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MARIANTES DO RIO DOURO
Igreja de
Santa Clara
História da Cidade
E dos Monumentos
Portuenses
Artur Filipe dos Santos
• Artur Filipe dos Santos
• Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de
Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente professor adjunto
no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia, coordenador da licenciatura de
Comunicação e Tecnologia Digital e do CTesP de Comunicação Digital, e docente na
Universidade Lusófona do Porto. Atua como docente e investigador nas área(s de Ciências
Sociais com ênfase em Ciências da Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património.
Perito em Protocolo (de Estado, Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da
Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios
Institucionales, UNED, Espanha, investigador e membro da Direção do Observatório
Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM-
Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da
Universidade de Vigo, Espanha, membro da Associação Portuguesa de Ciências da
Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos Caminhos Portugueses a Santiago de
Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES),
organismo pertencente à UNESCO, responsável pela avaliação das candidaturas dos bens
culturais universais a Património Mundial Como jornalista fez parte da TV Galiza, jornal A Bola,
Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro, Matosinhos Hoje, Jornal da Maia.
2
Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com
Não é possível
apresentar a imagem.
•https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue)
•https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue)
•https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico)
•https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico)
•Email: artursantos.com.pt@gmail.com
• É uma das jóias
arquitetónicas
religiosas da cidade do
Porto. A Igreja de Santa
Clara, revestida a talha
dourada barroca é um
convite à dimensão
visual dos sentidos.
3
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Concluída em 1457,
esta igreja fez parte do
convento das freiras
clarissas, que viria a
substituir um mosteiro
anterior, datado do séc.
XIII.
Não é possível apresentar a imagem.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Impressionante
exemplo da arte da
talha dourada do
barroco joanino, a
igreja de Santa Clara foi
alvo de extenso
restauro, terminado em
2021.
Não é possível apresentar a imagem.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Considerada um dos
melhores exemplares
das denominadas
igrejas forradas a ouro
do barroco joanino,
Santa Clara conserva a
sua estrutura
arquitectónica gótica,
que remonta ao século
XV.
Não é possível apresentar a imagem.
• Construída ao lado do
mais visível lanço das
Muralhas Fernandinas,
a Igreja de Santa Clara
ficou concluída em
1457, assim com o
mosteiro com o qual
fazia conjunto.
7
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Tal deveu-se a um
pedido das freiras
franciscanas clarissas
que pretendiam
substituir o mosteiro
anterior, do séc. XIII.
8
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Com a supressão de
vários mosteiros mais
pequenos nas diversas
localidades entre o século
XV e o século XVI, as
freiras foram-se
agregando em Santa
Clara levando para lá as
suas rendas, sendo uma
delas uma portagem por
todas as mercadorias que
passavam pelo Rio Douro.
9
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• No finais do século XIX,
com a morte da última
freira, o mosteiro foi
extinto o que causou
alguma degradação do
edifício.
10
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Posteriormente,
património do estado, e
feitas as obras
necessárias foi
adaptado para Centro
de Saúde e outras
instituições.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• A entrada da igreja é
feita através de uma
porta barroca, datada
de 1697 e reformulada
no século XVIII, com
elementos
renascentistas como
colunas salomónicas e
capitéis coríntios.
12
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Arquitectura religiosa,
gótica, renascentista e
barroca. Igreja de
convento feminino com
planta longitudinal e
nave única, ocultando a
sua estrutura primitiva
sob decoração barroca.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
• Interior coberto de
talha dourada, constitui
uma das principais
igrejas portuenses
forradas a ouro, com
talha de efeito
espectacular, com
extraordinária
harmonia e unidade,
apesar de não ter sido
realizada de uma só
vez.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
15
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• As capelas colaterais da
nave, 4 das quais com
colunas do género
churrigueresco, têm
caneluras e fitas,
encimadas por grades
do género hispano-
mourisco, coroamentos
joaninos e tribunas.
Não é possível apresentar a imagem.
• Encostada ao tramo
nascente da muralha
fernandina, a Igreja de
Santa Clara ficou
concluída em 1457,
assim com o mosteiro
com o qual fazia
conjunto.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• A cerimónia de
instituição do mosteiro
das clarissas do Porto
decorreu a 28 de Março
de 1416, tendo sido
marcada pela presença
das mais importantes
figuras do reino - D. João I
e os príncipes D.
Fernando e D. Afonso -,
que desde a primeira
hora privilegiaram a nova
casa, e pelo Bispo D.
Fernando Guerra.
• A esta primeira
campanha de obras,
seguiram-se muitas
outras, como é o caso da
campanha do claustro, de
características
maneiristas ou, já no
início do século XVIII, as
obras dos dormitórios, da
portaria, com um
imponente portal
barroco, e dos coros,
ocorridas entre 1707 e
1715.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Era abadessa D. Isabel
da Visitação quando o
arquitecto António
Pereira orientou os
trabalhos para elevar a
altura da capela-mor,
abrindo-se vãos para
melhorar a iluminação
do espaço.
As ruínas, vistas do lado dos Guindais, nos
princípios do séc. XX. Com as Muralhas
Fernandinas em grande plano
20
• Uma situação
semelhante seria
levada a cabo na nave,
em 1732, alteando-se
os panos murários
sobre as tribunas,
também rasgados por
janelas.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Pormenor do largo e da igreja de Santa
Clara. Desenho de José de Brito.
Reprodução fotográfica de Teófilo Rego.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Apesar de não
subsistirem muitos
elementos da primeira
campanha de obras, a
verdade é que todas
estas alterações mais
não fizeram do que
ampliar o espaço, em
nada alterando a sua
planimetria original.
Aspecto geral do pátio e do convento de
Santa Clara, destaque para o chafariz que
se encontra no meio doi pátio. Desenho de
João Monteiro (1920).
Reprodução fotográfica de Teófilo Rego.
• A grande mudança
registada, e que implica
uma nova percepção do
templo, não é resultado
de uma transformação
estrutural, mas sim de
uma encenação
responsável pela total
alteração do espaço
pré-existente.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Pormenor da cruz de empena
da igreja de Santa Clara.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Com a supressão de
vários mosteiros mais
pequenos nas diversas
localidades entre o século
XV e o século XVI, as
freiras foram-se
agregando em Santa
Clara levando para lá as
suas rendas, sendo uma
delas uma portagem por
todas as mercadorias que
passavam pelo Rio Douro.
• Extravasando o âmbito
dos retábulos, a talha
dourada "invadiu" a
igreja revestindo e
salientando as
estruturas
arquitectónicas.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
26
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• A talha dourada da
capela-mor foi
executada, cerca de
1730, pelo entalhador
lisboeta Miguel
Francisco da Silva, ao
tempo a trabalhar no
Norte do país.
Não é possível apresentar a imagem.
27
sível apresentar a imagem.
• O retábulo insere-se
neste esquema geral,
revelando um
movimento cenográfico
e uma decoração
exuberante, onde se
exibem as imagens de
São Francisco e Santa
Clara.
28
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
29
Não é possível apresentar a imagem.
30
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Este conjunto da
capela-mor foi depois
dourado, em 1744, por
Pedro da Silva Lisboa e
António José Pereira.
Não é possível apresentar a imagem.
• Apesar de ser referida,
juntamente com a igreja
de São Francisco, como
os melhores exemplos de
igrejas forradas a ouro, a
verdade é que a talha de
Santa Clara revela uma
unidade formal que a de
São Francisco, executada
em diversas campanhas,
está longe de apresentar.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Não é possível apresentar a imagem.
32
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Tal como convinha a
uma igreja de uma
mosteiro feminino, a
entrada principal
encontrava-se na
fachada lateral, pois a
zona contrária à capela-
mor era ocupada pelo
coro alto e pelo coro
baixo.
Não é possível apresentar a imagem.
33
Não é possível apresentar a imagem.
• Este portal, em arco de
volta perfeita, flanqueado
por pilastras e tondo,
com entablamento a
suportar o friso de três
nichos que antecede o
remate ameado, conjuga
elementos tardo-góticos
e renascentistas, tendo
sido reformulado no
século XVIII.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
35
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Formando um ângulo
de 45º, a entrada da
portaria é barroca, com
as suas colunas
salomónicas e o nicho
com a imagem de
Nossa Senhora da
Conceição.
36
• Um referência para os
azulejos dos coros, de
padrão polícromo no
coro baixo, e de tapete
no coro alto, onde é
visível ainda um painel
figurativo polícromo
representando uma
alegoria eucarística, com
inscrição relativa às
almas do Purgatório e a
data de 1680.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Segredos de
Santa Clara
• São vários os
investigadores que
adiantam que o
mosteiro de Santa Clara
nasce de uma
promessa realizada por
D. Filipa de Lencastre.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
40
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Em março de 1416, oito
meses depois da morte
de D. Filipa de
Lencastre, o rei D. João
I e a Ínclita Geração
vieram ao Porto colocar
a primeira pedra na
obra que viria a ser o
mosteiro de Santa
Clara.
41
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Aquele lugar, na época,
era conhecido como
os Carvalhos do Monte,
junto das muralhas
fernandinas.
Muralha Fernandina, as suas
portas e postigos
42
43
• Na centúria de
quinhentos, a cidade do
Porto não era mais que
o monte da Sé (Pena
Ventosa), com um
prolongamento urbano
para a Ribeira, além de
corservar dentro do
reduto amuralhado os
conventos de São
Francisco e de São
Domingos.
44
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• O traçado da muralha
começava no Postigo do
Carvalho, dado que o local se
chamava dos Carvalhos do
Monte, também se chamou
de Santa Clara, por estar
perto do Mosteiro, de Santo
António do Penedo e por estar
perto desta capela e passou
mais tarde a chamar-se Porta
do Sol, quando foi
reconstruído com maior
imponência pelo
corregedor João de Almada e
Melo, e entrou ao serviço em
Agosto de 1768 e passou a ter
aquele nome devido à gravura
impressa na pedra de um sol.
45
• Em 1316 o Vale de Asna
compreendia todos os
terrenos que ficavam a
nascente do Monte dos
Carvalhos, da parte de fora
da muralha fernandina
onde, posteriormente, se
rasgaram as ruas de
Augusto Rosa, do Sol, de
Alexandre Herculano, do
Duque de Loulé, de S. Luís e
o largo do Actor Dias e daí
se falar no “Monte junto a
Vale de Asna” ao que seria
no futuro os Carvalhos do
Monte.
46
47
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• De resto o Porto era um
misto de hortas,
pomares, com casas
dispersas.
Torre da muralha junto à Porta do Sol
• As freiras clarissas já se
encontravam em
Portugal desde o séc.
XIII, mais
concretamente em
Entre-os-Rios, onde
construíram o mosteiro
conhecido como Santa
Clara do Torrão.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Foi esta comunidade
que convenceu D. Filipa
de Lencastre a apoiar a
transferência da ordem
para a cidade Invicta.
• A principal razão
alegada pela
comunidade foi a falta
de segurança, facto que
leva o papa Inocêncio
VII a autorizar a
construção do novo
mosteiro.
50
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
51
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Outros alegam que foi a
a existência de abusos
cometidos no Convento
por grande número de
nobres, apresentada
por Frei João de Xira,
visitador das religiosas
e confessor de D. João I,
que justificou a sua
transferência do Torrão,
lugar despovoado e
solitário, para o Porto.
Capelão real (século XV). Foi incumbido por D.
João I de anunciar na igreja qual o destino, até
então desconhecido, da armada que se dirigia
para conquistar Ceuta.
52
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Em 1416, sob o
patrocínio de Dona
Filipa de Lencastre, e
através da bula "Sacrae
Religionis" de Inocêncio
VII, do mesmo ano,
dirigida ao abade
beneditino de Santo
Tirso, foi obtida a
autorização necessária.
• Pelas palavras do cronista
Fernão Lopes, sabemos que a
Rainha D. Filipa de Lencastre
tendo-se apercebido de que a
morte a impediria de assistir à
fundação do Convento de
Santa Clara na cidade do
Porto, recomendou a seu
marido, D. João I, que desse
cumprimento, em sua
memória, a esta vontade. O
Rei, que fez questão de
«executar o que ella intentou,
com grande gloria sua veio em
pessoa ao Porto»,
acompanhado dos filhos, o
Infante D. Fernando e o Conde
de Barcelos, D. Afonso.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Em 1416, a 25 de
Março, foi lançada a
primeira pedra -
benzida pelo bispo do
Porto, D. Fernando da
Guerra - na presença
do monarca que, nesse
ano, tomou os dois
conventos sob a sua
protecção.
55
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• As obras arrancam
nesse ano e prolongam-
se até 1457 mas as
clarissas começaram a
ocupar o mosteiro do
Porto, logo em 1427.
• Tal deveu-se à
intervenção de D.
Duarte, que
confirmaria todos os
privilégios à ordem.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
o Eloquente e o Rei-Filósofo
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Contudo, os
rendimentos não eram
suficientes para que a
obra continuasse,
embora fossem de
grande soma os valores
concedidos por D.
Afonso V (O Africano),
só na segunda metade
do séc. XV chegariam
ao fim os trabalhos.
• Cerca de 1427, efectivou-se
a trasladação da
comunidade para o local
dos "Carvalhos do Monte"
junto à Porta de Santo
António da Pena ou
Penedo, dentro dos muros
da cidade, ao longo da
muralha fernandina, com a
intervenção de D. Fernando
de Guerra, arcebispo de
Braga. As freiras
mantiveram os privilégios,
doações e foros, obtidos no
anterior Convento.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Capela de Santo António do Penedo,
demolida, com a casa solarenga dos
Brandões, em 1887 para a construção
da Avenida Saraiva de Carvalho
• «[...] Aos três dias do mes de Agosto do
anuo de mil e seiscentos e onze annos em
esta cidade do Portto na serca do mosteiro
de Santa Clara desta cidade aomde eu
escrivão fui com o juiz do ditto tombo e com
o procurador do dito comvento e porteiro e
o louvado Gomçallo Ferreira ao goal louvado
o dito juiz mandou que fizesse a dita
medição e demarcação do dito mosteiro
serca e cazas e agoa a goal se fez da maneira
seguinte. E logo o dito medidor louvado
comesou a medir a serca do dito mosteiro
polia banda de fora: da parte do Codesal do
canto do muro da horta da segunda crasta
com numa vara de simco palmos, correndo
assi direito pellos cantos ao longo dos
dormitórios e pella porta da portaria, atee
chegar ao canto do muro da cidade junto
com a porta do carro que vay para dentro do
mosteiro o que tudo tem atee o dito canto
cento e quorenta e nove varas e mea de
medir pano de sinco palmos cada huma
aonde no dito canto do muro
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
Um documento de 1611
descreve o seguinte:
• : da cidade se fex huma cruz ao
piquo feita pello dito medidor omde
acaba de demarcar e diviza a dita
serca: defronte de Santo Antonio;e
loguo forão pella banda de dentro,
da dita serca da mesma banda, do
Codeçal e comesarão a medir com a
mesma vara a dita serca: que comesa
na torre grande que se sobre os
Guin- dais aonde o dito medidor fez
huma cruz no canto da ditta torre
com o piquo na mesma torre e
esquina delia e foi medida a
emtestar no dito canto da crasta:
segunda aonde comes ou. Pella dita
crasta digo polia banda de fora e tem
noventa e qoatro varas de maneira
que toda a serca da parte da cidade
e Codeçal da dita torre de sobre os
Guindais atee entestar no dito muro
e ponta do carro do dito mosteiro
defronte de Santo Antonio:
60
• omde se fez a dita cruz no
muro tem tudo duzentas e
quarenta e três varas e mea e
não se medio pella parte do
muro da cidade por não ser
necessario e dentro desta
cerqua fica o dito mosteiro
igreia dormitorios hortas
crastas pumares arvores de
fructo e sem ele casas de ser-
ventia e recolhimento dos
cappelains e comfessore
outras pertenças e patios e
ser- ventias emtradas e saidas
tudo declarado no auto deste
conhecimento.
61
• Durante o século XVII,
assistiu-se a um aumento
considerável do número
de religiosas, estimando-
se que excedessem a
centena. Após o
terramoto de 1755,
muitas religiosas
trocaram o convento de
Sant'Ana e outros das
cidades de Lisboa,
Santarém e Coimbra,
pelo de Santa Clara.
62
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Em 1834, no âmbito da
"Reforma geral eclesiástica"
empreendida pelo Ministro e
Secretário de Estado, Joaquim
António de Aguiar, executada
pela Comissão da Reforma
Geral do Clero (1833-1837),
pelo Decreto de 30 de Maio,
foram extintos todos os
conventos, mosteiros,
colégios, hospícios e casas de
religiosos de todas as ordens
religiosas, ficando as de
religiosas, sujeitas aos
respectivos bispos, até à
morte da última freira, data
do encerramento definitivo.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Os bens foram
incorporados nos
Próprios da Fazenda
Nacional.
Em 1900, encerrou por
falecimento da última
religiosa. Foi, por
exemplo, utilizado para
hospital.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Fica a curiosidade de,
em 1796, a memória da
abadessa D. Ana
Margarida de Oliveira
refere que o mosteiro
tinha 130 celas e dois
dormitórios, descreve:
• "O edifício deste mosteiro
consiste numa antiga,
mas muito perfeita,
igreja, toda coberta da
talha dourada. Dois coros
pequenos, um de cima e
outro de baixo, sua
sacristia, e dormitórios
dos quais, os de sua
fundação, pela sua
antiguidade, se acham
bastante arruinados.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Outros dormitórios que
se fizeram há mais de
setenta anos se acham
em bom estado pelo
grande cuidado que
tem havido em os
consertar e reparar.
Tem uma cozinha,
celeiro e oficinas, tudo
pequeno e do tempo da
sua fundação.
• Tem dois claustros, um
em que se sepultam as
religiosas que falecem e
outro em que se acham
muitas casinhas térreas
que servem de cozinhas
particulares por ser
pequena a da
comunidade e por não
poderem todas as
religiosas cozinhar nela.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Também tem sua cerca
pequena, bem murada de
muro alto, e nele dois
mirantes que servem
para alívio e recreação
das religiosas, pelo
grande golpe de vista de
que gozam do rio Douro,
mar e terra em distância
de muitas léguas."
•
• O dia a dia das jovens
das classes
aristocráticas era
marcado por orações,
especialmente ao
acordar e ao deitar.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
71
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Entre as obrigações de
caráter religioso,
constava a presença
regular e atenta à missa e
a aprendizagem do
catecismo. Após a
primeira comunhão, a
jovem assumia uma nova
responsabilidade: a
confissão, com a
regularidade mínima
mensal, que deveria ser
precedida da prática
diária do exame de
consciência.
• A dada altura, era
pedido à jovem que
fizesse a opção entre o
casamento e a vida
religiosa. Escolhendo o
casamento, a mulher
devotava a sua vida ao
marido e aos filhos,
mas onde a religião
também marcava
presença constante.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
73
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Noutros casos, em que se
invocava especial vocação,
a opção recaía na inteira
dedicação à vida religiosa.
No entanto, a idade da
escolha era, quase sempre,
demasiado prematura para
que esta decisão pudesse
ser tomada com total
isenção. Para além disso,
em muitas famílias da
aristocracia portuense,
enviar filhas para o
convento fazia parte
da tradição familiar.
74
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Uma rapariga para ingressar
como freira em Santa Clara
teria de ser da elite da
cidade, acolhendo donzelas
e mulheres de famílias
nobres e, sobretudo, de
uma burguesia que
desejava promover-se,
funcionando o ingresso de
um elemento na instituição
como um mecanismo de
distinção social de toda a
família. Entrar em Santa
Clara não era para qualquer
uma.
• Desde logo, havia pré-
requisitos a cumprir
pela candidata, já tinha
de ser considerada pela
comunidade como
sendo virtuosa, de boa
reputação e saudável,
ter mais de doze anos e
ser solteira ou viúva.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
76
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• Depois, a cada candidata a
noviça era exigida
uma doação. Era redigido um
contrato no notário, no qual
ficavam registadas
informações como a
identificação da futura
religiosa e do doador, o valor
do dote e algumas condições
a cumprir. Era vulgar o doador
exigir a devolução do dote ou,
pelo menos, de parte dele, na
eventualidade de não chegar a
ter lugar a profissão de fé, por
exemplo, por falecimento da
noviça.
• No final, a admissão da
candidata ficava
pendente da
concordância das
restantes religiosas que
expressavam a sua
vontade por votação
secreta, utilizando favas
brancas e pretas.
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Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
78
Cadeira de História do Porto
Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
• A partir do momento em
que era admitida, a
jovem era considerada
pupila ou educanda até
cumprir os quinze anos
de idade e poder tornar-
se noviça. A maioria
professava ao fim de um
ano de noviciado. Para
além do dote, revertiam
para o convento todas as
heranças que a nova
religiosa viesse a receber.
Porta do Sol, vista da parte intramuros, da rua de
Santo António do Penedo (hoje, avenida Saraiva de
Carvalho). À direita, a casa brasonada dos Brandões
que encostava à capela de Santo António do Penedo,
ambas demolidas em 1887 e localizadas no que
agora é o largo de 1.º de Dezembro. À esquerda, o
palácio dos condes de Azevedo, hoje um
empreendimento turístico; desenho de 1833
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• https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/1954.pdf
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  • 1. 1 MARIANTES DO RIO DOURO Igreja de Santa Clara História da Cidade E dos Monumentos Portuenses Artur Filipe dos Santos
  • 2. • Artur Filipe dos Santos • Doutorado em Comunicação, Publicidade, Relações Públicas e Protocolo pela Faculdade de Ciências Sociais e da Comunicação da Universidade de Vigo, é atualmente professor adjunto no ISLA Instituto Politécnico de Gestão e Tecnologia, coordenador da licenciatura de Comunicação e Tecnologia Digital e do CTesP de Comunicação Digital, e docente na Universidade Lusófona do Porto. Atua como docente e investigador nas área(s de Ciências Sociais com ênfase em Ciências da Comunicação, Comunicação e Divulgação do Património. Perito em Protocolo (de Estado, Universitário, Multicultural e Empresarial) é membro da Associação Portuguesa de Estudos de Protocolo (APOREP), membro da Sociedad de Estudios Institucionales, UNED, Espanha, investigador e membro da Direção do Observatório Iberoamericano de Investigação e Desenvolvimento em Comunicação (OIDECOM- Iberoamérica), Espanha, membro do Centro de Investigação em Comunicação (ICOM-X1) da Universidade de Vigo, Espanha, membro da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). É ainda divulgador dos Caminhos Portugueses a Santiago de Compostela. É membro do ICOMOS (INTERNATIONAL COUNCIL OF MONUMENTS AND SITES), organismo pertencente à UNESCO, responsável pela avaliação das candidaturas dos bens culturais universais a Património Mundial Como jornalista fez parte da TV Galiza, jornal A Bola, Rádio Sim (grupo Renascença), O Primeiro de Janeiro, Matosinhos Hoje, Jornal da Maia. 2 Artur Filipe dos Santos – artursantos.com.pt@gmail.com Não é possível apresentar a imagem. •https://omeucaminhodesantiago.wordpress.com/ (Blogue) •https://politicsandflags.wordpress.com/about/ (Blogue) •https://arturfilipesantos.wixsite.com/arturfilipesantos (Académico) •https://comunicacionpatrimoniomundial.blogia.com/ (Académico) •Email: artursantos.com.pt@gmail.com
  • 3. • É uma das jóias arquitetónicas religiosas da cidade do Porto. A Igreja de Santa Clara, revestida a talha dourada barroca é um convite à dimensão visual dos sentidos. 3 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 4. 4 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Concluída em 1457, esta igreja fez parte do convento das freiras clarissas, que viria a substituir um mosteiro anterior, datado do séc. XIII. Não é possível apresentar a imagem.
  • 5. 5 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Impressionante exemplo da arte da talha dourada do barroco joanino, a igreja de Santa Clara foi alvo de extenso restauro, terminado em 2021. Não é possível apresentar a imagem.
  • 6. 6 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Considerada um dos melhores exemplares das denominadas igrejas forradas a ouro do barroco joanino, Santa Clara conserva a sua estrutura arquitectónica gótica, que remonta ao século XV. Não é possível apresentar a imagem.
  • 7. • Construída ao lado do mais visível lanço das Muralhas Fernandinas, a Igreja de Santa Clara ficou concluída em 1457, assim com o mosteiro com o qual fazia conjunto. 7 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 8. • Tal deveu-se a um pedido das freiras franciscanas clarissas que pretendiam substituir o mosteiro anterior, do séc. XIII. 8 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 9. • Com a supressão de vários mosteiros mais pequenos nas diversas localidades entre o século XV e o século XVI, as freiras foram-se agregando em Santa Clara levando para lá as suas rendas, sendo uma delas uma portagem por todas as mercadorias que passavam pelo Rio Douro. 9 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 10. • No finais do século XIX, com a morte da última freira, o mosteiro foi extinto o que causou alguma degradação do edifício. 10 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 11. • Posteriormente, património do estado, e feitas as obras necessárias foi adaptado para Centro de Saúde e outras instituições. 11 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 12. • A entrada da igreja é feita através de uma porta barroca, datada de 1697 e reformulada no século XVIII, com elementos renascentistas como colunas salomónicas e capitéis coríntios. 12 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 13. • Arquitectura religiosa, gótica, renascentista e barroca. Igreja de convento feminino com planta longitudinal e nave única, ocultando a sua estrutura primitiva sob decoração barroca. 13 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 14. • Interior coberto de talha dourada, constitui uma das principais igrejas portuenses forradas a ouro, com talha de efeito espectacular, com extraordinária harmonia e unidade, apesar de não ter sido realizada de uma só vez. 14 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 15. 15 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • As capelas colaterais da nave, 4 das quais com colunas do género churrigueresco, têm caneluras e fitas, encimadas por grades do género hispano- mourisco, coroamentos joaninos e tribunas. Não é possível apresentar a imagem.
  • 16. • Encostada ao tramo nascente da muralha fernandina, a Igreja de Santa Clara ficou concluída em 1457, assim com o mosteiro com o qual fazia conjunto. 16 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 17. 17 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • A cerimónia de instituição do mosteiro das clarissas do Porto decorreu a 28 de Março de 1416, tendo sido marcada pela presença das mais importantes figuras do reino - D. João I e os príncipes D. Fernando e D. Afonso -, que desde a primeira hora privilegiaram a nova casa, e pelo Bispo D. Fernando Guerra.
  • 18. • A esta primeira campanha de obras, seguiram-se muitas outras, como é o caso da campanha do claustro, de características maneiristas ou, já no início do século XVIII, as obras dos dormitórios, da portaria, com um imponente portal barroco, e dos coros, ocorridas entre 1707 e 1715. 18 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 19. 19 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Era abadessa D. Isabel da Visitação quando o arquitecto António Pereira orientou os trabalhos para elevar a altura da capela-mor, abrindo-se vãos para melhorar a iluminação do espaço. As ruínas, vistas do lado dos Guindais, nos princípios do séc. XX. Com as Muralhas Fernandinas em grande plano
  • 20. 20
  • 21. • Uma situação semelhante seria levada a cabo na nave, em 1732, alteando-se os panos murários sobre as tribunas, também rasgados por janelas. 21 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Pormenor do largo e da igreja de Santa Clara. Desenho de José de Brito. Reprodução fotográfica de Teófilo Rego.
  • 22. 22 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Apesar de não subsistirem muitos elementos da primeira campanha de obras, a verdade é que todas estas alterações mais não fizeram do que ampliar o espaço, em nada alterando a sua planimetria original. Aspecto geral do pátio e do convento de Santa Clara, destaque para o chafariz que se encontra no meio doi pátio. Desenho de João Monteiro (1920). Reprodução fotográfica de Teófilo Rego.
  • 23. • A grande mudança registada, e que implica uma nova percepção do templo, não é resultado de uma transformação estrutural, mas sim de uma encenação responsável pela total alteração do espaço pré-existente. 23 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Pormenor da cruz de empena da igreja de Santa Clara.
  • 24. 24 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Com a supressão de vários mosteiros mais pequenos nas diversas localidades entre o século XV e o século XVI, as freiras foram-se agregando em Santa Clara levando para lá as suas rendas, sendo uma delas uma portagem por todas as mercadorias que passavam pelo Rio Douro.
  • 25. • Extravasando o âmbito dos retábulos, a talha dourada "invadiu" a igreja revestindo e salientando as estruturas arquitectónicas. 25 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 26. 26 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • A talha dourada da capela-mor foi executada, cerca de 1730, pelo entalhador lisboeta Miguel Francisco da Silva, ao tempo a trabalhar no Norte do país. Não é possível apresentar a imagem.
  • 28. • O retábulo insere-se neste esquema geral, revelando um movimento cenográfico e uma decoração exuberante, onde se exibem as imagens de São Francisco e Santa Clara. 28 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 29. 29 Não é possível apresentar a imagem.
  • 30. 30 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Este conjunto da capela-mor foi depois dourado, em 1744, por Pedro da Silva Lisboa e António José Pereira. Não é possível apresentar a imagem.
  • 31. • Apesar de ser referida, juntamente com a igreja de São Francisco, como os melhores exemplos de igrejas forradas a ouro, a verdade é que a talha de Santa Clara revela uma unidade formal que a de São Francisco, executada em diversas campanhas, está longe de apresentar. 31 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Não é possível apresentar a imagem.
  • 32. 32 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Tal como convinha a uma igreja de uma mosteiro feminino, a entrada principal encontrava-se na fachada lateral, pois a zona contrária à capela- mor era ocupada pelo coro alto e pelo coro baixo. Não é possível apresentar a imagem.
  • 33. 33 Não é possível apresentar a imagem.
  • 34. • Este portal, em arco de volta perfeita, flanqueado por pilastras e tondo, com entablamento a suportar o friso de três nichos que antecede o remate ameado, conjuga elementos tardo-góticos e renascentistas, tendo sido reformulado no século XVIII. 34 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 35. 35 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Formando um ângulo de 45º, a entrada da portaria é barroca, com as suas colunas salomónicas e o nicho com a imagem de Nossa Senhora da Conceição.
  • 36. 36
  • 37. • Um referência para os azulejos dos coros, de padrão polícromo no coro baixo, e de tapete no coro alto, onde é visível ainda um painel figurativo polícromo representando uma alegoria eucarística, com inscrição relativa às almas do Purgatório e a data de 1680. 37 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 38. 38 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Segredos de Santa Clara
  • 39. • São vários os investigadores que adiantam que o mosteiro de Santa Clara nasce de uma promessa realizada por D. Filipa de Lencastre. 39 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 40. 40 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Em março de 1416, oito meses depois da morte de D. Filipa de Lencastre, o rei D. João I e a Ínclita Geração vieram ao Porto colocar a primeira pedra na obra que viria a ser o mosteiro de Santa Clara.
  • 41. 41 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Aquele lugar, na época, era conhecido como os Carvalhos do Monte, junto das muralhas fernandinas.
  • 42. Muralha Fernandina, as suas portas e postigos 42
  • 43. 43
  • 44. • Na centúria de quinhentos, a cidade do Porto não era mais que o monte da Sé (Pena Ventosa), com um prolongamento urbano para a Ribeira, além de corservar dentro do reduto amuralhado os conventos de São Francisco e de São Domingos. 44 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 45. • O traçado da muralha começava no Postigo do Carvalho, dado que o local se chamava dos Carvalhos do Monte, também se chamou de Santa Clara, por estar perto do Mosteiro, de Santo António do Penedo e por estar perto desta capela e passou mais tarde a chamar-se Porta do Sol, quando foi reconstruído com maior imponência pelo corregedor João de Almada e Melo, e entrou ao serviço em Agosto de 1768 e passou a ter aquele nome devido à gravura impressa na pedra de um sol. 45
  • 46. • Em 1316 o Vale de Asna compreendia todos os terrenos que ficavam a nascente do Monte dos Carvalhos, da parte de fora da muralha fernandina onde, posteriormente, se rasgaram as ruas de Augusto Rosa, do Sol, de Alexandre Herculano, do Duque de Loulé, de S. Luís e o largo do Actor Dias e daí se falar no “Monte junto a Vale de Asna” ao que seria no futuro os Carvalhos do Monte. 46
  • 47. 47 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • De resto o Porto era um misto de hortas, pomares, com casas dispersas. Torre da muralha junto à Porta do Sol
  • 48. • As freiras clarissas já se encontravam em Portugal desde o séc. XIII, mais concretamente em Entre-os-Rios, onde construíram o mosteiro conhecido como Santa Clara do Torrão. 48 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 49. 49 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Foi esta comunidade que convenceu D. Filipa de Lencastre a apoiar a transferência da ordem para a cidade Invicta.
  • 50. • A principal razão alegada pela comunidade foi a falta de segurança, facto que leva o papa Inocêncio VII a autorizar a construção do novo mosteiro. 50 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 51. 51 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Outros alegam que foi a a existência de abusos cometidos no Convento por grande número de nobres, apresentada por Frei João de Xira, visitador das religiosas e confessor de D. João I, que justificou a sua transferência do Torrão, lugar despovoado e solitário, para o Porto. Capelão real (século XV). Foi incumbido por D. João I de anunciar na igreja qual o destino, até então desconhecido, da armada que se dirigia para conquistar Ceuta.
  • 52. 52 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Em 1416, sob o patrocínio de Dona Filipa de Lencastre, e através da bula "Sacrae Religionis" de Inocêncio VII, do mesmo ano, dirigida ao abade beneditino de Santo Tirso, foi obtida a autorização necessária.
  • 53. • Pelas palavras do cronista Fernão Lopes, sabemos que a Rainha D. Filipa de Lencastre tendo-se apercebido de que a morte a impediria de assistir à fundação do Convento de Santa Clara na cidade do Porto, recomendou a seu marido, D. João I, que desse cumprimento, em sua memória, a esta vontade. O Rei, que fez questão de «executar o que ella intentou, com grande gloria sua veio em pessoa ao Porto», acompanhado dos filhos, o Infante D. Fernando e o Conde de Barcelos, D. Afonso. 53 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 54. 54 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Em 1416, a 25 de Março, foi lançada a primeira pedra - benzida pelo bispo do Porto, D. Fernando da Guerra - na presença do monarca que, nesse ano, tomou os dois conventos sob a sua protecção.
  • 55. 55 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • As obras arrancam nesse ano e prolongam- se até 1457 mas as clarissas começaram a ocupar o mosteiro do Porto, logo em 1427.
  • 56. • Tal deveu-se à intervenção de D. Duarte, que confirmaria todos os privilégios à ordem. 56 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos o Eloquente e o Rei-Filósofo
  • 57. 57 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Contudo, os rendimentos não eram suficientes para que a obra continuasse, embora fossem de grande soma os valores concedidos por D. Afonso V (O Africano), só na segunda metade do séc. XV chegariam ao fim os trabalhos.
  • 58. • Cerca de 1427, efectivou-se a trasladação da comunidade para o local dos "Carvalhos do Monte" junto à Porta de Santo António da Pena ou Penedo, dentro dos muros da cidade, ao longo da muralha fernandina, com a intervenção de D. Fernando de Guerra, arcebispo de Braga. As freiras mantiveram os privilégios, doações e foros, obtidos no anterior Convento. 58 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Capela de Santo António do Penedo, demolida, com a casa solarenga dos Brandões, em 1887 para a construção da Avenida Saraiva de Carvalho
  • 59. • «[...] Aos três dias do mes de Agosto do anuo de mil e seiscentos e onze annos em esta cidade do Portto na serca do mosteiro de Santa Clara desta cidade aomde eu escrivão fui com o juiz do ditto tombo e com o procurador do dito comvento e porteiro e o louvado Gomçallo Ferreira ao goal louvado o dito juiz mandou que fizesse a dita medição e demarcação do dito mosteiro serca e cazas e agoa a goal se fez da maneira seguinte. E logo o dito medidor louvado comesou a medir a serca do dito mosteiro polia banda de fora: da parte do Codesal do canto do muro da horta da segunda crasta com numa vara de simco palmos, correndo assi direito pellos cantos ao longo dos dormitórios e pella porta da portaria, atee chegar ao canto do muro da cidade junto com a porta do carro que vay para dentro do mosteiro o que tudo tem atee o dito canto cento e quorenta e nove varas e mea de medir pano de sinco palmos cada huma aonde no dito canto do muro 59 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos Um documento de 1611 descreve o seguinte:
  • 60. • : da cidade se fex huma cruz ao piquo feita pello dito medidor omde acaba de demarcar e diviza a dita serca: defronte de Santo Antonio;e loguo forão pella banda de dentro, da dita serca da mesma banda, do Codeçal e comesarão a medir com a mesma vara a dita serca: que comesa na torre grande que se sobre os Guin- dais aonde o dito medidor fez huma cruz no canto da ditta torre com o piquo na mesma torre e esquina delia e foi medida a emtestar no dito canto da crasta: segunda aonde comes ou. Pella dita crasta digo polia banda de fora e tem noventa e qoatro varas de maneira que toda a serca da parte da cidade e Codeçal da dita torre de sobre os Guindais atee entestar no dito muro e ponta do carro do dito mosteiro defronte de Santo Antonio: 60
  • 61. • omde se fez a dita cruz no muro tem tudo duzentas e quarenta e três varas e mea e não se medio pella parte do muro da cidade por não ser necessario e dentro desta cerqua fica o dito mosteiro igreia dormitorios hortas crastas pumares arvores de fructo e sem ele casas de ser- ventia e recolhimento dos cappelains e comfessore outras pertenças e patios e ser- ventias emtradas e saidas tudo declarado no auto deste conhecimento. 61
  • 62. • Durante o século XVII, assistiu-se a um aumento considerável do número de religiosas, estimando- se que excedessem a centena. Após o terramoto de 1755, muitas religiosas trocaram o convento de Sant'Ana e outros das cidades de Lisboa, Santarém e Coimbra, pelo de Santa Clara. 62 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 63. • Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo. 63 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 64. • Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional. Em 1900, encerrou por falecimento da última religiosa. Foi, por exemplo, utilizado para hospital. 64 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 65. 65 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Fica a curiosidade de, em 1796, a memória da abadessa D. Ana Margarida de Oliveira refere que o mosteiro tinha 130 celas e dois dormitórios, descreve:
  • 66. • "O edifício deste mosteiro consiste numa antiga, mas muito perfeita, igreja, toda coberta da talha dourada. Dois coros pequenos, um de cima e outro de baixo, sua sacristia, e dormitórios dos quais, os de sua fundação, pela sua antiguidade, se acham bastante arruinados. 66 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 67. 67 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Outros dormitórios que se fizeram há mais de setenta anos se acham em bom estado pelo grande cuidado que tem havido em os consertar e reparar. Tem uma cozinha, celeiro e oficinas, tudo pequeno e do tempo da sua fundação.
  • 68. • Tem dois claustros, um em que se sepultam as religiosas que falecem e outro em que se acham muitas casinhas térreas que servem de cozinhas particulares por ser pequena a da comunidade e por não poderem todas as religiosas cozinhar nela. 68 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 69. 69 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Também tem sua cerca pequena, bem murada de muro alto, e nele dois mirantes que servem para alívio e recreação das religiosas, pelo grande golpe de vista de que gozam do rio Douro, mar e terra em distância de muitas léguas." •
  • 70. • O dia a dia das jovens das classes aristocráticas era marcado por orações, especialmente ao acordar e ao deitar. 70 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 71. 71 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Entre as obrigações de caráter religioso, constava a presença regular e atenta à missa e a aprendizagem do catecismo. Após a primeira comunhão, a jovem assumia uma nova responsabilidade: a confissão, com a regularidade mínima mensal, que deveria ser precedida da prática diária do exame de consciência.
  • 72. • A dada altura, era pedido à jovem que fizesse a opção entre o casamento e a vida religiosa. Escolhendo o casamento, a mulher devotava a sua vida ao marido e aos filhos, mas onde a religião também marcava presença constante. 72 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 73. 73 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Noutros casos, em que se invocava especial vocação, a opção recaía na inteira dedicação à vida religiosa. No entanto, a idade da escolha era, quase sempre, demasiado prematura para que esta decisão pudesse ser tomada com total isenção. Para além disso, em muitas famílias da aristocracia portuense, enviar filhas para o convento fazia parte da tradição familiar.
  • 74. 74 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Uma rapariga para ingressar como freira em Santa Clara teria de ser da elite da cidade, acolhendo donzelas e mulheres de famílias nobres e, sobretudo, de uma burguesia que desejava promover-se, funcionando o ingresso de um elemento na instituição como um mecanismo de distinção social de toda a família. Entrar em Santa Clara não era para qualquer uma.
  • 75. • Desde logo, havia pré- requisitos a cumprir pela candidata, já tinha de ser considerada pela comunidade como sendo virtuosa, de boa reputação e saudável, ter mais de doze anos e ser solteira ou viúva. 75 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 76. 76 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • Depois, a cada candidata a noviça era exigida uma doação. Era redigido um contrato no notário, no qual ficavam registadas informações como a identificação da futura religiosa e do doador, o valor do dote e algumas condições a cumprir. Era vulgar o doador exigir a devolução do dote ou, pelo menos, de parte dele, na eventualidade de não chegar a ter lugar a profissão de fé, por exemplo, por falecimento da noviça.
  • 77. • No final, a admissão da candidata ficava pendente da concordância das restantes religiosas que expressavam a sua vontade por votação secreta, utilizando favas brancas e pretas. 77 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos
  • 78. 78 Cadeira de História do Porto Igreja de Santa Clara – Artur Filipe dos Santos • A partir do momento em que era admitida, a jovem era considerada pupila ou educanda até cumprir os quinze anos de idade e poder tornar- se noviça. A maioria professava ao fim de um ano de noviciado. Para além do dote, revertiam para o convento todas as heranças que a nova religiosa viesse a receber. Porta do Sol, vista da parte intramuros, da rua de Santo António do Penedo (hoje, avenida Saraiva de Carvalho). À direita, a casa brasonada dos Brandões que encostava à capela de Santo António do Penedo, ambas demolidas em 1887 e localizadas no que agora é o largo de 1.º de Dezembro. À esquerda, o palácio dos condes de Azevedo, hoje um empreendimento turístico; desenho de 1833
  • 79. Bibliografia • http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimon io/patrimonio-imovel/pesquisa-do- patrimonio/classificado-ou-em-vias-de- classificacao/geral/view/70198/ • https://agendaculturalporto.org/igreja-de-santa- clara-no-porto/ • https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/1954.pdf 79 Cadeira de Património Cultural e Paisagístico português O Paço das Escolas – Universidade de Coimbra
  • 80. Bibliografia • https://www.igeoe.pt/index.php?id=5 80 Cadeira de Património Mundial e Turismo Cultural Património Mundial Natural de África