FILOSOFIAAula 3 – Clássicos gregos II  Prof. Ms. Elizeu N. Silva
TEORIA DA LINHA DIVISÓRIA – PLATÃOPor meio desta teoria, Platão expõe sua filosofia como umsistema completo, da qual fazem...
Teoria da Linha Divisória
Teoria da Linha DivisóriaEm ambas as colunas há uma hierarquia.• Caminha-se do campo do ser, do qual as imagens  (eikones)...
Teoria da Linha Divisória• Já o conhecimento faz parte do mundo inteligível, aquele  acessível somente pela razão. No âmbi...
Teoria da Linha Divisória• Para Platão, o homem que adquire o conhecimento  verdadeiro alcança o Bem. Não pode haver conhe...
Teoria da Linha Divisória• Para Platão, o mundo visível, sensível, o campo do ser, é  apenas uma cópia do mundo inteligíve...
Teoria da Linha Divisória• Para Platão, o Bem é a fonte do ser (ontologia), do  conhecimento (deontologia) e da verdade (é...
Platão ambicionava inicialmente ter uma participação políticapor meio da qual pudesse melhorar a sociedade ateniense.No en...
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Se, por um lado, Sócrates produzia um saber negativo, poisencadeando perguntas levava o interlocutor a compreenderque nada...
Somente aquele que conhece o Bem (o filósofo >> indivíduoque sai da caverna e contempla o Sol) pode organizar acidade – nã...
Fontes bibliográficas:ABRÃO, Bernadette Siqueira. A história da filosofia. SãoPaulo, Ed. Nova Fronteira, 2004CHAUI, Marile...
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Aula 03 filosofia clássicos gregos - ii

  1. 1. FILOSOFIAAula 3 – Clássicos gregos II Prof. Ms. Elizeu N. Silva
  2. 2. TEORIA DA LINHA DIVISÓRIA – PLATÃOPor meio desta teoria, Platão expõe sua filosofia como umsistema completo, da qual fazem parte:• Epistemologia (teoria do conhecimento);• Ontologia (teoria do ser);• Ética (teoria da moral);• Estética (teoria do belo).Constitui a “metafísica de Platão” >> sua visão demundo, concepções que ultrapassam a percepçãofísica, que procuram descrever e explicar o mundo semreduzi-lo ao perceptível fisicamente.
  3. 3. Teoria da Linha Divisória
  4. 4. Teoria da Linha DivisóriaEm ambas as colunas há uma hierarquia.• Caminha-se do campo do ser, do qual as imagens (eikones) fazem parte, para os objetos particulares (eikasia).• A opinião faz parte do mundo visível, que se baseia, no âmbito do ser (ontologia) nas imagens, nos objetos particulares e em conceitos científicos; em etapas correspondentes, mas no âmbito do saber (epistemologia), percorre-se as etapas da conjectura, da crença e do entendimento.
  5. 5. Teoria da Linha Divisória• Já o conhecimento faz parte do mundo inteligível, aquele acessível somente pela razão. No âmbito do ser, está relacionado às formas puras; no campo do saber, relaciona-se com a razão pura.• O sol constitui-se como potência máxima, o superlativo de todas as coisas do mundo visível. De forma equivalente, o bem é o superlativo, a potência máxima do mundo inteligível.
  6. 6. Teoria da Linha Divisória• Para Platão, o homem que adquire o conhecimento verdadeiro alcança o Bem. Não pode haver conhecimento sem virtude. É natural que o sábio seja virtuoso. Na medida em que encontrar a Verdade (e o Belo), só está fazendo uma coisa: encontrando o Bem.• Para cada estado de ser há um estado de saber, ou de consciência. Das sombras, que são iluminadas pelo Sol, pode-se ir à verdadeira luz que não produz sombra, o Bem – o que equivale a sair do campo físico e ingressar no metafísico.
  7. 7. Teoria da Linha Divisória• Para Platão, o mundo visível, sensível, o campo do ser, é apenas uma cópia do mundo inteligível, o campo do saber. Nos dias atuais, fala-se em correspondência entre mundo sensível e mundo metafísico.• Platão considera como mundo real o campo do inteligível. Trata-se do mundo ideal para o filósofo, ao qual ele chama de verdadeiramente real. Platão é considerado um filósofo idealista.
  8. 8. Teoria da Linha Divisória• Para Platão, o Bem é a fonte do ser (ontologia), do conhecimento (deontologia) e da verdade (ética) e, ao mesmo tempo, constitui-se no que há de mais belo (estética).• Na metafísica de Platão, Bem, Belo e Saber se fundem no Bem.
  9. 9. Platão ambicionava inicialmente ter uma participação políticapor meio da qual pudesse melhorar a sociedade ateniense.No entanto, desistiu ante a degeneração que afirma terobservado:• “A legislação e a moralidade estavam a tal ponto corrompidas que eu, antes cheio de ardor para trabalhar para o bem público, considerando essa situação e vendo que tudo rumava à deriva, acabei por ficar aturdido”.Platão faz da crise política da cidade um tema de reflexão.Procura um fundamento sólido para a condutahumana, pois, segundo ele, as ações não se justificam por simesmas, nem as opiniões ligadas a essas ações.
  10. 10. Em sua Academia, nos arredores da cidade, ele procuraafastar-se da vida prática para uma forma de contemplação(theoria) por meio da qual consiga encontrar a Verdade.Busca, assim, um conhecimento teórico que se auto-fundamente e que proclame sua validade unicamente pelaforça de suas demonstrações. Lança mão, nessa busca, dadialética – não no sentido da arte da discussão cultivada eensinada pelos sofistas, mas tendo como modelo os diálogosde Sócrates, que procurava encadear os raciocínios de talforma até excluir a possibilidade de refutação.
  11. 11. Se, por um lado, Sócrates produzia um saber negativo, poisencadeando perguntas levava o interlocutor a compreenderque nada sabia, Platão pretende produzir um saber positivo.Por meio de afirmações procura chegar a conclusõesirrefutáveis que separam o aparente (mundo do ser) doessencial (mundo do saber).Esses dois mundos, embora separados, estão relacionadosnum sentido preciso: as coisas sensíveis imitam as ideias quelhes correspondem. Como imitação (mimesis), as coisas sãosempre imperfeitas – o que explica o fato do mundo sensívelestar sempre em mutação e variação.
  12. 12. Somente aquele que conhece o Bem (o filósofo >> indivíduoque sai da caverna e contempla o Sol) pode organizar acidade – não mais segundo as opiniões, mas tendo comobase o verdadeiro conhecimento.Platão afirma (Carta VII): “Os males não cessarão para oshomens antes que a raça dos puros e autênticos filósofoschegue ao poder”.
  13. 13. Fontes bibliográficas:ABRÃO, Bernadette Siqueira. A história da filosofia. SãoPaulo, Ed. Nova Fronteira, 2004CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo, 13ªedição, Ed. Ática, 2005GHIRALDELLI JR., Paulo. Introdução à filosofia. Barueri, Ed.Manole, 2003InternetCEIA, Carlos. E-dicionário de temas literários. Disponível emwww.edtl.com.pt. Consulta realizada em 21/02/2013.

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