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ARCADISMO
NO BRASIL
FERNANDO ALEXANDRE,
GABRIELLA RODRIGUES,
LUCAS DA CUNHA E
RAYANE ANCHIETA
INSTITUTO
FEDERAL
FLUMINENSE
CAMPUS
AVANÇADO
MARICÁ
Introdução
O arcadismo brasileiro defende uma
poesia mais simples, de imitação da natureza que se
opõe ao Barroco.
Nesta apresentação são tratadas as
características do movimento, contexto histórico, os
principais artistas e suas criações,
como o poema "Obras“ de Cláudio Manuel da Costa,
que é considerado um marco literário
deste movimento.
Contexto histórico
O marco inaugural do Arcadismo no Brasil deu-se em 1768
com a fundação da “Arcádia Ultramarina”, em Vila Rica, e a
publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da
Costa.
O movimento literário do século
XVIII nasce em meio a momentos
marcantes da história mundial.
• Iluminismo
• Independência dos EUA (1776)
• Revolução Francesa (1789)
• Inconfidência Mineira (1789).
Mito da Arcádia
Quadro do pintor Friedrich, representando a Arcádia,
região da Grécia Antiga, situada no campo, trazendo
temas bucólicos e de natureza pura.
Proposta do movimento
Segundo Carmen Pimentel, a poesia árcade rejeitava
as coisas inúteis e valorizava o contato com a natureza,
símbolo de felicidade e harmonia.
Seus cenários eram as paisagens do campo, em
contraste com o avanço industrial e a realidade social
estabelecida na época.
Destacava-se o uso de frases latinas, como Carpe
diem e Aurea Mediocrita, além de pseudônimos
gregos e latinos adotados pelos poetas árcades.
Características
• OPOSIÇÃO AO BARROCO
Proposta de linguagem simples, de frases na ordem direta e de
palavras de uso popular.
• VERSOS BRANCOS
O poeta árcade pode usar o verso branco (sem rima), para simbolizar a
liberdade na criação.
• A POESIA COMO IMITAÇÃO DA NATUREZA
O poeta buscava, na natureza, a beleza, bondade e perfeição.
• COMPROMISSO COM A BELEZA, O BEM, A PERFEIÇÃO
Compromisso com a poesia descritiva e objetiva. Há mais preocupação
com situações do que com emoções.
Características
• O PASTORALISMO
O poeta do Arcadismo imagina-se, na hora de produzir poemas,
um “pastor de ovelhas”. E é esperado que um pastor não tenha
uma linguagem sofisticada.
• USO DE PSEUDÔNIMOS
O poeta árcade adota nome falso porque se considera um
“pastor de ovelhas”. É como se o escritor tivesse duas identidades: uma re
al, outra especial, usada apenas para compor poesias.
• PRESENÇA DE MUSAS
A maioria dos poetas árcades brasileiros ficaram conhecidos fazendo
poesias líricas para suas amadas, poucos focavam na poesia simples
dissociada da figura feminina.
Linguagem arcádica
• Inutilia truncat: Cortar o que é inútil. Linguagem
simples, de clara compreensão.
• Fugere urbem: Fuga da cidade, está relacionado ao
bucolismo. Viam a cidade como a origem da corrupção e
desprezavam o luxo.
• Locus amoenus: Refúgio ameno.
• Aurea mediocritas: Idealização de uma vida feliz e
pobre.
• Idealização feminina: Voz de um pastor que canta o seu
amor por uma moça do campo.
• Carpe diem: Aproveitar o dia e a pequenez da vida, viver
intensamente.
Principais autores
Estudou teologia em Coimbra e foi o
autor do poema épico Caramuru
(1781), Freire Santa Rita Durão foi
poeta e orador, considerado um dos
precursores do indianismo no Brasil.
Frei José de Santa Rita Durão
Frei José de Santa Rita Durão
Influenciado por Camões, o
poema Caramuru, com subtítulo
“Poema épico do Descobrimento
da Bahia”, é baseado no modelo
da epopeia tradicional:
proposição, invocação,
dedicatória, narração e epílogo.
O poema exalta a terra brasileira,
descrevendo a fauna e a flora, e
os costumes dos índios
Poema Épico: CARAMURU
Principais autores
Poeta mineiro e autor do poema épico O
Uraguai (1769), Basílio da Gama, nesse texto,
aborda as disputas entre os europeus, os
jesuítas e os índios sendo considerado um
marco no literatura brasileira.
Suas Principais obras são:
O Uraguai (1769)
Epitalâmio às Núpcias da Senhora Dona
Maria Amália (1769)
A Declamação Trágica (1772)
e Quitúbia (1791).
José Basílio da Gama (Termindo sipílio)
José Basílio da Gama
O trecho mais conhecido é o que
descreve a morte de Lindoia, a índia que
se deixa picar por uma serpente, como
prova de fidelidade e amor ao índio
Cacambo, assassinado pelos inimigos.
No aspecto formal, Basílio compõe a
obra em versos decassílabos brancos,
sem rima, não é dividido em estrofes e
consta de apenas cinco cantos.
Poema Épico: O Uraguai
Principais autores
Jurista, Político e Poeta luso-brasileiro,
Tomás Antônio Gonzaga é um dos
grandes poetas árcades de pseudônimo
Dirceu.
A obra que possui mais destaque é
Marília de Dirceu (1792) e é baseada no
seu romance com a brasileira Maria
Doroteia Joaquina de Seixas.
Suas principais obras:
Marília de Dirceu (1792)
Cartas Chilenas (1863)
Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu)
Tomás Antônio Gonzaga.
Com fortes impulsos afetivos,
Dirceu declara-se para Marília, sua
pastora idealizada.
Os textos descrevem Marília e a
natureza que os rodeia.
• Parte foi escrita no cárcere pelo
inconfidente.
• Valorização da figura da mulher
amada.
• A natureza é o cenário perfeito
• Sonhos de felicidade futura.
Marília de Dirceu
Principais autores
Foi um dos mais importantes poetas do
Arcadismo no Brasil. A publicação de
“Obras Poéticas” (1768) representa o
marco inicial do movimento no País.
Além de escritor, ele foi advogado, jurista
brasileiro.
Cláudio Manuel da Costa é patrono da
cadeira n.º 8, na Academia Brasileira de
Letras (ABL).
Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio)
Cláudio Manuel da Costa
O poema narra, desde a fundação,
a história de Vila Rica, atual Ouro
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Poema Épico: Vila Rica
Sonetos perfeitos na forma e na
linguagem, porém sem profundidade
em relação ao conteúdo.
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Cláudio Manuel da Costa
Sonetos
X
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Palemo,
Porás a ovelha branca, e o
cajado;
E ambos ao som da flauta
magoado
Podemos competir de extremo a
extremo.
Principia, pastor; que eu te não
temo;
Inda que sejas tão avantajado
No cântico amebeu: para
louvado
Escolhamos embora o velho
Alcemo.
.
Que esperas? Toma a flauta,
principia;
Eu quero acompanhar te; os
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Já se enchem de prazer, e de
alegria:
Parece, que estes prados, e estas
fontes
Já sabem, que é o assunto da
porfia
Nise, a melhor pastora destes
montes.
Fim dos Inconfidentes
Foi preso e deportado para
Moçambique, onde falece,
em 1810.
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Foi denunciado e preso.
Enforcou-se, em 1789, na cela da
prisão em que aguardava
julgamento.
Referências
https://www.estudopratico.com.br/arcadismo-no-brasil-historia-caracteristicas-autores-e-
obras/
http://www.soliteratura.com.br/arcadismo/arcadismo02.php
http://www.soliteratura.com.br/arcadismo/
https://www.estudopratico.com.br/arcadismo-no-brasil-historia-caracteristicas-autores-e-
obras/
https://www.infoescola.com/literatura/arcadismo-no-brasil/
http://enemnota100.blogspot.com.br/2007/07/principais-autores-do-arcadismo.html
http://arcadismoprimeiroa.blogspot.com.br/2013/04/autores-brasileiros-do-
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Arcadismo no Brasil

  • 1. ARCADISMO NO BRASIL FERNANDO ALEXANDRE, GABRIELLA RODRIGUES, LUCAS DA CUNHA E RAYANE ANCHIETA INSTITUTO FEDERAL FLUMINENSE CAMPUS AVANÇADO MARICÁ
  • 2. Introdução O arcadismo brasileiro defende uma poesia mais simples, de imitação da natureza que se opõe ao Barroco. Nesta apresentação são tratadas as características do movimento, contexto histórico, os principais artistas e suas criações, como o poema "Obras“ de Cláudio Manuel da Costa, que é considerado um marco literário deste movimento.
  • 3. Contexto histórico O marco inaugural do Arcadismo no Brasil deu-se em 1768 com a fundação da “Arcádia Ultramarina”, em Vila Rica, e a publicação de “Obras Poéticas”, de Cláudio Manuel da Costa. O movimento literário do século XVIII nasce em meio a momentos marcantes da história mundial. • Iluminismo • Independência dos EUA (1776) • Revolução Francesa (1789) • Inconfidência Mineira (1789).
  • 4. Mito da Arcádia Quadro do pintor Friedrich, representando a Arcádia, região da Grécia Antiga, situada no campo, trazendo temas bucólicos e de natureza pura.
  • 5. Proposta do movimento Segundo Carmen Pimentel, a poesia árcade rejeitava as coisas inúteis e valorizava o contato com a natureza, símbolo de felicidade e harmonia. Seus cenários eram as paisagens do campo, em contraste com o avanço industrial e a realidade social estabelecida na época. Destacava-se o uso de frases latinas, como Carpe diem e Aurea Mediocrita, além de pseudônimos gregos e latinos adotados pelos poetas árcades.
  • 6. Características • OPOSIÇÃO AO BARROCO Proposta de linguagem simples, de frases na ordem direta e de palavras de uso popular. • VERSOS BRANCOS O poeta árcade pode usar o verso branco (sem rima), para simbolizar a liberdade na criação. • A POESIA COMO IMITAÇÃO DA NATUREZA O poeta buscava, na natureza, a beleza, bondade e perfeição. • COMPROMISSO COM A BELEZA, O BEM, A PERFEIÇÃO Compromisso com a poesia descritiva e objetiva. Há mais preocupação com situações do que com emoções.
  • 7. Características • O PASTORALISMO O poeta do Arcadismo imagina-se, na hora de produzir poemas, um “pastor de ovelhas”. E é esperado que um pastor não tenha uma linguagem sofisticada. • USO DE PSEUDÔNIMOS O poeta árcade adota nome falso porque se considera um “pastor de ovelhas”. É como se o escritor tivesse duas identidades: uma re al, outra especial, usada apenas para compor poesias. • PRESENÇA DE MUSAS A maioria dos poetas árcades brasileiros ficaram conhecidos fazendo poesias líricas para suas amadas, poucos focavam na poesia simples dissociada da figura feminina.
  • 8. Linguagem arcádica • Inutilia truncat: Cortar o que é inútil. Linguagem simples, de clara compreensão. • Fugere urbem: Fuga da cidade, está relacionado ao bucolismo. Viam a cidade como a origem da corrupção e desprezavam o luxo. • Locus amoenus: Refúgio ameno. • Aurea mediocritas: Idealização de uma vida feliz e pobre. • Idealização feminina: Voz de um pastor que canta o seu amor por uma moça do campo. • Carpe diem: Aproveitar o dia e a pequenez da vida, viver intensamente.
  • 9. Principais autores Estudou teologia em Coimbra e foi o autor do poema épico Caramuru (1781), Freire Santa Rita Durão foi poeta e orador, considerado um dos precursores do indianismo no Brasil. Frei José de Santa Rita Durão
  • 10. Frei José de Santa Rita Durão Influenciado por Camões, o poema Caramuru, com subtítulo “Poema épico do Descobrimento da Bahia”, é baseado no modelo da epopeia tradicional: proposição, invocação, dedicatória, narração e epílogo. O poema exalta a terra brasileira, descrevendo a fauna e a flora, e os costumes dos índios Poema Épico: CARAMURU
  • 11. Principais autores Poeta mineiro e autor do poema épico O Uraguai (1769), Basílio da Gama, nesse texto, aborda as disputas entre os europeus, os jesuítas e os índios sendo considerado um marco no literatura brasileira. Suas Principais obras são: O Uraguai (1769) Epitalâmio às Núpcias da Senhora Dona Maria Amália (1769) A Declamação Trágica (1772) e Quitúbia (1791). José Basílio da Gama (Termindo sipílio)
  • 12. José Basílio da Gama O trecho mais conhecido é o que descreve a morte de Lindoia, a índia que se deixa picar por uma serpente, como prova de fidelidade e amor ao índio Cacambo, assassinado pelos inimigos. No aspecto formal, Basílio compõe a obra em versos decassílabos brancos, sem rima, não é dividido em estrofes e consta de apenas cinco cantos. Poema Épico: O Uraguai
  • 13. Principais autores Jurista, Político e Poeta luso-brasileiro, Tomás Antônio Gonzaga é um dos grandes poetas árcades de pseudônimo Dirceu. A obra que possui mais destaque é Marília de Dirceu (1792) e é baseada no seu romance com a brasileira Maria Doroteia Joaquina de Seixas. Suas principais obras: Marília de Dirceu (1792) Cartas Chilenas (1863) Tomás Antônio Gonzaga (Dirceu)
  • 14. Tomás Antônio Gonzaga. Com fortes impulsos afetivos, Dirceu declara-se para Marília, sua pastora idealizada. Os textos descrevem Marília e a natureza que os rodeia. • Parte foi escrita no cárcere pelo inconfidente. • Valorização da figura da mulher amada. • A natureza é o cenário perfeito • Sonhos de felicidade futura. Marília de Dirceu
  • 15. Principais autores Foi um dos mais importantes poetas do Arcadismo no Brasil. A publicação de “Obras Poéticas” (1768) representa o marco inicial do movimento no País. Além de escritor, ele foi advogado, jurista brasileiro. Cláudio Manuel da Costa é patrono da cadeira n.º 8, na Academia Brasileira de Letras (ABL). Cláudio Manuel da Costa (Glauceste Satúrnio)
  • 16. Cláudio Manuel da Costa O poema narra, desde a fundação, a história de Vila Rica, atual Ouro Preto e exalta os bandeirantes Poema Épico: Vila Rica Sonetos perfeitos na forma e na linguagem, porém sem profundidade em relação ao conteúdo. Poesia: Obras Poéticas
  • 17. Poema Cláudio Manuel da Costa Sonetos X Eu ponho esta sanfona, tu, Palemo, Porás a ovelha branca, e o cajado; E ambos ao som da flauta magoado Podemos competir de extremo a extremo. Principia, pastor; que eu te não temo; Inda que sejas tão avantajado No cântico amebeu: para louvado Escolhamos embora o velho Alcemo. . Que esperas? Toma a flauta, principia; Eu quero acompanhar te; os horizontes Já se enchem de prazer, e de alegria: Parece, que estes prados, e estas fontes Já sabem, que é o assunto da porfia Nise, a melhor pastora destes montes.
  • 18. Fim dos Inconfidentes Foi preso e deportado para Moçambique, onde falece, em 1810. Tomás Antônio Gonzaga Cláudio Manuel da Costa Foi denunciado e preso. Enforcou-se, em 1789, na cela da prisão em que aguardava julgamento.