Fenomenologia e existencialimo

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Fenomenologia e existencialimo

  1. 1. “Fenomenologia designa uma ciência, uma conexão dedisciplinas científicas; mas, ao mesmo tempo e acima de tudo,fenomenologia, designa um método e uma atitude intelectual:a atitude intelectual especificamente filosófica, o métodoespecificamente filosófico”. Husserl
  2. 2.  A fenomenologia não é mera e simplesdescrição dos fenômenos, é sim o método quetodos os filósofos e também psicólogosadotam ou tentam adotar quando seperguntam quais são os dados incontestáveiscom base nos quais é possível justificar certaconcepção da realidade; quais são as coisasmanifestas (os fenômenos), tão claramentemanifestas que não podem ser negadas.
  3. 3.  É a partir da noção de intencionalidade daconsciência que Husserl iniciará uma contínuabusca por aquilo que nomeou mais tarde de“Ciência Eudética” – que se relaciona com aessência das coisas. Sua obra é reflexo da suaapaixonada busca pela exatidão.
  4. 4.  O movimento fenomenológico estabeleceuuma distinção entre fenômenos (sons, cores,imagens – e funções mentais), e indicou oestudo destes fenômenos comofenomenologia.
  5. 5.  “Não é das filosofias que deve partir oimpulso da investigação, mas, sim, dascoisas e dos problemas”. Husserl pretende esclarecer as origens dopensar e discutir os seus fundamentosseparando o pensar do que é pensado,por isso, ele expressa o lema “vamos até ascoisas”, ou seja, vamos ver como as coisassão, ou, “voltar às coisas mesmas”.
  6. 6.  “O que aparece, o aparecer, a aparência”, arecomendação de Husserl é a de que tomemos osfenômenos como ponto de partida, pois se o fenômenoé aquilo que é manifesto, é aquilo que aparece, e aconsciência é sempre consciência intencional, istoé, sempre consciência de alguma coisa. Aintenção é a observação e exploração dosfundamentos, descrição do que é dado, do que émanifesto.
  7. 7.  Para chegarmos às coisas mesmas, não devemos partir de“verdades” estabelecidas, não devemos utilizá-las comoponto de partida para o uso filosófico; a ideia central écolocar fora de circuito a atitude natural. A fenomenologia é um método que envolve aspectosculturais, intelectuais e emocionais. É também um métodoempírico porque depende das experiências e reações decada indivíduo. Cada pessoa tem experiências e percepçõesdistintas de acordo com suas recordações, vivências,sentimentos e desejos.
  8. 8.  O ato intencional significa uma percepção,uma emoção, uma imaginação, umrecordação, que se tem em relação a umobjeto. E é esse ato intencional, esse essassensações, que Husserl estabelecia comoponto de partida para discutir o conhecimento.Segundo Husserl, o psíquico não é a aparênciaempírica, mas sim, a vivência averiguada nareflexão.
  9. 9.  A atividade psíquica é a atividade intencional,reveladora de objetos; e um mesmo objeto pode servisado através de uma multiplicidade de vivênciasdistintas: o carvalho na floresta negra, pode ser vistocomo uma espécie Botânica, como um objeto dapercepção, como uma lembrança da árvore que viquando estive na Floresta Negra, pode ser apreendidocomo uma simples e bela árvore, sob a qual faremosum piquenique num belo dia de sol... A consciência,portanto, é condição fundamental (fundamento) doconhecimento.
  10. 10.  Quanto o ser humano se depara com algo que se apresenta diantede sua consciência, primeiro o nota e o percebe em total harmoniacom sua forma, a partir de sua consciência perceptiva. Após perceber o objeto, este entra na sua consciência e passa a serum fenômeno com a intenção de percebê-lo, o ser humano intuisobre ele, imagina-o, em toda sua plenitude, e será capaz dedescrever o que ele realmente é. Dessa forma, o conhecimento dofenômeno é gerado em torno do próprio fenômeno. O método fenomenológico na psicologia é indicado para casossubjetivos, como aqueles que refletem a experiência cotidiana, osuicídio por exemplo.
  11. 11.  Em meio às turbulências sociais das décadasde 1920 e 1930 na Alemanha (nazismo), opensamento existencialista aproxima-se daFenomenologia e vai compor uma visãodiferenciada, mas não distanciada, dafenomenologia de Husserl ou husserliana.
  12. 12.  Inquietação com a ação e consciência do problema daescolha na existência humana talvez seja o que maiscaracterize os autores que integram o que chamamos deExistencialismo. O termo foi apropriado pela mídia no final dos anos 1940para designar aspectos sociais da vida francesa na qualintelectuais estavam entrelaçados, especialmente Jean-PaulSartre. O que unia os pensadores da época é a concepçãode uma filosofia: que seja concebida e ser exerça comoanálise da existência, desde que por existência se entenda omodo de ser do homem no mundo.
  13. 13.  O existencialismo é caracterizado pelo fato dequestionar o modo de ser do homem, pelo fato dequestionar o próprio mundo. É a análise daexistência, os esclarecimentos e a interpretaçãodos modos como o mundo se manifesta aohomem e determina ou condiciona as suaspossibilidades. A relação homem-mundoconstitui assim o tema único de todafilosofia existencialista.
  14. 14.  Ao falarmos de existencialismo, o que primeiroacentuamos é a palavra existência, que estáligada ao termo existere, que significa sair, sairde um domínio, de uma casa, de umesconderijo; é, portanto, movimento para fora epor extensão, mostrar-se.
  15. 15.  O que há de estranho no homem é que eleexiste e é esta estranheza que mobiliza osexistencialistas na sua reflexão sobre aexistência. É desta tensão com a estranheza daexistência que surge o pensamento de Soren A.Kierkegaard, pastor protestante dinamarquês quemarcará o primeiro momento da história doExistencialismo. Assim como a fenomenologiaestá para Husserl, o Existencialismo está para
  16. 16.  O homem existente, portanto, não pode ser assimilado porum sistema de ideias, afirma ainda Sartre, “por mais quese possa dizer e pensar sobre o sofrimento, eleescapa ao saber , na medida em que é sofrido emsi mesmo, para si mesmo, onde o saberpermanece incapaz de transformá-lo”. Não interessafalar sobre o sofrimento e sim sobre o sofrimento de alguémem particular. Em Kierkegaard, o Existencialismo é aexpressão de uma experiência singular, individual,pois existência é uma tensão entre o que o homem é e o que
  17. 17.  É na relação com o divino e através da fé, queKierkegaard acredita que compreenderemosmelhor o peso desta falta do homem, faltaperante um Deus para com o qual tem uma dívida.Para Kierkegaard o existir apenas tem algumsentido enquanto nele está a presença divina,esse enigma não pode ser resolvido pela reflexão,segundo ele.
  18. 18. Sartre A divulgação do existencialismo atinge seuápice com Jean-Paul Sartre, no pós-guerra naFrança. Após a publicação de O Ser e o Nadaem 1943, que sofreu críticas por parte decatólicos, comunistas, intelectuais. Ele estavasempre entre o elogio e o ódio.
  19. 19.  De acordo com Sartre, o seu princípio existencialistaapregoa que o homem deve criar sua própria essência;é jogando-se no mundo, sofrendo, lutando, que aospoucos se define. O homem só pode agir secompreender que conta exclusivamente consigomesmo, que está sozinho e abandonado no mundo, nomeio de responsabilidades infinitas, sem auxílio nemsocorro, sem outro objetivo além do que der a si próprio,sem outro destino além do que forjar para si mesmoaqui na Terra.
  20. 20.  Nietszche recomendou àqueles que decidem se aventurar no campo dafilosofia, que sua educação filosófica seja feita através de viagens, massem esquecer que o resultado final dessa educação depende do modocomo escolhemos viajar.1. Os que querem ser mais vistos do que ver nas viagens;2. Os que realmente veem algo no mundo;3. Os que vivenciam alguma coisa em função do que é visto;4. Os que incorporaram e carregam consigo vivências da viagem;5. Os que colocam as experiências incorporadas de novo para fora, através deações e de obras tão logo retornam às suas casas. O segredo de qualquer viagem está na capacidade de deixar-se atravessarpor aquilo que encontramos pelo caminho.

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