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Profª Ludmila de Moura
dois pontos de vista se 
mostravam fortes na 
psicologia: 
o funcionalismo de William 
James 
o estruturalismo de Edward B. 
Titchener.
A mente consciente é, para 
ele, um constante fluxo, 
uma característica da mente 
em constante interação com 
o meio ambiente. 
Por isso sua atenção estava 
mais voltada para 
a função dos processos 
mentais conscientes. 
Na psicologia, a seu 
entender, deveria haver 
espaço para as emoções, 
a vontade, os valores, as 
experiências religiosas e 
místicas - enfim, tudo o 
que faz cada ser humano 
único.
Titchener considera que 
os elementos ou as 
unidades que compõem 
o conteúdo da mente são 
as sensações, as 
imagens, as afeições e os 
sentimentos. 
Usa-se 
a introspecção para 
chegar a eles, através de 
uma observação treinada 
e preparada para garantir 
os dois pontos essenciais 
de toda a observação: a 
atenção e o registro do 
fenômeno.
Estruturalistas = determinar “ o que era a 
consciência?”, 
Funcionalistas = determinar “ para que servia 
a consciência ?” = estudar o propósito, ou 
função da consciência e seus processos 
mentais básicos. 
Apesar de as propostas de ambos serem 
conceitualmente diferentes, elas se 
aproximavam em um aspecto: consideravam 
a consciência como o objeto de estudo da 
psicologia.
Em 1888, James McKeen Cattell, da 
Universidade da Pensilvânia, tornou-se o 
primeiro professor a lecionar formalmente a 
disciplina de psicologia em território 
estadunidense. 
Em 1892 -criada a American Psychological 
Association (APA) 
1894 - fundado o Psychological Review - 
periódicos sobre psicologia - publicado até 
os dias atuais.
um dos primeiros psicólogos a ter sua 
formação inteira realizada nos Estados 
Unidos. 
um dos pioneiros na realização de 
experimentos controlados com descrição 
detalhada das atividades dos animais sem se 
deter na introspecção como abordagem. 
Por meio desses experimentos, Thorndike 
formula a "Lei do Efeito".
Tentativa e erro 
Poder do exercício (êxito) 
Todo e qualquer ato que, numa dada situação, 
produz satisfação, associa-se a essa situação, 
de modo que, quando a situação se reproduz, 
a probabilidade de uma repetição do ato é 
maior que antes. 
Inversamente, todo e qualquer ato que, numa 
dada situação, produz desagrado, dissocia-se 
da situação, de modo que, quando a situação 
reparece, a probabilidade de repetição do ato 
é menor que antes.
Thorndike sugeriu que o 
comportamento de um 
animal era influenciado 
pelos efeitos que o 
comportamento exerce no 
ambiente. 
Em seus experimentos, 
um cão ou um gato era 
colocado em uma de suas 
caixas e, cedo ou tarde, 
daria um jeito de sair. Ele 
observou que o tempo 
que o animal leva para 
sair decaía a cada 
tentativa.
"assim como a ciência e a agricultura dependem 
da química e da botânica, a educação depende da 
psicologia e da fisiologia" (Thorndike, 1910: 6). 
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educacionais atuando em quatro tópicos 
principais: objetivos, materiais, meios e métodos. 
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linhas de trabalho: 
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"satisfação" e "desconforto" em suas explicações. 
cada vez menos aceitas por um determinado 
grupo de autores que buscavam alternativas aos 
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(Watson, 1913)
John Watson 
(1878 – 1958)
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natural independente.
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responsável pela formação dos hábitos. 
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ambiente que as cerca - tanto o ambiente interno 
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objetos do mundo exterior) -, aprendem a 
responder aos estímulos particulares do mesmo. 
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pessoa realiza as mesmas ações de forma mais 
rápida e com a necessidade de menos 
movimentos = hábito.
Watson - sistema para a criação de filhos baseado 
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aconselha os pais a incentivarem os filhos desde 
cedo a superarem as pequenas dificuldades do 
ambiente sem a ajuda de adultos. 
os pais deveriam dispensar aos filhos apenas 
poucas demonstrações de afeto, no sentido de 
controlar o comportamento da criança. 
Essa postura, segundo Skinner (1959) levou a 
que Watson se arrependesse publicamente do 
livro, pois "ele alertava os pais sobre a 
demonstração incondicional de afeto".
envolveu-se com sua assistente – escândalo – 
divórcio. 
foi afastado da Johns Hopkins University, 
onde então lecionava. 
contratado por uma grande empresa de 
propaganda - seus estudos na área de 
predição e controle do comportamento foram 
bem recebidos no mundo dos negócios.
Para ele, o trabalho da propaganda era 
simplesmente atingir o medo, a raiva ou o amor 
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psicológica. 
iniciou os processos de pesquisa na área da 
publicidade, afirmando que a melhor maneira de 
alcançar um comprador é conhecê-lo, e a única 
maneira de fazer isso é pesquisando. 
Watson torna-se, mais tarde, vice-presidente da 
empresa que o contratou, trabalhando na área 
até sua aposentadoria. 
[Psicologia do consumidor]
Mesmo dedicando a maior parte de seu tempo ao 
estudo da propaganda, Watson não deixou de 
escrever sobre psicologia. 
Em seu livro de 1924, Behaviorismo, o autor 
contextualiza e define o behaviorismo não como 
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aproximação metodológica aos problemas da 
mesma. 
Watson considerava o comportamento como um 
campo de estudo muito novo, e que concepções 
como "mente" e "consciência" ainda não haviam 
sido abolidas de outros campos do saber, como a 
filosofia, por exemplo.
Além disso, apresenta conceitos como "estímulo" 
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pode ser condicionada a um estímulo específico, 
que tipos de resposta podemos apresentar, e 
dedica algumas páginas para tratar dos reflexos 
condicionados, estudados por Ivan P. Pavlov, que 
foi um dos maiores influenciadores de seu 
trabalho a partir de 1916. 
Em 1957, foi homenageado pela Associação 
Americana de Psicologia (APA) como um dos 
autores mais importantes da história da 
psicologia moderna. No ano seguinte Watson 
falece, aos 80 anos.
"Os homens agem sobre o mundo, 
modificam-no e, por sua vez, são 
modificados pelas consequências de suas 
ações". Skinner, 1957. 
“O comportamento verbal” faz referência a 
um ponto central no sistema de pensamento 
proposto por esse autor: o comportamento 
operante.
Skinner (1904-1990) graduou-se em inglês no Hamilton 
College e decidiu seguir a carreira de escritor. Após 
algumas tentativas frustradas, a escrita, com o atividade 
profissional, foi deixada de lado. 
Skinner ingressou no curso de psicologia da Universidade 
de Harvard em 1928 doutorou-se em 1931. Permaneceu 
nessa instituição como pesquisador até 1936, ano em que 
começou a lecionar psicologia na Universidade de 
Minnesota. 
Em 1947. retornou à Harvard como professor. Permaneceu 
nessa instituição como professor-pesquisador até sua 
aposentadoria em 1974. 
Publicou vários livros, sendo os mais importantes: O 
comportamento dos organismos; Ciência e 
comportamento humano; O comportamento verbal; Além 
da liberdade e da dignidade; Sobre o behaviorismo. 
Essas obras revelam a atenção teórica do autor, bem como 
as mudanças pelas quais passou seu pensamento.
Até o início da década de 1930, em parte da 
psicologia estadunidense, a ênfase explicativa 
dada ao comportamento dos organismos ora era 
feita com base na concepção mentalista da 
psicologia - ou seja, fazendo-se referência 
àquilo que estaria ocorrendo em sua mente ora 
utilizando-se a noção de reflexos, esta última 
proposta por Pavlov é apropriada pela psicologia 
behaviorista de Watson. 
Da mesma forma, a Lei do Efeito elaborada por 
Thorndike influía na compreensão dos atos do 
indivíduo, embora tal proposta teórica tenha sido 
criticada por Watson por referir-se a sentimentos 
e estados mentais quando da explicação do 
comportamento.
alterou a maneira de pensar a ciência em todas as 
suas formas. 
O sistema determinista, que atribuía relações 
estreitas entre as causas e os efeitos nos fenômenos 
naturais, sofria várias críticas desde muito antes da 
crise. 
Ernst Mach (1838-1916) físico austríaco, defendia o 
abandono das explicações de causalidade mecânica 
utilizadas pela física newtoniana, em favor da adoção 
de RELAÇÕES FUNCIONAIS entre os fatos. 
Dessa forma, atribuições mecanicistas de causa e 
efeito foram gradativamente perdendo espaço para 
as descrições funcionais entre fatos. 
Um exemplo disso é a teoria da relatividade geral de 
Albert Einstein (1879-1955), que, em 1915, formula 
uma teoria da gravitação mais abrangente que a de 
Newton.
Influenciado por essa concepção funcional de Mach, 
Skinner propõe um sistema no qual as explicações 
dadas para o comportamento do organismo em 
termos de causa e efeito são substituídas por 
descrições de relações funcionais entre as alterações 
ambientais e o comportamento. 
Esse sistema englobava dois tipos de 
condicionamento: 
tipo S, ou condicionamento reflexo (Pavlov e Watson); 
tipo R, no qual se torna uma consequência 
contingente a uma resposta (Thorndike) 
Os resultados de Skinner em suas pesquisas sobre o 
comportamento recoordenavam as considerações 
feitas sobre esse objeto de estudo até então.
O comportamento dos organismos seria 
influenciado apenas por alterações 
ambientais antecedentes, 
Proposto pela psicologia estímulo-resposta, 
baseada no paradigma reflexo. 
diretamente ligadas à noção de causalidade 
mecanicista
Estímulo 
Emparelhamento 
Resposta 
PAVLOV
Grande parte do comportamento seria 
influenciada por suas consequências. 
Um organismo, ao comportar-se, produz 
modificações no ambiente que, por sua vez, 
alteram a forma como o indivíduo se 
comporta. 
o organismo produz o meio que o determina.
Condicionamento 
Operante 
Skinner 
RESPOSTA - ESTÍMULO
Proposto formalmente no ano de 1937, 
quando Skinner publica o artigo "Dois tipos 
de reflexo condicionado: uma resposta a 
Konorski e Miller", o conceito de operante 
marca a distinção em face de uma. 
Considerando o significado dado às ações do 
organismo pelo operante, sobretudo ao fazer 
do organismo humano, esse conceito 
proporciona uma ampliação do 
comportamento como objeto de estudo até 
então não atingida no âmbito da análise do 
comportamento reflexo.
A noção de comportamento operante 
descreve a ação do organismo sobre o meio 
do qual emergem as consequências últimas 
de seu comportamento. 
No entanto, quando se trata de sujeitos 
humanos, deve-se considerar uma forma de 
comportamento operante distintiva, que age 
indiretamente sobre o meio, ou seja, que age 
inicialmente sobre outros seres humanos. 
Denomina-se esse tipo de operante 
COMPORTAMENTO VERBAL.
O organismo humano, portanto, quando se 
comporta verbalmente, tem as consequências de 
suas ações providas por outros seres humanos, e 
não imediatamente pelo ambiente físico que o 
cerca. 
À medida que o comportamento verbal começa a 
ser estudado, aproximadamente a partir de 
1934, abre-se a possibilidade de uma análise 
funcional dos diversos níveis da ação humana: a 
linguagem, o pensamento, a moral, a alienação, 
os propósitos, dentre outros. 
os operantes verbais são analisados em termos 
de sua relação com o ambiente, sobretudo sua 
relação com o ambiente humano, social.
Desde a proposta watsoniana, que relacionava a 
linguagem a complexas cadeias de respondentes, 
os psicólogos behavioristas vêm tentando 
abordar o fenômeno linguístico, cada qual 
baseando-se em concepções específicas do que 
seria o comportamento e, portanto, a linguagem 
e outros fenômenos relacionados (como o 
pensamento). 
Ressalta-se que, para Skinner, a linguagem é 
comportamento operante e, portanto, é 
selecionada e mantida pelo contato do 
organismo com contingências de reforçamento 
específicas.
Durante a década de 1970 e início dos anos 1980, 
Skinner esboça mais claramente seu interesse nas 
influências biológicas que atuam sobre o 
comportamento. 
A obra Origem das espécies, de Charles Darwin, é 
utilizada por ele para traçar um paralelo entre os 
princípios da seleção natural e o comportamento dos 
organismos. Skinner amplia, assim, a visão de Mach 
sobre as relações funcionais entre fatos tomando 
como modelo de causalidade a proposta darwiniana 
de seleção por consequências. 
O fenômeno da seleção natural, desenvolvido por 
Darwin para a explicação da evolução das espécies, 
aplica-se também à análise do comportamento do 
indivíduo, bem como ao estudo do processo de 
evolução das culturas.
Assim como características genéticas levam a 
mutações fisiológicas que podem ser 
selecionadas conforme suas consequências, 
isto é, segundo proporcionem maior 
adaptação do organismo a determinado 
ambiente, 
os comportamentos são selecionados pelo 
processo de reforçamento, os seja,são 
determinados pelas consequências que forem 
contingentes às respostas dadas pelo 
organismo.
Segundo Skinner, o comportamento humano é 
selecionado não apenas para atender a necessidades 
de sobrevivência imediata - sendo estas apenas um 
tipo de consequência seletiva - como também para 
se adaptar a situações futuras. 
Os diversos tipos de ambientes com os quais nos 
deparamos ao longo da vida exigiriam que nosso 
comportamento também esteja em constante 
mutação, fazendo com que cada pessoa, entrando 
em contato com contingências especificas, se torne 
única, comportando-se de forma distinta das outras 
pessoas. 
Duas pessoas, mesmo que possuam idêntico dote 
genético, não teriam a história de relação com o 
ambiente, simplesmente pelo fato de ocuparem 
locais diferentes no espaço.
O comportamento humano é fruto da ação integrada e 
inseparável destes três níveis. 
O filogenético = seleção de comportamentos característicos da 
espécie ao longo do processo evolutivo da mesma. 
O ontogenético = história de reforçamento, seja, é relativo aos 
comportamentos selecionados ao longo da vida de um indivíduo, 
considerando-se a interação deste com seu ambiente. 
O cultural = comportamentos selecionados pela interação do 
organismo humano com seu ambiente social específico, 
caracterizado por determinadas práticas sociais (Skinner, 1981). 
Algo de extrema importância a ser ressaltado é que a 
susceptibilidade do organismo às consequências do 
comportamento - ou seja, a capacidade de ser influenciado pelas 
consequências de suas ações - é uma característica que foi 
selecionada filogeneticamente.
Segundo Skinner, a humanidade deu um 
grande passo em termos sociais quando a 
musculatura vocal passou a ficar sob controle 
operante, isto é, quando as emissões vocais 
passaram a ser influenciadas por suas 
consequências. 
A emergência do comportamento verbal teria 
permitido que a cooperação entre os seres 
humanos fosse mais bem-sucedida.
as pessoas passaram a aprender à partir 
daquilo que outros haviam aprendido, por 
exemplo, seguindo regras socialmente 
estabelecidas e conselhos dados por outrem. 
O alfabeto e a escrita desempenham um 
papel preponderante nesse aspecto, uma vez 
que possibilitam a disseminação de 
determinados avanços obtidos por uma 
comunidade humana por diversos locais e, 
sobretudo, ao longo do tempo.
comportar-se verbalmente, por sua vez , permite 
outro passo importante, que é o processo de 
evolução cultural. 
Uma maneira diferente de resolver determinado 
problema, como, por exemplo, cultivar grãos, 
desenvolver um novo método de navegação ou 
mesmo escrever um poema, é selecionada por suas 
consequências: o cultivo de determinado tipo de 
grãos, um melhor barco e um poema escrito. 
Tais processos surgiriam em níveis individuais e 
poderiam ser passados a outros seres humanos. 
Contribuirão para a evolução da cultura aqueles 
desenvolvimentos de determinado grupo que se 
mostrarem úteis na solução de questões sociais.
denominação dada à forma de ciência proposta 
por Skinner, 
considera o comportamento dos organismos 
como sendo fruto desses três níveis de atuação 
das contingências que, por sua vez, são 
indissociáveis. 
Os seres humanos são parte de uma espécie e 
possuem uma relação única com seu ambiente, 
que é social e também histórica. 
Filogeneticamente seria selecionado um 
organismo onde a espécie humana enquanto a 
ontogenia e a cultura selecionariam, 
respectivamente, uma pessoa e um eu.
Os conceitos de "pessoa" e "eu" não descrevem o 
indivíduo como portador ou possuidor de uma 
personalidade, enquanto conceito explicativo ou 
estrutura determinante de seus comportamentos. 
Um organismo, uma pessoa ou um eu são 
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comportamentos do organismo procurando fazer 
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Behaviorismo metodológico 
Behaviorismo radical 
veja esses conteúdos nos slides da aula 3
Início da década de 60 – USP 
Professor visitante – Fred S. Keller 
Carolina Bori 
Rodolpho Azzi 
Maria Amélia Matos 
Década de 70 – USP, UnB, UFPA, UFSCar, PUC-SP 
ABPMC – Associação Brasileira de Psicoterapia 
e Medicina Comportamental
O comportar-se de um organismo dá-se 
infinitamente no curso de uma vida. 
O comportamento é matéria não acabada, 
estando sempre por ser trabalhada no 
sentido de que se modifica, evolui, nessa 
interação organismo-ambiente. 
O desenho pronto, acabado, coincidiria com a 
situação na qual o organismo já não mais se 
comportaria, situação esta em que deixaria 
de viver.
CANÇADO, C.R.X; SOARES, P.G.; CIRINO, S. D. O behaviorismo: 
uma proposta de estudo do comportamento. In: Jacó-Vilela. A.M.; 
FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T. (Orgs). História da 
Psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau, 2007. 
Capítulo 11

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Funcionalismo e estruturalismo na psicologia

  • 2. dois pontos de vista se mostravam fortes na psicologia: o funcionalismo de William James o estruturalismo de Edward B. Titchener.
  • 3. A mente consciente é, para ele, um constante fluxo, uma característica da mente em constante interação com o meio ambiente. Por isso sua atenção estava mais voltada para a função dos processos mentais conscientes. Na psicologia, a seu entender, deveria haver espaço para as emoções, a vontade, os valores, as experiências religiosas e místicas - enfim, tudo o que faz cada ser humano único.
  • 4. Titchener considera que os elementos ou as unidades que compõem o conteúdo da mente são as sensações, as imagens, as afeições e os sentimentos. Usa-se a introspecção para chegar a eles, através de uma observação treinada e preparada para garantir os dois pontos essenciais de toda a observação: a atenção e o registro do fenômeno.
  • 5. Estruturalistas = determinar “ o que era a consciência?”, Funcionalistas = determinar “ para que servia a consciência ?” = estudar o propósito, ou função da consciência e seus processos mentais básicos. Apesar de as propostas de ambos serem conceitualmente diferentes, elas se aproximavam em um aspecto: consideravam a consciência como o objeto de estudo da psicologia.
  • 6. Em 1888, James McKeen Cattell, da Universidade da Pensilvânia, tornou-se o primeiro professor a lecionar formalmente a disciplina de psicologia em território estadunidense. Em 1892 -criada a American Psychological Association (APA) 1894 - fundado o Psychological Review - periódicos sobre psicologia - publicado até os dias atuais.
  • 7. um dos primeiros psicólogos a ter sua formação inteira realizada nos Estados Unidos. um dos pioneiros na realização de experimentos controlados com descrição detalhada das atividades dos animais sem se deter na introspecção como abordagem. Por meio desses experimentos, Thorndike formula a "Lei do Efeito".
  • 8. Tentativa e erro Poder do exercício (êxito) Todo e qualquer ato que, numa dada situação, produz satisfação, associa-se a essa situação, de modo que, quando a situação se reproduz, a probabilidade de uma repetição do ato é maior que antes. Inversamente, todo e qualquer ato que, numa dada situação, produz desagrado, dissocia-se da situação, de modo que, quando a situação reparece, a probabilidade de repetição do ato é menor que antes.
  • 9.
  • 10. Thorndike sugeriu que o comportamento de um animal era influenciado pelos efeitos que o comportamento exerce no ambiente. Em seus experimentos, um cão ou um gato era colocado em uma de suas caixas e, cedo ou tarde, daria um jeito de sair. Ele observou que o tempo que o animal leva para sair decaía a cada tentativa.
  • 11. "assim como a ciência e a agricultura dependem da química e da botânica, a educação depende da psicologia e da fisiologia" (Thorndike, 1910: 6). A psicologia buscaria auxiliar os processos educacionais atuando em quatro tópicos principais: objetivos, materiais, meios e métodos. Para investigar tais tópicos - propostas duas linhas de trabalho: descobrir e implementar maneiras de se mensurar as funções intelectuais; e estudar diversas etnias, ambos os sexos, idade, diferenças individuais e outros elementos que facilitassem a compreensão do indivíduo.
  • 12. Apesar de fazer uso de experimentos controlados e de trabalhar com dados empíricos, utilizar termos ainda mentalistas como "satisfação" e "desconforto" em suas explicações. cada vez menos aceitas por um determinado grupo de autores que buscavam alternativas aos modelos mentalistas e introspeccionistas na psicologia = surgimento de uma nova maneira de se pensar e se trabalhar a psicologia: o behaviorismo .
  • 13. Behavior (inglês) = comportamento Ou Comportamentalismo Ou comportamentismo
  • 14. "O que precisamos fazer é começar a trabalhar na psicologia fazendo do comportamento, e não da consciência, o ponto objetivo do nosso ataque” (Watson, 1913)
  • 15. John Watson (1878 – 1958)
  • 16. O interesse de Watson era o estudo do comportamento. Ele propõe que a psicologia seja uma ciência empírica e que leve a generalizações amplas sobre o comportamento humano, mantendo-se a uniformidade do procedimento experimental, para que os experimentos dos psicólogos possam, assim como os dos físicos e químicos, ser replicados.
  • 17. Anteriormente, os experimentos desenvolvidos nos tradicionais laboratórios de psicologia tinham como função detectar processos e conteúdos mentais que estivessem envolvidos na percepção, na memória etc., e não verificar o modo como o ser humano responde a situações em um ambiente complexo. Para Watson, conceitos como imaginação, julgamento e raciocínio não deveriam ser tomados como objetos de estudo pela ciência da psicologia.
  • 18. A primeira fase do trabalho de Watson é marcada por um grande interesse na psicologia animal. Defendendo o uso de sujeitos animais no estudo do comportamento, ele enfatizava as vantagens de sua utilização em detrimento do uso de sujeitos humanos. O trabalho com animais visa responder a perguntas (hipóteses) que poderiam ser generalizadas ao comportamento humano.
  • 19. Neste aspecto, a psicologia animal se torna o modelo para os estudos do comportamento. Porém, preocupado em dar ao behaviorismo um valor prático, que ultrapassasse as barreiras dos laboratórios acadêmicos, Watson estende seus estudos aos sujeitos humanos, apresentando no livro A psicologia do ponto de vista de um behaviorista, talvez o mais importante de sua carreira, sua proposta de psicologia como uma ciência natural independente.
  • 20. Watson propôs que, ao nascer, a criança conta com apenas três reações básicas: amor, raiva e medo. Por meio dessas reações, o ambiente seria responsável pela formação dos hábitos. as pessoas, ao entrarem em contato com o ambiente que as cerca - tanto o ambiente interno (músculos, glândulas etc.) quanto o externo (os objetos do mundo exterior) -, aprendem a responder aos estímulos particulares do mesmo. Quando exposta à mesma situação novamente, a pessoa realiza as mesmas ações de forma mais rápida e com a necessidade de menos movimentos = hábito.
  • 21. Watson - sistema para a criação de filhos baseado no comportamentalismo: aconselha os pais a incentivarem os filhos desde cedo a superarem as pequenas dificuldades do ambiente sem a ajuda de adultos. os pais deveriam dispensar aos filhos apenas poucas demonstrações de afeto, no sentido de controlar o comportamento da criança. Essa postura, segundo Skinner (1959) levou a que Watson se arrependesse publicamente do livro, pois "ele alertava os pais sobre a demonstração incondicional de afeto".
  • 22. envolveu-se com sua assistente – escândalo – divórcio. foi afastado da Johns Hopkins University, onde então lecionava. contratado por uma grande empresa de propaganda - seus estudos na área de predição e controle do comportamento foram bem recebidos no mundo dos negócios.
  • 23. Para ele, o trabalho da propaganda era simplesmente atingir o medo, a raiva ou o amor e influenciar, dessa forma, uma necessidade psicológica. iniciou os processos de pesquisa na área da publicidade, afirmando que a melhor maneira de alcançar um comprador é conhecê-lo, e a única maneira de fazer isso é pesquisando. Watson torna-se, mais tarde, vice-presidente da empresa que o contratou, trabalhando na área até sua aposentadoria. [Psicologia do consumidor]
  • 24. Mesmo dedicando a maior parte de seu tempo ao estudo da propaganda, Watson não deixou de escrever sobre psicologia. Em seu livro de 1924, Behaviorismo, o autor contextualiza e define o behaviorismo não como um sistema de psicologia, mas como uma aproximação metodológica aos problemas da mesma. Watson considerava o comportamento como um campo de estudo muito novo, e que concepções como "mente" e "consciência" ainda não haviam sido abolidas de outros campos do saber, como a filosofia, por exemplo.
  • 25. Além disso, apresenta conceitos como "estímulo" e "resposta", mostrando como uma resposta pode ser condicionada a um estímulo específico, que tipos de resposta podemos apresentar, e dedica algumas páginas para tratar dos reflexos condicionados, estudados por Ivan P. Pavlov, que foi um dos maiores influenciadores de seu trabalho a partir de 1916. Em 1957, foi homenageado pela Associação Americana de Psicologia (APA) como um dos autores mais importantes da história da psicologia moderna. No ano seguinte Watson falece, aos 80 anos.
  • 26. "Os homens agem sobre o mundo, modificam-no e, por sua vez, são modificados pelas consequências de suas ações". Skinner, 1957. “O comportamento verbal” faz referência a um ponto central no sistema de pensamento proposto por esse autor: o comportamento operante.
  • 27.
  • 28. Skinner (1904-1990) graduou-se em inglês no Hamilton College e decidiu seguir a carreira de escritor. Após algumas tentativas frustradas, a escrita, com o atividade profissional, foi deixada de lado. Skinner ingressou no curso de psicologia da Universidade de Harvard em 1928 doutorou-se em 1931. Permaneceu nessa instituição como pesquisador até 1936, ano em que começou a lecionar psicologia na Universidade de Minnesota. Em 1947. retornou à Harvard como professor. Permaneceu nessa instituição como professor-pesquisador até sua aposentadoria em 1974. Publicou vários livros, sendo os mais importantes: O comportamento dos organismos; Ciência e comportamento humano; O comportamento verbal; Além da liberdade e da dignidade; Sobre o behaviorismo. Essas obras revelam a atenção teórica do autor, bem como as mudanças pelas quais passou seu pensamento.
  • 29. Até o início da década de 1930, em parte da psicologia estadunidense, a ênfase explicativa dada ao comportamento dos organismos ora era feita com base na concepção mentalista da psicologia - ou seja, fazendo-se referência àquilo que estaria ocorrendo em sua mente ora utilizando-se a noção de reflexos, esta última proposta por Pavlov é apropriada pela psicologia behaviorista de Watson. Da mesma forma, a Lei do Efeito elaborada por Thorndike influía na compreensão dos atos do indivíduo, embora tal proposta teórica tenha sido criticada por Watson por referir-se a sentimentos e estados mentais quando da explicação do comportamento.
  • 30. alterou a maneira de pensar a ciência em todas as suas formas. O sistema determinista, que atribuía relações estreitas entre as causas e os efeitos nos fenômenos naturais, sofria várias críticas desde muito antes da crise. Ernst Mach (1838-1916) físico austríaco, defendia o abandono das explicações de causalidade mecânica utilizadas pela física newtoniana, em favor da adoção de RELAÇÕES FUNCIONAIS entre os fatos. Dessa forma, atribuições mecanicistas de causa e efeito foram gradativamente perdendo espaço para as descrições funcionais entre fatos. Um exemplo disso é a teoria da relatividade geral de Albert Einstein (1879-1955), que, em 1915, formula uma teoria da gravitação mais abrangente que a de Newton.
  • 31. Influenciado por essa concepção funcional de Mach, Skinner propõe um sistema no qual as explicações dadas para o comportamento do organismo em termos de causa e efeito são substituídas por descrições de relações funcionais entre as alterações ambientais e o comportamento. Esse sistema englobava dois tipos de condicionamento: tipo S, ou condicionamento reflexo (Pavlov e Watson); tipo R, no qual se torna uma consequência contingente a uma resposta (Thorndike) Os resultados de Skinner em suas pesquisas sobre o comportamento recoordenavam as considerações feitas sobre esse objeto de estudo até então.
  • 32. O comportamento dos organismos seria influenciado apenas por alterações ambientais antecedentes, Proposto pela psicologia estímulo-resposta, baseada no paradigma reflexo. diretamente ligadas à noção de causalidade mecanicista
  • 34. Grande parte do comportamento seria influenciada por suas consequências. Um organismo, ao comportar-se, produz modificações no ambiente que, por sua vez, alteram a forma como o indivíduo se comporta. o organismo produz o meio que o determina.
  • 35. Condicionamento Operante Skinner RESPOSTA - ESTÍMULO
  • 36. Proposto formalmente no ano de 1937, quando Skinner publica o artigo "Dois tipos de reflexo condicionado: uma resposta a Konorski e Miller", o conceito de operante marca a distinção em face de uma. Considerando o significado dado às ações do organismo pelo operante, sobretudo ao fazer do organismo humano, esse conceito proporciona uma ampliação do comportamento como objeto de estudo até então não atingida no âmbito da análise do comportamento reflexo.
  • 37. A noção de comportamento operante descreve a ação do organismo sobre o meio do qual emergem as consequências últimas de seu comportamento. No entanto, quando se trata de sujeitos humanos, deve-se considerar uma forma de comportamento operante distintiva, que age indiretamente sobre o meio, ou seja, que age inicialmente sobre outros seres humanos. Denomina-se esse tipo de operante COMPORTAMENTO VERBAL.
  • 38. O organismo humano, portanto, quando se comporta verbalmente, tem as consequências de suas ações providas por outros seres humanos, e não imediatamente pelo ambiente físico que o cerca. À medida que o comportamento verbal começa a ser estudado, aproximadamente a partir de 1934, abre-se a possibilidade de uma análise funcional dos diversos níveis da ação humana: a linguagem, o pensamento, a moral, a alienação, os propósitos, dentre outros. os operantes verbais são analisados em termos de sua relação com o ambiente, sobretudo sua relação com o ambiente humano, social.
  • 39. Desde a proposta watsoniana, que relacionava a linguagem a complexas cadeias de respondentes, os psicólogos behavioristas vêm tentando abordar o fenômeno linguístico, cada qual baseando-se em concepções específicas do que seria o comportamento e, portanto, a linguagem e outros fenômenos relacionados (como o pensamento). Ressalta-se que, para Skinner, a linguagem é comportamento operante e, portanto, é selecionada e mantida pelo contato do organismo com contingências de reforçamento específicas.
  • 40. Durante a década de 1970 e início dos anos 1980, Skinner esboça mais claramente seu interesse nas influências biológicas que atuam sobre o comportamento. A obra Origem das espécies, de Charles Darwin, é utilizada por ele para traçar um paralelo entre os princípios da seleção natural e o comportamento dos organismos. Skinner amplia, assim, a visão de Mach sobre as relações funcionais entre fatos tomando como modelo de causalidade a proposta darwiniana de seleção por consequências. O fenômeno da seleção natural, desenvolvido por Darwin para a explicação da evolução das espécies, aplica-se também à análise do comportamento do indivíduo, bem como ao estudo do processo de evolução das culturas.
  • 41. Assim como características genéticas levam a mutações fisiológicas que podem ser selecionadas conforme suas consequências, isto é, segundo proporcionem maior adaptação do organismo a determinado ambiente, os comportamentos são selecionados pelo processo de reforçamento, os seja,são determinados pelas consequências que forem contingentes às respostas dadas pelo organismo.
  • 42. Segundo Skinner, o comportamento humano é selecionado não apenas para atender a necessidades de sobrevivência imediata - sendo estas apenas um tipo de consequência seletiva - como também para se adaptar a situações futuras. Os diversos tipos de ambientes com os quais nos deparamos ao longo da vida exigiriam que nosso comportamento também esteja em constante mutação, fazendo com que cada pessoa, entrando em contato com contingências especificas, se torne única, comportando-se de forma distinta das outras pessoas. Duas pessoas, mesmo que possuam idêntico dote genético, não teriam a história de relação com o ambiente, simplesmente pelo fato de ocuparem locais diferentes no espaço.
  • 43. O comportamento humano é fruto da ação integrada e inseparável destes três níveis. O filogenético = seleção de comportamentos característicos da espécie ao longo do processo evolutivo da mesma. O ontogenético = história de reforçamento, seja, é relativo aos comportamentos selecionados ao longo da vida de um indivíduo, considerando-se a interação deste com seu ambiente. O cultural = comportamentos selecionados pela interação do organismo humano com seu ambiente social específico, caracterizado por determinadas práticas sociais (Skinner, 1981). Algo de extrema importância a ser ressaltado é que a susceptibilidade do organismo às consequências do comportamento - ou seja, a capacidade de ser influenciado pelas consequências de suas ações - é uma característica que foi selecionada filogeneticamente.
  • 44. Segundo Skinner, a humanidade deu um grande passo em termos sociais quando a musculatura vocal passou a ficar sob controle operante, isto é, quando as emissões vocais passaram a ser influenciadas por suas consequências. A emergência do comportamento verbal teria permitido que a cooperação entre os seres humanos fosse mais bem-sucedida.
  • 45. as pessoas passaram a aprender à partir daquilo que outros haviam aprendido, por exemplo, seguindo regras socialmente estabelecidas e conselhos dados por outrem. O alfabeto e a escrita desempenham um papel preponderante nesse aspecto, uma vez que possibilitam a disseminação de determinados avanços obtidos por uma comunidade humana por diversos locais e, sobretudo, ao longo do tempo.
  • 46. comportar-se verbalmente, por sua vez , permite outro passo importante, que é o processo de evolução cultural. Uma maneira diferente de resolver determinado problema, como, por exemplo, cultivar grãos, desenvolver um novo método de navegação ou mesmo escrever um poema, é selecionada por suas consequências: o cultivo de determinado tipo de grãos, um melhor barco e um poema escrito. Tais processos surgiriam em níveis individuais e poderiam ser passados a outros seres humanos. Contribuirão para a evolução da cultura aqueles desenvolvimentos de determinado grupo que se mostrarem úteis na solução de questões sociais.
  • 47. denominação dada à forma de ciência proposta por Skinner, considera o comportamento dos organismos como sendo fruto desses três níveis de atuação das contingências que, por sua vez, são indissociáveis. Os seres humanos são parte de uma espécie e possuem uma relação única com seu ambiente, que é social e também histórica. Filogeneticamente seria selecionado um organismo onde a espécie humana enquanto a ontogenia e a cultura selecionariam, respectivamente, uma pessoa e um eu.
  • 48. Os conceitos de "pessoa" e "eu" não descrevem o indivíduo como portador ou possuidor de uma personalidade, enquanto conceito explicativo ou estrutura determinante de seus comportamentos. Um organismo, uma pessoa ou um eu são denominações que descrevem os comportamentos do organismo procurando fazer referência, respectivamente, às contingências filogenéticas, ontogenéticas ou culturais nas quais a explicação deve ser buscada.
  • 49. Behaviorismo metodológico Behaviorismo radical veja esses conteúdos nos slides da aula 3
  • 50. Início da década de 60 – USP Professor visitante – Fred S. Keller Carolina Bori Rodolpho Azzi Maria Amélia Matos Década de 70 – USP, UnB, UFPA, UFSCar, PUC-SP ABPMC – Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Comportamental
  • 51.
  • 52. O comportar-se de um organismo dá-se infinitamente no curso de uma vida. O comportamento é matéria não acabada, estando sempre por ser trabalhada no sentido de que se modifica, evolui, nessa interação organismo-ambiente. O desenho pronto, acabado, coincidiria com a situação na qual o organismo já não mais se comportaria, situação esta em que deixaria de viver.
  • 53. CANÇADO, C.R.X; SOARES, P.G.; CIRINO, S. D. O behaviorismo: uma proposta de estudo do comportamento. In: Jacó-Vilela. A.M.; FERREIRA, A.A.L.; PORTUGAL, F.T. (Orgs). História da Psicologia: rumos e percursos. Rio de Janeiro: Nau, 2007. Capítulo 11