Amor de Perdição – Uma Reflexão
O romance Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, divide-se em duas
intrigas: a principal e a secundária. A segunda foca-se na vida de Domingos, corregedor
e patriarca da família Botelho, antes e após casar com D. Rita Preciosa. Foca-se,
também, mais adiante, na vida do filho mais velho de ambos, Manuel Botelho. A
intriga principal centra-se na história de Simão, irmão mais novo de Manuel, e de
Teresa, filha de Tadeu Albuquerque (inimigo de Domingos), os dois de quinze anos.
Estes apaixonam-se e Simão, que era conhecido pelo seu temperamento indomável e
por ser inconsequente, muda totalmente. Durante toda a narrativa, trocam cartas. A
fidalga está, porém, prometida ao seu primo Baltasar, com quem se recusa a casar. É,
então, forçada a ir para o convento de Monchique, no Porto. Por outro lado, Domingos
expulsa o filho de casa. Na noite da partida da amada, Simão, hospedado na casa de
um ferrador, vai ao seu encontro e João da Cruz (o ferrador) mata Baltasar. O filho do
corregedor assume a culpa e acaba por ir para a Cadeia da Relação, no Porto. Mariana,
filha de João, acompanha-o, pois está apaixonada, embora não seja correspondida. O
rapaz escolhe ser degredado para a Índia por dez anos a ficar preso durante o mesmo
período de tempo. Quando o seu barco parte, Teresa acena do muro do convento e aí
morre de Tuberculose. Simão morre alguns dias depois, devido a uma febre. Mariana
atira-se ao mar com o seu corpo.
As personagens que mais me inspiraram foram Teresa e Mariana, duas
mulheres fortes e bondosas, embora diferentes. A primeira, apesar da sua tenra idade,
era decidida, paciente e persistente – aguentou todos os meses nos conventos e nunca
desistiu do amor de Simão. A segunda era generosa, leal e paciente – amava
intensamente, mesmo sabendo que não era correspondida, sem pedir nada em troca e
nunca deixou Simão sozinho.
Camilo utiliza frequentemente apóstrofes e a ironia para tecer críticas, fazendo
intervenções durante a narração. O autor não se prolonga nas suas descrições e o
ritmo da narrativa é acelerado (os acontecimentos fluem com rapidez).
Concluindo, recomendaria este livro a todas as pessoas, visto tê-lo
achado bastante interessante.
Marta Vouga Vaz Ferreira, nº 19, 12ºD

Amor de perdição

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    Amor de Perdição– Uma Reflexão O romance Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, divide-se em duas intrigas: a principal e a secundária. A segunda foca-se na vida de Domingos, corregedor e patriarca da família Botelho, antes e após casar com D. Rita Preciosa. Foca-se, também, mais adiante, na vida do filho mais velho de ambos, Manuel Botelho. A intriga principal centra-se na história de Simão, irmão mais novo de Manuel, e de Teresa, filha de Tadeu Albuquerque (inimigo de Domingos), os dois de quinze anos. Estes apaixonam-se e Simão, que era conhecido pelo seu temperamento indomável e por ser inconsequente, muda totalmente. Durante toda a narrativa, trocam cartas. A fidalga está, porém, prometida ao seu primo Baltasar, com quem se recusa a casar. É, então, forçada a ir para o convento de Monchique, no Porto. Por outro lado, Domingos expulsa o filho de casa. Na noite da partida da amada, Simão, hospedado na casa de um ferrador, vai ao seu encontro e João da Cruz (o ferrador) mata Baltasar. O filho do corregedor assume a culpa e acaba por ir para a Cadeia da Relação, no Porto. Mariana, filha de João, acompanha-o, pois está apaixonada, embora não seja correspondida. O rapaz escolhe ser degredado para a Índia por dez anos a ficar preso durante o mesmo período de tempo. Quando o seu barco parte, Teresa acena do muro do convento e aí morre de Tuberculose. Simão morre alguns dias depois, devido a uma febre. Mariana atira-se ao mar com o seu corpo. As personagens que mais me inspiraram foram Teresa e Mariana, duas mulheres fortes e bondosas, embora diferentes. A primeira, apesar da sua tenra idade, era decidida, paciente e persistente – aguentou todos os meses nos conventos e nunca desistiu do amor de Simão. A segunda era generosa, leal e paciente – amava intensamente, mesmo sabendo que não era correspondida, sem pedir nada em troca e nunca deixou Simão sozinho. Camilo utiliza frequentemente apóstrofes e a ironia para tecer críticas, fazendo intervenções durante a narração. O autor não se prolonga nas suas descrições e o ritmo da narrativa é acelerado (os acontecimentos fluem com rapidez). Concluindo, recomendaria este livro a todas as pessoas, visto tê-lo achado bastante interessante. Marta Vouga Vaz Ferreira, nº 19, 12ºD