C l a s s i f i c a ç ã o d e r i s c o
Urgência e Emergência
Você sabe o que é classificação de
risco?
A classificação de risco é utilizada no acolhimento hospitalar para se fazer uma
avaliação inicial do paciente e determinar a necessidade de um atendimento
mais urgente. Esse método permite saber a gravidade do estado de saúde dos
pacientes, seu potencial de risco, o grau de sofrimento, entre outras
informações.
Essa triagem é uma adaptação do método
utilizado pelos militares americanos nas
guerras do século XX. Dessa forma, as
pessoas que estão em estados mais
críticos e dependem de um atendimento
para que não haja um agravamento de sua
saúde podem ser acolhidas primeiro.
O que é?
A classificação de risco tem
como objetivo organizar a "fila
de espera" no serviço de saúde,
priorizando o atendimento dos
pacientes com maior
necessidade e risco, adaptando
às necessidades de cada
paciente.
A classificação de risco é uma
ferramenta da Política Nacional
de Humanização, que busca
humanizar o atendimento e
garantir que os pacientes sejam
acolhidos e atendidos de forma
eficiente e resolutiva.
Atuação do Enfermeiro
A classificação de risco é uma atividade técnico-
privativa do enfermeiro, que utiliza protocolos e
sua capacidade de julgamento clínico para
identificar o risco e priorizar o atendimento,
segundo a Resolução COFEN Nº 661/2021.
ResoluçãoCOFEN-nº661/2021
Atuação do Enfermeiro
ResoluçãoCOFEN-nº661/2021
Priorizar atendimentos com base na gravidade clínica.
Reduzir riscos e agravamentos.
Melhorar o fluxo de atendimento nas urgências.
Objetivo
Garantir atendimento humanizado, acolhedor e resolutivo.
01 02 03
Princípios do Acolhimento
Escuta qualificada: ouvir
com empatia,
respeitando o
sofrimento do paciente.
Garantir
encaminhamento
seguro e correto do
paciente, estabelecendo
prioridade clínica com
base em sinais e
sintomas.
Classificação de risco
baseada em protocolos
clínicos.
Protocolode
Manchester
O Protocolo de Manchester é um sistema de triagem utilizado em unidades
de saúde, principalmente em serviços de emergência, para classificar
pacientes de acordo com a gravidade de seu quadro clínico e priorizar o
atendimento. O sistema utiliza um esquema de cores (vermelho, laranja,
amarelo, verde e azul) para identificar o nível de urgência de cada paciente,
permitindo que os casos mais graves sejam atendidos primeiro.
O que é?
Sistema internacional de triagem.
Criado no Reino Unido, utilizado no Brasil desde os anos
2000.
Tem como foco classificar o risco clínico, não o diagnóstico.
Realizado por profissionais treinados, preferencialmente
enfermeiros.
01 02 03
Como funciona
Baseado em
fluxogramas de
sintomas principais (por
exemplo: dor torácica,
febre, trauma, etc.).
Cada fluxograma leva a
um desfecho de
prioridade, definido por
perguntas
discriminatórias.
O paciente é
classificado por cor, que
define o tempo máximo
de espera para
atendimento.
Comofunciona
Uma adequada avaliação é essencial para a tomada decisão e prestação
de cuidados seguros e de qualidade. Dessa forma, a tomada de decisão
deve ser orientada por 5 passos, segundo esse sistema.
Risco de
Morte
Este discriminador reconhece
que qualquer perda ou
ameaça das funções vitais
(vias aéreas, respiração e
circulação) coloca o paciente
no primeiro grupo de
prioridades.
Dor
Todas as avaliações de triagem
devem incluir uma avaliação da dor. A
dor severa indica uma dor intolerável
– significativa e insuportável.
Qualquer paciente com grau de dor
inferior a esta deve, por exclusão -
salvo se existirem outros
discriminadores que sugiram maior
gravidade - no mínimo, ser colocado
na prioridade pouco urgente e não na
prioridade não urgente.
Hemorragia
Apresenta-se de várias formas,
principalmente, mas não exclusivamente,
na que envolve traumatismo. Os
discriminadores de traumatismo são:
exsanguinante, grande hemorragia
incontrolável ou pequena hemorragia
incontrolável. Qualquer hemorragia por
menor que seja, deverá - salvo se
existirem outros discriminadores que
conduzam a uma maior prioridade clínica
– merecer, pelo menos, a prioridade
urgente.
Consciência
É analisado separadamente para adultos e
crianças. Nos adultos apenas os pacientes
em estado de mal epilético são sempre
colocados na categoria de intervenção
emergente (vermelho). Os pacientes
adultos com grau de consciência alterado
(apenas respondem a voz ou a dor pela
ECG, ou que não respondem) são
incluídos na categoria de muito urgentes.
Todos os pacientes com história de
alteração do nível de consciência devem
ser colocados na categoria urgente.
Temperatura
Se o paciente estiver muito quente,
com T = ou > de 41ºC, deve receber a
categoria muito urgente (laranja); se
estiver quente, com T entre 38,5 a
40,9 ºC, deve receber a categoria
urgente (amarelo) e, se apresentar a
temperatura em torno de 37,5 a 38,4
ºC (febrícula/subfebril), deve receber a
categoria pouco urgente (verde).
Agravamento
Para esta avaliação é determinado o
tempo de instalação de um problema
como forma de enquadrar
temporalmente o aparecimento da
situação. Assim, avalie se o problema é
recente. Se é ou não uma lesão ou
ferimento recente, pois um tempo
relativamente longo de existência de
um problema pode ser incluído na
prioridade não urgente sem risco
clínico.
Organização do fluxo de atendimento.
Redução de tempo para pacientes graves.
Segurança para equipe e usuários.
Vantagens
Base para dados epidemiológicos e gestão de recursos.
Manual Classificação de Risco
Fluxograma Manchester
Protocolo
START
O Protocolo START (Simple Triage and Rapid Treatment) é um método de
triagem usado em situações de emergência com múltiplas vítimas, onde o
objetivo é classificar rapidamente as vítimas em diferentes níveis de
urgência para otimizar o atendimento. A criação do método START data o
ano de 1983 quando bombeiros-paramédicos de Newport Beach e a equipe
médica do Hoag Memorial Hospital (EUA) propuseram um processo mais
rápido, simples e eficaz.
Se os recursos disponíveis são
escassos, há necessidade de se
realizar uma triagem a fim de
classificar e categorizar as
vítimas de acordo com a
gravidade, utilizando a lógica
“maior chance de
sobrevivência”.
De acordo com os Protocolos
de Suporte Básico de Vida, do
Ministério da Saúde, é
recomendada a realização de
triagem em casos de eventos
com mais de cinco vítimas.
01 02 03
Como funciona
“30” avalia a capacidade
respiratória em um
minuto;
“2” a qualidade da
perfusão periférica em 2
segundos;
“pode fazer” o nível de
consciência dessa vítima
para seguir os comandos
dos socorristas.
O método START utiliza do mnemônico “30-2-pode fazer” para triar as vítimas de
um incidente, no qual:
Protocolo
START
Lembre-se que o START é um processo dinâmico e contínuo. Assim, as
vítimas devem ser avaliadas, classificadas e reavaliadas constantemente
até que o tratamento definitivo em um centro de trauma seja feito, pois
uma classificação inicial pode ser alterada à medida que decorre o tempo
após o trauma (as lesões ocultas aparecem).
Apósacategorização?
De acordo com a categorização das cores,
as vítimas são encaminhadas às áreas de
prioridade, que possuem as mesmas cores
definidas, conforme na imagem acima.
O serviço de pré-hospitalar geralmente
delimita essas áreas com lonas estendidas
no chão, em área segura, para que seja
realizada a segunda parte da triagem,
confirmando a categorização e iniciando o
tratamento da equipe médica para
posterior transporte.
Os profissionais de enfermagem precisam ter conhecimento e treinamento
especializado para aplicar esse método.
Além de exigir conhecimento técnico-científico, o número de vítimas em um
ambiente de austeridade requer calma, logística e liderança.
A tomada de decisões e o raciocínio crítico-reflexivo sobre o estado das
vítimas são os maiores desafios para esse profissional
Treinamento, prática e educação permanente são o caminho indicado para
realizar um atendimento linear e sistematizado.
Os protocolos facilitam a
realização das intervenções em
qualquer situação. Esse reflexo
fica mais evidente em situações
extremamente estressantes.
Desse modo, os protocolos
norteiam o atendimento,
lembrando que as adaptações
são cabíveis, desde que
aplicadas de forma coerente.
Considerações
As situações com cenários
realísticos são muito eficazes,
principalmente quando realizadas
com diferentes segmentos como:
Corpo de Bombeiros;
SAMU;
Defesa Civil, Polícia Rodoviária
Federal, Agentes de Trânsito;
Considerações
Guia Prático
Obrigada

Triagem e classificação de risco - enfermagem

  • 1.
    C l as s i f i c a ç ã o d e r i s c o Urgência e Emergência
  • 2.
    Você sabe oque é classificação de risco? A classificação de risco é utilizada no acolhimento hospitalar para se fazer uma avaliação inicial do paciente e determinar a necessidade de um atendimento mais urgente. Esse método permite saber a gravidade do estado de saúde dos pacientes, seu potencial de risco, o grau de sofrimento, entre outras informações.
  • 3.
    Essa triagem éuma adaptação do método utilizado pelos militares americanos nas guerras do século XX. Dessa forma, as pessoas que estão em estados mais críticos e dependem de um atendimento para que não haja um agravamento de sua saúde podem ser acolhidas primeiro. O que é?
  • 4.
    A classificação derisco tem como objetivo organizar a "fila de espera" no serviço de saúde, priorizando o atendimento dos pacientes com maior necessidade e risco, adaptando às necessidades de cada paciente. A classificação de risco é uma ferramenta da Política Nacional de Humanização, que busca humanizar o atendimento e garantir que os pacientes sejam acolhidos e atendidos de forma eficiente e resolutiva.
  • 5.
    Atuação do Enfermeiro Aclassificação de risco é uma atividade técnico- privativa do enfermeiro, que utiliza protocolos e sua capacidade de julgamento clínico para identificar o risco e priorizar o atendimento, segundo a Resolução COFEN Nº 661/2021. ResoluçãoCOFEN-nº661/2021
  • 6.
  • 7.
    Priorizar atendimentos combase na gravidade clínica. Reduzir riscos e agravamentos. Melhorar o fluxo de atendimento nas urgências. Objetivo Garantir atendimento humanizado, acolhedor e resolutivo.
  • 8.
    01 02 03 Princípiosdo Acolhimento Escuta qualificada: ouvir com empatia, respeitando o sofrimento do paciente. Garantir encaminhamento seguro e correto do paciente, estabelecendo prioridade clínica com base em sinais e sintomas. Classificação de risco baseada em protocolos clínicos.
  • 9.
    Protocolode Manchester O Protocolo deManchester é um sistema de triagem utilizado em unidades de saúde, principalmente em serviços de emergência, para classificar pacientes de acordo com a gravidade de seu quadro clínico e priorizar o atendimento. O sistema utiliza um esquema de cores (vermelho, laranja, amarelo, verde e azul) para identificar o nível de urgência de cada paciente, permitindo que os casos mais graves sejam atendidos primeiro.
  • 10.
    O que é? Sistemainternacional de triagem. Criado no Reino Unido, utilizado no Brasil desde os anos 2000. Tem como foco classificar o risco clínico, não o diagnóstico. Realizado por profissionais treinados, preferencialmente enfermeiros.
  • 12.
    01 02 03 Comofunciona Baseado em fluxogramas de sintomas principais (por exemplo: dor torácica, febre, trauma, etc.). Cada fluxograma leva a um desfecho de prioridade, definido por perguntas discriminatórias. O paciente é classificado por cor, que define o tempo máximo de espera para atendimento.
  • 13.
    Comofunciona Uma adequada avaliaçãoé essencial para a tomada decisão e prestação de cuidados seguros e de qualidade. Dessa forma, a tomada de decisão deve ser orientada por 5 passos, segundo esse sistema.
  • 23.
    Risco de Morte Este discriminadorreconhece que qualquer perda ou ameaça das funções vitais (vias aéreas, respiração e circulação) coloca o paciente no primeiro grupo de prioridades.
  • 24.
    Dor Todas as avaliaçõesde triagem devem incluir uma avaliação da dor. A dor severa indica uma dor intolerável – significativa e insuportável. Qualquer paciente com grau de dor inferior a esta deve, por exclusão - salvo se existirem outros discriminadores que sugiram maior gravidade - no mínimo, ser colocado na prioridade pouco urgente e não na prioridade não urgente.
  • 26.
    Hemorragia Apresenta-se de váriasformas, principalmente, mas não exclusivamente, na que envolve traumatismo. Os discriminadores de traumatismo são: exsanguinante, grande hemorragia incontrolável ou pequena hemorragia incontrolável. Qualquer hemorragia por menor que seja, deverá - salvo se existirem outros discriminadores que conduzam a uma maior prioridade clínica – merecer, pelo menos, a prioridade urgente.
  • 27.
    Consciência É analisado separadamentepara adultos e crianças. Nos adultos apenas os pacientes em estado de mal epilético são sempre colocados na categoria de intervenção emergente (vermelho). Os pacientes adultos com grau de consciência alterado (apenas respondem a voz ou a dor pela ECG, ou que não respondem) são incluídos na categoria de muito urgentes. Todos os pacientes com história de alteração do nível de consciência devem ser colocados na categoria urgente.
  • 28.
    Temperatura Se o pacienteestiver muito quente, com T = ou > de 41ºC, deve receber a categoria muito urgente (laranja); se estiver quente, com T entre 38,5 a 40,9 ºC, deve receber a categoria urgente (amarelo) e, se apresentar a temperatura em torno de 37,5 a 38,4 ºC (febrícula/subfebril), deve receber a categoria pouco urgente (verde).
  • 29.
    Agravamento Para esta avaliaçãoé determinado o tempo de instalação de um problema como forma de enquadrar temporalmente o aparecimento da situação. Assim, avalie se o problema é recente. Se é ou não uma lesão ou ferimento recente, pois um tempo relativamente longo de existência de um problema pode ser incluído na prioridade não urgente sem risco clínico.
  • 33.
    Organização do fluxode atendimento. Redução de tempo para pacientes graves. Segurança para equipe e usuários. Vantagens Base para dados epidemiológicos e gestão de recursos.
  • 34.
    Manual Classificação deRisco Fluxograma Manchester
  • 35.
    Protocolo START O Protocolo START(Simple Triage and Rapid Treatment) é um método de triagem usado em situações de emergência com múltiplas vítimas, onde o objetivo é classificar rapidamente as vítimas em diferentes níveis de urgência para otimizar o atendimento. A criação do método START data o ano de 1983 quando bombeiros-paramédicos de Newport Beach e a equipe médica do Hoag Memorial Hospital (EUA) propuseram um processo mais rápido, simples e eficaz.
  • 36.
    Se os recursosdisponíveis são escassos, há necessidade de se realizar uma triagem a fim de classificar e categorizar as vítimas de acordo com a gravidade, utilizando a lógica “maior chance de sobrevivência”. De acordo com os Protocolos de Suporte Básico de Vida, do Ministério da Saúde, é recomendada a realização de triagem em casos de eventos com mais de cinco vítimas.
  • 37.
    01 02 03 Comofunciona “30” avalia a capacidade respiratória em um minuto; “2” a qualidade da perfusão periférica em 2 segundos; “pode fazer” o nível de consciência dessa vítima para seguir os comandos dos socorristas. O método START utiliza do mnemônico “30-2-pode fazer” para triar as vítimas de um incidente, no qual:
  • 38.
    Protocolo START Lembre-se que oSTART é um processo dinâmico e contínuo. Assim, as vítimas devem ser avaliadas, classificadas e reavaliadas constantemente até que o tratamento definitivo em um centro de trauma seja feito, pois uma classificação inicial pode ser alterada à medida que decorre o tempo após o trauma (as lesões ocultas aparecem).
  • 41.
    Apósacategorização? De acordo coma categorização das cores, as vítimas são encaminhadas às áreas de prioridade, que possuem as mesmas cores definidas, conforme na imagem acima. O serviço de pré-hospitalar geralmente delimita essas áreas com lonas estendidas no chão, em área segura, para que seja realizada a segunda parte da triagem, confirmando a categorização e iniciando o tratamento da equipe médica para posterior transporte.
  • 42.
    Os profissionais deenfermagem precisam ter conhecimento e treinamento especializado para aplicar esse método. Além de exigir conhecimento técnico-científico, o número de vítimas em um ambiente de austeridade requer calma, logística e liderança. A tomada de decisões e o raciocínio crítico-reflexivo sobre o estado das vítimas são os maiores desafios para esse profissional Treinamento, prática e educação permanente são o caminho indicado para realizar um atendimento linear e sistematizado.
  • 45.
    Os protocolos facilitama realização das intervenções em qualquer situação. Esse reflexo fica mais evidente em situações extremamente estressantes. Desse modo, os protocolos norteiam o atendimento, lembrando que as adaptações são cabíveis, desde que aplicadas de forma coerente. Considerações
  • 46.
    As situações comcenários realísticos são muito eficazes, principalmente quando realizadas com diferentes segmentos como: Corpo de Bombeiros; SAMU; Defesa Civil, Polícia Rodoviária Federal, Agentes de Trânsito; Considerações
  • 47.
  • 48.