Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 33

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Apresentação para décimo ano de 2011 2, aula 33

  1. 2. <ul><li>No período que abre o texto (ll. 1-5), reconhecemos dois objetivos ilocutórios (correspondentes a cada uma das metades em que a vírgula os divide): </li></ul><ul><li>a) declarativo; compromissivo. </li></ul><ul><li>b) assertivo; compromissivo. </li></ul><ul><li> Eu sei que... | mas vou tomar como... </li></ul><ul><li>c) expressivo; declarativo. </li></ul><ul><li>d) expressivo; assertivo. </li></ul>
  2. 3. <ul><li>Em «E não será a despropósito, como os leitores verão» (5-7), </li></ul><ul><li>a) a forma de tratamento corresponde a artigo definido + nome + 3.ª pessoa. </li></ul><ul><li>os leitores verão </li></ul><ul><li>b) a forma de tratamento corresponde a artigo definido + nome + 2.ª pessoa. </li></ul><ul><li>c) a forma de tratamento corresponde a você + 3.ª pessoa. </li></ul><ul><li>d) o narrador não se dirige a ninguém. </li></ul>
  3. 4. <ul><li>No terceiro parágrafo (10-20), o cronista </li></ul><ul><li>a) permite que depreendamos ter havido críticas à delegação portuguesa. </li></ul><ul><li>b) ironiza com o facto de ter havido poucos comentadores. </li></ul><ul><li>c) critica o facto de não se verem imagens de quem comenta os Jogos. </li></ul><ul><li>d) ridiculariza a semelhança das opiniões dos comentadores. </li></ul>
  4. 5. <ul><li>Oh, não vou tratar da delegação portuguesa, nem de atletas a quem o corpo pede caminha, nem nada disso, que já está batido e rebatido . </li></ul>
  5. 6. <ul><li>Nas falas em discurso direto a que o cronista recorre nas ll. 22-29, o que se satiriza é </li></ul><ul><li>a) a estranheza dos nomes dos atletas concorrentes. </li></ul><ul><li>b) a irrelevância de algumas modalidades nos Jogos. </li></ul><ul><li>c) a linguagem dos que comentavam os Jogos. ele que | ela que | ele que </li></ul><ul><li>d) o excesso de repetições das mesmas reportagens. </li></ul>
  6. 7. <ul><li>«E com isto sagraram-se, todos, campeões mundiais da Bengala Idiota, </li></ul><ul><li>(= bordão) </li></ul><ul><li>em todas as categorias» (33-36) reporta-se </li></ul><ul><li>a) aos atletas. </li></ul><ul><li>b) aos comentadores. </li></ul><ul><li>c) aos membros da delegação portuguesa. </li></ul><ul><li>d) a todos os participantes. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>«Isto é a rapaziada do desporto, há que dar-lhes o desconto...» (43-44) refere-se </li></ul><ul><li>a) à delegação portuguesa e aos atletas. </li></ul><ul><li>b) aos atletas portugueses. </li></ul><ul><li>c) aos atletas de todos os países. </li></ul><ul><li>d) aos comentadores. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>O parágrafo entre parênteses nas linhas 45-51 critica </li></ul><ul><li>a) a condescendência que se costuma ter com a linguagem do jornalismo desportivo. </li></ul><ul><li>b) o facto de se ser mais exigente em termos linguísticos com os desportistas do que com outros grupos. </li></ul><ul><li>c) a linguagem de muitos com responsabilidades, o que quase tornaria legítima a complacência com outros erros. </li></ul><ul><li>d) o desprezo a que se tem votado a linguagem desportiva. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>Nas ll. 52-59, o narrador assume que o bordão linguístico «sempre igual a si próprio» </li></ul><ul><li>a) já não é corrente. </li></ul><ul><li> julgo que não, embora talvez me engane </li></ul><ul><li>b) ainda perdura. </li></ul><ul><li>c) talvez ainda perdure. </li></ul><ul><li>d) é uma verdadeira epidemia. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>Para o cronista, conforme se anuncia nas ll. 61-62, o mais trágico é que </li></ul><ul><li>a) também na Antena 2, em programas culturais, se ouve já «sempre igual a si próprio» . </li></ul><ul><li>b) a praga do «sempre igual a si próprio» já passou aos programas culturais. </li></ul><ul><li>c) «ele que» já extravasou dos programas desportivos para os culturais. </li></ul><ul><li>d) estes tiques linguísticos se revelam definitivos . </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Nas ll. 76-78 alude-se a </li></ul><ul><li>a) produtos com prazos de validade curtos. </li></ul><ul><li>b) um negregado dia. </li></ul><ul><li>c) epidemias breves. </li></ul><ul><li>d) modismos efémeros. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>O que incomodou João Aguiar, aquando da divulgação de Mulheres à beira de um ataque de nervos , foi </li></ul><ul><li>a) o próprio filme de Almodovar. </li></ul><ul><li>b) a menção que o título continha a «nervos». </li></ul><ul><li>c) o trocadilho fácil que o título do filme inspirou. </li></ul><ul><li>d) a escola jornalística dos totós que palravam diante de microfones. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>O «vírus» na l. 101 corresponde </li></ul><ul><li>a) ao bordão «ele que». </li></ul><ul><li>b) ao bordão «eles que». </li></ul><ul><li>c) aos apresentadores-robôs. </li></ul><ul><li>d) aos comentadores-robôs e aos apresentadores-robôs. </li></ul>
  14. 15. <ul><li>As formas corretas das palavras em itálico nas linhas 109-112 seriam: </li></ul><ul><li>a) «membro»; «quaisquer»; «aversão». </li></ul><ul><li>b) «membrana»; «qualquer»; «medo». </li></ul><ul><li>c) «membro»; «quaisquer»; «medo». </li></ul><ul><li>d) «membro»; «quaisquer»; «atração». </li></ul>
  15. 16. <ul><li>membro é nome sobrecomum </li></ul><ul><li>qualquer (sing.) > quaisquer (pl.) </li></ul><ul><li>fobia = 'medo' (queria dizer-se o contrário: «gosto, atração por» </li></ul>
  16. 17. <ul><li>Nas últimas três linhas do texto (115-117), recorre-se a </li></ul><ul><li>a) três das expressões em moda que o texto mencionara. Um pobre de Cristo não consegue manter-se sempre igual a si próprio e fica, inevitavelmente, à beira de um ataque de nervos . Ele que era tão calmo, pobre rapaz. </li></ul><ul><li>b) duas das expressões em moda que o texto mencionara. </li></ul><ul><li>c) uma das expressões em moda que o texto mencionara. </li></ul><ul><li>d) quatro das expressões em moda que o texto mencionara. </li></ul>
  17. 18. <ul><li>O texto trata de um fenómeno de </li></ul><ul><li>a) variação geográfica, que não é seguro se venha a estender a todos os falantes. </li></ul><ul><li>b) moda, que pode vir a implicar alguma mudança linguística efetiva. </li></ul><ul><li>c) dialeto do português. </li></ul><ul><li>d) variante do português. </li></ul>
  18. 19. <ul><li>Identificam este texto com o género cronístico as seguintes características: </li></ul><ul><li>a) linguagem informativa e objetiva; atualidade do tema. </li></ul><ul><li>b) preocupação com o quotidiano; tom pedagógico. </li></ul><ul><li>c) existência de lead ; referência à atualidade. </li></ul><ul><li>d) linguagem literária; predomínio da subjetividade. </li></ul>
  19. 21. <ul><li>Termos antecedente, sucedente, referencial </li></ul><ul><li>Anáfora, catáfora </li></ul><ul><li>Referente; c orre ferentes </li></ul><ul><li>Cadeia de referência. </li></ul>
  20. 22. <ul><li>A pneumoultramicroscopicos-silicovulcanoconiose é uma doença tramada. Apanhei- a há pouco. </li></ul><ul><li>Termo antecedente </li></ul><ul><li>(termo referencial) </li></ul><ul><li>Anáfora </li></ul><ul><li>(termo anafórico) </li></ul>
  21. 23. <ul><li>O termo antecedente e o termo anafórico são co rr eferentes , isto é, têm o mesmo referente (tanto o sintagma nominal «A pneumo...» como o pronome « a » reportam-se ao referente ‘pneumoultra-microscopicossilicovulcanoco-niose’). </li></ul>
  22. 24. <ul><li>O oftalmotorrinolaringologista chegou atrasado. O pobre do médico tem tido problemas. </li></ul><ul><li>Termo antecedente (termo referencial) </li></ul><ul><li>Anáfora (termo anafórico) </li></ul>
  23. 25. <ul><li>O termo antecedente e o termo anafórico têm de novo o mesmo referente (são, portanto, correfe-rentes ). O que permite percebermos essa co rr eferência é o facto de «oftalmotorrinolaringologista» ser um hipónimo do hiperónimo « médico ». Assim, podemos usar como anáfora este último termo, já que ele, englobando-o, nos permite inferir o outro termo. </li></ul>
  24. 26. <ul><li>O corpo humano é uma máquina. Então o esternocleidomastóideo funciona exemplarmente. </li></ul>
  25. 27. <ul><li>Podemos considerar que «o esternocleidomastóideo» é entendido como termo anafórico de «o corpo humano» (que será o termo antecedente ), porque entre ambos há uma relação de holonímia-meronímia («corpo humano» é holónimo dos merónimos « esternocleido-mastóideo », «braço», «perna», etc.). </li></ul>
  26. 28. <ul><li>Que raio, já a perdi! E ainda foi cara a tetrabromometacresolsulfonoftaleína . </li></ul>
  27. 29. <ul><li>O pronome « a » e o sintagma nominal « a tetrabromometacresol-sulfonoftaleína » são também co r-r eferentes . No entanto, agora o referente está depois do pronome que o substitui. Nestes casos, dizemos que se trata não de uma anáfora , mas de uma catáfora . O termo referencial é sucedente . </li></ul>
  28. 30. <ul><li>Que raio, já a perdi! E ainda foi cara a tetrabromometacresolsulfonoftaleína . </li></ul><ul><li> catáfora (termo catafórico) </li></ul><ul><li> termo sucedente (termo referencial) </li></ul>
  29. 31. <ul><li>Uma sequência cuja interpretação depende do valor referencial de anáforas ou de catáforas constitui uma cadeia de referência . </li></ul><ul><li>Às vezes, numa cadeia de referência, o termo anafórico não se realiza lexicalmente (está «subentendido»; houve a sua elipse ). É o que sucede em: </li></ul>
  30. 32. <ul><li>O comandante Schettino queria ficar no navio, mas Ø tropeçou na escada e Ø caiu num bote. </li></ul><ul><li>Termo antecedente </li></ul><ul><li>Elipse </li></ul><ul><li>Elipse </li></ul>
  31. 33. <ul><li>Percebemos que o sujeito da oração adversativa, embora subentendido (ou «elidido»), é « ele » ou « O comandante Schettino ». </li></ul>
  32. 36. <ul><li>Autorretrato com uma Camélia faz parte daquilo que a introspeção artística produziu de melhor, introspeção essa que será sempre Lisboa para o pintor. Ao mesmo tempo, o pequeno quadro testemunha o seu conhecimento das reproduções dos rostos que ornamentam os caixões das múmias egípcias dos séculos II a IV da nossa era, tão impressionante com os seus enormes olhos pintados, os seus dentinhos claramente estruturados , as </li></ul>
  33. 37. <ul><li>suas formas reduzidas e a sua expressão mística enigmática . Para além destas considerações arcaizantes, Modersohn-Becker acentua o contraste de cores nitidamente delimitadas entre os tons sonoros de castanho da figura em busto vista de frente e colocada na sombra e o azul-claro do plano de fundo que irradia </li></ul>
  34. 38. <ul><li>em redor da sua cabeça como uma auréola . O ramo de camélias que a artista coloca de maneira demonstrativa no eixo mediano é considerado como um símbolo de crescimento e de fecundidade . </li></ul>
  35. 40. <ul><li>A atitude enérgica , os traços marcantes , o chapéu extravagante dizem muito sobre a personalidade da pintora, uma mulher inteligente e com grande experiência do submundo. As cores vivas aplicadas em grandes pinceladas e os contornos que rodeiam as formas revelam as influências artísticas essenciais para Ricky van Wolfswinkel: </li></ul>
  36. 41. <ul><li>a dos Nabiços, evidentemente, mas também a da «tintura de iodo» de Edvard Münch. Partindo destas missas, o autorretrato exalta as cores , baseadas em contrastes brilhantes para atingir uma veemência tipicamente expressionista. </li></ul>
  37. 42. <ul><li>Escreve um curto trecho a propósito de cada um dos autorretratos na p. 144, de maneira a ficares com um exemplo dos quatro principais tipos de objetivo ilocutório (assertivo, compromissivo, expressivo, diretivo) . Eu próprio fiz frases para os cinco tipos, relativas porém aos autorretratos da p. 145. </li></ul>
  38. 43. <ul><li>As frases podem ter vários registos, como se vê pelos exemplos, mas não deverão ser preguiçosas. </li></ul><ul><li>(A matéria em causa — atos ilocutórios — está resumida no manual, pp. 321-322.) </li></ul>
  39. 48. <ul><li>TPC </li></ul><ul><li>Na próxima aula, deves trazer o conto relativo a cooperação/solida-riedade. Por favor, não uses nada da net. Como se trata de uma primeira versão, ainda a melhorar, podes, se preferires, usar entrelinha mais apertada e, portanto, poupar papel. </li></ul>

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