O que torna uma acção moralmente correcta?
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Em que consiste a felicidade? Na possibilidade de alcançar o bem-estar  para o maior número de pessoas. O bem-estar cons...
OBJECTIVOS•   Propiciar o máximo de felicidade possível    para o maior número de pessoas e o    mínimo de dor para o meno...
CRITÉRIO DA UTILIDADE•   A decisão de agir deve considerar a utilidade    das consequências que dela resultam.•   Só assim...
CRITÉRIOS VALORATIVOS PARA OSPRAZERES           Tipos de prazeres        Superiores (espirituais)  durabilidade, fecundida...
SUPERIORESIntelectuais - ler uma obra literáriaSociais- acções de solidariedadeEstéticos - contemplar uma obra de arteMora...
«Aqueles homens que     buscam os prazeres   superiores podem nãoalcançar tanta satisfação na    vida como os que seconten...
RESUMINDO•   Uma acção será correcta do ponto de vista    moral, se das suas consequências resultar o    maior grau de fel...
O UTILITARISMO É UMAMORAL CONSEQUENCIALISTA•   O valor moral das acções não se mede , nem    pela «pura intenção do agente...
imparcialidade   A ética utilitarista exige que o agente se    coloque de um ponto de vista imparcial e    desinteressado...
CRÍTICAS AO UTILITARISMO   Ao reduzir o princípio da moralidade à    mera satisfação das nossas    necessidades sensíveis...
«Os prazeres  «É pela qualidade            deixam-se analisar     que é possível                segundo adistinguir duas o...
OBJECÇÕES AO UTILITARISMO   A utilidade não é o único critério para    determinar o que é ou não é moralmente    correcto...
Argumentos anti-utilitarismo   Justiça - A justiça exige que tratemos a    pessoa com equidade, segundo as suas    necess...
   Direitos - O utilitarismo está em conflito    com a ideia de que as pessoas têm    direitos que não podem ser espezinh...
O utilitarismo pode justificar muitas acções que habitualmente são consideradas imorais numa perspectiva tradicional
Aspectos positivos do utilitarismo      Contribui para alterações de vida social e       económica      Alerta para o em...
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  • A investigação do valor da utilidade como critério moral tem como ponto de partida as morais hedonistas, aquelas filosofias morais que têm como critério o prazer, para decidir entre o que é correcto e o que é errado. Porém, a filosofia moral de Stuart Mill ultrapassa o vulgar hedonismo, pois não se limita a considerar a busca do prazer e a recusa do sofrimento como as motivações que dominam todas as nossas decisões de agir.
  • A acção que queremos levar a cabo deve ser avaliada de modo a indicar-nos qual o grau de felicidade que ela é capaz de proporcionar.
  • Hedonismo – perspectiva de vida que privilegia o prazer na procura da felicidade.
  • 1- o princípio primeiro de toda a acção moral deve ser compreendido pelo seguinte enunciado:......
  • Moral utilitarista versão final

    1. 1. O que torna uma acção moralmente correcta?
    2. 2. TEXTOPrimeiro, imaginamos a possibilidade de um determinado estado de coisas que gostaríamos de ver concretizado – um estado de coisas no qual todas as pessoas sejam tão felizes e abastadas quanto possível.De acordo com o princípio da maior felicidade (...), o fim último, relativamente ao qual e em função do qual todas as outras coisas são desejáveis (quer consideremos o nosso próprio bem como o bem de outras pessoas) é uma existência tanto quanto possível isenta de dor, e tão rica quanto possível de prazeres» J.S.Mill, O Utilitarismo.
    3. 3. STUART MILL(1806-1873)  A regra moral que orienta as nossas acções afirma que a busca do prazer e a recusa do sofrimento são apenas elementos que servem de guia para a realização da felicidade.
    4. 4. Em que consiste a felicidade? Na possibilidade de alcançar o bem-estar para o maior número de pessoas. O bem-estar consiste no maior número de prazeres e no menor número de dores. O critério utilitário não consiste na maior felicidade do agente, mas na maior soma de felicidade geral.
    5. 5. OBJECTIVOS• Propiciar o máximo de felicidade possível para o maior número de pessoas e o mínimo de dor para o menor número de pessoas. Desse modo a felicidade estava ligada ao prazer e a infelicidade à dor.
    6. 6. CRITÉRIO DA UTILIDADE• A decisão de agir deve considerar a utilidade das consequências que dela resultam.• Só assim será possível garantir que estas acções produzam o maior grau de felicidade possível.• Nas situações concretas da vida, quando somos chamados a decidir se devemos praticar esta ou aquela acção, o que devemos ter em conta é qual delas produzirá resultados mais úteis.
    7. 7. CRITÉRIOS VALORATIVOS PARA OSPRAZERES Tipos de prazeres Superiores (espirituais) durabilidade, fecundidade, dignidade, preferência Inferiores (sensoriais) efémeros, vitais, individuais
    8. 8. SUPERIORESIntelectuais - ler uma obra literáriaSociais- acções de solidariedadeEstéticos - contemplar uma obra de arteMorais – participar numa acção de solidariedade INFERIORESNecessidades físicas/fisiológicas – comer, beber, dormir, sexo
    9. 9. «Aqueles homens que buscam os prazeres superiores podem nãoalcançar tanta satisfação na vida como os que secontentam com os prazeres do corpo. Todavia, é inegável que, por maisinsatisfeito que um homem sábio e justo se encontre,ele será, sempre, superior a um porco satisfeito por chafurdar na lama. »
    10. 10. RESUMINDO• Uma acção será correcta do ponto de vista moral, se das suas consequências resultar o maior grau de felicidade e bem-estar para o maior número possível de pessoas.Um médico que, pelo exercício da sua profissão, salvasse um grande número de pessoas, praticaria uma acção moralmente louvável, quer a sua intenção fosse ajudar o próximo, quer fosse alcançar a fama e a fortuna.
    11. 11. O UTILITARISMO É UMAMORAL CONSEQUENCIALISTA• O valor moral das acções não se mede , nem pela «pura intenção do agente», nem pela sua submissão a um princípio estabelecido «a priori», mede-se pelas consequências que produz.
    12. 12. imparcialidade A ética utilitarista exige que o agente se coloque de um ponto de vista imparcial e desinteressado. Determinar o valor moral das acções praticadas. O progresso moral dos indivíduos deve ser acompanhado pelo aumento do bem estar da humanidade.
    13. 13. CRÍTICAS AO UTILITARISMO Ao reduzir o princípio da moralidade à mera satisfação das nossas necessidades sensíveis, o ser humano fica reduzido ao mais baixo grau de animalidade. «Não se pode comparar a felicidade que os indivíduos pretendem alcançar com aquilo que torna um porco feliz»
    14. 14. «Os prazeres «É pela qualidade deixam-se analisar que é possível segundo adistinguir duas ordens qualidade e não só de prazeres: os pela quantidade» primeiros dizemrespeito ao corpo, os segundos são de ordem moral e intelectual» «É a satisfação dos prazeres superiores, de natureza moral e intelectual, que os homens buscam e é neles que encontram maior felicidade»
    15. 15. OBJECÇÕES AO UTILITARISMO A utilidade não é o único critério para determinar o que é ou não é moralmente correcto. As consequências não são a única coisa que importa.
    16. 16. Argumentos anti-utilitarismo Justiça - A justiça exige que tratemos a pessoa com equidade, segundo as suas necessidades e méritos individuais. Assim, uma teoria ética segundo a qual a utilidade é tudo o que conta não pode estar correcta.
    17. 17.  Direitos - O utilitarismo está em conflito com a ideia de que as pessoas têm direitos que não podem ser espezinhados apenas porque alguém antecipa bons resultados. O indivíduo não pode ser tratado como meio para atingir um fim, mesmo que esse fim traga felicidade para a maioria.
    18. 18. O utilitarismo pode justificar muitas acções que habitualmente são consideradas imorais numa perspectiva tradicional
    19. 19. Aspectos positivos do utilitarismo  Contribui para alterações de vida social e económica  Alerta para o empenhamento social dos indivíduos  Instituições  Sociedade  Para a responsabilidade na construção do bem geral.

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