C l as s i f i c a ç ã o d e r i s c o
Urgência e Emergência
2.
Você sabe oque é classificação de
risco?
A classificação de risco é utilizada no acolhimento hospitalar para se fazer uma
avaliação inicial do paciente e determinar a necessidade de um atendimento
mais urgente. Esse método permite saber a gravidade do estado de saúde dos
pacientes, seu potencial de risco, o grau de sofrimento, entre outras
informações.
3.
Essa triagem éuma adaptação do método
utilizado pelos militares americanos nas
guerras do século XX. Dessa forma, as
pessoas que estão em estados mais
críticos e dependem de um atendimento
para que não haja um agravamento de sua
saúde podem ser acolhidas primeiro.
O que é?
4.
A classificação derisco tem
como objetivo organizar a "fila
de espera" no serviço de saúde,
priorizando o atendimento dos
pacientes com maior
necessidade e risco, adaptando
às necessidades de cada
paciente.
A classificação de risco é uma
ferramenta da Política Nacional
de Humanização, que busca
humanizar o atendimento e
garantir que os pacientes sejam
acolhidos e atendidos de forma
eficiente e resolutiva.
5.
Atuação do Enfermeiro
Aclassificação de risco é uma atividade técnico-
privativa do enfermeiro, que utiliza protocolos e
sua capacidade de julgamento clínico para
identificar o risco e priorizar o atendimento,
segundo a Resolução COFEN Nº 661/2021.
ResoluçãoCOFEN-nº661/2021
Priorizar atendimentos combase na gravidade clínica.
Reduzir riscos e agravamentos.
Melhorar o fluxo de atendimento nas urgências.
Objetivo
Garantir atendimento humanizado, acolhedor e resolutivo.
8.
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Princípiosdo Acolhimento
Escuta qualificada: ouvir
com empatia,
respeitando o
sofrimento do paciente.
Garantir
encaminhamento
seguro e correto do
paciente, estabelecendo
prioridade clínica com
base em sinais e
sintomas.
Classificação de risco
baseada em protocolos
clínicos.
9.
Protocolode
Manchester
O Protocolo deManchester é um sistema de triagem utilizado em unidades
de saúde, principalmente em serviços de emergência, para classificar
pacientes de acordo com a gravidade de seu quadro clínico e priorizar o
atendimento. O sistema utiliza um esquema de cores (vermelho, laranja,
amarelo, verde e azul) para identificar o nível de urgência de cada paciente,
permitindo que os casos mais graves sejam atendidos primeiro.
10.
O que é?
Sistemainternacional de triagem.
Criado no Reino Unido, utilizado no Brasil desde os anos
2000.
Tem como foco classificar o risco clínico, não o diagnóstico.
Realizado por profissionais treinados, preferencialmente
enfermeiros.
12.
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Comofunciona
Baseado em
fluxogramas de
sintomas principais (por
exemplo: dor torácica,
febre, trauma, etc.).
Cada fluxograma leva a
um desfecho de
prioridade, definido por
perguntas
discriminatórias.
O paciente é
classificado por cor, que
define o tempo máximo
de espera para
atendimento.
13.
Comofunciona
Uma adequada avaliaçãoé essencial para a tomada decisão e prestação
de cuidados seguros e de qualidade. Dessa forma, a tomada de decisão
deve ser orientada por 5 passos, segundo esse sistema.
23.
Risco de
Morte
Este discriminadorreconhece
que qualquer perda ou
ameaça das funções vitais
(vias aéreas, respiração e
circulação) coloca o paciente
no primeiro grupo de
prioridades.
24.
Dor
Todas as avaliaçõesde triagem
devem incluir uma avaliação da dor. A
dor severa indica uma dor intolerável
– significativa e insuportável.
Qualquer paciente com grau de dor
inferior a esta deve, por exclusão -
salvo se existirem outros
discriminadores que sugiram maior
gravidade - no mínimo, ser colocado
na prioridade pouco urgente e não na
prioridade não urgente.
26.
Hemorragia
Apresenta-se de váriasformas,
principalmente, mas não exclusivamente,
na que envolve traumatismo. Os
discriminadores de traumatismo são:
exsanguinante, grande hemorragia
incontrolável ou pequena hemorragia
incontrolável. Qualquer hemorragia por
menor que seja, deverá - salvo se
existirem outros discriminadores que
conduzam a uma maior prioridade clínica
– merecer, pelo menos, a prioridade
urgente.
27.
Consciência
É analisado separadamentepara adultos e
crianças. Nos adultos apenas os pacientes
em estado de mal epilético são sempre
colocados na categoria de intervenção
emergente (vermelho). Os pacientes
adultos com grau de consciência alterado
(apenas respondem a voz ou a dor pela
ECG, ou que não respondem) são
incluídos na categoria de muito urgentes.
Todos os pacientes com história de
alteração do nível de consciência devem
ser colocados na categoria urgente.
28.
Temperatura
Se o pacienteestiver muito quente,
com T = ou > de 41ºC, deve receber a
categoria muito urgente (laranja); se
estiver quente, com T entre 38,5 a
40,9 ºC, deve receber a categoria
urgente (amarelo) e, se apresentar a
temperatura em torno de 37,5 a 38,4
ºC (febrícula/subfebril), deve receber a
categoria pouco urgente (verde).
29.
Agravamento
Para esta avaliaçãoé determinado o
tempo de instalação de um problema
como forma de enquadrar
temporalmente o aparecimento da
situação. Assim, avalie se o problema é
recente. Se é ou não uma lesão ou
ferimento recente, pois um tempo
relativamente longo de existência de
um problema pode ser incluído na
prioridade não urgente sem risco
clínico.
33.
Organização do fluxode atendimento.
Redução de tempo para pacientes graves.
Segurança para equipe e usuários.
Vantagens
Base para dados epidemiológicos e gestão de recursos.
Protocolo
START
O Protocolo START(Simple Triage and Rapid Treatment) é um método de
triagem usado em situações de emergência com múltiplas vítimas, onde o
objetivo é classificar rapidamente as vítimas em diferentes níveis de
urgência para otimizar o atendimento. A criação do método START data o
ano de 1983 quando bombeiros-paramédicos de Newport Beach e a equipe
médica do Hoag Memorial Hospital (EUA) propuseram um processo mais
rápido, simples e eficaz.
36.
Se os recursosdisponíveis são
escassos, há necessidade de se
realizar uma triagem a fim de
classificar e categorizar as
vítimas de acordo com a
gravidade, utilizando a lógica
“maior chance de
sobrevivência”.
De acordo com os Protocolos
de Suporte Básico de Vida, do
Ministério da Saúde, é
recomendada a realização de
triagem em casos de eventos
com mais de cinco vítimas.
37.
01 02 03
Comofunciona
“30” avalia a capacidade
respiratória em um
minuto;
“2” a qualidade da
perfusão periférica em 2
segundos;
“pode fazer” o nível de
consciência dessa vítima
para seguir os comandos
dos socorristas.
O método START utiliza do mnemônico “30-2-pode fazer” para triar as vítimas de
um incidente, no qual:
38.
Protocolo
START
Lembre-se que oSTART é um processo dinâmico e contínuo. Assim, as
vítimas devem ser avaliadas, classificadas e reavaliadas constantemente
até que o tratamento definitivo em um centro de trauma seja feito, pois
uma classificação inicial pode ser alterada à medida que decorre o tempo
após o trauma (as lesões ocultas aparecem).
41.
Apósacategorização?
De acordo coma categorização das cores,
as vítimas são encaminhadas às áreas de
prioridade, que possuem as mesmas cores
definidas, conforme na imagem acima.
O serviço de pré-hospitalar geralmente
delimita essas áreas com lonas estendidas
no chão, em área segura, para que seja
realizada a segunda parte da triagem,
confirmando a categorização e iniciando o
tratamento da equipe médica para
posterior transporte.
42.
Os profissionais deenfermagem precisam ter conhecimento e treinamento
especializado para aplicar esse método.
Além de exigir conhecimento técnico-científico, o número de vítimas em um
ambiente de austeridade requer calma, logística e liderança.
A tomada de decisões e o raciocínio crítico-reflexivo sobre o estado das
vítimas são os maiores desafios para esse profissional
Treinamento, prática e educação permanente são o caminho indicado para
realizar um atendimento linear e sistematizado.
45.
Os protocolos facilitama
realização das intervenções em
qualquer situação. Esse reflexo
fica mais evidente em situações
extremamente estressantes.
Desse modo, os protocolos
norteiam o atendimento,
lembrando que as adaptações
são cabíveis, desde que
aplicadas de forma coerente.
Considerações
46.
As situações comcenários
realísticos são muito eficazes,
principalmente quando realizadas
com diferentes segmentos como:
Corpo de Bombeiros;
SAMU;
Defesa Civil, Polícia Rodoviária
Federal, Agentes de Trânsito;
Considerações