Perspectiva sócio-histórica

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Material utilizado na formação de educadores do projeto Tô no Rumo. Apresenta as principais linhas de pensamento sobre escolha profissional: a liberal, a crítica e a sócio-histórica e como esta última orienta a perspectiva do projeto Tô no Rumo.

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Perspectiva sócio-histórica

  1. 1. ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL NA PERSPECTIVA SÓCIO HISTÓRICA
  2. 2. Liberdade de escolha Igualdade de oportunidade Individualidade Visão tradicional de orientação profissional PERFIL OCUPACIONAL • Interesses • Aptidões • Personalidades PERFIL PESSOAL • Interesses • Aptidões • Personalidades ENCAIXE Indivíduo pode tudo – a realidade é apenas um obstáculo –
  3. 3. Perspectiva crítica • Questiona os postulados da perspectiva liberal: • Não existe liberdade de escolha • Não existe igualdade de oportunidade • Não existe esta individualidade • Denuncia a ação ideológica da orientação vocacional tradicional • Dissimulação da realidade • Manutenção da realidade social • Culpabilização do indivíduo pelo seu “insucesso” • Ajusta o indivíduo à estrutura ocupacional • Crítica o modelo dos perfis pela visão estática e mecanicista de mundo e de indivíduo
  4. 4. Perspectiva crítica O que fazer? Mudar o eixo de escolha para o trabalho Libertar a liberdade de decidir Postulado: O indivíduo não pode nada. Ele é reflexo da estrutura social. Escolher profissão é uma abstração.
  5. 5. Limites da perspectiva liberal e da perspectiva crítica • Ambas operam uma dicotomia entre sujeito e sociedade, objetividade e subjetividade • A vida social – na qual estão os determinantes importantes das escolhas profissionais – como a ideologia dominante, as formas de trabalho, o funcionamento do mercado, o papel da educação, os valores, os grupos de pertencimento, não é algo externo ao indivíduo. • O sujeito escolhe e essa escolha é um momento de seu processo pessoal de construção de sentidos.
  6. 6. Limites da perspectiva liberal e da perspectiva crítica • Essa construção utiliza como recurso/matéria prima não só a irredutível existência singular dos sujeitos, suas experiências e os afetos que dedica a cada momento vivido, mas o conjunto de significações e de formas de relacionamento e produção social em que acontecem e que circunscrevem as experiências vividas pelo sujeito. • O sujeito escolhe e, para compreender o seu processo de escolha, é preciso estudar seu movimento pessoal (seus sentidos) e o conjunto de significações e condições objetivas e sociais no qual está inserido.
  7. 7. Perspectiva Sócio Histórica Considera que: 1- Não existe natureza humana: A ideia de natureza humana coloca o homem com um ser potencial que se realizará na cultura, ele teria uma essência que precisa ser desabrochada, desenvolvida ou atualizada. 2 – Existe condição humana: As condições biológicas hereditárias do homem são a sustentação de um desenvolvimento sócio histórico, que lhe imprimirá possibilidades, habilidades, aptidões, valores e tendências historicamente conquistadas pela humanidade e que se encontram condensadas nas formas culturais desenvolvidas pelos homens em sociedade. 3 – O homem é ativo, social e histórico – É através do trabalho que o ser humano mostra-se ativo, ao buscar sua sobrevivência. Ele faz isto com outros seres humanos, o que lhe dá a característica social. 4 - O homem é criado pelo próprio homem - No conjunto de relações sociais, mediadas pela linguagem, o indivíduo vai desenvolvendo sua consciência. Com o desenvolvimento da consciência, o homem sabe seu mundo, sabe-se no mundo, antecede as coisas do seu mundo, partilha-as com os outros, troca, constrói e reproduz significados.
  8. 8. Perspectiva sócio-histórica Determinismo total Escolha total O indivíduo detém alguma possibilidade de interferir em sua trajetória • Individuação e socialização • Condições objetivas de subsistência e lógicas de ação dos indivíduos e dos grupos de ação
  9. 9. Desdobramentos para a orientação profissional o O questionamento do conceito de vocação, tanto religioso quanto biológico; o A forma como se compreende aproximação do indivíduo com as profissões: • Questiona-se o modelo de perfis • O indivíduo se aproxima ou se distancia das profissões em função do que vive e viveu, de suas experiências com a profissão ou ocupação. o Não se realizam diagnósticos e prognósticos o Não se “treina” a realização de escolhas.
  10. 10. Desdobramentos para a orientação profissional o Entende que a escolha profissional envolve: conflito, perda, risco e coragem. o Definição: conjunto de intervenções que visam a apropriação (por parte do sujeito) dos determinantes das escolha. Tais determinantes é que levam à compreensão das decisões a serem tomadas e possibilitam a elaboração de projetos. o Entende que uma boa escolha é aquela que consegue dar conta (reflexão) do maior número de determinações para, a partir delas, construir esboços de projetos de vida profissional e pessoal. o O termo projeto é utilizado para firmar a possibilidade da transformação / mudança da pessoa e também de toda a sociedade na qual ela está inserida.

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