Ascensão do romance Profa. Maria Eneida Matos da Rosa
Teoria da literatura versus teoria da leitura Trajetória da escrita: Mesopotâmia, Egito, Fenícia (Judéia), Grécia. Serve para registrar: Propriedades, fins contáveis; Textos Sagrados – Velho Testamento; Legislação; Poesia oral – epopéia (Mito, Gilgamesh)
Profissional :  Rapsodo/ menestréis Escriba/copista – homem livre e remunerado; Professor Sofistas – reprodutores de conhecimento anti-Platão
Século IV – ESCOLA: Retórica e gramática; Século III – BIBLIOTECA (Alexandria) -  objeto: livro em rolo, papiro, pergaminho; A sacralização do autor já vem desse período
Idade  Média Retorno à dramaturgia; La Fontaine, Percival; História dos cavaleiros andantes; Lendas celtas; Nasce a crônica histórica Cultura religiosa – classe política – Carlos Magno (Inglaterra); Cultura popular – circula para as elites, nas cidades, no campo. Poesia lírica – elites Farsa – nas cidades No campo - cantos
Idade Média Oralidade tende a desaparecer; 1450 – invenção da prensa (Gutenberg); Aparecimento da vida urbana; Aparecimento do ensino laico; Reis não estão mais subordinados ao jugo da Igreja; A PALAVRA ESCRITA É A PALAVRA DA MODERNIDADE
Idade Média Passagem do latim para o latim vulgar; Unificação da ortografia (normalização e normatização de tipos gráficos que vem da Itália); Surgimento do livro (no formato similar ao de hoje) e surgimento do leitor;
Figura mais importante – impressor (industrial, capitalismo nascente) Figura menos importante - autor
Cenas de leitura Antiguidade – tragédia grega  Idade Média –  Tirant le Blanc –  Joanot Martorell; Modernidade –  D. Quixote –  Miguel de Cervantes;
Cenas de leitura - Romantismo Século XIX – pedagogia da valorização pensamento; Reação à leituramania (escapismo); Ex.:  Madame Bovary –  Gustave Flaubert Idéia de que a mulher se deixa levar pela literatura; Auge da literatura de massa no século XIX via folhetim;
Cenas de leitura - Romantismo À medida que a literatura se expande cria-se a dualidade proveniente de uma relação de mercado; Luta para preservar o espaço do criador e a preocupação com os direitos do autor
A forma romance Segundo Ian Watt (1990), “o gênero surgiu na era moderna, cuja orientação intelectual geral se afastou decisivamente de sua herança clássica e medieval rejeitando – ou pelo menos tentando rejeitar – os universais.
“O romance é a forma literária que reflete mais plenamente essa reorientação individualista e inovadora”. Os enredos da epopéia clássica e renascentista baseavam-se na História ou na fábula. O critério fundamental do romance era a fidelidade à experiência individual.
Defoe e Richardson são os primeiros grandes escritores ingleses que não extraíram seus enredos da mitologia, da História, da lenda ou de outras fontes literárias do passado; Diferem de Chaucer, Spenser, Shakespeare e Milton;
Particularidade da forma romance “Para começar os agentes no enredo e o local de suas ações deviam ser situados numa nova perspectiva literária: o enredo envolveria pessoas específicas em circunstâncias específicas, e não, como fora usual no passado, tipos humanos genéricos atuando num cenário basicamente determinado pela convenção literária adequada” (WATT, 1990, p. 17)
Particularidade da forma romance Técnica narrativa: Caracterização dos personagens – um indivíduo particular, nomeado da mesma forma que os indivíduos particulares são nomeados na vida real; Apresentação do ambiente
Técnica narrativa Identidade pessoal como uma identidade de consciência ao longo do tempo – o indivíduo estava em contato com sua identidade contínua através da lembrança e de seus pensamentos e atos passados; As personagens do romance só podem ser individualizadas se estão situadas num contexto com tempo e local particularizados; O tempo é a força que molda a história individual e coletiva do homem (WATT, 1990, p. 22);
 

C:\Fakepath\AscensãO Do Romance

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    Ascensão do romanceProfa. Maria Eneida Matos da Rosa
  • 2.
    Teoria da literaturaversus teoria da leitura Trajetória da escrita: Mesopotâmia, Egito, Fenícia (Judéia), Grécia. Serve para registrar: Propriedades, fins contáveis; Textos Sagrados – Velho Testamento; Legislação; Poesia oral – epopéia (Mito, Gilgamesh)
  • 3.
    Profissional : Rapsodo/ menestréis Escriba/copista – homem livre e remunerado; Professor Sofistas – reprodutores de conhecimento anti-Platão
  • 4.
    Século IV –ESCOLA: Retórica e gramática; Século III – BIBLIOTECA (Alexandria) - objeto: livro em rolo, papiro, pergaminho; A sacralização do autor já vem desse período
  • 5.
    Idade MédiaRetorno à dramaturgia; La Fontaine, Percival; História dos cavaleiros andantes; Lendas celtas; Nasce a crônica histórica Cultura religiosa – classe política – Carlos Magno (Inglaterra); Cultura popular – circula para as elites, nas cidades, no campo. Poesia lírica – elites Farsa – nas cidades No campo - cantos
  • 6.
    Idade Média Oralidadetende a desaparecer; 1450 – invenção da prensa (Gutenberg); Aparecimento da vida urbana; Aparecimento do ensino laico; Reis não estão mais subordinados ao jugo da Igreja; A PALAVRA ESCRITA É A PALAVRA DA MODERNIDADE
  • 7.
    Idade Média Passagemdo latim para o latim vulgar; Unificação da ortografia (normalização e normatização de tipos gráficos que vem da Itália); Surgimento do livro (no formato similar ao de hoje) e surgimento do leitor;
  • 8.
    Figura mais importante– impressor (industrial, capitalismo nascente) Figura menos importante - autor
  • 9.
    Cenas de leituraAntiguidade – tragédia grega Idade Média – Tirant le Blanc – Joanot Martorell; Modernidade – D. Quixote – Miguel de Cervantes;
  • 10.
    Cenas de leitura- Romantismo Século XIX – pedagogia da valorização pensamento; Reação à leituramania (escapismo); Ex.: Madame Bovary – Gustave Flaubert Idéia de que a mulher se deixa levar pela literatura; Auge da literatura de massa no século XIX via folhetim;
  • 11.
    Cenas de leitura- Romantismo À medida que a literatura se expande cria-se a dualidade proveniente de uma relação de mercado; Luta para preservar o espaço do criador e a preocupação com os direitos do autor
  • 12.
    A forma romanceSegundo Ian Watt (1990), “o gênero surgiu na era moderna, cuja orientação intelectual geral se afastou decisivamente de sua herança clássica e medieval rejeitando – ou pelo menos tentando rejeitar – os universais.
  • 13.
    “O romance éa forma literária que reflete mais plenamente essa reorientação individualista e inovadora”. Os enredos da epopéia clássica e renascentista baseavam-se na História ou na fábula. O critério fundamental do romance era a fidelidade à experiência individual.
  • 14.
    Defoe e Richardsonsão os primeiros grandes escritores ingleses que não extraíram seus enredos da mitologia, da História, da lenda ou de outras fontes literárias do passado; Diferem de Chaucer, Spenser, Shakespeare e Milton;
  • 15.
    Particularidade da formaromance “Para começar os agentes no enredo e o local de suas ações deviam ser situados numa nova perspectiva literária: o enredo envolveria pessoas específicas em circunstâncias específicas, e não, como fora usual no passado, tipos humanos genéricos atuando num cenário basicamente determinado pela convenção literária adequada” (WATT, 1990, p. 17)
  • 16.
    Particularidade da formaromance Técnica narrativa: Caracterização dos personagens – um indivíduo particular, nomeado da mesma forma que os indivíduos particulares são nomeados na vida real; Apresentação do ambiente
  • 17.
    Técnica narrativa Identidadepessoal como uma identidade de consciência ao longo do tempo – o indivíduo estava em contato com sua identidade contínua através da lembrança e de seus pensamentos e atos passados; As personagens do romance só podem ser individualizadas se estão situadas num contexto com tempo e local particularizados; O tempo é a força que molda a história individual e coletiva do homem (WATT, 1990, p. 22);
  • 18.