Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda – Univ. Aveiro




                         Cuidados Paliativos – Morrer
                               com Dignidade

Manuel Luís Capelas
Mestre em Cuidados Paliativos
Doutorando em Ciências da Saúde
Professor no Inst. Ciências da Saúde - Universidade Católica Portuguesa
Grupo de Investigação em Cuidados Paliativos
Presidente da Direcção da APCP
EAPC Task Force for Palliative Care in Long-Term Care Settings for Older People
A pessoa em fim de vida

   Responde-se às suas necessidades?




           Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   2
A pessoa em fim de vida

   Responde-se às suas necessidades?
       Não
           “Family Perspectives on enf-of-life care at
            the last place of care” (JAMA, 7 Jan 2004)

           “No time for dying: a study of the care of
            dying patients in 2 acute care australian
            hospitals” (JPC, 2003)

           “The SUPPORT study” (JAMA, 1995)


                Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)        3
A pessoa em fim de vida: respostas
      Comum
          Preservar a vida a qualquer custo

      Alternativa
          Equilíbrio certo entre lutar pela vida e
           aceitar a inevitabilidade da morte




                 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)    4
Cuidados Paliativos: Definição
“Cuidados activos e totais dos doentes e
 suas     famílias,        prestados                   por   uma
 equipa     multidisciplinar,                         quando      a
 doença       já         não              responde              ao
 tratamento           curativo                    e     a      sua
 expectativa de vida é relativamente
 curta”
                                                         R. Twycross

              Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                        5
Cuidados Paliativos: Definição
“Cuidados que melhoram a qualidade de
 vida dos doentes afectados por problemas
 de saúde que ameaçam a vida, e sua
 família, através da prevenção e alívio do
 sofrimento             pela            compreensão        e
 identificação precoce, avaliação e controlo
 da   dor      e      outros           problemas   físicos,
 psicológicos, sociais e espirituais”
                                                O. M. S. 2002
            Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)               6
Critérios de doença terminal

   Presença      de    doença                     avançada,
    progressiva, incurável
   Ausência de possibilidades minimamente
    realistas de resposta ao tratamento
    específico
   Presença de inúmeros problemas ou
    sintomatologia      intensa, múltipla,
    multifactorial e em evolução

               Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)          7
Critérios de doença terminal


   Grande impacto emocional no doente,
    família e equipa terapêutica, muito
    relacionado com a presença explícita,
    ou não, da morte

   Prognóstico de vida inferior a 6 meses




                Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   8
População-Alvo
   Pessoas com malformações congénitas ou outras situações que
    dependam de terapêutica de suporte de vida e/ou apoio de longa
    duração para as AVD

   Pessoas com qualquer doença aguda, grave e ameaçadora da vida
    (traumatismos graves, leucemias, AVC agudo) onde a cura ou
    reversibilidade é um objetivo realista mas a situação/terapêutica
    gera sofrimento/baixa qualidade de vida

   Pessoas com doença crónica progressiva (doença vascular periférica,
    neoplasias, insuficiência renal ou hepática, SIDA, AVC com
    incapacidade funcional, doença cardíaca ou pulmonar avançada,
    fragilidade, doenças neurovegetativas e demências)

   Pessoas com lesões crónicas e limitativas resultantes de acidentes ou
    outras formas de trauma

   Pessoas seriamente doentes ou em fase terminal (demência em
    estadio final, cancro terminal, SIDA, AVC gravemente incapacitante)
    que não têm possibilidade de recuperação ou estabilização e para os
    quais os CP intensivos são o focus


                       Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                    9
Princípios
   Proporcionam o alívio da dor e outros
    sintomas geradores de sofrimento
   Afirmam a vida e consideram a morte
    como processo natural
   Não atrasam nem antecipam a morte
   Integram as componentes psicológicas,
    sociais e espirituais nos cuidados ao doente
    e família

                 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   10
Princípios

   Proporcionam um sistema de suporte para
    ajudar os doentes a viver o mais
    activamente possível até à morte

   Proporcionam um sistema de suporte, de
    ajuda à família para que esta consiga lidar
    com a doença do seu ente e com o seu
    próprio luto

                 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   11
Princípios
   Utilizam o trabalho de equipa para
    abordar as necessidades do doente e
    família, incluindo o apoio no luto

   Proporcionam a melhoria da qualidade de
    vida, podendo influenciar positivamente o
    curso da doença

   Devem alocar racionalmente os recursos


                Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   12
Princípios
   Devem ser implementados precocemente
    no curso da doença, em conjugação com
    outras terapias vocacionadas para o
    aumento do tempo de vida

   A investigação é a base da compreensão e
    controlo     de     sintomas/complicações
    geradoras de sofrimento


                Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   13
Componentes fundamentais
   Controlo dos sintomas
   Comunicação afectiva
   Reabilitação
   Continuidade dos cuidados
   Cuidados na agonia
   Apoio no luto
   Formação
   Investigação

              Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   14
Filosofia
   Dirigem-se mais ao doente do que à doença
   Aceitam a morte, mas também melhoram a
    vida
   Constituem uma aliança entre o doente e os
    prestadores de cuidados
   Preocupam-se mais com a reconciliação do
    que com a cura
                                                        Robert Twycross


                    Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                15
Objectivos

   Prevenir e tratar sintomas
    indesejáveis
   Reduzir o sofrimento
   Promover a dignidade e qualidade
    de vida
   Respeitar de forma inquestionável o
    valor da Vida Humana
   Permitir morrer mas não matar

           Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   16
Níveis de diferenciação
                Centros de
                Excelência


         Cuidados Paliativos
           Especializados


      Cuidados Paliativos Gerais



        Abordagem Paliativa



        Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   17
Tipologia de Recursos


  UCP                        UCP                  EIHSCP
  H. Agudos              H. Não Agudos               1/Hospital
 24-30/106 hab           56-70/106 hab            1/Hospital 250 c


 ECPD                      C.Dia                   Volunt
  1/105 hab               1/60 000 hab            1/40-80 000 hab




              Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                   18
Realidade Portuguesa- ECPD

                                             O que
                         Estimação                              O que falta
    Distrito                                 temos

                   Min     Max     Média                  Min        Max         Média

Aveiro                 7      11         9            0          7          11         9
Beja                   2       2         2            2          0           0         0
Braga                  8      13        11            0          8          13        11
Bragança               1       2         2            1          0           1         1
Castelo Branco         2       3         3            0          2           3         3
Coimbra                4       6         5            0          4           6         5
Évora                  2       3         3            0          2           3         3
Faro                   5       7         6            1          4           6         5
Guarda                 2       2         2            0          2           2         2
Leiria                 5       7         6            0          5           7         6
Lisboa                22      34        28            2         20          32        26
Portalegre             1       2         2            0          1           2         2
Porto                 18      27        23            3         15          24        20
Santarém               5       7         6            0          5           7         6
Setúbal                8      13        11            1          7          12        10
Viana do Castelo       2       4         3            0          2           4         3
Vila Real              2       3         3            0          2           3         3
Viseu                  4       6         5            0          4           6         5
Açores                 2       4         3            0          2           4         3
Madeira                3       4         4            0          3           4         4
TOTAL                106     158       132           10         96         148       122

                     Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                                     19
Realidade Portuguesa – EIHSCP

        Distrito            Estimação O que temos O que falta
        Aveiro                         9                  0    9
        Beja                           2                  1    1
        Braga                          5                  0    5
        Bragança                       3                  0    3
        Castelo Branco                 3                  0    3
        Coimbra                        7                  0    7
        Évora                          1                  0    1
        Faro                           4                  2    2
        Guarda                         2                  0    2
        Leiria                         5                  0    5
        Lisboa                        16                  8    8
        Portalegre                     2                  1    1
        Porto                         14                  4   10
        Santarém                       4                  0    4
        Setúbal                        5                  3    2
        Viana do Castelo               2                  0    2
        Vila Real                      3                  0    3
        Viseu                          3                  0    3
        Açores                         3                  0    3
        Madeira                        3                  0    3
        TOTAL                         96                 19   77




                     Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)             20
Realidade Portuguesa – Camas (total)

                                             O que
                         Estimação                              O que falta
    Distrito                                 temos

                   Min     Max     Média                 Min         Max         Média

Aveiro                57      71        64         0            57          71        64
Beja                  12      15        14         6             6           9         8
Braga                 68      85        76         0            68          85        76
Bragança              11      14        12         8             3           6         4
Castelo Branco        16      20        18        10             6          10         8
Coimbra               34      43        39        34             0           9         5
Évora                 13      17        15         6             7          11         9
Faro                  36      45        41        10            26          35        31
Guarda                13      16        14        11             2           5         3
Leiria                38      47        42         0            38          47        42
Lisboa               180     224       202        55           125         169       147
Portalegre            10      12        11         5             5           7         6
Porto                145     182       163        43           102         139       120
Santarém              36      45        41        10            26          35        31
Setúbal               68      85        76        16            52          69        60
Viana do Castelo      20      24        22         0            20          24        22
Vila Real             17      21        19         7            10          14        12
Viseu                 30      38        34        20            10          18        14
Açores                20      25        22         0            20          25        22
Madeira               21      27        24         0            21          27        24
TOTAL                844    1056       950       241           603         815       709

                     Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                                     21
Realidade Portuguesa- Camas (agudos)

                                              O que
                          Estimação                               O que falta
     Distrito                                 temos

                    Min     Max     Média                  Min         Max         Média

 Aveiro                17      21        19            0          17          21        19
 Beja                   4       5         4            0           4           5         4
 Braga                 20      25        23            0          20          25        23
 Bragança               3       4         4            0           3           4         4
 Castelo Branco         5       6         5           10          -5          -4        -5
 Coimbra               10      13        12           20         -10          -7        -8
 Évora                  4       5         5            0           4           5         5
 Faro                  11      14        12            0          11          14        12
 Guarda                 4       5         4            0           4           5         4
 Leiria                11      14        13            0          11          14        13
 Lisboa                54      67        61            0          54          67        61
 Portalegre             3       4         3            0           3           4         3
 Porto                 44      54        49           20          24          34        29
 Santarém              11      14        12            0          11          14        12
 Setúbal               20      25        23            6          14          19        17
 Viana do Castelo       6       7         7            0           6           7         7
 Vila Real              5       6         6            0           5           6         6
 Viseu                  9      11        10            0           9          11        10
 Açores                 6       7         7            0           6           7         7
 Madeira                6       8         7            0           6           8         7
 TOTAL                253     317       285           56         197         261       229

                      Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                                      22
Realidade Portuguesa – Camas (não-agudos)

                                                 O que
                             Estimação                              O que falta
        Distrito                                 temos

                       Min     Max     Média                 Min         Max         Média

    Aveiro                40      50        45         0            40          50        45
    Beja                   9      11        10         6             3           5         4
    Braga                 48      59        53         0            48          59        53
    Bragança               8      10         9         8             0           2         1
    Castelo Branco        11      14        12         0            11          14        12
    Coimbra               24      30        27        14            10          16        13
    Évora                  9      12        11         6             3           6         5
    Faro                  25      32        28        10            15          22        18
    Guarda                 9      11        10        11            -2           0        -1
    Leiria                26      33        30         0            26          33        30
    Lisboa               126     157       141        55            71         102        86
    Portalegre             7       8         7         5             2           3         2
    Porto                102     127       114        23            79         104        91
    Santarém              25      32        29        10            15          22        19
    Setúbal               48      59        54        10            38          49        44
    Viana do Castelo      14      17        15         0            14          17        15
    Vila Real             12      15        13         7             5           8         6
    Viseu                 21      26        24        20             1           6         4
    Açores                14      17        16         0            14          17        16
    Madeira               15      19        17         0            15          19        17
    TOTAL                591     739       665       185           406         554       480

                         Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                                     23
Papel da APCP
   ser um pólo dinamizador dos cuidados paliativos no nosso
    país e um parceiro privilegiado no trabalho com as
    autoridades responsáveis pelo desenvolvimento destes
    serviços
   trabalhar em sinergia com organizações que visem o
    desenvolvimento dos CP e áreas afins em Portugal e no
    estrangeiro
   contribuir para a credibilização e garantia da qualidade
    das estruturas que prestam e/ou venham a prestar
    cuidados nesta área
   apoiar os profissionais de saúde que se queiram dedicar a
    esta área da saúde e fortalecer a investigação específica a
    desenvolver



                Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)            24
Em suma


Os cuidados paliativos são sinónimo de
 vida e qualidade


   Alívio dos sintomas                       Apoio psicossocial
                           Esperança
                          Honestidade
                           Abertura
                     Trabalho em equipa

                 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)                25
“Qualquer
                      perda, quando
                          chega,
                      vem sempre
                        cedo de
                        mais…“
                  Morrie Schwartz
                  in “As terças com Morrie” e
                  “Amar e Viver ”
Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)               26
Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012)   27

Cuidados paliativos 2012

  • 1.
    Escola Superior deTecnologia e Gestão de Águeda – Univ. Aveiro Cuidados Paliativos – Morrer com Dignidade Manuel Luís Capelas Mestre em Cuidados Paliativos Doutorando em Ciências da Saúde Professor no Inst. Ciências da Saúde - Universidade Católica Portuguesa Grupo de Investigação em Cuidados Paliativos Presidente da Direcção da APCP EAPC Task Force for Palliative Care in Long-Term Care Settings for Older People
  • 2.
    A pessoa emfim de vida  Responde-se às suas necessidades? Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 2
  • 3.
    A pessoa emfim de vida  Responde-se às suas necessidades?  Não  “Family Perspectives on enf-of-life care at the last place of care” (JAMA, 7 Jan 2004)  “No time for dying: a study of the care of dying patients in 2 acute care australian hospitals” (JPC, 2003)  “The SUPPORT study” (JAMA, 1995) Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 3
  • 4.
    A pessoa emfim de vida: respostas  Comum  Preservar a vida a qualquer custo  Alternativa  Equilíbrio certo entre lutar pela vida e aceitar a inevitabilidade da morte Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 4
  • 5.
    Cuidados Paliativos: Definição “Cuidadosactivos e totais dos doentes e suas famílias, prestados por uma equipa multidisciplinar, quando a doença já não responde ao tratamento curativo e a sua expectativa de vida é relativamente curta” R. Twycross Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 5
  • 6.
    Cuidados Paliativos: Definição “Cuidadosque melhoram a qualidade de vida dos doentes afectados por problemas de saúde que ameaçam a vida, e sua família, através da prevenção e alívio do sofrimento pela compreensão e identificação precoce, avaliação e controlo da dor e outros problemas físicos, psicológicos, sociais e espirituais” O. M. S. 2002 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 6
  • 7.
    Critérios de doençaterminal  Presença de doença avançada, progressiva, incurável  Ausência de possibilidades minimamente realistas de resposta ao tratamento específico  Presença de inúmeros problemas ou sintomatologia intensa, múltipla, multifactorial e em evolução Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 7
  • 8.
    Critérios de doençaterminal  Grande impacto emocional no doente, família e equipa terapêutica, muito relacionado com a presença explícita, ou não, da morte  Prognóstico de vida inferior a 6 meses Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 8
  • 9.
    População-Alvo  Pessoas com malformações congénitas ou outras situações que dependam de terapêutica de suporte de vida e/ou apoio de longa duração para as AVD  Pessoas com qualquer doença aguda, grave e ameaçadora da vida (traumatismos graves, leucemias, AVC agudo) onde a cura ou reversibilidade é um objetivo realista mas a situação/terapêutica gera sofrimento/baixa qualidade de vida  Pessoas com doença crónica progressiva (doença vascular periférica, neoplasias, insuficiência renal ou hepática, SIDA, AVC com incapacidade funcional, doença cardíaca ou pulmonar avançada, fragilidade, doenças neurovegetativas e demências)  Pessoas com lesões crónicas e limitativas resultantes de acidentes ou outras formas de trauma  Pessoas seriamente doentes ou em fase terminal (demência em estadio final, cancro terminal, SIDA, AVC gravemente incapacitante) que não têm possibilidade de recuperação ou estabilização e para os quais os CP intensivos são o focus Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 9
  • 10.
    Princípios  Proporcionam o alívio da dor e outros sintomas geradores de sofrimento  Afirmam a vida e consideram a morte como processo natural  Não atrasam nem antecipam a morte  Integram as componentes psicológicas, sociais e espirituais nos cuidados ao doente e família Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 10
  • 11.
    Princípios  Proporcionam um sistema de suporte para ajudar os doentes a viver o mais activamente possível até à morte  Proporcionam um sistema de suporte, de ajuda à família para que esta consiga lidar com a doença do seu ente e com o seu próprio luto Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 11
  • 12.
    Princípios  Utilizam o trabalho de equipa para abordar as necessidades do doente e família, incluindo o apoio no luto  Proporcionam a melhoria da qualidade de vida, podendo influenciar positivamente o curso da doença  Devem alocar racionalmente os recursos Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 12
  • 13.
    Princípios  Devem ser implementados precocemente no curso da doença, em conjugação com outras terapias vocacionadas para o aumento do tempo de vida  A investigação é a base da compreensão e controlo de sintomas/complicações geradoras de sofrimento Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 13
  • 14.
    Componentes fundamentais  Controlo dos sintomas  Comunicação afectiva  Reabilitação  Continuidade dos cuidados  Cuidados na agonia  Apoio no luto  Formação  Investigação Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 14
  • 15.
    Filosofia  Dirigem-se mais ao doente do que à doença  Aceitam a morte, mas também melhoram a vida  Constituem uma aliança entre o doente e os prestadores de cuidados  Preocupam-se mais com a reconciliação do que com a cura Robert Twycross Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 15
  • 16.
    Objectivos  Prevenir e tratar sintomas indesejáveis  Reduzir o sofrimento  Promover a dignidade e qualidade de vida  Respeitar de forma inquestionável o valor da Vida Humana  Permitir morrer mas não matar Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 16
  • 17.
    Níveis de diferenciação Centros de Excelência Cuidados Paliativos Especializados Cuidados Paliativos Gerais Abordagem Paliativa Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 17
  • 18.
    Tipologia de Recursos UCP UCP EIHSCP H. Agudos H. Não Agudos 1/Hospital 24-30/106 hab 56-70/106 hab 1/Hospital 250 c ECPD C.Dia Volunt 1/105 hab 1/60 000 hab 1/40-80 000 hab Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 18
  • 19.
    Realidade Portuguesa- ECPD O que Estimação O que falta Distrito temos Min Max Média Min Max Média Aveiro 7 11 9 0 7 11 9 Beja 2 2 2 2 0 0 0 Braga 8 13 11 0 8 13 11 Bragança 1 2 2 1 0 1 1 Castelo Branco 2 3 3 0 2 3 3 Coimbra 4 6 5 0 4 6 5 Évora 2 3 3 0 2 3 3 Faro 5 7 6 1 4 6 5 Guarda 2 2 2 0 2 2 2 Leiria 5 7 6 0 5 7 6 Lisboa 22 34 28 2 20 32 26 Portalegre 1 2 2 0 1 2 2 Porto 18 27 23 3 15 24 20 Santarém 5 7 6 0 5 7 6 Setúbal 8 13 11 1 7 12 10 Viana do Castelo 2 4 3 0 2 4 3 Vila Real 2 3 3 0 2 3 3 Viseu 4 6 5 0 4 6 5 Açores 2 4 3 0 2 4 3 Madeira 3 4 4 0 3 4 4 TOTAL 106 158 132 10 96 148 122 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 19
  • 20.
    Realidade Portuguesa –EIHSCP Distrito Estimação O que temos O que falta Aveiro 9 0 9 Beja 2 1 1 Braga 5 0 5 Bragança 3 0 3 Castelo Branco 3 0 3 Coimbra 7 0 7 Évora 1 0 1 Faro 4 2 2 Guarda 2 0 2 Leiria 5 0 5 Lisboa 16 8 8 Portalegre 2 1 1 Porto 14 4 10 Santarém 4 0 4 Setúbal 5 3 2 Viana do Castelo 2 0 2 Vila Real 3 0 3 Viseu 3 0 3 Açores 3 0 3 Madeira 3 0 3 TOTAL 96 19 77 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 20
  • 21.
    Realidade Portuguesa –Camas (total) O que Estimação O que falta Distrito temos Min Max Média Min Max Média Aveiro 57 71 64 0 57 71 64 Beja 12 15 14 6 6 9 8 Braga 68 85 76 0 68 85 76 Bragança 11 14 12 8 3 6 4 Castelo Branco 16 20 18 10 6 10 8 Coimbra 34 43 39 34 0 9 5 Évora 13 17 15 6 7 11 9 Faro 36 45 41 10 26 35 31 Guarda 13 16 14 11 2 5 3 Leiria 38 47 42 0 38 47 42 Lisboa 180 224 202 55 125 169 147 Portalegre 10 12 11 5 5 7 6 Porto 145 182 163 43 102 139 120 Santarém 36 45 41 10 26 35 31 Setúbal 68 85 76 16 52 69 60 Viana do Castelo 20 24 22 0 20 24 22 Vila Real 17 21 19 7 10 14 12 Viseu 30 38 34 20 10 18 14 Açores 20 25 22 0 20 25 22 Madeira 21 27 24 0 21 27 24 TOTAL 844 1056 950 241 603 815 709 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 21
  • 22.
    Realidade Portuguesa- Camas(agudos) O que Estimação O que falta Distrito temos Min Max Média Min Max Média Aveiro 17 21 19 0 17 21 19 Beja 4 5 4 0 4 5 4 Braga 20 25 23 0 20 25 23 Bragança 3 4 4 0 3 4 4 Castelo Branco 5 6 5 10 -5 -4 -5 Coimbra 10 13 12 20 -10 -7 -8 Évora 4 5 5 0 4 5 5 Faro 11 14 12 0 11 14 12 Guarda 4 5 4 0 4 5 4 Leiria 11 14 13 0 11 14 13 Lisboa 54 67 61 0 54 67 61 Portalegre 3 4 3 0 3 4 3 Porto 44 54 49 20 24 34 29 Santarém 11 14 12 0 11 14 12 Setúbal 20 25 23 6 14 19 17 Viana do Castelo 6 7 7 0 6 7 7 Vila Real 5 6 6 0 5 6 6 Viseu 9 11 10 0 9 11 10 Açores 6 7 7 0 6 7 7 Madeira 6 8 7 0 6 8 7 TOTAL 253 317 285 56 197 261 229 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 22
  • 23.
    Realidade Portuguesa –Camas (não-agudos) O que Estimação O que falta Distrito temos Min Max Média Min Max Média Aveiro 40 50 45 0 40 50 45 Beja 9 11 10 6 3 5 4 Braga 48 59 53 0 48 59 53 Bragança 8 10 9 8 0 2 1 Castelo Branco 11 14 12 0 11 14 12 Coimbra 24 30 27 14 10 16 13 Évora 9 12 11 6 3 6 5 Faro 25 32 28 10 15 22 18 Guarda 9 11 10 11 -2 0 -1 Leiria 26 33 30 0 26 33 30 Lisboa 126 157 141 55 71 102 86 Portalegre 7 8 7 5 2 3 2 Porto 102 127 114 23 79 104 91 Santarém 25 32 29 10 15 22 19 Setúbal 48 59 54 10 38 49 44 Viana do Castelo 14 17 15 0 14 17 15 Vila Real 12 15 13 7 5 8 6 Viseu 21 26 24 20 1 6 4 Açores 14 17 16 0 14 17 16 Madeira 15 19 17 0 15 19 17 TOTAL 591 739 665 185 406 554 480 Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 23
  • 24.
    Papel da APCP  ser um pólo dinamizador dos cuidados paliativos no nosso país e um parceiro privilegiado no trabalho com as autoridades responsáveis pelo desenvolvimento destes serviços  trabalhar em sinergia com organizações que visem o desenvolvimento dos CP e áreas afins em Portugal e no estrangeiro  contribuir para a credibilização e garantia da qualidade das estruturas que prestam e/ou venham a prestar cuidados nesta área  apoiar os profissionais de saúde que se queiram dedicar a esta área da saúde e fortalecer a investigação específica a desenvolver Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 24
  • 25.
    Em suma Os cuidadospaliativos são sinónimo de vida e qualidade Alívio dos sintomas Apoio psicossocial Esperança Honestidade Abertura Trabalho em equipa Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 25
  • 26.
    “Qualquer perda, quando chega, vem sempre cedo de mais…“ Morrie Schwartz in “As terças com Morrie” e “Amar e Viver ” Enfº Manuel Luís / ICS-UCP (2012) 26
  • 27.
    Enfº Manuel Luís/ ICS-UCP (2012) 27