Enfermagem na
Saúde Mental
Enf. Marianna Fiuza
Você se considera
uma pessoa
saudável?
Você está
bem?
O que é
Saúde?
O que é uma
pessoa
saudável?
Organização
Mundial de Saúde
(OMS)
"Saúde é o estado de
completo bem-estar
físico, mental e social e
não somente a ausência
de doença."
Durante muitas décadas, a doenças
psiquiátricas foi alvo de críticas e
preconceitos que acabaram resultando na
construção de estigmas e estereótipos.
Trabalhar com saúde mental não se trata
de se trabalhar apenas com o sujeito em
sofrimento psíquico, mas trata-se de
trabalhar consigo, com suas dúvidas,
anseios e fraquezas.
3% da população geral sofre com transtornos mentais
severos e persistentes
6% da população apresente transtornos psiquiátricos
graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas
12% da população necessita de algum atendiment em
saúde mental, seja ele contínuo ou eventua
2,3% do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental
Dados Epidemiológicos
Contexto Histórico
Inicialmente, aquilo que se sabe respeito da saúde
mental dos nossos mais antigos antepassados seria
que suas hipóteses sobre questões mentais estariam
frequentemente caracterizadas como o resultado de
crenças de que causas sobrenaturais como
possessões demoníacas, maldições, feitiçaria e até
mesmo deuses vingativos, estariam por trás dos
incomuns sintomas.
Contexto Histórico
No final do século XVIII, a concepção de loucura
sofre uma transformação, surgindo um novo campo
do saber: a Psiquiatria.
Por trás do chamado tratamento moral, a
assistência psiquiátrica estruturou-se num regime
rígido e disciplinador, muitas vezes indulgente frente
às suas práticas obscuras e punitivas, violências
veladas de ameaças e privações, tendo, na
instituição asilar, o elemento de ordem, o papel de
vigiar,
Contexto Histórico
O fim do século XIX e início do século XX são marcados pela
construção de vários hospitais psiquiátricos. É dentro desta fase e
já mais próximo de nossos dias, que a loucura começa a ser
problematizada. em 1971, Franco Basaglia iniciou uma mudança
radical nas práticas até então utilizadas no Hospital Regional de
Trieste, na Itália. Começava um movimento de desativação do
manicômio, caracterizado pela prática da alta psiquiátrica, pela
ausência de novas internações e pelo questionamento da
neutralidade científica que sustentava os valores dominantes na
psiquiatria científica, que oprimiam ao invés de libertar os
pacientes.
Contexto Histórico
No Brasil, o "louco" emerge como "problema social" no
século XIX, de maneira semelhante à Europa, como um
elemento de desajuste à ordem social vigente, em meio a
um contexto de desordem, mendicância e ociosidade. O
ano de 1978 marca o início efetivo do movimento social
pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil.
Surge neste ano o Movimento dos Trabalhadores em
Saúde Mental (MTSM), formado por integrantes do
movimento sanitário
Contexto Histórico
O Movimento passa a denunciar a violência dos manicômios, a
mercantilização da loucura, a hegemonia da rede privada de
assistência, além de construir, coletivamente, uma crítica ao
chamado saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico na
assistência às pessoas portadoras de transtornos mentais (Brasil,
Ministério da Saúde, 2005). A discussão, ainda atual, da
desinstitucionalização se referencia legalmente através da Lei
10.216, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, de 06 de
abril de 2001, que representa um esforço de incorporação do
ideário dos direitos humanos nessa área.
O fim dos manicômios, especialmente dos
manicômios judiciários, foi resultado de um processo
histórico e político, marcado pela luta antimanicomial
e pela Reforma Psiquiátrica Brasileira. Essa reforma,
que visava superação das condições degradantes
dos manicômios e a garantia de direitos
fundamentais, levou à gradual extinção desses m
locais de internação compulsória
A Lei Antimanicomial, oficialmente a Lei nº 10.216 de 6
de abril de 2001, é um marco na história da saúde
mental no Brasil, promovendo uma reforma radical no
sistema de tratamento e assistência a pessoas com
transtornos mentais. A lei, também conhecida como Lei
Paulo Delgado, visa desinstitucionalizar a atenção em
saúde mental, priorizando o cuidado em liberdade e a
inserção social.
Lei Antimanicomial
Nascimento
Relacionamentos
Mudanças
Saúde
formação da
personalidade, segurança,
confiança, adaptação às
mudanças da família o
novo integrante; violência
na infância.
adaptação ao ambiente,
pessoas, locais de
trabalho
(separação,
divórcio, quando
um filho sai de
casa);
(doença, ferimento, acidente);
perda de propriedade, mudança
de fuso horário, de estado ou país,
de casa ou de cidade. Violências:
o impacto do estupro pode ser
devastador.
Variáveis que
contribuem
para o
desequilíbrio
emocional
Perspectivas de Freud
No final do séc. XIX e início do XX, a Psiquiatria começa a ser
vista como uma ciência médica. A doença mental começa a
ser vista como uma alteração físico-bioquímica do organismo.
Nesta época aparecem as teorias de Freud, consideradas
"loucas" para a época, mas que mais tarde ficaram famosas e
foram conhecidas como Psicanálise
ID EGO SUPER EGO
Perspectivas de Freud
responsável pelos nossos impulsos mais primitivos:
as paixões, libido, agressividade... O id ("isso" em
alemão) está conosco desde que nascemos e é
norteado pelo "princípio do prazer", mas seus
desejos são frequentemente reprimidos.
ID
Perspectivas de Freud
parte é aquela que mostramos aos outros.
Fortalecido pela razão, o ego está "preso" entre os
desejos do id (tentando encontrar um jeito adequado
de realizá-los) e as regras ditadas pelo superego.
EGO
Perspectivas de Freud
Também chamado de "ideal do aqui? ego", tem a
função de conter os impulsos do id. Suas regras
sociais e morais não nascem com a gente: nós a
aprendemos na sociedade para que possamos
conviver nela corretamente.
SUPER EGO
Sinais e Sintomas de
Transtornos Mentais
Ilusão Delírios
Consciência Pensamento
Ilusão
Delírio
Consciência
Pensamento
Ao contrário das alucinações, o
objeto percebido existe, mas
sua percepção é falseada,
deformada. Ele percebe que
pode ser falsa sua
interpretação.
responsável pela qualidade
percepção dos pensamentos
vinculados à realidade. É através
que desenvolvermos as sensações,
percepções, valores do nosso ser.
Alteração transitória, o
paciente não evoca
informações, a atividade
mental fica brevemente
reduzida, podendo
retornar a normalidade
em pouco tempo.
é o processo pelo qual
associamos e
combinamos os
conhecimentos que já
adquirimos no mundo.
Sinais e
Sintomas de
Transtornos
Mentais
Ilusão
Delírio
Consciência
Pensamento
Ao contrário das alucinações, o
objeto percebido existe, mas
sua percepção é falseada,
deformada. Ele percebe que
pode ser falsa sua
interpretação.
responsável pela qualidade
percepção dos pensamentos
vinculados à realidade. É através
que desenvolvermos as sensações,
percepções, valores do nosso ser.
Alteração transitória, o
paciente não evoca
informações, a atividade
mental fica brevemente
reduzida, podendo
retornar a normalidade
em pouco tempo.
é o processo pelo qual
associamos e
combinamos os
conhecimentos que já
adquirimos no mundo.
Sinais e
Sintomas de
Transtornos
Mentais
Fatores Biológicos
Fatores
Perinatais
Fatores ligados a
doenças orgânicas
Fatores Neuro-
endocrinológicos
Fatores
Neurologicos
Multicausalidade
Fatores
Hereditários
Fatores Sociais
São as interações com o outro, nossas
relações pessoais, profissionais e com
outi grupos. Estudos falam da importância
das pessoas significativas em nossa
infância e de como ficam marcadas em
nós as suas formas de pensar e agir.
Tentar controlar a comunicação extraverbal
Verificar o conteúdo de fantasia que o paciente
expressa
Ajudar o paciente a vir para a realidade
Perceber e atuar frente à tentativa do paciente
de nos testar e manipular
Abordagem ao
Paciente Psiquiátrico
Lembre-se o paciente psiquiátrico não é responsável pelos seus atos.
Maus tratos.
Negligência.
Desvalorização do discurso incoerente
Desumanização
Proibições
Lembre-se o paciente psiquiátrico não é responsável pelos seus atos.
Saúde Mental no Sus
A Portaria N° 224/1992, é a primeira normatização do
atendimento à saúde mental no SUS. Ela apresenta as
Unidades Básicas de Saúde e os Centros de Atenção
Psicossocial (CAPS) como serviços de referencia, substitutivos
e não hospitalares de atenção à saúde mental.
A Lei N° 10.216/2001(Reforma psiquiátrica), Redireciona a
assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de
tratamento em serviços de base comunitária; Dispões sobre a
proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais
contra qualquer forma de abuso e exploração. Criação de
serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico
A Política Nacional de Saúde Mental é uma ação do Governo Federal,
coordenada pelo Ministério da Saúde, que compreende as estratégias e
diretrizes adotadas pelo país para organizar a assistência às pessoas com
necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental.
Abrange a atenção a pessoas com necessidades relacionadas a transtornos
mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar,
transtorno obsessivo-compulsivo etc, e pessoas com quadro de uso nocivo e
dependência de substâncias psicoativas, como álcool, cocaína, crack e outras
drogas.
Política Nacional
A Política Nacional de Saúde Mental propõe que as práticas de saúde
mental na atenção básica/saúde da família devam ser substitutivas ao
modelo tradicional e não medicalizantes ou produtoras da
"psiquiatrização" e "psicologização" do sujeito e de suas necessidades.
Por isso, é necessária a articulação da rede de cuidados, tendo como
objetivo a integralidade do sujeito, constituindo um processo de trabalho
voltado para as necessidades singulares e sociais e não somente para as
demandas.
Política Nacional
Níveis de Atenção
Atenção Primária
Atenção Terciária e
Reabilitação
Atenção Secundária
Psicossocial
Atenção Primária
Ocorre junto à população saudável;
Inclui promoção e manutenção da saúde e prever da
doença.
Na saúde mental, nem sempre é possível, visto que
algumas doenças mentais ainda não possuem os fatores
etiológicos conhecidos, entretanto, são
conhecidos os fatores de vulnerabilidades;
Objetivo de diminuir a susceptibilidade de pessoas,
famílias e comunidades aos transtornos mentais.
Atenção Secundária
Criar e manter um ambiente terapêutico nos serviços de saúde mental;
Criação, nos serviços de saúde mental, unidade para atendimento pós-alta do
paciente;
Oferecimento para atendimento pós-alta do paciente;
Desenvolvimento de terapias (relacionamentos interpessoais, cognitivo
comportamental, etc);
Intervenção em crise;
Atuação em organizações relacionadas à saúde mental.
Trabalhar com grupos na comunidade e familiares de pessoas com transtorno
mental;
Trabalhar com grupos de mútuo-ajuda (auto-ajuda) voltado para os diferentes
transtornos;
Coordenar programas psicoeducacionais.
Atenção Terciária/ Reabilitação
Envolve a redução da incapacidade, se houve os mecanismos
de enfrentamento de prejuízos em decorrência do transtorno
mental e a reabilitação psicossocial do paciente.
Este nivel ocorre em serviços especializados.
Organização e participação de programas que ajudem o
paciente se inserir na comunidade
Esclarecimento da população sobre os recursos existentes na
comunidade, sua utilização e sensibilização dos direitos e
deveres dos pacientes e familiares; Desenvolver promoção e
reabilitação psicossocial do paciente.
RAPS
Os indivíduos em situações de crise podem ser
atendidos em qualquer serviço da Rede de
Atenção Psicossocial (RAPS), formada por
várias unidades com finalidades distintas, de
forma integral e gratuita, pela rede pública de
saúde.
Além das ações assistenciais, o Ministério da
Saúde também atua ativamente na prevenção
de problemas relacionados a saúde mental e
dependência química, implementando, por
exemplo, iniciativas para prevenção do suicídio,
por meio de convênio firmado com o Centro de
Valorização da Vida (CVV), que permitiu a
ligação gratuita em todo o país.
RAPS
REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
(RAPS)
Centros de Atenção Psicossocial
(CAPS)
Urgência e emergência: SAMU 192,
sala de estabilização, UPA 24h e
pronto socorro
Serviços Residenciais
Terapêuticos (SRT)
Unidades de Acolhimento (UA)
Comunidades Terapêuticas
Hospital-Dia
CAPS
O Centro de Apoio Psicossocial tem por objetivo
oferecer atendimento à população de seu território,
realizando acompanhamento clínico e multiprofissional
para realizar a reinserção social dos usuários por meio
do acesso ao trabalho, lazer, exercício de cidadania.
Funções do Caps
Atender em regime de atenção diária
Planejar projetos terapêuticos personalizados
Promover a inserção social dos usuários
Dar suporte, supervisão e atenção à saúde mental na
rede básica
Regular a Porta de Entrada da rede de assistência
em saúde mental
Coordenar com o gestor local a supervisão de
unidades hospitalares psiquiátricas
Manter atualizada a listagem de pacientes da sua
região
Publico do Caps
Pessoas que sofrem de transtornos
mentais Graves
Pessoas com problemas relacionados
às substancias psicoativas (CAPSad)
Crianças e adolescentes com
transtornos mentais (CAPSi)
O que o Usuário do
Caps tem direito:
Tratamento medicamentoso
Atendimento a grupo de familiares
Orientação
Atendimento psicoterápico
Atividades Comunitárias
Atividades de suporte social
Oficinas culturais
Visitas domiciliares
Desintoxicação ambulatorial
CAPS I: Atendimentos a todas as faixas etárias até 15
mil habitantes
CAPS II: Atendimentos a todas as faixas etárias até
70mil habitantes
CAPS ad Álcool e Drogas: Atendimentos a todas as
faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso
de álcool e outras drogas em regiões com pelo menos
70mil habiitantes
CAPS III: Atendimentos até 5 vagas de acolhimento
noturno e observação em regiões com pelo menos
150mil habitantes
CAPS ad Ill Álcool e Drogas: Atendimento de 8 a 12
vagas acolhimentos noturno e observação,
funcionamento 24h em regiões com pelo menos 150mil
habitantes
CAPS
Nesse contexto, a enfermagem se viu
responsável por uma assistência inovadora e
promissora em suas práticas através do
surgimento de novos espaços de trabalho nos
CAPS. Com essa nova realidade a enfermagem
participa de atividades grupos de estudos;
reuniões de famílias e de equipe; visitas
domiciliares e passeios; e escuta, acolhe e
estabelece vínculos com o paciente.
Unidades de Acolhimento
(UA)
Oferece cuidados contínuos de saúde, com
funcionamento 24h/dia, em ambiente
residencial, para pessoas com necessidade
decorrentes do uso de crack, álcool e outras
drogas, de ambos os sexos, que apresentem
acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar
e demandem acompanhamento terapêutico e
protetivo de caráter transitório. O tempo de
permanência nessas unidades é de até seis
meses.
Unidade de Acolhimento Adulto (UAA): destinada
às pessoas maiores de 18 (dezoito) anos, de ambos
os sexos;
Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil (UAI):
destinada às crianças e aos adolescentes, entre 10
(dez) e 18 (dezoito) anos incompletos, de ambos os
sexos.
As UA contam com equipe qualificada e funcionam
exatamente como uma casa, onde o usuário é acolhido
As Unidades de Acolhimento são
divididas em:
Unidades Terapêuticas
São serviços destinados a oferecer
cuidados contínuos de saúde, de
caráter residencial transitório para
pacientes, com necessidades clínicas
estáveis, decorrentes do uso de
crack, álcool e outras drogas.
É a assistência intermediária entre a
internação e o atendimento ambulatorial,
para realização de procedimentos
clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e
terapêuticos, que requeiram a
permanência do paciente na Unidade por
um período máximo de 12 horas.
Hospital Dia
A reabilitação psicossocial é compreendida como
um conjunto de ações que buscam o
fortalecimento, a inclusão e o exercício de
direitos de cidadania de pacientes e familiares,
mediante a criação e o desenvolvimento de
iniciativas articuladas com os recursos do
território nos campos do trabalho, habitação,
educação, cultura, segurança e direitos humanos.
Aspectos importantes da saúde mental incluem a capacidade de:
Pensar de forma clara e positiva:
Ter uma visão equilibrada da vida e das situações que enfrentamos.
Gerenciar emoções: Ser capaz de lidar com sentimentos como tristeza,
raiva ou estresse de maneira saudável.
Manter relacionamentos saudáveis: Construir e manter conexões
significativas com outras pessoas.
Adaptar-se a mudanças e adversidades: Ser resiliente diante de desafios
e crises.
Promover a saúde mental envolve cuidar desses aspectos através de práticas
como a busca de apoio social, a prática de hábitos saudáveis, a busca de
ajuda profissional quando necessário,
desenvolvimento de habilidades para lidar com o estresse e as pressões do
dia a dia.
Formas de Tratamento
Seu trabalho vai além de técnicas e protocolos; é uma jornada
de confiança e apoio mútuo, moldando histórias de resiliência e
renovação, catalisadores de mudanças, defensores de
dignidade e voz para aqueles que muitas vezes lutam para
serem ouvidos. Assim, cada profissional da saúde mental é um
farol de humanidade, guiando almas através das marés
turbulentas em direção a um porto seguro.
Obrigada pela
Atenção!

Enfermagem na Saúde Mental apresentação em pdf

  • 1.
  • 2.
    Você se considera umapessoa saudável? Você está bem? O que é Saúde? O que é uma pessoa saudável?
  • 3.
    Organização Mundial de Saúde (OMS) "Saúdeé o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença."
  • 4.
    Durante muitas décadas,a doenças psiquiátricas foi alvo de críticas e preconceitos que acabaram resultando na construção de estigmas e estereótipos. Trabalhar com saúde mental não se trata de se trabalhar apenas com o sujeito em sofrimento psíquico, mas trata-se de trabalhar consigo, com suas dúvidas, anseios e fraquezas.
  • 5.
    3% da populaçãogeral sofre com transtornos mentais severos e persistentes 6% da população apresente transtornos psiquiátricos graves decorrentes do uso de álcool e outras drogas 12% da população necessita de algum atendiment em saúde mental, seja ele contínuo ou eventua 2,3% do orçamento anual do SUS para a Saúde Mental Dados Epidemiológicos
  • 6.
    Contexto Histórico Inicialmente, aquiloque se sabe respeito da saúde mental dos nossos mais antigos antepassados seria que suas hipóteses sobre questões mentais estariam frequentemente caracterizadas como o resultado de crenças de que causas sobrenaturais como possessões demoníacas, maldições, feitiçaria e até mesmo deuses vingativos, estariam por trás dos incomuns sintomas.
  • 7.
    Contexto Histórico No finaldo século XVIII, a concepção de loucura sofre uma transformação, surgindo um novo campo do saber: a Psiquiatria. Por trás do chamado tratamento moral, a assistência psiquiátrica estruturou-se num regime rígido e disciplinador, muitas vezes indulgente frente às suas práticas obscuras e punitivas, violências veladas de ameaças e privações, tendo, na instituição asilar, o elemento de ordem, o papel de vigiar,
  • 8.
    Contexto Histórico O fimdo século XIX e início do século XX são marcados pela construção de vários hospitais psiquiátricos. É dentro desta fase e já mais próximo de nossos dias, que a loucura começa a ser problematizada. em 1971, Franco Basaglia iniciou uma mudança radical nas práticas até então utilizadas no Hospital Regional de Trieste, na Itália. Começava um movimento de desativação do manicômio, caracterizado pela prática da alta psiquiátrica, pela ausência de novas internações e pelo questionamento da neutralidade científica que sustentava os valores dominantes na psiquiatria científica, que oprimiam ao invés de libertar os pacientes.
  • 9.
    Contexto Histórico No Brasil,o "louco" emerge como "problema social" no século XIX, de maneira semelhante à Europa, como um elemento de desajuste à ordem social vigente, em meio a um contexto de desordem, mendicância e ociosidade. O ano de 1978 marca o início efetivo do movimento social pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil. Surge neste ano o Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), formado por integrantes do movimento sanitário
  • 10.
    Contexto Histórico O Movimentopassa a denunciar a violência dos manicômios, a mercantilização da loucura, a hegemonia da rede privada de assistência, além de construir, coletivamente, uma crítica ao chamado saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico na assistência às pessoas portadoras de transtornos mentais (Brasil, Ministério da Saúde, 2005). A discussão, ainda atual, da desinstitucionalização se referencia legalmente através da Lei 10.216, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, de 06 de abril de 2001, que representa um esforço de incorporação do ideário dos direitos humanos nessa área.
  • 11.
    O fim dosmanicômios, especialmente dos manicômios judiciários, foi resultado de um processo histórico e político, marcado pela luta antimanicomial e pela Reforma Psiquiátrica Brasileira. Essa reforma, que visava superação das condições degradantes dos manicômios e a garantia de direitos fundamentais, levou à gradual extinção desses m locais de internação compulsória
  • 14.
    A Lei Antimanicomial,oficialmente a Lei nº 10.216 de 6 de abril de 2001, é um marco na história da saúde mental no Brasil, promovendo uma reforma radical no sistema de tratamento e assistência a pessoas com transtornos mentais. A lei, também conhecida como Lei Paulo Delgado, visa desinstitucionalizar a atenção em saúde mental, priorizando o cuidado em liberdade e a inserção social. Lei Antimanicomial
  • 15.
    Nascimento Relacionamentos Mudanças Saúde formação da personalidade, segurança, confiança,adaptação às mudanças da família o novo integrante; violência na infância. adaptação ao ambiente, pessoas, locais de trabalho (separação, divórcio, quando um filho sai de casa); (doença, ferimento, acidente); perda de propriedade, mudança de fuso horário, de estado ou país, de casa ou de cidade. Violências: o impacto do estupro pode ser devastador. Variáveis que contribuem para o desequilíbrio emocional
  • 16.
    Perspectivas de Freud Nofinal do séc. XIX e início do XX, a Psiquiatria começa a ser vista como uma ciência médica. A doença mental começa a ser vista como uma alteração físico-bioquímica do organismo. Nesta época aparecem as teorias de Freud, consideradas "loucas" para a época, mas que mais tarde ficaram famosas e foram conhecidas como Psicanálise ID EGO SUPER EGO
  • 17.
    Perspectivas de Freud responsávelpelos nossos impulsos mais primitivos: as paixões, libido, agressividade... O id ("isso" em alemão) está conosco desde que nascemos e é norteado pelo "princípio do prazer", mas seus desejos são frequentemente reprimidos. ID
  • 18.
    Perspectivas de Freud parteé aquela que mostramos aos outros. Fortalecido pela razão, o ego está "preso" entre os desejos do id (tentando encontrar um jeito adequado de realizá-los) e as regras ditadas pelo superego. EGO
  • 19.
    Perspectivas de Freud Tambémchamado de "ideal do aqui? ego", tem a função de conter os impulsos do id. Suas regras sociais e morais não nascem com a gente: nós a aprendemos na sociedade para que possamos conviver nela corretamente. SUPER EGO
  • 20.
    Sinais e Sintomasde Transtornos Mentais Ilusão Delírios Consciência Pensamento
  • 21.
    Ilusão Delírio Consciência Pensamento Ao contrário dasalucinações, o objeto percebido existe, mas sua percepção é falseada, deformada. Ele percebe que pode ser falsa sua interpretação. responsável pela qualidade percepção dos pensamentos vinculados à realidade. É através que desenvolvermos as sensações, percepções, valores do nosso ser. Alteração transitória, o paciente não evoca informações, a atividade mental fica brevemente reduzida, podendo retornar a normalidade em pouco tempo. é o processo pelo qual associamos e combinamos os conhecimentos que já adquirimos no mundo. Sinais e Sintomas de Transtornos Mentais
  • 22.
    Ilusão Delírio Consciência Pensamento Ao contrário dasalucinações, o objeto percebido existe, mas sua percepção é falseada, deformada. Ele percebe que pode ser falsa sua interpretação. responsável pela qualidade percepção dos pensamentos vinculados à realidade. É através que desenvolvermos as sensações, percepções, valores do nosso ser. Alteração transitória, o paciente não evoca informações, a atividade mental fica brevemente reduzida, podendo retornar a normalidade em pouco tempo. é o processo pelo qual associamos e combinamos os conhecimentos que já adquirimos no mundo. Sinais e Sintomas de Transtornos Mentais
  • 23.
    Fatores Biológicos Fatores Perinatais Fatores ligadosa doenças orgânicas Fatores Neuro- endocrinológicos Fatores Neurologicos Multicausalidade Fatores Hereditários
  • 24.
    Fatores Sociais São asinterações com o outro, nossas relações pessoais, profissionais e com outi grupos. Estudos falam da importância das pessoas significativas em nossa infância e de como ficam marcadas em nós as suas formas de pensar e agir.
  • 25.
    Tentar controlar acomunicação extraverbal Verificar o conteúdo de fantasia que o paciente expressa Ajudar o paciente a vir para a realidade Perceber e atuar frente à tentativa do paciente de nos testar e manipular Abordagem ao Paciente Psiquiátrico Lembre-se o paciente psiquiátrico não é responsável pelos seus atos.
  • 26.
    Maus tratos. Negligência. Desvalorização dodiscurso incoerente Desumanização Proibições Lembre-se o paciente psiquiátrico não é responsável pelos seus atos.
  • 27.
    Saúde Mental noSus A Portaria N° 224/1992, é a primeira normatização do atendimento à saúde mental no SUS. Ela apresenta as Unidades Básicas de Saúde e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) como serviços de referencia, substitutivos e não hospitalares de atenção à saúde mental. A Lei N° 10.216/2001(Reforma psiquiátrica), Redireciona a assistência em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária; Dispões sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais contra qualquer forma de abuso e exploração. Criação de serviços substitutivos ao hospital psiquiátrico
  • 28.
    A Política Nacionalde Saúde Mental é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde, que compreende as estratégias e diretrizes adotadas pelo país para organizar a assistência às pessoas com necessidades de tratamento e cuidados específicos em saúde mental. Abrange a atenção a pessoas com necessidades relacionadas a transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo etc, e pessoas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas, como álcool, cocaína, crack e outras drogas. Política Nacional
  • 29.
    A Política Nacionalde Saúde Mental propõe que as práticas de saúde mental na atenção básica/saúde da família devam ser substitutivas ao modelo tradicional e não medicalizantes ou produtoras da "psiquiatrização" e "psicologização" do sujeito e de suas necessidades. Por isso, é necessária a articulação da rede de cuidados, tendo como objetivo a integralidade do sujeito, constituindo um processo de trabalho voltado para as necessidades singulares e sociais e não somente para as demandas. Política Nacional
  • 30.
    Níveis de Atenção AtençãoPrimária Atenção Terciária e Reabilitação Atenção Secundária Psicossocial
  • 31.
    Atenção Primária Ocorre juntoà população saudável; Inclui promoção e manutenção da saúde e prever da doença. Na saúde mental, nem sempre é possível, visto que algumas doenças mentais ainda não possuem os fatores etiológicos conhecidos, entretanto, são conhecidos os fatores de vulnerabilidades; Objetivo de diminuir a susceptibilidade de pessoas, famílias e comunidades aos transtornos mentais.
  • 32.
    Atenção Secundária Criar emanter um ambiente terapêutico nos serviços de saúde mental; Criação, nos serviços de saúde mental, unidade para atendimento pós-alta do paciente; Oferecimento para atendimento pós-alta do paciente; Desenvolvimento de terapias (relacionamentos interpessoais, cognitivo comportamental, etc); Intervenção em crise; Atuação em organizações relacionadas à saúde mental. Trabalhar com grupos na comunidade e familiares de pessoas com transtorno mental; Trabalhar com grupos de mútuo-ajuda (auto-ajuda) voltado para os diferentes transtornos; Coordenar programas psicoeducacionais.
  • 33.
    Atenção Terciária/ Reabilitação Envolvea redução da incapacidade, se houve os mecanismos de enfrentamento de prejuízos em decorrência do transtorno mental e a reabilitação psicossocial do paciente. Este nivel ocorre em serviços especializados. Organização e participação de programas que ajudem o paciente se inserir na comunidade Esclarecimento da população sobre os recursos existentes na comunidade, sua utilização e sensibilização dos direitos e deveres dos pacientes e familiares; Desenvolver promoção e reabilitação psicossocial do paciente.
  • 34.
    RAPS Os indivíduos emsituações de crise podem ser atendidos em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), formada por várias unidades com finalidades distintas, de forma integral e gratuita, pela rede pública de saúde. Além das ações assistenciais, o Ministério da Saúde também atua ativamente na prevenção de problemas relacionados a saúde mental e dependência química, implementando, por exemplo, iniciativas para prevenção do suicídio, por meio de convênio firmado com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que permitiu a ligação gratuita em todo o país.
  • 35.
    RAPS REDE DE ATENÇÃOPSICOSSOCIAL (RAPS) Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) Urgência e emergência: SAMU 192, sala de estabilização, UPA 24h e pronto socorro Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT) Unidades de Acolhimento (UA) Comunidades Terapêuticas Hospital-Dia
  • 36.
    CAPS O Centro deApoio Psicossocial tem por objetivo oferecer atendimento à população de seu território, realizando acompanhamento clínico e multiprofissional para realizar a reinserção social dos usuários por meio do acesso ao trabalho, lazer, exercício de cidadania.
  • 37.
    Funções do Caps Atenderem regime de atenção diária Planejar projetos terapêuticos personalizados Promover a inserção social dos usuários Dar suporte, supervisão e atenção à saúde mental na rede básica Regular a Porta de Entrada da rede de assistência em saúde mental Coordenar com o gestor local a supervisão de unidades hospitalares psiquiátricas Manter atualizada a listagem de pacientes da sua região
  • 38.
    Publico do Caps Pessoasque sofrem de transtornos mentais Graves Pessoas com problemas relacionados às substancias psicoativas (CAPSad) Crianças e adolescentes com transtornos mentais (CAPSi)
  • 39.
    O que oUsuário do Caps tem direito: Tratamento medicamentoso Atendimento a grupo de familiares Orientação Atendimento psicoterápico Atividades Comunitárias Atividades de suporte social Oficinas culturais Visitas domiciliares Desintoxicação ambulatorial
  • 40.
    CAPS I: Atendimentosa todas as faixas etárias até 15 mil habitantes CAPS II: Atendimentos a todas as faixas etárias até 70mil habitantes CAPS ad Álcool e Drogas: Atendimentos a todas as faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas em regiões com pelo menos 70mil habiitantes CAPS III: Atendimentos até 5 vagas de acolhimento noturno e observação em regiões com pelo menos 150mil habitantes CAPS ad Ill Álcool e Drogas: Atendimento de 8 a 12 vagas acolhimentos noturno e observação, funcionamento 24h em regiões com pelo menos 150mil habitantes CAPS
  • 41.
    Nesse contexto, aenfermagem se viu responsável por uma assistência inovadora e promissora em suas práticas através do surgimento de novos espaços de trabalho nos CAPS. Com essa nova realidade a enfermagem participa de atividades grupos de estudos; reuniões de famílias e de equipe; visitas domiciliares e passeios; e escuta, acolhe e estabelece vínculos com o paciente.
  • 42.
    Unidades de Acolhimento (UA) Oferececuidados contínuos de saúde, com funcionamento 24h/dia, em ambiente residencial, para pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório. O tempo de permanência nessas unidades é de até seis meses.
  • 43.
    Unidade de AcolhimentoAdulto (UAA): destinada às pessoas maiores de 18 (dezoito) anos, de ambos os sexos; Unidade de Acolhimento Infanto-Juvenil (UAI): destinada às crianças e aos adolescentes, entre 10 (dez) e 18 (dezoito) anos incompletos, de ambos os sexos. As UA contam com equipe qualificada e funcionam exatamente como uma casa, onde o usuário é acolhido As Unidades de Acolhimento são divididas em:
  • 44.
    Unidades Terapêuticas São serviçosdestinados a oferecer cuidados contínuos de saúde, de caráter residencial transitório para pacientes, com necessidades clínicas estáveis, decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
  • 45.
    É a assistênciaintermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial, para realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, que requeiram a permanência do paciente na Unidade por um período máximo de 12 horas. Hospital Dia
  • 46.
    A reabilitação psicossocialé compreendida como um conjunto de ações que buscam o fortalecimento, a inclusão e o exercício de direitos de cidadania de pacientes e familiares, mediante a criação e o desenvolvimento de iniciativas articuladas com os recursos do território nos campos do trabalho, habitação, educação, cultura, segurança e direitos humanos.
  • 47.
    Aspectos importantes dasaúde mental incluem a capacidade de: Pensar de forma clara e positiva: Ter uma visão equilibrada da vida e das situações que enfrentamos. Gerenciar emoções: Ser capaz de lidar com sentimentos como tristeza, raiva ou estresse de maneira saudável. Manter relacionamentos saudáveis: Construir e manter conexões significativas com outras pessoas. Adaptar-se a mudanças e adversidades: Ser resiliente diante de desafios e crises. Promover a saúde mental envolve cuidar desses aspectos através de práticas como a busca de apoio social, a prática de hábitos saudáveis, a busca de ajuda profissional quando necessário, desenvolvimento de habilidades para lidar com o estresse e as pressões do dia a dia. Formas de Tratamento
  • 48.
    Seu trabalho vaialém de técnicas e protocolos; é uma jornada de confiança e apoio mútuo, moldando histórias de resiliência e renovação, catalisadores de mudanças, defensores de dignidade e voz para aqueles que muitas vezes lutam para serem ouvidos. Assim, cada profissional da saúde mental é um farol de humanidade, guiando almas através das marés turbulentas em direção a um porto seguro.
  • 49.