L    i    t          PRIMEIRAS    e    r    a    t        MANIFESTAÇÕES    u    r    a        LITERÁRIAS NO            BRA...
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Literatura Brasileira         Prof. Márcio Hilário  “Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas, como a Pedro, e aosdemais; ...
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Literatura Brasileira          Prof. Márcio Hilário Contemplando nas cousas do mundo desde o seu retiro, lhe atira com seu...
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
O NEOCLASSICISMO:     Literatura Brasileira   Prof. Márcio HilárioA POESIA ÁRCADE
Introdução     Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário                        Séc. XVIII                      Ilumini...
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Literatura Brasileira      Prof. Márcio Hilário                 NEOCLASSICISMO                                            ...
Literatura Brasileira          Prof. Márcio HilárioOs pastores da Arcádia, de Nicolas Poussin, em 1638-9.    No túmulo, lê...
Literatura Brasileira       Prof. Márcio HilárioRococó – Watteau, cythera
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário  “Aurea mediocritas” (Áurea mediocridade)   “Locus amoenus”   (Lugar tranquil...
Literatura Brasileira           Prof. Márcio HilárioSetecentismo ou Arcadismo         Panorama mundial             Ilumini...
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário Sistema Literário   (Antonio Candido)         AUTOROBRA                 LEITOR
Literatura Brasileira   Prof. Márcio HilárioBarroco tardio e  Inconfidência        Mineira
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário  As pinturas deMestre Athayde
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
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Literatura Brasileira            Prof. Márcio HilárioCaracterísticas da Literatura do Arcadismo        Bucolismo (vida ca...
Literatura Brasileira       Prof. Márcio Hilário                        Cláudio Manuel da Costa
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário
Literatura Brasileira            Prof. Márcio HilárioDestes penhascos fez a naturezaO berço em que nasci: oh! quem cuidara...
Literatura Brasileira   Prof. Márcio Hilário                         Tomás Antônio                           Gonzaga
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Primeiras manifestações literárias no Brasil (séc. xvi xviii)

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Apresentação com o resumo do período colonial brasileiro e suas principais manifestações literárias.

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  • Última Ceia, 1828.
  • Nossa Senhora cercada de anjos músicos, no teto da Igreja de São Francisco, Ouro Preto. 1801 e 1812
  • Primeiras manifestações literárias no Brasil (séc. xvi xviii)

    1. 1. L i t PRIMEIRAS e r a t MANIFESTAÇÕES u r a LITERÁRIAS NO BRASILB porras Márcio Hilárioileira
    2. 2. QUINHENTISMO Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioLiteraturas de Informaçãoe Literatura de Catequese
    3. 3. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Quinhentismo Referência aos anos de 1500 – Séc. XVI (classificação histórica); Primeiros escritos da América Portuguesa(Literatura de Informação & Literatura de Catequese) Reflexões preliminares: Literatura ou documentação histórica? Literatura brasileira ou portuguesa? Importância: Fonte de pesquisa Romantismo (séc. XIX) - Identidade Nacional Modernismo (séc. XX) - Antropofagia
    4. 4. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Erro de português Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português (Oswald de Andrade, poeta modernista)
    5. 5. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    6. 6. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário A respeito dessas aventuras marítimas e refletindo a grandeza do seu povo lusoescreve o poeta português Luís de Camões (1524?-1580) sua principal obra, OsLusíadas – poema épico composto de dez cantos, 1102 estrofes que são oitavasdecassílabas, sujeitas ao esquema rítmico fixo AB AB AB CC. A obra, queprovavelmente foi concluída em 1556, só foi publicada pela primeira vez em 1572, noperíodo literário do classicismo português, três anos após o autor voltar do Oriente.As armas e os barões assinalados AQue, da ocidental praia lusitana, BPor mares nunca dantes navegados APassaram ainda além da Taprobana, BEm perigos e guerras esforçados, AMais do que prometia a força humana, BE entre gente remota edificaram CNovo reino, que tanto sublimaram. C (Os Lusíadas, primeira estrofe do canto I)
    7. 7. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    8. 8. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário No século XX, Fernando Pessoa (1888-1935), considerado, ao lado deCamões, um dos maiores nomes da poesia portuguesa, também dá a suaversão a respeito das navegações, publicando Mensagem (1934):X. Mar portuguêsÓ mar salgado, quanto do teu salSão lágrimas de Portugal!Por te cruzarmos, quantas mães choraram,Quantos filhos em vão rezaram!Quantas noivas ficaram por casarPara que fosses nosso, ó mar!Valeu a pena? Tudo vale a penaSe a alma não é pequena.Quem quer passar além do BojadorTem que passar além da dor.Deus ao mar o perigo e o abismo deu,Mas nele é que espelhou o céu. (PESSOA, Fernando. “Mensagem”. In: Fernando Pessoa: obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1977, p.82)
    9. 9. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário“Não me peguem no braço! / Não gosto que me peguem no braço.” Lisbon Revisited (1923)
    10. 10. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    11. 11. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    12. 12. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    13. 13. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    14. 14. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    15. 15. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário A terra(...) De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muitoformosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muitogrande; porque a estender olhos, não podíamos ver senãoterra e arvoredos – terra que nos parecia muito extensa. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosaque, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causadas águas que tem!
    16. 16. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Os nativosA feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bonsrostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem coberturaalguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrirsuas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são degrande inocência. (...). Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem novinhas egentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas costas; e suasvergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas dascabeleiras que, de as nós muito bem olharmos, não seenvergonhavam.
    17. 17. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário O choque culturalMas não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, poro mar quebrar na costa.(...)E eles entraram. Mas nem sinal de cortesia fizeram, nem de falar aoCapitão; nem a alguém.(...) Os outros dois o Capitão teve nas naus, aos quais deu o que já ficoudito, nunca mais aqui apareceram – fatos de que deduzo que é gentebestial e de pouco saber, e por isso tão esquiva.(...) Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a suafala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nementendem crença alguma, segundo as aparências.(...)
    18. 18. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário O desejo de riquezasTodavia um deles fitou o colar do Capitão, e começou a fazeracenos com a mão em direção à terra, e depois para o colar,como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. E tambémolhou para um castiçal de prata e assim mesmo acenava paraa terra e novamente para o castiçal, como se lá tambémhouvesse prata! (...) Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ououtra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. (...)
    19. 19. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioSinalizando a colonização Contudo, o melhor fruto que dela [daquela terra] se podetirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. (...) Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé!
    20. 20. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário E “jeitinho ta V ossa terra vi.N asce o nta do que nes o aV ossa Alteza co ue tinha de Vos tudb r a sstla imo ”e?ira dou aqui i e r an Por que o desejo qE de ,E la me perdoe.se a um pouco alonguei o. pô r a ssim pelo miúd levo como em outra dizer, mo fez ste cargo que certo que tanto ne ser de mim muito E pois qu e, Senhor, é ssa Alteza há de vir osso serviço for, Vo me rcê, mande coisa que de V zer singular q ue qualquer que , por me fa genro – o bem servid a, a Ela peço de Osório, meu To mé a Jorge da i lha de São . e m muita mercê dEla receberei
    21. 21. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário LITERATURA DE INFORMAÇÃO: OLHAR DO EUROPEU / DESCRIÇÃO DO PITORESCO. BRANDÔNIO: ... piranha é pescado pouco maior de palmo, mas de tão grandeânimo que excedem em ser carniceiros aos tubarões, dos quais, com haver muitosdesta parte, não são tão arreceados como estas piranhas, que devem ter umainclinação leonina e não se acham senão em rios d’água doce; têm sete ordens dedentes, tão agudos e cortadores que pode mui bem cada um deles fazer ofício denavalha ou de lanceta. Tanto que estes peixes sentem qualquer pessoa dentro daágua se enviam a ela como fera brava, e a parte onde aferram levam na boca semresistência, com deixarem o osso descoberto de carne, e por onde mais freqüentamde aferrar é pelos testículos, que logo se cortam e se levam juntamente como anatura, e muitos índios se acham por este respeito faltos de semelhantes membros. ALVIANO: Dou-vos a minha palavra que não haverá já cousa na vida que mefaça meter nos rios desta terra, porque ainda que não me tenham mais de um palmod’água imaginarei que já são essas piranhas comigo, e que me desarmam da cousaque mais estimo. (BRANDÃO, Ambrósio Fernandes. Diálogos das grandezas do Brasil, 1618)
    22. 22. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário “Voltando da guerra, trouxeram prisioneiros. Levaram-nos para sua cabana: mas a muitos feridos desembarcaram eos mataram logo, cortaram-nos em pedaços e assaram a carne (...) Um era português (...) O outro chamava-se Hyeronimus; este foi assado de noite.”(Trecho de Duas viagens ao Brasil, de Hans Staden) Hans Staden (de barba, no fundo, ao centro) observa indígenas no Brasil praticando antropofagia.
    23. 23. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioLITERATURA DE CATEQUESE OU DOS JESUÍTAS Objetivava a conversão dos nativos, utilizando, para isso, principalmente, representações teatrais.
    24. 24. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    25. 25. A ARTE DO Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioBARROCO
    26. 26. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário BARROCO (Séc.XVII) “Estremecimento Metafísico” & Conflito existencial Antro mo poc Teoc entris ) (Rena entrismo dia sc (Idade Mé o do Valori imento) end intelec zação da hecim quenez Recon da pe mater tualida de, d oe greja ialism o e do o pecad Deus e da I de corpodiante
    27. 27. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Implorando de Cristo um pecador contrito perdão de seus pecadosPequei Senhor: mas não porque hei pecado,Da vossa Alta Piedade me despido:Antes, quanto mais tenho delinqüido,Vos tenho a perdoar mais empenhado.Se basta a vos irar tanto pecado,A abrandar-vos sobeja um só gemido:Que a mesma culpa, que vos há ofendido,Vos tem para o perdão lisonjeado.Se uma ovelha perdida, já cobrada,Glória tal, e prazer repentinoVos deu, como afirmais na Sacra História,Eu sou, Senhor, ovelha desgarrada;Cobrai-a; e não queirais, Pastor Divino,Perder na vossa ovelha a vossa glória.
    28. 28. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioTRAÇOS CARACTERÍSTICOS: DUALISMO SÍNTESE DEMONSTRATIVA FUSIONISMO RELATIVISMO LUDISMO MISTICISMO / RELIGIOSIDADE CULTISMO CONCEPTISMO
    29. 29. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    30. 30. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Igreja da Ordem Terceira do Carmo (Recife, 1837)
    31. 31. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    32. 32. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    33. 33. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Panorama Mundial MercantilismoCiência Moderna x Contra-Reforma Portugal sob o domínio espanhol Panorama Brasileiro Invasões holandesas Declínio da oligarquia açucareira Grupo Baiano Séc. XVII Principais Nomes Pe. Antônio Vieira (sermões) Gregório de Matos(poesia lírica, religiosa e satírica)
    34. 34. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioPe. Antônio Vieira, “O maior orador de nossa língua”
    35. 35. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário “Os remédios do amor e o amor sem remédio são as quatro coisas,e uma só, de que prometi falar, porque, sendo a enfermidade do amor a quetirou a vida ao Autor da vida, não se pode mostrar que foi amor semremédio, sem se dizer juntamente quais sejam os remédios do amor. (...) O primeiro remédio que dizíamos é o tempo. Tudo cura o tempo,tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo acolunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeiçõescomo as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, queterem durado muito. São como as linhas que partem do centro para acircunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por issoos antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tãorobusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que oarmou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já nãotira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vêo que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão naturalde toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas,descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadaspara não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais oamor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amarmenos.” (Sermão do Mandato, 1643.)
    36. 36. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário “Tão inteiramente conhecia Cristo a Judas, como a Pedro, e aosdemais; mas notou o Evangelista com especialidade a ciência doSenhor, em respeito de Judas, porque em Judas, mais que em nenhumdos outros, campeou a fineza do seu amor. Ora vede: Definindo S.Bernardo o amor fino, diz assim: Amor non quaerit causam necfructum: “O amor fino não busca causa nem fruto”. Se amo, porqueme amam, tem o amor causa; se amo, para que me amem, tem fruto: eo amor fino não há de ter por quê, nem para quê. Se amo porque meamam, é obrigação, faço o que devo; se amo para que me amem, énegociação, busco o que desejo. Pois como há de amar o amor paraser fino? Amo, quia amo, amo, ut amem: amo, porque amo, e amo paraamar. Quem ama porque o amam, é agradecido; quem ama, para que oamem, é interesseiro; quem ama, não porque o amam, nem para que oamem, esse só é fino. E tal foi a fineza de Cristo, em respeito de Judas,fundada na ciência que tinha dele e dos demais discípulos.”
    37. 37. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário A outra freira, que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou pica-flor. Se Pica-flor me chamais, Pica-flor aceito ser, mas resta agora saber, se no nome, que me dais, meteis a flor, que guardais no passarinho melhor! se me dais este favor, sendo só de mim o Pica, e o mais vosso, claro fica, que fico então Pica-flor.Gregório de Matos, “O Boca do Inferno”
    38. 38. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioAo braço do Menino Jesus de Nossa Senhoradas Maravilhas, a quem infiéis despedaçaramO todo sem a parte não é o todo;A parte sem o todo não é a parte;Mas se a parte o faz todo, sendo parte,Não se diga que é parte, sendo o todo.Em todo o Sacramento está Deus todo,E todo assiste inteiro em qualquer parte,E feito em partes todo em toda parte, (...) no ano de 1624 num gesto sacrílego, alguém profanou e furtou a imagem, arrancando dos braços deEm qualquer parte sempre fica o todo. Maria, o Menino Jesus e espalhando as partes por diversas localidades da então pequena cidade deO braço de Jesus não seja parte, Salvador , sendo que, aos poucos, as partes destroçadas foram aparecendo, até que a última delasPois que feito Jesus em partes todo, – uma perna – foi encontrada por uma negra queAssiste cada parte em sua parte. buscava lenha para o fogo: ao atiçar a peça junto a outras no fogo, esta teria voltado. Ao descobrir do que se tratava, a mulher teria levado a peça até a Igreja daNão se sabendo parte desse todo, Sé, onde foi restituída e novamente “encarnada”,Um braço que lhe acharam, sendo parte, voltando a fazer parte da imagem de Nossa Senhora.” (SANTOS, José Eduardo Ferreira dos & MASSINI, Marina. NossaNos diz as partes todas desse todo. Senhora das Maravilhas: corpo e alma de uma imagem.)
    39. 39. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Contemplando nas cousas do mundo desde o seu retiro, lhe atira com seu apage, como quem a nada escapou da tormentaNeste mundo é mais rico quem mais rapa:Quem mais limpo se faz, tem mais carepa;Com sua língua, ao nobre o vil decepa:O velhaco maior sempre tem capa.Mostra o patife da nobreza o mapa:Quem tem mão de agarrar, ligeiro trepa;Quem menos falar pode, mais increpa:Quem dinheiro tiver, pode ser Papa.A flor baixa se inculca por tulipa;Bengala hoje na mão, ontem garlopa:Mais isento se mostra o que mais chupa.Para a tropa de trapo vazo a tripa,E mais não digo, porque a Musa topaEm apa, epa, ipa, opa, upa.
    40. 40. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    41. 41. O NEOCLASSICISMO: Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioA POESIA ÁRCADE
    42. 42. Introdução Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Séc. XVIII Iluminismo RAZÃO = progresso da humanidade. Não-intervenção divina = tudo se explica logicamente.“O homem nasce bom, a sociedade o corrompe” (Rousseau) Produção artística: nova visão de mundo  oposição ao Barroco;  retomada da arte greco-romana e do Renascimento, buscando o equilíbrio, a simplicidade e o materialismo. Brasil Idéias iluministas = Inconfidência Mineira (participação direta de poetas árcades)
    43. 43. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    44. 44. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    45. 45. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário NEOCLASSICISMO MITOLOGISMORACIONALISMO /UNIVERSALISMO BUCOLISMO ANTI-BARROQUISMO
    46. 46. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioOs pastores da Arcádia, de Nicolas Poussin, em 1638-9. No túmulo, lê-se a incrição: “Et in Arcadia Ego”
    47. 47. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioRococó – Watteau, cythera
    48. 48. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário “Aurea mediocritas” (Áurea mediocridade) “Locus amoenus” (Lugar tranquilo) “Fugere urbem” (Fugir da cidade) “Inutilia trucat”(Eliminar as inutilidades) “Carpe diem” (Colha o dia)
    49. 49. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioSetecentismo ou Arcadismo Panorama mundial Iluminismo; Revolução Industrial; Revolução Francesa; Independência dos EUA Panorama nacional Ciclo da mineração; Inconfidência Mineira Grupo Mineiro 1768 Principais autores Cláudio Manuel da Costa (poesia) Tomás Antônio Gonzaga (poesia)“Marília de Dirceu” e “Cartas Chilenas”
    50. 50. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Sistema Literário (Antonio Candido) AUTOROBRA LEITOR
    51. 51. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioBarroco tardio e Inconfidência Mineira
    52. 52. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    53. 53. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    54. 54. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    55. 55. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    56. 56. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    57. 57. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário As pinturas deMestre Athayde
    58. 58. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    59. 59. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    60. 60. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioCaracterísticas da Literatura do Arcadismo        Bucolismo (vida campesina / simplicidade burguesa);        Pastoralismo;        Utilização de pseudônimos árcades / Fingimento poético;        Convencionalismo amoroso;        Predomínio da razão, do materialismo;        Presença de elementos da mitologia;        Estilo simples, natural (Inutilia truncat);
    61. 61. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Cláudio Manuel da Costa
    62. 62. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    63. 63. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioDestes penhascos fez a naturezaO berço em que nasci: oh! quem cuidara,Que entre penhas tão duras se criaraUma alma terna, um peito sem dureza!Amor, que vence os tigres, por empresaTomou logo render-me; ele declaraContra o meu coração guerra tão rara,Que não me foi bastante a fortaleza.Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,A que dava ocasião minha brandura,Nunca pude fugir ao cego engano:Vós, que ostentais a condição mais dura,Temei, penhas, temei; que amor tirano,Onde há mais resistência mais se apura. Cláudio Manuel da Costa
    64. 64. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário Tomás Antônio Gonzaga
    65. 65. Literatura Brasileira Prof. Márcio Hilário
    66. 66. Literatura Brasileira Prof. Márcio HilárioTu Não Verás, Marília, Cem CativosTu não verás, Marília, cem cativos Verás em cima da espaçosa mesatirarem o cascalho e a rica terra, altos volumes de enredados feitos;ou dos cercos dos rios caudalosos, ver-me-ás folhear os grandes livros, ou da mina serra. e decidir os pleitos.Não verás separar ao hábil negro Enquanto revolver os meus Consultos,do pesado esmeril a grossa areia; tu me farás gostosa companhia,e já brilharem os granetes de ouro lendo os fastos da sábia, mestra História, no fundo da bateia. e os cantos da Poesia.Não verás derrubar os virgens matos, Lerás em alta voz, a imagem bela;queimar as capoeiras inda novas, eu vendo que lhe dás o justo apreço,servir de adubo à terra a fértil cinza, gostoso tornarei a ler de novo lançar os grãos nas covas. o cansado processo.Não verás enrolar negros pacotes Se encontrares louvada uma beleza,das secas folhas do cheiroso fumo: Marília, não lhe invejes a ventura,nem espremer entre as dentadas rodas que tens quem leve à mais remota idade da doce cana o sumo. a tua formosura. Tomás Antônio Gonzaga

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