Flexibilidade 02

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Flexibilidade 02

  1. 1. FLEXIBILIDADE DESPORTO E CONDIC. FÍSICO FLEXIBILIDADE MUITA DISCUSSÃO EXPERIÊNCIAS E ESTUDOS
  2. 2. <ul><li>A revista espanhola Novedades en el Entrenamiento Desportivo, de julho de 1980, traz a tradução de um artigo de Tereza Piorek publicado em Lekkoatletyka, tratando de flexibilidade, com o título “La Agilidade, una Importante Característica del Atleta”; ao longo do trabalho a flexibilidade é tratada como agilidade. </li></ul><ul><li>A tradução do Manual de Treinamento Desportivo de Jurgen Weineck (1986), define mobilidade como conceito normalmente associando ao de flexibilidade; ao longo de todo o trabalho continua substituindo o vocábulo flexibilidade por mobilidade. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A tradução de Aptidão Física de Desempenho Atlético de Watneck (1986), faz o inverso ao citar que para permitir um alto grau de liberdade do movimento as “articulações devem ser... flexíveis”! Prossegue mais adiante dando o conceito de elasticidade muscular e denominando-a distensibilidade. </li></ul><ul><li>A eficiência do movimento humano, depende da flexibilidade (CORNELIUS e HINSON, 1980). A execução de movimentos corporais harmoniosos requerem um certo grau de flexibilidade adequada à performance do indivíduo (RAPOPORT, 1984). </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Treinar flexibilidade é praticamente uma necessidade encontrada por todos, devido à sua importância para a saúde do aparelho locomotor (ACHOUR Jr., 1996). Pode ser definida como “amplitude máxima de movimento voluntário em uma ou mais articulações sem lesioná-las” (ACHOUR Jr., 1998). </li></ul><ul><li>A flexibilidade abrange a amplitude de movimentos de simples ou múltiplas articulações, É a habilidade para desempenhar tarefas específicas (ACSM, 1998). </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Para Holland 1986, (apud ALTER, 1996), flexibilidade é uma qualidade física responsável pela “amplitude de movimento disponível em uma articulação ou conjunto de articulações” . </li></ul><ul><li>Ao contrário das outras qualidades físicas, quanto maior a flexibilidade, não quer dizer melhor, pois, existe um nível ótimo de flexibilidade para cada indivíduo, dependendo das exigências diárias sobre o aparelho locomotor. Uma flexibilidade exagerada não diminui o risco de distensão muscular e pode aumentar o risco de lesões (DANTAS et al., 2001). </li></ul><ul><li>A flexibilidade pode ser definida como uma “qualidade física que condiciona a capacidade funcional das articulações a movimentarem-se dentro dos limites ideais de determinadas ações” (TUBINO, 1985). </li></ul>
  6. 6. <ul><li>É um pré-requisito elementar para a execução qualitativa e quantitativa (WEINECK, 1991). Não se deve exagerar na flexibilidade, adquirindo-se somente o suficiente para as atividades do cotidiano (YESSIS, 1986). </li></ul><ul><li>Quando se adquire uma flexibilidade adequada, pode auxiliar o ser humano a encontrar um equilíbrio funcional nas mais diversas vivências, pois, a ausência de uma flexibilidade razoável, aumenta a possibilidade de lesões e de problemas funcionais (DANTAS et al. 2002). </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Baixos índices de flexibilidade na região posterior da coxa, principalmente dos ísquios-tibiais, podem favorecer o aparecimento de dores lombares crônicas, e o encurtamento dos músculos flexores de quadril, reto femoral e iliopsoas, podem gerar uma hiper lordose lombar, um importante fator de risco para o desenvolvimento de lombalgias (POLLOCK e WILMORE,1993). </li></ul><ul><li>É uma “qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem risco de provocar lesão” (DANTAS, 1999) . </li></ul>
  8. 8. DIVERSIDADE DE NOMENCLATURAS E DE CONCEITOS PROFISSIONAIS QUE ESTUDAM A FLEXIBILIDADE INFORMAÇÕES DIVERSIFICADAS QUE SÃO PASSADAS NAS DIVERSAS FACULDADES DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESPALHADAS EM TODO O PAÍS. FLEXIBILIDADE
  9. 9. Este fato compromete a precisão da relação semântica existente entre signo e significado, fazendo com que o termo flexibilidade passe a não ter sentido algum. <ul><li>Os especialistas nas áreas da filosofia e semântica explicam que, um dos pressupostos evolucionários de uma língua preconiza que, sempre que um novo conceito, objeto, ação ou idéia surge, há a criação de um neologismo para designá-lo ou a designação de um novo significado para alguma palavra existente. </li></ul><ul><li>No caso do termo flexibilidade, criar um neologismo não é tão somente inventar uma nova palavra, ele deve possuir uma origem na cultura popular bastante forte (gíria), ou uma poderosa correlação com as raízes formadoras da língua. </li></ul>
  10. 10. Pesquisando-se no latim e no grego uma palavra que pudesse ser ressuscitada para atender à necessidade, deparamos com as mesmas utilizadas para indicar algum componente de flexibilidade (elasticidade, maleabilidade, mobilidade, etc.) quando se vasculha o latim ou palavras totalmente esdrúxulas (eutrofis, merkatos, etc.) ao se pesquisar no grego. <ul><li>No entanto, ao analisar os termos alongamento e flexibilidade, ambos substantivos derivados, verifica-se que o sufixo “-dade” denota qualidade e indica que a palavra se originou de um adjetivo, ao passo que o sufixo “-mento” existe nos substantivos oriundos de um verbo, significando o resultado de uma ação. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Flexibilidade, portanto, se perfeita para designar a qualidade física, é um vocábulo inadequado para representar o resultado da ação de flexionar. Então, o vocábulo ALONGAMENTO fica para designar o trabalho submáximo da qualidade física FLEXIBILIDADE, e o vocábulo FLEXIONAMENTO para designar o trabalho máximo da qualidade física FLEXIBILIDADE (DANTAS, 1999). </li></ul><ul><li>No entanto, Alter (1996) indica que se pode trabalhar a flexibilidade de duas maneiras: stretching (alongamento) e overstretching (sobrealongamento). </li></ul>
  12. 12. <ul><li>FLEXIBILIDADE: qualidade física responsável pela execução voluntária de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de provocar lesão. </li></ul>CONCEITOS <ul><li>ALONGAMENTO: forma de trabalho que visa a manutenção dos níveis de flexibilidade obtidas e a realização dos movimentos de amplitude normal com o mínimo de restrição possível. </li></ul><ul><li>FLEXIONAMENTO: forma de trabalho que visa a obter uma melhora na flexibilidade através da viabilização de amplitudes de arcos de movimentos articulares superiores às originais. </li></ul>
  13. 13. COMPONENTES DA FLEXIBILIDADE <ul><ul><ul><li>Mobilidade: no tocante ao grau de liberdade de movimento da articulação; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Elasticidade: com referência ao estiramento elástico dos componentes musculares; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Plasticidade: grau de deformação temporária que estruturas musculares e articulações devem sofrer, para possibilitar o movimento. Existe um grau residual de deformação que se mantém após cessada a força aplicada, conhecida como HISTERESIS; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Maleabilidade: modificações dos tendões parciais da pele, fruto das acomodações necessárias no segmento considerado. </li></ul></ul></ul>
  14. 14. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA DAS ESTRUTURAS DOS TECIDOS MOLES PARA A RESISTÊNCIA ARTICULAR ESTRUTURA RESISTÊNCIA À FLEXIBILIDADE Cápsula Articular 47% Músculo 41% Tendão 10% Pele 2% Fonte: Fox e cols. (1991)
  15. 15. FATORES ENDÓGENOS INFLUENCIADORES DA FLEXIBILIDADE IDADE <ul><li>Quanto mais velho, menor a flexibilidade. O momento da vida em que o ser humano mostra-se potencialmente mais flexível é justamente na hora de seu nascimento, quando o próprio crânio mobiliza-se para permitir a passagem pelo canal vaginal. </li></ul><ul><li>Com o passar do tempo, a possibilidade de adquirir flexibilidade diminui. Assim, quanto mais cedo iniciar o treinamento da flexibilidade, maiores serão as possibilidades de se atingir grandes arcos de amplitude articular. </li></ul>
  16. 16. SEXO <ul><li>A mulher é em geral mais flexível que o homem (KIRCHER e GLEINS, 1967), a mulher por possuir tecidos menos densos é normalmente mais flexível que o homem. Nota-se que a flexibilidade das meninas é levemente superior à dos meninos desde a escola (JENSEN e FISHER, 1979). </li></ul><ul><li>A partir do surto da puberdade, ao mesmo tempo em que aumenta a força nos meninos, vai diminuindo a flexibilidade. </li></ul>
  17. 17. INDIVIDUALIDADE BIOLÓGICA <ul><li>Pessoas do mesmo sexo e idade podem possuir graus de flexibilidade totalmente diferentes entre si. </li></ul>SOMATOTIPO <ul><li>A quantidade de gordura corporal apresenta uma correlação negativa com o grau de flexibilidade. </li></ul><ul><li>Quantidades excessivas de massa muscular pode, muitas vezes, impedir fisicamente a finalização de diversos movimentos. </li></ul>
  18. 18. ESTADO DE CONDICIONAMENTO FÍSICO <ul><li>A inatividade física pode reduzir indiretamente sua flexibilidade, aumentando, possivelmente, a quantidade de gordura corporal. </li></ul><ul><li>A pessoa bem condicionada fisicamente, tem, portanto, níveis de flexibilidade mantido. </li></ul><ul><li>Um treinamento de força, se não for acompanhado de exercícios de alongamento correspondentes, provocará efeitos negativos sobre a flexibilidade por motivos mecânicos (maior resistência ao estiramento por parte do músculo exercitado devido ao aumento de sua tonicidade e volume). </li></ul>
  19. 19. Para que o trabalho de musculação, visando qualquer qualidade física (RML, força explosiva, força pura, etc.), não possua efeitos danosos sobre a flexibilidade, alguns cuidados devem ser tomados: <ul><ul><ul><li>Deformação dos componentes plásticos e mobilização da articulação que será envolvida no trabalho, posteriormente, por meio de um alongamento durante o aquecimento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Realização de todos os exercícios com a utilização completa da máxima amplitude de movimento possível (início da posição de pré-estiramento e término no final do arco articular); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Após a série de musculação, realização de uma correta volta à calma, assegurando-se da relaxação da musculatura e realizando movimentos de estiramento passivo, soltura e balanceamento que automassageiem os músculos trabalhados, contribuindo para reduzir o edemaciamento da região e o nível de estimulação propioceptivo. </li></ul></ul></ul>
  20. 20. TONICIDADE MUSCULAR O tono (ou tônus) muscular é o grau de firmeza dos tecidos musculares. É decorrente de dois fatores: <ul><ul><ul><li>Componente ativo: grau de contração muscular basal, mantida através da atividade reflexa do sistema nervoso. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Componente passivo: nível de consistência do músculo em decorrência da densidade dos tecidos musculares. </li></ul></ul></ul><ul><li>O tono muscular poderá variar devido a alterações do componente ativo, ou do componente passivo. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>O aumento do tono poderá prejudicar a flexibilidade se as duas componentes não estiverem se modificando harmonicamente. </li></ul><ul><li>No caso da variação da tonicidade se dar em função de modificações do componente ativo, como a influência da musculação sobre a flexibilidade, poderemos constatar duas influências: </li></ul><ul><ul><ul><li>Incrementadora: se o tono aumentou em decorrência de exercícios realizados em toda a amplitude do movimento; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Reduzidora: se o nível de turgescência aumentou devido a fatores patológicos (anabolizantes, corticóides, estc.). </li></ul></ul></ul>MELHORAR FLEXIBILIDADE <ul><li>Aumentar comp. Passivo (exercícios) </li></ul><ul><li>Diminuir comp. Ativo (relaxamento) </li></ul>
  22. 22. RESPIRAÇÃO <ul><li>HATHA-YOGA utilizam a respiração como um dos fatores mais importantes na aquisição e manutenção da flexibilidade. </li></ul><ul><li>utiliza toda a área pulmonar (nariz), empregando a musculatura abdominal e torácica como coadjuvante, em vez de aproveitar apenas o diafragma, como faz o homem adulto (expiração dobro da inspiração). </li></ul><ul><li>absorção e manutenção do prana (energia vital do ar). A respiração deve ser lenta e profunda. </li></ul>
  23. 23. MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL
  24. 24. C ONCENTRAÇÃO <ul><li>o estado meditativo possui poderosa influência sobre as funções orgânicas. Bloomfiels (1976) explica que os efeitos fisiológicos da combinação entre meditação transcendental (MT) e respiração profunda e compassada são: </li></ul><ul><li>Diminuição significativa na concentração de lactato arterial; </li></ul><ul><li>Aumento de 0,4° a 1,6°C na temperatura da pele; </li></ul><ul><li>Aumento em até 300% no fluxo sangüíneo para os músculos esqueléticos, podendo ser responsável pela redução no nível de lactato e também pode explicar sentimentos subjetivos de relaxamento muscular, regularmente relatados pelos meditadores. </li></ul>
  25. 25. <ul><ul><ul><ul><ul><li>FATORES EXÓGENOS INFLUENCIADORES DA FLEXIBILIDADE </li></ul></ul></ul></ul></ul>HORA DO DIA Ao acordar, todos os componentes plásticos do corpo estão em sua forma original, pois, não foram submetidos a ação da gravidade. Este fato pode provocar um resistência a o movimento de maior amplitude articular. Porém, recomenda-se que uma série de alongamento seja feito imediatamente quando acorda (espreguiçar).
  26. 26. COMPONENTES PLÁSTICOS São os que não retornam à forma original após cessada a contração, se não há influência de força externa <ul><li>mitocôndrias (30% a 35% do volume muscular </li></ul><ul><li>reticulum e sistema tubular (5% de volume muscular) </li></ul><ul><li>ligamentos e discos intervertebrais </li></ul>Contração muscular em toda a amplitude do arco articular ou velocidade Execute o mesmo movimento de forma lenta e gradual Desejável deformação dos componentes plásticos envolvidos
  27. 27. COMPONENTES ELÁSTICOS São os que retornam à sua forma original, após o relaxamento da musculatura, sem influência de forças externas <ul><li>miofilamentos: elemento contrátil fundamental </li></ul><ul><li>componente elástico paralelo (CEP) </li></ul><ul><li>componente elástico em série (CES): correspondem por 3% do comprimento do músculo esquelético em tensão máxima e até 65% em estiramento passivo (DESPOPOULOS & SILLBERNAGL, 1981) </li></ul>Submeter músculo tração CES deformando quase totalmente CEP
  28. 28. DIFERENCIAÇÃO FISIOLÓGICA TRABALHO ESTRUTURA BIOLÓGICA ALONGAMENTO FLEXIONAMENTO ARTICULAÇÃO TRABALHA SEM SER FORÇADA É FORÇADA AO SEU LIMITE MÁXIMO COMPONENTES PLÁSTICOS SÃO DEFORMADOS PELO TRABALHO JÁ SE ENCONTRAM QUASE TOTALMENTE DEFORMADOS COMPONENTES ELÁSTICOS ESTIRADOS AO NÍVEL SUBMÁXIMO ESTIRADOS AO LIMITE MÁXIMO MECANISMOS DE PROPIOCEPÇÃO NÃO SÃO ESTIMULADOS SÃO ESTIMULADOS TERMINAIS NERVOSOS DA DOR NÃO SÃO ESTIMULADOS PODEM SER ESTIMULADOS NOS LIMITES MÁXIMOS
  29. 29. MECANISMOS DE PROPIOCEPCÃO FUSO MUSCULAR : avalia o grau de estiramento aplicado ao músculo, o comprimento muscular e a velocidade com que o estiramento é aplicado ESTIRAMENTO DO MÚSCULO FUSO MUSCULAR REFLEXO MIOTÁTICO AGE SOBRE ÓRGÃO TENDINOSO DE GOLGI : localizados nas fibras do tendão e excitados pela alta tensão provocada. Provoca relaxamento da musculatura TENSÃO DO MÚSCULO ÓRGÃO TENDINOSO DE GOLGI RELAXAMENTO AGE SOBRE (DANTAS, 1999; JENSEN & FISCHER, 1979; STEGMANN, 1978)
  30. 30. TEMPERATURA AMBIENTE O frio reduz a elasticidade muscular, refletindo sobre a flexibilidade, pois, no frio, o tônus muscular é aumentado, fazendo que a flexibilidade seja prejudicada. Porém, com o aumento da temperatura corporal, este fator pode ser alterado.
  31. 31. EXERCÍCIOS <ul><li>EXERCÍCIOS INTENSOS: os exercícios devem ser leves (de 5 a 20 min.), capaz de elevar a temperatura corporal de 2° a 3° C provocando: </li></ul><ul><ul><ul><li>Diminuição da viscosidade dos líquidos orgânicos; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Aumento de 12% a 13% da espessura da cartilagem articular; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Diminuição do tempo de transição entre os estados de contração e relaxação. </li></ul></ul></ul>FADIGA: a fadiga muscular é normalmente acompanhada de um edemaciamento (hipertrofia sarcoplasmática aguda), que constitui um importante fator de impedimento ao estiramento do músculo.
  32. 32. IMPORTÂNCIA DA FLEXIBILIDADE <ul><ul><ul><li>APERFEIÇOAMENTO MOTOR; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>EFICIÊNCIA MECÂNICA; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>EXPRESSIVIDADE E CONSCIÊNCIA CORPORAL. </li></ul></ul></ul>
  33. 33. ALONGAMENTO X FLEXIONAMETO
  34. 34. TIPOS DE ALONGAMETO <ul><ul><ul><li>1- ESTIRAMENTO: ação de um determinado movimento à custa da ação do antagonista. O estiramento equivale a um espreguiçamento amplo e completo com finalidade de deformar os componentes plásticos para que eles não oponham ao movimento quando solicitado e pode ser dividido em: </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>a) Estiramento Passivo: manutenção de posturas de grande amplitude, sem extrapolar o limite máximo (4 a 6 seg.); </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>b) Estiramento Ativo: constitui de 2 a 6 séries de 3 a 6 repetições de movimento que visem alcançar o limite máximo da utilização normal do arco articular; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>c) Estiramento Misto: utiliza-se de 2 a 3 séries de 4 insistências submáximas e uma permanência de 4 segundos no ponto máximo atingido. Os movimentos de insistência devem ser lentos (mais adequada como forma de aquecimento). </li></ul></ul></ul>
  35. 35. 2- SUSPENSÃO: neste tipo de alongamento não há movimento das articulações, onde os ligamentos e os músculos são tracionados por meio da ação da gravidade. <ul><ul><ul><li>3- SULTURA: consiste em balanceamento dos membros, possuindo efeito relaxador sobre os músculo, sendo normalmente utilizado durante a atividade, nos intervalos entre as seqüências dos exercícios. </li></ul></ul></ul>
  36. 36. TIPOS DE FLEXIONAMENTO 1-MÉTODO PASSIVO OU FLEXIONAMENTO DINÂMICO : consiste em realização de exercícios dinâmicos, resultado em movimentos balísticos, sendo que, cada músculo deve ser submetido a 3 ou 4 séries de 10 a 20 repetições cada uma, alternadas com movimentos de soltura. A contra-indicação deste método é devido às repetidas trações a que são submetidos os componentes elásticos em série (CES) e os tendões, capazes de diminuir a sustentação corporal podendo até mesmo comprometer a força explosiva.
  37. 37. 2- MÉTODO PASSIVO OU FLEXIONAMENTO ESTÁTICO: para empregar este método deve-se lentamente chegar ao limite normal do arco articular (limite entre alongamento e flexionamento) forçar suavemente além desse limite, aguardar cerca de 6 segundos e realizar novo forçamento suave, procurando alcançar maior arco de movimento possível. Neste ponto o arco articular obtido deve ser mantido por 10 a 15 segundos. A rotina deve ser repetida por 3 a 6 vezes com intervalo de descontração entre elas. O objetivo deste método é o aumento da flexibilidade. Este método foi inspirado no YOGA e é 20% mais eficaz que o método ativo.
  38. 38. <ul><li>3-MÉTODO DE FACILITAÇÃO NEUROMUSCULAR PROPIOCEPTIVA (FNP) </li></ul><ul><li>também chamado de 3S foi desenvolvido para aplicar em nadadores, bailarinos de ginastas e pode ser divido em: </li></ul><ul><ul><ul><li>a) Scientific Stretching for Sports (3S): 1° passo: mobilização do segmento corporal até o seu limite de amplitude; </li></ul></ul></ul><ul><li>2° passo: realização de uma contração isométrica máxima durante 8 segundos; </li></ul><ul><li>3° passo: forçamento do movimento além do limite original. </li></ul><ul><ul><ul><li>b) Super Stretch: consiste em 6 etapas: 1° passo: alongar o músculo a ser trabalhado; </li></ul></ul></ul><ul><li>2° passo: realizar uma contração isométrica progressiva de 8 a 10 segundos; </li></ul><ul><li>3° passo: forçar o músculo até o máximo possível; </li></ul><ul><li>4° passo: repetir os 3 primeiros passos por 3 ou 4 vezes; </li></ul><ul><li>5° passo: alongar e relaxar a musculatura trabalhada; </li></ul><ul><li>6° passo: realizar 15 segundos de forçamento estático. </li></ul>
  39. 39. <ul><ul><ul><li>c) Processo de Sustentação-relaxação: 1° passo: relaxa a musculatura a ser trabalhada (antagonista ao movimento) que é estirada passivamente pelo treinador até o limiar máximo de flexionamento; </li></ul></ul></ul><ul><li>2° passo: contrai o músculo agonista durante 8 segundos numa contração isométrica máxima; </li></ul><ul><li>3° passo: ao acabar os 8 segundos o treinador recomenda “relaxe”, ao relaxar seu segmento corporal será levado passivamente ao novo limite. </li></ul>
  40. 40. d) Processo de Contração-relaxação Antagonista: 1° passo: o treinador conduz o segmento a ser trabalhado deixando em estado de relaxamento pelo sujeito, ao limiar de flexionamento; 2° passo: o sujeito realiza uma contração submáxima, concêntrica, do músculo antagonista durante 8 seg.. Como o treinador impedirá a realização do movimento, a contração será isométrica. Em seguida, antes do 3° passo, relaxa durante 3 seg.; 3° passo: o sujeito realiza de 8 a 10 contrações isotônicas do músculo agonista, procurando aumentar o arco articular, durante 8 seg.; 4° passo: ao terminar os 8 seg. cessa a contração e, durante os próximos 3 seg., o treinador, puxando o segmento passivamente, procura atingir novos limites.
  41. 41. <ul><ul><ul><li>e) Processo de Reversão Lenta: 1° passo: o sujeito relaxa a musculatura a ser trabalhada, o segmento é conduzido ao arco articular máximo, passivamente; </li></ul></ul></ul><ul><li>2° passo: partindo da posição máxima, o sujeito realiza uma contração do músculo agonista durante 8 seg. O treinador impede o movimento, caracterizando a contração isométrica; </li></ul><ul><li>3° passo: sem solução de continuidade, o treinador inverte o ponto de apoio e o sujeito passa, agora, a realizar uma contração isométrica máxima do antagonista por 8 seg.; </li></ul><ul><li>4° passo: o treinador comanda “relaxe!”, e conduz passivamente o segmento a um arco articular mais amplo. </li></ul>
  42. 42. <ul><ul><ul><li>f) Processo Completo: 1° passo: o sujeito relaxa a musculatura a ser trabalhada, e o segmento é conduzido ao arco articular máximo, passivamente, pelo treinador; </li></ul></ul></ul><ul><li>2° passo: partindo da posição máxima, o sujeito realiza uma contração do músculo agonista durante 6 seg. O treinador impede o movimento, caracterizando uma contração isométrica; </li></ul><ul><li>3° passo: realiza movimentos de contração isométrica, lentamente, durante 6 seg., com a musculatura antagonista, provocando “puxões” suaves sobre a musculatura agonista; </li></ul><ul><li>4° passo: o sujeito realiza uma contração contínua com o antagonista, durante 6 seg., que, por estar no seu arco articular máximo, não possibilitará movimento, caracterizando-a como isométrica. O treinador força no sentido na contração; </li></ul><ul><li>5° passo: o sujeito relaxa e, em seguida, realiza 2 oscilações pendulares suaves ao longo do terço final do arco articular. </li></ul>

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