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O romance romântico
Romance ≠ Romantismo
Romance trata-se de um gênero literário, assim como
outros já vistos ao longo das nossas aulas (poesia lírica,
epopeia, drama).
O romance é uma espécie de herdeiro da epopeia, pois
também narra acontecimentos (fictícios e reais,
embora qualquer acontecimento da realidade, ao
entrar no romance, vire ficção). As principais diferenças
são: o romance é narrado em prosa, enquanto a
epopeia é narrada em verso; alem disso, a epopeia
trata apenas de grandes acontecimentos, grandes
feitos, ao passo que o romance falará da vida cotidiana.
Prosa
Bravo! exclamou Filipe, entrando e despindo a casaca, que pendurou em um
cabide velho.
Bravo!... interessante cena! mas certo que desonrosa fora para casa de um
estudante de Medicina e já no sexto ano, a não valer-lhe o adágio antigo: -
o hábito não faz o monge.
- Temos discurso!... atenção!... ordem!... gritaram a um tempo três vozes.
- Coisa célebre! acrescentou Leopoldo. Filipe sempre se torna orador depois
do jantar...
- E dá-lhe para fazer epigramas, disse Fabrício.
- Naturalmente, acudiu Leopoldo, que, por dono da casa, maior quinhão
houvera no cumprimento do recém-chegado; naturalmente. Bocage,
quando tomava carraspana, descompunha os médicos.
- C’est trop fort! bocejou Augusto, espreguiçando-se no canapé em que se
achava deitado.
(trecho inicial de “A Moreninha” de Joaquim Manuel de Macedo)
Verso
As armas e os barões assinalados,
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca de antes navegados,
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados,
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
(1ª estrofe de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões)
Romance romântico
Nessa aula estudaremos, portanto, os romances
brasileiros escritos dentro do padrão estético
que se convencionou chamar Romantismo.
O gênero romance, no entanto, como vimos,
não se restringe ao Romantismo. Temos
muitos romances no período Realista, no
Modernismo, no Romance de 30 e até mesmo
nos tempos de hoje.
Joaquim Manuel de Macedo
Nascido em Itaboraí (RJ) em 1820. Formou-se
em medicina, mas não exerceu a profissão. Foi
escritor, político e jornalista. Escreveu 18
romances, sendo o principal “A Moreninha”.
Morreu no Rio de Janeiro em 1882.
A Moreninha
- Narrado em 3ª pessoa
- Publicado em folhetim
- Dividido em 24 capítulos (23 + epílogo)
- Personagens principais:
* Augusto; Filipe; D. Ana; Carolina (A
Moreninha)
Enredo
Augusto é um jovem estudante de medicina. Nunca namorava muito tempo a mesma
menina, por isso seus amigos o consideravam inconstante no amor. Certo dia,
Filipe, seu colega de medicina, convida ele e mais uns amigos para passarem um
final de semana na casa da sua avó, que fica numa ilha próxima ao Rio de Janeiro.
Filipe acredita que Augusto irá apaixonar-se por uma de suas primas. Os dois
travam, então, uma aposta. Se Augusto se apaixonasse dentro de um mês, teria
então que escrever um livro.
Na ilha, Augusto acaba revelando para D. Ana, avó de Filipe, o motivo de sua
inconstância no amor. Quando criança, prometera se casar com uma menina que
conhecera na praia. A Moreninha.
Augusto, entretanto, começa a gostar de Carolina, irmã de Filipe. Essa paixão gera um
conflito com seu pai, que acredita que eles está sendo relapso com os estudos e
gera um conflito consigo mesmo, pois se casasse com Carolina estaria quebrando
sua promessa com A Moreninha.
Ao Final, Augusto descobre que Carolina era a mesma menina da praia, para a qual ele
prometeu o seu amor. Nada então pode impedir a felicidade deles.
Por fim, Filipe cobra sua aposta, e Augusto informa que o livro já foi escrito, tendo por
título “A Moreninha”.
O que observar:
• Falta verossimilhança à moral das
personagens (seus conflitos não são
trabalhados com profundidade)
• As paixões, diferentemente do romantismo
europeu, não entram em conflito com os
valores da sociedade conservadora.
José de Alencar
Nasceu em Mecejana, no interior do Ceará.
Formou-se em direito. No Rio de Janeiro,
trabalhou como advogado e jornalista. Depois
de consagrado como escritor, iniciou carreira
política. Morreu no Rio de Janeiro, em 1877,
vítima de tuberculose.
Seus romances podem ser divididos da
seguinte maneira:
• Romances urbanos
• Romances regionalistas (ou sertanistas)
• Romances históricos
• Romances indianistas
Esse quadro fazia parte do projeto nacional de Alencar,
uma tentativa de espelhar a Nação (recém
independente) na sua obra e abranger a totalidade de
todo o território nacional, reconhecendo-o como uma
unidade tanto cultural como territorial.
Para tanto, Alencar tenta romper com o estilo consagrado
da literatura portuguesa e imprimir uma linguagem
brasileira (usa, para isso, vocábulos indígenas e
elementos da paisagem brasileira).
Seu painel do Brasil é idealizado, dada a necessidade de
criar uma imagem favorável do país. Por isso sua obra
acaba escondendo a brutalidade da desigualdade social
e da escravidão.
Romances Indianistas
• Índios submetidos aos valores europeus (suas
características são as dos heróis dos romances
de cavalaria)
• Tentativa de encontrar raízes nobres para o
povo brasileiro
• Trata da temática dos índios, mas ignora os
negros (assim como a independência do Brasil
ignorou a questão da escravidão)
• Principais: Iracema, O Guarani, Ubirajara
Iracema
Iracema conta a história da virgem dos lábios de
mel (Iracema) que se apaixona pelo português
Martim. Iracema era filha do pajé, por isso não
poderia se casar. Martim era amigo da tribo
inimiga de Iracema. Os dois fogem juntos e
Iracema engravida. Martim, no entanto, tem que
ir pra guerra ajudar seus amigos da tribo dos
pitiguaras. Quando ele retorna da guerra,
Iracema só tem tempo de entregar-lhe o filho
recém nascido (Moacir), e morre. Martim volta
pra Portugal e depois retorna ao Brasil, onde
funda o Ceará, terra de Iracema.
O que observar?
• Narrado em 3ª pessoa
• Prosa poética (lirismo)
• Iracema é a encarnação do mito do bom
selvagem
• Por um lado, o tratamento que ele dá à
temática é totalmente europeu. Por outro, em
alguns momentos o autor parece questionar-
se sobre o verdadeiro papel do civilizador (que
no fim das contas, massacrou os índios).
O Guarani
Em uma fazenda no interior do Rio de Janeiro, moram D. Antônio de Mariz e sua
família, formada pela esposa D. Lauriana, o filho D. Diogo e a filha Cecília. A casa
abriga ainda a mestiça Isabel (na verdade, filha bastarda de D. Antônio),
apaixonada pelo moço Álvaro, que, no entanto, só tinha olhos para Cecília. O índio
Peri, que salvou certa vez Cecília de ser atingida por uma pedra, permaneceu no
lugar a pedido da moça, morando em uma cabana. Peri passa a se dedicar
inteiramente à satisfação de todas as vontades de Cecília, a quem chama
simplesmente de Ceci.
Acidentalmente, D. Diogo mata uma índia aimoré. Como vingança, a família da moça
tenta matar Ceci, mas Peri intercepta a ação. A partir desse momento, a
possibilidade de ataque da tribo é cada vez maior. E este não é o único perigo a
rondar a casa de D. Antônio. Um dos empregados, Loredano, está ali com o
objetivo de se apoderar de uma mina de prata que fica abaixo da casa. Pretendia
incendiá-la e ainda raptar Ceci. Quando ele e seus capangas combinam seu plano
de ataque, são ouvidos por Peri.
Contra si, o índio tem o ódio de D. Lauriana, que considera sua presença ali uma
ameaça a todos. Consegue convencer o esposo a expulsá-lo, mas quando Peri
relata a iminência do ataque aimoré, como vingança pela morte da índia, D.
Lauriana permite que ele permaneça na casa.
O incêndio planejado por Loredano é evitado por Peri e a traição é finalmente descoberta. D. Antônio
ordena que os traidores se entreguem, mas Loredano organiza um levante. Os empregados fiéis a
D. Antônio preparam-se para proteger a casa. Ao mesmo tempo, acontece o ataque indígena.
Assim, a casa de Mariz sofre ameaças externas e internas.
Álvaro aceita o amor de Isabel e passa a corresponder a ele. Mas sua preocupação se volta
principalmente para o confronto com os inimigos. Enquanto isso, Peri concebe um plano terrível
para derrotar os aimorés: coloca veneno na água que será consumida pelos bandidos que tentam
ocupar a casa; além disso, bebe do mesmo veneno. Em seguida, avança sobre os aimorés e luta
bravamente, para mostrar que merece ser submetido ao ritual da antropofagia, reservado apenas
aos valentes. Quando comessem sua carne tomada pelo veneno, morreriam.
Cecília descobre o plano e pede a Álvaro que o salve. O moço chega no exato momento do sacrifício e
liberta Peri, afirmando que Cecília precisa dele vivo, para salvá-la. A moça pede ao índio que viva e
Peri obedece, preparando para si um antídoto com ervas. Muitos dos traidores morrem
envenenados. Loredano é preso e submetido à morte na fogueira.
Álvaro sai para apanhar mantimentos, mas acaba sendo morto na empreitada. Seu corpo é entregue a
Isabel que, entrando com ele em um cômodo hermeticamente fechado, espalha ervas aromáticas
no local e morre abraçada ao amado.
Como última tentativa para salvar a filha, D. Antônio determina a Peri que fuja com ela. Assim que o
índio cumpre a tarefa, o proprietário explode a casa, matando os inimigos que o atacam. Cecília se
desespera assistindo à cena.
Uma tempestade atinge Peri e Cecília na canoa que ocupam. Em um verdadeiro dilúvio, Peri e Ceci
somem no horizonte.
Romances Urbanos
• Sociedade provinciana X cultura europeia
(tentativa de imprimir a cor local)
• Incorporação de fatores econômicos nos
relacionamentos
• Principais romances: Lucíola; Senhora; Diva
Lucíola
• Narrado em 1ª pessoa, o romance apresenta
as cartas escritas por Paulo, destinadas a
Senhora G.M., a quem Alencar atribui a
autoria do romance.
• Dividida em 21 capítulos que corresponde a
um outro tanto número de cartas enviadas
por Paulo.
Nas missivas (cartas), Paulo conta a história do seu relacionamento
com Lúcia, uma cortesã (prostituta) de luxo da Corte. Paulo havia
chegado de Olinda ao Rio de Janeiro. Conhece então Lúcia, uma
prostituta de luxo e considerada um tanto excêntrica. Eles vivem
um romance de cerca de um mês, depois brigam, pois Paulo não
consegue suportar os comentários maldosos da sociedade. Após
essa primeira briga eles se juntam novamente, mas então por
ciúmes, Paulo acaba se afastando de novo. Quando Paulo descobre
que seu ciúmes não passava de um mal entendido, procura Lúcia.
Ela então lhe conta a história de sua infância e os motivos que
obrigaram ela a se prostituir: a morte do seu pai e a necessidade
de dar um futuro bom para a sua irmã. Lúcia conta também seu
verdadeiro nome: Maria da Glória. Os dois vivem juntos mais algum
tempo. Maria da Glória engravida de Paulo, mas perde o bebê e
depois, em consequência dessa gestação, acaba também,
morrendo. Antes de partir, contudo, Maria pede para que Paulo se
case com a sua irmã. Este nega, mas promete que será como um
pai para ela. Promessa a qual ele cumpre, até o dia em que a irmã
de Maria se casa.
O que observar:
• Há um conflito entre as vontades individuais e
os valores da sociedade (o que torna a paixão
socialmente inviável)
• Solução conservadora: heroína morre para se
redimir de seus pecados. Ora, se o que a levou
a se prostituir foram fatores sociais e
econômicos, que culpa é essa? Alencar foge
de enfrentar os valores da sociedade e cria
esse final conservador.
Senhora
• Narrado em 3ª pessoa
• Autoria também atribuída a senhora G.M.,
embora o autor admita ter feito algumas
mudanças para dar caráter mais literário à
obra.
• Dividido em 4 partes: O preço; Quitação;
Posse e Resgate
Enredo
Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira, apaixonou-se por Fernando Seixas, a quem namorou.
Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral.
Passado algum tempo, Aurélia, já órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende na escala
social. Ainda ressentida com o antigo namorado, resolve vingar-se dele. Sabendo que Fernando,
ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para marido. Na época, o
Segundo Reinado, vigora o regime de casamento dotal, em que o pai da noiva (ou, no caso, ela
mesma) deveria dar um dote ao futuro marido.
Assim, através de um procurador, Fernando recebe uma proposta de casamento e a aceita sem
saber exatamente com quem se casará - interessa-lhe apenas o dinheiro, cem contos de réis, que
vai receber por isso. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um felizardo, pois, na
verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para ela.
A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido
que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados. Aurélia não só
não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano lhe oferece para
criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se
desenvolve entre os dois.
Fernando, todavia, trabalha e realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a
Aurélia. Desse modo, propõe-se a restituir-lhe a quantia em troca da separação. Considerando o
gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca deixara de amá-lo, é vencida pelo
amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.
O que observar:
• Temática central: casamento por interesse:
personagens tem personalidade endurecida
ao perceber que o dinheiro é que governa o
mundo
• Seixas, apesar de se sentir culpado, sabe que
foi uma vítima da sociedade, que o fez
ambicioso
• Crítica à sociedade capitalista regida pelo
dinheiro
Romances Sertanistas ou
Regionalistas
Características
• Revelar o Brasil agrário, distanciado do litoral
• Costumes específicos
• Visão nacionalista
• Busca de autenticidade poética ou documental na
fixação da vida interiorana
• Vale lembrar que José de Alencar também
escreveu romances regionalistas, como O Gaúcho
(1870), Til (1872) e O Sertanejo (1875);
entretanto, aqui veremos outros romancistas de
destaque que escreveram sobre a mesma
temática.
Bernardo Guimarães
Nasceu em Ouro Preto, MG, em 1825. Cursou
Direito em São Paulo. Nomeado juiz no interior
de Goiás. A publicação de A Escrava Isaura lhe
rendeu prestígio nacional. Morreu em 1884, aos
cinquenta e nove anos. Principais obras:
• A Escrava Isaura (1875)
• O Seminarista (1872)
A Escrava Isaura (1875)
Isaura é uma moça branca, filha de uma escrava e de um
feitor português de uma enorme fazenda, no interior do
Rio de Janeiro. Após a morte da mãe a menina é adotada
pela fazendeira, que a trata como se fosse sua filha e lhe
dá uma excelente educação.
Porém, com a morte da fazendeira, seu filho Leôncio,
assume a propriedade e começa a assediar Isaura.
A beleza da jovem escrava desperta paixões em vários
dos personagens, além de Leôncio, o jardineiro Belchior,
o feitor da fazenda e até o irmão de Malvina, esposa de
Leôncio, fazem propostas à moça.
O pai de Isaura, que passara a trabalhar em outra
fazenda, rapta a filha e ambos vão morar em Recife.
Isaura adota o nome de Elvira, porém é
“desmascarada” em um baile com um pretendente
rico, chamado Álvaro.
Álvaro e Leôncio enfrentam-se pela posse de Isaura,
mas ela volta para a fazenda como escrava.
Leôncio promete que libertaria Isaura caso ela case
com o jardineiro Belchior, um ser “cabeludo como
um urso e feio como um macaco”.
Na hora do casamento, ocorre a surpresa final:
Álvaro aparece na fazenda, dizendo que havia
comprado todos os bens que Leôncio penhorara
por estar endividado. Entres eles estavam todos
os escravos, incluindo Isaura, que se casará com
Álvaro.
Nesse momento, Leôncio sai da sala e se suicida,
encerrando assim a narrativa.
Visconde de Taunay
Alfredo d’Escragnolle-Taunay nasceu no Rio de
Janeiro em 1843, filho de uma família
aristocrática de origem francesa. Cursou
engenharia na Escola Militar do Mato Grosso.
Teve uma bem sucedida carreira de político no
Segundo Império. Diabético, faleceu no Rio de
Janeiro aos cinquenta e seis anos em 1899.
Publicou apenas um romance nessa
característica, que é Inocência, de 1872.
Inocência (1872)
O jovem farmacêutico Cirino, em viagem de trabalho pelo sertão de
Mato Grosso, hospeda-se na casa de um homem que conhecera no
caminho, o Sr. Pereira. Ali, conhece Inocência, filha do dono da casa.
A moça estava prometida em casamento a Manecão e Pereira se
mostra bastante zeloso da palavra empenhada, exercendo forte
vigilância sobre o farmacêutico. Para auxiliá-lo nesse trabalho, conta
com a ajuda do negro Tico, anão mudo que se torna a sombra de
Inocência.
Chega ao lugar o cientista alemão Meyer, estudioso de borboletas,
trazendo boas indicações do irmão de Pereira. A admiração do
estrangeiro pela beleza de Inocência transforma a receptividade inicial
do dono da casa em antipatia mal disfarçada. Em respeito ao irmão,
Pereira trata o estrangeiro com educação. Cirino, de sua parte, nutre
certo ciúme, desconfiado das intenções do cientista. Meyer nada
percebe, mantendo-se concentrado em suas pesquisas e parte assim
que termina o trabalho.
Cirino e Inocência declaram-se um ao outro. Prevendo a
resistência do pai, a moça sugere que o amado visite seu
padrinho, Antônio Cesário, que mora em uma cidade
próxima. A jovem acredita que o padrinho pode ajudar a
convencer o pai a romper o compromisso com Manecão.
Cirino parte, alegando que a viagem é para comprar
medicamentos. O moço conquista a simpatia de Cesário,
que se compromete a ajudar o casal de apaixonados
Na ausência de Cirino, Manecão aparece e reafirma os
propósitos de matrimônio. Inocência recusa-se a cumprir
o compromisso assumido pelo pai e provoca a fúria deste
e do noivo. Pereira desconfia de imediato de alguma
influência de Meyer na decisão da moça, mas Tico
denuncia os amores de Inocência e Cirino.
Cego de ódio, Manecão parte em busca do
farmacêutico. Encontra-o no meio do caminho e,
depois de rápido e ríspido diálogo, mata-o. Antônio
Cesário chega ao local do crime ainda a tempo de
encontrar Cirino com vida, ouvindo de seus lábios a
última palavra: Inocência.
A menina morre e, dois anos depois, Meyer
celebra, na Europa, o sucesso de sua descoberta:
uma nova espécie de borboleta que ele batiza com
o nome da moça
Teatro Romântico
Martins Pena (1815 – 1848)
• Destacou-se pelas suas comédias
• “Fundou o teatro nacional”
• Comédia de costumes em um ato apenas
• Comédias superficiais e ingênuas, personagens
sem profundidade psicológica e tramas
incoerentes e inverossímeis
• Sátira aos temas rurais
• Leitura irônica dos problemas da época
• Amor contrariado
O Noviço (1853)
Nesta peça de três atos, Carlos, um rapaz endiabrado, é
enviado a um convento por decisão de sua rica tia e tutora.
Não tendo vocação para a vida religiosa e apaixonado pela
prima Emília, Carlos foge do convento e se dedica a
desmascarar o ambicioso Ambrósio Nunes, segundo marido
de sua tia e que havia casado com ela apenas por ser rica.
Esse homem viera do Ceará, de posse da herança de sua
jovem esposa, Rosa. Na corte aplica um segundo golpe: casa-
se com a viúva rica Florência. Com a intenção de tomar para si
o dinheiro da segunda esposa, cria um plano: convencer
Florência a confinar em um convento o sobrinho tutelado,
Carlos, e preparar os filhos, a jovem Emília, e o garoto de nove
anos, Juca, para serem religiosos.
Trapalhadas, enganos de identidade, disfarces, encontros
inesperados, cartas comprometedoras que vão parar em
mãos equivocadas desenvolvem a trama. O trapaceiro
Ambrósio, com sua capacidade de seduzir e enganar a
inocente Florência, só é desmascarado quando Rosa, a
esposa abandonada em Maranguape, chega ao Rio de
Janeiro e, de posse da certidão de casamento, consegue
um mandado de prisão, ao provar a bigamia do farsante
Ambrósio.
Carlos consegue fazer valer a sua vontade de abandonar
o noviciado, é perdoado pelas fugas e pelas confusões
promovidas no convento e declara seu desejo de casar-se
com a prima Emília. Ambrósio é levado à prisão, as duas
mulheres enganadas sentem-se vingadas, e o Mestre de
Noviços abençoa a futura união de Carlos e Emília.

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  • 2. Romance ≠ Romantismo Romance trata-se de um gênero literário, assim como outros já vistos ao longo das nossas aulas (poesia lírica, epopeia, drama). O romance é uma espécie de herdeiro da epopeia, pois também narra acontecimentos (fictícios e reais, embora qualquer acontecimento da realidade, ao entrar no romance, vire ficção). As principais diferenças são: o romance é narrado em prosa, enquanto a epopeia é narrada em verso; alem disso, a epopeia trata apenas de grandes acontecimentos, grandes feitos, ao passo que o romance falará da vida cotidiana.
  • 3. Prosa Bravo! exclamou Filipe, entrando e despindo a casaca, que pendurou em um cabide velho. Bravo!... interessante cena! mas certo que desonrosa fora para casa de um estudante de Medicina e já no sexto ano, a não valer-lhe o adágio antigo: - o hábito não faz o monge. - Temos discurso!... atenção!... ordem!... gritaram a um tempo três vozes. - Coisa célebre! acrescentou Leopoldo. Filipe sempre se torna orador depois do jantar... - E dá-lhe para fazer epigramas, disse Fabrício. - Naturalmente, acudiu Leopoldo, que, por dono da casa, maior quinhão houvera no cumprimento do recém-chegado; naturalmente. Bocage, quando tomava carraspana, descompunha os médicos. - C’est trop fort! bocejou Augusto, espreguiçando-se no canapé em que se achava deitado. (trecho inicial de “A Moreninha” de Joaquim Manuel de Macedo)
  • 4. Verso As armas e os barões assinalados, Que da ocidental praia Lusitana, Por mares nunca de antes navegados, Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados, Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram; (1ª estrofe de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões)
  • 5. Romance romântico Nessa aula estudaremos, portanto, os romances brasileiros escritos dentro do padrão estético que se convencionou chamar Romantismo. O gênero romance, no entanto, como vimos, não se restringe ao Romantismo. Temos muitos romances no período Realista, no Modernismo, no Romance de 30 e até mesmo nos tempos de hoje.
  • 6. Joaquim Manuel de Macedo Nascido em Itaboraí (RJ) em 1820. Formou-se em medicina, mas não exerceu a profissão. Foi escritor, político e jornalista. Escreveu 18 romances, sendo o principal “A Moreninha”. Morreu no Rio de Janeiro em 1882.
  • 7. A Moreninha - Narrado em 3ª pessoa - Publicado em folhetim - Dividido em 24 capítulos (23 + epílogo) - Personagens principais: * Augusto; Filipe; D. Ana; Carolina (A Moreninha)
  • 8. Enredo Augusto é um jovem estudante de medicina. Nunca namorava muito tempo a mesma menina, por isso seus amigos o consideravam inconstante no amor. Certo dia, Filipe, seu colega de medicina, convida ele e mais uns amigos para passarem um final de semana na casa da sua avó, que fica numa ilha próxima ao Rio de Janeiro. Filipe acredita que Augusto irá apaixonar-se por uma de suas primas. Os dois travam, então, uma aposta. Se Augusto se apaixonasse dentro de um mês, teria então que escrever um livro. Na ilha, Augusto acaba revelando para D. Ana, avó de Filipe, o motivo de sua inconstância no amor. Quando criança, prometera se casar com uma menina que conhecera na praia. A Moreninha. Augusto, entretanto, começa a gostar de Carolina, irmã de Filipe. Essa paixão gera um conflito com seu pai, que acredita que eles está sendo relapso com os estudos e gera um conflito consigo mesmo, pois se casasse com Carolina estaria quebrando sua promessa com A Moreninha. Ao Final, Augusto descobre que Carolina era a mesma menina da praia, para a qual ele prometeu o seu amor. Nada então pode impedir a felicidade deles. Por fim, Filipe cobra sua aposta, e Augusto informa que o livro já foi escrito, tendo por título “A Moreninha”.
  • 9. O que observar: • Falta verossimilhança à moral das personagens (seus conflitos não são trabalhados com profundidade) • As paixões, diferentemente do romantismo europeu, não entram em conflito com os valores da sociedade conservadora.
  • 10. José de Alencar Nasceu em Mecejana, no interior do Ceará. Formou-se em direito. No Rio de Janeiro, trabalhou como advogado e jornalista. Depois de consagrado como escritor, iniciou carreira política. Morreu no Rio de Janeiro, em 1877, vítima de tuberculose.
  • 11. Seus romances podem ser divididos da seguinte maneira: • Romances urbanos • Romances regionalistas (ou sertanistas) • Romances históricos • Romances indianistas
  • 12. Esse quadro fazia parte do projeto nacional de Alencar, uma tentativa de espelhar a Nação (recém independente) na sua obra e abranger a totalidade de todo o território nacional, reconhecendo-o como uma unidade tanto cultural como territorial. Para tanto, Alencar tenta romper com o estilo consagrado da literatura portuguesa e imprimir uma linguagem brasileira (usa, para isso, vocábulos indígenas e elementos da paisagem brasileira). Seu painel do Brasil é idealizado, dada a necessidade de criar uma imagem favorável do país. Por isso sua obra acaba escondendo a brutalidade da desigualdade social e da escravidão.
  • 13. Romances Indianistas • Índios submetidos aos valores europeus (suas características são as dos heróis dos romances de cavalaria) • Tentativa de encontrar raízes nobres para o povo brasileiro • Trata da temática dos índios, mas ignora os negros (assim como a independência do Brasil ignorou a questão da escravidão) • Principais: Iracema, O Guarani, Ubirajara
  • 14. Iracema Iracema conta a história da virgem dos lábios de mel (Iracema) que se apaixona pelo português Martim. Iracema era filha do pajé, por isso não poderia se casar. Martim era amigo da tribo inimiga de Iracema. Os dois fogem juntos e Iracema engravida. Martim, no entanto, tem que ir pra guerra ajudar seus amigos da tribo dos pitiguaras. Quando ele retorna da guerra, Iracema só tem tempo de entregar-lhe o filho recém nascido (Moacir), e morre. Martim volta pra Portugal e depois retorna ao Brasil, onde funda o Ceará, terra de Iracema.
  • 15. O que observar? • Narrado em 3ª pessoa • Prosa poética (lirismo) • Iracema é a encarnação do mito do bom selvagem • Por um lado, o tratamento que ele dá à temática é totalmente europeu. Por outro, em alguns momentos o autor parece questionar- se sobre o verdadeiro papel do civilizador (que no fim das contas, massacrou os índios).
  • 16. O Guarani Em uma fazenda no interior do Rio de Janeiro, moram D. Antônio de Mariz e sua família, formada pela esposa D. Lauriana, o filho D. Diogo e a filha Cecília. A casa abriga ainda a mestiça Isabel (na verdade, filha bastarda de D. Antônio), apaixonada pelo moço Álvaro, que, no entanto, só tinha olhos para Cecília. O índio Peri, que salvou certa vez Cecília de ser atingida por uma pedra, permaneceu no lugar a pedido da moça, morando em uma cabana. Peri passa a se dedicar inteiramente à satisfação de todas as vontades de Cecília, a quem chama simplesmente de Ceci. Acidentalmente, D. Diogo mata uma índia aimoré. Como vingança, a família da moça tenta matar Ceci, mas Peri intercepta a ação. A partir desse momento, a possibilidade de ataque da tribo é cada vez maior. E este não é o único perigo a rondar a casa de D. Antônio. Um dos empregados, Loredano, está ali com o objetivo de se apoderar de uma mina de prata que fica abaixo da casa. Pretendia incendiá-la e ainda raptar Ceci. Quando ele e seus capangas combinam seu plano de ataque, são ouvidos por Peri. Contra si, o índio tem o ódio de D. Lauriana, que considera sua presença ali uma ameaça a todos. Consegue convencer o esposo a expulsá-lo, mas quando Peri relata a iminência do ataque aimoré, como vingança pela morte da índia, D. Lauriana permite que ele permaneça na casa.
  • 17. O incêndio planejado por Loredano é evitado por Peri e a traição é finalmente descoberta. D. Antônio ordena que os traidores se entreguem, mas Loredano organiza um levante. Os empregados fiéis a D. Antônio preparam-se para proteger a casa. Ao mesmo tempo, acontece o ataque indígena. Assim, a casa de Mariz sofre ameaças externas e internas. Álvaro aceita o amor de Isabel e passa a corresponder a ele. Mas sua preocupação se volta principalmente para o confronto com os inimigos. Enquanto isso, Peri concebe um plano terrível para derrotar os aimorés: coloca veneno na água que será consumida pelos bandidos que tentam ocupar a casa; além disso, bebe do mesmo veneno. Em seguida, avança sobre os aimorés e luta bravamente, para mostrar que merece ser submetido ao ritual da antropofagia, reservado apenas aos valentes. Quando comessem sua carne tomada pelo veneno, morreriam. Cecília descobre o plano e pede a Álvaro que o salve. O moço chega no exato momento do sacrifício e liberta Peri, afirmando que Cecília precisa dele vivo, para salvá-la. A moça pede ao índio que viva e Peri obedece, preparando para si um antídoto com ervas. Muitos dos traidores morrem envenenados. Loredano é preso e submetido à morte na fogueira. Álvaro sai para apanhar mantimentos, mas acaba sendo morto na empreitada. Seu corpo é entregue a Isabel que, entrando com ele em um cômodo hermeticamente fechado, espalha ervas aromáticas no local e morre abraçada ao amado. Como última tentativa para salvar a filha, D. Antônio determina a Peri que fuja com ela. Assim que o índio cumpre a tarefa, o proprietário explode a casa, matando os inimigos que o atacam. Cecília se desespera assistindo à cena. Uma tempestade atinge Peri e Cecília na canoa que ocupam. Em um verdadeiro dilúvio, Peri e Ceci somem no horizonte.
  • 18. Romances Urbanos • Sociedade provinciana X cultura europeia (tentativa de imprimir a cor local) • Incorporação de fatores econômicos nos relacionamentos • Principais romances: Lucíola; Senhora; Diva
  • 19. Lucíola • Narrado em 1ª pessoa, o romance apresenta as cartas escritas por Paulo, destinadas a Senhora G.M., a quem Alencar atribui a autoria do romance. • Dividida em 21 capítulos que corresponde a um outro tanto número de cartas enviadas por Paulo.
  • 20. Nas missivas (cartas), Paulo conta a história do seu relacionamento com Lúcia, uma cortesã (prostituta) de luxo da Corte. Paulo havia chegado de Olinda ao Rio de Janeiro. Conhece então Lúcia, uma prostituta de luxo e considerada um tanto excêntrica. Eles vivem um romance de cerca de um mês, depois brigam, pois Paulo não consegue suportar os comentários maldosos da sociedade. Após essa primeira briga eles se juntam novamente, mas então por ciúmes, Paulo acaba se afastando de novo. Quando Paulo descobre que seu ciúmes não passava de um mal entendido, procura Lúcia. Ela então lhe conta a história de sua infância e os motivos que obrigaram ela a se prostituir: a morte do seu pai e a necessidade de dar um futuro bom para a sua irmã. Lúcia conta também seu verdadeiro nome: Maria da Glória. Os dois vivem juntos mais algum tempo. Maria da Glória engravida de Paulo, mas perde o bebê e depois, em consequência dessa gestação, acaba também, morrendo. Antes de partir, contudo, Maria pede para que Paulo se case com a sua irmã. Este nega, mas promete que será como um pai para ela. Promessa a qual ele cumpre, até o dia em que a irmã de Maria se casa.
  • 21. O que observar: • Há um conflito entre as vontades individuais e os valores da sociedade (o que torna a paixão socialmente inviável) • Solução conservadora: heroína morre para se redimir de seus pecados. Ora, se o que a levou a se prostituir foram fatores sociais e econômicos, que culpa é essa? Alencar foge de enfrentar os valores da sociedade e cria esse final conservador.
  • 22. Senhora • Narrado em 3ª pessoa • Autoria também atribuída a senhora G.M., embora o autor admita ter feito algumas mudanças para dar caráter mais literário à obra. • Dividido em 4 partes: O preço; Quitação; Posse e Resgate
  • 23. Enredo Aurélia Camargo, filha de uma pobre costureira, apaixonou-se por Fernando Seixas, a quem namorou. Este, porém, desfez a relação, movido pela vontade se casar com uma moça rica, Adelaide Amaral. Passado algum tempo, Aurélia, já órfã, recebe uma grande herança do avô e ascende na escala social. Ainda ressentida com o antigo namorado, resolve vingar-se dele. Sabendo que Fernando, ainda solteiro, andava em dificuldades financeiras, resolve comprá-lo para marido. Na época, o Segundo Reinado, vigora o regime de casamento dotal, em que o pai da noiva (ou, no caso, ela mesma) deveria dar um dote ao futuro marido. Assim, através de um procurador, Fernando recebe uma proposta de casamento e a aceita sem saber exatamente com quem se casará - interessa-lhe apenas o dinheiro, cem contos de réis, que vai receber por isso. Ao descobrir que sua noiva é Aurélia, Fernando se sente um felizardo, pois, na verdade, nunca deixara de amá-la. E abre seu coração para ela. A jovem, porém, na noite de núpcias, deixa claro: "comprou-o" para representar o papel de marido que uma mulher na sua posição social deve ter. Dormirão em quartos separados. Aurélia não só não pretende entregar-se a ele, como aproveita as oportunidades que o cotidiano lhe oferece para criticá-lo com ironia. Durante meses, uma relação conjugal marcada pelas ofensas e o sarcasmo se desenvolve entre os dois. Fernando, todavia, trabalha e realiza um negócio que lhe permite levantar o dinheiro que devia a Aurélia. Desse modo, propõe-se a restituir-lhe a quantia em troca da separação. Considerando o gesto uma prova da regeneração de Fernando, Aurélia, que nunca deixara de amá-lo, é vencida pelo amor. Ao receber o dinheiro, entrega-lhe a chave de seu quarto e o casamento se consuma, afinal.
  • 24. O que observar: • Temática central: casamento por interesse: personagens tem personalidade endurecida ao perceber que o dinheiro é que governa o mundo • Seixas, apesar de se sentir culpado, sabe que foi uma vítima da sociedade, que o fez ambicioso • Crítica à sociedade capitalista regida pelo dinheiro
  • 26. Características • Revelar o Brasil agrário, distanciado do litoral • Costumes específicos • Visão nacionalista • Busca de autenticidade poética ou documental na fixação da vida interiorana • Vale lembrar que José de Alencar também escreveu romances regionalistas, como O Gaúcho (1870), Til (1872) e O Sertanejo (1875); entretanto, aqui veremos outros romancistas de destaque que escreveram sobre a mesma temática.
  • 27. Bernardo Guimarães Nasceu em Ouro Preto, MG, em 1825. Cursou Direito em São Paulo. Nomeado juiz no interior de Goiás. A publicação de A Escrava Isaura lhe rendeu prestígio nacional. Morreu em 1884, aos cinquenta e nove anos. Principais obras: • A Escrava Isaura (1875) • O Seminarista (1872)
  • 28. A Escrava Isaura (1875) Isaura é uma moça branca, filha de uma escrava e de um feitor português de uma enorme fazenda, no interior do Rio de Janeiro. Após a morte da mãe a menina é adotada pela fazendeira, que a trata como se fosse sua filha e lhe dá uma excelente educação. Porém, com a morte da fazendeira, seu filho Leôncio, assume a propriedade e começa a assediar Isaura. A beleza da jovem escrava desperta paixões em vários dos personagens, além de Leôncio, o jardineiro Belchior, o feitor da fazenda e até o irmão de Malvina, esposa de Leôncio, fazem propostas à moça.
  • 29. O pai de Isaura, que passara a trabalhar em outra fazenda, rapta a filha e ambos vão morar em Recife. Isaura adota o nome de Elvira, porém é “desmascarada” em um baile com um pretendente rico, chamado Álvaro. Álvaro e Leôncio enfrentam-se pela posse de Isaura, mas ela volta para a fazenda como escrava. Leôncio promete que libertaria Isaura caso ela case com o jardineiro Belchior, um ser “cabeludo como um urso e feio como um macaco”.
  • 30. Na hora do casamento, ocorre a surpresa final: Álvaro aparece na fazenda, dizendo que havia comprado todos os bens que Leôncio penhorara por estar endividado. Entres eles estavam todos os escravos, incluindo Isaura, que se casará com Álvaro. Nesse momento, Leôncio sai da sala e se suicida, encerrando assim a narrativa.
  • 31. Visconde de Taunay Alfredo d’Escragnolle-Taunay nasceu no Rio de Janeiro em 1843, filho de uma família aristocrática de origem francesa. Cursou engenharia na Escola Militar do Mato Grosso. Teve uma bem sucedida carreira de político no Segundo Império. Diabético, faleceu no Rio de Janeiro aos cinquenta e seis anos em 1899. Publicou apenas um romance nessa característica, que é Inocência, de 1872.
  • 32. Inocência (1872) O jovem farmacêutico Cirino, em viagem de trabalho pelo sertão de Mato Grosso, hospeda-se na casa de um homem que conhecera no caminho, o Sr. Pereira. Ali, conhece Inocência, filha do dono da casa. A moça estava prometida em casamento a Manecão e Pereira se mostra bastante zeloso da palavra empenhada, exercendo forte vigilância sobre o farmacêutico. Para auxiliá-lo nesse trabalho, conta com a ajuda do negro Tico, anão mudo que se torna a sombra de Inocência. Chega ao lugar o cientista alemão Meyer, estudioso de borboletas, trazendo boas indicações do irmão de Pereira. A admiração do estrangeiro pela beleza de Inocência transforma a receptividade inicial do dono da casa em antipatia mal disfarçada. Em respeito ao irmão, Pereira trata o estrangeiro com educação. Cirino, de sua parte, nutre certo ciúme, desconfiado das intenções do cientista. Meyer nada percebe, mantendo-se concentrado em suas pesquisas e parte assim que termina o trabalho.
  • 33. Cirino e Inocência declaram-se um ao outro. Prevendo a resistência do pai, a moça sugere que o amado visite seu padrinho, Antônio Cesário, que mora em uma cidade próxima. A jovem acredita que o padrinho pode ajudar a convencer o pai a romper o compromisso com Manecão. Cirino parte, alegando que a viagem é para comprar medicamentos. O moço conquista a simpatia de Cesário, que se compromete a ajudar o casal de apaixonados Na ausência de Cirino, Manecão aparece e reafirma os propósitos de matrimônio. Inocência recusa-se a cumprir o compromisso assumido pelo pai e provoca a fúria deste e do noivo. Pereira desconfia de imediato de alguma influência de Meyer na decisão da moça, mas Tico denuncia os amores de Inocência e Cirino.
  • 34. Cego de ódio, Manecão parte em busca do farmacêutico. Encontra-o no meio do caminho e, depois de rápido e ríspido diálogo, mata-o. Antônio Cesário chega ao local do crime ainda a tempo de encontrar Cirino com vida, ouvindo de seus lábios a última palavra: Inocência. A menina morre e, dois anos depois, Meyer celebra, na Europa, o sucesso de sua descoberta: uma nova espécie de borboleta que ele batiza com o nome da moça
  • 36. Martins Pena (1815 – 1848) • Destacou-se pelas suas comédias • “Fundou o teatro nacional” • Comédia de costumes em um ato apenas • Comédias superficiais e ingênuas, personagens sem profundidade psicológica e tramas incoerentes e inverossímeis • Sátira aos temas rurais • Leitura irônica dos problemas da época • Amor contrariado
  • 37. O Noviço (1853) Nesta peça de três atos, Carlos, um rapaz endiabrado, é enviado a um convento por decisão de sua rica tia e tutora. Não tendo vocação para a vida religiosa e apaixonado pela prima Emília, Carlos foge do convento e se dedica a desmascarar o ambicioso Ambrósio Nunes, segundo marido de sua tia e que havia casado com ela apenas por ser rica. Esse homem viera do Ceará, de posse da herança de sua jovem esposa, Rosa. Na corte aplica um segundo golpe: casa- se com a viúva rica Florência. Com a intenção de tomar para si o dinheiro da segunda esposa, cria um plano: convencer Florência a confinar em um convento o sobrinho tutelado, Carlos, e preparar os filhos, a jovem Emília, e o garoto de nove anos, Juca, para serem religiosos.
  • 38. Trapalhadas, enganos de identidade, disfarces, encontros inesperados, cartas comprometedoras que vão parar em mãos equivocadas desenvolvem a trama. O trapaceiro Ambrósio, com sua capacidade de seduzir e enganar a inocente Florência, só é desmascarado quando Rosa, a esposa abandonada em Maranguape, chega ao Rio de Janeiro e, de posse da certidão de casamento, consegue um mandado de prisão, ao provar a bigamia do farsante Ambrósio. Carlos consegue fazer valer a sua vontade de abandonar o noviciado, é perdoado pelas fugas e pelas confusões promovidas no convento e declara seu desejo de casar-se com a prima Emília. Ambrósio é levado à prisão, as duas mulheres enganadas sentem-se vingadas, e o Mestre de Noviços abençoa a futura união de Carlos e Emília.