UNIVILLE
           Mestrado em Educação
    Políticas Públicas na Educação
      Professora Rosânia Campos
              Aluna Juliana Rossi




Cidadania no Brasil:
       O longo caminho
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo
  caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.



• Depois da ditadura, a palavra cidadania
  entrou em voga. O fato da reconquista
  do direito de votação trouxe a falsa
  noção de liberdade, segurança,
  desenvolvimento, emprego, justiça social.
Os mecanismos políticos e agentes
 do sistema democrático perdem a
      confiança da população, pois
  continuam ou se agravam alguns
   problemas da sociedade,
                            como:
Problemas centrais da
 sociedade, como violência
 urbana, desemprego,
 analfabetismo;
 Má qualidade da educação;
 Oferta inadequada de serviços
 de saúde e saneamento;
 Grandes desigualdades
 sociais e econômicas
Direitos do cidadão

O exercício de certos direitos, como o
voto e a liberdade de pensamento
não geram outros como a segurança e
o emprego.
O voto

      O voto não garante a
   existência de governos
  atentos aos problemas
  básicos da população.
            A liberdade e a
  participação não levam à
   resolução de problemas
                    sociais.
Sujeito completo

• Direitos civis, políticos e sociais.
• Cidadão incompleto – só alguns direitos, e
  os não-cidadãos, não possuem nenhum
  direito.
Direitos Civis

Direitos fundamentais à vida, à liberdade,
à propriedade, à igualdade perante a lei.
Garantia de ir e vir, de escolher o trabalho,
       de manifestar o pensamento.

   São eles que garantem as relações
 civilizadas entre as pessoas e a própria
  existência da sociedade civil surgida
 com o desenvolvimento do capitalismo.
Direitos Políticos

Os direitos políticos têm como instituição
principal os partidos e um parlamento
 livre e representativo. São eles que
 conferem legitimidade à organização
          política da sociedade.
Direitos Sociais

 Se os direitos civis garantem a vida em
   sociedade e se os direitos políticos
 garantem a participação no governo da
sociedade, os direitos sociais garantem a
   participação na riqueza coletiva.
  Eles incluem o direito à educação, ao
  trabalho, ao salário justo, à saúde, à
              aposentadoria.
Direitos Civis na Inglaterra

Séc. XVIII na Inglaterra, direitos políticos no séc.
   XIX e depois direitos sociais no séc. XX.

  Educação popular: definida como direito social mas tem
sido historicamente um pré-requisito para a expansão dos
                                           outros direitos.

A ausência de uma população educada tem
     sido sempre um dos principais obstáculos à
              construção da cidadania civil e política.
Colonização: 1500-1822
• Os portugueses tinham construído um enorme
  país dotado de unidade territorial, linguística,
               cultural e religiosa.

• Mas tinham também deixado uma população
   analfabeta, uma sociedade escravocrata,
  uma economia monocultora e latifundiária,
           um Estado absolutista.
Escravidão
•   Fator mais negativo para a cidadania;
•   Os escravos começaram a ser importados na segunda metade do
    século XVI. Continuou 1850. Calcula-se que até 1822 tenham sido
    introduzidos na colônia cerca de 3 milhões de escravos;
•    A escravização de índios - praticada no início do período colonial,
    depois proibida pelas leis (jesuítas).
Escravidão

        Era tão grande a força da
       escravidão que os próprios
        libertos, embora lutassem
           pela própria liberdade e
                  repudiassem sua
       escravidão, uma vez livres,
              adquiriam escravos.

       A sociedade colonial era
      escravista de alto a baixo.
Escravidão
• Bloqueava o desenvolvimento das classes
  sociais e do mercado de trabalho,
  causava o crescimento exagerado do
  Estado.
Primeira República: 1889-1930
• Progresso da cidadania nesses períodos:
  abolição da escravatura. A abolição
  incorporou os ex-escravos aos direitos
  civis.
Revoltas
• Inconfidência Mineira (ideário iluminista, independência);
• Revolta dos Alfaiates (influência da Rev. Francesa, social e racial);
• Revolta em Pernambuco (influência maçônica, república
  independente).




                                              Tiradentes esquartejado
• Chegou-se ao fim do período colonial com
          a grande maioria da população
  excluída dos direitos civis e políticos e
      sem a existência de um sentido de
                          nacionalidade;
Independência: 1822
• Negociação entre a elite nacional, a coroa portuguesa e
  a Inglaterra, tendo como figura mediadora o príncipe D.
  Pedro.
Independência: 1822




 Grito do Ipiranga, Pedro Américo (1888).
Independência: 1822
• Graças à intermediação da Inglaterra,
  Portugal aceitou a independência do
  Brasil mediante o pagamento de uma
  indenização de 2 milhões de libras
  esterlinas;
• À época da independência, não havia
  cidadãos brasileiros, nem pátria
  brasileira.
Independência: 1822


• Apesar de constituir um avanço no que se
         refere aos direitos políticos, a
   independência, feita com a manutenção
     da escravidão, trazia em si grandes
        limitações aos direitos civis;
Constituição de 1881
• Câmara dos Deputados aprova lei que introduz o voto
    direto, eliminando o primeiro turno das eleições;

• Exclusão dos analfabetos. Somente 15% da população
                     era alfabetizada;

    • Com a lei de 1881, o Brasil caminhou para trás,
   perdendo a vantagem adquirida com a Constituição de
        1824. Regressão, ao contrário da Inglaterra.
Primeira República – 1889-1930

 O voto universal, inclusive feminino, já fora
 adotado pela maioria dos países europeus.
   No Brasil votaram 5,6% da população.

 Somente na eleição presidencial de 1945 é
  que compareceram às urnas 13,4% dos
   brasileiros, número ligeiramente
            superior ao de 1872.
Primeira República – 1889-1930
 • Dominada economicamente pelos
   estados de São Paulo e Minas Gerais,
   política do “café com leite”;
Coronelismo
     • Obstáculo à expansão da
          cidadania: propriedade
                            rural;
     • Norte, Nordeste e Centro-
    oeste do país, coronelismo.
    Grande proprietário e coronel
    político ainda agem como se
       estivessem acima da lei e
    mantém controle rígido sobre
              seus trabalhadores.
Movimento Operário
          Avanço nos direitos civis.
    Lutavam por direitos básicos, como o de
  organizar-se, de manifestar-se, de escolher o
            trabalho, de fazer greve.

Luta por uma legislação trabalhista que regulasse
 o horário de trabalho, o descanso semanal, as
  férias, e por direitos sociais como o seguro de
      acidentes de trabalho e aposentadoria.
Guerra do Paraguai (1864-1870)
 • Segundo o autor, foi o principal fator de
   produção de identidade brasileira;
 • Brasil lutou em aliança com a Argentina e
   o Uruguai.
O voto na Ditadura
• Durante os governos militares, o
  eleitorado cresceu;
• Em 1960, 18%                            da
  população votava;
• Em 86, 47%.

   O que significa ter direito ao voto, porém,
 outros direitos políticos e civis negados? O
         voto poderia ser visto como um direito
                                       político?
Brasil: “ame-o ou deixe-o”
• PIB – 13% de crescimento econômico –
  governo Médici;
• Milagre econômico;
• 184% de aumento de
mulheres nos empregos;
• Crescimento da
    Desigualdade;
•   Movimentos sindicais.
Cidadania no regime militar
• Criação do FGTS em 1966 (desemprego);




 • Direito do voto com o esvaziamento de
    seu sentido – expansão dos direitos
   sociais, porém restrição de direitos
              civis e políticos.
Abertura política
           • Começou em 1974,
     quando Geisel diminuiu as
        restrições a propaganda
     eleitoral, e em 1978, com a
        revogação do AI-5, o fim
     da censura prévia; a volta
          dos primeiros exilados
               políticos; crise do
                         petróleo.
Abertura Política
• O general pertencia ao grupo de oficiais
  ligados a Castelo Branco, 1º presidente
  militar. Esse grupo nunca pretendeu
  prolongar indefinidamente o controle militar
  do governo. Eram
  liberais conservadores,          embora
  mas não democráticos.

            Costa e Silva, Geisel e
                   Castelo Branco
Abertura Política
• Em 79, criaram-se novos partidos: Arena
   – PDS (Democrático Social), o MDB –
  PMDB. Os moderados do MDB reuniram-
  se em torno do Partido Popular (PP), que
    logo depois voltou a fundir-se com o
                  PMDB;

 • Criação do Partido dos Trabalhadores
              (PT), em 1980.
Abertura Política
• Em 1985, uma coalizão de forças da
  oposição e do partido do governo,
  PDS, levou a vitória do candidato
  oposicionista, Tancredo Neves, do
  PMDB. Ele morreu antes de assumir.
  Assumiu seu vice, José Sarney,
  antigo servidor dos militares.
   • Resistência ao governo militar: MDB,
     igreja católica, OAB, ABI (Associação
           Brasileira de Imprensa), e SBPC
   (Sociedade Brasileira para o Progresso
                               da Ciência).
Anos 70 e 80
• Movimentos sociais: despertar da consciência de
  direitos e serviram para o treinamento de lideranças politicas.

• Favelados;
• Associações de moradores e profissionais
  da classe média;
• Anos 80: + de 8 mil;
     •     Voltados para problemas concretos da vida cotidiana. A enorme
          expansão da população urbana causara grande deterioração nas
         condições de vida. As administrações municipais não conseguiam
           expandir os serviços na mesma rapidez e o que os movimentos
                                      pediam eram medidas elementares.
• Constituição de 88: salienta a liberdade
  de expressão, de imprensa e de
  organização;
• Ordinária de 1989 definiu os crimes
  resultantes de
  preconceito de
  cor ou raça;
MST
• incorporação à vida política
     de parcela importante da
 população, tradicionalmente
        excluída pela força do
        latifúndio. Milhares de
  trabalhadores rurais
 se organizaram
       e pressionam o
  governo em busca
        de terra para cultivar.
Depois de Sarney
• A democratização não resolveria
  automaticamente os problemas;

• Os políticos, os partidos, o Legislativo
  voltaram a transmitir a imagem de
  incapazes, quando não de corruptos e
  voltados unicamente para seus
  próprios interesses.
Collor

• Impeachment – impedido
   dentro da lei - avanço na
prática democrática. Deu aos
cidadãos a sensação inédita
   de que podiam exercer
  algum controle sobre os
        governantes.
Importância da educação
 • A educação é o fator que mais bem
explica o comportamento das pessoas
     no que se refere ao exercício dos
             direitos civis e políticos.

• As pessoas mais educadas
 têm mais conhecimento
                       de seus direitos.
• Os progressos feitos são inegáveis mas
  foram lentos e não escondem o longo
  caminho que ainda falta percorrer.

Cidadania no brasil juli

  • 1.
    UNIVILLE Mestrado em Educação Políticas Públicas na Educação Professora Rosânia Campos Aluna Juliana Rossi Cidadania no Brasil: O longo caminho
  • 2.
    CARVALHO, José Murilode. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. • Depois da ditadura, a palavra cidadania entrou em voga. O fato da reconquista do direito de votação trouxe a falsa noção de liberdade, segurança, desenvolvimento, emprego, justiça social.
  • 3.
    Os mecanismos políticose agentes do sistema democrático perdem a confiança da população, pois continuam ou se agravam alguns problemas da sociedade, como:
  • 4.
    Problemas centrais da sociedade, como violência urbana, desemprego, analfabetismo;  Má qualidade da educação;  Oferta inadequada de serviços de saúde e saneamento;  Grandes desigualdades sociais e econômicas
  • 5.
    Direitos do cidadão Oexercício de certos direitos, como o voto e a liberdade de pensamento não geram outros como a segurança e o emprego.
  • 6.
    O voto O voto não garante a existência de governos atentos aos problemas básicos da população. A liberdade e a participação não levam à resolução de problemas sociais.
  • 7.
    Sujeito completo • Direitoscivis, políticos e sociais. • Cidadão incompleto – só alguns direitos, e os não-cidadãos, não possuem nenhum direito.
  • 8.
    Direitos Civis Direitos fundamentaisà vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei. Garantia de ir e vir, de escolher o trabalho, de manifestar o pensamento. São eles que garantem as relações civilizadas entre as pessoas e a própria existência da sociedade civil surgida com o desenvolvimento do capitalismo.
  • 9.
    Direitos Políticos Os direitospolíticos têm como instituição principal os partidos e um parlamento livre e representativo. São eles que conferem legitimidade à organização política da sociedade.
  • 10.
    Direitos Sociais Seos direitos civis garantem a vida em sociedade e se os direitos políticos garantem a participação no governo da sociedade, os direitos sociais garantem a participação na riqueza coletiva. Eles incluem o direito à educação, ao trabalho, ao salário justo, à saúde, à aposentadoria.
  • 11.
    Direitos Civis naInglaterra Séc. XVIII na Inglaterra, direitos políticos no séc. XIX e depois direitos sociais no séc. XX. Educação popular: definida como direito social mas tem sido historicamente um pré-requisito para a expansão dos outros direitos. A ausência de uma população educada tem sido sempre um dos principais obstáculos à construção da cidadania civil e política.
  • 12.
    Colonização: 1500-1822 • Osportugueses tinham construído um enorme país dotado de unidade territorial, linguística, cultural e religiosa. • Mas tinham também deixado uma população analfabeta, uma sociedade escravocrata, uma economia monocultora e latifundiária, um Estado absolutista.
  • 13.
    Escravidão • Fator mais negativo para a cidadania; • Os escravos começaram a ser importados na segunda metade do século XVI. Continuou 1850. Calcula-se que até 1822 tenham sido introduzidos na colônia cerca de 3 milhões de escravos; • A escravização de índios - praticada no início do período colonial, depois proibida pelas leis (jesuítas).
  • 14.
    Escravidão Era tão grande a força da escravidão que os próprios libertos, embora lutassem pela própria liberdade e repudiassem sua escravidão, uma vez livres, adquiriam escravos. A sociedade colonial era escravista de alto a baixo.
  • 15.
    Escravidão • Bloqueava odesenvolvimento das classes sociais e do mercado de trabalho, causava o crescimento exagerado do Estado.
  • 16.
    Primeira República: 1889-1930 •Progresso da cidadania nesses períodos: abolição da escravatura. A abolição incorporou os ex-escravos aos direitos civis.
  • 17.
    Revoltas • Inconfidência Mineira(ideário iluminista, independência); • Revolta dos Alfaiates (influência da Rev. Francesa, social e racial); • Revolta em Pernambuco (influência maçônica, república independente). Tiradentes esquartejado
  • 18.
    • Chegou-se aofim do período colonial com a grande maioria da população excluída dos direitos civis e políticos e sem a existência de um sentido de nacionalidade;
  • 19.
    Independência: 1822 • Negociaçãoentre a elite nacional, a coroa portuguesa e a Inglaterra, tendo como figura mediadora o príncipe D. Pedro.
  • 20.
    Independência: 1822 Gritodo Ipiranga, Pedro Américo (1888).
  • 21.
    Independência: 1822 • Graçasà intermediação da Inglaterra, Portugal aceitou a independência do Brasil mediante o pagamento de uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas; • À época da independência, não havia cidadãos brasileiros, nem pátria brasileira.
  • 22.
    Independência: 1822 • Apesarde constituir um avanço no que se refere aos direitos políticos, a independência, feita com a manutenção da escravidão, trazia em si grandes limitações aos direitos civis;
  • 23.
    Constituição de 1881 •Câmara dos Deputados aprova lei que introduz o voto direto, eliminando o primeiro turno das eleições; • Exclusão dos analfabetos. Somente 15% da população era alfabetizada; • Com a lei de 1881, o Brasil caminhou para trás, perdendo a vantagem adquirida com a Constituição de 1824. Regressão, ao contrário da Inglaterra.
  • 24.
    Primeira República –1889-1930 O voto universal, inclusive feminino, já fora adotado pela maioria dos países europeus. No Brasil votaram 5,6% da população. Somente na eleição presidencial de 1945 é que compareceram às urnas 13,4% dos brasileiros, número ligeiramente superior ao de 1872.
  • 25.
    Primeira República –1889-1930 • Dominada economicamente pelos estados de São Paulo e Minas Gerais, política do “café com leite”;
  • 26.
    Coronelismo • Obstáculo à expansão da cidadania: propriedade rural; • Norte, Nordeste e Centro- oeste do país, coronelismo. Grande proprietário e coronel político ainda agem como se estivessem acima da lei e mantém controle rígido sobre seus trabalhadores.
  • 27.
    Movimento Operário Avanço nos direitos civis. Lutavam por direitos básicos, como o de organizar-se, de manifestar-se, de escolher o trabalho, de fazer greve. Luta por uma legislação trabalhista que regulasse o horário de trabalho, o descanso semanal, as férias, e por direitos sociais como o seguro de acidentes de trabalho e aposentadoria.
  • 28.
    Guerra do Paraguai(1864-1870) • Segundo o autor, foi o principal fator de produção de identidade brasileira; • Brasil lutou em aliança com a Argentina e o Uruguai.
  • 29.
    O voto naDitadura • Durante os governos militares, o eleitorado cresceu; • Em 1960, 18% da população votava; • Em 86, 47%. O que significa ter direito ao voto, porém, outros direitos políticos e civis negados? O voto poderia ser visto como um direito político?
  • 30.
    Brasil: “ame-o oudeixe-o” • PIB – 13% de crescimento econômico – governo Médici; • Milagre econômico; • 184% de aumento de mulheres nos empregos; • Crescimento da Desigualdade; • Movimentos sindicais.
  • 31.
    Cidadania no regimemilitar • Criação do FGTS em 1966 (desemprego); • Direito do voto com o esvaziamento de seu sentido – expansão dos direitos sociais, porém restrição de direitos civis e políticos.
  • 32.
    Abertura política • Começou em 1974, quando Geisel diminuiu as restrições a propaganda eleitoral, e em 1978, com a revogação do AI-5, o fim da censura prévia; a volta dos primeiros exilados políticos; crise do petróleo.
  • 33.
    Abertura Política • Ogeneral pertencia ao grupo de oficiais ligados a Castelo Branco, 1º presidente militar. Esse grupo nunca pretendeu prolongar indefinidamente o controle militar do governo. Eram liberais conservadores, embora mas não democráticos. Costa e Silva, Geisel e Castelo Branco
  • 34.
    Abertura Política • Em79, criaram-se novos partidos: Arena – PDS (Democrático Social), o MDB – PMDB. Os moderados do MDB reuniram- se em torno do Partido Popular (PP), que logo depois voltou a fundir-se com o PMDB; • Criação do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1980.
  • 35.
    Abertura Política • Em1985, uma coalizão de forças da oposição e do partido do governo, PDS, levou a vitória do candidato oposicionista, Tancredo Neves, do PMDB. Ele morreu antes de assumir. Assumiu seu vice, José Sarney, antigo servidor dos militares. • Resistência ao governo militar: MDB, igreja católica, OAB, ABI (Associação Brasileira de Imprensa), e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
  • 36.
    Anos 70 e80 • Movimentos sociais: despertar da consciência de direitos e serviram para o treinamento de lideranças politicas. • Favelados; • Associações de moradores e profissionais da classe média; • Anos 80: + de 8 mil; • Voltados para problemas concretos da vida cotidiana. A enorme expansão da população urbana causara grande deterioração nas condições de vida. As administrações municipais não conseguiam expandir os serviços na mesma rapidez e o que os movimentos pediam eram medidas elementares.
  • 37.
    • Constituição de88: salienta a liberdade de expressão, de imprensa e de organização; • Ordinária de 1989 definiu os crimes resultantes de preconceito de cor ou raça;
  • 38.
    MST • incorporação àvida política de parcela importante da população, tradicionalmente excluída pela força do latifúndio. Milhares de trabalhadores rurais se organizaram e pressionam o governo em busca de terra para cultivar.
  • 39.
    Depois de Sarney •A democratização não resolveria automaticamente os problemas; • Os políticos, os partidos, o Legislativo voltaram a transmitir a imagem de incapazes, quando não de corruptos e voltados unicamente para seus próprios interesses.
  • 40.
    Collor • Impeachment –impedido dentro da lei - avanço na prática democrática. Deu aos cidadãos a sensação inédita de que podiam exercer algum controle sobre os governantes.
  • 41.
    Importância da educação • A educação é o fator que mais bem explica o comportamento das pessoas no que se refere ao exercício dos direitos civis e políticos. • As pessoas mais educadas têm mais conhecimento de seus direitos.
  • 42.
    • Os progressosfeitos são inegáveis mas foram lentos e não escondem o longo caminho que ainda falta percorrer.