DIVERSOS ASPECTOS DOS ROMANCES BRASILEIROS
ROMANTISMO novo gênero literário utilização da prosa <> verso ROMANCE   narratividade: o fato de contar uma história. divulgação: através do jornal. ligado à: necessidade de democratizar os bens culturais. acessível à nova classe no poder: a burguesia.
Romances de folhetins: a leveza a atenuação dos conflitos tom “água-com-açúcar” superficialidade dos primeiros romances - leitura fácil -cheios de “ingredientes” -Pitoresco -  a atração leitor -a manutenção
Antônio Cândido: - O triunfo do romance:  não é fortuito. Que é :  anticlássico por excelência, o mais universal e regular. O fundamento?: a realidade é elaborada por um processo mental que guarda intacta a verossimilhança externa fecundando-a por um fermento de fantasia, que a situa além do quotidiano, em concorrência com a vida.
A MORENINHA   Joaquim Manuel de Macedo 1º romance romântico brasileiro; Publicado em 1.844; Romance de Folhetim Fermento de fantasia: - heroina adolescente que vive  uma  história de amor com  Augusto . Carolina:   travessa, inquieta, inconsequênte, as vezes engraçada, viva, curiosa e impertinente .
Antônio Cândido: “  Assim deu origem a um  mito sentimental  ,  A Moreninha ,  padroeira de namoros que ainda faz sonhar aos adolescentes” É a heroina que incorpora “a mulher-anjo romântica, pura, virginal, combinada com a imagem da índia a quem se alia magicamente para atrair o homem.
FOLHETIM   COSTUMES BURGUESES; DE  PÚBLICO FEMININO; SUCESSO  ENTRETENIMENTO LENDA INDÍGENA (AHY XAOITIN); NACIONALISMO   MORENINHA (CORBRASILEIRA); CENÁRIO IDÍLICO. AUGUSTO X CAROLINA
“ Perfis de Mulher” SENHORA   (1875)de José de Alencar “  As cortinas cerram-se, e as auras da noite, acariciando  o  seio das flores  cantavam o  hino misterioso  do  santo  amor conjugal” LUCÍOLA   (1862) de José de Alencar “  Lucíola é o  vampiro noturno ” que brilha de uma luz tão viva no  seio da treva  e à beira dos charcos. Não será a imagem verdadeira da mulher que no  abismo  da perdição  conserva a pureza da alma?
De onde decorre o Romantismo das expressões? De: -seu caráter emocional, maniqueísta: pureza x perdição abismo x santo amor conjugal o bem / o mal--    em jogo em ambos trechos Comentários:
Exercício: Com relação ao foco narrativo- ou seja à posição do narrador perante a história, explique as diferenças entre ambos os textos. Que impressão lhe fica de Lucíola? Que tipo de mulher ela parece ser? E de Aurélia Camargo? Em que sentido pode ser reconhecida como uma heroina romântica?
Inocência   ,  Visconde de Taunay filha dos sertões(ela própria se define),  feições de moça da cidade (todos, até seu pai, vêem nela). Para o pai: ela é uma menina, bonita,  arisca,  carinhosa, feiticeira, esquisita.
&quot;Nocência &quot;,  tem 18 anos, é &quot;muito ariscazinha de modos, mas bonita e boa deveras... Coitada, foi criada sem mãe, e aqui nestes fundões&quot;. Está &quot;apalavrada&quot; e vai se casar, por determinação do pai, com Manecão Doca ” &quot;Esta obrigação de casar as mulheres é o  diacho!...  Se não tomam estado, ficam jururus e  fanadinhas...;se casam, podem cair nas mãos de algum marido malvado...E depois, as  histórias! Hi, meu Deus, mulheres numa casa é coisa de meter medo...  São redomas de vidro que tudo pode quebrar [...] O Manecão que se  agüente, quando a tiver por sua... Com gente de saia não há que fiar... Cruz! botam famílias  inteiras a perder, enquanto o demo esfrega  um olho.&quot;
&quot;Apesar de bastante descorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante.  Do seu rosto irradiava singela expressão  de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a  franjar-lhe as pálpebras, e compridos  a ponto de projetarem sombras nas  mimosas faces. Era o nariz fino, um  bocadinho arqueado; a boca pequena,  e o queixo admiravelmente torneado.  Ao erguer a cabeça para tirar o braço de sob  o lençol, descera um nada a camisinha de crivo que vestia, deixando nu um colo de fascinadora alvura, em que ressaltava um ou outro sinal de nascença.&quot;
A mulher : Na visão masculina de Pereira e do universo sociocultural que ele representa, &quot;as mulheres não são confiáveis, porque sujeitas a  sucumbir a qualquer sedução, fruto d a sua falta de vivência e daquilo que é considerado a sua  fraqueza interior. Por outro  lado, a mulher também é uma  perigosa sedutora, vinculada  ao mito do pecado original&quot;,
A construção da identidade feminina nas narrativas românticas -MADAME BOVARY, de Gustave Flaubert. EMA: não consegue conciliar as leituras românticas de sua juventude com a vida medíocre após seu casamento   Suicídio como única solução para sua vida.
possibilidades oferecidas  à mulher ? = identidade estruturada em torno dos ideais do  amor  e do  casamento   Qual o tipo de feminilidade? -  Felicidade  da mulher  baseada  exclusivamente  em sua união com o  homem . CULLER (1999,P 17) Foucault:  poder // conhecimento - explicita como essa relação interfere na  construção da identidade daspessoas poder // conhecimento conhecimento como poder -  o que pensamos saber sobre o mundo exerce  PODER -  essa relação  conhecimento/poder  produziu a situação que define à  MULHER  como: Alguém cuja relação como pessoa debe residir  numa relação Sexual com um homem .”
Que formas discursivas teriam contribuído para a construção da ideia de SEXO ? TODOS:  o científico, o religioso, o literário, o da lei, representando  “ o sexo como algo anterior aos próprios discursos” A construção da identidade feminina   categoria discursiva do sexo .   A construção da ideia de sexo como principio causal  -  ideia da m ulher  como  um ser cuja plenitude residiria na sua relação com um homem, construindo-se uma identidade nele centrada.
identidade  tema --  LITERATURA as  narrativas ---  os estereótipos da feminilidade. “ a literatura é um lugar onde a ideia de sexo é construída (...) as identidades das pessoas estão ligadas ao tipo de desejo que sentem por um outro ser humano” (CULLER, 1999, p.: 17) O leitor:   atualiza as relações entre  sexo e identidade . Identifica-se com as personagens.
O CASAMENTO BURGUÉS MONOGÁMICO INDISOLÚVEL PASSA A SER VINCULADO AO  AMOR  A PARTIR DO S XIX NORBERT ELIAS : As relações extra matrimoniais foram removidas para o fundo de cena confinando a sexualidade ao quarto so casal e aos discursos dos especialistas. --   “A dama das camélias” :  una condenação das relações extra matrimoniais e o casamento como único espaço legítimo para o amor. Amor:  passa a ser um obstáculo: -Fica imobilizado -É institucionalizado
Trata-se  de de fazer coincidir: o casamento  e o amor  n a   literatura  e  na sociedade Na antiguidade:  relações entre iguais. Logo: Homem/mulher  ---  ao casamento O amor conjugal se incorporaria como valor ideal nos séculos XIX e XX.
As narrativas românticas internalizariam essas mudanças pondo em cena  obstáculos  ao próprio amor. representados pela sociedade Liberalismo  liberdade  < >  moral:  AMOR  só no Burguês  o HOMEM  espaço do ,  ,  casamento “  A identidade da mulher é construída  em torno ao desejo masculino” -era patriarcal: Mulher---  buscada  X Homem  alvo da busca  -  encontrada X  Homem  masculina
Até os séculos XIX / XX o discurso literário reproduziu o  mito da busca masculina HEROI   sai em busca de seus desejos, encontra uma o mais mulheres e se une a elas. -  Busca feminista:   rompe com o  patriarcado e com a identidade feminina nele cons- truída. -Busca feminina:  insere-se no contexto  mais  amplo da tradição patriarcal da busca masculina (heroi buscador) reforçando os papeis de mulher  nele previstos.
O campo amoroso da época vitoriana: Amor inocente (amor burguês)  AMOR  Feli Amor corrupto (homoerótico)  + amor romântico= SEXO  =cida Amor selvagem ( sexual)  CASAMENTO  de

Diversos aspectos dos romances brasileiros

  • 1.
    DIVERSOS ASPECTOS DOSROMANCES BRASILEIROS
  • 2.
    ROMANTISMO novo gêneroliterário utilização da prosa <> verso ROMANCE narratividade: o fato de contar uma história. divulgação: através do jornal. ligado à: necessidade de democratizar os bens culturais. acessível à nova classe no poder: a burguesia.
  • 3.
    Romances de folhetins:a leveza a atenuação dos conflitos tom “água-com-açúcar” superficialidade dos primeiros romances - leitura fácil -cheios de “ingredientes” -Pitoresco - a atração leitor -a manutenção
  • 4.
    Antônio Cândido: -O triunfo do romance: não é fortuito. Que é : anticlássico por excelência, o mais universal e regular. O fundamento?: a realidade é elaborada por um processo mental que guarda intacta a verossimilhança externa fecundando-a por um fermento de fantasia, que a situa além do quotidiano, em concorrência com a vida.
  • 5.
    A MORENINHA Joaquim Manuel de Macedo 1º romance romântico brasileiro; Publicado em 1.844; Romance de Folhetim Fermento de fantasia: - heroina adolescente que vive uma história de amor com Augusto . Carolina: travessa, inquieta, inconsequênte, as vezes engraçada, viva, curiosa e impertinente .
  • 6.
    Antônio Cândido: “ Assim deu origem a um mito sentimental , A Moreninha , padroeira de namoros que ainda faz sonhar aos adolescentes” É a heroina que incorpora “a mulher-anjo romântica, pura, virginal, combinada com a imagem da índia a quem se alia magicamente para atrair o homem.
  • 7.
    FOLHETIM COSTUMES BURGUESES; DE PÚBLICO FEMININO; SUCESSO ENTRETENIMENTO LENDA INDÍGENA (AHY XAOITIN); NACIONALISMO MORENINHA (CORBRASILEIRA); CENÁRIO IDÍLICO. AUGUSTO X CAROLINA
  • 8.
    “ Perfis deMulher” SENHORA (1875)de José de Alencar “ As cortinas cerram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal” LUCÍOLA (1862) de José de Alencar “ Lucíola é o vampiro noturno ” que brilha de uma luz tão viva no seio da treva e à beira dos charcos. Não será a imagem verdadeira da mulher que no abismo da perdição conserva a pureza da alma?
  • 9.
    De onde decorreo Romantismo das expressões? De: -seu caráter emocional, maniqueísta: pureza x perdição abismo x santo amor conjugal o bem / o mal--  em jogo em ambos trechos Comentários:
  • 10.
    Exercício: Com relaçãoao foco narrativo- ou seja à posição do narrador perante a história, explique as diferenças entre ambos os textos. Que impressão lhe fica de Lucíola? Que tipo de mulher ela parece ser? E de Aurélia Camargo? Em que sentido pode ser reconhecida como uma heroina romântica?
  • 11.
    Inocência , Visconde de Taunay filha dos sertões(ela própria se define), feições de moça da cidade (todos, até seu pai, vêem nela). Para o pai: ela é uma menina, bonita, arisca, carinhosa, feiticeira, esquisita.
  • 12.
    &quot;Nocência &quot;, tem 18 anos, é &quot;muito ariscazinha de modos, mas bonita e boa deveras... Coitada, foi criada sem mãe, e aqui nestes fundões&quot;. Está &quot;apalavrada&quot; e vai se casar, por determinação do pai, com Manecão Doca ” &quot;Esta obrigação de casar as mulheres é o diacho!... Se não tomam estado, ficam jururus e fanadinhas...;se casam, podem cair nas mãos de algum marido malvado...E depois, as histórias! Hi, meu Deus, mulheres numa casa é coisa de meter medo... São redomas de vidro que tudo pode quebrar [...] O Manecão que se agüente, quando a tiver por sua... Com gente de saia não há que fiar... Cruz! botam famílias inteiras a perder, enquanto o demo esfrega um olho.&quot;
  • 13.
    &quot;Apesar de bastantedescorada e um tanto magra, era Inocência de beleza deslumbrante. Do seu rosto irradiava singela expressão de encantadora ingenuidade, realçada pela meiguice do olhar sereno que, a custo, parecia coar por entre os cílios sedosos a franjar-lhe as pálpebras, e compridos a ponto de projetarem sombras nas mimosas faces. Era o nariz fino, um bocadinho arqueado; a boca pequena, e o queixo admiravelmente torneado. Ao erguer a cabeça para tirar o braço de sob o lençol, descera um nada a camisinha de crivo que vestia, deixando nu um colo de fascinadora alvura, em que ressaltava um ou outro sinal de nascença.&quot;
  • 14.
    A mulher :Na visão masculina de Pereira e do universo sociocultural que ele representa, &quot;as mulheres não são confiáveis, porque sujeitas a sucumbir a qualquer sedução, fruto d a sua falta de vivência e daquilo que é considerado a sua fraqueza interior. Por outro lado, a mulher também é uma perigosa sedutora, vinculada ao mito do pecado original&quot;,
  • 15.
    A construção daidentidade feminina nas narrativas românticas -MADAME BOVARY, de Gustave Flaubert. EMA: não consegue conciliar as leituras românticas de sua juventude com a vida medíocre após seu casamento Suicídio como única solução para sua vida.
  • 16.
    possibilidades oferecidas à mulher ? = identidade estruturada em torno dos ideais do amor e do casamento Qual o tipo de feminilidade? - Felicidade da mulher baseada exclusivamente em sua união com o homem . CULLER (1999,P 17) Foucault: poder // conhecimento - explicita como essa relação interfere na construção da identidade daspessoas poder // conhecimento conhecimento como poder - o que pensamos saber sobre o mundo exerce PODER - essa relação conhecimento/poder produziu a situação que define à MULHER como: Alguém cuja relação como pessoa debe residir numa relação Sexual com um homem .”
  • 17.
    Que formas discursivasteriam contribuído para a construção da ideia de SEXO ? TODOS: o científico, o religioso, o literário, o da lei, representando “ o sexo como algo anterior aos próprios discursos” A construção da identidade feminina categoria discursiva do sexo . A construção da ideia de sexo como principio causal -  ideia da m ulher como um ser cuja plenitude residiria na sua relação com um homem, construindo-se uma identidade nele centrada.
  • 18.
    identidade tema--  LITERATURA as narrativas ---  os estereótipos da feminilidade. “ a literatura é um lugar onde a ideia de sexo é construída (...) as identidades das pessoas estão ligadas ao tipo de desejo que sentem por um outro ser humano” (CULLER, 1999, p.: 17) O leitor: atualiza as relações entre sexo e identidade . Identifica-se com as personagens.
  • 19.
    O CASAMENTO BURGUÉSMONOGÁMICO INDISOLÚVEL PASSA A SER VINCULADO AO AMOR A PARTIR DO S XIX NORBERT ELIAS : As relações extra matrimoniais foram removidas para o fundo de cena confinando a sexualidade ao quarto so casal e aos discursos dos especialistas. --  “A dama das camélias” : una condenação das relações extra matrimoniais e o casamento como único espaço legítimo para o amor. Amor: passa a ser um obstáculo: -Fica imobilizado -É institucionalizado
  • 20.
    Trata-se dede fazer coincidir: o casamento e o amor n a literatura e na sociedade Na antiguidade: relações entre iguais. Logo: Homem/mulher ---  ao casamento O amor conjugal se incorporaria como valor ideal nos séculos XIX e XX.
  • 21.
    As narrativas românticasinternalizariam essas mudanças pondo em cena obstáculos ao próprio amor. representados pela sociedade Liberalismo liberdade < > moral: AMOR só no Burguês o HOMEM espaço do , , casamento “ A identidade da mulher é construída em torno ao desejo masculino” -era patriarcal: Mulher--- buscada X Homem alvo da busca - encontrada X Homem masculina
  • 22.
    Até os séculosXIX / XX o discurso literário reproduziu o mito da busca masculina HEROI sai em busca de seus desejos, encontra uma o mais mulheres e se une a elas. - Busca feminista: rompe com o patriarcado e com a identidade feminina nele cons- truída. -Busca feminina: insere-se no contexto mais amplo da tradição patriarcal da busca masculina (heroi buscador) reforçando os papeis de mulher nele previstos.
  • 23.
    O campo amorosoda época vitoriana: Amor inocente (amor burguês) AMOR Feli Amor corrupto (homoerótico) + amor romântico= SEXO =cida Amor selvagem ( sexual) CASAMENTO de