Seminário : Uma Receita para o Brasil Recife, 12 de março de 2010 Paulo Rubem Santiago Deputado Federal PDT-PE www.paulorubem.com.br
Brasil: O Paraíso Fiscal é aqui A  Injustiça fiscal  é a primeira de todas as injustiças sociais. Isso porque a carga tributária  atinge a sociedade de forma desigua l, ao financiar o Estado. O acesso precário, insuficiente ou inexistente às políticas de educação,saúde,habitação, saneamento e ao pleno emprego deriva da  disparidade   entre a arrecadação de impostos e contribuições e sua aplicação pelo Estado.
Carga Tributária /PIB :Um debate incompleto “ A alta carga tributária inviabiliza os investimentos e escraviza o cidadão à fúria arrecadatória do Estado” Criou-se um  impostômetro  para medir em valores monetários quanto a sociedade paga de impostos ao Estado Pede-se, em uníssono, a  redução  da carga tributária
CT / PIB: O verdadeiro debate 1. A natureza da carga tributária 2. A quem a tributação atinge / não atinge (  Refis 1,2,3,4 ....  X  PLs 3670 e 5669 ) 3. O que a tributação atinge / não atinge 4 . O PIB – Por onde cresce / Como cresce   5.  O destino da carga tributária: Por que?
Comércio Exterior “ Brasileiros Barrados  “  Correio Braziliense , 2 de março de 2010, Economia,página 01 “  Produtos nacionais manufaturados perdem espaço nas vendas externas para itens básicos” Básicos  ( 2004 ) –  29,5%  / (2009) –  40,5 % Manufaturados  –  54,9%  e 44%
Brasil 1994 /2000/ 2010  ( 1 ) 1. 16 anos de estabilidade inflacionária 2. Elevação Progressiva da carga tributária e da dívida pública em relação ao PIB 3.  Relação entre o aumento do endividamento c/ as políticas macroeconômicas
Brasil 1994 /2000/ 2010  ( 2 ) 4. Ampliação da dívida  em títulos públicos 5.  Brutal e prioritária transferência de receitas do tesouro para  os encargos da dívida e seus credores  ( LRF não regulamentada desde 2000 para despesas federais )
Empréstimos e Dívida Pública ( 1 ) A evolução da dívida (..) deixa clara sua subordinação à política das taxas de juros. A dívida saiu de  29,2 %  para  42,6%  do PIB entre 1994 e 1998 No total, no período, subiu de  11,54%  para  35,4%  do PIB o montante da dívida em títulos públicos
Carga Tributária  e Gastos com Juros  x  Investimentos Sociais " A carga tributária no Brasil cresceu na última década porque as despesas públicas com juros cresceram demasiadamente , apesar das privatizações dos anos 1990, que foram justificadas, porque seriam utilizadas  para reduzir a dívida pública."  João Sicsú Prof. UFRJ e Diretor IPEA
As transformações a favor da renda dos juros De 1945 até 1973  Predomínio d a economia da produção  com o estado atuando junto aos movimentos e interesses privados Após  1973  ,  sobretudo após  1980 , cresce  a multiplicação das riquezas divorciada da produção por meio de  empréstimos e compra de títulos e papéis que rendem juros   com isenções tributárias  , com enormes  proporções nas relações  centro-periferia
Renúncias tributárias a favor da renda do capital  ( 2 ) Isenção do  IR  da remessa de lucros e dividendos ao exterior (  artigo 10o ., da  Lei 9249 de 1995  ). Em 2005, segundo o BC, essas remessas das multinacionais somaram  US$ 12,7 bilhões , maior montante desde 1947; US$ 12,7 bi x R$ 2,34  ( Câmbio 30/12/2005) representariam  R$ 29,7 bilhões . Com  15%  de IR teríamos  R$ 4,5 bilhões de arrecadação
Desigualdade de Renda e Riqueza  Comunicado da Presidência No. 14 do IPEA Entre  2000 e 2007  foram gastos pelo tesouro nacional os seguintes quantitativos: Juros –  R$ 1,267 trilhão  de reais Saúde–  R$ 315  bilhões Educação –  R$ 149  bilhões Investimentos-  R$ 93  bilhões
Políticas Cambiais e Déficit no Balanço de Pagamentos ( 1 ) “  O que aconteceu ao longo das últimas décadas foi a integração dos mercados financeiros com crescimento explosivo dos ativos financeiros (...). (...) apenas  1%   das operações de taxa de câmbio está atrelado a operações de  exportações e importações  de bens e serviços. Assim podemos dizer que a taxa de câmbio é  99%  definida pelo mercado de ativos financeiros...
Políticas Cambiais e Déficit no Balanço de Pagamentos ( 2 ) ...dependendo da política monetária dos Estados Unidos, superávit em transações correntes ( excesso de poupança) da China e dos exportadores de petróleo ,portanto , dos fluxos de capitais e da estratégia daqueles que especulam nesses mercados ” Yoshiaki Nakano , “ Ameaça do crescente déficit em transações correntes  “, Jornal  VALOR , p. A-13, 9 de março de 2010
Impacto fiscal da política cambial 1. Déficit em transações correntes por muitos anos gera incertezas. Os bens informados, “ insiders ”, deixam de financiar e retiram seus recursos do Brasil, acompanhados pela “manada”; 2.O fluxo de capitais  estanca  com a disparada na taxa de câmbio. Ai são elevadas as taxas de juros para atrairem-se novos capitais. 3.  + Juros = + Dívida Pública = + Ajuste fiscal
O Estado e Matéria Tributária * Um dos mais importantes temas a ser analisado nas relações entre  o Estado e a Sociedade * Sem arrecadação não há Estado * A sociedade elege / Fazem-se as normas ( *) * O Estado executa as normas /Faz-se a receita Executam-se os gastos públicos (*) Como elege e quem são os eleitos ?
Um Estado fiel à Sociedade ? * Estado Democrático de Direito e Justiça Fiscal * Da Administração Tributária como atividade essencial do Estado ( Art. 37 CF ) Lei 11.457/2007 , artigo 5º : * PL da Lei Orgânica dos Fiscos  Profissionalização, Carreira e Autonomia Defesa da Lei Orgânica = Defesa do Estado e da Sociedade
Referencias ( 1 ) Sicsu, J. e Vidotto,C.  – “ A administração fiscal no Brasil e a Taxa de Juros”  in “ Arrecadação, de onde vem ? Gastos Públicos , para onde vão ? ”, Boitempo, SP, 2007
Referências  ( 2 ) (1)  SALVADOR , Evilásio – “ A distribuição da carga tributária : Quem paga a conta ”, p.79-98, in  “Arrecadação:de onde vem, Gastos Públicos : para onde vão”  –  SICSU , João (organizador), Boitempo Editorial, São Paulo , 2007.
Referências  ( 3 ) Belluzzo , Luis Gonzaga – Ensaios sobre o Capitalismo no Século XX – Unesp, 2004, SP
A voracidade do mercado pelos juros “  As regras destrutivas das finanças são capazes de apagar o sol e as estrelas porque não pagam dividendos. ” (  John Maynard Keynes, 1933  ) Citado por  Belluzzo  em  “ As voragens da História ”,  Carta Capital  , 16 de abril de 2003
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Uma Receita para o Brasil

  • 1.
    Seminário : UmaReceita para o Brasil Recife, 12 de março de 2010 Paulo Rubem Santiago Deputado Federal PDT-PE www.paulorubem.com.br
  • 2.
    Brasil: O ParaísoFiscal é aqui A Injustiça fiscal é a primeira de todas as injustiças sociais. Isso porque a carga tributária atinge a sociedade de forma desigua l, ao financiar o Estado. O acesso precário, insuficiente ou inexistente às políticas de educação,saúde,habitação, saneamento e ao pleno emprego deriva da disparidade entre a arrecadação de impostos e contribuições e sua aplicação pelo Estado.
  • 3.
    Carga Tributária /PIB:Um debate incompleto “ A alta carga tributária inviabiliza os investimentos e escraviza o cidadão à fúria arrecadatória do Estado” Criou-se um impostômetro para medir em valores monetários quanto a sociedade paga de impostos ao Estado Pede-se, em uníssono, a redução da carga tributária
  • 4.
    CT / PIB:O verdadeiro debate 1. A natureza da carga tributária 2. A quem a tributação atinge / não atinge ( Refis 1,2,3,4 .... X PLs 3670 e 5669 ) 3. O que a tributação atinge / não atinge 4 . O PIB – Por onde cresce / Como cresce 5. O destino da carga tributária: Por que?
  • 5.
    Comércio Exterior “Brasileiros Barrados “ Correio Braziliense , 2 de março de 2010, Economia,página 01 “ Produtos nacionais manufaturados perdem espaço nas vendas externas para itens básicos” Básicos ( 2004 ) – 29,5% / (2009) – 40,5 % Manufaturados – 54,9% e 44%
  • 6.
    Brasil 1994 /2000/2010 ( 1 ) 1. 16 anos de estabilidade inflacionária 2. Elevação Progressiva da carga tributária e da dívida pública em relação ao PIB 3. Relação entre o aumento do endividamento c/ as políticas macroeconômicas
  • 7.
    Brasil 1994 /2000/2010 ( 2 ) 4. Ampliação da dívida em títulos públicos 5. Brutal e prioritária transferência de receitas do tesouro para os encargos da dívida e seus credores ( LRF não regulamentada desde 2000 para despesas federais )
  • 8.
    Empréstimos e DívidaPública ( 1 ) A evolução da dívida (..) deixa clara sua subordinação à política das taxas de juros. A dívida saiu de 29,2 % para 42,6% do PIB entre 1994 e 1998 No total, no período, subiu de 11,54% para 35,4% do PIB o montante da dívida em títulos públicos
  • 9.
    Carga Tributária e Gastos com Juros x Investimentos Sociais " A carga tributária no Brasil cresceu na última década porque as despesas públicas com juros cresceram demasiadamente , apesar das privatizações dos anos 1990, que foram justificadas, porque seriam utilizadas para reduzir a dívida pública." João Sicsú Prof. UFRJ e Diretor IPEA
  • 10.
    As transformações afavor da renda dos juros De 1945 até 1973 Predomínio d a economia da produção com o estado atuando junto aos movimentos e interesses privados Após 1973 , sobretudo após 1980 , cresce a multiplicação das riquezas divorciada da produção por meio de empréstimos e compra de títulos e papéis que rendem juros com isenções tributárias , com enormes proporções nas relações centro-periferia
  • 11.
    Renúncias tributárias afavor da renda do capital ( 2 ) Isenção do IR da remessa de lucros e dividendos ao exterior ( artigo 10o ., da Lei 9249 de 1995 ). Em 2005, segundo o BC, essas remessas das multinacionais somaram US$ 12,7 bilhões , maior montante desde 1947; US$ 12,7 bi x R$ 2,34 ( Câmbio 30/12/2005) representariam R$ 29,7 bilhões . Com 15% de IR teríamos R$ 4,5 bilhões de arrecadação
  • 12.
    Desigualdade de Rendae Riqueza Comunicado da Presidência No. 14 do IPEA Entre 2000 e 2007 foram gastos pelo tesouro nacional os seguintes quantitativos: Juros – R$ 1,267 trilhão de reais Saúde– R$ 315 bilhões Educação – R$ 149 bilhões Investimentos- R$ 93 bilhões
  • 13.
    Políticas Cambiais eDéficit no Balanço de Pagamentos ( 1 ) “ O que aconteceu ao longo das últimas décadas foi a integração dos mercados financeiros com crescimento explosivo dos ativos financeiros (...). (...) apenas 1% das operações de taxa de câmbio está atrelado a operações de exportações e importações de bens e serviços. Assim podemos dizer que a taxa de câmbio é 99% definida pelo mercado de ativos financeiros...
  • 14.
    Políticas Cambiais eDéficit no Balanço de Pagamentos ( 2 ) ...dependendo da política monetária dos Estados Unidos, superávit em transações correntes ( excesso de poupança) da China e dos exportadores de petróleo ,portanto , dos fluxos de capitais e da estratégia daqueles que especulam nesses mercados ” Yoshiaki Nakano , “ Ameaça do crescente déficit em transações correntes “, Jornal VALOR , p. A-13, 9 de março de 2010
  • 15.
    Impacto fiscal dapolítica cambial 1. Déficit em transações correntes por muitos anos gera incertezas. Os bens informados, “ insiders ”, deixam de financiar e retiram seus recursos do Brasil, acompanhados pela “manada”; 2.O fluxo de capitais estanca com a disparada na taxa de câmbio. Ai são elevadas as taxas de juros para atrairem-se novos capitais. 3. + Juros = + Dívida Pública = + Ajuste fiscal
  • 16.
    O Estado eMatéria Tributária * Um dos mais importantes temas a ser analisado nas relações entre o Estado e a Sociedade * Sem arrecadação não há Estado * A sociedade elege / Fazem-se as normas ( *) * O Estado executa as normas /Faz-se a receita Executam-se os gastos públicos (*) Como elege e quem são os eleitos ?
  • 17.
    Um Estado fielà Sociedade ? * Estado Democrático de Direito e Justiça Fiscal * Da Administração Tributária como atividade essencial do Estado ( Art. 37 CF ) Lei 11.457/2007 , artigo 5º : * PL da Lei Orgânica dos Fiscos Profissionalização, Carreira e Autonomia Defesa da Lei Orgânica = Defesa do Estado e da Sociedade
  • 18.
    Referencias ( 1) Sicsu, J. e Vidotto,C. – “ A administração fiscal no Brasil e a Taxa de Juros” in “ Arrecadação, de onde vem ? Gastos Públicos , para onde vão ? ”, Boitempo, SP, 2007
  • 19.
    Referências (2 ) (1) SALVADOR , Evilásio – “ A distribuição da carga tributária : Quem paga a conta ”, p.79-98, in “Arrecadação:de onde vem, Gastos Públicos : para onde vão” – SICSU , João (organizador), Boitempo Editorial, São Paulo , 2007.
  • 20.
    Referências (3 ) Belluzzo , Luis Gonzaga – Ensaios sobre o Capitalismo no Século XX – Unesp, 2004, SP
  • 21.
    A voracidade domercado pelos juros “ As regras destrutivas das finanças são capazes de apagar o sol e as estrelas porque não pagam dividendos. ” ( John Maynard Keynes, 1933 ) Citado por Belluzzo em “ As voragens da História ”, Carta Capital , 16 de abril de 2003
  • 22.
    Obrigado www.paulorubem.com.br www.rumosdobrasil.org.br www.centrocelsofurtado.org.br www.inesc.org.br [email_address] 81-32225943 / 96023895 Estrada dos Remédios 2056 Madalena-Recife-PE