Planejamento Editorial
Ainda a tal Objetividade
Unidade 03
Ainda a tal Objetividade
Tomada como sinônimo de
“isenção” e “neutralidade”,
a OBJETIVIDADE se
mostra como ideal utópico
e inalcançável no
jornalismo.
○ Unidade II: A empresa
jornalística e a
construção da política
editorial
○ 1.2 Linha editorial,
opinião e o debate em
torno da "objetividade“
○ Exposição baseada no livro
“Padrões de manipulação na
grande imprensa”, de Perseu
Abramo
Vista sob outro prisma, a
busca pela
OBJETIVIDADE deve
nortear a atuação do
profissional e da empresa
jornalística.
Ainda a tal Objetividade
OBJETIVIDADE =
○ Neutralidade
○ Imparcialidade
○ Isenção
○ Honestidade
Palavras situadas no
campo da ação. Dizem
respeito ao
comportamento do
repórter diante dos fatos
a serem narrados
?
Ainda a tal Objetividade
É de fato desejável
que o jornalista e os
veículos sejam
neutros, imparciais
e/ou isentos?
○ Neutro
○ Imparcial
○ Isento
Em benefício de quem?
Ainda a tal Objetividade
○ É perfeitamente defensável
que o jornalismo, ao
contrário do que muitos
preconizam, deve ser não-
neutro, não-imparcial e não-
isento diante dos fatos da
realidade.
○ O conceito de objetividade não
se situa no campo da ação,
mas no do conhecimento.
○ A objetividade tem a ver com a
relação que se estabelece entre o
sujeito observador e o objeto
observável (a realidade externa
ao sujeito ou externalizada por
ele), no momento do
conhecimento.
Ainda a tal Objetividade
Ainda a tal Objetividade
○ Trata-se, portanto, de
uma característica da
observação, do
conhecimento, do
pensamento.
○ Não se trata de um
valor absoluto.
○ Entre a subjetividade e
a objetividade existe
uma gradação, em que
os dois polos indicam
os limites tangenciais
dessa gama variada e
graduada.
Ainda a tal Objetividade
○ É possível proceder mais ou menos objetivamente ou
subjetivamente (no conhecimento), e é esta noção que é
fundamental reter: a da possibilidade concreta de buscar a
objetividade e de tentar aproximar-se ao máximo dela.
○ Quanto maior a capacidade de conhecer e colocar
sob controle os fatores de subjetividade inerentes à
relação sujeito-objeto, maiores as possibilidades de
se aproximar de uma captação objetiva da
realidade.
Ainda a tal Objetividade
○ A objetividade relativa depende do afinco com que é
buscada pelo repórter. Se se parte, apenas, da
constatação da sua inexistência e de que, portanto,
não vale a pena procurá-la, não se sairá jamais da
mais completa subjetividade.
Ainda a tal Objetividade
Ainda a tal Objetividade
○ O conhecimento da realidade é tão mais objetivo quanto
mais o sujeito observador não se prende às aparências,
procura envolver totalmente o objeto da observação, busca
seus vínculos com o todo ao qual pertence, bem como as
interconexões internas dos elementos que o compõem,
investiga os momentos antecedentes e consequentes no
processo do qual o objeto faz parte, reexamina o objeto sob
vários ângulos e várias perspectivas.
○ Deixar de buscar com afinco o conhecimento
sobre o fato/fenômeno observável significa
ceder terreno à subjetividade.
○ A objetividade exige conhecimento, vontade,
controle e método do observador.
Ainda a tal Objetividade
○ A objetividade exigida pelos manuais de
redação apresenta-se como uma falsa
objetividade porque fundada no
aparente e limitada ao visível e
superficial.
○ Restringe-se aos aspectos meramente
aparentes e quantificáveis da realidade,
aos dados mais flagrantes e numéricos.
Ainda a tal Objetividade
○ Nem toda a realidade é
dimensionável, redutível a
números, cifras, pesos,
metros, quantias e
quantidades, anos de
idade e datas etc.
○ O reino da objetividade é a informação, a notícia, a
cobertura, a reportagem, a análise.
○ O reino da tomada de posição é a opinião, o
comentário, o artigo, o editorial.
Ainda a tal Objetividade
Referência
ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. 2ª edição, São
Paulo : Editora Fundação Perseu Abramo, 2016

Unidade 03 Ainda a tal objetividade

  • 1.
    Planejamento Editorial Ainda atal Objetividade Unidade 03
  • 2.
    Ainda a talObjetividade Tomada como sinônimo de “isenção” e “neutralidade”, a OBJETIVIDADE se mostra como ideal utópico e inalcançável no jornalismo. ○ Unidade II: A empresa jornalística e a construção da política editorial ○ 1.2 Linha editorial, opinião e o debate em torno da "objetividade“ ○ Exposição baseada no livro “Padrões de manipulação na grande imprensa”, de Perseu Abramo Vista sob outro prisma, a busca pela OBJETIVIDADE deve nortear a atuação do profissional e da empresa jornalística.
  • 3.
    Ainda a talObjetividade OBJETIVIDADE = ○ Neutralidade ○ Imparcialidade ○ Isenção ○ Honestidade Palavras situadas no campo da ação. Dizem respeito ao comportamento do repórter diante dos fatos a serem narrados ?
  • 4.
    Ainda a talObjetividade É de fato desejável que o jornalista e os veículos sejam neutros, imparciais e/ou isentos? ○ Neutro ○ Imparcial ○ Isento Em benefício de quem?
  • 5.
    Ainda a talObjetividade ○ É perfeitamente defensável que o jornalismo, ao contrário do que muitos preconizam, deve ser não- neutro, não-imparcial e não- isento diante dos fatos da realidade.
  • 6.
    ○ O conceitode objetividade não se situa no campo da ação, mas no do conhecimento. ○ A objetividade tem a ver com a relação que se estabelece entre o sujeito observador e o objeto observável (a realidade externa ao sujeito ou externalizada por ele), no momento do conhecimento. Ainda a tal Objetividade
  • 7.
    Ainda a talObjetividade ○ Trata-se, portanto, de uma característica da observação, do conhecimento, do pensamento. ○ Não se trata de um valor absoluto. ○ Entre a subjetividade e a objetividade existe uma gradação, em que os dois polos indicam os limites tangenciais dessa gama variada e graduada.
  • 8.
    Ainda a talObjetividade ○ É possível proceder mais ou menos objetivamente ou subjetivamente (no conhecimento), e é esta noção que é fundamental reter: a da possibilidade concreta de buscar a objetividade e de tentar aproximar-se ao máximo dela.
  • 9.
    ○ Quanto maiora capacidade de conhecer e colocar sob controle os fatores de subjetividade inerentes à relação sujeito-objeto, maiores as possibilidades de se aproximar de uma captação objetiva da realidade. Ainda a tal Objetividade
  • 10.
    ○ A objetividaderelativa depende do afinco com que é buscada pelo repórter. Se se parte, apenas, da constatação da sua inexistência e de que, portanto, não vale a pena procurá-la, não se sairá jamais da mais completa subjetividade. Ainda a tal Objetividade
  • 11.
    Ainda a talObjetividade ○ O conhecimento da realidade é tão mais objetivo quanto mais o sujeito observador não se prende às aparências, procura envolver totalmente o objeto da observação, busca seus vínculos com o todo ao qual pertence, bem como as interconexões internas dos elementos que o compõem, investiga os momentos antecedentes e consequentes no processo do qual o objeto faz parte, reexamina o objeto sob vários ângulos e várias perspectivas.
  • 12.
    ○ Deixar debuscar com afinco o conhecimento sobre o fato/fenômeno observável significa ceder terreno à subjetividade. ○ A objetividade exige conhecimento, vontade, controle e método do observador. Ainda a tal Objetividade
  • 13.
    ○ A objetividadeexigida pelos manuais de redação apresenta-se como uma falsa objetividade porque fundada no aparente e limitada ao visível e superficial. ○ Restringe-se aos aspectos meramente aparentes e quantificáveis da realidade, aos dados mais flagrantes e numéricos. Ainda a tal Objetividade ○ Nem toda a realidade é dimensionável, redutível a números, cifras, pesos, metros, quantias e quantidades, anos de idade e datas etc.
  • 14.
    ○ O reinoda objetividade é a informação, a notícia, a cobertura, a reportagem, a análise. ○ O reino da tomada de posição é a opinião, o comentário, o artigo, o editorial. Ainda a tal Objetividade
  • 15.
    Referência ABRAMO, Perseu. Padrõesde manipulação na grande imprensa. 2ª edição, São Paulo : Editora Fundação Perseu Abramo, 2016