Osc II 1. a saúde e a odontologia

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Osc II 1. A saúde e a odontologia:
Conceitos de Saúde
Processo Saúde/Doença
A Odontologia e suas Propostas

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Osc II 1. a saúde e a odontologia

  1. 1. A Saúde e a Odontologia Professora Me. Adélia Delfina da Motta Silva Correia Campo Grande, 18 de agosto de 2014
  2. 2. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Conceitos de Saúde Processo Saúde/Doença A Odontologia e suas Propostas
  3. 3. O que você consegue ver aqui?
  4. 4. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Conceitos de Saúde  As divergências em torno do conceito de saúde parecem existir já desde a Grécia Antiga, onde o deus da medicina - Asclépios -tinha duas filhas: Higéa, que prevenia as doenças, e Panacéa, que curava os doentes.  Hipócrates (460-377 a.C.), o “pai da medicina”, afirmava que a saúde era “uma natural conseqüência do harmonioso equilíbrio entre ‘humores’, secreções ou líquidos-bile, sangue, catarro e bile negra -,” que “ ‘supunha existirem no corpo’ de cada pessoa” (Moura, 1989, p.42).
  5. 5. Asklepios and Hygeia ivory, 5th c., Liverpool museum
  6. 6. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Conceitos de Saúde  Entre os romanos, quem se destacou foi Galeno (131-201 d.C.) que, na dependência de Hipócrates também definiu saúde como sendo “ ‘o equilíbrio íntegro dos princípios da natureza, ou dos humores em nós existentes, ou a atuação sem nenhum obstáculo das forças naturais. Ou, também: é a cômoda harmonia dos elementos’ ” (Moura, 1989, p.42)  É o próprio Galeno que acaba permitindo, com seus estudos, o início do predomínio do estudo de patologias em detrimento da investigação da saúde propriamente dita.  Começou desse modo a tradição do conhecimento da saúde através do paradoxal estudo das doenças.
  7. 7. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Conceitos de Saúde  A identificação de um estado considerado patológico, ou seja, de que a identificação da doença é dependente de quem considera e do seu universo.  “ Estado daquele cujas funções orgânicas, físicas e mentais se acham em situação normal” (Ferreira, 1993, p.495)
  8. 8. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Conceitos de Saúde  “Estar em boa saúde é poder cair doente e se recuperar; é um luxo biológico” (Canguilhem, 1995, p.160)  Dessa maneira, é possível compreender que as doenças, as patologias, são normais na medida em que fazem parte da vida humana.  No entanto, esse normal doente não é igual a um normal fisiológico, pois é regido por normas diferentes. Assim, ter saúde pode ser encarado, inclusive, como sobreviver à doença, ultrapassar as infidelidades do meio.
  9. 9. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Conceitos de Saúde  Em 7 de abril de 1948, a Organização Mundial da Saúde (O.M.S.) propôs o conceito de que “‘saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de afecção ou doença.’ ”  Mas o que é o bem-estar? É o mesmo que o “estar bem”? Bem-estar tem sido considerado como uma adaptação do homem ao ambiente e, pensando assim, então, a doença seria a “desadaptação” a esse ambiente, o mal-estar.  Na verdade, considerar saúde como pura adaptação é bastante simplista diante da relatividade e da dinamicidade de tal fenômeno.  Além disso, o conceito da O.M.S. acaba por ser utópico, tornando a saúde algo difícil de ser atingido e de ser medido. E se for levado ao pé-da- letra, todos podemos, então, considerar-nos doentes.
  10. 10. “ É a necessidade que faz o sapo pular”. E digo: é a necessidade que faz o homem pensar. Da nossa fraqueza surgiu a nossa força, o pensamento. Rubem Alves, 2003
  11. 11. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença  A relação existente entre saúde e doença vai além de uma relação de bom ou mau funcionamento do corpo, mas reside numa interação muito maior entre o homem e os ambientes físicos e sociais que estão à sua volta, na maneira de relacionar-se com os outros, nas suas condições de trabalho, na forma como é organizada a produção e distribuição de riquezas na sociedade em que vive, nas possibilidades que ele tem de se expressar e de se desenvolver como pessoa. (Marques, 1999)
  12. 12. Processo Saúde-Doença dois lados da mesma moeda
  13. 13. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença
  14. 14. FONTE: Noce, Simim e Mello (2008)
  15. 15. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença Assim, saúde no Brasil, considera as dimensões sociais do processo saúde/doença na medida em que, para que o brasileiro seja saudável, ele precisa ter acesso a esses determinantes e condicionantes da saúde, tendo a saúde, portanto, não apenas um aspecto privado, individual, mas também um aspecto público, coletivo; ambos os aspectos diretamente afetados pelos níveis de desenvolvimento socioeconômico da coletividade. (Dallari,1987)
  16. 16. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença O olhar epidemiológico  O objeto da epidemiologia está subordinado à clínica médica, que encara o sujeito com base no discurso fisiopatológico. As dimensões subjetivas do indivíduo, como a psicopatológica e psicossomática, não são consideradas relevantes, por não disporem de precisão diagnóstica, validade e confiabilidade que são alcançadas pelos componentes clínico-laboratoriais. Backes et al. (2009)
  17. 17. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença O olhar antropológico  A doença possui caráter histórico e social, sendo que a natureza social se verifica no modo característico de adoecer e morrer nos grupos humanos, havendo diferenças nos perfis patológicos ao longo dos tempos, resultantes das transformações da sociedade e, também, dentro de uma mesma sociedade, as classes que a compõem mostrarão condições de saúde diversas, de acordo com o momento histórico. Backes et al. (2009)
  18. 18. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença X Backes et al. (2009)
  19. 19. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença Estudos voltados para uma epidemiologia sensível aos aspectos antropológicos, consideram o processo saúde-doença como um resultado de forças biológicas, econômicas, sociais e políticas. Backes et al. (2009) Olhar Antropológico Olhar epidemiológico
  20. 20. Por que ainda estamos tão atrelados ao modelo de atenção tradicional, biologicista, biomédico, quando teoricamente já sabemos que precisamos avançar, inovar, mudar as nossas práticas, investir na promoção da saúde e não apenas continuarmos com os nossos belos discursos e teorias que nos mantêm acomodados e distantes das reais necessidades das populações mais vulneráveis? Backes et al. (2009)
  21. 21. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA Processo Saúde-Doença Condições de saúde-doença estão intimamente ligados à maneira pela qual o homem produz seus meios de vida através do trabalho, e satisfaz suas necessidades, através do consumo: moradia, alimentação, educação e assistência à saúde.
  22. 22. Ayod, no Sudão, em 1993, Kavin Carter
  23. 23. Dados Brasileiros: RESULTADOS DA PESQUISA NACIONAL POR AMOSTRA DE DOMICÍLIOS
  24. 24. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA A Odontologia e suas propostas Silva; Senna e Faria, 2013
  25. 25. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA A Odontologia e suas propostas Até o fim da Segunda Guerra Mundial  Odontologia de mercado hegemônica;  Saúde Pública Atendimento de urgências Santa Casa de Misericórdia (séc XIX) Cirurgião sangrador atuando como dentista na corte ( séc XIX) Clínicas dentárias escolares
  26. 26. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA A Odontologia e suas propostas Os modelos de assistência ao escolar  SESP- Serviço Especial de Saúde Pública (1942)- Acordo de cooperação técnica entre Brasil e EUA para atuação em áreas estratégicas- exploração da borracha (AM), minérios (MG). A assistência a saúde surgiu como forma de aliviar tensões sociais (conter o avanço do comunismo); Saúde Bucal- 1a. Prática programática: Sistema Incremental Odontologia Sanitária “Prática residual (baixa cobertura e impacto epidemiológico), secundária (alternativa assistencial estatal para pobres e carentes dos grupos prioritários) e complementar, que foi incorporada e reproduzida como adequada e socialmente útil” (Narvai ,1994)
  27. 27. A SAÚDE E A ODONTOLOGIA A Odontologia e suas propostas Assistência pública odontológica Período 1950-1980  Pulverizada entre diversas instituições:  Sistema previdenciário (CAP´s, IAP´s, INPS);  Secretarias Estaduais de Saúde;  Entidades filantrópicas. REFORMA SANITÁRIA BRASILEIRA SUS

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