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A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo

A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo - Administração UESC 2014 Anderson Cássio de Oliveira

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A ORGANIZAÇÃO COMO CONTEXTO SOCIAL E
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO
Disciplina: Psicologia Organizacional
Docentes: Anderson Cássio
Anderson Luiz
Iarim Maia Rocha
Narjara Rita Sampaio
A ORGANIZAÇÃO COMO
CONTEXTO SOCIAL E
DESENVOLVIMENTO
COGNITIVO.
Existem duas correntes da
Psicologia que estudam a
aprendizagem.
A corrente “Behaviorista” que coloca a mudança de comportamento
(R) como produto da interação do indivíduo e o ambiente (E).
E a abordagem cognitivista na qual o comportamento muda
(R) conforme o resultado da interação com o ambiente(E),
mas a interação antes de mudar o comportamento resulta em um
processo mental ou na aquisição de competências (O).
Assim na interação com o ambiente (E) o indivíduo aprende algo
(O) que vai ser evidenciado no futuro por meio de uma mudança
no comportamento (R) e tem seu esquema reprentado por:
Jean Piaget (1896-1980) foi um dos investigadores mais
influentes do séc. 20 na área da psicologia do
desenvolvimento. Piaget acreditava que o que distingue o ser
humano dos outros animais é a sua capacidade de ter um
pensamento simbólico e abstrato.
Teorias de Piaget e Vygostsky
• Piaget acreditava que a maturação biológica estabelece as pré-condições para o
desenvolvimento cognitivo. As mudanças mais significativas são mudanças
qualitativas (em género) e não qualitativas (em quantidade).
Existem 2 aspectos principais nesta teoria:
1. O processo de conhecer
2. Os estádios/ etapas pelos quais nós passamos à medida que adquirimos essa
habilidade.
A formação de Piaget como biólogo influenciou ambos os aspectos desta teoria.
• Como biólogo, Piaget estava interessado em como é que um organismo se
adapta ao seu ambiente (ele descreveu esta capacidade como inteligência)
• O comportamento é controlado através de organizações mentais denominadas
“esquemas”, que o indivíduo utiliza para representar o mundo e para designar
as ações.
Piaget descreveu 2 processos utilizados pelo sujeito na sua tentativa de adaptação:
• Assimilação
• Acomodação
Estes 2 processos são utilizados ao longo da vida à medida que a pessoa se vai
progressivamente adaptando ao ambiente de uma forma mais complexa.
• Assimilação: moldar novas informações para encaixar nos esquemas existentes.
• Acomodação: mudança nos esquemas existentes pela alteração de antigas
formas de pensar ou agir.
A perspectiva de Piaget é frequentemente comparada com a de Lev Vygotsky
(1896-1934), que olhou mais para a interação social como fonte primária da
cognição e do comportamento

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A organização como contexto social e desenvolvimento cognitivo

  • 1. A ORGANIZAÇÃO COMO CONTEXTO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO COGNITIVO Disciplina: Psicologia Organizacional Docentes: Anderson Cássio Anderson Luiz Iarim Maia Rocha Narjara Rita Sampaio
  • 2. A ORGANIZAÇÃO COMO CONTEXTO SOCIAL E DESENVOLVIMENTO COGNITIVO. Existem duas correntes da Psicologia que estudam a aprendizagem.
  • 3. A corrente “Behaviorista” que coloca a mudança de comportamento (R) como produto da interação do indivíduo e o ambiente (E). E a abordagem cognitivista na qual o comportamento muda (R) conforme o resultado da interação com o ambiente(E), mas a interação antes de mudar o comportamento resulta em um processo mental ou na aquisição de competências (O). Assim na interação com o ambiente (E) o indivíduo aprende algo (O) que vai ser evidenciado no futuro por meio de uma mudança no comportamento (R) e tem seu esquema reprentado por:
  • 4. Jean Piaget (1896-1980) foi um dos investigadores mais influentes do séc. 20 na área da psicologia do desenvolvimento. Piaget acreditava que o que distingue o ser humano dos outros animais é a sua capacidade de ter um pensamento simbólico e abstrato. Teorias de Piaget e Vygostsky
  • 5. • Piaget acreditava que a maturação biológica estabelece as pré-condições para o desenvolvimento cognitivo. As mudanças mais significativas são mudanças qualitativas (em género) e não qualitativas (em quantidade). Existem 2 aspectos principais nesta teoria: 1. O processo de conhecer 2. Os estádios/ etapas pelos quais nós passamos à medida que adquirimos essa habilidade. A formação de Piaget como biólogo influenciou ambos os aspectos desta teoria. • Como biólogo, Piaget estava interessado em como é que um organismo se adapta ao seu ambiente (ele descreveu esta capacidade como inteligência) • O comportamento é controlado através de organizações mentais denominadas “esquemas”, que o indivíduo utiliza para representar o mundo e para designar as ações.
  • 6. Piaget descreveu 2 processos utilizados pelo sujeito na sua tentativa de adaptação: • Assimilação • Acomodação Estes 2 processos são utilizados ao longo da vida à medida que a pessoa se vai progressivamente adaptando ao ambiente de uma forma mais complexa. • Assimilação: moldar novas informações para encaixar nos esquemas existentes. • Acomodação: mudança nos esquemas existentes pela alteração de antigas formas de pensar ou agir. A perspectiva de Piaget é frequentemente comparada com a de Lev Vygotsky (1896-1934), que olhou mais para a interação social como fonte primária da cognição e do comportamento
  • 7. Vygotsky abordou o desenvolvimento cognitivo por um processo de orientação. Em vez de olhar para o final do processo de desenvolvimento, ele debruçou-se sobre o processo em si e analisou a participação do sujeito nas atividades sociais. • Ele propôs que o desenvolvimento não precede a socialização. Ao invés, as estruturas sociais e as relações sociais levam ao desenvolvimento das funções mentais. • O processo básico pelo qual isto ocorre é a mediação (a ligação entre duas estruturas, uma social e uma pessoalmente construída, através de instrumentos ou sinais). Quando os signos culturais vão sendo internalizados pelo sujeito é quando os humanos adquirem a capacidade de uma ordem de pensamento mais elevada. Segundo Vygotsky: 1. O desenvolvimento não pode ser separado do contexto social 2. A cultura afeta a forma como pensamos e o que pensamos 3. Cada cultura tem o seu próprio impacto 4. O conhecimento depende da experiência social
  • 8. A cognição designa os processos de conhecimento que envolvem a aquisição , organização (do verbo organizar) e uso do conhecimento (Bastos et al., 2004) Para analisar e compreender uma ação humana ou mesmo uma organização sob o enfoque da abordagem cognitivista é preciso que: 1) A ação humana tenha um foco de estudo privilegiado e não único , analisando o indivíduo e seu contexto social, cultural e simbólico; 2) O comportamento humano é processo e fluxo diferente dos movimentos observáveis; 3) A ação humana é uma unidade que integra prática, significado pessoais e culturais, emoção e afeto; 4) E a compreensão do comportamento envolve a busca da história do indivíduo , suas experiências, além das forças que fizeram emergir e manter o comportamento
  • 9. A melhor definição para cognição é uma perspectiva geral de como entender, analisar e compreender processos humanos individuais e coletivos (Bastos et al,. 2004) A partir disso, a abordagem cognitiva se aproxima dos estudos organizacionais, uma vez que pode responder às questões relacionadas ao ser humano quando ele se encontra no ambiente organizacional e assim questões relacionadas as emoções, afetos sentimentos, personalidade, valores, atitudes , percepção e motivação, além de tomada de decisões, podem ser analisadas pela teoria congnitiva. Exemplo: Emoções nas organizações de trabalho que ultimamente tem sido cada vez mais, alvo de pesquisas cognitivas. A crença que a racionalização e a emoção são antagônicas diminui. Segundo Gondim e Silva (2004) as emoções são processos de múltiplos componentes cognitivos, motivacionais, comportamentais e fisiológicos e cada vez mais devem ser percebidas como a origem e o resultado de interações sociais e influências ambientais.
  • 10. Normalmente , as emoções não podem transparecer no ambiente organizacional, assim sendo, somos ensinados a não chorar no ambiente de trabalho, a não nos iramos na frente das pessoas e não sermos muitos emotivos, pois com isso seremos pouco racionais, isso porque as emoções estão relacionadas como uma fraqueza humana, sendo este pensamento incorreto Infelizmente são poucas as empresas que abrem espaço para espontaneidade e a criatividade de seus colaboradores, que investem em redes de apoio social, para a impulsividade e variabilidade sob o risco de se não fizerem assim, perderem sua capacidade de reação as mudanças que exigem rapidez para se adaptar. Um exemplo desse erro ético é como é abordagem feita quando recebemos um telefonema de telemarketing. Sabemos que os profissionais dessa área não falam com espontaneidade. A falta de espontaneidade e o excesso de leitura de respostas prontas e obrigatórias, provocam por vezes raiva que acaba descarregando no atendente. Mas sabemos que essa falta de espontaneidade e o excesso de leitura ocorrem não por que querem, mas pela excesso de supervisão sobre eles, para falarem de acordo o que está escrito na tela, treinados como máquinas de leituras ,sem emoções e sentimentos. Não exercendo assim o potencial que possuem e contribuindo para o sofrimento muitos deles.
  • 11. Os gestores das organizações realizam um discurso que não condiz com a prática e essa situação tem evocado sentimentos negativos nos trabalhadores com as desconfiança de acreditar que o discurso está contraditório e a frustração e a revolta de não realizar a prática e o discurso teórico. Gestão e Liderança O tipo de liderança exercido pelo gestor determinará o clima psicológico na organização. A liderança éum fenômeno grupal. Assim sendo não depende apenas do indivíduo. Seu desempenho varia conforme a personalidade, o grupo e seu contexto (MOSCOVICI 2002a)
  • 16. TEORIA DE APRENDIZAGEM SOCIAL Entende-se que as pessoas aprendem com seus pares, observando e ouvindo o que acontece. Nesse caso, os modelos são seguidos a partir deles que há aprendizado social. Assim, os indivíduos geralmente copiam comportamentos que avaliam ter consequências positivas. Por exemplo: Um trabalhador percebe que seu colega de trabalho sempre é elogiado pelo supervisor quando limpa sua mesa de trabalho, mesmo que a papelada esteja toda escondida dentro do armário. Assim, esse trabalhador pode passar a manter sua mesa arrumada, para ganhar um elogio do chefe. De acordo com Bastos at al.(2004)para os cognitivistas a aprendizagem envolve a aquisição e retenção desconhecimento, sua generalização e transferência. Essa transferência é feita quando a mudança no indivíduo acontece em uma situação diferente daquela que ocasionou a aquisição e pode ocorrer de forma lateral(quando os desempenhos não foram aprendidos, mas são semelhantes) ou vertical(permite aprendizagem de capacidade mais complexa a partir de capacidades mais simples). Como aprendizagem ocorre tanto no ambiente organizacional, quanto fora dele, Robbins(2006) sugere a utilização de modelagem de comportamentos como forma de moldar a aprendizagem do indivíduo para que este apresente comportamento adequado.
  • 17. CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS SOCIAIS (SEGUNDO TIPOS DE RELACIONAMENTO) • Primários ou secundários –Aqueles que os membros tem um relacionamento interpessoal (grupo familiar e grupo de amigos) • Formais ou informais – São formados pela estrutura da organização (grupos de trabalho com objetivos); • Homogêneos e heterogêneos- Homogêneos compartilham algo em comum, como idade, nível socioeconômico e grau de escolaridade. Heterogêneos são as variações nas dimensões em questão; • Interativos e nominais – Interativos quando interagem entre si e nominais quando interagem de forma indireta; • Permanentes ou temporários – Permanente é um trabalho contínuo a ser feito, porém alguns projetos ou tarefas nas organização exigem grupos temporários. (Bowditch;Buono 2004)
  • 18. OS PAPÉIS SOCIAIS E AS ORGANIZAÇÕES • Em nossa vida desempenhamos vários papéis sociais. Quando estamos com nossos pais desempenhamos o papel de filhos; quando estamos com nossos filhos, desempenhamos o papel de pais; quando estamos no trabalho desempenhamos o papel de profissional, quando estamos com amigos , o papel de amigos, quando com os cônjuges desempenhamos o papel de marido e esposa. Assim desempenhamos vários papéis sociais nos diferentes grupos nos quais fazemos parte. Algumas organizações utilizam este conhecimento entre o vínculo afetivo e a motivação e costumam comparar-se a uma família. Nós somos uma família, a família X (nome da empresa). Fazendo isso, essas organizações evocam o vínculo afetivo com as pessoas buscando mais motivação e produtividade. Nosso comportamento é o resultado da personalidade somada a variáveis externas. Algumas dessas variáveis são padrões e normas fornecidos, as demandas solicitadas, as expectativas daquele a quem temos vínculo emocional, os critérios de avaliação informados previamente, as recompensas que estimulam e as punições que desencorajam. Assim buscamos satisfazer as expectativas, planos e esperanças daqueles que, para nós, são emocionalmente importantes, lembrando que quanto maior vínculo afetivo existente com a pessoa, maior também a satisfação para satisfazer suas expectativas (Moscovici,2002a)
  • 19. NÍVEL DE GRUPO O que é um grupo ? Por que as pessoas se unem em grupos ? Qual influência deles no grupo e no nosso comportamento ? Como o grupo exerce poder sobre seus membros ? Kurt Lewin, após inúmeras pesquisas realizadas afirma que o comportamento depende da interdependência entre o indivíduo e o meio. Para ele existe uma interação entre o indivíduo e seu meio ambiente que precisa ser levado em consideração. Grupo, segundo Robbins(2006) são dois ou mais indivíduos, interdependentes e interativos que se reúnem visando à obtenção de um determinado objetivo. Quanto maior o grau de coesão em um grupo, maior também será a influência do grupo no comportamento de seus membros. Coesão é o grau em que as pessoas são atraídas para permanecer como grupo. Está relacionada diretamente a produtividade, e esta relação depende das normas de desempenho do grupo, ou seja, um grupo com normas de desempenho elevadas, vai ser mais produtivo quando a coesão for maior. Porém coesão grande com normas de desempenho fracas, o resultado é baixa produtividade
  • 20. FORÇAS SOCIAIS Precisamos entender os motivos pelos quais as pessoas se unem em grupos, seus componentes, seu funcionamento e seu desempenho. Analisando a dinâmica do grupo podemos ver como algumas forças contribuem para o desenvolvimento do grupo, enquanto outros caminhos para o seu retrocesso (Moscovici 2002ª) Moscovici(2002) identifica essas forças como objetivos, motivação, comunicação, processo decisório, relacionamento, liderança e inovação. • Objetivos – Busca identificar se há um objetivo comum aos membros do grupo. Quanto mais claro o objetivo mais aceito ele se torna. • Motivação –Investiga-se o nível de interesse e entusiasmo para realizar as atividades do grupo e a energia que cada um disponibiliza pra o grupo • Comunicação – Investigam-se as modalidades mais utilizadas pelo grupo, se todos podem falar livremente ou existem receios, se falam com espontaneidade ou com cautela. Se as mensagens são distorcidas e se há feedback aberto e direto.
  • 21. • Processo Decisório - Verifica-se como as decisões são tomadas com relação a frequência com que as decisões unilaterais são impostas, o número de votações nas quais a maioria coloca a sua vontade quando as decisões ocorrem por consenso, respeitando a todos. • Relacionamento – Verifica-se se existe harmonia e cooperação nas relações entre pessoas; se as relações harmoniosas são somente aparentes ou se realmente há integração de esforços para contribuir com a coesão do grupo. • Liderança – Verifica-se como, quem e em que ciscunstâncias a exerce, identificando os estilos mais utilizados, a relação entre os líderes e os liderados e como o poder é distribuído no grupo • Inovaçao – Analizam-se as atividades do grupo, verificando se elas são caracterizadas por uma rotina, investigam-se como as novas idéias e sugestões de mudança são recebidas pelo grupo e até que ponto a criatividade é estimulada e exercida. • Segundo Moscovici (2002), com essa ação investigatória, você poderá ter uma visão ampla do grupo e de seus componentes.
  • 24. Teoria Cognitivista • Propõe levar em consideração o que se “passa na cabeça” do organismo que se comporta. Segundo a Teoria Cognitivista, não há um estabelecimento automático de conexões estímulo-resposta, o indivíduo antevê consequências de seu comportamento porque adquiriu e elaborou informações. Assim, escolhemos por meio da percepção, pensamento e raciocínio, os valores e crenças, as opiniões e as expectativas que regularão a conduta para uma meta almejada. • Teoria cognitivas reconhecem que o comportamento e seu resultado dependerão tanto das escolhas conscientes do indivíduo, como dos acontecimentos do meio sobre os quais ele não tem controle e que atuam sobre ele. • O que o cognitismo nega é que o efeito dos estímulos sobre o comportamento seja automático(como quer o behaviorismo).
  • 25. FIM