SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 17
Baixar para ler offline
Filosofia 10.º Ano
Professora Isaura Silva
O que é que faz com que uma acção seja boa?
O que é que, segundo Stuart Mill, torna as
acções boas ou más?
Qual o critério para as avaliar?
Ela é boa porque, uma vez realizada, promove o
bem de alguém?
História

O utilitarismo moderno,
associado aos ideais
liberais e democráticos, foi
fundado por Jeremy
Bentham (1748-1832) e
Stuart Mill (1806-1873) e
tornou-se uma das teorias
morais e políticas mais
importantes do século XIX
Stuart Mill (1806-1873)
Consequencialismo
Concepção

ética
de
índole utilitarista que
considera
que
a
moralidade de uma acção
depende unicamente das
suas consequências.
Defende que devemos
escolher a acção que tem
as
melhores
consequências globais.

Utilitarismo

Teoria que propõe o

Princípio da Maior
Felicidade como único
critério de moralidade.
O princípio moral em que se baseia o utilitarismo é
o princípio da Utilidade ou da Maior Felicidade.
Chama-se hedonismo (grego hédonê, prazer) a
este tipo de concepção (prazer entendido como
felicidade para o maior número de pessoas).
Dizer a verdade e trair o
amigo

Mentir e ajudar o
amigo

+ Consequências positivas
- Consequências negativas
- Consequências positivas
+ Consequências negativas
Acção correcta porque traz mais
vantagens do que desvantagens
para todos os que estão
envolvidos na acção.
O credo que aceita a Utilidade ou o Princípio da Maior Felicidade como
fundamento da moral sustenta que:

As acções são justas na proporção em que tendem a
promover a felicidade e injustas enquanto tendem a produzir o
contrário da felicidade.
Entende-se por felicidade o prazer e a ausência de dor; por
infelicidade a dor e a ausência do prazer.
O prazer e a ausência de dor são as únicas coisas desejáveis
como fins; e todas as coisas desejáveis são-no pelo prazer
inerente a elas mesmas, ou como meios para a promoção do
prazer e a prevenção da dor.
Stuart Mill
Uma acção é boa quando promove a felicidade.
A felicidade é “única coisa desejável como fim” e,
por isso, boa em si mesma.
A felicidade é um estado de bem-estar, de prazer
e ausência de dor ou sofrimento.
Pág.168
Mas O que é que causa maior felicidade ou prazer?
Stuart Mill distingue:


prazeres físicos



prazeres espirituais
Prazeres físicos / prazeres espirituais

Prazeres físicos

Os prazeres sensoriais ligados
às necessidades somáticas,
como beber, comer, sexo.

Prazeres espirituais
Ligados a necessidades
intelectuais, sociais, morais
estéticas
(ex.: apreciar um pôr-do-sol,
uma obra de arte, descobrir e
criar, partilhar afectos ou
conhecimentos, ajudar os outros)
“É preferível um Homem insatisfeito a um porco
satisfeito

É melhor um Sócrates insatisfeito do que um tolo
satisfeito”
Stuart Mill
Alguns críticos argumentaram que a teoria
utilitarista era uma teoria que defendia o
egoísmo ético que só procurava a felicidade
própria.
Págs. 171 a 175


A distinção presente no
texto é fundamental,
porque:

Permite que S. Mill se distancie
de um hedonismo egoísta e de
um egoísmo ético



A procura da felicidade tem um
sentido altruísta e voltado para os
outros



Ao defender como única regra
directiva da conduta da
humanidade o princípio da
máxima felicidade, recusa toda a
actuação que se exerce em
função exclusivamente das
disposições e interesses
individuais (egoísmo ético)
a) Propõe um ideal moral: a felicidade de todos os Homens, e não apenas
a própria
b) Identifica o imperativo moral utilitarista com o mandamento cristão
não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti e ama o
teu próximo como a ti mesmo
c) Indica um ideal jurídico-político: o bem comum ou a felicidade global
d) Sugere um ideal pedagógico: a formação de indivíduos solidários,
empenhados em promover o bem comum e a felicidade de todos


A finalidade da moralidade é a felicidade



O critério de moralidade das acções (o que torna uma
acção boa) é a sua utilidade, o seu contributo para criar
a maior felicidade



Fazer uma opção moral exige inventariação e avaliação
das consequências possíveis para se poder escolher
a que previsivelmente produzirá mais felicidade
ou bem-estar
Organograma conceptual
A ética utilitarista de Stuart Mill
Princípio da Utilidade ou Princípio da Maior Felicidade

É boa a acção que trouxer maior felicidade para o maior número
A felicidade é o prazer e a ausência de dor, os únicos fins desejáveis
Concepção qualitativa do prazer
prazeres espirituais
ligados à inteligência
e ao conhecimento

prazeres sensoriais
ligados ao corpo

Princípio da imparcialidade
ter em conta a felicidade própria e a
de todos os outros

Imperativo moral
age sempre de modo a produzir a maior felicidade para o maior número de pessoas
Critério de moralidade
as consequências previsíveis da acção
Acção moral ou boa
é a acção que traz mais felicidade ao maior número de pessoas

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

A teoria ética utilitarista de Stuart Mill
A teoria ética utilitarista de Stuart MillA teoria ética utilitarista de Stuart Mill
A teoria ética utilitarista de Stuart MillOtávio Augusto Padilha
 
Hume_problemas_existência_eu_mundo_Deus
Hume_problemas_existência_eu_mundo_DeusHume_problemas_existência_eu_mundo_Deus
Hume_problemas_existência_eu_mundo_DeusIsabel Moura
 
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio InesTeixeiraDuarte
 
Quadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartesQuadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartesIsabel Moura
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaDina Baptista
 
11º b final
11º b   final11º b   final
11º b finalj_sdias
 
Filosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os ValoresFilosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os ValoresInesTeixeiraDuarte
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesvermar2010
 
Sermão aos peixes cap. i
Sermão aos peixes   cap. iSermão aos peixes   cap. i
Sermão aos peixes cap. iameliapadrao
 

Mais procurados (20)

A teoria ética de kant
A teoria ética de kantA teoria ética de kant
A teoria ética de kant
 
A teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de millA teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de mill
 
Popper – o problema da demarcação
Popper – o problema da demarcaçãoPopper – o problema da demarcação
Popper – o problema da demarcação
 
A teoria ética utilitarista de Stuart Mill
A teoria ética utilitarista de Stuart MillA teoria ética utilitarista de Stuart Mill
A teoria ética utilitarista de Stuart Mill
 
Tipos de conhecimento
Tipos de conhecimentoTipos de conhecimento
Tipos de conhecimento
 
Stuart mill
Stuart millStuart mill
Stuart mill
 
As relações de ideias
As relações de ideiasAs relações de ideias
As relações de ideias
 
DESCARTES 11ANO
DESCARTES 11ANODESCARTES 11ANO
DESCARTES 11ANO
 
Hume_problemas_existência_eu_mundo_Deus
Hume_problemas_existência_eu_mundo_DeusHume_problemas_existência_eu_mundo_Deus
Hume_problemas_existência_eu_mundo_Deus
 
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
Filosofia 10º Ano - O Problema do Livre-Arbítrio
 
Quadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartesQuadro_hume vs descartes
Quadro_hume vs descartes
 
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do PoetaOs Lusíadas - Reflexões do Poeta
Os Lusíadas - Reflexões do Poeta
 
Popper contra o indutivismo
Popper contra o indutivismoPopper contra o indutivismo
Popper contra o indutivismo
 
11º b final
11º b   final11º b   final
11º b final
 
Thomas kuhn
Thomas kuhnThomas kuhn
Thomas kuhn
 
Filosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os ValoresFilosofia 10º Ano - Os Valores
Filosofia 10º Ano - Os Valores
 
Sermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixesSermão de santo antónio aos peixes
Sermão de santo antónio aos peixes
 
Impressões e ideias
Impressões e ideiasImpressões e ideias
Impressões e ideias
 
Sermão aos peixes cap. i
Sermão aos peixes   cap. iSermão aos peixes   cap. i
Sermão aos peixes cap. i
 
Comparação entre popper e kuhn
Comparação entre popper e kuhnComparação entre popper e kuhn
Comparação entre popper e kuhn
 

Destaque

Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millLuis De Sousa Rodrigues
 
As éticas de stuart mill e de kant
As éticas de stuart mill e de kantAs éticas de stuart mill e de kant
As éticas de stuart mill e de kantFilipe Prado
 
Teoria Deontológica de Kant
Teoria Deontológica de KantTeoria Deontológica de Kant
Teoria Deontológica de KantJorge Lopes
 
Esquema comparativo das éticas de kant e de mill
Esquema comparativo das éticas de kant e de millEsquema comparativo das éticas de kant e de mill
Esquema comparativo das éticas de kant e de millLuis De Sousa Rodrigues
 
Filosofia 10ºa
Filosofia 10ºaFilosofia 10ºa
Filosofia 10ºaRui Neto
 
A necessidade de fundamentação da moral introdução
A necessidade de fundamentação da moral   introduçãoA necessidade de fundamentação da moral   introdução
A necessidade de fundamentação da moral introduçãoLuis De Sousa Rodrigues
 
Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millLuis De Sousa Rodrigues
 
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIXJOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIXckatyt
 
Utilitarismo ético
Utilitarismo ético Utilitarismo ético
Utilitarismo ético 19982013
 

Destaque (20)

Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de mill
 
As éticas de stuart mill e de kant
As éticas de stuart mill e de kantAs éticas de stuart mill e de kant
As éticas de stuart mill e de kant
 
Teoria Deontológica de Kant
Teoria Deontológica de KantTeoria Deontológica de Kant
Teoria Deontológica de Kant
 
Esquema comparativo das éticas de kant e de mill
Esquema comparativo das éticas de kant e de millEsquema comparativo das éticas de kant e de mill
Esquema comparativo das éticas de kant e de mill
 
Filosofia 10ºa
Filosofia 10ºaFilosofia 10ºa
Filosofia 10ºa
 
A moral de Kant
A moral de KantA moral de Kant
A moral de Kant
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 
Kant e Stuart Mill
Kant e Stuart MillKant e Stuart Mill
Kant e Stuart Mill
 
A teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de millA teoria ética utilitarista de mill
A teoria ética utilitarista de mill
 
A necessidade de fundamentação da moral introdução
A necessidade de fundamentação da moral   introduçãoA necessidade de fundamentação da moral   introdução
A necessidade de fundamentação da moral introdução
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 
éTica e moral
éTica e moral éTica e moral
éTica e moral
 
O Agulheiro
O AgulheiroO Agulheiro
O Agulheiro
 
Filosofia 4
Filosofia 4Filosofia 4
Filosofia 4
 
A teoria ética de kant
A teoria ética de kantA teoria ética de kant
A teoria ética de kant
 
Comparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de millComparação entre as éticas de kant e de mill
Comparação entre as éticas de kant e de mill
 
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIXJOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
JOHN STUART MILL E O PENSAMENTO UTILITARISTA NA INGLATERRA DO SÉCULO XIX
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 
Utilitarismo ético
Utilitarismo ético Utilitarismo ético
Utilitarismo ético
 
Utilitarismo - Stuart Mill (texto)
Utilitarismo - Stuart Mill (texto)Utilitarismo - Stuart Mill (texto)
Utilitarismo - Stuart Mill (texto)
 

Semelhante a Filosofia de Stuart Mill e o Utilitarismo em

A filosofia moral utilitarista de stuart mill
A filosofia moral utilitarista de stuart millA filosofia moral utilitarista de stuart mill
A filosofia moral utilitarista de stuart millMABETA_
 
Moral Utilitarista VersãO Final
Moral Utilitarista VersãO FinalMoral Utilitarista VersãO Final
Moral Utilitarista VersãO FinalHelena Serrão
 
trabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdf
trabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdftrabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdf
trabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdfHugoBettencourt4
 
Os fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart Mill
Os fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart MillOs fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart Mill
Os fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart MillHelena Serrão
 
Moral utilitarista versão final
Moral utilitarista versão finalMoral utilitarista versão final
Moral utilitarista versão finalHelena Serrão
 
1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt
1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt
1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.pptMarcilon De Souza
 
Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores
Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores
Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores Sara Cacais
 
6 as ã©ticas de kant e de s.mill
6  as ã©ticas de kant e de s.mill6  as ã©ticas de kant e de s.mill
6 as ã©ticas de kant e de s.millPatricia .
 
ÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemos
ÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemosÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemos
ÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemosisacamel
 
2e3anos_filosofia.pptx
2e3anos_filosofia.pptx2e3anos_filosofia.pptx
2e3anos_filosofia.pptxczarfilsofo
 
O que torna uma ação moralmente correta.pptx
O que torna uma ação moralmente correta.pptxO que torna uma ação moralmente correta.pptx
O que torna uma ação moralmente correta.pptxFreiheit Ribeiro
 
AULA 10 educacao - BIOÉTICA.pptx
AULA 10  educacao         - BIOÉTICA.pptxAULA 10  educacao         - BIOÉTICA.pptx
AULA 10 educacao - BIOÉTICA.pptxSaraSilva251649
 

Semelhante a Filosofia de Stuart Mill e o Utilitarismo em (20)

A filosofia moral utilitarista de stuart mill
A filosofia moral utilitarista de stuart millA filosofia moral utilitarista de stuart mill
A filosofia moral utilitarista de stuart mill
 
Moral Utilitarista VersãO Final
Moral Utilitarista VersãO FinalMoral Utilitarista VersãO Final
Moral Utilitarista VersãO Final
 
trabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdf
trabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdftrabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdf
trabalho ética - utilitarismo Hugo Pinto.pdf
 
Os fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart Mill
Os fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart MillOs fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart Mill
Os fundamentos da moral segundo a doutrina utilitarista de Stuart Mill
 
Moral utilitarista versão final
Moral utilitarista versão finalMoral utilitarista versão final
Moral utilitarista versão final
 
1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt
1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt
1 - Utilitarismo - Bentham e Mill.ppt
 
Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores
Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores
Filosofia Dimensões da ação humana e dos valores
 
6 as ã©ticas de kant e de s.mill
6  as ã©ticas de kant e de s.mill6  as ã©ticas de kant e de s.mill
6 as ã©ticas de kant e de s.mill
 
ÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemos
ÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemosÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemos
ÉTica - fund. moral quando nos referimos à acção humana, aprendemos
 
2e3anos_filosofia.pptx
2e3anos_filosofia.pptx2e3anos_filosofia.pptx
2e3anos_filosofia.pptx
 
O que torna uma ação moralmente correta.pptx
O que torna uma ação moralmente correta.pptxO que torna uma ação moralmente correta.pptx
O que torna uma ação moralmente correta.pptx
 
Ética e Moral - Filosofia
Ética e Moral - FilosofiaÉtica e Moral - Filosofia
Ética e Moral - Filosofia
 
Etica.pptx
Etica.pptxEtica.pptx
Etica.pptx
 
AULA 10 educacao - BIOÉTICA.pptx
AULA 10  educacao         - BIOÉTICA.pptxAULA 10  educacao         - BIOÉTICA.pptx
AULA 10 educacao - BIOÉTICA.pptx
 
Objetivos Filosofia
Objetivos FilosofiaObjetivos Filosofia
Objetivos Filosofia
 
Bioetica
BioeticaBioetica
Bioetica
 
Etica social
Etica socialEtica social
Etica social
 
Ética e moral 2020
Ética e moral 2020Ética e moral 2020
Ética e moral 2020
 
Ética e Moral
Ética e MoralÉtica e Moral
Ética e Moral
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 

Mais de Filazambuja

Textos política
Textos políticaTextos política
Textos políticaFilazambuja
 
O que legitima a autoridade do estado
O que legitima a autoridade do estadoO que legitima a autoridade do estado
O que legitima a autoridade do estadoFilazambuja
 
Oque é o estado
Oque é o estadoOque é o estado
Oque é o estadoFilazambuja
 
20120905 mec estatuto_aluno
20120905 mec estatuto_aluno20120905 mec estatuto_aluno
20120905 mec estatuto_alunoFilazambuja
 
Esquema etica politica
Esquema etica politicaEsquema etica politica
Esquema etica politicaFilazambuja
 
éTica, direito e política
éTica, direito e políticaéTica, direito e política
éTica, direito e políticaFilazambuja
 
Texto holandeses
Texto holandesesTexto holandeses
Texto holandesesFilazambuja
 
Texto telos deontos
Texto telos deontosTexto telos deontos
Texto telos deontosFilazambuja
 
Análise comparativa das filosofias morais apresentadas
Análise comparativa das filosofias morais apresentadasAnálise comparativa das filosofias morais apresentadas
Análise comparativa das filosofias morais apresentadasFilazambuja
 
Texto stuart mill
Texto stuart millTexto stuart mill
Texto stuart millFilazambuja
 
Noção de dever
Noção de deverNoção de dever
Noção de deverFilazambuja
 

Mais de Filazambuja (20)

Textos política
Textos políticaTextos política
Textos política
 
Esquema
EsquemaEsquema
Esquema
 
Sociedade justa
Sociedade justaSociedade justa
Sociedade justa
 
Esquema rawls
Esquema rawlsEsquema rawls
Esquema rawls
 
O que legitima a autoridade do estado
O que legitima a autoridade do estadoO que legitima a autoridade do estado
O que legitima a autoridade do estado
 
Oque é o estado
Oque é o estadoOque é o estado
Oque é o estado
 
20120905 mec estatuto_aluno
20120905 mec estatuto_aluno20120905 mec estatuto_aluno
20120905 mec estatuto_aluno
 
Esquema etica politica
Esquema etica politicaEsquema etica politica
Esquema etica politica
 
éTica, direito e política
éTica, direito e políticaéTica, direito e política
éTica, direito e política
 
Dilema de pedro
Dilema de pedroDilema de pedro
Dilema de pedro
 
Ataque
AtaqueAtaque
Ataque
 
Texto holandeses
Texto holandesesTexto holandeses
Texto holandeses
 
Texto telos deontos
Texto telos deontosTexto telos deontos
Texto telos deontos
 
Análise comparativa das filosofias morais apresentadas
Análise comparativa das filosofias morais apresentadasAnálise comparativa das filosofias morais apresentadas
Análise comparativa das filosofias morais apresentadas
 
Texto stuart mill
Texto stuart millTexto stuart mill
Texto stuart mill
 
Utilitarismo
UtilitarismoUtilitarismo
Utilitarismo
 
Texto kant
Texto kantTexto kant
Texto kant
 
Noção de dever
Noção de deverNoção de dever
Noção de dever
 
Texto kant 2
Texto kant 2Texto kant 2
Texto kant 2
 
Texto kant 1
Texto kant 1Texto kant 1
Texto kant 1
 

Último

Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLaseVasconcelos1
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terraBiblioteca UCS
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbyasminlarissa371
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileirosMary Alvarenga
 
As variações do uso da palavra "como" no texto
As variações do uso da palavra "como" no  textoAs variações do uso da palavra "como" no  texto
As variações do uso da palavra "como" no textoMariaPauladeSouzaTur
 
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...nexocan937
 
Prova de Empreendedorismo com gabarito.pptx
Prova de Empreendedorismo com gabarito.pptxProva de Empreendedorismo com gabarito.pptx
Prova de Empreendedorismo com gabarito.pptxJosAurelioGoesChaves
 
CRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURA
CRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURACRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURA
CRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURADouglasVasconcelosMa
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxLuizHenriquedeAlmeid6
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxkarinasantiago54
 
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxOrientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxJMTCS
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxacaciocarmo1
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoCelianeOliveira8
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxDeyvidBriel
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAEdioFnaf
 
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfO Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfQueleLiberato
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãodanielagracia9
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024GleyceMoreiraXWeslle
 

Último (20)

Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdfLinguagem verbal , não verbal e mista.pdf
Linguagem verbal , não verbal e mista.pdf
 
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terraSistema de Bibliotecas UCS  - A descoberta da terra
Sistema de Bibliotecas UCS - A descoberta da terra
 
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbv19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
v19n2s3a25.pdfgcbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbb
 
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
19 de abril - Dia dos povos indigenas brasileiros
 
As variações do uso da palavra "como" no texto
As variações do uso da palavra "como" no  textoAs variações do uso da palavra "como" no  texto
As variações do uso da palavra "como" no texto
 
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
Minha Luta (Mein Kampf), A História do País que Lutou contra a União Soviétic...
 
Prova de Empreendedorismo com gabarito.pptx
Prova de Empreendedorismo com gabarito.pptxProva de Empreendedorismo com gabarito.pptx
Prova de Empreendedorismo com gabarito.pptx
 
CRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURA
CRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURACRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURA
CRONOGRAMA: AÇÕES DO PROJETO ESTAÇÃO LEITURA
 
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptxSlides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
Slides Lição 2, Central Gospel, A Volta Do Senhor Jesus , 1Tr24.pptx
 
Os Ratos - Dyonelio Machado FUVEST 2025
Os Ratos  -  Dyonelio Machado  FUVEST 2025Os Ratos  -  Dyonelio Machado  FUVEST 2025
Os Ratos - Dyonelio Machado FUVEST 2025
 
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptxFree-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
Free-Netflix-PowerPoint-Template-pptheme-1.pptx
 
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptxOrientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
Orientações para a análise do poema Orfeu Rebelde.pptx
 
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE”       _
“O AMANHÃ EXIGE O MELHOR DE HOJE” _
 
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptxBaladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
Baladão sobre Variação Linguistica para o spaece.pptx
 
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e femininoGametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
Gametogênese, formação dos gametas masculino e feminino
 
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptxÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
ÁREA DE FIGURAS PLANAS - DESCRITOR DE MATEMATICA D12 ENSINO MEDIO.pptx
 
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZAAVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
AVALIAÇÃO INTEGRADA 1ª SÉRIE - EM - 1º BIMESTRE ITINERÁRIO CIÊNCIAS DAS NATUREZA
 
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdfO Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
O Espetaculo das Racas - Cienti - Lilia Moritz Schwarcz capítulo 2.pdf
 
atividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetizaçãoatividades diversas 1° ano alfabetização
atividades diversas 1° ano alfabetização
 
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
Apresentação sobre o Combate a Dengue 2024
 

Filosofia de Stuart Mill e o Utilitarismo em

  • 2. O que é que faz com que uma acção seja boa? O que é que, segundo Stuart Mill, torna as acções boas ou más? Qual o critério para as avaliar? Ela é boa porque, uma vez realizada, promove o bem de alguém?
  • 3. História O utilitarismo moderno, associado aos ideais liberais e democráticos, foi fundado por Jeremy Bentham (1748-1832) e Stuart Mill (1806-1873) e tornou-se uma das teorias morais e políticas mais importantes do século XIX Stuart Mill (1806-1873)
  • 4. Consequencialismo Concepção ética de índole utilitarista que considera que a moralidade de uma acção depende unicamente das suas consequências. Defende que devemos escolher a acção que tem as melhores consequências globais. Utilitarismo Teoria que propõe o Princípio da Maior Felicidade como único critério de moralidade.
  • 5. O princípio moral em que se baseia o utilitarismo é o princípio da Utilidade ou da Maior Felicidade. Chama-se hedonismo (grego hédonê, prazer) a este tipo de concepção (prazer entendido como felicidade para o maior número de pessoas).
  • 6.
  • 7. Dizer a verdade e trair o amigo Mentir e ajudar o amigo + Consequências positivas - Consequências negativas - Consequências positivas + Consequências negativas Acção correcta porque traz mais vantagens do que desvantagens para todos os que estão envolvidos na acção.
  • 8. O credo que aceita a Utilidade ou o Princípio da Maior Felicidade como fundamento da moral sustenta que: As acções são justas na proporção em que tendem a promover a felicidade e injustas enquanto tendem a produzir o contrário da felicidade. Entende-se por felicidade o prazer e a ausência de dor; por infelicidade a dor e a ausência do prazer. O prazer e a ausência de dor são as únicas coisas desejáveis como fins; e todas as coisas desejáveis são-no pelo prazer inerente a elas mesmas, ou como meios para a promoção do prazer e a prevenção da dor. Stuart Mill
  • 9. Uma acção é boa quando promove a felicidade. A felicidade é “única coisa desejável como fim” e, por isso, boa em si mesma. A felicidade é um estado de bem-estar, de prazer e ausência de dor ou sofrimento. Pág.168
  • 10. Mas O que é que causa maior felicidade ou prazer? Stuart Mill distingue:  prazeres físicos  prazeres espirituais
  • 11. Prazeres físicos / prazeres espirituais Prazeres físicos Os prazeres sensoriais ligados às necessidades somáticas, como beber, comer, sexo. Prazeres espirituais Ligados a necessidades intelectuais, sociais, morais estéticas (ex.: apreciar um pôr-do-sol, uma obra de arte, descobrir e criar, partilhar afectos ou conhecimentos, ajudar os outros)
  • 12. “É preferível um Homem insatisfeito a um porco satisfeito É melhor um Sócrates insatisfeito do que um tolo satisfeito” Stuart Mill
  • 13. Alguns críticos argumentaram que a teoria utilitarista era uma teoria que defendia o egoísmo ético que só procurava a felicidade própria. Págs. 171 a 175
  • 14.  A distinção presente no texto é fundamental, porque: Permite que S. Mill se distancie de um hedonismo egoísta e de um egoísmo ético  A procura da felicidade tem um sentido altruísta e voltado para os outros  Ao defender como única regra directiva da conduta da humanidade o princípio da máxima felicidade, recusa toda a actuação que se exerce em função exclusivamente das disposições e interesses individuais (egoísmo ético)
  • 15. a) Propõe um ideal moral: a felicidade de todos os Homens, e não apenas a própria b) Identifica o imperativo moral utilitarista com o mandamento cristão não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti e ama o teu próximo como a ti mesmo c) Indica um ideal jurídico-político: o bem comum ou a felicidade global d) Sugere um ideal pedagógico: a formação de indivíduos solidários, empenhados em promover o bem comum e a felicidade de todos
  • 16.  A finalidade da moralidade é a felicidade  O critério de moralidade das acções (o que torna uma acção boa) é a sua utilidade, o seu contributo para criar a maior felicidade  Fazer uma opção moral exige inventariação e avaliação das consequências possíveis para se poder escolher a que previsivelmente produzirá mais felicidade ou bem-estar
  • 17. Organograma conceptual A ética utilitarista de Stuart Mill Princípio da Utilidade ou Princípio da Maior Felicidade É boa a acção que trouxer maior felicidade para o maior número A felicidade é o prazer e a ausência de dor, os únicos fins desejáveis Concepção qualitativa do prazer prazeres espirituais ligados à inteligência e ao conhecimento prazeres sensoriais ligados ao corpo Princípio da imparcialidade ter em conta a felicidade própria e a de todos os outros Imperativo moral age sempre de modo a produzir a maior felicidade para o maior número de pessoas Critério de moralidade as consequências previsíveis da acção Acção moral ou boa é a acção que traz mais felicidade ao maior número de pessoas

Notas do Editor

  1. 10º A ficou neste ponto da matéria