Quinhentismo

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Brasil século XVI - Literatura Informativa

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Quinhentismo

  1. 1. Quinhentismo - Século XVIQuinhentismo - Século XVI A Literatura Informativa no BrasilA Literatura Informativa no Brasil
  2. 2. Texto
  3. 3. A cartadePero Vaz deCaminhaA cartadePero Vaz deCaminha a certidão de nascimento do Brasila certidão de nascimento do Brasil
  4. 4. “Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste ponto temos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte léguas por costa. A terra é toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é tudo praia redonda, muito chã e muito formosa.” “A terra em si é de muitos bons ares, assim frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho (...) As águas são muitas e infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, tudo dará nela, por causa das águas que tem.” “Ali andavam entre eles três ou quatro moças, muito novas e muito gentis, com cabelos muito pretos e compridos, caídos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.” http://www.formacaopolitica.com.br/artigos/carta-a-el-rei-dom-manuel-
  5. 5. HansStadenHansStaden Hans Staden (1525—1579) foi um aventureiro mercenário alemão do século XVI. Por duas vezes, Staden esteve no Brasil, onde participou de combates nas capitanias de Pernambuco e de São Vicente contra nevegadores franceses e seus aliados indígenas e onde passou nove meses refém dos índios tupinambás. De volta à Alemanha, Staden escreveu “História verdadeira e descrição…": um relato de suas viagens ao Brasil que se tornou um grande sucesso editorial da época.
  6. 6. Trechos deTrechos de Duas viagens ao BrasilDuas viagens ao Brasil A partida para o novo mundo “Eu, Hans Staden de Homberg-em-Hessen, resolvi visitar a Í ndia. Saí de Bremem para os Países Baixos e achei, em Campon, navios que pretendiam tomar carga de sal em Portugal. Embarquei e, a 29 de Abril de 1547, chegávamos a Setúbal.” Costumes indígenas “Formaram um círculo ao redor de mim, ficando eu no centro com duas mulheres. Amarraram-me numa perna um chocalho e, na nuca, penas de pássaros. Depois, começaram as mulheres a cantar e, conforme um som dado, tinha eu de bater no chão o pé onde estavam atados os chocalhos.” “As mulheres fazem bebidas. Tomam as raízes de mandioca, que deixam ferver em grandes potes. Quando bem fervidas tiram-nas (...) e deixam-nas esfriar (...) Então, as moças assentam-se ao pé e mastigam as raízes e o que fica mastigado é posto numa vasilha à parte.” “Acreditam na imortalidade da alma(...)”. A antropofagia “Voltando da guerra, trouxeram prisioneiros. Levaram-nos para sua cabana: mas a muitos feridos desembarcaram e os mataram logo, cortaram-nos em pedaços e assaram a carne (...) Um era português (...) O outro chamava-se Hyeronimus; este foi assado de noite.”
  7. 7. PadreJosédeAnchietaPadreJosédeAnchieta A tela acima representa a escritura inicial da obra De Beata Virgine Dei Matre Maria (Poema à Virgem Maria), poema em latim com 4.172 versos em redondilha menor que, segundo alguns relatos, ele teria escrito inicialmente nas areias de Ubatuba quando era prisioneiro dos tupinambás.
  8. 8. Padre Anchieta nasceu em Tenerife, Ilhas Canárias, onde predominava o idioma espanhol, embora fosse território português. Depois seguiu para Portugal, onde se formou na ordem dos jesuítas, e de lá veio para o Brasil, com a missão de converter e "civilizar" o território brasileiro, zelar pelas almas dos católicos que para cá vinham em missão de exploração e domínio. Em sua missão auxiliou na fundação de São Paulo, estudou a língua dos índios e, principalmente, escreveu muito para moralizar o comportamento dos índios.
  9. 9. Embora use os gêneros literários lírico e dramático, o que Anchieta faz não é literatura propriamente dita. Sua principal intenção é agir sobre o receptor da sua obra, provocar nele um efeito de arrependimento e de mudança de conduta. Portanto, a função de seus textos é apelativa, conativa. A preocupação estética é secundária, embora exista. Ao escrever a literatura de catequese, seja a obra um auto (gênero dramático) ou poemas, hinos e canções religiosas (gênero lírico), Anchieta, por exemplo, usa versos de metrificação medieval, ou seja, as redondilhas (medida velha). A preocupação de Anchieta de tornar tudo claro e fácil para o seu público é tão grande que ele escrevia suas peças em até três línguas diferentes, as mais faladas no Brasil daquela época: espanhol, tupi e português.
  10. 10. As peças de Anchieta eram maniqueístas: de um lado estavam os padres católicos, anjos, santos e seres alegóricos, como o Amor de Deus e o Temor de Deus, lutando para salvar os índios. Do outro estavam criaturas demoníacas, os pajés e os índios que cediam aos "vícios", como beber cauim, comer carne humana, ceder ao desejo sexual fora do casamento monogâmico (com uma única pessoa). Esses seres demoníacos tentam impedir que os índios sigam a lei de Deus, conduzindo- os, portanto, ao inferno. Os personagens “bons” falavam em português; os personagens “maus” falavam em tupi.
  11. 11. Anchieta não escreveu apenas peças de teatro. Além dos outros gêneros explorados para fazer a literatura de catequese, ele também escreveu literatura de informação, como, por exemplo, a primeira gramática descritiva do tupi, que ensinava os europeus a língua mais falada na costa brasileira.

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