Cadeira de
HISTÓRIA DO PORTO
Coleção de Manuais da Universidade
Sénior Contemporânea
Professor Doutor
Artur Filipe dos San...
S. JOÃO DO PORTO
Artur Filipe dos Santos
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Coleção de Manuais da Universidade
Sénior Contemporânea
AUTOR
Artur Filipe dos Santos
artursantosdocente@gmail.com
www.artursantos.no.sapo.pt
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A Universidade Sénior
Contemporânea
Web: www.usc.no.sapo.pt
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• O São João do Porto é uma
festa popular que tem lugar de
23 para 24 de Junho na cidade
do Porto, em Portugal.
Oficialmen...
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• As pessoas festejavam a
fertilidade, associad...
• Trata-se de uma festa cheia de
tradições, das quais se
destacam os alhos-porros,
usados para bater nas cabeças
das pesso...
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• A partir dos anos 70, foram
introduzidos os m...
• Existem, ainda, os tradicionais
saltos sobre as fogueiras
espalhadas pela cidade,
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• Além de tudo isto,
existem vários arraiais
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cidade do Porto
especialmente nos
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existem vários arraiais
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• Nos arraiais,
normalmente, existem
concertos com diversos
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• A festa dura até às quatro
ou cinco horas da...
• Não se conhece com rigor
quando teve início a festa do
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que essa festa fosse
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• Era também no dia de S.
João que a Câmara
Municipal do Porto se
reunia em Assembleia
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• Na noite de São João, as
luzes de muitos bal...
• História de um feriado
• Os festejos de S. João na
cidade do Porto são já
seculares e a origem desta
tradição cristã rem...
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• E tudo graças a um decreto
republicano e a u...
• O Governo Provisório
da República assumia a
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desde logo, começava a
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• Numa tentativa de
implementar a nova ordem
j...
• Mas o mesmo decreto impunha, a
cada município do país, a escolha de
um dia feriado próprio: "As câmaras
ou commissões mu...
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• O facto não causa
espanto. Afinal de
contas, o S. João era, já
na altura, uma festa
com longa tradição na
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• Em 1851, os jornais
relatavam a presença de
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• Referendo popular
• Contudo, a sugestão de
Henrique d'Oliveira de
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Invicta foi...
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• Foi então que "o sr. dr.
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• Logo no dia 21 de Janeiro,
somente dois dias após a
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Jornal de Notícias
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davam conta dos primeiros
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• Longe de qualquer
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• As ruas enchem-se de
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• “Ver o sol nascer,
apanhar as orvalhadas e
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• Ainda assim, rapidamente
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• É a feira popular que a
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• “O S. João nunca foi uma
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que esta festa, de cores,
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S. João do Porto
• “É uma festa pagã,
dedicada ao solstício de
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• O historiador explicou,
então, que a Igreja,
“muito habilmente, fez
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S. João do Porto
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• Foi no século XIX que
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S. João do Porto
• Com o passar dos anos, o
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• Hélder Pacheco justifica o número
reduzido de cascatas que vão a
concurso com a diminuição da
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S. João do Porto
• A História dos martelinhos de
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• O conjunto de sal e
pimenta tinha o aspecto
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S. João do Porto
• Nesse mesmo ano os
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• A queima das fitas foi
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S. João do Porto
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• Assim o martelinho
entrou nas festa do S.
João sendo aceite
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Civil notificado o Sr.
Boaventura de que no ano
seguinte estava proibido de
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S. João do Porto
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povo não acatou esta
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se lesado e injustiçado
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S. João do Porto
• No entanto no ano de 73
recorreu para o Supr...
• Os martelos sofreram
inúmeras alterações ao
longo dos anos mas a
tradição ficou e a sua
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Aula de História do porto S. João do Porto - Artur filipe dos santos - Universidade Sénior Contemporânea

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Nesta aula falamos da história dos festejos de S. João na cidade do Porto, uma festa inicialmente pagã de culto à natureza e à fecundidade. Falamos do surgimento do feriado municipal, das tradições gastronómicas da noite de S. João e ainda dos conhecidos martelinhos.

Artur Filipe dos Santos
artursantosdocente@gmail.com
www.artursantos.no.sapo.pt
www.politicsandflags.wordpress.com
 
Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo.
Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal). Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio

Universidade Sénior Contemporânea
Web: www.usc.no.sapo.pt
Email: usc@sapo.pt
Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com

A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online.

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Aula de História do porto S. João do Porto - Artur filipe dos santos - Universidade Sénior Contemporânea

  1. 1. Cadeira de HISTÓRIA DO PORTO Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Professor Doutor Artur Filipe dos Santos
  2. 2. S. JOÃO DO PORTO Artur Filipe dos Santos 2 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea
  3. 3. AUTOR Artur Filipe dos Santos artursantosdocente@gmail.com www.artursantos.no.sapo.pt www.politicsandflags.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal). Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal. 3 Artur Filipe dos Santos
  4. 4. A Universidade Sénior Contemporânea Web: www.usc.no.sapo.pt Email: usc@sapo.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online. 4 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  5. 5. • O São João do Porto é uma festa popular que tem lugar de 23 para 24 de Junho na cidade do Porto, em Portugal. Oficialmente, trata-se de uma festividade católica em que se celebra o nascimento de São João Batista, que se centra na missa e procissão de São João no dia 24 de Junho, mas a festa do S. João do Porto tem origem no solstício de Junho e inicialmente tratava-se de uma festa pagã. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 5 S. João do Porto
  6. 6. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 6 S. João do Porto • As pessoas festejavam a fertilidade, associada à alegria das colheitas e da abundância. Mais tarde, à semelhança do que sucedeu com o Entrudo, a Igreja cristianizou essa festa pagã e atribui-lhe o S. João como Padroeiro.
  7. 7. • Trata-se de uma festa cheia de tradições, das quais se destacam os alhos-porros, usados para bater nas cabeças das pessoas que passam, os ramos de cidreira (e de limonete), usados pelas mulheres para pôr na cara dos homens que passam, e o lançamento de balões de ar quente. Tradicionalmente, o alho-porro era um símbolo fálico da fertilidade masculina e a erva cidreira dos pelos púbicos femininos. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 7 S. João do Porto
  8. 8. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 8 S. João do Porto • A partir dos anos 70, foram introduzidos os martelos de plástico que desempenham o mesmo papel do alho- porro, tendo, curiosamente, também um aspecto fálico. Nos anos 70, nas Fontaínhas, vendia-se ainda, na noite de S. João, pão com a forma de um falo com dois testículos, atestando muito claramente as conotações da festa com as antigas festas da fertilidade.
  9. 9. • Existem, ainda, os tradicionais saltos sobre as fogueiras espalhadas pela cidade, normalmente nos bairros mais tradicionais; os vasos de manjericos com versos populares são uma presença constante nesta grande festa e o tradicional fogo de artifício à meia-noite, junto ao Rio Douro e à ponte Dom Luís I que faz as delícias dos milhares de residentes e visitantes que chegam de todo o mundo para assistir. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 9 S. João do Porto
  10. 10. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 10 S. João do Porto • O fogo de artifício chega a durar mais de 15 minutos, estando ao nível dos melhores no mundo, e decorre no meio do rio em barcos especialmente preparados, sendo acompanhado por música num espectáculo multimédia muito belo e digno de se ver.
  11. 11. • Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros, dando mais animação e brilho durante a noite. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 11 S. João do Porto
  12. 12. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 12 S. João do Porto • Além de tudo isto, existem vários arraiais populares por toda a cidade do Porto especialmente nos bairros das Fontainhas, Miragaia, Massarelos, entre outros, dando mais animação e brilho durante a noite.
  13. 13. • Nos arraiais, normalmente, existem concertos com diversos cantores populares acompanhados, quase sempre, por boa comida, em especial, o cabrito assado e mais recentemente grelhados de carnes e também sardinhas. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 13 S. João do Porto
  14. 14. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 14 S. João do Porto • A festa dura até às quatro ou cinco horas da madrugada, quando a maior parte das pessoas regressa a casa. Os mais resistentes, normalmente os mais jovens, percorrem toda a marginal desde a Ribeira até à Foz do Douro onde terminam a noite na praia, aguardando pelo nascer do sol.
  15. 15. • Não se conhece com rigor quando teve início a festa do S. João do Porto. Sabe-se, pelos registos registos do Séc XIV, já que Fernão Lopes, por essa altura se terá deslocado ao Porto para preparar uma visita do Rei, tendo chegado na véspera do S. João, deixou escrito na Crónica que era um dia em que se fazia no Porto uma grande festa, descrevendo-a e como era vivida pelas gentes do Porto. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 15 S. João do Porto
  16. 16. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 16 S. João do Porto • É no entanto possível que essa festa fosse mais antiga, pois existia uma cantiga da época que dizia até os moiros da moirama festejam o S. João.
  17. 17. • Era também no dia de S. João que a Câmara Municipal do Porto se reunia em Assembleia Magna, que corresponderia à actual Assembleia Municipal, reunião essa realizada no Claustro do Mosteiro de S. Domingos, pelo seu grande espaço, onde se procedia à eleição dos Vereadores e onde se tomavam as decisões mais importantes para a cidade. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 17 S. João do Porto
  18. 18. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 18 S. João do Porto • Na noite de São João, as luzes de muitos balões iguais a este juntam-se às das estrelas no céu. É um milagre de São João: o céu fica com mais estrelas do que nas outras noites do ano
  19. 19. • História de um feriado • Os festejos de S. João na cidade do Porto são já seculares e a origem desta tradição cristã remonta mesmo a tempos milenares. Mas foi só no século XX que o 24 de Junho passou a ser feriado municipal na Invicta, proporcionando um merecido dia de folia a milhares de tripeiros. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 19 S. João do Porto
  20. 20. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 20 S. João do Porto • E tudo graças a um decreto republicano e a um referendo aos portuenses, promovido pelo Jornal de Notícias. A história é curiosa e mostra o protagonismo que, já na altura, a Comunicação Social tinha no modus vivendi urbano. Estávamos em Janeiro de 1911 e a República Portuguesa dava os primeiros passos.
  21. 21. • O Governo Provisório da República assumia a governação do país e, desde logo, começava a introduzir mudanças na sociedade portuguesa que espelhavam, muito naturalmente, os ideais da nova ordem republicana. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 21 S. João do Porto
  22. 22. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 22 S. João do Porto • Numa tentativa de implementar a nova ordem junto da população, o Governo Provisório redefiniu os dias feriados em Portugal. Por decreto, a República instituiu como feriados nacionais o 31 de Janeiro (primeira tentativa ?falhada ¬de revolução republicana, em 1891, no Porto), o 5 de Outubro (instauração da República) e o 1º de Dezembro (restauração da independência em 1640), para além do Natal e do Ano Novo.
  23. 23. • Mas o mesmo decreto impunha, a cada município do país, a escolha de um dia feriado próprio: "As câmaras ou commissões municipaes e entidades que exercem commissões de administração municipal, proporão um dia em cada anno para ser considerado feriado, dentro da area dos respectivos concelhos ou circumscripções, escolhendo os d'entre os que representem factos tradicionaes e característicos do município ou circumscripção". Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 23 S. João do Porto
  24. 24. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 24 S. João do Porto • E foi com este propósito que a Comissão Administrativa do Município do Porto reuniu a 19 de Janeiro de 1911. Segundo o relato do Jornal de Notícias, o "velho e conceituado republicano, sr. Henrique Pereira d'Oliveira" logo sugeriu a data de 24 de Junho para feriado municipal.
  25. 25. • O facto não causa espanto. Afinal de contas, o S. João era, já na altura, uma festa com longa tradição na cidade do Porto. A primeira alusão aos festejos populares data já do século XIV, pela mão do famoso cronista do reino, Fernão Lopes. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 25 S. João do Porto
  26. 26. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 26 S. João do Porto • Em 1851, os jornais relatavam a presença de cerca de 25 mil pessoas nos festejos sanjoaninos entre os Clérigos e a Rua de Santo António e, em 1910, um concurso hípico integrado nos festejos motivou a presença do infante D. Afonso, tio do rei (a revolução republicana apenas se daria em Outubro).
  27. 27. • Referendo popular • Contudo, a sugestão de Henrique d'Oliveira de eleger o S. João como feriado municipal da Invicta foi contestada por outros membros da Comissão Administrativa do Município do Porto, que mostraram opiniões diversas. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 27 S. João do Porto
  28. 28. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 28 S. João do Porto • Foi então que "o sr. dr. Souza Junior lembrou, inspirado n'um alto princípio democrático, que não devia a Commissão deliberar nada sem que o povo do Porto, por qualquer forma, se pronunciasse em tal assumpto". Para solucionar o imbróglio, o Jornal de Notícias dispôs?se a organizar um surpreendente referendo popular para escolher o feriado municipal.
  29. 29. • Logo no dia 21 de Janeiro, somente dois dias após a reunião da Comissão Administrativa, foi colocado na primeira página do jornal o anúncio da "Consulta ao Povo do Porto", explicando toda a situação e a forma de participação. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 29 S. João do Porto
  30. 30. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 30 S. João do Porto • As pessoas teriam que enviar, até ao dia 2 de Fevereiro, "um bilhete postal ou meia folha de papel dentro de enveloppe" para a redacção do jornal, com a indicação do dia de sua preferência.
  31. 31. • E, para recompensar o trabalho dos leitores, o Jornal de Notícias oferecia "dez valiosos premios" o mais valioso era de 10 mil réis, cerca de cem escudos a serem sorteados de entre todos aqueles que votassem no dia eleito. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 31 S. João do Porto
  32. 32. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 32 S. João do Porto • Nos dias seguintes, o Jornal de Notícias fez o relato diário da emocionante votação. A vitória foi quase só discutida entre o dia de S. João, já com larga tradição na cidade, e o 1º de Maio, Dia do Trabalhador, a que não será alheio o facto de a cidade do Porto ser considerada "a capital do trabalho".
  33. 33. • No dia 22 de Janeiro já se davam conta dos primeiros resultados: "a votação de hontem, que foi grande, dá maioria ao 1 de Maio, seguido pelo 24 de Junho (S. João) e S. Conceição [8 de Dezembro]". No dia 24 ?o Jornal de Notícias não foi publicado no dia 23, segunda?feira, porque o matutino encerrava ao domingo! ?, deu?se uma reviravolta nos resultados: o 24 de Junho trocava de lugar com o 1º de Maio, ficando na posição de mais votado. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 33 S. João do Porto
  34. 34. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 34 S. João do Porto • Porém, a 25, num dia em que "a votação cresceu imenso", o 1º de Maio quase passava novamente para a liderança da votação. Mas foi no dia 26 de Janeiro que o resultado da votação começou a ficar definido, ao que muito se deve a forte participação popular do dia anterior, como relata o Jornal de Notícias desse dia: "Só hontem vieram tantos votos como em todos os dias anteriores. O dia de S. João tem enorme maioria.
  35. 35. • O dia 1 de Maio já está muito em baixo". E, a 27, o próprio jornal já dava como certo o vencedor: "Positivamente o dia mais votado é o de S. João. O dia 1 de Maio fica muito para trás. Augmenta bastante o de N. S. Conceição". Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 35 S. João do Porto
  36. 36. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 36 S. João do Porto • Durante os dias seguintes foram publicados os resultados provisórios diários, sem que tivesse havido alterações de maior no sentido de voto dos portuenses. Até que, a 4 de Fevereiro de 1911, foram publicados os totais finais da consulta popular: o dia 24 de Junho foi o mais votado, com 6565 votos, seguido pelo 1º de Maio, com 3075 votos, o dia de Nossa Senhora da Conceição, com 1975 votos, e o dia 9 de Julho, com oito.
  37. 37. • "Ficou, pois, vencedor o dia de S. João que é aquele que o povo do Porto escolhe para ser o de feriado municipal". • Diocese do Porto • Texto originalmente publicado na revista "Porto de Encontro", Julho de 2001. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 37 S. João do Porto
  38. 38. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 38 S. João do Porto • Na noite de São João, as luzes de muitos balões iguais a este juntam-se às das estrelas no céu. É um milagre de São João: o céu fica com mais estrelas do que nas outras noites do ano
  39. 39. • Longe de qualquer tradição religiosa, o S. João é o cheiro a gente, a poesia popular e a paixão eternizada pelo erotismo dos cravos, outrora oferecidos às raparigas. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 39 S. João do Porto
  40. 40. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 40 S. João do Porto • As ruas enchem-se de transeuntes que, em ritmo de passeio, aproveitam para dar uma ou outra martelada na cabeça do vizinho, mas poucos são aqueles que conhecem as verdadeiras origens do S. João, no qual a sardinha assada não é rainha.
  41. 41. • “Ver o sol nascer, apanhar as orvalhadas e saltar às fogueiras” Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 41 S. João do Porto
  42. 42. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 42 S. João do Porto • As verdadeiras origens da festa estão intimamente ligadas ao culto do sol, da natureza, do fogo e da fecundidade. Segundo Hélder Pacheco, as referências às festas de S. João começaram a sentir-se nitidamente no século XIX. “A cidade era, então, mais pequena”, recorda, explicando que, na altura, o S. João consistia em três festas: uma no Bonfim, uma na Lapa e outra em Cedofeita.
  43. 43. • Ainda assim, rapidamente se transformou numa “festa de ruas, ruelas e bairros”. Hélder Pacheco contou até que estão arquivados, na cidade, centenas de milhares de pedidos de autorização para a realização de arraiais, nos mais diversos sítios. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 43 S. João do Porto
  44. 44. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 44 S. João do Porto • Apesar de, atualmente, o cheiro a sardinhas assadas ser um dos odores mais fortes do S. João, “o prato típico era o anho ou o cabrito assado com batatas”. “A sardinha nada tem a ver com a tradição do S. João do Porto.
  45. 45. • É a feira popular que a adiciona à festa”, garantiu. O historiador revelou ainda que, no espírito original da festividade, “o S. João é ver o nascer do sol, apanhar as orvalhadas e saltar às fogueiras”, ações ligadas aos cultos da natureza e da fertilidade. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 45 S. João do Porto
  46. 46. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 46 S. João do Porto • De salientar ainda a forte presença do culto das plantas, que atribuiu uma simbologia a cada uma delas. “O alho porro transformou-se num protetor e o cravo, por exemplo, era oferecido pelos homens às mulheres, tendo um significado erótico”, contou Hélder Pacheco.
  47. 47. • “O S. João nunca foi uma festa católica” • Errado é também pensar que esta festa, de cores, cheiros e sabores, apresenta uma base religiosa, em homenagem a um santo. “O S. João nunca foi uma festa católica”, explicou, à Viva, o historiador Hélder Pacheco. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 47 S. João do Porto
  48. 48. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 48 S. João do Porto • “É uma festa pagã, dedicada ao solstício de Verão”, acrescentou, frisando que, ao contrário do que se podia ler numa campanha espalhada pela cidade do Porto, o S. João não tem 100 anos. “As referências [à festa] são da Idade Média. Já Fernão Lopes falou do S. João. O que se verificou há 100 anos foi a escolha do feriado”, apontou Hélder Pacheco.
  49. 49. • O historiador explicou, então, que a Igreja, “muito habilmente, fez coincidir a festa do nascimento de S. João Batista com a data do solstício”, de modo a atribuir-lhe um cariz religioso. (...) • Fonte: A Matéria do Tempo (Blogue Gaivota Maria) Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 49 S. João do Porto
  50. 50. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 50 S. João do Porto meu S. João do Porto, quando chegas está tudo morto pra nas fogueiras saltar! Ai, meu S. João do Bolhão e Fontainhas, das cascatas enfeitadinhas e dos balões pelo ar!…
  51. 51. • CASCATAS S. JOANINAS • Foi no século XIX que apareceram as primeiras cascatas no Porto. De acordo com o historiador da cidade do Porto, Hélder Pacheco, “o pai e a mãe das cascatas foram os presépios, que surgiram em Portugal nos finais do século XVIII”. “Antigamente”, explica o historiador, “pegava-se num presépio, substituia-se a sagrada família e os reis magos pelos santos populares e tínhamos uma cascata”. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 51 S. João do Porto
  52. 52. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 52 S. João do Porto • Com o passar dos anos, o número de cascatas espalhadas pela cidade foi diminuindo. “Enquanto que o concurso dos presépios, que a Câmara organizou teve oitenta inscrições, o concurso das cascatas teve apenas 26. A minha grande dúvida é se no dia em que a Câmara deixar de patrocinar o concurso, não vai haver uma queda livre do interesse em fazer as cascatas”, alerta o historiador.
  53. 53. • Hélder Pacheco justifica o número reduzido de cascatas que vão a concurso com a diminuição da população no centro da cidade. “Não pode haver festa, alegria ou cascata sem comunidade, sem gente. Com a centrifugação dos portuenses, as cascatas desaparecem. Sem gente não há nada”, afirmou. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 53 S. João do Porto Anabela Couto e Hugo Manuel Correia, JPN – Jornalismo Porto Net, 23-6-2005
  54. 54. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 54 S. João do Porto • A História dos martelinhos de São João • O martelo de S. João foi inventado em 1963 por Manuel António Boaventura, industrial de Plásticos do Porto, que tirou a ideia num saleiro/pimenteiro que viu numa das suas viagens ao estrangeiro.
  55. 55. • O conjunto de sal e pimenta tinha o aspecto de um fole ao qual adicionou um apito e um cabo vindo a incorporar tudo no mesmo conjunto e dando-lhe a forma de um martelo. O objectivo inicial era criar mais um brinquedo a adicionar à gama de que dispunha. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 55 S. João do Porto
  56. 56. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 56 S. João do Porto • Nesse mesmo ano os estudantes abordaram o Sr. Boaventura com o intuito de lhes ser oferecido para a queima das fitas um “brinquedo ruidoso”, ao que o Sr. Boaventura acedeu oferecendo o que de mais ruidoso tinha...os martelinhos.
  57. 57. • A queima das fitas foi um sucesso com os estudantes a dar “marteladas” o dia todo uns nos outros e logo os comerciantes do Porto quiseram martelinhos para a festa de S. João. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 57 S. João do Porto
  58. 58. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 58 S. João do Porto • Esse ano o stock era pouco mas no ano seguinte os martelos foram vendidos em força para esta festa e ao mesmo tempo oferecidos pelo Sr. Boaventura a crianças do Porto.
  59. 59. • Assim o martelinho entrou nas festa do S. João sendo aceite incondicionalmente pelo povo nos seus festejos. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 59 S. João do Porto
  60. 60. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 60 S. João do Porto • A venda fez-se normalmente durante 5 ou 6 anos até que um dia o Vereador da cultura da Câmara do Porto, Dr. Paulo Pombo e o Presidente da Câmara do Porto Engº Valadas chegaram á conclusão de que este brinquedo ia contra a tradição e decidiram fazer uma queixa ao Governador Civil do Porto Engº Vasconcelos Porto, queixa esta que foi aceite;
  61. 61. • tendo mesmo o Governador Civil notificado o Sr. Boaventura de que no ano seguinte estava proibido de vender martelos para a festa de S. João, mandando avisar que quem fosse apanhado com martelos na noite de S. João seria multado em 70$00 (na época ganhava-se cerca de 30$00), e mandando retirar os martelos das lojas comerciais onde estavam à venda. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 61 S. João do Porto
  62. 62. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 62 S. João do Porto • O que é certo é que o povo não acatou esta decisão e continuou a usar o martelo nos seus festejos.
  63. 63. • O Sr. Boaventura ao ver- se lesado e injustiçado nesta decisão do Governo Civil levou então a questão a tribunal, perdendo em 1ª e 2ª instância. (estava-se no tempo de Américo Tomás e Marcelo Caetano e consequentemente da PIDE). Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 63 S. João do Porto
  64. 64. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 64 S. João do Porto • No entanto no ano de 73 recorreu para o Supremo Tribunal e ganhou a questão, podendo assim continuar a fazer os martelinhos que se tornaram tradição popular não só no S. João do Porto, como no S. João de Braga, Vila do Conde, Carnaval de Torres Vedras, Passagens de ano, campanhas de partidos políticos, etc.
  65. 65. • Os martelos sofreram inúmeras alterações ao longo dos anos mas a tradição ficou e a sua história perdeu-se com o tempo.... • Fonte : http://martelodesjoao.blogspot.p t de MANUEL MARINHO (NETO DE MANUEL BOAVENTURA) Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 65 S. João do Porto

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