Diagnóstico de diabetes e dislipidemia

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  • Jejum é definido como falta de alimento por no mínimo 8 horas
  • Na forma auto-imune há um processo de insulite e estão presentes auto-anticorpos circulantes(anticorpos anti-ilhotas, anti-insulina e anti- descarboxilase do äc. glutâmico)
  • Drogas: Diazóxido=Tensuril ® hipotensor arterial; Pentamidina=trat. de leishamaniose Mody=diabetes do adulto de inicio no jovem(Maturity Onset Diabetes of the you
  • Em termos de avaliação do controle do DM, a fração A1C é a mais importante e a mais estudada, tendo sido referendada pelos 2 estudos mais importante: o DCCT e o UKPDS é a mais importante
  • A gestante apresenta risco de aborto má formação no período pré concepção e no 1º trimestre da gestação.è importante salientar que durante a gravidez a hemoglobina não deve ser utilizada como parâmetro de avaliação do controle glicemico, pois ela demora para refletir o mau controlemeses
  • maximo
  • Diagnóstico de diabetes e dislipidemia

    1. 1. Prof.ª M. Sc. Margareth Teixeira Rodrigues Critérios Diagnósticos
    2. 2. <ul><li>Interpretação de exames: </li></ul><ul><li>Diagnóstico de diabetes mellitus: </li></ul><ul><li>Glicemia de jejum </li></ul><ul><li>Teste de tolerância a glicose Diagnóstico de dislipidemias </li></ul><ul><li>Perfil lipídico </li></ul>
    3. 3. Definição de Diabetes Mellitus <ul><li>Hiperglicemia decorrente da deficiência de insulina </li></ul>Tipo 1 Tipo 2 deficiência absoluta de insulina deficiência relativa de insulina
    4. 4. Hiperglicemia? Glicemia normal:Até 110mg/dl Glicemia elevada = DM ≥126mg/dl Glicemia alterada:> 110 e <1 26mg/dl
    5. 5. Teste de tolerância a glicose TTG-75g(glicemia basal e 2h após a ingesta) Glicemia de 2h: Normal : <140mg/dl DM: ≥200mg/dl Intolerantes a glicose:≥140mg/dl e < 200mg:dl
    6. 6. O teste de tolerância à glicose (TTG- 75g) <ul><li>Considerações: </li></ul><ul><li>Período de jejum entre 10-16 horas; </li></ul><ul><li>Ingestão de pelo menos 150g de glicídios nos três dias anteriores à realização do teste; </li></ul><ul><li>Atividade física normal; </li></ul><ul><li>Comunicar a presença de infecções, ingestão de medicamentos ou inatividade; </li></ul><ul><li>Utilizar 1,75g de glicose/Kg/ peso até no máximo de 75g </li></ul>
    7. 7. Em que situação solicitar o teste de tolerância a glicose(TTG-75)?
    8. 8. Indicações de TOTG <ul><li>Indivíduos com glicemia de jejum entre 110 e 125 mg/dl. </li></ul><ul><li>Indivíduos com glicemia normal, mas com pelo menos dois fatores de risco. </li></ul><ul><li>Diabetes gestacional prévio, com glicemia de jejum normal. </li></ul>
    9. 9. Quem e quando investigar 0 DM? <ul><ul><li>Adultos ≥45 anos </li></ul></ul><ul><ul><li>Adultos <45 anos, especialmente os presença de fatores de risco: </li></ul></ul><ul><ul><li>Obesidade </li></ul></ul><ul><ul><li>Dislipidemia-HDL baixo e triglicérides elevados </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipertensão arterial </li></ul></ul><ul><ul><li>Doença cardiovascular </li></ul></ul><ul><ul><li>Antecedente familiar de diabetes </li></ul></ul><ul><ul><li>Diabetes gestacional prévio, macrossomia e abortos de repetição. </li></ul></ul><ul><li>Se resultado normal, repetir em 3 anos ou mais freqüentemente conforme avaliação </li></ul>
    10. 10. Definição de Diabetes Mellitus <ul><li>Hiperglicemia decorrente da deficiência de insulina </li></ul>Tipo 1 Tipo 2 deficiência absoluta de insulina deficiência relativa de insulina
    11. 11. Vias metabólicas da biossíntese de insulina (célula β ) <ul><li>Pré- pró- insulina (grande polipeptídio secretado no retículo endoplasmático rugoso) -> </li></ul><ul><li>pró-insulina ( se armazena no aparelho de golgi ) ->enzimas proteolíticas(exocitose) -> </li></ul><ul><li>insulina + peptídio C </li></ul>
    12. 12. Mecanismo proposto para a ação da glicose sobre a secreção de insulina pela célula ß
    13. 13. Cinética da secreção de insulina pela célula ß, em resposta ao estímulo constante da glicose
    14. 14. 800 6 Secreção de insulina em indivíduos normais e portadores de DM2 Secreção de Insulina (pmol/min) Tempo (horas) 10 14 18 22 2 6 700 600 500 400 300 200 100 Normal Diabetes tipo 2 Adaptado de Polonsky KS. N Engl J Med 1996; 334: 777 Refeição Refeição Refeição
    15. 15. Valores de glicose plasmática para diagnóstico de diabetes mellitus e seus estágios pré- clínicos Glicemia (mg/dl) *Necessita confirmação OMS, 1999 _ _ _ _ >200* Com sintomas > 200 >126* Diabetes >140 e <200 <126 Tolerância à glicosediminuída >110 e <126 Glicemia de jejum alterada <140 < 110 Normal Casual 2h após 75g de glicose Jejum (8h) Categorias
    16. 16. Diabetes mellitus <ul><li>O diabetes mellitus é um grupo de doenças metabólicas, com etiologias diversas, caracterizado por hiperglicemia, que resulta de uma deficiente secreção de insulina pelas células ß, resistência periférica à ação da insulina, ou ambas. </li></ul>
    17. 17. Classificação etiológica do diabetes mellitus . <ul><li>I. Diabetes tipo 1 </li></ul><ul><li>destruição das células beta, usualmente levando à deficiência completa de insulina </li></ul><ul><li>A. auto-imune, tipo 1A : ICA,AAI e GAD </li></ul><ul><li>B. idiopática, tipo 1B </li></ul><ul><li>II. Diabetes tipo 2 </li></ul><ul><li>Graus variados de diminuição de secreção e resistência à insulina </li></ul><ul><li>III. Outros tipos específicos </li></ul><ul><li>IV. Diabetes Gestacional </li></ul>
    18. 18. Classificação etiológica do diabetes mellitus <ul><li>Diabetes Gestacional </li></ul><ul><li>É definido como a tolerância diminuída aos carboidratos, de grau variados de intensidade ,diagnosticado pela primeira vez durante a gestação, podendo ou não persistir após o parto. </li></ul>
    19. 19. ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS <ul><li>Paciente com Diabetes Mellitus tipo 1 possuem anticorpos que causam especificamente a morte das células beta. </li></ul><ul><li>Auto anticorpos antiilhotas ( ICA ) </li></ul><ul><li>Auto anticorpos antiinsulina ( AAI ) </li></ul><ul><li>Anticorpos antiproteínas 64 KD da ilhota – essa proteína foi identificado como uma enzima, a desidrogenase do ácido glutâmico ( GAD ) </li></ul><ul><li>Antitirosina-fosfatase(IA2 e IA2B) </li></ul>
    20. 20. MÉTODOS LABORATORIAS ÚTEIS NA CLASSIFICAÇÃO DO TIPO DE DIABETES <ul><li>Medidas dos auto-anticorpos </li></ul><ul><li>-anticorpo anti-ilhotas=ICA </li></ul><ul><li>-anticorpo anti-insulina=IAA </li></ul><ul><li>-anti-desidrogenase do ácido glutâmico(GAD) </li></ul><ul><li>Avaliação da reserva pancreática de insulina </li></ul><ul><li>-medida do peptídio C </li></ul><ul><li>-medida da insulina após estímulo da glicose </li></ul>
    21. 21. Classificação etiológica do diabetes mellitus <ul><li>III. Outros tipos específicos </li></ul><ul><li>A. Defeitos genéticos da função da célula ß(Mody 1, 2.....6) B. Defeitos genéticos da ação da insulina (leprechaunismo, etc) </li></ul><ul><li>C. Doenças do pâncreas exócrino(pancreatite,traumas,etc,) </li></ul><ul><li>D. Endocrinopatias (acromegalia,síndrome de Cushing,etc) </li></ul><ul><li>E. Indução por drogas ou produtos químicos (diazóxido,ác.nicotínico, pentamidina, etc) </li></ul><ul><li>F. Infecções(rubéola congênita,citomegalovirus,etc) </li></ul><ul><li>G. Formas incomuns de diabetes imuno mediado( anticorpo-anti-receptor de insulina, outras </li></ul><ul><li>H. Outras síndromes genéticas associadas ao diabetes(Síndrome de Down,Klinelfelter,Turner,outras) </li></ul>
    22. 22. Diagnóstico clínico do DM Sintomas clássicos Poliúria Polidipsia Polifagia Perda não explicada de peso
    23. 23. Interpretação de exames: exames de controle glicemia pós-prandial Hemoglobina glicada
    24. 24. Glicemia pós prandial (exame de controle ) Glicemia de 1,5h a 2h após uma refeição habitual Bom controle <140mg/dl Controle razoável ≥140mg/dl Mau controle ≥160mg/dl
    25. 25. Aspectos clínicos e laboratoriais da HEMOGLOBINA GLICADA(A1C) <ul><li>Conceito: Reação irreversível entre a glicose sanguínea e a hemoglobina normal do adulto, hemoglobina A(HbA- A1C) </li></ul>
    26. 26. Utilidade clínicas dos testes A1C <ul><li>Avaliação do nível de controle glicêmico e da eficácia do tratamento </li></ul><ul><li>Reflete a glicemia de 2 a 3 meses anteriores à data de realização do teste </li></ul>
    27. 27. Hemoglobina glicada <ul><li>Níveis recomendados de A1c </li></ul>até 8% ou mais Idosos fragilizados, pessoas com baixa esperança de vida <6% Gestantes Até 8% Faixa pré-puberal < 8,5% Faixa puberal < 7% Fase final da puberdade <7 % Adultos
    28. 28. Objetivos glicêmicos e da hemoglobina glicada por idade * * Método laboratorial:cromotografia líquida de alta eficiência(CLAE) ou rastreável Método não rastreáve a meta é de um limite máximo de 1% acima do valor máximo normal para cada método
    29. 29. Correlação entre os níveis de hemoglobina glicada e os níveis médios de glicemia dos 2-3 meses anterioresa aos testes
    30. 31. Restrições do método e interferências analíticas
    31. 32. Interpretação de exames: Diagnóstico de Dislipidemias
    32. 35. CLASSIFICAÇÃO DAS LIPOPROTEÍNAS : <ul><li>Quilomicron ( Qm ) </li></ul><ul><li>Lipoproteína de muita e baixa densidade ( VLDL ) </li></ul><ul><li>Lipoproteína de densidade intermediária ( IDL ) </li></ul><ul><li>Lipoproteína de baixa densidade ( LDL ) </li></ul><ul><li>Lipoproteína de alta densidade ( HDL ) </li></ul>
    33. 36. Avaliação Laboratorial das Dislipidemias <ul><li>O perfil lipídico é definido pela determinação do: </li></ul><ul><li>CT </li></ul><ul><li>HDL-C </li></ul><ul><li>TG </li></ul><ul><li>LDL-C </li></ul><ul><li>Fórmula de Friedewald: LDL-C=CT-HDL-C-TG/5 </li></ul><ul><li>(Válida se TG < 400mg/dl) </li></ul>
    34. 38. DISLIPIDEMIAS APRESENTAÇÃO LABORATORIAL - QUATRO <ul><li>Hipercolesterolemia isolada ( CT e ou LDL-C  ) </li></ul><ul><li>Hipertrigliceridemia isolada ( TG  ) </li></ul><ul><li>Hiperlipidemia mista ( CT  e TG  ) </li></ul><ul><li>Diminuição isolada do HDL-C ou associada a aumento dos TG ou do LDL-C </li></ul>
    35. 39. VALORES DE REFERÊNCIAS – PARA INDIVÍDUOS COM > 20 ANOS DE IDADE ( MG/DL) <ul><li>Nível Ótimo Desejável Limítrofe Alto </li></ul><ul><li>Colesterol < 200 200-239* > 240 </li></ul><ul><li>Triglicerídio < 150 150-199 =ou >200 </li></ul><ul><li>HDL-C > 40 > 60** </li></ul><ul><li>LDL-C < 100 100-129 130-159* > 160 </li></ul><ul><li>* Considerado alto quando associado a 2 ou mais fatores de risco. </li></ul><ul><li>** Considerado como fator de risco negativo, ou seja, subtrair-se um fator na avaliação do risco coronário. </li></ul>
    36. 40. Novos marcadores laboratoriais do risco cardiovascular <ul><li>Dosagem da hemocisteína, lipoproteina(a)- Lp(a)e fatores hemostáticos(fibrinogênio), não é recomendada de modo rotineira </li></ul><ul><li>Proteína C reativa de alta sensibilidade ( PCR-as) - níveis alto (acima do 3° percentil e colesterol aumentam significantemente os riscos de DCV e AVC </li></ul>
    37. 41. CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICO DAS DISLIPIDEMIAS: <ul><li>Primária – causa genética </li></ul><ul><li>Secundária – causada por outras doenças ou uso de medicações </li></ul>
    38. 42. Dislipidemias secundárias ___ ___  Anabolizantes ___   Corticosteróides   ___ Beta- bloqueador   ___ Diuréticos     Obesidade   Normal ou levemente   a  Icterícia Obstrutiva   IRC   S. Nefrótica  ou    Hipotireoidismo   ___ D. Melitos HDL Triglicérides Colesterol Causa
    39. 43. Fatores de risco para a aterosclerose que modificam as metas de LDL-C: <ul><li>Fumo. </li></ul><ul><li>Hipertensão arterial sistêmica ( PA ≥ 140/90 mmHg ). </li></ul><ul><li>HDL-C* < 40 mg/dL. </li></ul><ul><li>Diabetes melito ( diabéticos são considerados portadores de aterosclerose). </li></ul><ul><li>Idade ( homens ≥ 45 anos e mulheres ≥ 55 anos. </li></ul><ul><li>Histórico familiar precoce de aterosclerose ( parentes de 1° grau: homens < 55 anos e mulheres < 65 anos ). </li></ul><ul><li>* HDL-C > 60mg/dL é considerado um fator protetor, devendo ser subtraído um fator de risco da soma. </li></ul>
    40. 44. A redução do colesterol afeta a história natural da doença. FIM

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