VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE REGISTRO DE ATENDIMENTO PARA O MODELO DE ATENÇÃO DOMICILIAR /INTERNAÇÃO DOMICILIAR NO SANATÓRIO SANTA IZABEL/FHEMIG
Grupo de pesquisadores Leonardo Cançado Monteiro Savassi Maria José Moraes Antunes Maria Rizoneide Negreiros Araújo Tatiana Bogutchi Débora Pereira Thomaz Josiane de Pinho Marques Mesquita
INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais /FHEMIG Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Minas Gerais /FAPEMIG; Pontifícia Universidade Católica do Estado de Minas Gerais/ PUC Minas Betim Equipe de Atenção Básica do Sanatório Santa Isabel (S.S.I.). Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade
COLÔNIA SANTA IZABEL   Sanatório Santa Izabel Um pouco da história …
SANATÓRIO SANTA IZABEL . Brasil, 1929: Isolamento dos leprosos- 57 colônias, 36 preventórios, 40 dispensários. Minas Gerais: 8 colônias, 5 preventórios, 1 dispensário. 1931: Colônia Santa Isabel . Década de 50: 3.000 hansenianos em grandes pavilhões, separados por sexo e faixa etária: 2 a  maior do Brasil Até metade da década de 80: Restrita aos hansenianos .
COLÔNIA SANTA IZABEL Década de 90: Poliquimioterapia, 100% de cura: seis meses a um ano de tratamento. 1995: Lei 9010 proíbe a palavra  lepra . Atualmente: CSSI - Gestão da FHEMIG: Pavilhões, lares abrigados e lares da comunidade. Bairro Citrolândia: Menor IDH da região metropolitana. Fragilidade, solidão dos ex-hansenianos, mutilados e idosos.
JUSTIFICATIVA DIFICULDADES Inerentes ao cuidado domiciliar:  barreiras físicas de acesso;  inadequação do ambiente domiciliar;  dificuldade no transporte  tanto dos pacientes para centros terapêuticos/ propedêuticos quanto dos profissionais de saúde para os espaços domiciliares mais longínquos
JUSTIFICATIVA DIFICULDADES Prontuário extenso, pesado e dividido por subespecialidades e profissões dificulta o manuseio, acesso a informação e transporte até a casa do paciente. Alguns profissionais levam “a última folha” para o registro.
JUSTIFICATIVA DIFICULDADES Ausência de instrumento que garanta o fluxo das informações: desencontros entre a equipe, entre ela e o cuidador e o próprio paciente Atendimento multiprofissional, não em equipe.
PROJETO DE PESQUISA “ VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE REGISTRO DE ATENDIMENTO PARA O MODELO DE ATENÇÃO DOMICILIAR /INTERNAÇÃO DOMICILIAR SANATÓRIO SANTA IZABEL/FHEMIG”
JUSTIFICATIVA Necessitamos de alternativas para a Atenção Domiciliar, que proporcionem assistência e vigilância à saúde no domicílio, dentro dos princípios do SUS, à comunidade da CSSI. Se a avaliação é multiprofissional, é fundamental  um instrumento que funcione como elo de informações entre os diversos profissionais. Necessidade de adequação às normas técnicas  da Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde.
NORMAS TÉCNICAS DE REFERÊNCIA DO PROJETO ANVISA: RDC N◦ 11, janeiro de 2006: Dispõe sobre o regulamento técnico de funcionamento de serviços de Atenção Domiciliar;  MINISTÉRIO DA SAÚDE: PORTARIA MS /GM N◦2.529, outubro de 2006: Institui a Internação Domiciliar no âmbito do SUS.
OBJETIVO GERAL  Avaliar a viabilidade de um instrumento leve e conciso na reorganização do Atendimento Domiciliar,  e com isto: Implementar Atenção Domiciliar de qualidade para os pacientes crônicos, portadores de múltiplos agravos e pacientes de cuidados prolongados, que necessitam de assistência contínua e de reabilitação físico-funcional, na CSSI.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS Sensibilizar  profissionais de saúde e cuidadores domiciliares importância da implementação do trabalho e de registros integrados; Implantar a Caderneta de Cuidados Domiciliares como instrumento de informações de saúde entre  todos os níveis  do sistema de saúde e como estratégia para a organização de visitas e para a integração profissional, incluso aqui o cuidador familiar;
OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliar as dificuldades e ganhos proporcionados pelo instrumento na qualidade da atenção; Avaliar a satisfação do  usuário  em relação ao instrumento, do  profissional de saúde  em relação a efetividade do instrumento e a satisfação e a adesão do  cuidador  no processo de cuidado e no preenchimento da Caderneta de Cuidados Domiciliares
OBJETIVOS ESPECÍFICOS Validar  o instrumento, registrando e aplicando as sugestões dos profissionais, pacientes, cuidadores e acadêmicos; Promover inclusões e melhorias que possam torná-lo mais efetivo; Avaliar melhorias das condições de saúde e da qualidade de vida dos pacientes em Atenção Domiciliar, após a implantação do instrumento proposto.
METODOLOGIA Tipo da pesquisa: Exploratória, descritiva, interventiva. Cenário da pesquisa:  Loci  assistenciais do S.S.I. Público alvo:  direto : pacientes seqüelados de hanseníase da CSSI. atendidos em domicílio, inclusos nas AIH-5, na fila de espera da AIH-5 e os não cadastrados localizados por busca ativa indireto: Profissionais da saúde, gestores e cuidadores do S.S.I.
Critérios para construção da caderneta: Instrumento de fácil leitura para cuidadores, paciente e equipe interdisciplinar. Estrutura  articulando as áreas clínicas e sociais envolvidas, permitindo auto –avaliação permanente da evolução do paciente na promoção, prevenção e reabilitação. Indução ao trabalho de equipe.  Uma caderneta que funcione como prontuário ou um prontuário domiciliar portátil?
METODOLOGIA Análise de resultados dos questionários: Programa EpiInfo 2000; Análise dos resultados de satisfação: Análise de discurso. Preceitos éticos: Cumpre as normas da Resolução 196/96 do CNS, sendo  submetido aos comitês de ética de pesquisa em seres humanos das instituições envolvidas: PUC Minas e FHEMIG, à qual o Sanatório Santa Izabel está vinculado.
CRONOGRAMA X X X Redação de relatório final X X Análise estatística X avaliação final da caderneta X 3ª Pesquisa com usuários/ profissionais / cuidadores SEIS MESES Aplicação da caderneta modificada X X Análise estatística X 2ª Pesquisa com usuários/ profissionais / cuidadores X Reavaliação pela equipe - falhas e virtudes, proposta de mudancas SEIS MESES Aplicação da caderneta X 1ª Pesquisa com usuários/ profissionais / cuidadores X Capacitação da equipe  06 05 04 03 02 01 12 11 10 09 08 07 06 05 04 03 02 01 Descrição
DISCUSSÃO Elaboração interdisciplinar: participação ativa e conjunta da equipe na elaboração do instrumento - facilita a adesão Excelência Clínica: escalas internacionais, avaliação de AVD/AVDI, mental, odontológica, CIF Ficha de Avaliação Inicial única e contínua: espaços dos campos de cada profissão, mas contínuo e com áreas comuns
DISCUSSÃO Folha de Evolução Única: todos os profissionais escrevem juntos a caderneta, em seqüência: consciência da evolução clínica global. Espaço definido e específico para a avaliação interdisciplinar que induza a reunião da equipe
Quadro da Via Sacra da Igreja Católica local, pintado por Luís Verganini, ex morador da Colônia,  atendente de enfermagem, falecido em 1986.

Tema Livre Apresentacao Oral Apresentado No I Cobrad Cascavel Pr

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    VALIDAÇÃO DE UMINSTRUMENTO DE REGISTRO DE ATENDIMENTO PARA O MODELO DE ATENÇÃO DOMICILIAR /INTERNAÇÃO DOMICILIAR NO SANATÓRIO SANTA IZABEL/FHEMIG
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    Grupo de pesquisadoresLeonardo Cançado Monteiro Savassi Maria José Moraes Antunes Maria Rizoneide Negreiros Araújo Tatiana Bogutchi Débora Pereira Thomaz Josiane de Pinho Marques Mesquita
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    INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS FundaçãoHospitalar do Estado de Minas Gerais /FHEMIG Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Minas Gerais /FAPEMIG; Pontifícia Universidade Católica do Estado de Minas Gerais/ PUC Minas Betim Equipe de Atenção Básica do Sanatório Santa Isabel (S.S.I.). Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade
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    COLÔNIA SANTA IZABEL Sanatório Santa Izabel Um pouco da história …
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    SANATÓRIO SANTA IZABEL. Brasil, 1929: Isolamento dos leprosos- 57 colônias, 36 preventórios, 40 dispensários. Minas Gerais: 8 colônias, 5 preventórios, 1 dispensário. 1931: Colônia Santa Isabel . Década de 50: 3.000 hansenianos em grandes pavilhões, separados por sexo e faixa etária: 2 a maior do Brasil Até metade da década de 80: Restrita aos hansenianos .
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    COLÔNIA SANTA IZABELDécada de 90: Poliquimioterapia, 100% de cura: seis meses a um ano de tratamento. 1995: Lei 9010 proíbe a palavra lepra . Atualmente: CSSI - Gestão da FHEMIG: Pavilhões, lares abrigados e lares da comunidade. Bairro Citrolândia: Menor IDH da região metropolitana. Fragilidade, solidão dos ex-hansenianos, mutilados e idosos.
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    JUSTIFICATIVA DIFICULDADES Inerentesao cuidado domiciliar: barreiras físicas de acesso; inadequação do ambiente domiciliar; dificuldade no transporte tanto dos pacientes para centros terapêuticos/ propedêuticos quanto dos profissionais de saúde para os espaços domiciliares mais longínquos
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    JUSTIFICATIVA DIFICULDADES Prontuárioextenso, pesado e dividido por subespecialidades e profissões dificulta o manuseio, acesso a informação e transporte até a casa do paciente. Alguns profissionais levam “a última folha” para o registro.
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    JUSTIFICATIVA DIFICULDADES Ausênciade instrumento que garanta o fluxo das informações: desencontros entre a equipe, entre ela e o cuidador e o próprio paciente Atendimento multiprofissional, não em equipe.
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    PROJETO DE PESQUISA“ VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE REGISTRO DE ATENDIMENTO PARA O MODELO DE ATENÇÃO DOMICILIAR /INTERNAÇÃO DOMICILIAR SANATÓRIO SANTA IZABEL/FHEMIG”
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    JUSTIFICATIVA Necessitamos dealternativas para a Atenção Domiciliar, que proporcionem assistência e vigilância à saúde no domicílio, dentro dos princípios do SUS, à comunidade da CSSI. Se a avaliação é multiprofissional, é fundamental um instrumento que funcione como elo de informações entre os diversos profissionais. Necessidade de adequação às normas técnicas da Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde.
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    NORMAS TÉCNICAS DEREFERÊNCIA DO PROJETO ANVISA: RDC N◦ 11, janeiro de 2006: Dispõe sobre o regulamento técnico de funcionamento de serviços de Atenção Domiciliar; MINISTÉRIO DA SAÚDE: PORTARIA MS /GM N◦2.529, outubro de 2006: Institui a Internação Domiciliar no âmbito do SUS.
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    OBJETIVO GERAL Avaliar a viabilidade de um instrumento leve e conciso na reorganização do Atendimento Domiciliar, e com isto: Implementar Atenção Domiciliar de qualidade para os pacientes crônicos, portadores de múltiplos agravos e pacientes de cuidados prolongados, que necessitam de assistência contínua e de reabilitação físico-funcional, na CSSI.
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    OBJETIVOS ESPECÍFICOS Sensibilizar profissionais de saúde e cuidadores domiciliares importância da implementação do trabalho e de registros integrados; Implantar a Caderneta de Cuidados Domiciliares como instrumento de informações de saúde entre todos os níveis do sistema de saúde e como estratégia para a organização de visitas e para a integração profissional, incluso aqui o cuidador familiar;
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    OBJETIVOS ESPECÍFICOS Avaliaras dificuldades e ganhos proporcionados pelo instrumento na qualidade da atenção; Avaliar a satisfação do usuário em relação ao instrumento, do profissional de saúde em relação a efetividade do instrumento e a satisfação e a adesão do cuidador no processo de cuidado e no preenchimento da Caderneta de Cuidados Domiciliares
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    OBJETIVOS ESPECÍFICOS Validar o instrumento, registrando e aplicando as sugestões dos profissionais, pacientes, cuidadores e acadêmicos; Promover inclusões e melhorias que possam torná-lo mais efetivo; Avaliar melhorias das condições de saúde e da qualidade de vida dos pacientes em Atenção Domiciliar, após a implantação do instrumento proposto.
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    METODOLOGIA Tipo dapesquisa: Exploratória, descritiva, interventiva. Cenário da pesquisa: Loci assistenciais do S.S.I. Público alvo: direto : pacientes seqüelados de hanseníase da CSSI. atendidos em domicílio, inclusos nas AIH-5, na fila de espera da AIH-5 e os não cadastrados localizados por busca ativa indireto: Profissionais da saúde, gestores e cuidadores do S.S.I.
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    Critérios para construçãoda caderneta: Instrumento de fácil leitura para cuidadores, paciente e equipe interdisciplinar. Estrutura articulando as áreas clínicas e sociais envolvidas, permitindo auto –avaliação permanente da evolução do paciente na promoção, prevenção e reabilitação. Indução ao trabalho de equipe. Uma caderneta que funcione como prontuário ou um prontuário domiciliar portátil?
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    METODOLOGIA Análise deresultados dos questionários: Programa EpiInfo 2000; Análise dos resultados de satisfação: Análise de discurso. Preceitos éticos: Cumpre as normas da Resolução 196/96 do CNS, sendo submetido aos comitês de ética de pesquisa em seres humanos das instituições envolvidas: PUC Minas e FHEMIG, à qual o Sanatório Santa Izabel está vinculado.
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    CRONOGRAMA X XX Redação de relatório final X X Análise estatística X avaliação final da caderneta X 3ª Pesquisa com usuários/ profissionais / cuidadores SEIS MESES Aplicação da caderneta modificada X X Análise estatística X 2ª Pesquisa com usuários/ profissionais / cuidadores X Reavaliação pela equipe - falhas e virtudes, proposta de mudancas SEIS MESES Aplicação da caderneta X 1ª Pesquisa com usuários/ profissionais / cuidadores X Capacitação da equipe 06 05 04 03 02 01 12 11 10 09 08 07 06 05 04 03 02 01 Descrição
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    DISCUSSÃO Elaboração interdisciplinar:participação ativa e conjunta da equipe na elaboração do instrumento - facilita a adesão Excelência Clínica: escalas internacionais, avaliação de AVD/AVDI, mental, odontológica, CIF Ficha de Avaliação Inicial única e contínua: espaços dos campos de cada profissão, mas contínuo e com áreas comuns
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    DISCUSSÃO Folha deEvolução Única: todos os profissionais escrevem juntos a caderneta, em seqüência: consciência da evolução clínica global. Espaço definido e específico para a avaliação interdisciplinar que induza a reunião da equipe
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    Quadro da ViaSacra da Igreja Católica local, pintado por Luís Verganini, ex morador da Colônia, atendente de enfermagem, falecido em 1986.