ALGUNS DADOS PARA SITUAR A 
QUESTÃO DO 
TRANSTORNO MENTAL 
(ou doença mental, loucura etc. 
como era denominado em outras 
épocas)
As estimativas iniciais indicam 
que cerca de 450 milhões de 
pessoas atualmente vivas sofrem 
transtornos mentais ou 
neurobiológicos ou relacionados 
ao abuso do álcool e das drogas 
(OMS, 2001, p.36).
Dados do MS – Brasil,2006. 
• 3% da população geral sofrem com 
TM severos e persistentes. 
• 6% da população apresentam TM 
graves decorrentes do uso de alcool e 
droga. 
• 12% da população necessita de 
algum atendimento em saúde 
mental, seja ele continuo ou 
eventual.
Projetando estes dados para o município de 
Porto Velho, considerando 428.527 habs 
(IBGE, 2010): 
• 12.856 pessoas com TM severas e 
persistentes. 
• 25.710 pessoas com TM decorrentes do 
uso de alcool e droga 
• 51.423 pessoas que necessitam, ou 
necessitarão, de atendimento em Saúde 
Mental.
AFINAL, O QUE É TRANSTORNO MENTAL? 
É complexo o processo Saúde/Doença 
mental que ultrapassa o simples 
orgânico. 
• Para Sacks (1995) a doença é um processo 
no sujeito, não é um defeito no corpo, no 
órgão ou no funcionamento bioquímico. 
É um processo referente à conduta e à 
forma de olhar. 
• 
Eduardo Henrique Guimarães Torre 
Paulo Amarante (psiq.FIOCRUZ)
Com as transformações da sociedade 
contemporânea e as novas formas de 
pensamento em diversos campos das 
ciências exatas e humanas 
a razão e o paradigma científico clássico 
entram em crise. 
• Eduardo Henrique Guimarães Torre 
Paulo Amarante – psiquiatra FIOCRUZ
CAUSAS 
• A maioria das doenças, 
mentais e físicas, é 
influenciada por uma 
combinação de fatores 
biológicos, psicológicos e 
sociais.
Ainda Há Muito Que 
Aprender 
sobre as causas específicas dos 
transtornos mentais e 
comportamentais ... 
embora as contribuições da neurociência, da 
genética, da psicologia e da sociologia, entre 
outras, desempenharam importante papel 
informativo da nossa maneira de compreender 
essas complexas relações. (OMS, 2001, p.36).
A saúde mental é o primeiro 
campo da medicina em que 
se trabalha intensiva e 
obrigatoriamente com a 
interdisciplinaridade e a 
intersetorialidade.
• Isto significa: 
inter/trans/disciplinariedade acima 
das especialidades 
(a equipe composta de profissionais 
de várias especialidades devem ser 
ouvidas e não apenas o médico que 
deve decidir). 
Intersetorialidade acima das 
especificidades do setor de saúde.
Integralidade nas Políticas de Saúde 
Mental 
No final da década de 80 e início de 90, nós 
trabalhamos com outros paradigmas 
relacionados 
com a atenção aos portadores de transtornos 
mentais, substituindo intencionalmente a palavra 
“tratar”, que sempre pressupõe uma nomeação 
diagnóstica, por “cuidar”, termo mais 
adequado que incorpora vários “problemas” a 
serem superados, negando, a princípio, critérios 
habituais de seleção e/ou exclusão. 
Domingos Sávio Alves 
medico sanitarista/MS
No último meio século, o modelo de 
atenção em saúde mental mudou da 
institucionalização (ou internação) de 
indivíduos portadores de transtornos 
mentais para um enfoque baseado na 
atenção comunitária, apoiada na 
disponibilidade de leitos para casos 
agudos em hospitais gerais. 
(OMS, 2001, p.77).
• O tratamento apropriado de 
transtornos mentais e 
comportamentais implica o uso 
racional de intervenções 
FARMACOLOGICAS, 
PSICOLOGICAS E 
PSICOSSOCIAIS de uma forma 
clinicamente significativa e 
integrada.
• A descoberta e o aperfeiçoamento de 
medicamentos úteis no manejo de 
transtornos mentais, que ocorreram na 
segunda metade do século XX, foram 
reconhecidos em muitos setores como 
uma revolução na historia da 
psiquiatria. (OMS, 2001, p.93)
DESMISTIFICANDO ALGUMAS 
IDÉIAS 
• Os transtornos mentais não são de domínio 
exclusivo deste ou daquele grupo especial; eles 
são verdadeiramente universais. 
• Observam-se transtornos mentais e 
comportamentais em pessoas de todas as regiões, 
todos os paises e todas as sociedades (mulheres, 
homens, ricos e pobres, entre pessoas que vivem 
em áreas urbanas e rurais ETC.) 
• (OMS, 2001, p.48)
A Reforma Psiquiátrica 
• preconiza a reestruturação da 
assistência, priorizando o 
atendimento ambulatorial e 
promoção a saúde mental, 
através ddaass aaççõõeess bbáássiiccaass ddee 
ssaaúúddee ee iinntteeggrraaççããoo ccoomm aa 
ccoommuunniiddaaddee
É preciso acabar com a idéia de deter 
pessoas com transtornos mentais e 
comportamentais em instituições 
psiquiátricas com foros de prisão. 
• A enorme maioria dos portadores de 
transtornos mentais não é violenta. 
• Somente uma pequena proporção esta 
associada ao risco de violência e a 
probabilidade desta violência pode ser 
diminuída por serviços abrangentes de 
saúde mental. (OMS, 2001, p.29)
RECOMENDAÇÕES GERAIS DA 
OMS 
1. Proporcionar tratamento na 
atenção primaria 
• O manejo e tratamento de transtornos 
mentais no contexto da atenção primaria é 
um passo fundamental que possibilita ao 
maior numero possível de pessoas ter 
acesso mais fácil e mais rápido aos serviços.
2. garantir o acesso aos 
medicamentos psicotrópicos 
• Esses medicamentos podem 
atenuar os sintomas, reduzir 
incapacidade, abreviar o curso 
de muitos transtornos e prevenir 
recorrências.
3. garantir atenção na 
comunidade 
• A atenção baseada na comunidade tem melhor 
efeito sobre o resultado e a qualidade da vida das 
pessoas com transtornos mentais crônicos do que 
o tratamento institucional. 
• A meta final é o tratamento e atenção 
com base na comunidade. Isso implica o 
fechamento dos grandes hospitais 
psiquiátricos (OMS, 2001, p.122).
4. educação em saúde para a 
população 
• Uma bem planejada campanha de 
sensibilização e educação do publico pode 
reduzir a estigmatização e a discriminação, 
fomentar o uso dos serviços de saúde 
mental e lograr uma aproximação maior 
entre a saúde mental e a saúde física.
5. envolver as comunidades, as 
famílias e os usuários 
• A comunidade, as famílias e 
os usuários devem ser incluídos 
na formulação e na tomada de 
decisões sobre políticas, 
programas e serviços.
6. estabelecer políticas, 
programas e legislação 
nacionais 
(OMS, 2001, p.149) 
No Paraná temos a Lei Estadual 11.189/95 
No Brasil a Lei Federal 10.216/01
Todo paciente tem o direito de 
ser tratado num ambiente o 
menos restritivo, com o 
tratamento menos restritivo ou 
intrusivo. 
(OMS, 2001, p.13)
Rede substitutiva 
*Unidades Basicas de Saude/PSF 
*Centro de Atençao 
Psicossocial/CAPSconstituir-se nas 
seguintes modalidades de serviços: 
CAPS I, CAPS II e CAPS III 
CAPSad – alcool e drogas 
CAPSi – infantil 
*Emergencia Psiquiatrica 
*Leitos psiquiatricos em hospital geral 
*Serviço residencial terapêutico
*Centro de convivência 
Breve comentário 
Na busca de financiamento do MS corre-se o 
risco de se transformar a rede substitutiva 
em miniaturas do hospital psiquiátrico, ou 
seja, cria-se vários CAPS ou novos lugares 
para o louco.
Faixas populacionais Composição Rede de 
Saúde Mental no que se refere ao CAPS 
• Até 19.999 PSF/Unidades Básicas de Atenção à 
Saúde 
• De 20.000 a 70.000 CAPS I 
• De 70.000 a 200.000 CAPS II 
• Acima de 200.000 CAPS III 
• Acima de 70.000 CAPSad – alcool e drogas 
• Acima de 200.000 CAPSi - infantil 
• Vide Portaria 336/GM de 2002
Rede Substitutiva de Atenção Integral em Saúde Mental 
Atenção Primária 
Médicos Treinados para 
Identificar e Encaminhar aos 
Serviços Especializados os 
Portadores de Transtornos 
Mentais 
Ambulatórios 
Especializados, CAPS, 
Hospital Dia, etc. 
Internações de Pacientes 
em crise persistentes 
(Leitos Psiquiátricos em 
Hospitais Gerais). 
Pronto Socorro 
Unidade de Atendimento 
Emergencial para Crises. 
Local de “Passagem”, 
Curta Permanência. 
Residências Terapêuticas: .
Leitos em Hospital Psiquiatrico 
• 1996 72514 
• 1997 71041 
• 1998 70323 
• 1999 66393 
• 2000 60868 
• 2001 52962 
• 2002 51393 
• 2003 48303 
• 2004 45814 
• 2005 42076 
• 2010 35.426 
• Fontes : Ministério da Saúde (2010). 
•
• Emergência psiquiátrica: 
É obrigatoriamente a porta de 
entrada para internação em hospital 
psiquiátrico. 
Em Maringá a E.P. conta com 26 
leitos para internação de até 15 dias.
• MORADORES = 10.722 
• Fonte: Ministério da Saúde (2010). 
• BENEFICIARIOS DO PVC = 1.016 
• DESTES, ESTÃO NAS SRTs = 810 
• Fonte: Furtado,J.P. (2006)
• Portaria GM no 2.391, de 26 de 
dezembro de 2002 Art. 2º: 
Definir que a internação psiquiátrica 
somente deverá ocorrer 
após todas as tentativas de utilização das 
demais possibilidades terapêuticas 
e esgotados todos os recursos extra-hospitalares 
disponíveis na rede 
assistencial, com a menor duração temporal 
possível.
Serviço Residencial Terapêutico 
São casas localizadas no espaço 
urbano, constituídas para responder as 
necessidades de Serviço Residencial 
Terapêutico. moradia de pessoas 
portadoras de transtornos mentais 
graves, institucionalizadas ou não.
O nº de usuários pode variar de 1 
indivíduo até um pequeno grupo de 
no máximo 8 pessoas que deverão 
contar sempre com suporte 
profissional sensível as demandas e 
necessidades de cada um.
QUEM PODE SE BENEFICIAR 
. Portadores de TM, egressos de internação em 
hospital cadastrados no SUS que não tem 
alternativas... 
. Egressos do Manicômio Judiciário... 
. Pessoas em acompanhamento no CPS as quais o 
problema de moradia é uma estratégia 
terapêutica... 
. Moradores de rua com TM severos, quando 
inseridos em projetos terapêuticos nos CAPS.
FINANCIAMENTO 
. O Ministério da Saúde repassa R$ 10.000,00 a 
título de incentivo, para cada SRT implementado. 
Este recurso destina-se a fazer pequenos reparos no 
imóvel, equipar a SRT com móveis, 
eletrodomésticos e utensílios necessários. 
. Para seu custeio mental, os recursos originários 
das AIH’s podem atingir cerca de R$ 7.000,00 a 
R$ 8.000,00 correspondentes ao no. máximo de 8 
moradores por módulo residencial.
Situação da SRT no Paraná 
• LEVANTAMENTO DE PACIENTES ASILARES 2007 
Instituição Município 2007 
Hospital Psiquiátrico Bom Retiro Curitiba 1 
Hospital Nossa Senhora da Luz Curitiba 26 
Hospital Colônia Adauto Botelho Pinhais 37 
Hospital de Neuropsiquiatria San Julian Piraquara 12 
Sanatório Maringá Maringá 52 
Centro de Triagem e Obras Sociais Vale do Ivaí Jandaia do Sul 2 
Clínica Psiquiátrica de Londrina Londrina 1 
Hospital Filadélfia Marechal Cândido Rondon 4 
Hospital Franco da Rocha Ponta Grossa 0 
Hospital São Marcos Cascavel 0 
Total 135
• FORAM CONSIDERADOS PACIENTES 
ASILARES, AQUELES USUÁRIOS QUE, EM 
31 DE JULHO DE 2003, DATA DA 
PROMULGAÇÃO DA LEI Nº 10.708, 
ENCONTRAVAM-SE INTERNADOS EM 
HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS POR 
PERÍODO SUPERIOR A 2 ANOS. HAVIA NA 
OCASIÃO, 346 PACIENTES ASILARES NO 
ESTADO DO PARANÁ, EXCLUINDO-SE 40 
PACIENTES QUE ESTAVAM NO 
MANICÔMIO JUDICIAL
Série Histórica de Pacientes Asilares (Moradores) por 
Instituição 
Obs. No Sanatório de Maringá houve o retorno de 3 
moradores. Ao retornar o asilado não entra mais na 
estatística de internados há mais de 2 anos. 
Instituição 2003 2005 2006 2007 2008 
Hospital Colônia Adauto Botelho 113 77 51 37 37 
Hospital de Neuropsiquiatria San Julian 12 12 12 12 12 
Sanatório Maringá 32 59 57 52 40 
Centro de Triagem e Obras Sociais Vale do Ivaí 2 2 2 2 2 
Clínica Psiquiátrica de Londrina 12 1 1 1 0 
Hospital Filadélfia 5 4 4 4 2 
Hospital Franco da Rocha 7 6 6 0 0 
Hospital São Marcos 22 22 0 0 0
Serviços Residenciais Terapêuticos do Paraná – 
01/09/2008 
Município Regional de Saúde nº de SRTs 
Curitiba 2ª RS 5 
Quatro Barras 2ª RS 3 
Campina Grande do Sul 2ª RS 8 
Cascavel 10ª RS 4 
Maringá* 15ª 1 
Total 21 
* A Secretaria Municipal da Saúde Maringá implantou a 2ª SRT em dezembro 2008.

5093 palestra saude_mental_(3)

  • 1.
    ALGUNS DADOS PARASITUAR A QUESTÃO DO TRANSTORNO MENTAL (ou doença mental, loucura etc. como era denominado em outras épocas)
  • 2.
    As estimativas iniciaisindicam que cerca de 450 milhões de pessoas atualmente vivas sofrem transtornos mentais ou neurobiológicos ou relacionados ao abuso do álcool e das drogas (OMS, 2001, p.36).
  • 3.
    Dados do MS– Brasil,2006. • 3% da população geral sofrem com TM severos e persistentes. • 6% da população apresentam TM graves decorrentes do uso de alcool e droga. • 12% da população necessita de algum atendimento em saúde mental, seja ele continuo ou eventual.
  • 4.
    Projetando estes dadospara o município de Porto Velho, considerando 428.527 habs (IBGE, 2010): • 12.856 pessoas com TM severas e persistentes. • 25.710 pessoas com TM decorrentes do uso de alcool e droga • 51.423 pessoas que necessitam, ou necessitarão, de atendimento em Saúde Mental.
  • 5.
    AFINAL, O QUEÉ TRANSTORNO MENTAL? É complexo o processo Saúde/Doença mental que ultrapassa o simples orgânico. • Para Sacks (1995) a doença é um processo no sujeito, não é um defeito no corpo, no órgão ou no funcionamento bioquímico. É um processo referente à conduta e à forma de olhar. • Eduardo Henrique Guimarães Torre Paulo Amarante (psiq.FIOCRUZ)
  • 6.
    Com as transformaçõesda sociedade contemporânea e as novas formas de pensamento em diversos campos das ciências exatas e humanas a razão e o paradigma científico clássico entram em crise. • Eduardo Henrique Guimarães Torre Paulo Amarante – psiquiatra FIOCRUZ
  • 7.
    CAUSAS • Amaioria das doenças, mentais e físicas, é influenciada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais.
  • 8.
    Ainda Há MuitoQue Aprender sobre as causas específicas dos transtornos mentais e comportamentais ... embora as contribuições da neurociência, da genética, da psicologia e da sociologia, entre outras, desempenharam importante papel informativo da nossa maneira de compreender essas complexas relações. (OMS, 2001, p.36).
  • 9.
    A saúde mentalé o primeiro campo da medicina em que se trabalha intensiva e obrigatoriamente com a interdisciplinaridade e a intersetorialidade.
  • 10.
    • Isto significa: inter/trans/disciplinariedade acima das especialidades (a equipe composta de profissionais de várias especialidades devem ser ouvidas e não apenas o médico que deve decidir). Intersetorialidade acima das especificidades do setor de saúde.
  • 11.
    Integralidade nas Políticasde Saúde Mental No final da década de 80 e início de 90, nós trabalhamos com outros paradigmas relacionados com a atenção aos portadores de transtornos mentais, substituindo intencionalmente a palavra “tratar”, que sempre pressupõe uma nomeação diagnóstica, por “cuidar”, termo mais adequado que incorpora vários “problemas” a serem superados, negando, a princípio, critérios habituais de seleção e/ou exclusão. Domingos Sávio Alves medico sanitarista/MS
  • 12.
    No último meioséculo, o modelo de atenção em saúde mental mudou da institucionalização (ou internação) de indivíduos portadores de transtornos mentais para um enfoque baseado na atenção comunitária, apoiada na disponibilidade de leitos para casos agudos em hospitais gerais. (OMS, 2001, p.77).
  • 13.
    • O tratamentoapropriado de transtornos mentais e comportamentais implica o uso racional de intervenções FARMACOLOGICAS, PSICOLOGICAS E PSICOSSOCIAIS de uma forma clinicamente significativa e integrada.
  • 14.
    • A descobertae o aperfeiçoamento de medicamentos úteis no manejo de transtornos mentais, que ocorreram na segunda metade do século XX, foram reconhecidos em muitos setores como uma revolução na historia da psiquiatria. (OMS, 2001, p.93)
  • 15.
    DESMISTIFICANDO ALGUMAS IDÉIAS • Os transtornos mentais não são de domínio exclusivo deste ou daquele grupo especial; eles são verdadeiramente universais. • Observam-se transtornos mentais e comportamentais em pessoas de todas as regiões, todos os paises e todas as sociedades (mulheres, homens, ricos e pobres, entre pessoas que vivem em áreas urbanas e rurais ETC.) • (OMS, 2001, p.48)
  • 16.
    A Reforma Psiquiátrica • preconiza a reestruturação da assistência, priorizando o atendimento ambulatorial e promoção a saúde mental, através ddaass aaççõõeess bbáássiiccaass ddee ssaaúúddee ee iinntteeggrraaççããoo ccoomm aa ccoommuunniiddaaddee
  • 17.
    É preciso acabarcom a idéia de deter pessoas com transtornos mentais e comportamentais em instituições psiquiátricas com foros de prisão. • A enorme maioria dos portadores de transtornos mentais não é violenta. • Somente uma pequena proporção esta associada ao risco de violência e a probabilidade desta violência pode ser diminuída por serviços abrangentes de saúde mental. (OMS, 2001, p.29)
  • 18.
    RECOMENDAÇÕES GERAIS DA OMS 1. Proporcionar tratamento na atenção primaria • O manejo e tratamento de transtornos mentais no contexto da atenção primaria é um passo fundamental que possibilita ao maior numero possível de pessoas ter acesso mais fácil e mais rápido aos serviços.
  • 19.
    2. garantir oacesso aos medicamentos psicotrópicos • Esses medicamentos podem atenuar os sintomas, reduzir incapacidade, abreviar o curso de muitos transtornos e prevenir recorrências.
  • 20.
    3. garantir atençãona comunidade • A atenção baseada na comunidade tem melhor efeito sobre o resultado e a qualidade da vida das pessoas com transtornos mentais crônicos do que o tratamento institucional. • A meta final é o tratamento e atenção com base na comunidade. Isso implica o fechamento dos grandes hospitais psiquiátricos (OMS, 2001, p.122).
  • 21.
    4. educação emsaúde para a população • Uma bem planejada campanha de sensibilização e educação do publico pode reduzir a estigmatização e a discriminação, fomentar o uso dos serviços de saúde mental e lograr uma aproximação maior entre a saúde mental e a saúde física.
  • 22.
    5. envolver ascomunidades, as famílias e os usuários • A comunidade, as famílias e os usuários devem ser incluídos na formulação e na tomada de decisões sobre políticas, programas e serviços.
  • 23.
    6. estabelecer políticas, programas e legislação nacionais (OMS, 2001, p.149) No Paraná temos a Lei Estadual 11.189/95 No Brasil a Lei Federal 10.216/01
  • 24.
    Todo paciente temo direito de ser tratado num ambiente o menos restritivo, com o tratamento menos restritivo ou intrusivo. (OMS, 2001, p.13)
  • 25.
    Rede substitutiva *UnidadesBasicas de Saude/PSF *Centro de Atençao Psicossocial/CAPSconstituir-se nas seguintes modalidades de serviços: CAPS I, CAPS II e CAPS III CAPSad – alcool e drogas CAPSi – infantil *Emergencia Psiquiatrica *Leitos psiquiatricos em hospital geral *Serviço residencial terapêutico
  • 26.
    *Centro de convivência Breve comentário Na busca de financiamento do MS corre-se o risco de se transformar a rede substitutiva em miniaturas do hospital psiquiátrico, ou seja, cria-se vários CAPS ou novos lugares para o louco.
  • 27.
    Faixas populacionais ComposiçãoRede de Saúde Mental no que se refere ao CAPS • Até 19.999 PSF/Unidades Básicas de Atenção à Saúde • De 20.000 a 70.000 CAPS I • De 70.000 a 200.000 CAPS II • Acima de 200.000 CAPS III • Acima de 70.000 CAPSad – alcool e drogas • Acima de 200.000 CAPSi - infantil • Vide Portaria 336/GM de 2002
  • 28.
    Rede Substitutiva deAtenção Integral em Saúde Mental Atenção Primária Médicos Treinados para Identificar e Encaminhar aos Serviços Especializados os Portadores de Transtornos Mentais Ambulatórios Especializados, CAPS, Hospital Dia, etc. Internações de Pacientes em crise persistentes (Leitos Psiquiátricos em Hospitais Gerais). Pronto Socorro Unidade de Atendimento Emergencial para Crises. Local de “Passagem”, Curta Permanência. Residências Terapêuticas: .
  • 29.
    Leitos em HospitalPsiquiatrico • 1996 72514 • 1997 71041 • 1998 70323 • 1999 66393 • 2000 60868 • 2001 52962 • 2002 51393 • 2003 48303 • 2004 45814 • 2005 42076 • 2010 35.426 • Fontes : Ministério da Saúde (2010). •
  • 30.
    • Emergência psiquiátrica: É obrigatoriamente a porta de entrada para internação em hospital psiquiátrico. Em Maringá a E.P. conta com 26 leitos para internação de até 15 dias.
  • 31.
    • MORADORES =10.722 • Fonte: Ministério da Saúde (2010). • BENEFICIARIOS DO PVC = 1.016 • DESTES, ESTÃO NAS SRTs = 810 • Fonte: Furtado,J.P. (2006)
  • 32.
    • Portaria GMno 2.391, de 26 de dezembro de 2002 Art. 2º: Definir que a internação psiquiátrica somente deverá ocorrer após todas as tentativas de utilização das demais possibilidades terapêuticas e esgotados todos os recursos extra-hospitalares disponíveis na rede assistencial, com a menor duração temporal possível.
  • 33.
    Serviço Residencial Terapêutico São casas localizadas no espaço urbano, constituídas para responder as necessidades de Serviço Residencial Terapêutico. moradia de pessoas portadoras de transtornos mentais graves, institucionalizadas ou não.
  • 34.
    O nº deusuários pode variar de 1 indivíduo até um pequeno grupo de no máximo 8 pessoas que deverão contar sempre com suporte profissional sensível as demandas e necessidades de cada um.
  • 35.
    QUEM PODE SEBENEFICIAR . Portadores de TM, egressos de internação em hospital cadastrados no SUS que não tem alternativas... . Egressos do Manicômio Judiciário... . Pessoas em acompanhamento no CPS as quais o problema de moradia é uma estratégia terapêutica... . Moradores de rua com TM severos, quando inseridos em projetos terapêuticos nos CAPS.
  • 36.
    FINANCIAMENTO . OMinistério da Saúde repassa R$ 10.000,00 a título de incentivo, para cada SRT implementado. Este recurso destina-se a fazer pequenos reparos no imóvel, equipar a SRT com móveis, eletrodomésticos e utensílios necessários. . Para seu custeio mental, os recursos originários das AIH’s podem atingir cerca de R$ 7.000,00 a R$ 8.000,00 correspondentes ao no. máximo de 8 moradores por módulo residencial.
  • 37.
    Situação da SRTno Paraná • LEVANTAMENTO DE PACIENTES ASILARES 2007 Instituição Município 2007 Hospital Psiquiátrico Bom Retiro Curitiba 1 Hospital Nossa Senhora da Luz Curitiba 26 Hospital Colônia Adauto Botelho Pinhais 37 Hospital de Neuropsiquiatria San Julian Piraquara 12 Sanatório Maringá Maringá 52 Centro de Triagem e Obras Sociais Vale do Ivaí Jandaia do Sul 2 Clínica Psiquiátrica de Londrina Londrina 1 Hospital Filadélfia Marechal Cândido Rondon 4 Hospital Franco da Rocha Ponta Grossa 0 Hospital São Marcos Cascavel 0 Total 135
  • 38.
    • FORAM CONSIDERADOSPACIENTES ASILARES, AQUELES USUÁRIOS QUE, EM 31 DE JULHO DE 2003, DATA DA PROMULGAÇÃO DA LEI Nº 10.708, ENCONTRAVAM-SE INTERNADOS EM HOSPITAIS PSIQUIÁTRICOS POR PERÍODO SUPERIOR A 2 ANOS. HAVIA NA OCASIÃO, 346 PACIENTES ASILARES NO ESTADO DO PARANÁ, EXCLUINDO-SE 40 PACIENTES QUE ESTAVAM NO MANICÔMIO JUDICIAL
  • 39.
    Série Histórica dePacientes Asilares (Moradores) por Instituição Obs. No Sanatório de Maringá houve o retorno de 3 moradores. Ao retornar o asilado não entra mais na estatística de internados há mais de 2 anos. Instituição 2003 2005 2006 2007 2008 Hospital Colônia Adauto Botelho 113 77 51 37 37 Hospital de Neuropsiquiatria San Julian 12 12 12 12 12 Sanatório Maringá 32 59 57 52 40 Centro de Triagem e Obras Sociais Vale do Ivaí 2 2 2 2 2 Clínica Psiquiátrica de Londrina 12 1 1 1 0 Hospital Filadélfia 5 4 4 4 2 Hospital Franco da Rocha 7 6 6 0 0 Hospital São Marcos 22 22 0 0 0
  • 40.
    Serviços Residenciais Terapêuticosdo Paraná – 01/09/2008 Município Regional de Saúde nº de SRTs Curitiba 2ª RS 5 Quatro Barras 2ª RS 3 Campina Grande do Sul 2ª RS 8 Cascavel 10ª RS 4 Maringá* 15ª 1 Total 21 * A Secretaria Municipal da Saúde Maringá implantou a 2ª SRT em dezembro 2008.