PARASITOLOGIA DO
PROTOZOÁRIO Toxoplasma
gondii
CRATO - CE
2022
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE –CCBS
DEPARTAMENTE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - DCBio
CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
INTRODUÇÃO
A Distribuição do protozoário Toxoplasma gondii é
geograficamente mundial.
Assintomático
A toxoplasmose é uma zoonose
Toxoplasma gondii (Nicolle e Manceaux, 1909) é o
causador da Toxoplasmose.
CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA
Reino: Protista
Filo: Apicomplexa
Gênero: Toxoplasma
Espécie: T. gondii
CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA
HISTÓRICO
 Tunísia e Brasil, em 1908.
 O parasito foi descrito e criado o
gênero Toxoplasma e a espécie T.
gondii em 1909.
 Em 1937 foi realizado o primeiro
estudo detalhado do Toxoplasma
 parasita intracelular obrigatório.
Ctenodatylus gundi
MORFOLOGIA E HABITAT
 Toxoplasma gondii pode encontra-se em
diversos tecidos.
 Em felídeos ciclo sexuado nas células do
epitélio intestinal.
 Formas de resistência no meio exterior.
 O parasito apresenta uma morfologia
múltipla.
 Taquizoítos, bradizoítos e esporozoítos
forma infectante: Taquizoíto
FORMAS INFECTANTES
Taquizoítos Bradizoítos
Oocistos
FORMAS INFECTANTES
Taquizoítos
• Fase aguda
• Rápida multiplicação por endodiogenia.
• Vacúolo parasitóforo em várias células
• Pouco resistente.
FORMAS INFECTANTES
Bradizoítos
• Forma encontrada em células
permanentes de vários tecidos;
• Fase crônica
• Vacúolo parasitóforo;
• Endodiogenia e endopoligenia;
• Parede do cisto resistente
FORMAS INFECTANTES
Oocistos
 Parede dupla resistente
 Forma de resistência
 células intestinais de felídeos não imune
Oocisto esporulado com dois esporocistos,
com quatro esporozoítos.
FORMAS INFECTANTES
Oocistos
CICLO BIOLÓGICO
Hospedeiros intermediários Hospedeiros Definitivos
 FASE SEXUADA
 FASE ASSEXUADA
CICLO HETEROXENO
CICLO BIOLÓGICO
CICLO BIOLÓGICO
Toxoplasma gondii endodiogenia
CICLO BIOLÓGICO
O oocisto maduro
contendo
esporozoítos resiste a
passagem pelo suco
gástrico.
Diferenciação e
multiplicação
intracelular
Divisão no vacúolo
parasitóforo
(endodiogenia)
Rompimento da
célula
parasitada
Disseminação do
parasito no
organismo.
Diminuição do
parasitismo.
Diferenciação em
bradizoítos para a
formação de cistos.
FASE ASSEXUADA
CICLO BIOLÓGICO
Multiplicação por
merogonia
Alguns diferenciam-se
em microgametas e
macrogametas
A junção dos
gametas darão
origem ao
oocisto
FASE SEXUADA
Parasitas penetram as
células epiteliais do
intestino
Esporogônia, no meio externo
eles amadurecem (1 – 5 dias)
Duas
semanas.
12 a 18
meses
TRANSMISÃO
 T. gondii constitui uma das zoonoses mais
difundidas no mundo;
 40 a 80% dos adultos apresentam-se
positivos para toxoplasmose, em testes
sorológicos.
IMUNIDADE
 A aquisição da imunidade a toxoplasmose depende fundamentalmente da
indução de uma resposta celular específica.
 IFN-γ e IL-12 se comportam como citocinas-chaves nesse processo.
PATOGENIA
 O Toxoplasma gondii parasita seus hospedeiros intermediários e definitivos, sem produzir sinais
clínicos;
 Raras manifestações clinicas graves;
 Taquizoítos de T. gondii livres ou intracelulares podem se espalhar a partir do local da infecção
para linfonodos mesentéricos, órgãos mais distantes através da linfa ou do sangue;
PATOGENIA
 A conversão de taquizoítos para Bradizoíto é responsável pela fase crônica da infecção.
 A forma cística com bradizoítos contribui para que o Toxoplasma obtenha sucesso como
parasito.
 Os cistos teciduais permanecem infectantes, porém transmitindo somente pelo consumo de
vísceras do hospedeiro pelo predador .
TOXOPLASMOSE TRANSPLACENTÁRIA OU PRÉ-NATAL
 A gestante tem que estar na fase aguda da doença, ou tenha ocorrido uma reativação
da infecção no período gestacional associada a imunodepressão acentuada.
 Placentite
 As lesões fetais varia de acordo com o período de gestação.
TOXOPLASMOSE TRANSPLACENTÁRIA OU PRÉ-NATAL
CATARATA ANEMIA
MICROFITALMIA
LESÕES OCULARES
MICROCEFALIA
HIDROCEFALIA
CALCIFICAÇÃO CEREBRAL
• Epilepsia;
• Icterícia;
• Encefalite;
• Retardo psicomotor;
• Perturbações neurológicas;
• Macrocefalia.
TOXOPLASMOSE OCULAR
CARIORRETINITE
 Coriorretinite.
 30% a 60% dos casos são ocasionados pelo Toxoplasma gondii.
 É causado por uma infecção aguda com taquizoítos ocasionando lesões na retina e na coroide.
 É a forma mais frequentemente encontrada em crianças e adultos.
 Comprometimento ganglionar, apresenta febre alta.
 Pode ainda ocorrer mialgia, dor abdominal, hepatoesplenomegalia, mal-estar, exantema
e uveíte.
TOXOPLASMOSE GANGLIONAR OU FEBRIL AGUDA
HEPATOESPLENOMEGALIA
UVEÍTE
DIAGNÓSTICO
 Pode ser clinico ou laboratorial.
 Testes sorológicos;
Teste do corante ou reação
de Sabin Feldman (RSF)
Hemaglutinação indireta ( HAI) Reação de imunofluorescência indireta
( RIFI)
DIAGNÓSTICO
 Imunoensaio enzimático ou teste ELISA
DIAGNÓSTICO
 Associação de dados clínicos ;
 Pesquisa de anticorpos e exame de fundo do olho;
 Coeficiente de Goldmann-Witmer.
DIAGNÓSTICO PARA TOXOPLASMOSE OCULAR
EPIDEMIOLOGIA
 Encontrado em quase todos os países;
 Tipo I: Altamente virulenta;
 Tipo II: Não são virulentas;
 Tipo III: Não são virulentas;
 Os gatos têm importância fundamental na toxoplasmose.
TRATAMENTO
 TOXOPLASMOSE AGUDA SINTOMÁTICA: Piremetamina + sulfadiazina +
Ácido folínico.
 TOXOPLASMOSE OCULAR ATIVA: Piremetamina + sulfadiazina +
Prednisona
TRATAMENTO
 TOXOPLASMOSE AGUDA EM GESTANTES: Primeiro trimestre usa-se Espiramicina; no Terceiro
trimestre usa-se Piremetamina + sulfadiazina + Ácido folínico; em casos de infecção fetal usa-se
Espiramicina + sulfadiazina.
 ENCEFALITE EM IMUNODEFICIENTES: Pirimetanamina + clindamicina
PROFILAXIA “VIVENDO O HOMEM EM UM
MAR DE TOXOPLASMOSE”
ARTIGO
RESUMO E INTRODUÇÃO
 Conhecimento e o comportamento preventivo da toxoplasmose entre gestantes;
 Na região Nordeste do Brasil, em um município do Estado do Maranhão;
 Levando-se em conta a importância de sua repercussão para a gravidez.
MÉTODO
 Foi realizado um estudo de corte transversal
analítico, descritivo, com abordagem
quantitativa no período de junho de 2016 até
fevereiro de 2017, no município de Imperatriz no
Maranhão.
 A população sob estudo foi de gestantes que
realizavam pré-natal nas UBS.
RESULTADOS
 Entre as 239 gestantes que participaram do
estudo, a média da idade foi 24,4 anos.
 A maioria (77,8%) era casada ou vivia com o
companheiro e 41,8% das gestantes tinha ensino
médio completo; 52,3% mencionaram não
trabalhar formal ou informalmente; e 34,3%
referiram não trabalhar por ocupar-se com as
atividades domésticas.
 A renda mensal familiar de 77,3% variou de 1 a 2
salários mínimos; o número de pessoas que vivem
com a gestante variou de uma a oito pessoas.
Nenhuma associação significativa foi encontrada
entre o grupo de risco para toxoplasmose e as
variáveis sociodemográficas.
DISCUSSÃO
 Este é o primeiro estudo baseado em
cuidados primários que explora
toxoplasmose relacionada ao
conhecimento e comportamento
preventivo entre as gestantes;
 No município de Imperatriz, e também
no Estado do Maranhão.
CONCLUSÃO
 De uma forma geral, houve baixo nível de
conhecimento entre as entrevistadas, porém, uma
parte considerável teve conhecimento sobre as
medidas de prevenção para evitar a toxoplasmose
durante a gravidez.
 Entretanto, comportamentos não-preventivos
associaram-se fortemente à fatores de risco, como
contato com gatos, consumo de carne crua ou mal
cozida, contato com gatos filhotes na residência,
realizar limpeza das fezes do gato, mexer com areia.
PESQUISA CIENTÍFICA COM Toxoplasma gondii
BIBLIOGRAFIA
• Biologia geral:
Morfologia (ultraestrutura);
Ciclo de vida;
Biologia molecular;
Análise de imagem por MET;
Epidemiologia;
Relação parasita-hospedeiro;
Diagnóstico, tratamento, prevenção e controle;
Imunologia relacionada;
BIBLIOGRAFIA
Cultivo
Taquizoítos
Cistos teciduais
Oocistos
Isolamento de T. gondii
Bioensaios de tecidos em camundongos
Bioensaios de T. gondii em gatos
Exame de fezes de gato para oocistos de T.
gondii
Inoculação e Exame de Camundongos para T.
gondii
Procedimentos sorológicos
Detecção de anticorpos humorais
Testes de avidez
Detecção de DNA de T. gondii
Coloração imuno-histoquímica
Criopreservação
Preocupações e precauções de segurança ao
trabalhar com T. gondii
BIBLIOGRAFIA
Aspectos Taxonômicos e Evolutivos;
O Ciclo Evolutivo;
A Organização Estrutural de Toxoplasma gondii;
Aspectos Bioquímicos;
A Interação de Toxoplasma gondii com a Célula
Hospedeira;
Relação parasita-hospedeiro;
Quimioterapia Experimental;
Quadros Clínico (Patogênese, sintomatologia e
diagnóstico);
BIBLIOGRAFIA
ULTRAESTRUTURA
ULTRAESTRUTURA
O núcleo (azul) é circundado pelo
retículo endoplasmático rugoso
(amarelo). Acima dele, o
complexo de Golgi (verde) e o
apicoplasto (azul-verde). A única
mitocôndria se espalha através do
citosol (vermelho). Grânulos
densos (magenta) e grânulos de
amilopectina (branco) estão
dispersos no citosol. O complexo
apical é composto pelo conóide
cilíndrico. Abaixo, as organelas
secretoras: micronemas (laranja)
e roptrias (rosa). O corpo celular é
limitado por três unidades de
membrana (película) e abaixo dela
um conjunto de microtúbulos
subpeliculares
ULTRAESTRUTURA
INVASÃO CELULAR
CULTIVO – TAQUIZOÍTO (in vivo)
Os taquizoítos crescem na cavidade
peritoneal de camundongos, às vezes
produzindo ascite, e também crescem
na maioria dos outros tecidos do
hospedeiro.
Taquizoítos de uma cepa virulenta
podem ser aspirados da cavidade
peritoneal após eutanásia.
• A passagem rápida e frequente de taquizoítos de baixa virulência pode aumentar a virulência.
• Cepas de laboratório antigas não produzem mais oocistos depois que os cistos teciduais são
dados aos gatos.
CULTIVO – TAQUIZOÍTO (in vitro)
• O rendimento de taquizoítos irá variar com a linhagem celular e a cepa
de T. gondii. As cepas “virulentas” de camundongo destroem
rapidamente as células, enquanto as cepas “avirulentas” crescem
lentamente, causando danos celulares mínimos. O tempo médio de
geração dos taquizoítos da cepa RH é de 5 horas.
CULTIVO – TAQUIZOÍTO (in vitro)
• Via da membrana
corioalantóica.
CULTIVO – CISTOS TECIDUAIS (in vivo)
• Para manutenção de cistos teciduais em
camundongos, esses animais devem ser inoculados
s.c. com homogeneizado de cérebro a cada 3 a 6
meses.
• Os cistos teciduais do T. gondii têm gravidade
específica de 1,056.
CULTIVO – CISTOS TECIDUAIS (in vivo)
CULTIVO – CISTOS TECIDUAIS (in vitro)
• A maioria das cepas de T. gondii
desenvolverá espontaneamente cistos
teciduais em cultura de células sem
manipulação.
CULTIVO – OOCISTOS (in vivo)
ISOLAMENTO – OOCISTOS
ISOLAMENTO – OOCISTOS
ISOLAMENTO – OOCISTOS
1. Depois de flutuar os oocistos em solução de
sacarose, adicione 10 ml de solução fecal (em
ácido sulfúrico 2%) em um novo tubo Falcon de
50 ml. Neutralize o ácido com 6 ml de NaOH 1N
e complete o volume para 50 ml com água.
Vórtex para misturar bem.
2. Centrifugue a amostra fecal por 20 min a
1.200 X g à temperatura ambiente sem freios.
3. Descartar o sobrenadante e ressuspender o
sedimento em tampão Tris (TE, Tris 50 mM, EDTA
10 mM, pH 7,2).
4. Prepare a solução estoque de CsCl (gravidade
específica = 1,15) misturando 21,75 g de CsCl
com 103,25 ml de tampão TE e prepare o
gradiente conforme mostrado na tabela:
ISOLAMENTO – OOCISTOS
5. Despeje o gradiente descontínuo em um garrafa Nalgene Oak.
O gradiente é formado colocando cuidadosamente cada solução
usando seringa/agulha com uma torneira de duas vias.
6. Adicione lentamente o seguinte na ordem listada abaixo na
parte inferior do tubo Nalgene Oak Ridge (Observação: a taxa de
fluxo deve ser de 0,5 ml/s ou mais lenta):
i. 10 ml de amostra de suspensão de TE/oocistos
ii. 8 ml de solução A
iii. 8 ml de solução B
iv. 8 ml de solução C
7. Centrifugar a 12.000 X g 60 min + 4 ºC sem freios. Para melhor
separação, use um rotor oscilante de alta velocidade, mas um
rotor de ângulo fixo.
8. Colete oocistos da camada interfase opaca a branca (entre 1,05
e 1,11) usando uma pipeta de 10 ml. Esteja atento e minimize a
perturbação do gradiente e dos detritos ao transferir a interfase
para o novo tubo Falcon de 50 ml.
AMADURECIMENTO – OOCISTOS
2% (v:v)
AMADURECIMENTO – OOCISTOS
• O sedimento contendo os oocistos deve ser lavado mais uma vez e, em seguida, misturado com 2%
de H2SO4 e arejado em um agitador por 7 dias à temperatura ambiente (20–22 ºC).
DESENCISTAMENTO – OOCISTOS
• Procedimentos para excistação ideal de
esporozoítos de T. gondii não foram publicados*.
EFEITO ANTI-TOXOPLASMA
EFEITO ANTI-TOXOPLASMA
REFERÊNCIAS
 FREITAS, K. Pesquisadores descobrem uma nova organela no parasita da toxoplasmose. Dra.
Keilla Freitas, 2017. Disponível em: https://www.drakeillafreitas.com.br/toxoplasmose-em-
humanos/. Acesso em: 15, Junho de 2022.
 MOURA, I.; FERREIRA, I.; PONTES, A.; BICHARA, C. Conhecimento e comportamento
preventivo de gestantes sobre Toxoplasmose no município de Imperatriz, Maranhão, Brasil.
Temas livres Free themes. e
 MOTTA, D. Pesquisadores descobrem uma nova organela no parasita da toxoplasmose. FAPERJ,
2010. Disponível em:
https://siteantigo.faperj.br/?id=1773.2.0#:~:text=%E2%80%9CO%20Toxoplasma%20gondii%20%C3
%A9%20um,do%20organismo%20infectado%E2%80%9D%2C%20explica. Acesso em: 15, Junho de
2022.
 NEVES, D. P. Parasitologia humana. 13. ed. São Paulo: Atheneu, 2016.
c

apresentação toxoplasmose.pptx

  • 1.
    PARASITOLOGIA DO PROTOZOÁRIO Toxoplasma gondii CRATO- CE 2022 UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE –CCBS DEPARTAMENTE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - DCBio CURSO DE BACHARELADO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
  • 2.
    INTRODUÇÃO A Distribuição doprotozoário Toxoplasma gondii é geograficamente mundial. Assintomático A toxoplasmose é uma zoonose Toxoplasma gondii (Nicolle e Manceaux, 1909) é o causador da Toxoplasmose.
  • 3.
    CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA Reino: Protista Filo:Apicomplexa Gênero: Toxoplasma Espécie: T. gondii
  • 4.
  • 5.
    HISTÓRICO  Tunísia eBrasil, em 1908.  O parasito foi descrito e criado o gênero Toxoplasma e a espécie T. gondii em 1909.  Em 1937 foi realizado o primeiro estudo detalhado do Toxoplasma  parasita intracelular obrigatório. Ctenodatylus gundi
  • 6.
    MORFOLOGIA E HABITAT Toxoplasma gondii pode encontra-se em diversos tecidos.  Em felídeos ciclo sexuado nas células do epitélio intestinal.  Formas de resistência no meio exterior.  O parasito apresenta uma morfologia múltipla.  Taquizoítos, bradizoítos e esporozoítos forma infectante: Taquizoíto
  • 7.
  • 8.
    FORMAS INFECTANTES Taquizoítos • Faseaguda • Rápida multiplicação por endodiogenia. • Vacúolo parasitóforo em várias células • Pouco resistente.
  • 9.
    FORMAS INFECTANTES Bradizoítos • Formaencontrada em células permanentes de vários tecidos; • Fase crônica • Vacúolo parasitóforo; • Endodiogenia e endopoligenia; • Parede do cisto resistente
  • 10.
    FORMAS INFECTANTES Oocistos  Parededupla resistente  Forma de resistência  células intestinais de felídeos não imune Oocisto esporulado com dois esporocistos, com quatro esporozoítos.
  • 11.
  • 12.
    CICLO BIOLÓGICO Hospedeiros intermediáriosHospedeiros Definitivos  FASE SEXUADA  FASE ASSEXUADA CICLO HETEROXENO
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    CICLO BIOLÓGICO O oocistomaduro contendo esporozoítos resiste a passagem pelo suco gástrico. Diferenciação e multiplicação intracelular Divisão no vacúolo parasitóforo (endodiogenia) Rompimento da célula parasitada Disseminação do parasito no organismo. Diminuição do parasitismo. Diferenciação em bradizoítos para a formação de cistos. FASE ASSEXUADA
  • 16.
    CICLO BIOLÓGICO Multiplicação por merogonia Algunsdiferenciam-se em microgametas e macrogametas A junção dos gametas darão origem ao oocisto FASE SEXUADA Parasitas penetram as células epiteliais do intestino Esporogônia, no meio externo eles amadurecem (1 – 5 dias) Duas semanas. 12 a 18 meses
  • 17.
    TRANSMISÃO  T. gondiiconstitui uma das zoonoses mais difundidas no mundo;  40 a 80% dos adultos apresentam-se positivos para toxoplasmose, em testes sorológicos.
  • 18.
    IMUNIDADE  A aquisiçãoda imunidade a toxoplasmose depende fundamentalmente da indução de uma resposta celular específica.  IFN-γ e IL-12 se comportam como citocinas-chaves nesse processo.
  • 19.
    PATOGENIA  O Toxoplasmagondii parasita seus hospedeiros intermediários e definitivos, sem produzir sinais clínicos;  Raras manifestações clinicas graves;  Taquizoítos de T. gondii livres ou intracelulares podem se espalhar a partir do local da infecção para linfonodos mesentéricos, órgãos mais distantes através da linfa ou do sangue;
  • 20.
    PATOGENIA  A conversãode taquizoítos para Bradizoíto é responsável pela fase crônica da infecção.  A forma cística com bradizoítos contribui para que o Toxoplasma obtenha sucesso como parasito.  Os cistos teciduais permanecem infectantes, porém transmitindo somente pelo consumo de vísceras do hospedeiro pelo predador .
  • 21.
    TOXOPLASMOSE TRANSPLACENTÁRIA OUPRÉ-NATAL  A gestante tem que estar na fase aguda da doença, ou tenha ocorrido uma reativação da infecção no período gestacional associada a imunodepressão acentuada.  Placentite  As lesões fetais varia de acordo com o período de gestação.
  • 22.
    TOXOPLASMOSE TRANSPLACENTÁRIA OUPRÉ-NATAL CATARATA ANEMIA MICROFITALMIA LESÕES OCULARES MICROCEFALIA HIDROCEFALIA CALCIFICAÇÃO CEREBRAL • Epilepsia; • Icterícia; • Encefalite; • Retardo psicomotor; • Perturbações neurológicas; • Macrocefalia.
  • 23.
    TOXOPLASMOSE OCULAR CARIORRETINITE  Coriorretinite. 30% a 60% dos casos são ocasionados pelo Toxoplasma gondii.  É causado por uma infecção aguda com taquizoítos ocasionando lesões na retina e na coroide.
  • 24.
     É aforma mais frequentemente encontrada em crianças e adultos.  Comprometimento ganglionar, apresenta febre alta.  Pode ainda ocorrer mialgia, dor abdominal, hepatoesplenomegalia, mal-estar, exantema e uveíte. TOXOPLASMOSE GANGLIONAR OU FEBRIL AGUDA HEPATOESPLENOMEGALIA UVEÍTE
  • 25.
    DIAGNÓSTICO  Pode serclinico ou laboratorial.  Testes sorológicos; Teste do corante ou reação de Sabin Feldman (RSF) Hemaglutinação indireta ( HAI) Reação de imunofluorescência indireta ( RIFI)
  • 26.
  • 27.
    DIAGNÓSTICO  Associação dedados clínicos ;  Pesquisa de anticorpos e exame de fundo do olho;  Coeficiente de Goldmann-Witmer. DIAGNÓSTICO PARA TOXOPLASMOSE OCULAR
  • 28.
    EPIDEMIOLOGIA  Encontrado emquase todos os países;  Tipo I: Altamente virulenta;  Tipo II: Não são virulentas;  Tipo III: Não são virulentas;  Os gatos têm importância fundamental na toxoplasmose.
  • 29.
    TRATAMENTO  TOXOPLASMOSE AGUDASINTOMÁTICA: Piremetamina + sulfadiazina + Ácido folínico.  TOXOPLASMOSE OCULAR ATIVA: Piremetamina + sulfadiazina + Prednisona
  • 30.
    TRATAMENTO  TOXOPLASMOSE AGUDAEM GESTANTES: Primeiro trimestre usa-se Espiramicina; no Terceiro trimestre usa-se Piremetamina + sulfadiazina + Ácido folínico; em casos de infecção fetal usa-se Espiramicina + sulfadiazina.  ENCEFALITE EM IMUNODEFICIENTES: Pirimetanamina + clindamicina
  • 31.
    PROFILAXIA “VIVENDO OHOMEM EM UM MAR DE TOXOPLASMOSE”
  • 32.
  • 33.
    RESUMO E INTRODUÇÃO Conhecimento e o comportamento preventivo da toxoplasmose entre gestantes;  Na região Nordeste do Brasil, em um município do Estado do Maranhão;  Levando-se em conta a importância de sua repercussão para a gravidez.
  • 34.
    MÉTODO  Foi realizadoum estudo de corte transversal analítico, descritivo, com abordagem quantitativa no período de junho de 2016 até fevereiro de 2017, no município de Imperatriz no Maranhão.  A população sob estudo foi de gestantes que realizavam pré-natal nas UBS.
  • 35.
    RESULTADOS  Entre as239 gestantes que participaram do estudo, a média da idade foi 24,4 anos.  A maioria (77,8%) era casada ou vivia com o companheiro e 41,8% das gestantes tinha ensino médio completo; 52,3% mencionaram não trabalhar formal ou informalmente; e 34,3% referiram não trabalhar por ocupar-se com as atividades domésticas.  A renda mensal familiar de 77,3% variou de 1 a 2 salários mínimos; o número de pessoas que vivem com a gestante variou de uma a oito pessoas. Nenhuma associação significativa foi encontrada entre o grupo de risco para toxoplasmose e as variáveis sociodemográficas.
  • 36.
    DISCUSSÃO  Este éo primeiro estudo baseado em cuidados primários que explora toxoplasmose relacionada ao conhecimento e comportamento preventivo entre as gestantes;  No município de Imperatriz, e também no Estado do Maranhão.
  • 37.
    CONCLUSÃO  De umaforma geral, houve baixo nível de conhecimento entre as entrevistadas, porém, uma parte considerável teve conhecimento sobre as medidas de prevenção para evitar a toxoplasmose durante a gravidez.  Entretanto, comportamentos não-preventivos associaram-se fortemente à fatores de risco, como contato com gatos, consumo de carne crua ou mal cozida, contato com gatos filhotes na residência, realizar limpeza das fezes do gato, mexer com areia.
  • 38.
    PESQUISA CIENTÍFICA COMToxoplasma gondii
  • 39.
    BIBLIOGRAFIA • Biologia geral: Morfologia(ultraestrutura); Ciclo de vida; Biologia molecular; Análise de imagem por MET; Epidemiologia; Relação parasita-hospedeiro; Diagnóstico, tratamento, prevenção e controle; Imunologia relacionada;
  • 40.
    BIBLIOGRAFIA Cultivo Taquizoítos Cistos teciduais Oocistos Isolamento deT. gondii Bioensaios de tecidos em camundongos Bioensaios de T. gondii em gatos Exame de fezes de gato para oocistos de T. gondii Inoculação e Exame de Camundongos para T. gondii Procedimentos sorológicos Detecção de anticorpos humorais Testes de avidez Detecção de DNA de T. gondii Coloração imuno-histoquímica Criopreservação Preocupações e precauções de segurança ao trabalhar com T. gondii
  • 41.
    BIBLIOGRAFIA Aspectos Taxonômicos eEvolutivos; O Ciclo Evolutivo; A Organização Estrutural de Toxoplasma gondii; Aspectos Bioquímicos; A Interação de Toxoplasma gondii com a Célula Hospedeira; Relação parasita-hospedeiro; Quimioterapia Experimental; Quadros Clínico (Patogênese, sintomatologia e diagnóstico);
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    ULTRAESTRUTURA O núcleo (azul)é circundado pelo retículo endoplasmático rugoso (amarelo). Acima dele, o complexo de Golgi (verde) e o apicoplasto (azul-verde). A única mitocôndria se espalha através do citosol (vermelho). Grânulos densos (magenta) e grânulos de amilopectina (branco) estão dispersos no citosol. O complexo apical é composto pelo conóide cilíndrico. Abaixo, as organelas secretoras: micronemas (laranja) e roptrias (rosa). O corpo celular é limitado por três unidades de membrana (película) e abaixo dela um conjunto de microtúbulos subpeliculares
  • 45.
  • 47.
  • 48.
    CULTIVO – TAQUIZOÍTO(in vivo) Os taquizoítos crescem na cavidade peritoneal de camundongos, às vezes produzindo ascite, e também crescem na maioria dos outros tecidos do hospedeiro. Taquizoítos de uma cepa virulenta podem ser aspirados da cavidade peritoneal após eutanásia. • A passagem rápida e frequente de taquizoítos de baixa virulência pode aumentar a virulência. • Cepas de laboratório antigas não produzem mais oocistos depois que os cistos teciduais são dados aos gatos.
  • 49.
    CULTIVO – TAQUIZOÍTO(in vitro) • O rendimento de taquizoítos irá variar com a linhagem celular e a cepa de T. gondii. As cepas “virulentas” de camundongo destroem rapidamente as células, enquanto as cepas “avirulentas” crescem lentamente, causando danos celulares mínimos. O tempo médio de geração dos taquizoítos da cepa RH é de 5 horas.
  • 50.
    CULTIVO – TAQUIZOÍTO(in vitro) • Via da membrana corioalantóica.
  • 51.
    CULTIVO – CISTOSTECIDUAIS (in vivo) • Para manutenção de cistos teciduais em camundongos, esses animais devem ser inoculados s.c. com homogeneizado de cérebro a cada 3 a 6 meses. • Os cistos teciduais do T. gondii têm gravidade específica de 1,056.
  • 52.
    CULTIVO – CISTOSTECIDUAIS (in vivo)
  • 53.
    CULTIVO – CISTOSTECIDUAIS (in vitro) • A maioria das cepas de T. gondii desenvolverá espontaneamente cistos teciduais em cultura de células sem manipulação.
  • 54.
  • 55.
  • 56.
  • 57.
    ISOLAMENTO – OOCISTOS 1.Depois de flutuar os oocistos em solução de sacarose, adicione 10 ml de solução fecal (em ácido sulfúrico 2%) em um novo tubo Falcon de 50 ml. Neutralize o ácido com 6 ml de NaOH 1N e complete o volume para 50 ml com água. Vórtex para misturar bem. 2. Centrifugue a amostra fecal por 20 min a 1.200 X g à temperatura ambiente sem freios. 3. Descartar o sobrenadante e ressuspender o sedimento em tampão Tris (TE, Tris 50 mM, EDTA 10 mM, pH 7,2). 4. Prepare a solução estoque de CsCl (gravidade específica = 1,15) misturando 21,75 g de CsCl com 103,25 ml de tampão TE e prepare o gradiente conforme mostrado na tabela:
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    ISOLAMENTO – OOCISTOS 5.Despeje o gradiente descontínuo em um garrafa Nalgene Oak. O gradiente é formado colocando cuidadosamente cada solução usando seringa/agulha com uma torneira de duas vias. 6. Adicione lentamente o seguinte na ordem listada abaixo na parte inferior do tubo Nalgene Oak Ridge (Observação: a taxa de fluxo deve ser de 0,5 ml/s ou mais lenta): i. 10 ml de amostra de suspensão de TE/oocistos ii. 8 ml de solução A iii. 8 ml de solução B iv. 8 ml de solução C 7. Centrifugar a 12.000 X g 60 min + 4 ºC sem freios. Para melhor separação, use um rotor oscilante de alta velocidade, mas um rotor de ângulo fixo. 8. Colete oocistos da camada interfase opaca a branca (entre 1,05 e 1,11) usando uma pipeta de 10 ml. Esteja atento e minimize a perturbação do gradiente e dos detritos ao transferir a interfase para o novo tubo Falcon de 50 ml.
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    AMADURECIMENTO – OOCISTOS •O sedimento contendo os oocistos deve ser lavado mais uma vez e, em seguida, misturado com 2% de H2SO4 e arejado em um agitador por 7 dias à temperatura ambiente (20–22 ºC).
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    DESENCISTAMENTO – OOCISTOS •Procedimentos para excistação ideal de esporozoítos de T. gondii não foram publicados*.
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    REFERÊNCIAS  FREITAS, K.Pesquisadores descobrem uma nova organela no parasita da toxoplasmose. Dra. Keilla Freitas, 2017. Disponível em: https://www.drakeillafreitas.com.br/toxoplasmose-em- humanos/. Acesso em: 15, Junho de 2022.  MOURA, I.; FERREIRA, I.; PONTES, A.; BICHARA, C. Conhecimento e comportamento preventivo de gestantes sobre Toxoplasmose no município de Imperatriz, Maranhão, Brasil. Temas livres Free themes. e  MOTTA, D. Pesquisadores descobrem uma nova organela no parasita da toxoplasmose. FAPERJ, 2010. Disponível em: https://siteantigo.faperj.br/?id=1773.2.0#:~:text=%E2%80%9CO%20Toxoplasma%20gondii%20%C3 %A9%20um,do%20organismo%20infectado%E2%80%9D%2C%20explica. Acesso em: 15, Junho de 2022.  NEVES, D. P. Parasitologia humana. 13. ed. São Paulo: Atheneu, 2016. c