Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 36

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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 36

  1. 2. <ul><li>fermosura = formosura, beleza </li></ul><ul><li>desterra = exila, afasta </li></ul><ul><li>outeiros = pequenos montes </li></ul><ul><li>derradeiros = últimos </li></ul><ul><li>ofrece = oferece </li></ul><ul><li>avorrece = aborrece </li></ul><ul><li>mores = maiores </li></ul><ul><li>mor = maior </li></ul>
  2. 3. <ul><li>ABORRESCERE, 'afastar-se de' </li></ul><ul><li>avorrecer (via popular) </li></ul><ul><li>aborrecer (via erudita) </li></ul>
  3. 4. <ul><li>MAIOREM </li></ul><ul><li>mor (via popular) </li></ul><ul><li>maior (via erudita) </li></ul>
  4. 5. <ul><li>via «popular» </li></ul><ul><li>via erudita ou cultismo & Camões </li></ul><ul><li>palavras «divergentes» </li></ul>
  5. 6. <ul><li>A fermosura desta fresca serra, e a sombra dos verdes castanheiros, o manso caminhar destes ribeiros, donde toda a tristeza se desterra; </li></ul>
  6. 7. <ul><li>o rouco som do mar, a estranha terra, o esconder do sol pelos outeiros, o recolher dos gados derradeiros, das nuvens pelo ar a branda guerra; </li></ul>
  7. 8. <ul><li>enfim, tudo o que a rara natureza com tanta variedade nos ofrece, me está (se não te vejo) magoando. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Sem ti, tudo me enoja e m' avorrece; sem ti, perpetuamente estou passando nas mores alegrias, mor tristeza. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>pílula / *pírula / dissimilação / evita-se a semelhança que havia entre dois sons. Neste caso particular, um dos LL modificou-se em R . </li></ul>
  10. 11. <ul><li>fizeram-lo / fizeram -no / assimilação / o pronome ( lo ) passa a ligar-se por uma consoante nasal ( n ), porque assim se aproxima do som nasal da última sílaba do verbo. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>festra (arc.) (<fenestra) / fresta / metátese/houve a transposição da consoante r da segunda para a primeira sílaba (há uma metátese quando um som muda o seu lugar dentro da palavra). </li></ul>
  12. 13. <ul><li>crudu / cruu (arc.) / síncope /síncope é a perda de um som a meio da palavra. Neste caso, uma consoante que havia na palavra latina «crudu», -d-, desapareceu na palavra portuguesa arcaica «cruu» (que aliás, depois, ainda evoluiria para «cru»). </li></ul>
  13. 14. <ul><li>a + a; a + as / à; às/ crase /a contracção da preposição «a» com o artigo definido «a» e «as» é a crase mais frequente. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>tio / *tiu / sinérese / tal como a crase, a sinérese também contrai duas vogais , só que tornando as duas vogais num ditongo (neste caso: i-o > iu ). </li></ul>
  15. 16. <ul><li>sic / si (arc.) / apócope / apócope é a perda de um som ou sílaba finais. No exemplo, a palavra latina «sic» veio a dar «si» (que, depois, evoluiu para sim ). </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Alandroal / *Landroal /aférese / aférese é a perda dos sons do início de uma palavra. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>você / cê / aférese / esta pronúncia pode acontecer no português do Brasil. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>portanto / *ptanto / síncope / o autarca que ouvimos não pronunciava um som a meio da palavra. </li></ul>
  19. 20. <ul><li>precisamente / *samente / aférese / o médico que ouvimos omitia o início do advérbio. </li></ul>
  20. 21. <ul><li>ignorante / *iguinorante / epêntese/a epêntese é o desenvolvimento de um som a meio da palavra. Neste caso, a vogal inserida, i , desfez um grupo que não é natural no português, gn , criando uma sequência mais conforme ao nosso padrão (este tipo de epênteses é comum no português do Brasil). </li></ul>
  21. 22. <ul><li>pneu / *peneu / epêntese / de novo um grupo de consoantes demasiado erudito (-PN-) a ser desfeito pela inserção de uma vogal (em Portugal, produzimos um e ; os brasileiros podem inserir um i [*pineu]). </li></ul>
  22. 23. <ul><li>Skip / *cequipe / epêntese / assim estava escrito num supermercado. Quem escreveu mal inseria um som vocálico entre [s] e [k]. </li></ul>
  23. 24. <ul><li>sexo / *cequisso (no pg. do Brasil) / epêntese / aqui o par de consoantes desfeito foi o que existia escondido na letra <x>, os sons ks . </li></ul>
  24. 25. <ul><li>sport (ingl.) / esporte / prótese / o desenvolvimento de um som no início da palavra é uma prótese. Os brasileiros costumam fazer esta adaptação aos seus empréstimos começados por s- seguido de consoante ( snob > esnobe ), enquanto em Portugal é mais comum a manutenção da sequência estrangeira ( snob ). </li></ul>
  25. 26. <ul><li>mora / amora / prótese / a palavra portuguesa que descendeu da palavra latina mora tem um som inicial que não havia no seu étimo. </li></ul>
  26. 27. <ul><li>alguidar / *alguidare / paragoge / a paragoge é o desenvolvimento de som no final da palavra. É comum, por exemplo, na pronúncia alentejana. </li></ul>
  27. 28. <ul><li>estar / *tar / aférese / no português europeu, a não ser em situações formais, raramente dizemos a primeira sílaba das formas do verbo «estar» (na escrita temos de ter cuidado!). </li></ul>
  28. 29. <ul><li>ski (ingl.) / esqui / prótese / na adaptação do anglicismo ao português acrescentou-se um som no início da palavra. </li></ul>
  29. 30. <ul><li>adição </li></ul><ul><li>(inserção de sons) </li></ul><ul><li>no princípio: prótese </li></ul><ul><li>no meio: epêntese </li></ul><ul><li>no final: paragoge </li></ul>
  30. 31. <ul><li>supressão </li></ul><ul><li>(perda de sons) </li></ul><ul><li>no princípio: aférese </li></ul><ul><li>no meio: síncope </li></ul><ul><li>no final: apócope </li></ul>
  31. 32. <ul><li>alteração </li></ul><ul><li>(mudança de sons) </li></ul><ul><li>aproximação a um som vizinho: assimilação </li></ul><ul><li>diferenciação relativamente a um som vizinho: dissimilação </li></ul><ul><li>contracção de duas vogais numa só: crase </li></ul><ul><li>contracção de duas vogais num ditongo: sinérese </li></ul>
  32. 33. <ul><li>transposição </li></ul><ul><li>passagem de um som para outro ponto da palavra: metátese </li></ul>
  33. 35. <ul><li>TPC — Escreve uma carta suscetível de concorrer ao concurso «A melhor carta». O essencial da indicação é: « Escreve uma carta a um atleta ou figura desportiva que admires, contando o que pensas dos Jogos Olímpicos ». </li></ul><ul><li>Cumpre o género ‘carta’, 500 a 1000 palavras (por mim, preferiria mais perto das quinhentas do que das mil, mas apostando mais na originalidade e na revisão). </li></ul>
  34. 36. <ul><li>Podes trazer-me a carta à mão ou a computador , embora, para efeitos depois de envio eventual aos CTT/ANACOM, me pareça conveniente a escrita em computador. </li></ul>

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