SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 63
O Realismo
•   Contexto histórico
•   O surgimento do Realismo
•   Vertentes
•   O Realismo em Portugal
•   Curiosidades
Mentalidade da época
 O Realismo surge numa época marcada pela
artificialidade, formalidade e exagero, típicos
do Romantismo. Numa sociedade emergida
numa        sentimentalidade    mórbida       e
religiosidade,     surge    um     movimento
totalmente contrário.
A Sociedade do Século XIX
 A sociedade do Século XIX organiza-se por estratos sociais.
 O topo da escala social é constituído pela alta burguesia,
estrato social em que se integram banqueiros, grandes
empresários industriais, grandes comerciantes e altos
dignitários do Estado.
 Abaixo situa-se a média burguesia, composta pelos
profissionais liberais, médicos, engenheiros, advogados,
professores e os quadros médios e superiores do
funcionalismo público.
 Depois situa-se a pequena burguesia, à qual pertencem
os balconistas e outros empregados do sector dos serviços.
 O estrato social mais baixo é o proletariado que é
constituído pelos operários e camponeses.
Uma sociedade de banquetes…
Uma sociedade de bailes…
Uma sociedade de espectáculos…
O surgimento do Realismo
• Origem do nome
• O que é o Realismo?
• Como surgiu?
Origem do nome
A palavra Realismo denota acção e designa
uma forma de interpretar a realidade. O
Realismo propunha-se a reagir pela
observação objectiva dos objectos e das
situações, contra os excessos da imaginação
na arte romântica. O seu princípio era
REPRESENTAR A REALIDADE, quer o assunto
fosse bonito ou feio, nobre ou trivial, com o
objectivo de alcançar a beleza, a fraternidade
e a justiça.
O que é o Realismo?
Eça de Queirós definia o realismo da seguinte forma:

«O que é pois o Realismo? É uma base filosófica para
todas as concepções do espírito - uma lei, uma carta, uma
guia, um roteiro do pensamento humano na eterna
religião do belo, bom e do justo (...) é a negação da arte
pela arte, é a proscrição do enfático e do piegas. É a
abolição da retórica considerada como arte de promover a
comoção (...); é a análise com fito na verdade absoluta.
Por outro lado, o Realismo é uma reacção contra o
Romantismo: o Romantismo era a apoteose do
sentimento; o Realismo é a anatomia do carácter. É a
crítica do homem (...) para condenar o que houver de mau
na sociedade».
Surge o Realismo…
É na segunda metade do século XIX que a Europa
     se vê arejada por novos ventos políticos,
 científicos, sociais e religiosos. Neste contexto,
  surge na França um movimento artístico cuja
    influência se estendeu a numerosos países
   europeus, chamado Realismo. Esta corrente
     aparece no momento em que ocorrem as
primeiras lutas sociais, sendo também objecto de
  acção contra o capitalismo progressivamente
                  mais dominador.
Vertentes
•   Teatro
•   Pintura
•   Escultura
•   Arquitectura
•   Literatura
Teatro
Com o Realismo, os problemas do quotidiano
  ocupam os palcos no mundo do teatro. O
       herói romântico é substituído por
personagens do dia-a-dia e a linguagem torna-
 se coloquial. O primeiro grande dramaturgo
 realista é o francês Alexandre Dumas Filho,
 autor da primeira peça realista, A Dama das
     Camélias (1852), que aborda o tema
                  prostituição.
Pintura
Na pintura, as obras passam a privilegiar
cenas quotidianas de grupos sociais menos
favorecidos e as telas tornam-se pesadas e
tristes, quer pelo tipo de composição como
pelo uso de cores criam telas pesadas e triste.
Neste campo, destaca-se o pintor francês
Gustave Coubert .
Escultura
A escultura realista não se preocupa com a
idealização da realidade, recria os seres tais
como são. Aqui especial destaque para o
também francês Auguste Rodin.
“Le Baiser” de
Auguste Rodin
Arquitectura
    No ramo da arquitectura, procura-se
    responder adequadamente às novas
     necessidades urbanas, criadas pela
 industrialização. As cidades já não exigem
   palácios; precisam de fábricas, estações
  ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas,
   escolas, hospitais e casas, tanto para os
 operários como para a nova burguesia. Em
1889, Gustav Eiffel levanta, em Paris, a Torre
                    Eiffel.
Em todos os ramos do saber se ia dizendo adeus a
velhas teses, outrora admitidas sem discussão mas
agora arrumadas como enganos. Dado isto, porque
haveriam os literatos de continuar presos a um
sentimentalismo doentio, a um idealismo aéreo,
divorciado da realidade, a uma expressão hipócrita da
paixão amorosa, a um carpir inútil de saudades, à
idealização de um mundo ideal? Sentindo que perdiam
um comboio a correr vertiginosamente para o campo
da verdade nua e crua, reagiram. Como as restantes
actividades do espírito humano, a literatura começou a
buscar a realidade, não a deformada pelos românticos,
mas a autêntica, tal qual se apresenta sem artifícios,
sem retoques. A nova arte literária deixou de ser
nacionalista e revestiu-se de carácter cosmopolita.
Como consequência desta reacção, nasceu o Realismo
na literatura.
Realismo na Literatura
O Realismo na Literatura manifesta-se na
prosa. O romance – social, psicológico e de
tese – é a principal forma de expressão. Deixa
de ser apenas distracção e torna-se veículo de
crítica a instituições, como a Igreja Católica e à
hipocrisia burguesa.
• Características
• Temas abordados
• Autores marcantes
Características
• Veracidade: despreza a imaginação romântica
• Contemporaneidade: descreve a realidade
• Retrato fiel das personagens: carácter, aspectos
  negativos da natureza humana
• Gosto pelos detalhes: lentidão na narrativa
• Materialismo do amor: Mulher objecto de
  prazer/adultério
• Denúncia das injustiças sociais
• Determinismo e relação entre causa e efeito
• Linguagem próxima à realidade: simples, natural,
  clara e equilibrada
Comparação do Realismo com o
        Romantismo
         REALISMO                           ROMANTISMO

    Distanciamento do narrador           Narrador em primeira pessoa


         Valoriza o que se é            Valoriza o que se idealiza e sente


           Crítica directa                      Crítica indirecta


           Objectividade                   Sentimentos à flor da pele


   Textos, às vezes, sem censura         Textos geralmente respeitosos


    Imagens sem fantasias, reais         Imagens fantasiadas, perfeitas


     Aversão ao Amor platónico                 Amores platónicos


 Mistura de épico e lírico nos textos              Separação


            Cosmopolita                           Nacionalista
Temas abordados
 Os realistas pretendem reformar a sociedade. Para tal, - à semelhança de Gil
Vicente -, descobrem e atacam a imoralidade, os vícios e os maus costumes da
sua época. Analisam os aspectos baixos da vida, não só apontando os seus vícios e
taras, mas realizando um esforço por relacionar as causas (biológicas e/ou sociais)
do comportamento das personagens do romance com o tipo desse mesmo
comportamento. Pretendem com isto que a sociedade possa ver e assumir os seus
erros para os corrigir.
  A Literatura deixa de ser apenas distracção e torna-se meio de crítica a
instituições, à hipocrisia burguesa (avareza, inveja), à vida urbana (tensões sociais,
económicas, políticas), à religião e à sociedade, interessando-se pela análise
social, pela representação da realidade circundante, do sofrimento, da corrupção
e do vício. A escravatura, o racismo e a sexualidade são retratados com uma
linguagem clara e directa. Denunciam-se as injustiças sociais, o carácter e
aspectos negativos da natureza humana, bem como a representação da Mulher
como objecto de prazer/adultério.
 Ao fazê-lo, os realistas conseguem a tão desejada reforma da sociedade
portuguesa.
Autores marcantes
• Em Portugal:
   Antero de Quental, Teófilo Braga, Gomes Leal,
  Oliveira Martins, Guilherme de Azevedo, Eça de
  Queirós, João de Deus, Guerra Junqueiro, Fialho
  de Almeida, Abel Botelho, Ramalho Ortigão,
  Trindade Coelho, etc. (GERAÇÃO DE 70)

• Na Europa:
• Gustave Flaubert, Honoré de Balzac, Charles
  Dickens, etc.
Geração de 70
O Realismo em Portugal
O primeiro aparecimento do Realismo em Portugal
deu-se na Questão Coimbrã. Polémica esta que
significou, nas palavras de Teófilo Braga “a dissolução
do Romantismo”. Nela manifestaram-se pela primeira
vez as novas ideias e o novo gosto de uma geração que
reagia contra o Romantismo.
  O segundo episódio do aparecimento do Realismo
verificou-se em 1871 nas Conferências do Casino (ou
Conferências Democráticas do Casino). Nesta nova
manifestação da chamada Geração de 70 os contornos
do que seria o Realismo apareceram desenhados com
maior nitidez, especialmente através da conferência
realizada por Eça de Queirós intitulada O realismo
como nova expressão da arte. O Realismo surgia assim
como resposta à artificialidade, formalidade e aos
exageros do Romantismo.
Eça de Queirós

  José Maria de Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim
 a 25 de Novembro de 1845 e foi um dos maiores
 escritores portugueses.
  Foi autor, entre outros romances de importância
 reconhecida, de Os Maias e O Crime do Padre Amaro,
 tendo sido este último por muitos considerado o melhor
 romance realista português do século XIX.
  Morreu em Paris, a 16 de Agosto de 1900.
O Crime do Padre Amaro
O Crime do Padre Amaro é uma das obras do escritor português Eça de
    Queirós mais difundidas por todo o mundo. Trata-se de uma obra
    polémica, que causou protestos a Igreja Católica, ao ser publicada
   em 1875, em Portugal. É a primeira realização artística do realismo
                                 português.
     Esta obra é mais um documento humano e social do país e da sua
   época, uma obra que mais de cem anos depois mantém o interesse
                           de diferentes gerações.
      Trata do romance entre Amaro e a jovem Amélia, que surge num
      ambiente em que o próprio papel da religião é alvo de grandes
   discussões e a moralidade de cada um é posta à prova. Enquanto a
     trágica história de amor se desenvolve, personagens secundárias
                     travam debates sobre o papel da fé.
Os Maias
Embora por vezes doutrinariamente fraco e/ou
confuso, o Realismo em Portugal apresenta-se por isso
mesmo, mais do que como um movimento consistente,
como uma tendência estética, um sentir novo, que se
opôs ao Idealismo e ao Romantismo.
  A sua consequência mais importante foi a introdução
em Portugal das influências estrangeiras nos vários
domínios do saber, alargando as escolhas literárias e
renovando um meio literário que estava muito fechado
sobre si mesmo.
Curiosidades
            O Realismo ainda vive hoje.
Exemplos:
Pintura
Escultura
Trabalho realizado por Sara Alves da Silva, nº15
  11º A, no âmbito da disciplina de Português.




         Professora Eugénia Casimiro
            EB 2, 3 D. Fernando II
O Realismo
O Realismo
O Realismo

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Romantismo no Brasil
Romantismo no BrasilRomantismo no Brasil
Romantismo no Brasil
 
Parnasianismo brasileiro
Parnasianismo brasileiroParnasianismo brasileiro
Parnasianismo brasileiro
 
Realismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - LiteraturaRealismo e Naturalismo - Literatura
Realismo e Naturalismo - Literatura
 
Classicismo
ClassicismoClassicismo
Classicismo
 
O barroco
O barrocoO barroco
O barroco
 
Literatura - Realismo
Literatura - RealismoLiteratura - Realismo
Literatura - Realismo
 
Humanismo
HumanismoHumanismo
Humanismo
 
Naturalismo brasileiro e português
Naturalismo brasileiro e portuguêsNaturalismo brasileiro e português
Naturalismo brasileiro e português
 
Simbolismo
SimbolismoSimbolismo
Simbolismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
Fernando pessoa
Fernando pessoaFernando pessoa
Fernando pessoa
 
Romantismo prosa
Romantismo prosaRomantismo prosa
Romantismo prosa
 
O Realismo no Brasil
O Realismo no BrasilO Realismo no Brasil
O Realismo no Brasil
 
O modernismo brasileiro
O modernismo brasileiroO modernismo brasileiro
O modernismo brasileiro
 
Realismo em portugal
Realismo em portugalRealismo em portugal
Realismo em portugal
 
Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)Modernismo 2 fase (geração de 30)
Modernismo 2 fase (geração de 30)
 
Literatura contemporânea
Literatura contemporâneaLiteratura contemporânea
Literatura contemporânea
 
Quinhentismo
Quinhentismo Quinhentismo
Quinhentismo
 
Vanguarda europeia
Vanguarda europeiaVanguarda europeia
Vanguarda europeia
 

Destaque (20)

Expressionismo
ExpressionismoExpressionismo
Expressionismo
 
Realismo x Naturalismo
Realismo x NaturalismoRealismo x Naturalismo
Realismo x Naturalismo
 
Naturalismo e Realismo na Pintura
Naturalismo e Realismo na PinturaNaturalismo e Realismo na Pintura
Naturalismo e Realismo na Pintura
 
A Arquitectura do Ferro
A Arquitectura do FerroA Arquitectura do Ferro
A Arquitectura do Ferro
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Naturalismo, realismo
Naturalismo, realismo Naturalismo, realismo
Naturalismo, realismo
 
O Impressionismo
O ImpressionismoO Impressionismo
O Impressionismo
 
A Arquitectura do Ferro no século XIX
A Arquitectura do Ferro no século XIXA Arquitectura do Ferro no século XIX
A Arquitectura do Ferro no século XIX
 
Slide tendências pedagógicas
Slide   tendências pedagógicasSlide   tendências pedagógicas
Slide tendências pedagógicas
 
A Arquitectura do Ferro
A Arquitectura do FerroA Arquitectura do Ferro
A Arquitectura do Ferro
 
Neoliberalismo
NeoliberalismoNeoliberalismo
Neoliberalismo
 
Impressionismo
Impressionismo Impressionismo
Impressionismo
 
HENRI WALLON
HENRI WALLONHENRI WALLON
HENRI WALLON
 
Pedagogia tecnicista
Pedagogia tecnicistaPedagogia tecnicista
Pedagogia tecnicista
 
Slide filosofia
Slide filosofiaSlide filosofia
Slide filosofia
 
Apriorismo kantiano
Apriorismo kantianoApriorismo kantiano
Apriorismo kantiano
 
Escola nova
Escola novaEscola nova
Escola nova
 
Períodos da Filosofia
Períodos da FilosofiaPeríodos da Filosofia
Períodos da Filosofia
 
Psicologia Do Desenvolvimento Humano Publicar Slides
Psicologia Do Desenvolvimento Humano   Publicar   SlidesPsicologia Do Desenvolvimento Humano   Publicar   Slides
Psicologia Do Desenvolvimento Humano Publicar Slides
 
Tendências pedagógicas
Tendências pedagógicasTendências pedagógicas
Tendências pedagógicas
 

Semelhante a O Realismo

Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)
Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)
Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)Silmara Braz
 
Realismo narturalismo 2016
Realismo narturalismo 2016Realismo narturalismo 2016
Realismo narturalismo 2016Josi Motta
 
Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...
Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...
Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...Dafne Beatriz Santos
 
Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.
Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.
Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.elenircardozo
 
O Realismo E O Simbolismo
O Realismo E O SimbolismoO Realismo E O Simbolismo
O Realismo E O SimbolismoBeatriz Dias
 
O realismo na literatura oitocentista
O realismo na literatura oitocentistaO realismo na literatura oitocentista
O realismo na literatura oitocentistaTina Lima
 
a cultura da gare.realismo.ppt
a cultura da gare.realismo.ppta cultura da gare.realismo.ppt
a cultura da gare.realismo.pptPatrícia Alves
 
Trabalho portugues realismo naturalismo
Trabalho portugues realismo naturalismoTrabalho portugues realismo naturalismo
Trabalho portugues realismo naturalismoLuizBraz9
 
Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02
Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02
Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02Alexandre Barbosa
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).pptANDRESSASILVADESOUSA
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptAliceEmanuelladeOliv
 
realismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.pptrealismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.pptCarlos100coliCoimbra
 

Semelhante a O Realismo (20)

Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)
Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)
Realismofinal 100118094323-phpapp01 (1)
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Realismo narturalismo 2016
Realismo narturalismo 2016Realismo narturalismo 2016
Realismo narturalismo 2016
 
Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...
Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...
Movimento Literário Realismo: Realismo, movimento literário compromissado em ...
 
Realismo e naturalismo
Realismo e naturalismoRealismo e naturalismo
Realismo e naturalismo
 
Realismo x Romantismo
Realismo x RomantismoRealismo x Romantismo
Realismo x Romantismo
 
Romantismo
RomantismoRomantismo
Romantismo
 
O realismo
O realismoO realismo
O realismo
 
Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.
Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.
Realismo-e-Naturalimos-revisão- caracterizado o Romantismo.
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
O Realismo E O Simbolismo
O Realismo E O SimbolismoO Realismo E O Simbolismo
O Realismo E O Simbolismo
 
Realismo Português
Realismo PortuguêsRealismo Português
Realismo Português
 
O realismo na literatura oitocentista
O realismo na literatura oitocentistaO realismo na literatura oitocentista
O realismo na literatura oitocentista
 
a cultura da gare.realismo.ppt
a cultura da gare.realismo.ppta cultura da gare.realismo.ppt
a cultura da gare.realismo.ppt
 
Realismo
RealismoRealismo
Realismo
 
Trabalho portugues realismo naturalismo
Trabalho portugues realismo naturalismoTrabalho portugues realismo naturalismo
Trabalho portugues realismo naturalismo
 
Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02
Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02
Romantismo1836 1881-121031124003-phpapp02
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie (1).ppt
 
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.pptrealismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
realismo-naturalismo-2c2aa-sc3a9rie.ppt
 
realismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.pptrealismo-naturalismo resumo slides.ppt
realismo-naturalismo resumo slides.ppt
 

Último

Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfpaulafernandes540558
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfEyshilaKelly1
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdfNoções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdfdottoor
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfIedaGoethe
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdfDemetrio Ccesa Rayme
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASEdinardo Aguiar
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024Sandra Pratas
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdfProfGleide
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfAnaGonalves804156
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbyasminlarissa371
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...LuizHenriquedeAlmeid6
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 anoAdelmaTorres2
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasRicardo Diniz campos
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxconcelhovdragons
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileirosMary Alvarenga
 

Último (20)

Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdfSlides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
Slides criatividade 01042024 finalpdf Portugues.pdf
 
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO4_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdfGuia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
Guia completo da Previdênci a - Reforma .pdf
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdfNoções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
Noções de Orçamento Público AFO - CNU - Aula 1 - Alunos.pdf
 
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdfDIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
DIA DO INDIO - FLIPBOOK PARA IMPRIMIR.pdf
 
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
Geometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdfGeometria  5to Educacion Primaria EDU  Ccesa007.pdf
Geometria 5to Educacion Primaria EDU Ccesa007.pdf
 
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNASQUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
QUIZ DE MATEMATICA SHOW DO MILHÃO PREPARAÇÃO ÇPARA AVALIAÇÕES EXTERNAS
 
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
HORA DO CONTO3_BECRE D. CARLOS I_2023_2024
 
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppttreinamento brigada incendio 2024 no.ppt
treinamento brigada incendio 2024 no.ppt
 
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdfPLANEJAMENTO anual do  3ANO fundamental 1 MG.pdf
PLANEJAMENTO anual do 3ANO fundamental 1 MG.pdf
 
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdfPPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
PPT _ Módulo 3_Direito Comercial_2023_2024.pdf
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
Slides Lição 3, Betel, Ordenança para congregar e prestar culto racional, 2Tr...
 
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
637743470-Mapa-Mental-Portugue-s-1.pdf 4 ano
 
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecasMesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
Mesoamérica.Astecas,inca,maias , olmecas
 
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptxSlide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
Slide de exemplo sobre o Sítio do Pica Pau Amarelo.pptx
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
 

O Realismo

  • 2. Contexto histórico • O surgimento do Realismo • Vertentes • O Realismo em Portugal • Curiosidades
  • 3. Mentalidade da época O Realismo surge numa época marcada pela artificialidade, formalidade e exagero, típicos do Romantismo. Numa sociedade emergida numa sentimentalidade mórbida e religiosidade, surge um movimento totalmente contrário.
  • 4. A Sociedade do Século XIX A sociedade do Século XIX organiza-se por estratos sociais. O topo da escala social é constituído pela alta burguesia, estrato social em que se integram banqueiros, grandes empresários industriais, grandes comerciantes e altos dignitários do Estado. Abaixo situa-se a média burguesia, composta pelos profissionais liberais, médicos, engenheiros, advogados, professores e os quadros médios e superiores do funcionalismo público. Depois situa-se a pequena burguesia, à qual pertencem os balconistas e outros empregados do sector dos serviços. O estrato social mais baixo é o proletariado que é constituído pelos operários e camponeses.
  • 5. Uma sociedade de banquetes…
  • 6. Uma sociedade de bailes…
  • 7. Uma sociedade de espectáculos…
  • 8. O surgimento do Realismo • Origem do nome • O que é o Realismo? • Como surgiu?
  • 9. Origem do nome A palavra Realismo denota acção e designa uma forma de interpretar a realidade. O Realismo propunha-se a reagir pela observação objectiva dos objectos e das situações, contra os excessos da imaginação na arte romântica. O seu princípio era REPRESENTAR A REALIDADE, quer o assunto fosse bonito ou feio, nobre ou trivial, com o objectivo de alcançar a beleza, a fraternidade e a justiça.
  • 10. O que é o Realismo? Eça de Queirós definia o realismo da seguinte forma: «O que é pois o Realismo? É uma base filosófica para todas as concepções do espírito - uma lei, uma carta, uma guia, um roteiro do pensamento humano na eterna religião do belo, bom e do justo (...) é a negação da arte pela arte, é a proscrição do enfático e do piegas. É a abolição da retórica considerada como arte de promover a comoção (...); é a análise com fito na verdade absoluta. Por outro lado, o Realismo é uma reacção contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do sentimento; o Realismo é a anatomia do carácter. É a crítica do homem (...) para condenar o que houver de mau na sociedade».
  • 11. Surge o Realismo… É na segunda metade do século XIX que a Europa se vê arejada por novos ventos políticos, científicos, sociais e religiosos. Neste contexto, surge na França um movimento artístico cuja influência se estendeu a numerosos países europeus, chamado Realismo. Esta corrente aparece no momento em que ocorrem as primeiras lutas sociais, sendo também objecto de acção contra o capitalismo progressivamente mais dominador.
  • 12. Vertentes • Teatro • Pintura • Escultura • Arquitectura • Literatura
  • 13. Teatro Com o Realismo, os problemas do quotidiano ocupam os palcos no mundo do teatro. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem torna- se coloquial. O primeiro grande dramaturgo realista é o francês Alexandre Dumas Filho, autor da primeira peça realista, A Dama das Camélias (1852), que aborda o tema prostituição.
  • 14. Pintura Na pintura, as obras passam a privilegiar cenas quotidianas de grupos sociais menos favorecidos e as telas tornam-se pesadas e tristes, quer pelo tipo de composição como pelo uso de cores criam telas pesadas e triste. Neste campo, destaca-se o pintor francês Gustave Coubert .
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23. Escultura A escultura realista não se preocupa com a idealização da realidade, recria os seres tais como são. Aqui especial destaque para o também francês Auguste Rodin.
  • 24.
  • 26. Arquitectura No ramo da arquitectura, procura-se responder adequadamente às novas necessidades urbanas, criadas pela industrialização. As cidades já não exigem palácios; precisam de fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e casas, tanto para os operários como para a nova burguesia. Em 1889, Gustav Eiffel levanta, em Paris, a Torre Eiffel.
  • 27. Em todos os ramos do saber se ia dizendo adeus a velhas teses, outrora admitidas sem discussão mas agora arrumadas como enganos. Dado isto, porque haveriam os literatos de continuar presos a um sentimentalismo doentio, a um idealismo aéreo, divorciado da realidade, a uma expressão hipócrita da paixão amorosa, a um carpir inútil de saudades, à idealização de um mundo ideal? Sentindo que perdiam um comboio a correr vertiginosamente para o campo da verdade nua e crua, reagiram. Como as restantes actividades do espírito humano, a literatura começou a buscar a realidade, não a deformada pelos românticos, mas a autêntica, tal qual se apresenta sem artifícios, sem retoques. A nova arte literária deixou de ser nacionalista e revestiu-se de carácter cosmopolita. Como consequência desta reacção, nasceu o Realismo na literatura.
  • 28. Realismo na Literatura O Realismo na Literatura manifesta-se na prosa. O romance – social, psicológico e de tese – é a principal forma de expressão. Deixa de ser apenas distracção e torna-se veículo de crítica a instituições, como a Igreja Católica e à hipocrisia burguesa.
  • 29. • Características • Temas abordados • Autores marcantes
  • 30. Características • Veracidade: despreza a imaginação romântica • Contemporaneidade: descreve a realidade • Retrato fiel das personagens: carácter, aspectos negativos da natureza humana • Gosto pelos detalhes: lentidão na narrativa • Materialismo do amor: Mulher objecto de prazer/adultério • Denúncia das injustiças sociais • Determinismo e relação entre causa e efeito • Linguagem próxima à realidade: simples, natural, clara e equilibrada
  • 31. Comparação do Realismo com o Romantismo REALISMO ROMANTISMO Distanciamento do narrador Narrador em primeira pessoa Valoriza o que se é Valoriza o que se idealiza e sente Crítica directa Crítica indirecta Objectividade Sentimentos à flor da pele Textos, às vezes, sem censura Textos geralmente respeitosos Imagens sem fantasias, reais Imagens fantasiadas, perfeitas Aversão ao Amor platónico Amores platónicos Mistura de épico e lírico nos textos Separação Cosmopolita Nacionalista
  • 32. Temas abordados Os realistas pretendem reformar a sociedade. Para tal, - à semelhança de Gil Vicente -, descobrem e atacam a imoralidade, os vícios e os maus costumes da sua época. Analisam os aspectos baixos da vida, não só apontando os seus vícios e taras, mas realizando um esforço por relacionar as causas (biológicas e/ou sociais) do comportamento das personagens do romance com o tipo desse mesmo comportamento. Pretendem com isto que a sociedade possa ver e assumir os seus erros para os corrigir. A Literatura deixa de ser apenas distracção e torna-se meio de crítica a instituições, à hipocrisia burguesa (avareza, inveja), à vida urbana (tensões sociais, económicas, políticas), à religião e à sociedade, interessando-se pela análise social, pela representação da realidade circundante, do sofrimento, da corrupção e do vício. A escravatura, o racismo e a sexualidade são retratados com uma linguagem clara e directa. Denunciam-se as injustiças sociais, o carácter e aspectos negativos da natureza humana, bem como a representação da Mulher como objecto de prazer/adultério. Ao fazê-lo, os realistas conseguem a tão desejada reforma da sociedade portuguesa.
  • 33. Autores marcantes • Em Portugal: Antero de Quental, Teófilo Braga, Gomes Leal, Oliveira Martins, Guilherme de Azevedo, Eça de Queirós, João de Deus, Guerra Junqueiro, Fialho de Almeida, Abel Botelho, Ramalho Ortigão, Trindade Coelho, etc. (GERAÇÃO DE 70) • Na Europa: • Gustave Flaubert, Honoré de Balzac, Charles Dickens, etc.
  • 34.
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
  • 39.
  • 40.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 45.
  • 46. O Realismo em Portugal
  • 47. O primeiro aparecimento do Realismo em Portugal deu-se na Questão Coimbrã. Polémica esta que significou, nas palavras de Teófilo Braga “a dissolução do Romantismo”. Nela manifestaram-se pela primeira vez as novas ideias e o novo gosto de uma geração que reagia contra o Romantismo. O segundo episódio do aparecimento do Realismo verificou-se em 1871 nas Conferências do Casino (ou Conferências Democráticas do Casino). Nesta nova manifestação da chamada Geração de 70 os contornos do que seria o Realismo apareceram desenhados com maior nitidez, especialmente através da conferência realizada por Eça de Queirós intitulada O realismo como nova expressão da arte. O Realismo surgia assim como resposta à artificialidade, formalidade e aos exageros do Romantismo.
  • 48. Eça de Queirós José Maria de Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim a 25 de Novembro de 1845 e foi um dos maiores escritores portugueses. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O Crime do Padre Amaro, tendo sido este último por muitos considerado o melhor romance realista português do século XIX. Morreu em Paris, a 16 de Agosto de 1900.
  • 49. O Crime do Padre Amaro O Crime do Padre Amaro é uma das obras do escritor português Eça de Queirós mais difundidas por todo o mundo. Trata-se de uma obra polémica, que causou protestos a Igreja Católica, ao ser publicada em 1875, em Portugal. É a primeira realização artística do realismo português. Esta obra é mais um documento humano e social do país e da sua época, uma obra que mais de cem anos depois mantém o interesse de diferentes gerações. Trata do romance entre Amaro e a jovem Amélia, que surge num ambiente em que o próprio papel da religião é alvo de grandes discussões e a moralidade de cada um é posta à prova. Enquanto a trágica história de amor se desenvolve, personagens secundárias travam debates sobre o papel da fé.
  • 51.
  • 52.
  • 53. Embora por vezes doutrinariamente fraco e/ou confuso, o Realismo em Portugal apresenta-se por isso mesmo, mais do que como um movimento consistente, como uma tendência estética, um sentir novo, que se opôs ao Idealismo e ao Romantismo. A sua consequência mais importante foi a introdução em Portugal das influências estrangeiras nos vários domínios do saber, alargando as escolhas literárias e renovando um meio literário que estava muito fechado sobre si mesmo.
  • 54. Curiosidades O Realismo ainda vive hoje. Exemplos: Pintura Escultura
  • 55.
  • 56.
  • 57.
  • 58.
  • 59.
  • 60. Trabalho realizado por Sara Alves da Silva, nº15 11º A, no âmbito da disciplina de Português. Professora Eugénia Casimiro EB 2, 3 D. Fernando II