Saúde Mental& Exclusão SocialRenato Moura
SumárioAspectos culturais e sociais da doença mentalHistória do tratamento de doenças mentaisHospital Psiquiátrico de Barbacena : um caso-recortePerspectivas contemporâneas de tratamentoPolíticas acerca da saúde mentalDesafios da nova políticaRenato Moura
1- Aspectos culturais e sociais“Excluir o doente mental é impedir seu acesso à sociedade, privá-lo da possibilidade de ser um cidadão, afastando-o do convívio social”O papel do doente mental na sociedadeA figura do doente mental: um estigma que é causa da exclusão socialA visão do “louco” pela famíliaA renegação, com profundas conseqüências na personalidade e caráter do paciente.Distinção entre pacientes graves e casos mais brandosA ausência de políticas de conscientização popular quanto às noções acerca dos “loucos”O papel excludente da mídiaRenato Moura
2 - Estatísticas Gerais[ DataSUS, 2006 ]12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual; 3% da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes; Mais de 6% da população apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas; 2,3% do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental. Renato Moura
3- História do tratamento de doenças mentaisIdade Média - os loucos são confinados em grandes asilos e hospitais destinados a toda sorte de indesejáveis – inválidos, portadores de doenças venéreas, mendigos e libertinos. Nessas instituições, os mais violentos eram acorrentados; a alguns era permitido sair para mendigar.Renato Moura
3- História do tratamento de doenças mentais     Século XVIII - Phillippe Pinel, considerado o pai da psiquiatria, propõe uma nova forma de tratamento aos loucos, libertando-os das correntes e transferindo-os aos manicômios, destinados somente aos doentes mentais.A partir da segunda metade do século XX, impulsionada principalmente por Franco Basaglia, psiquiatra italiano, inicia-se uma radical crítica e transformação do saber, do tratamento e das instituições psiquiátricas. Renato Moura
3- História do tratamento de doenças mentaisDeclaração de Caracas(1990) - Os dois grandes objetivos que seus signatários se comprometeram a promover - a superação do modelo do hospital psiquiátrico e a luta contra todos os abusos e a exclusão de que são vítimas as pessoas com problemas de saúde mentalLei Federal 10.216/2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.Renato Moura
4 – Hospital Psiquiátrico de Barbacena: um caso-recorteRenato Moura
Renato Moura
Renato Moura
NESTE SLIDE DEVE HAVER O HIPERLINK PARA O VÍDEO MUSEU DA LOUCURA.MPEGRenato Moura
5 – Perspectivas contemporâneasde tratamentoReformas intramuros dos manicômios: readequação e humanização do parque hospitalarDiminuição sistemática do número de manicômiosModelo substitutivo e territorial, baseado na comunidadeIncentivo à inserção do paciente na sociedade e famíliaDesenvolvimento de atividades culturais e artísticas com os pacientesRenato Moura
6 – Lei 10.216/2001“Art. 4º A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.    § 1° O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.    § 2° O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.    § 3° É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares. [...] Art. 6° A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.”Renato Moura
7 – A Reforma PsiquiátricaReformulação do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade; Lei 10.216/2001, conquista de uma luta social que durou 12 anos; Mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade; Método da substituição de leitosO atendimento é feito em CAPS, Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência; As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas.Renato Moura
9 – Serviço Residencial Terapêutico (SRT)“ Gosto de morar aqui. Lá fui muito judiada, apanhava sem motivo e não tinhaconvivência com ninguém. Aqui na Casa eu saio, converso com todo mundo, tenhodireito de ir e vir a hora que quero. Sou muito Feliz!”Raimunda Vieira da Silva Uma alternativa aos manicômios
Moradia para pessoas internadas há anos, sem documentos, abandonadas
 Moradores de rua com transtornos mentais e necessidade de acompanhamento profissional
 Apoio aos que não contam com suporte familiar adequado.Renato Moura
8 – Serviço Residencial Terapêutico (SRT)"Uma casa... é o habitar da cidade.É você poder habitar a cidade, tendo um lugar para voltar...para voltar no fim do dia. Eu habito esta cidade!“Moradora de uma residência terapêutica256 SRTs no Brasil14 estados45 municípios1400 pessoas2 residências terapêuticas em Niterói[ DataSUS, 2007]Renato Moura
8 – Serviço Residencial Terapêutico (SRT)O que é se mudar para uma Residência Terapêutica?NESTE SLIDE DEVE HAVER O HIPERLINK PARA O VÍDEO RESID. TERAPEUTICA.WMVRenato Moura

SaúDe Mental E Excluaso Social

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    Saúde Mental& ExclusãoSocialRenato Moura
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    SumárioAspectos culturais esociais da doença mentalHistória do tratamento de doenças mentaisHospital Psiquiátrico de Barbacena : um caso-recortePerspectivas contemporâneas de tratamentoPolíticas acerca da saúde mentalDesafios da nova políticaRenato Moura
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    1- Aspectos culturaise sociais“Excluir o doente mental é impedir seu acesso à sociedade, privá-lo da possibilidade de ser um cidadão, afastando-o do convívio social”O papel do doente mental na sociedadeA figura do doente mental: um estigma que é causa da exclusão socialA visão do “louco” pela famíliaA renegação, com profundas conseqüências na personalidade e caráter do paciente.Distinção entre pacientes graves e casos mais brandosA ausência de políticas de conscientização popular quanto às noções acerca dos “loucos”O papel excludente da mídiaRenato Moura
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    2 - EstatísticasGerais[ DataSUS, 2006 ]12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele contínuo ou eventual; 3% da população geral sofre com transtornos mentais severos e persistentes; Mais de 6% da população apresenta transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas; 2,3% do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental. Renato Moura
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    3- História dotratamento de doenças mentaisIdade Média - os loucos são confinados em grandes asilos e hospitais destinados a toda sorte de indesejáveis – inválidos, portadores de doenças venéreas, mendigos e libertinos. Nessas instituições, os mais violentos eram acorrentados; a alguns era permitido sair para mendigar.Renato Moura
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    3- História dotratamento de doenças mentais Século XVIII - Phillippe Pinel, considerado o pai da psiquiatria, propõe uma nova forma de tratamento aos loucos, libertando-os das correntes e transferindo-os aos manicômios, destinados somente aos doentes mentais.A partir da segunda metade do século XX, impulsionada principalmente por Franco Basaglia, psiquiatra italiano, inicia-se uma radical crítica e transformação do saber, do tratamento e das instituições psiquiátricas. Renato Moura
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    3- História dotratamento de doenças mentaisDeclaração de Caracas(1990) - Os dois grandes objetivos que seus signatários se comprometeram a promover - a superação do modelo do hospital psiquiátrico e a luta contra todos os abusos e a exclusão de que são vítimas as pessoas com problemas de saúde mentalLei Federal 10.216/2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.Renato Moura
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    4 – HospitalPsiquiátrico de Barbacena: um caso-recorteRenato Moura
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    5 – Perspectivascontemporâneasde tratamentoReformas intramuros dos manicômios: readequação e humanização do parque hospitalarDiminuição sistemática do número de manicômiosModelo substitutivo e territorial, baseado na comunidadeIncentivo à inserção do paciente na sociedade e famíliaDesenvolvimento de atividades culturais e artísticas com os pacientesRenato Moura
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    6 – Lei10.216/2001“Art. 4º A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.    § 1° O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.    § 2° O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.    § 3° É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares. [...] Art. 6° A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.”Renato Moura
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    7 – AReforma PsiquiátricaReformulação do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade; Lei 10.216/2001, conquista de uma luta social que durou 12 anos; Mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade; Método da substituição de leitosO atendimento é feito em CAPS, Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência; As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas.Renato Moura
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    9 – ServiçoResidencial Terapêutico (SRT)“ Gosto de morar aqui. Lá fui muito judiada, apanhava sem motivo e não tinhaconvivência com ninguém. Aqui na Casa eu saio, converso com todo mundo, tenhodireito de ir e vir a hora que quero. Sou muito Feliz!”Raimunda Vieira da Silva Uma alternativa aos manicômios
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    Moradia para pessoasinternadas há anos, sem documentos, abandonadas
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    Moradores derua com transtornos mentais e necessidade de acompanhamento profissional
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    Apoio aosque não contam com suporte familiar adequado.Renato Moura
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    8 – ServiçoResidencial Terapêutico (SRT)"Uma casa... é o habitar da cidade.É você poder habitar a cidade, tendo um lugar para voltar...para voltar no fim do dia. Eu habito esta cidade!“Moradora de uma residência terapêutica256 SRTs no Brasil14 estados45 municípios1400 pessoas2 residências terapêuticas em Niterói[ DataSUS, 2007]Renato Moura
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    8 – ServiçoResidencial Terapêutico (SRT)O que é se mudar para uma Residência Terapêutica?NESTE SLIDE DEVE HAVER O HIPERLINK PARA O VÍDEO RESID. TERAPEUTICA.WMVRenato Moura