Naielly Rodrigues da Silva Toxoplasmose Alunas: Naielly Rodrigues da Silva Simoni Sabadini Aline Veloso de Godoi Melisa Christ Angotti Luanna Ellis
Apresentação Os  felídeos  são os  hospedeiros   definitivos , pois neles ocorre o  ciclo   sexuado  do parasito, e os  outros animais  (mamíferos ou aves) são  hospedeiros intermediários . O T.gondii é um parasito  intestinal  de felídeos e  tecidual  (intracelular) dos demais hospedeiros.
Morfologia No hospedeiro intermediário o T.gondii pode ser encontrado em vários tecidos ou células, além dos líquidos orgânicos:  saliva, leite, líquido peritoneal, sangue.. No hospedeiro definitivo (felídeos) o parasito é encontrado nas  células do epitélio intestinal . As diversas formas encontradas são: Taquizoíto:  pode ser chamado também de  trofozoíto  ou forma livre.  Pode ser encontrado na  forma aguda da doença . Sendo conhecido também como forma proliferativa.  Tem aspecto de um arco (uma banana ou uma meia-lua) apresentando extremidade anterior mais afilada e posterior mais arredondada.
 
O aparelho ou complexo apical localiza-se na extremidade anterior do parasito.  Essa estrutura tem importante papel na endocitose do microorganismo. O núcleo é esférico ou oval, central.  Os taquizoítos podem estar livres nos líquidos orgânicos mas usualmente estão dentro de vacúolos parasitóforos de células do sistema monocítico fagocitário, células hapáticas, nervosas, submucosas, musculares, pulmonares, etc... Não resistem à ação do suco gástrico .
Bradizoíto : Também denominado  cistozoíto  ou forma de latência. Tem forma de um pequeno taquizoíto sendo encontrado dentro de cistos em células de diferentes tecidos. O conjunto de centenas ou milhares de bradizoítos forma os  cistos , cuja parede é composta pelo vacúolo parasitóforo mais a membrana do toxoplasma que deu origem a essa forma. Essa parede cística é muito  resistente a ação imunitária e também ao suco gástrico.
Oocisto : É uma forma ovalada, e presente em fezes de gato não imune.  Apresenta uma  membrana dupla , que confere grande resistência ao parasito no meio ambiente. Ao ser eliminado contém  apenas o esporonte  que, em cerca de dois a três dias amadurece formando dois esporocistos com  quatro esporozoítos  cada.
Ciclo Biológico Fase Assexuada: Após a ingestão de  traquizoítos  ou cistozoítos  presentes em  carnes cruas ou mal cozidas , ingestão de traquizoítos presentes no  leite cru  (sem pasteurizar)... Os traquizoítos serão destruídos ao chegarem no estômago, mas são capazes de aderir e penetrar nas células da  mucosa oral . Os  oocistos e cistozoítos  atravessarão o estômago e liberarão respectivamente,  esporozoítos e bradizoítos  no nível do intestino, onde serão capazes de aderir e penetrar nas células da mucosa local. Cerca de oito horas após a ingestão das formas infectantes as mesmas já estão interiorizadas nas células do novo hospedeiro dentro do vacúolo parasitóforo iniciando o processo de reprodução assexuada.
Essa fase de multiplicação é rápida e caracteriza-se a  fase proliferativa do parasito  e a  fase aguda da doença .  Em pessoas normais após esse quadro proliferativo agudo, a reprodução do parasito se reduz drasticamente, pela ação imunitária  desaparecendo os traquizoítos do sangue  e outros órgãos e iniciando a  formação dos cistozoítos  que protegem os bradizoítos no seu interior. Esta fase de multiplicação lenta do parasito caracteriza a  fase crônica da doença .
Fase sexuada ou coccidiana : Essa fase tem início quando um felino jovem, não imune, ao  caçar camundongos na fase aguda ou crônica da toxoplasmose  ingere cistozoítos ou taquizoítos. Essas formas se estiverem dentro dos vacúolos parasitóforos conseguem ultrapassar a barreira do suco gástrico e também podem concluir o ciclo sexuado. Os felinos podem ser  contaminados por oocistos  também, que liberam esporozoítos no nível intestinal. Este ciclo sexuado pode se dividir em 2 fases: fase assexuada ou  merogonia , e fase sexuada ou  gametogonia . Na merogonia as formas infectantes podem penetrar no  epitélio intestinal onde se reproduzirão . A  célula parasitada se rompe e libera merozoítos , que  penetram em outras células epiteliais dando inicio a formação dos gametócitos .
Neste momento o  gametócito feminino  (macrogametócito)  amadurece  dentro da célula transformando-se em macrogameta e o  gametócito masculino  (microgametócito) se transforma em  microgameta móvel com dois flagelos . Esse microgameta sai da célula e se dirige a uma célula que contenha um macrogameta, penetrando ai para  formar um ovo ou zigoto . Essa forma produz uma parede dupla, dando origem ao oocisto. Este oocisto será eliminado junto com as fezes do animal.
 
Transmissão Entre os humanos as principais formas de transmissão mais frequentes são: Ingestão de carne crua ou mal cozida, especialmente do ovino, suíno, contendo cistos. Os cistos são sensíveis a temperaturas abaixo de 0 graus e acima de 60.
Ingestão de oocistos encontrados em caixas de areia presentes em jardins, parques, creches...  Oocistos podem ser veiculados por moscas, minhocas, vento...
Congênita ou transplacentária, quando a gestante estiver na fase aguda da doença, pode haver contaminação do feto por traquizoítos maternos.
Ingestão de traquizoítos através do leite cru. Saliva de animais (lambedura) Entre outros..
Toxoplasmose Congênita Só ocorre a transmissão congênita se a gestante estiver na fase aguda da doença ou tenha havido reagudização da doença. Quando a gestação está entre a concepção e a sexta semana, costuma haver aborto. Da sexta a décima semana a criança pode não se infectar e nascer normal, porém se ocorre infecção é o período em que as alterações no feto são mais graves com as seguintes manifestações clínicas: hepatoesplenomegalia, icterícia, linfoadenopatia generalizada, erupções cutâneas, edemas musculares, derrames cavitários, hidrocefalia, meningoencefalite, micro ou macrocefalia, calcificações cerebrais, retardamento mental, coriorretinite.
 
Toxoplasmose pós-natal Forma ganglionar ou febril:  Geralmente adquirida por ingestão de traquizoítos ou de cistozoítos presentes na carna mal cozida. É a forma mais comum. No início da fase aguda o paciente se queixa de febre elevada, adenopatia cervical, mal-estar e fadiga. Após uma semana (em média) o paciente sente-se um pouco mais aliviado, nessa fase a doença está evoluindo para a fase crônica. Forma ocular:  A lesão ocular pode se desenvolver a partir de uma infecção aguda, com presença de taquizoítos na retina e na coróide ou pela presença de cistos com bradizoítos provocando uma inflamação difusa ou multifocal. Os sintomas iniciais são o enbaçamento ou a perda parcial ou total da visão.  O paciente pode queixar-se de dor ocular, hiperemia da conjuntiva e fotofobia.
 
Diagnóstico Diagnóstico parasitológico: Na fase aguda é possivel encontrar traquizoítos no sangue, no liquor, na saliva, no leite, no escarro, na placenta, em biopsias de linfonodos enfartados etc... Diagnóstico Imunológico: Também denominado diagnóstico sorológico, pois usa exames sorológicos para detectar os anticorpos produzidos pelo paciente.
Profilaxia Precaver-se de ingerir alimentos de origem animal ou carnes mal cozidas. As gestantes devem ser examinadas e acompanhadas sorologicamente. Em relação aos gatos deve- se combater os gatos de rua ou abandonados, controlando-se a sua população. Os criadores de gatos domésticos devem alimenta-los com ração e combater os ratos e camundongos.  Incinerar as fezes do felino. Proteger as caixas de areia.
Tratamento Os medicamentos disponíveis só apresentam eficácia na fase aguda, atingindo os taquizoítos circulantes. A fase crônica não tem cura!
Fim

Toxoplasmose

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    Naielly Rodrigues daSilva Toxoplasmose Alunas: Naielly Rodrigues da Silva Simoni Sabadini Aline Veloso de Godoi Melisa Christ Angotti Luanna Ellis
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    Apresentação Os felídeos são os hospedeiros definitivos , pois neles ocorre o ciclo sexuado do parasito, e os outros animais (mamíferos ou aves) são hospedeiros intermediários . O T.gondii é um parasito intestinal de felídeos e tecidual (intracelular) dos demais hospedeiros.
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    Morfologia No hospedeirointermediário o T.gondii pode ser encontrado em vários tecidos ou células, além dos líquidos orgânicos: saliva, leite, líquido peritoneal, sangue.. No hospedeiro definitivo (felídeos) o parasito é encontrado nas células do epitélio intestinal . As diversas formas encontradas são: Taquizoíto: pode ser chamado também de trofozoíto ou forma livre. Pode ser encontrado na forma aguda da doença . Sendo conhecido também como forma proliferativa. Tem aspecto de um arco (uma banana ou uma meia-lua) apresentando extremidade anterior mais afilada e posterior mais arredondada.
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  • 5.
    O aparelho oucomplexo apical localiza-se na extremidade anterior do parasito. Essa estrutura tem importante papel na endocitose do microorganismo. O núcleo é esférico ou oval, central. Os taquizoítos podem estar livres nos líquidos orgânicos mas usualmente estão dentro de vacúolos parasitóforos de células do sistema monocítico fagocitário, células hapáticas, nervosas, submucosas, musculares, pulmonares, etc... Não resistem à ação do suco gástrico .
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    Bradizoíto : Tambémdenominado cistozoíto ou forma de latência. Tem forma de um pequeno taquizoíto sendo encontrado dentro de cistos em células de diferentes tecidos. O conjunto de centenas ou milhares de bradizoítos forma os cistos , cuja parede é composta pelo vacúolo parasitóforo mais a membrana do toxoplasma que deu origem a essa forma. Essa parede cística é muito resistente a ação imunitária e também ao suco gástrico.
  • 7.
    Oocisto : Éuma forma ovalada, e presente em fezes de gato não imune. Apresenta uma membrana dupla , que confere grande resistência ao parasito no meio ambiente. Ao ser eliminado contém apenas o esporonte que, em cerca de dois a três dias amadurece formando dois esporocistos com quatro esporozoítos cada.
  • 8.
    Ciclo Biológico FaseAssexuada: Após a ingestão de traquizoítos ou cistozoítos presentes em carnes cruas ou mal cozidas , ingestão de traquizoítos presentes no leite cru (sem pasteurizar)... Os traquizoítos serão destruídos ao chegarem no estômago, mas são capazes de aderir e penetrar nas células da mucosa oral . Os oocistos e cistozoítos atravessarão o estômago e liberarão respectivamente, esporozoítos e bradizoítos no nível do intestino, onde serão capazes de aderir e penetrar nas células da mucosa local. Cerca de oito horas após a ingestão das formas infectantes as mesmas já estão interiorizadas nas células do novo hospedeiro dentro do vacúolo parasitóforo iniciando o processo de reprodução assexuada.
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    Essa fase demultiplicação é rápida e caracteriza-se a fase proliferativa do parasito e a fase aguda da doença . Em pessoas normais após esse quadro proliferativo agudo, a reprodução do parasito se reduz drasticamente, pela ação imunitária desaparecendo os traquizoítos do sangue e outros órgãos e iniciando a formação dos cistozoítos que protegem os bradizoítos no seu interior. Esta fase de multiplicação lenta do parasito caracteriza a fase crônica da doença .
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    Fase sexuada oucoccidiana : Essa fase tem início quando um felino jovem, não imune, ao caçar camundongos na fase aguda ou crônica da toxoplasmose ingere cistozoítos ou taquizoítos. Essas formas se estiverem dentro dos vacúolos parasitóforos conseguem ultrapassar a barreira do suco gástrico e também podem concluir o ciclo sexuado. Os felinos podem ser contaminados por oocistos também, que liberam esporozoítos no nível intestinal. Este ciclo sexuado pode se dividir em 2 fases: fase assexuada ou merogonia , e fase sexuada ou gametogonia . Na merogonia as formas infectantes podem penetrar no epitélio intestinal onde se reproduzirão . A célula parasitada se rompe e libera merozoítos , que penetram em outras células epiteliais dando inicio a formação dos gametócitos .
  • 11.
    Neste momento o gametócito feminino (macrogametócito) amadurece dentro da célula transformando-se em macrogameta e o gametócito masculino (microgametócito) se transforma em microgameta móvel com dois flagelos . Esse microgameta sai da célula e se dirige a uma célula que contenha um macrogameta, penetrando ai para formar um ovo ou zigoto . Essa forma produz uma parede dupla, dando origem ao oocisto. Este oocisto será eliminado junto com as fezes do animal.
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    Transmissão Entre oshumanos as principais formas de transmissão mais frequentes são: Ingestão de carne crua ou mal cozida, especialmente do ovino, suíno, contendo cistos. Os cistos são sensíveis a temperaturas abaixo de 0 graus e acima de 60.
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    Ingestão de oocistosencontrados em caixas de areia presentes em jardins, parques, creches... Oocistos podem ser veiculados por moscas, minhocas, vento...
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    Congênita ou transplacentária,quando a gestante estiver na fase aguda da doença, pode haver contaminação do feto por traquizoítos maternos.
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    Ingestão de traquizoítosatravés do leite cru. Saliva de animais (lambedura) Entre outros..
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    Toxoplasmose Congênita Sóocorre a transmissão congênita se a gestante estiver na fase aguda da doença ou tenha havido reagudização da doença. Quando a gestação está entre a concepção e a sexta semana, costuma haver aborto. Da sexta a décima semana a criança pode não se infectar e nascer normal, porém se ocorre infecção é o período em que as alterações no feto são mais graves com as seguintes manifestações clínicas: hepatoesplenomegalia, icterícia, linfoadenopatia generalizada, erupções cutâneas, edemas musculares, derrames cavitários, hidrocefalia, meningoencefalite, micro ou macrocefalia, calcificações cerebrais, retardamento mental, coriorretinite.
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    Toxoplasmose pós-natal Formaganglionar ou febril: Geralmente adquirida por ingestão de traquizoítos ou de cistozoítos presentes na carna mal cozida. É a forma mais comum. No início da fase aguda o paciente se queixa de febre elevada, adenopatia cervical, mal-estar e fadiga. Após uma semana (em média) o paciente sente-se um pouco mais aliviado, nessa fase a doença está evoluindo para a fase crônica. Forma ocular: A lesão ocular pode se desenvolver a partir de uma infecção aguda, com presença de taquizoítos na retina e na coróide ou pela presença de cistos com bradizoítos provocando uma inflamação difusa ou multifocal. Os sintomas iniciais são o enbaçamento ou a perda parcial ou total da visão. O paciente pode queixar-se de dor ocular, hiperemia da conjuntiva e fotofobia.
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    Diagnóstico Diagnóstico parasitológico:Na fase aguda é possivel encontrar traquizoítos no sangue, no liquor, na saliva, no leite, no escarro, na placenta, em biopsias de linfonodos enfartados etc... Diagnóstico Imunológico: Também denominado diagnóstico sorológico, pois usa exames sorológicos para detectar os anticorpos produzidos pelo paciente.
  • 22.
    Profilaxia Precaver-se deingerir alimentos de origem animal ou carnes mal cozidas. As gestantes devem ser examinadas e acompanhadas sorologicamente. Em relação aos gatos deve- se combater os gatos de rua ou abandonados, controlando-se a sua população. Os criadores de gatos domésticos devem alimenta-los com ração e combater os ratos e camundongos. Incinerar as fezes do felino. Proteger as caixas de areia.
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    Tratamento Os medicamentosdisponíveis só apresentam eficácia na fase aguda, atingindo os taquizoítos circulantes. A fase crônica não tem cura!
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