto risco para doença
microscópica;
– PTV (“planning target volume”), que fornece margem ao
CTV prevendo variações no setup diário e movimentos
anatômicos durante o tratamento, como a respiração.
Delineamento
PTV
GTV/CTV
OR
Imobilizadores
Imobilizadores
Imobilizadores
Blocos de Colimação
Colimadores de Multi-Lâminas
Campos de Radiação
• Colimadores do AL;
– Blocos de Cerrobend
• Colimadores Multifolhas;
Colimador Multi-folhas
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Finalidades da radioterapia (NOVAES, 2005)
• Curativa: Quando é utilizada como tratamento principal, tem
por objetivo obter a cura da neoplasia, utilizada em certos
cânceres na fase inicial, por exemplo, pele, próstata, laringe e
outros.
• Paliativa: Busca a remissão de sintomas secundários à
progressão do cêncer, quando este não é passível de cura,
com o objetivo de promover a melhora na qualidade de vida
do paciente.
– Ex: anti-hemorrágica; anti-álgica; diminuir compressão
(Síndrome de Compressão da Veia dava Superior,
Síndrome de Compressão Medular).
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Quando a cirurgia é o tratamento principal a radioterapia é
classificada como:
• Adjuvante: Realizada após a cirurgia, com o objetivo de se
prevenir recidiva local e na cadeia ganglionar relacionada. Ex:
Câncer de mama: radiação do plastrão, axila e fossa
supraclavicular.
• Neo-adjuvante: Utilizada antes do tratamento cirúrgico, com o
objetivo de diminuir o tamanho deo tumor e melhor as
condições de ressecção cirúrgica (tornar tumores irresecáveis
passíveis de ressecção, possibilitar a realização de cirurgias
menos mutilantes).
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Descrição do tratamento (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002):
• Apenaz o médico radioterapeuta pode prescrever o
tratamento radioterápico.
• A prescrição da dose de radiação é feita pelo radioterapeuta.
• Os cálculos para administração de doses sobre tumor, com
menor dano aos tecidos adjecentes são realizados pelo
físico-médico.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Sequencia do tratamento (BRASIL,2002; NOVAES,2005):
• Consulta de primeira vez com o radioterapeuta;
• Definição do tipo de tratamento;
• Definição do volume alvo;
• Escolha da energia ideal (elétrons ou fótons);
• Dose (única ou fracionada);
• Distribuição de campos (áreas) que serão irradiados;
• Conferência dos cálculos (físico e radioterapeuta);
• Acompanhamento médico e de enfermagem durante o
tratamento;
• Encaminhamento para a clínica de origem após o término do
tratamento proposto.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Na teleterapia:
• Antes de iniciar o tratamento é feita a simulação utilizando
raios X e a fluoroscopio, produzido por um aparelho chamado
simulador (capaz de realizar todos os movimentos de um
aparelho de tratamento), para identificar o volume-alvo pelas
referências ósseas e fornecer ao radioterapeuta dados para
delineação dos campos de radiação.
• Campo de radiação é a delimitação do volume alvo (tumor)
através da demarcação da pele com uma tinta vermelha, a
tintura de castelano, para realizar o tratamento radioterápico.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Na teleterapia:
• O paciente deve ser orientado sobre as condutas de
conservação da marcação durante o período de
tratamento.
• A imibilização do paciente na sala de tratamento pode
ser conseguida mediante o uso de acessórios como
espuma (coxins), plásico, máscaras ou outros mateiais
especiais inclusive os raios laser de vital importância
para posicionamento do paciente.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Na teleterapia:
• Durante as aplicações o paciente permanecerá imóvel,
com a região a ser irradiada descoberta.
• O tempo de cada aplicação varia de 1 a 5 minutos.
• O paciente permanecerá sozinho na sala de tratemnto,
porém será observado pelo técnico de radioterapia
através de um circuito interno de TV na sala de controle.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Programas de controle de garantia da qualidade e radioproteção
(BRASIL,2002):
• Testes periódicos nos sitemas de segurança;
• Condições gerais do aparelho;
• Avaliação da fontes;
• Controle dos pacientes.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
RADIOTOXICIDADE
• Os efeitos tóxicos do tratamento radioterápico vão
depender da localização do tumor, da energia
utilizada, do volume de tecido irradiado, da dose
total e do estado geral do paciente.
• Algumas reações são comuns aos paciente e
independem do local de aplicação: a fadiga, as
reações de pele e inapetência, que costumam
aparecer após a 2ª semana de tratamento.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Classificação quanto ao tempo de ocorrência das reações:
• Reações agudas: surgem durane ou até um mês após o
término do tratamento;
• Reações intermediárias: Surgem entre 1 a 3 meses após o
término do tratamento;
• Reações tardias: surgem de 3 a 6 meses ou até anos após
o fim do tratemento.
RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
Assistência de Enfermagem em Radioterapia
A Consulta de enfermagem em Radioterapia tem como
objetivos conhecer a história, o tratamento proposto,
identificar as necessidades dos pacientes, os
diagnósticos de enfermagem e elaborar plano de
cuidados.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Para que o enfermeiro tenha segurança para desempenhar
estas atividades, necessita conhecer (BRASIL, 2002):
• Princípios de Radioterapia;
• Finalidades da Radioterapia;
• Se a Radioterapia vai ser administrada isolada ou combinada
com outras modalidades de tratamento (ex: Quimioterapia);
• Principais características dos efeitos colaterais mais frequentes
• Medidas necessárias para diminuir os efeitos mais frequentes.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Durante a consulta de enfermagem devem ser fornecidas
orientações sobre (RODRIGUES, 2007);
• Os objetivos do tratamento;
• A marcação do campo que será irradiado no caso de
Teleterapia, e cuidados para mantê-la durante o tratamento;
• Como será realizado o tratamento (tipo, posicionamento,
preparo, duração);
• No caso de teleterapia é importante ressaltar que o cliente não
fica radioativo, nem sendo necessário isolamento;
• Prevenção da complicações e minimização dos efeitos colaterais
inevitáveis.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
No caso de pacientes que serão submetidos à
Braquiterapia, de acordo com Otto (2002) ainda devem
ser fornecidas orientações sobre:
• Preparo do cliente antes da terapia;
• Procedimentos relacionados à terapia;
• Restrição de visita: proibir visitas de menores e de
gestantes ou mulheres que estejam planejando
engravidar;
• Necessidades de isolamento temporário;
• O cliente permanece num quarto monitorado por
circuito interno de TV;
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
• Serão prestados os cuidados essenciais de enfermagem, porém
o tempo de permanência junto ao cliente será o menor possível;
• Dependendo do procedimento a atividade física pode ficar
limitada, sendo recomendadas atividades de lazer como
televisão, leitura, palavra-cruzada, etc.
• Após a alta hospitalar deve ser observada a presença de efeitos
colaterais tardios:
– Implantes pélvicos: diarréia, disúria, infecção urinária, estenose
de vagina (neste último caso a paciente deve ser orientada a
fazer exercícios de dilatação vaginal três vezes por semana até
um ano apoós o tratamento radioterápico).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
• Efeitos colaterais da Radioterapia;
• Diagnósticos de Enfermagem;
• Intervenção de Enfermagem na prevenção e manejo da
toxicidade secundária ao tratamento radioterápico.
Tendo como base as recomendações do Munistério da Saúde
(2002); Otto (2002); Rodrigues (2005); Nanda (2006).
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
MUCOSITE
• Diagnóstico de enfermagem:
– Mucosa oral prejudicada relacionada à irradiação de cabeça e
pescoço.
• Intervenção de enfermagem (recomendar aos Pacientes):
– Higiene bucal cuidadosa sempre que se alimentar;
– Gargarejos e bochechos de solução alcalina (solução de água
fervida + bicarbonato de sódio), à temperatura embiente;
– Evitar alimentos quentes, ácidos e sólidos;
– Retirar próteses dentárias móveis, se existentes;
– Utilizar borrifos de anestésido local na cavidade bucal e
orofaringe antes da refeição, em caso de dor à deglutição;
– Evitar tratamento dentário;
– Orientar ingesta hídrica.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Diagnóstico de enfermagem:
– Náusea relacionada à exposição da mucosa gástrica no
campo de irradiação.
• Intervenção de enfermagem:
– Dieta branda, refeiçoes pequenas e frequentes, preferir
alimentos frios;
– Evitar condimentos e alimentos ácidos e gordurosos;
– Evitar ingerir líquidos durante as refeiçoes;
– Ingestão de líquidos gelados ou à temperatura ambiente;
– Orientar sobre o uso de antieméticos, se prescrito.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
• Diagnóstico de enfermagem:
– Diarréia relacionada à exposição da mucosa
intestinal ao campo de irradiação;
• Intervenção de enfermagem:
– Orientar dieta branda e pobre em fibras e
gorduras;
– Orientar sobre reposição hidroeletrolítica oral
(soro caseiro, água de coco);
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Diagnóstico de enfermagem:
– Fadiga relacionada ao tratamento radioterápico;
– Intolerância à atividade relacionada a fraqueza
generalizada e/ou anemia secundária ao tratamento
radioterápico.
• Intervenção de enfermagem:
– Monitorar hemograma;
– Reposição nutricional;
– Extímulo ao repouso e relaxamento;
– Apoio emocional para reforçar a importância da
continuidade do tratamento; explicando-se também que a
fadiga é temporária.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Diagnóstico de enfermagem:
– Risco de integridade da pele prejudicada relacionada ao
tratamento radioterápico.
• Intervenção de enfermagem:
– Manter a pele do campo de tratamento o mais
possivelmente seca e livre de irritações;
– Não usar loções, cremes, talcos, desodorantes ou álcool;
usar somente o que for recomendado pelo médico, ou
enfermeiro;
– Lavar a pele do campo de tratamento com água morna
apenaz, e secar sem esfregar; recomenda-se o uso de
sabonete neutro e sem perfume;
– Evirar vestir roupas justas (lycras, jens);
– Não usar esparadrapo ou adesivo sobre a pele.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA
– Evitar extremos de calor e frio (bolsa de água quente ou gelo) sobre a
pele irradiada;
– Evitar o contato de tecidos sintéticos com a área tratada; o algodão é
menos irritante e mais confortável;
– Não esfregar, coçar, arranhar ou esfregar a pele irradiada;
– Nas áreas pilosas, não usar lâminas de barbear, nem navalha. Usar
barbeador elétrico durante o tratamento;
– Proteger a área do tratamento da exposição solar com uso de filtro solar
nº 30.
– Continuar a tomar precauções durante seis meses a um ano após o
tratamento, devido ao risco de que sejam causados danos severos à
pele, inclusive tumores malignos;
– Manter a pele do campo de tratamento hidratada, seguindo o protocolo
de prevenção de radioepitelite da instituição, com o uso de Aloe Vera ou
Ácidos Graxos Essenciais (AGE) no campo demarcado;
– Comparecer semanalmente à revião médica e de enfermagem;
– Estimular ingesta hídrica.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Diagnóstico de enfermagem:
– Risco de nutrição desequilibrada menos do que as
necessidade corporais, relacionada a dificuldade para
ingerir alimento, secundária ao tto radioterápico.
• Intervenção de enfermagem:
– Recomendar aos pacientes o fracionamento da dieta e a
ingestão de refeições leves e a intervalos curtos e em
pequenas quantidade;
– A adequação da dieta deverá da preferência à qualidade
dos alimentos ingeridos e não à quantidade;
– O encaminhamento ao nutricionista nos casos mais
agudos ou graves.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM
RADIOTERAPIA
Diagnóstico de enfermagem:
– Risco para a imagem corporal prejudicada ralacionada ao
tratamento radioterápico; Risco para a integuidade da pele do
couro cabeludo prejudicada, relacionado ao tratamento
radioterápico.
• Intervenção de enfermagem:
– Evitar lavar e manipular excessivamente os cabelos durante a
terapia;
– Usar xampu suave e lavar os cabelos a cada 4 a 7 dias;
– Evitar escovar excessivamente;
– Evitar o uso de secadores elétricos, elásticos, pregadores,
presilhas e grampos;
– Evitar tintura ou descoloração dos cabelos;
– Proteger a cabeça;
– Proteger o couro cabeludo da exposição solar.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Tomografia Computadorizada - Introdução
Tomografia Computadorizada - IntroduçãoTomografia Computadorizada - Introdução
Tomografia Computadorizada - Introduçãocelais0814
 
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIAEQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIAWillian R. Bandeira
 
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologiaEquipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologiaHeraldo Silva
 
Meios de contraste 2
Meios de contraste 2Meios de contraste 2
Meios de contraste 2Edna Souza
 
Proteçao radiologica
Proteçao radiologicaProteçao radiologica
Proteçao radiologicaÁlex Jesus
 
Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...
Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...
Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...Wendesor Oliveira
 
Radiologia Contrastada - por Eduarda Gobbi
Radiologia Contrastada - por Eduarda GobbiRadiologia Contrastada - por Eduarda Gobbi
Radiologia Contrastada - por Eduarda GobbiEduarda Gobbi
 

Mais procurados (20)

Aula 06 densitometria
Aula 06 densitometriaAula 06 densitometria
Aula 06 densitometria
 
Medicina nuclear
Medicina nuclearMedicina nuclear
Medicina nuclear
 
Tomografia Computadorizada - Introdução
Tomografia Computadorizada - IntroduçãoTomografia Computadorizada - Introdução
Tomografia Computadorizada - Introdução
 
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIAEQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS DE RADIOLOGIA
 
Aula 02 proteção radiológica
Aula 02 proteção radiológicaAula 02 proteção radiológica
Aula 02 proteção radiológica
 
RADIOLOGIA DIGITAL
RADIOLOGIA DIGITALRADIOLOGIA DIGITAL
RADIOLOGIA DIGITAL
 
Braquiterapia aplicada na radioterapia
Braquiterapia aplicada na radioterapiaBraquiterapia aplicada na radioterapia
Braquiterapia aplicada na radioterapia
 
Ressonancia magnetica
Ressonancia magneticaRessonancia magnetica
Ressonancia magnetica
 
Meios de contraste: TC e RM
Meios de contraste: TC e RMMeios de contraste: TC e RM
Meios de contraste: TC e RM
 
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologiaEquipamentos e Acessórios em radioimaginologia
Equipamentos e Acessórios em radioimaginologia
 
Meios de contraste 2
Meios de contraste 2Meios de contraste 2
Meios de contraste 2
 
INTRODUÇÃO A RADIOLOGIA
INTRODUÇÃO A RADIOLOGIAINTRODUÇÃO A RADIOLOGIA
INTRODUÇÃO A RADIOLOGIA
 
Tomografia computadorizada
Tomografia computadorizadaTomografia computadorizada
Tomografia computadorizada
 
Medicina nuclear
Medicina nuclearMedicina nuclear
Medicina nuclear
 
Aula 03 proteção radológica
Aula 03 proteção radológicaAula 03 proteção radológica
Aula 03 proteção radológica
 
Radioterapia
RadioterapiaRadioterapia
Radioterapia
 
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA-ATUALIZAÇÃO
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA-ATUALIZAÇÃORESSONÂNCIA MAGNÉTICA-ATUALIZAÇÃO
RESSONÂNCIA MAGNÉTICA-ATUALIZAÇÃO
 
Proteçao radiologica
Proteçao radiologicaProteçao radiologica
Proteçao radiologica
 
Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...
Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...
Radioterapia - braquiterapia - teleterapia - introdução a radioterapia, colim...
 
Radiologia Contrastada - por Eduarda Gobbi
Radiologia Contrastada - por Eduarda GobbiRadiologia Contrastada - por Eduarda Gobbi
Radiologia Contrastada - por Eduarda Gobbi
 

Destaque

Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)
Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)
Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)Lucas Radicchi
 
Sistemas de Qualidade em Radioterapia
Sistemas de Qualidade em RadioterapiaSistemas de Qualidade em Radioterapia
Sistemas de Qualidade em RadioterapiaRui P Rodrigues
 
Mestrado em Radioterapia
Mestrado em RadioterapiaMestrado em Radioterapia
Mestrado em RadioterapiaRui P Rodrigues
 
Radioterapia química
Radioterapia químicaRadioterapia química
Radioterapia químicaLaylis Amanda
 
Técnicas de Tratamento em Radioterapia
Técnicas de Tratamento em RadioterapiaTécnicas de Tratamento em Radioterapia
Técnicas de Tratamento em RadioterapiaRui P Rodrigues
 
Fundamentos de quimioterapia
Fundamentos de quimioterapiaFundamentos de quimioterapia
Fundamentos de quimioterapiaLucia Lima
 
03 braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio
03   braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio03   braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio
03 braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrioONCOcare
 
Radiation prostheses./ Labial orthodontics
Radiation prostheses./ Labial orthodonticsRadiation prostheses./ Labial orthodontics
Radiation prostheses./ Labial orthodonticsIndian dental academy
 
Abordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapia
Abordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapiaAbordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapia
Abordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapiaMauricio Lema
 
A radioterapia no carcinoma localizado da próstata
A radioterapia no carcinoma localizado da próstataA radioterapia no carcinoma localizado da próstata
A radioterapia no carcinoma localizado da próstataRui P Rodrigues
 
Radioterapia no Cancro do Pulmão
Radioterapia no Cancro do PulmãoRadioterapia no Cancro do Pulmão
Radioterapia no Cancro do PulmãoRui P Rodrigues
 
Radioterapia no Cancro da Próstata
Radioterapia no Cancro da PróstataRadioterapia no Cancro da Próstata
Radioterapia no Cancro da PróstataRui P Rodrigues
 
CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)
CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)
CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)Mauricio Lema
 
Técnicas de Braquiterapia
Técnicas de BraquiterapiaTécnicas de Braquiterapia
Técnicas de BraquiterapiaRui P Rodrigues
 
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJProgrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJAlex Eduardo Ribeiro
 
Radioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana Helito
Radioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana HelitoRadioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana Helito
Radioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana HelitoOncoguia
 
Fisioterapia respiratoriaa=manuvacometria
Fisioterapia respiratoriaa=manuvacometriaFisioterapia respiratoriaa=manuvacometria
Fisioterapia respiratoriaa=manuvacometriaPedro Henrique
 

Destaque (20)

Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)
Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)
Como é trabalhar em um serviço de radioterapia (físico médico)
 
Sistemas de Qualidade em Radioterapia
Sistemas de Qualidade em RadioterapiaSistemas de Qualidade em Radioterapia
Sistemas de Qualidade em Radioterapia
 
Mestrado em Radioterapia
Mestrado em RadioterapiaMestrado em Radioterapia
Mestrado em Radioterapia
 
Radioterapia química
Radioterapia químicaRadioterapia química
Radioterapia química
 
Técnicas de Tratamento em Radioterapia
Técnicas de Tratamento em RadioterapiaTécnicas de Tratamento em Radioterapia
Técnicas de Tratamento em Radioterapia
 
Fundamentos de quimioterapia
Fundamentos de quimioterapiaFundamentos de quimioterapia
Fundamentos de quimioterapia
 
03 braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio
03   braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio03   braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio
03 braquiterapia x teleterapia adjuvante nos tumores iniciais de endométrio
 
Radiation prostheses./ Labial orthodontics
Radiation prostheses./ Labial orthodonticsRadiation prostheses./ Labial orthodontics
Radiation prostheses./ Labial orthodontics
 
Abordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapia
Abordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapiaAbordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapia
Abordaje y manejo de las náuseas y vómito asociadas a la quimioterapia
 
A radioterapia no carcinoma localizado da próstata
A radioterapia no carcinoma localizado da próstataA radioterapia no carcinoma localizado da próstata
A radioterapia no carcinoma localizado da próstata
 
Radioterapia no Cancro do Pulmão
Radioterapia no Cancro do PulmãoRadioterapia no Cancro do Pulmão
Radioterapia no Cancro do Pulmão
 
Radioterapia no Cancro da Próstata
Radioterapia no Cancro da PróstataRadioterapia no Cancro da Próstata
Radioterapia no Cancro da Próstata
 
CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)
CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)
CES201701 - Principios de radioterapia (Dr. David Gómez)
 
Técnicas de Braquiterapia
Técnicas de BraquiterapiaTécnicas de Braquiterapia
Técnicas de Braquiterapia
 
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJProgrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
Progrma de Qualidade em Radioterapia - INCA/RJ
 
Radioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana Helito
Radioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana HelitoRadioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana Helito
Radioterapia no Tratamento Ginecológico - Juliana Helito
 
Fisioterapia respiratoriaa=manuvacometria
Fisioterapia respiratoriaa=manuvacometriaFisioterapia respiratoriaa=manuvacometria
Fisioterapia respiratoriaa=manuvacometria
 
RADIOTERAPIA: HISTÓRICO
RADIOTERAPIA: HISTÓRICORADIOTERAPIA: HISTÓRICO
RADIOTERAPIA: HISTÓRICO
 
Radioterapia
RadioterapiaRadioterapia
Radioterapia
 
QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICAQUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
QUIMIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA
 

Semelhante a Radioterapia antineoplásica

Benefcios da-radiao-raios-x1848
Benefcios da-radiao-raios-x1848Benefcios da-radiao-raios-x1848
Benefcios da-radiao-raios-x1848rodrison
 
Benefícios da Radiação - Raios X
Benefícios da Radiação - Raios XBenefícios da Radiação - Raios X
Benefícios da Radiação - Raios XProfªThaiza Montine
 
Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes
Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes
Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes Fabiano Ladislau
 
Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3
Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3
Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3marioaraujorosas1
 
Papel das terapias ablativas nas metástases hepáticas
Papel das terapias ablativas nas metástases hepáticasPapel das terapias ablativas nas metástases hepáticas
Papel das terapias ablativas nas metástases hepáticasCirurgia Online
 
AULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdf
AULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdfAULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdf
AULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdfJosivaldoSilva32
 
Assistência de enfermagem na radioterapia
Assistência de enfermagem na radioterapiaAssistência de enfermagem na radioterapia
Assistência de enfermagem na radioterapiaAretusa Delfino
 
Seminario cancer pulmão joice
Seminario cancer pulmão joiceSeminario cancer pulmão joice
Seminario cancer pulmão joiceJoice Vernini
 
AULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA
AULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA
AULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETAAyrttonAnacleto3
 
Proteção Radiologica palestra
Proteção Radiologica palestraProteção Radiologica palestra
Proteção Radiologica palestraRenata Cristina
 

Semelhante a Radioterapia antineoplásica (20)

Radioterapia
RadioterapiaRadioterapia
Radioterapia
 
Benefcios da-radiao-raios-x1848
Benefcios da-radiao-raios-x1848Benefcios da-radiao-raios-x1848
Benefcios da-radiao-raios-x1848
 
Radioterapia INTRODUCAO
Radioterapia INTRODUCAORadioterapia INTRODUCAO
Radioterapia INTRODUCAO
 
Radioterapia 2009
Radioterapia 2009Radioterapia 2009
Radioterapia 2009
 
Benefícios da Radiação - Raios X
Benefícios da Radiação - Raios XBenefícios da Radiação - Raios X
Benefícios da Radiação - Raios X
 
Artigo bioterra v17_n2_06
Artigo bioterra v17_n2_06Artigo bioterra v17_n2_06
Artigo bioterra v17_n2_06
 
Radioterapia_2009.pptx
Radioterapia_2009.pptxRadioterapia_2009.pptx
Radioterapia_2009.pptx
 
Radioterapia e suas técnicas.
Radioterapia e suas técnicas.Radioterapia e suas técnicas.
Radioterapia e suas técnicas.
 
Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes
Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes
Palestra de Efeitos Biológicos das Radiações Ionizantes
 
Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3
Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3
Apresentação3.pptx fisica das radiaçaaooooo3
 
Papel das terapias ablativas nas metástases hepáticas
Papel das terapias ablativas nas metástases hepáticasPapel das terapias ablativas nas metástases hepáticas
Papel das terapias ablativas nas metástases hepáticas
 
AULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdf
AULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdfAULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdf
AULA 1 - RADIOTERAPIA INTRODUÇÃO E HISTÓRIA.pdf.pdf
 
Assistência de enfermagem na radioterapia
Assistência de enfermagem na radioterapiaAssistência de enfermagem na radioterapia
Assistência de enfermagem na radioterapia
 
Aplicação da radioatividade na medicina
Aplicação da radioatividade na medicinaAplicação da radioatividade na medicina
Aplicação da radioatividade na medicina
 
Seminario cancer pulmão joice
Seminario cancer pulmão joiceSeminario cancer pulmão joice
Seminario cancer pulmão joice
 
AULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA
AULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA
AULA 6 COMPLETA AULA 6 COMPLETAAULA 6 COMPLETA
 
"Somos Físicos" Medicina Nuclear
"Somos Físicos" Medicina Nuclear"Somos Físicos" Medicina Nuclear
"Somos Físicos" Medicina Nuclear
 
Radioatividade
RadioatividadeRadioatividade
Radioatividade
 
RADIOTERAPIA.pdf
RADIOTERAPIA.pdfRADIOTERAPIA.pdf
RADIOTERAPIA.pdf
 
Proteção Radiologica palestra
Proteção Radiologica palestraProteção Radiologica palestra
Proteção Radiologica palestra
 

Radioterapia antineoplásica

  • 1. FACULDADE ADVENTISTA PARANAENSE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Enfº Eliézer Mello eliezer_mello@yahoo.com.br
  • 2. O que é Radiação? • É energia que se propaga no espaço a partir de uma fonte, que pode ser por meio de partículas ou ondas eletromagnéticas.
  • 3. Tipos de Radiação • Ionizante • Não Ionizante
  • 4. Estrutura da Matéria Prótons (+) Nêutrons Elétrons (-) Eletrosfera Núcleo
  • 5. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • O que é ionizar? • Nenhum homem gosta de ir a uma festa que só tenha homens. O mesmo vale para uma mulher numa festa repleta de mulheres. A situação agradável para ambas as partes é, então, um equilíbrio entre o número de pessoas do sexo feminino e do sexo masculino. • Numa dessas festas na qual haja um equilíbrio entre homens e mulheres, pode de repente vir uma dessas mães e levar uma menina embora. Pronto, acabou a harmonia! Desintegrou o grupo!
  • 6. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • O que é ionizar? • Num átomo, o equilíbrio se dá pela igualdade de prótons (positivos) e elétrons (negativos), que torna o átomo neutro como um todo. • Uma radiação ionizante, por sua vez, pode desfazer o equilíbrio de um átomo, arrancando um ou mais de seus elétrons (desintegrando o átomo) e o deixando positivo. Esse átomo positivo é um íon, daí a palavra ionizante, que é a capacidade de ionizar, de formar íons.
  • 7. Radiação Ionizante Íon Θ Íon ⊕ •Num átomo, o equilíbrio se dá pela igualdade de prótons (positivos) e elétrons (negativos), que torna o átomo neutro como um todo.
  • 8. Ionização • Processo pelo qual um átomo neutro adquire uma carga elétrica: Fóton Ionização Elétron Livre
  • 9. Radiobiologia Interação radiação-célula Transferência total ou parcial de energia provocando ionização • Direta: Ionização direta do DNA (maior letalidade) • Indireta: através da quebra do H2O→ H+ + OH- OH- quebra DNA
  • 10. Radiação Eletromagnética • Onda Eletromagnética que transporta energia e se propaga pelo espaço ou através de um meio material: Comprimento de onda (λ) λ hc E =
  • 11. Radiação Eletromagnética λ Radiação de Baixa Energia (Exemplo: Ondas de Rádio e TV) λ Radiação de Alta Energia (Exemplo : Raios X) pouca interação com a matéria grande interação com a matéria
  • 12. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Conceito: É a modalidade terapêutica que utiliza as radiações ionizantes para o tratamento do câncer, tem por objetivo atingir as células malignas, impedindo sua multiplicação por mitose e/ou determinando a morte celular (BRASIL,2002).
  • 13. O que é Radioterapia? • É o emprego das radiações ionizantes com o objetivo de destruir ou inibir o crescimento de células doentes do organismo (especialmente o câncer); • Especialidade médica que utiliza a radiação com fins terapeuticos.
  • 14.
  • 15. Radioterapia Modalidades de Tratamento • Teleterapia: quando a fonte está a certa distância do paciente.
  • 16. Radioterapia Modalidades de Tratamento • Braquiterapia: quando a fonte radioativa está em contato ou próximo do volume alvo.
  • 17. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Os tipos de tratamentos radioterápicos utilizados no controle de câncer são (RODRIGUES, 2007): • TELETERAPIA Consite na terapia à distância, ou seja, a fonte emissora de radiação fica a mais ou menos 1 metro do paciente. Nesta categoria, enquadram-se os feixes de raios X, de raios gama, elétrons de alta energia e nêutrons. • BRAQUITERAPIA É a terapia de curta distância onde, uma fonte encapsulada ou um grupo destas fontes são tutilizadas para liberação de radiação Beta ou Gama a uma distância de poucos centímetros da massa tumoral.
  • 18. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • BRAQUITERAPIA – Superficial: A fonte radioativa é colocada sobre a superfície do tumor ou sobre a pele. – Intracavitária: A fonte radioativa é introduzida em cavidades do organismo (traquéia, esôfago, vagina, reto, uretra, etc) adjacentes aos tumores. – Intraluminal: A fonte de radiação é introduzida rapidamente dentro do lúmen ou da luz de certas cavidades do corpo, por exemplo, a árvore brônquica, no tratametno do câncer de pulmão. – Intersticial: a fonte radioativa é inserida na forma de implantes temporários ou permanentes, através de agulhas ou tubos de material plástico que passam através do tumor. Ex: Tratamento de câncer de próstata com sementes de iodo.
  • 19. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Radiobiologia Celular (BARBIERI & NOVAES, 2005): – Todas as células podem ser alteradas pela radiação em vários sentidos e em vários graus. – Os tecidos cuja atividade funcional não requerem renovação celular como, por exemplo, os tecidos muscular e nervoso, são mais resistentes à radiação. – A tolerância do organismo à radiação varia de acordo com os seguintes parâmetros de natureza física: dose, duração do tratamento (tempo), volume tecidual e qualidade da radiação. – Segundo esse parâmetros, define-se qual a sensibilidade e curabilidade de um tumor pela radioterapia.
  • 20. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Radiossensibilidade (OTTO, 2002): – Significa a sensibilidade das células normais ou tumorais à radiação. – A radiossensibilidade de uma célula está relacionada com o momento da vida celular em que ela se encontra. – A célula “em repouso” (fase G0) é muito mais resistente do que quando se encontra na fase M. – Quanto mais indiferenciado for um tumor e mais proliferativo um tecido normal, maior será a sua radiossensibilidade.
  • 21. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Radiocurabilidade (BRASIL, 2002): – Significa que as relações de sensibilidade à radiação da células tumorais e normais são tais que a dose curativa da radiação pode aplicar-se regularmente, sem lesão excessiva para os tecidos normais adjacentes ao tumor. – A escolha ou determinação da dose de tratamento depende da comparação entre a possibilidade de cura clínica e a possibilidade tecidual de regeneração e renovação. Depende, também, da finalidade do tratamento.
  • 22. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA • Efeitos Radiobiológicos e Fracionamento (OTTO, 2002): – A irradiação de doses elevadas produz maiores lesões quando aplicadas de uma única vez, do que que a mesma dose aplicada de dorma fracionada. – O fracionamento da dose deminui a incidência de efeitos colaterais graves. – O período do tratamento pode variar de horas a meses. – O esquema de aplicação dependerá da dose total calculada e da avaliação do radioterapeuta.
  • 23. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Avanço nas técnicas de Tratamento em Radioterapia: • Sistemas robotizados de braquiterapia, as fontes radioativas seladas inseridas em aplicadores especiais, são empregados no paciente através de um sitema que carrega previamente o material radioativo e o aplica posteriormente por controle remoto, via computador, com taxas de dose variadas (alta taxa de dose e baixa taxa de dose). • O avanço da informática e o estudo das imagens ocorrido na década de 1980 permitiram que os tratamentos com radiações ionizantes, tanto na radioterapia externa como na braquiterapia, ganhassem em precisão e exatidão. • Hoje, apartir dos dados obtidos por tomografia computadorizada (TC) ou ressonância nuclear magnética (RNM) pode-se identificar o tumor (volume-alvo) com mais precisão e tratar com maior exatidão, diminuindo a toxicidade sobre o tecido adjacente.
  • 24. Planejamento Radioterápico • Papel fundamental tanto na Teleterapia como na Braquiterapia • Etapas do Planejamento (Teleterapia) – Simulação • Tomografia ou Rx Convencional – Delineamento dos Alvos (CT) – Cálculo de Dose – Verificação do Tratamento
  • 26. • Os volumes de interesse no planejamento do tratamento: – GTV (“Gross tumor volume”), definido como toda doença macroscópica detectável, incluindo linfonodos regionais aumentados; – CTV (“clinical target volume”) que consiste do GTV mais regiões consideradas de alto risco para doença microscópica; – PTV (“planning target volume”), que fornece margem ao CTV prevendo variações no setup diário e movimentos anatômicos durante o tratamento, como a respiração.
  • 32.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
  • 45. Campos de Radiação • Colimadores do AL; – Blocos de Cerrobend • Colimadores Multifolhas;
  • 46.
  • 47.
  • 48.
  • 49.
  • 50.
  • 51.
  • 52.
  • 53.
  • 54.
  • 55.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
  • 63.
  • 64.
  • 65.
  • 66. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Finalidades da radioterapia (NOVAES, 2005) • Curativa: Quando é utilizada como tratamento principal, tem por objetivo obter a cura da neoplasia, utilizada em certos cânceres na fase inicial, por exemplo, pele, próstata, laringe e outros. • Paliativa: Busca a remissão de sintomas secundários à progressão do cêncer, quando este não é passível de cura, com o objetivo de promover a melhora na qualidade de vida do paciente. – Ex: anti-hemorrágica; anti-álgica; diminuir compressão (Síndrome de Compressão da Veia dava Superior, Síndrome de Compressão Medular).
  • 67. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Quando a cirurgia é o tratamento principal a radioterapia é classificada como: • Adjuvante: Realizada após a cirurgia, com o objetivo de se prevenir recidiva local e na cadeia ganglionar relacionada. Ex: Câncer de mama: radiação do plastrão, axila e fossa supraclavicular. • Neo-adjuvante: Utilizada antes do tratamento cirúrgico, com o objetivo de diminuir o tamanho deo tumor e melhor as condições de ressecção cirúrgica (tornar tumores irresecáveis passíveis de ressecção, possibilitar a realização de cirurgias menos mutilantes).
  • 68. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Descrição do tratamento (MINISTÉRIO DA SAÚDE 2002): • Apenaz o médico radioterapeuta pode prescrever o tratamento radioterápico. • A prescrição da dose de radiação é feita pelo radioterapeuta. • Os cálculos para administração de doses sobre tumor, com menor dano aos tecidos adjecentes são realizados pelo físico-médico.
  • 69. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Sequencia do tratamento (BRASIL,2002; NOVAES,2005): • Consulta de primeira vez com o radioterapeuta; • Definição do tipo de tratamento; • Definição do volume alvo; • Escolha da energia ideal (elétrons ou fótons); • Dose (única ou fracionada); • Distribuição de campos (áreas) que serão irradiados; • Conferência dos cálculos (físico e radioterapeuta); • Acompanhamento médico e de enfermagem durante o tratamento; • Encaminhamento para a clínica de origem após o término do tratamento proposto.
  • 70. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Na teleterapia: • Antes de iniciar o tratamento é feita a simulação utilizando raios X e a fluoroscopio, produzido por um aparelho chamado simulador (capaz de realizar todos os movimentos de um aparelho de tratamento), para identificar o volume-alvo pelas referências ósseas e fornecer ao radioterapeuta dados para delineação dos campos de radiação. • Campo de radiação é a delimitação do volume alvo (tumor) através da demarcação da pele com uma tinta vermelha, a tintura de castelano, para realizar o tratamento radioterápico.
  • 71. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Na teleterapia: • O paciente deve ser orientado sobre as condutas de conservação da marcação durante o período de tratamento. • A imibilização do paciente na sala de tratamento pode ser conseguida mediante o uso de acessórios como espuma (coxins), plásico, máscaras ou outros mateiais especiais inclusive os raios laser de vital importância para posicionamento do paciente.
  • 72. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Na teleterapia: • Durante as aplicações o paciente permanecerá imóvel, com a região a ser irradiada descoberta. • O tempo de cada aplicação varia de 1 a 5 minutos. • O paciente permanecerá sozinho na sala de tratemnto, porém será observado pelo técnico de radioterapia através de um circuito interno de TV na sala de controle.
  • 73. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Programas de controle de garantia da qualidade e radioproteção (BRASIL,2002): • Testes periódicos nos sitemas de segurança; • Condições gerais do aparelho; • Avaliação da fontes; • Controle dos pacientes.
  • 74. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA RADIOTOXICIDADE • Os efeitos tóxicos do tratamento radioterápico vão depender da localização do tumor, da energia utilizada, do volume de tecido irradiado, da dose total e do estado geral do paciente. • Algumas reações são comuns aos paciente e independem do local de aplicação: a fadiga, as reações de pele e inapetência, que costumam aparecer após a 2ª semana de tratamento.
  • 75. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Classificação quanto ao tempo de ocorrência das reações: • Reações agudas: surgem durane ou até um mês após o término do tratamento; • Reações intermediárias: Surgem entre 1 a 3 meses após o término do tratamento; • Reações tardias: surgem de 3 a 6 meses ou até anos após o fim do tratemento.
  • 76. RADIOTERAPIA ANTINEOPLÁSICA Assistência de Enfermagem em Radioterapia A Consulta de enfermagem em Radioterapia tem como objetivos conhecer a história, o tratamento proposto, identificar as necessidades dos pacientes, os diagnósticos de enfermagem e elaborar plano de cuidados.
  • 77. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Para que o enfermeiro tenha segurança para desempenhar estas atividades, necessita conhecer (BRASIL, 2002): • Princípios de Radioterapia; • Finalidades da Radioterapia; • Se a Radioterapia vai ser administrada isolada ou combinada com outras modalidades de tratamento (ex: Quimioterapia); • Principais características dos efeitos colaterais mais frequentes • Medidas necessárias para diminuir os efeitos mais frequentes.
  • 78. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Durante a consulta de enfermagem devem ser fornecidas orientações sobre (RODRIGUES, 2007); • Os objetivos do tratamento; • A marcação do campo que será irradiado no caso de Teleterapia, e cuidados para mantê-la durante o tratamento; • Como será realizado o tratamento (tipo, posicionamento, preparo, duração); • No caso de teleterapia é importante ressaltar que o cliente não fica radioativo, nem sendo necessário isolamento; • Prevenção da complicações e minimização dos efeitos colaterais inevitáveis.
  • 79. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA No caso de pacientes que serão submetidos à Braquiterapia, de acordo com Otto (2002) ainda devem ser fornecidas orientações sobre: • Preparo do cliente antes da terapia; • Procedimentos relacionados à terapia; • Restrição de visita: proibir visitas de menores e de gestantes ou mulheres que estejam planejando engravidar; • Necessidades de isolamento temporário; • O cliente permanece num quarto monitorado por circuito interno de TV;
  • 80. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA • Serão prestados os cuidados essenciais de enfermagem, porém o tempo de permanência junto ao cliente será o menor possível; • Dependendo do procedimento a atividade física pode ficar limitada, sendo recomendadas atividades de lazer como televisão, leitura, palavra-cruzada, etc. • Após a alta hospitalar deve ser observada a presença de efeitos colaterais tardios: – Implantes pélvicos: diarréia, disúria, infecção urinária, estenose de vagina (neste último caso a paciente deve ser orientada a fazer exercícios de dilatação vaginal três vezes por semana até um ano apoós o tratamento radioterápico).
  • 81. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA • Efeitos colaterais da Radioterapia; • Diagnósticos de Enfermagem; • Intervenção de Enfermagem na prevenção e manejo da toxicidade secundária ao tratamento radioterápico. Tendo como base as recomendações do Munistério da Saúde (2002); Otto (2002); Rodrigues (2005); Nanda (2006).
  • 82. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA MUCOSITE • Diagnóstico de enfermagem: – Mucosa oral prejudicada relacionada à irradiação de cabeça e pescoço. • Intervenção de enfermagem (recomendar aos Pacientes): – Higiene bucal cuidadosa sempre que se alimentar; – Gargarejos e bochechos de solução alcalina (solução de água fervida + bicarbonato de sódio), à temperatura embiente; – Evitar alimentos quentes, ácidos e sólidos; – Retirar próteses dentárias móveis, se existentes; – Utilizar borrifos de anestésido local na cavidade bucal e orofaringe antes da refeição, em caso de dor à deglutição; – Evitar tratamento dentário; – Orientar ingesta hídrica.
  • 83. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Náusea relacionada à exposição da mucosa gástrica no campo de irradiação. • Intervenção de enfermagem: – Dieta branda, refeiçoes pequenas e frequentes, preferir alimentos frios; – Evitar condimentos e alimentos ácidos e gordurosos; – Evitar ingerir líquidos durante as refeiçoes; – Ingestão de líquidos gelados ou à temperatura ambiente; – Orientar sobre o uso de antieméticos, se prescrito.
  • 84. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA • Diagnóstico de enfermagem: – Diarréia relacionada à exposição da mucosa intestinal ao campo de irradiação; • Intervenção de enfermagem: – Orientar dieta branda e pobre em fibras e gorduras; – Orientar sobre reposição hidroeletrolítica oral (soro caseiro, água de coco);
  • 85. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Fadiga relacionada ao tratamento radioterápico; – Intolerância à atividade relacionada a fraqueza generalizada e/ou anemia secundária ao tratamento radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Monitorar hemograma; – Reposição nutricional; – Extímulo ao repouso e relaxamento; – Apoio emocional para reforçar a importância da continuidade do tratamento; explicando-se também que a fadiga é temporária.
  • 86. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Risco de integridade da pele prejudicada relacionada ao tratamento radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Manter a pele do campo de tratamento o mais possivelmente seca e livre de irritações; – Não usar loções, cremes, talcos, desodorantes ou álcool; usar somente o que for recomendado pelo médico, ou enfermeiro; – Lavar a pele do campo de tratamento com água morna apenaz, e secar sem esfregar; recomenda-se o uso de sabonete neutro e sem perfume; – Evirar vestir roupas justas (lycras, jens); – Não usar esparadrapo ou adesivo sobre a pele.
  • 87. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA – Evitar extremos de calor e frio (bolsa de água quente ou gelo) sobre a pele irradiada; – Evitar o contato de tecidos sintéticos com a área tratada; o algodão é menos irritante e mais confortável; – Não esfregar, coçar, arranhar ou esfregar a pele irradiada; – Nas áreas pilosas, não usar lâminas de barbear, nem navalha. Usar barbeador elétrico durante o tratamento; – Proteger a área do tratamento da exposição solar com uso de filtro solar nº 30. – Continuar a tomar precauções durante seis meses a um ano após o tratamento, devido ao risco de que sejam causados danos severos à pele, inclusive tumores malignos; – Manter a pele do campo de tratamento hidratada, seguindo o protocolo de prevenção de radioepitelite da instituição, com o uso de Aloe Vera ou Ácidos Graxos Essenciais (AGE) no campo demarcado; – Comparecer semanalmente à revião médica e de enfermagem; – Estimular ingesta hídrica.
  • 88. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Risco de nutrição desequilibrada menos do que as necessidade corporais, relacionada a dificuldade para ingerir alimento, secundária ao tto radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Recomendar aos pacientes o fracionamento da dieta e a ingestão de refeições leves e a intervalos curtos e em pequenas quantidade; – A adequação da dieta deverá da preferência à qualidade dos alimentos ingeridos e não à quantidade; – O encaminhamento ao nutricionista nos casos mais agudos ou graves.
  • 89. ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM RADIOTERAPIA Diagnóstico de enfermagem: – Risco para a imagem corporal prejudicada ralacionada ao tratamento radioterápico; Risco para a integuidade da pele do couro cabeludo prejudicada, relacionado ao tratamento radioterápico. • Intervenção de enfermagem: – Evitar lavar e manipular excessivamente os cabelos durante a terapia; – Usar xampu suave e lavar os cabelos a cada 4 a 7 dias; – Evitar escovar excessivamente; – Evitar o uso de secadores elétricos, elásticos, pregadores, presilhas e grampos; – Evitar tintura ou descoloração dos cabelos; – Proteger a cabeça; – Proteger o couro cabeludo da exposição solar.