Cadeira de
HISTÓRIA DO PORTO
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Sénior Contemporânea
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AS PONTES DA CIDADE DO PORTO
PONTE DE D. LUIS (LUIZ I)
Artur Filipe dos Santos
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AUTOR
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Contemporânea
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A Ponte D. Luis é uma
ponte portuense sobre
o Rio Douro cuja
construção foi iniciada
em 1881. A estrutura,
suportada por a...
• Os autores do projeto
foram os alunos do
engenheiro francês
Gustave Eiffel, Artur
Maury e Teófilo Seyrig.
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• A ponte Luiz I, no Porto,
é uma obra-prima de
Théophile Seyrig,
construída pela
empresa belga Société
de Willebroekn,
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...
• Inaugurada a 31 de
Outubro de 1886, tem
uma importância
histórica, patrimonial e
simbólica inigualável no
panorama portu...
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As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
• A Ponte Luís I ou Luiz I...
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A ponte foi inaugurada
em 1886 (tabuleiro
superior) e 1888
(tabuleiro inferior e
entrada em total
funcionamento).
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• O verdadeiro nome
desta ponte é Luiz I
(Luís I) e não, como
popularmente é
chamada, D. Luís I. Uma
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• A obra foi adjudicada em
21 de Novembro de 1881
à empresa Société
Willebreck, de Bruxelas,
de que era administrador
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Em 26 de Maio de 1886 foram
realizados os primeiros testes
à ponte, sujeitando-a a cargas
de 2 mil kg por metro linear de
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• Foi uma ponte com
portagem (cinco reis
por pessoa) instituída,
um dia depois da
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• Acrescente-se ainda que apesar de o nome oficial da
ponte ser "Luiz I", conforme atestam as incrições nas
placas dos peg...
• Na segunda metade do
século XIX, o comércio
progredia na cidade do
Porto. As fábricas
espalhavam-se por todo o
bairro or...
• Um pouco à semelhança
do que sucedeu noutros
recantos europeus, a
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Portugal acompanhou o
próprio ...
• E foi neste ambiente, que a
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lançada em território
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cidade do Porto, sobre ...
• Por proposta de lei de 11
de Fevereiro de 1879, o
Governo determinou a
abertura de concurso
para a "construção de
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após o governo não ter
aceite um projecto da
firma G. Eiffel et Cie.
que só contemplava um
tabuleiro ao nível da
ribeira, ...
• Um projecto que
mereceu um Grande
Prémio na Exposição
Universal de Paris de
1878, mas não servia
para uma eficaz ligação...
• Por isso aquele concurso
impôs como premissa
necessária à concepção de
uma ponte de dois
tabuleiros. Apresentaram-se
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• Foi vencedora a
proposta da empresa
belga Société de
Willebroeck, com
projecto do engenheiro
Teófilo Seyrig, que já
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As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
• Teófilo Seyrig, enquant...
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As Pontes ...
• A estrutura da nova
ponte, verdadeira
filigrana de ferro, que
passou a ser,
juntamente com a Torre
dos Clérigos, o ex li...
• A ponte ficou iluminada
por meio de artísticos
candeeiros de gás, 24
no tabuleiro superior, 8
no inferior e 8 nos
encont...
• O tabuleiro superior foi
inaugurado a 31 de
Outubro de 1886, dia do
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Actualidade
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• Durante o mês de
agosto de 2013 deu-se
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superior», tendo estado
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Cronologia
1879, 11 de fevereiro - é
determinada pelo governo a
construção de uma ponte sobre o
Douro
1880, novembro - apr...
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1886, 26 de maio -
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1954 - obras de reparação e
remoção dos elétricos com
projecto do engenheiro
Edgar Cardoso
2003, 27 de Junho -
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• O arco é formado por duas
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divergentes. O tabuleiro
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• Avenida da Ponte
(Atual Avenida Vimara
Peres)
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Por isso desde Barry
Parker até aos Planos
“italianos”, todos eles
procuram soluções para
esta avenida.
Universidade Sénio...
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As Pontes ...
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• Nos anos 50 começa a
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• As concepções
urbanísticas das décadas
de 1940 a 1960
propunham a demolição
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• com a abertura da
chamada "Avenida da
Ponte" (nos anos 50),
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• A sul da estação
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Bento, Barry Parker
projetou uma larga
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Tal como tinha proposto
para a "avenida da
Cidade" (hoje, avenida
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projetados, tanto...
• Como sabemos, na
avenida da Ponte nunca
chegou a ser erguida
qualquer frente urbana.
Coleção de Manuais da Universidade
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• Avenida da República O facto da Ponte Luís I,
inaugurada a 31 de
Outubro de 1886, ter
um tabuleiro a uma
cota superior, ...
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As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
• Em vez disso, a via
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• A instalação da linha do
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partir do Porto, obrigou
ao rasgamento de uma
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No entanto, a metade
oeste do morro só seria
completamente
arrasada em 1927,
construindo-se no seu
lugar o Jardim do
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• O eléctrico permitia um
fácil acesso à cidade do
Porto, o que valorizou a
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poucos, uma zona
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A Avenida de Campos
Henriques foi sendo
prolongada para sul e
sofrendo
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Universidade Sénior Conte...
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As Pontes ...
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• O valor imobiliário dos...
• Em 1934 a avenida, que
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nome mudado para
Avenida do Marechal
Carmona, atinge
finalmente o lugar de
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• Esta ligação consagrou a
importância desta
artéria como principal
eixo de ligação à cidade
do Porto e sua porta de
entra...
• Após o 25 de Abril a
avenida adoptou o seu
nome actual: Avenida
da República. O
dinamismo económico
que, ao longo das
úl...
Bibliografia
• http://www.infopedia.pt/$ponte-de-d.-luis-i,3
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_de_D._Lu%C3%ADs_(Porto)
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história do Porto - As Pontes da cidade do Porto - Ponte D. Luis (Luiz I) - Artur Filipe dos Santos - Universidade Sénior Contemporânea do Porto

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A Ponte D. Luis é uma ponte portuense sobre o Rio Douro cuja construção foi iniciada em 1881. A estrutura, suportada por arcos de aço, tem dois tabuleiros rodoviários, o superior com cerca de 390 m e o inferior com cerca de 174 m.
Os autores do projeto foram os alunos do engenheiro francês Gustave Eiffel, Artur Maury e Teófilo Seyrig

AUTOR
Artur Filipe dos Santos
artursantosdocente@gmail.com
www.artursantos.no.sapo.pt
www.politicsandflags.wordpress.com
 
Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo.
Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal). Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal.

A Universidade Sénior Contemporânea
Web: www.usc.no.sapo.pt
Email: usc@sapo.pt
Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com

A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online.

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história do Porto - As Pontes da cidade do Porto - Ponte D. Luis (Luiz I) - Artur Filipe dos Santos - Universidade Sénior Contemporânea do Porto

  1. 1. Cadeira de HISTÓRIA DO PORTO Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea Professor Doutor Artur Filipe dos Santos
  2. 2. AS PONTES DA CIDADE DO PORTO PONTE DE D. LUIS (LUIZ I) Artur Filipe dos Santos 2 Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea
  3. 3. AUTOR Artur Filipe dos Santos artursantosdocente@gmail.com www.artursantos.no.sapo.pt www.politicsandflags.wordpress.com • Artur Filipe dos Santos, Doutorado em Comunicação, Publicidade Relações Públicas e Protocolo, pela Universidade de Vigo, Galiza, Espanha, Professor Universitário, consultor e investigador em Comunicação Institucional e Património, Protocolista, Sociólogo. • Director Académico e Professor Titular na Universidade Sénior Contemporânea, membro da Direção do OIDECOM-Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação, membro da APEP-Associacao Portuguesa de Estudos de Protocolo. Membro do ICOMOS (International Counsil on Monuments and Sites), consultor da UNESCO para o Património Mundial, membro do Grupo de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, membro do Grupo de Investigação em Turismo e Comunicação da Universidade de Westminster. Professor convidado das Escola Superior de Saúde do Insttuto Piaget (Portugal). Orador e palestrante convidado em várias instituições de ensino superior. Formador em Networking e Sales Communication no Network Group +Negócio Portugal. 3 Artur Filipe dos Santos
  4. 4. A Universidade Sénior Contemporânea Web: www.usc.no.sapo.pt Email: usc@sapo.pt Edições online: www.edicoesuscontemporanea.webnode.com • A Universidade Sénior Contemporânea é uma instituição vocacionada para a ocupação de tempos livres dos indivíduos que se sintam motivados para a aprendizagem constante de diversas matérias teóricas e práticas,adquirindo conhecimentos em múltiplas áreas, como línguas, ciências sociais, saúde, informática, internet, dança, teatro, entre outras, tendo ainda a oportunidade de participação em actividades como o Grupo de Teatro, Coro da USC, USC Web TV, conferências, colóquios, visitas de estudo. Desenvolve manuais didáticos das próprias cadeiras lecionadas(23), acessivéis a séniores, estudantes e profissionais através de livraria online. 4 Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt
  5. 5. A Ponte D. Luis é uma ponte portuense sobre o Rio Douro cuja construção foi iniciada em 1881. A estrutura, suportada por arcos de aço, tem dois tabuleiros rodoviários, o superior com cerca de 390 m e o inferior com cerca de 174 m. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 5 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  6. 6. • Os autores do projeto foram os alunos do engenheiro francês Gustave Eiffel, Artur Maury e Teófilo Seyrig. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 6 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  7. 7. • A ponte Luiz I, no Porto, é uma obra-prima de Théophile Seyrig, construída pela empresa belga Société de Willebroekn, 7 Coleção de Manuais da Universidade Sénior ContemporâneaAs Pontes do Porto – Ponte de D. Luis François Gustave Théophile Seyrignasceu em Berlim, Prussia em 19 de Fevereiro de 1843 (11 anos mais tarde que Eiffel). Em Agosto de 1861 presta provas de admissão para ingresso na Ecole Centrale des Arts et Manufactures em Paris, com altas classificações.
  8. 8. • Inaugurada a 31 de Outubro de 1886, tem uma importância histórica, patrimonial e simbólica inigualável no panorama português e mundial, porventura por ser a única ponte de arco metálico com dois tabuleiros, um à cota baixa e outro à cota alta, separados por cerca de cinquenta metros. 8
  9. 9. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 9 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • A Ponte Luís I ou Luiz I, popularmente também chamada Ponte D. Luís, é uma ponte em estrutura metálica com dois tabuleiros, construída entre os anos 1881 e 1888, ligando as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia (margem norte e sul, respectivamente) separadas pelo rio Douro, em Portugal. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  10. 10. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 10 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Esta construção veio substituir a antiga ponte pênsil que existia no mesmo local e foi realizada mediante o projecto do engenheiro belga Théophile Seyrig, que já tinha colaborado anteriormente com Gustave Eiffel na construção da ponte Maria Pia, ferroviária.
  11. 11. A ponte foi inaugurada em 1886 (tabuleiro superior) e 1888 (tabuleiro inferior e entrada em total funcionamento). Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 11 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  12. 12. • O verdadeiro nome desta ponte é Luiz I (Luís I) e não, como popularmente é chamada, D. Luís I. Uma questão sentimental das gentes do Porto parece estar na origem do nome por que vulgarmente é conhecida. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 12 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  13. 13. • A obra foi adjudicada em 21 de Novembro de 1881 à empresa Société Willebreck, de Bruxelas, de que era administrador Théophile Seyrig, discípulo de Gustave Eiffel, e autor do projecto da nova ponte. As obras começaram nesse mesmo ano e desenrolaram-se até 1887. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 13 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  14. 14. Em 26 de Maio de 1886 foram realizados os primeiros testes à ponte, sujeitando-a a cargas de 2 mil kg por metro linear de viga. Em 30 Outubro de 1886 terminam os trabalhos de construção do arco e do tabuleiro superior; a 31 Outubro de 1886 inaugura-se o tabuleiro superior da ponte e em 1887 dá-se a inauguração do tabuleiro inferior, com o que ficam concluídas as obras de construção da nova ponte. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 14 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  15. 15. • Foi uma ponte com portagem (cinco reis por pessoa) instituída, um dia depois da inauguração do tabuleiro superior, a 1 de Novembro de 1886 e que só deixariam de ser cobradas a 1 de Janeiro de 1944, ou seja, quase 58 anos depois. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 15 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  16. 16. 16
  17. 17. 17
  18. 18. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 18 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • O Nome e a Lenda Reza uma lenda popular que a Ponte apenas se chama Ponte Luiz I e não Dom Luis por o rei não ter estado presente na sua inauguração, pelo que o povo assim chamara á ponte como «vingança» pela suposta falta de respeito. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  19. 19. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 19 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Bom, na verdade, a haver falta de respeito é pela verdade histórica como qualquer portuense sabe.
  20. 20. Todos designam a ponte como de D. Luis embora na placa que encima a entrada do tabuleiro inferior não conste o Dom. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 20 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  21. 21. • Seria portanto o povo a dar essa consideração e não a tirá-la, pelo que morre logo aqui aquela tola lenda. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 21 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/ Karl Emil Biel, conhecido como Emílio Biel (Amberg, 18 de Setembro de 1838 – Porto, 14 de Setembro de 1915), foi um negociante, editor e fotógrafo alemão, considerado um dos precursores da fotografia em Portugal
  22. 22. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 22 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • A atestar tal facto, refira-se que nas notícias nos jornais durante o período da sua construção a ponte era designada por "Ponte Luiz I"; também outras importantes construções da mesma época com os nomes de membros da família real não tinham os títulos nos seus nomes, caso da ponte ferroviária Maria Pia (e não Dona Maria Pia), dedicada à rainha;
  23. 23. e do velódromo Maria Amélia (e não Dona Amélia), dedicado à futura rainha consorte do rei D. Carlos; Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 23 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  24. 24. 24
  25. 25. • Acrescente-se ainda que apesar de o nome oficial da ponte ser "Luiz I", conforme atestam as incrições nas placas dos pegões-encontro sobre as entradas do tabuleiro inferior, a população do Porto sempre a chamou de "Ponte D. Luís", salvaguardando o título do rei com quem a cidade tinha grande proximidade. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 25 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  26. 26. • Na segunda metade do século XIX, o comércio progredia na cidade do Porto. As fábricas espalhavam-se por todo o bairro oriental da cidade, dito brasileiro. O tráfego para Gaia e Lisboa crescia a olhos vistos, e a bela Ponte Pênsil não chegava para uma circulação eficaz Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 26 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Contextualização histórica
  27. 27. • Um pouco à semelhança do que sucedeu noutros recantos europeus, a construção de pontes em Portugal acompanhou o próprio processo de abertura de novas estradas, no âmbito da política Fontista de meados de oitocentos, período geralmente conhecido por Regeneração. 27 Regeneração é a designação dada ao período da Monarquia Constitucional portuguesa que se seguiu à insurreição militar de 1 de Maio de 1851 que levou à queda de Costa Cabral e dos governos de inspiração setembrista. Apesar do ministério que resultou do golpe ser presidido pelo marechal Saldanha, o principal personagem da Regeneração foi Fontes Pereira de Melo. Embora não possa ser claramente delimitada no tempo, o período da Regeneração durou cerca de 17 anos, terminando com a revolta da Janeirinha, em 1868, que levou o Partido Reformista ao poder. A Regeneração foi caracterizada pelo esforço de desenvolvimento económico e de modernização de Portugal, por Fontes Pereira de Melo a que se associaram pesadas medidas fiscais.
  28. 28. • E foi neste ambiente, que a primeira ponte metálica lançada em território nacional teve lugar na cidade do Porto, sobre o rio Douro, a conhecida "Ponte Pênsil", certamente graças à grande actividade comercial que caracterizava a urbe e à considerável comunidade de origem britânica que aí residia desde há longa data. 28
  29. 29. • Por proposta de lei de 11 de Fevereiro de 1879, o Governo determinou a abertura de concurso para a "construção de uma ponte metálica sobre o rio Douro, no local que se julgar mais conveniente em frente da cidade do Porto, para a substituição da actual ponte pênsil“; Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 29 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  30. 30. após o governo não ter aceite um projecto da firma G. Eiffel et Cie. que só contemplava um tabuleiro ao nível da ribeira, com sector levadiço na parte central. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 30 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  31. 31. • Um projecto que mereceu um Grande Prémio na Exposição Universal de Paris de 1878, mas não servia para uma eficaz ligação entre os núcleos urbanos do Porto e Gaia. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 31 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  32. 32. • Por isso aquele concurso impôs como premissa necessária à concepção de uma ponte de dois tabuleiros. Apresentaram-se numerosos concorrentes: Société de Braine Leconte, Société des Batignolles (duas soluções), G. Eiffel et Cie., Auguste LeCoq. Andrew Handyside, Société de Willebroek(duas soluções) e John Wixon. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 32 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  33. 33. • Foi vencedora a proposta da empresa belga Société de Willebroeck, com projecto do engenheiro Teófilo Seyrig, que já tinha sido o autor da concepção e chefe da equipa de projecto da Ponte D. Maria Pia. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 33 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  34. 34. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 34 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Teófilo Seyrig, enquanto sócio de Gustave Eiffel, assina como único responsável a nova e grandiosa Ponte Luís I Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  35. 35. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 35 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • A construção inicia-se em 1881 e a inauguração acontece a 31 de Outubro de 1886.
  36. 36. • A estrutura da nova ponte, verdadeira filigrana de ferro, que passou a ser, juntamente com a Torre dos Clérigos, o ex libris por excelência do Porto, pesava no seu conjunto 3.045 toneladas. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 36 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  37. 37. • A ponte ficou iluminada por meio de artísticos candeeiros de gás, 24 no tabuleiro superior, 8 no inferior e 8 nos encontros. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 37 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  38. 38. • O tabuleiro superior foi inaugurado a 31 de Outubro de 1886, dia do aniversário natalício de el-rei D. Luiz, ao qual assistiram, para além das autoridades governamentais, as autoridades municipais administrativas e religiosas da cidade do Porto e de Vila Nova de Gaia. 38
  39. 39. Actualidade Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 39 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Desde 2005 o seu tabuleiro superior serve a Linha D do Metro do Porto e no tabuleiro inferior peões e veículos automóveis. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  40. 40. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 40 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Em 2012, uma inspeção das Estradas de Portugal concluiu que a ponte precisava de obras de manutenção e reabilitação, nomeadamente ao nível do pavimento, juntas de dilatação, e pintura de vigas e guarda-corpos (varadins ou baluastradas)
  41. 41. • Durante o mês de agosto de 2013 deu-se uma «manutenção regular no tabuleiro superior», tendo estado a Linha Amarela do Metro do Porto encerrada entre as estações General Torres e Trindade a partir das 21:30. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 41 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  42. 42. Cronologia 1879, 11 de fevereiro - é determinada pelo governo a construção de uma ponte sobre o Douro 1880, novembro - apresentação a concurso dos projectos de construção 1881, janeiro - deliberação que escolheu um projecto da sociedade belga Société Willebreck de Bruxelas 1881, 21 de novembro - adjudicação da obra à empresa belga Société de Willebroeck 1881 - início da construção Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 42 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  43. 43. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 43 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis 1886, 26 de maio - efectuados testes de resistência à ponte 1886, 30 de outubro - conclusão dos trabalhos do tabuleiro superior 1886, 31 de outubro - inauguração do tabuleiro superior 1886, 1 de novembro - entra em vigor o sistema de portagens a favor da empresa adjudicatária Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  44. 44. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 44 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis 1888, 31 de outubro - inauguração do tabuleiro inferior, e conclusão das obras 1905 - colocação de carris dos eléctricos 1944, 1 de janeiro - extinção do sistema de portagens
  45. 45. 1954 - obras de reparação e remoção dos elétricos com projecto do engenheiro Edgar Cardoso 2003, 27 de Junho - encerramento ao trânsito do tabuleiro superior, para adaptação da estrutura ao metro 2005, 18 de setembro - inauguração da linha de metro e da passagem de peões no tabuleiro superior Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 45 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  46. 46. • O arco é formado por duas curvas parabólicas divergentes. O tabuleiro superior apoia-se nos encontros de cantaria e nos três pilares de cada margem do rio. Na sua totalidade foram gastos 3000 toneladas de ferro, sendo que deles 172 metros são de corda e 45 metros são de flecha, componentes do arco da ponte. Características Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 46 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  47. 47. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 47 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Eixos viários criados por ocasião da construção da Ponte Luis I • Avenida da Ponte (Porto) • Avenida da República (V. N. de Gaia)
  48. 48. • Avenida da Ponte (Atual Avenida Vimara Peres) Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 48 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Desde a construção da ponte Luís I, colocou-se a questão da articulação do tabuleiro superior com a praça de D. Pedro (da Liberdade) que se ia assumindo como centro da cidade. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  49. 49. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 49 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • A construção da Estação de S. Bento, e seguidamente a abertura da avenida dos Aliados, rematada a norte pelos novos Paços do Concelho, vieram tornar premente a abertura de uma Avenida que ligasse directamente o tabuleiro superior da ponte ao centro da cidade.
  50. 50. Por isso desde Barry Parker até aos Planos “italianos”, todos eles procuram soluções para esta avenida. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 50 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  51. 51. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 51 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Nos finais dos anos 30 procede-se ao arranjo dos acessos à Sé e é aberto o Terreiro, para as Comemorações do Bicentenário (Exposição do Mundo Português), a que também não é alheio o facto da Câmara Municipal estar instalada no Paço Episcopal.
  52. 52. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 52 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Nos anos 50 começa a ser desbravado o morro da cividade. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  53. 53. • As concepções urbanísticas das décadas de 1940 a 1960 propunham a demolição pura e simples das áreas mais degradadas. Foi o que se fez, por exemplo, com o velho casario defronte da Sé que, em 1939-40, foi destruído para alargamento do Terreiro da Sé; 53
  54. 54. • com a abertura da chamada "Avenida da Ponte" (nos anos 50), que desventrou o Morro de Cividade, destruindo o antigo Largo do Corpo da Guarda; bem como alguns trechos do Barredo e de Miragaia. 54
  55. 55. • A sul da estação ferroviária de São Bento, Barry Parker projetou uma larga avenida-praça ligando à avenida Saraiva de Carvalho (atual Av. Vimara Peres) e daí ao tabuleiro superior da ponte Luís I. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 55 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  56. 56. Tal como tinha proposto para a "avenida da Cidade" (hoje, avenida dos Aliados), também aqui os edifícios projetados, tanto pelo desenho dos alçados de conjunto, como pelos elementos que compõe a fachada remetem para o neoclássico portuense. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 56 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis roposta de Barry Parker para frente urbana da avenida da Ponte, 1916.
  57. 57. • Como sabemos, na avenida da Ponte nunca chegou a ser erguida qualquer frente urbana. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 57 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  58. 58. • Avenida da República O facto da Ponte Luís I, inaugurada a 31 de Outubro de 1886, ter um tabuleiro a uma cota superior, abrigou à abertura, na margem sul, de uma nova via de acesso. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 58 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  59. 59. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 59 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • No entanto, a existência no local do morro da Serra do Pilar impossibilitou que fosse imediatamente rasgada uma ampla avenida.
  60. 60. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 60 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • Em vez disso, a via começou por contornar o morro, após o que seguia um trajecto rectilíneo até à actual Rua de Luís de Camões, na época estrada de ligação a Oliveira de Azeméis. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  61. 61. • A instalação da linha do eléctrico, em 1905, a partir do Porto, obrigou ao rasgamento de uma trincheira em pleno morro da Serra do Pilar, alinhada com o traçado da via que seguia para sul, na época designada Avenida de Campos Henriques. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 61 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  62. 62. No entanto, a metade oeste do morro só seria completamente arrasada em 1927, construindo-se no seu lugar o Jardim do Morro. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 62 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  63. 63. • O eléctrico permitia um fácil acesso à cidade do Porto, o que valorizou a avenida, tornando-a, aos poucos, uma zona urbanizada e uma nova centralidade de Vila Nova de Gaia, afastada da zona ribeirinha onde, até então, se concentravam os serviços, o comércio e o poder político do concelho. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 63 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  64. 64. A Avenida de Campos Henriques foi sendo prolongada para sul e sofrendo melhoramentos sucessivos. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 64 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis A fotografia de cima(virada a Sul) é de 1923. Vemos à direita da mesma, o espaço actualmente ocupado pelo Jardim do Morro
  65. 65. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 65 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • A importância crescente do local levou a que, em 1914, a câmara municipal tenha decido transferir-se da antiga Rua Direita (hoje Rua de Cândido dos Reis), para o cruzamento entre a avenida e a Rua de Álvares Cabral, inaugurando-se uns novos paços do concelho em 1925.
  66. 66. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 66 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis • O valor imobiliário dos terrenos que circundavam a avenida foi crescendo continuamente, levando à construção de numerosas casas apalaçadas rodeadas de jardins, especialmente na zona norte da avenida, mais próxima da cidade do Porto. Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  67. 67. • Em 1934 a avenida, que entretanto via o seu nome mudado para Avenida do Marechal Carmona, atinge finalmente o lugar de Santo Ovídio, onde se constrói uma rotunda ligando à, na época, Estrada Nacional n.º 10 (mais tarde EN1) que seguia para Coimbra e Lisboa. Universidade Sénior Contemporânea – www.usc.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 67 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  68. 68. • Esta ligação consagrou a importância desta artéria como principal eixo de ligação à cidade do Porto e sua porta de entrada para quem vinha do sul. Artur Filipe dos Santos – www.artursantos.no.sapo.pt Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 68 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis
  69. 69. • Após o 25 de Abril a avenida adoptou o seu nome actual: Avenida da República. O dinamismo económico que, ao longo das últimas décadas, se gerou ao longo deste eixo, provocou alterações profundas na sua estrutura urbana. Coleção de Manuais da Universidade Sénior Contemporânea 69 As Pontes do Porto – Ponte de D. Luis Edições Uscontemporanea - http://edicoes-uscontemporanea.webnode.pt/
  70. 70. Bibliografia • http://www.infopedia.pt/$ponte-de-d.-luis-i,3 • http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_de_D._Lu%C3%ADs_(Porto) • http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_da_Rep%C3%BAblica_(Vila_Nova_d e_Gaia) • http://www.portopatrimoniomundial.com/ponte-luis-i.html • http://paginas.fe.up.pt/porto-ol/lfp/luiz.html • http://www.portoantigo.org/2011/10/nos-125-anos-da-ponte-d-luiz.html • http://www.portoxxi.com/cultura/ver_edificio.php?id=64 • http://doportoenaoso.blogspot.pt/ - excelente pintura de Júlio Resende • http://doportoenaoso.blogspot.pt/2011/05/os-planos-para-o-portodos- almadas-aos.html • http://pt.wikipedia.org/wiki/Avenida_da_Rep%C3%BAblica_(Vila_Nova_d e_Gaia) • https://www.facebook.com/PortoDesaparecido?fref=photo 70

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